Moraes determina execução da pena de primeiro condenado por atos golpistas

Brasília (DF), 22/06/2023 - O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante sessão para o julgamento da ação (Aije nº 0600814-85) que pede a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e de Walter Braga Netto, candidatos à Presidência da República nas Eleições 2022. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Matheus Lázaro é o primeiro a ter a sentença executada

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a execução da pena de Matheus Lima de Carvalho Lázaro, condenado pela Corte a 17 anos de prisão pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Com a decisão, Mateus é o primeiro condenado pelos atos que tem a sentença executada. A condenação pelo plenário do Supremo ocorreu em setembro deste ano. Na última quinta-feira (14), foi publicado o acórdão do julgamento e declarado o trânsito em julgado, ou seja, o fim do processo.

Na decisão, Moraes determinou que o acusado seja submetido aos exames médicos oficiais para dar início à execução da pena. Mateus está preso desde 8 de janeiro no presídio da Papuda, em Brasília.

Ele é morador de Apucarana (PR) e foi preso na Esplanada dos Ministérios no dia dos ataques portando um canivete após deixar o Congresso Nacional. Segundo as investigações, em mensagens enviadas a parentes durante os atos, ele defendeu a intervenção militar para tomada do poder pelo Exército.

Com base no voto do relator, Alexandre de Moraes, a maioria dos ministros confirmou que o réu cometeu os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Defesa

Em setembro, durante o julgamento, a advogada Larissa Lopes de Araújo, representante do réu, chorou ao fazer a sua sustentação e acusou o Supremo de não respeitar a Constituição.

A advogada disse que Matheus não participou da depredação e afirmou que as imagens de câmeras de segurança mostram o acusado em pontos distantes da Esplanada em menos de cinco minutos de filmagem.

Fonte: Agência Brasil

Docentes e técnicos da Uneal cobram concurso em reunião na Seplag

Em reunião realizada hoje, 15/12, na Secretaria de Planejamento e Gestão, os Sindicatos de docentes e técnicos da Uneal relataram os casos de sobrecarga de trabalho e adoecimento vivido pelos profissionais e cobraram a realização imediata de concurso público.

A Universidade Estadual de Alagoas vem passando por processo de esvaziamento do corpo técnico e docente, que junto com a falta de uma política de assistência estudantil, tem provocado um grande índice de evasão dos alunos. Recentemente, o Campus de União dos Palmares paralisou as atividades em protesto.

Para o reitor Odilon Máximo, apesar da grave situação, a Uneal tem cumprido seu papel institucional, “formando alunos para as redes municipais e estadual no interior do estado”.

Para o professor Luizinho, presidente do Sinduneal, “os docentes e técnicos estão adoecendo diante da sobrecarga de trabalho, e se, o concurso não for realizado, as categorias poderão realizar greve”.

O secretário de planejamento e gestão, Gabriel Albino Nepomuceno falou que era favorável a realização do concurso e apresentou uma proposta de reunião com o governador Paulo Dantas em janeiro, “para definir a forma e o cronograma do concurso.”

Equatorial é derrotada e TST confirma suspensão de descontos em salários

Após decisão da justiça suspendendo os descontos salariais referentes ao banco de horas-extras negativo da pandemia, promovidos pela Equatorial, a empresa recorreu ao Pleno do Tribunal Regional do Trabalho – TRT e ao Tribunal Superior do Trabalho – TST, tentando suspender a decisão do Dr. João Leite no processo.

Inconformada com a decisão do Juiz, a empresa foi à Corregedoria do TST contra o magistrado. No entanto, a Ministra Corregedora-Geral do Tribunal Superior do Trabalho – TST, Dra. Dora Maria da Costa,  negou o pedido da empresa, conforme decisão abaixo.

O prazo para cumprimento da decisão é de 10 dias úteis.

A empresa foi intimada em 04/12. Dia 08/12 foi feriado. O prazo é até 19/12, último dia antes do recesso.

Se a empresa não conseguir decisão suspendendo a atual e, não cumprir a decisão proferida, incide multa diária de R$ 1.000,00 por cada trabalhador afetado.

Esta é mais uma vitória dos trabalhadores neste processo contra a Equatorial, demonstrando o empenho do Sindicato na luta por justiça e o reconhecimento de que vale a pena confiar na lei contra os interesses meramente econômicos da empresa.

Fonte: Urbanitários AL

BRASIL SUSPENDE ACORDOS COM ISRAEL

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, garantiu que o governo brasileiro “não efetivaria nenhuma política de cooperação militar com o Estado de Israel neste momento” e que “não daria consequência aos acordos assinados durante o governo anterior [do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022)].

A declaração ocorreu durante uma reunião do chanceler com deputados federais nesta quarta-feira (13/12) em Brasília. A Opera Mundi, o parlamentar Glauber Braga (PSOL-RJ) afirmou que essa foi a promessa de Vieira quando questionado acerca da posição oficial do governo brasileiro em relação aos acordos de segurança e militares que o governo Bolsonaro firmou com Israel.

“Houve uma conversa na entrega da carta e a minha pergunta ao ministro foi sobre a posição oficial do governo brasileiro sobre a revogação dos acordos de cooperação com Israel. Ele disse que o governo não efetivaria nenhuma política de cooperação militar neste momento com o Estado de Israel. Agora a nossa expectativa é que isso se transforme em uma posição política e a formalização de uma linha com essa orientação”, declarou Braga.

A reunião na capital federal brasileira foi organizada com o intuito que uma carta assinada por mais de 60 parlamentares abordando a situação em Gaza, em meio às ofensivas de Israel, fosse entregue ao ministro do presidente Lula.

De acordo com a deputada e articuladora da reunião Fernanda Melchionna (PSOL-RS), também a Opera Mundi, o ministro “falou que ia conversar com o presidente Lula sobre as demandas apresentadas pelos deputados”.

No encontro sediado na Câmara dos Deputados, também estavam presentes os parlamentares Padre João (PT-MG), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), articuladores do documento.

“A carta reforça o chamado por um cessar-fogo urgente e uma política mais enfática de enfrentamento ao genocídio promovido pelo Estado de Israel contra o povo palestino. Além de pedir pela não-promoção dos acordos de cooperação militar, solicitamos que o governo atue energicamente pelo fim da ocupação e do apartheid”, pontuou Melchionna sobre o documento entregue a Vieira.

Melchionna afirmou que o mais grave dos acordos que os parlamentares lutam pela revogação é o Projeto de Decreto Legislativo 554, de 2021, aprovado em 18 de outubro ano na Câmara dos Deputados e que segue para o Senado.

O documento, assinado pelo deputado Aécio Neves (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa à época, aborda a cooperação brasileira e israelense em segurança pública, prevenção e combate ao crime organizado em um acordo firmado em Jerusalém em 31 de março de 2019.

Segundo o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), que objetiva a fragilização do Estado de Israel para que sua ofensiva em Gaza seja cessada, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro firmou acordos com a administração do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em temas como ciência e tecnologia, defesa, segurança pública, aviação civil, segurança cibernética e saúde.

Fonte: A Postagem

Israel prendeu quatro mil pessoas na Cisjordânia em três meses

O exército israelense prendeu ao menos quatro mil palestinos desde 7 de outubro, apenas nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, informou uma nota conjunta divulgada ontem (13) por organizações que monitoram os direitos humanos dos prisioneiros políticos na região.

Assinam a nota a Autoridade de Assuntos dos Prisioneiros e Ex-prisioneiros, o Clube dos Prisioneiros Palestinos, a Associação de Direitos Humanos e Apoio aos Prisioneiros – Addameer e o Centro Wadi Hilweh Centre de Jerusalém.

As ongs deram destaque aos crimes e às violações israelenses nos territórios ocupados após 7 de outubro, incluindo campanhas de prisão e casos de agressão e tortura dentro das cadeias.

Estima-se 150 mulheres também apreendidas, incluindo cidadãs palestinos do Estado de Israel, isto é, radicados no território ocupado durante a Nakba ou “catástrofe” em 1948. Ao menos 255 menores de idade estão entre os novos prisioneiros da ocupação.

Entre os jornalistas, são 45 detidos – 32 dos quais permanecem em custódia.

LEIA: Guerra Israel-Palestina: Na guerra, as palavras importam. Os “prisioneiros” palestinos também são reféns

Autoridades ocupantes emitiram ao menos dois mil mandados de detenção administrativa, mecanismo que permite encarcerar palestinos sem julgamento ou sequer acusação por períodos indeterminados – reféns, por definição. Os índices incluem novos mandados e renovação de outros.

Seis prisioneiros palestinos morreram em custódia, incluindo um cidadão de Gaza que não foi devidamente identificado.

Há ao menos 7.800 palestinos nas cadeias israelenses, entre os quais 2.870 sob detenção administrativa e 260 classificados como “combatentes ilegais” de Gaza – apesar da falta de provas ou transparência por parte das autoridades ocupantes.

O comunicado alertou para subnotificação dado que Israel não divulga detalhes dos encarcerados e que muitos prisioneiros desapareceram na rede carcerária do exército colonial.

Israel mantém ataques aéreos e uma invasão por terra contra Gaza desde 7 de outubro, somado a ações repressivas na Cisjordânia. São quase 20 mil mortos e 50 mil feridos – 70% mulheres e crianças. As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

Fonte: Monitor do Oriente Médio

Autoridades pedem multa de R$ 1 bilhão para a Braskem

Responsável pela tragédia ambiental do afundamento de diversos bairros em Maceió, a Braskem protela em propor soluções. Entenda

O Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) moveram uma ação para bloquear R$ 1 bilhão da empresa Braskem. A punição tem relação com a falta de apresentação de propostas para inclusão de novos imóveis no programa de compensação financeira às vítimas de tragédia de responsabilidade da empresa. Esse embate se dá em meio ao contínuo afundamento do solo em áreas de Maceió em razão do colapso de minas de sal-gema controladas pela Braskem.

A Defesa Civil atualizou recentemente o mapa de risco da área afetada. Então, em resposta, a Justiça Federal determinou a inclusão do bairro Bom Parto no programa de realocação da Braskem. Contudo, durante uma audiência de conciliação realizada na última terça-feira (12), a empresa não apresentou qualquer proposta ou cronograma para implementar as medidas.

Braskem em descumprimento

Caso a Braskem continue descumprindo as ordens judiciais, o MPF solicita a aplicação de uma multa diária de R$ 50 mil ao presidente da empresa. A posição da Braskem diante dessa questão foi de manifestar sua intenção de recorrer da decisão, porém, tentativas de contato pela Agência Brasil não obtiveram resposta.

Em comunicado recente, a Braskem afirmou ter destinado mais de R$ 9 bilhões para ações em Alagoas. Os valores incluiriam indenizações e medidas socioambientais e econômicas. Destacou ainda que cerca de 40 mil pessoas de mais de 14 mil imóveis foram realocadas nos últimos quatro anos por meio do Programa de Compensação Financeira. Contudo, ainda é cedo para mensurar o tamanho da tragédia.

Enquanto isso, as autoridades locais estão intensificando esforços para lidar com a situação. Representantes da prefeitura de Maceió se reuniram com a Advocacia-Geral da União para discutir aspectos técnicos e jurídicos relacionados às reparações.

Outra atualização importante refere-se à instalação de um novo equipamento para monitorar a movimentação do solo próximo à mina nº 18. Este aparelho, que transmite dados em tempo real com precisão de milímetros, substitui o equipamento comprometido pelo rompimento da mina no último domingo. Entretanto, aproximadamente 10 dias serão necessários para a calibração completa do dispositivo. Enquanto isso, outros equipamentos responsáveis pela medição nas demais minas no subsolo de Maceió seguem operando.

O cenário complexo e as decisões em curso indicam um impasse significativo entre a Braskem, as autoridades locais e os afetados pelo afundamento do solo. A busca por soluções e a pressão por medidas eficazes permanecem no centro desse embate, enquanto a preocupação com a segurança das comunidades afetadas continua a ser uma prioridade.

Fonte: Rede Brasil Atual

Em encontro com a juventude, Lula promete mais 100 Institutos Federais

“Vocês me elegeram presidente da República. Vocês têm o direito e dever de ajudar a gente a fazer mais”, disse Lula em encontro de jovens

 Começou hoje (14), em Brasília, a 4ª Conferência Nacional de Juventude. O evento, que ocupa o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, reúne jovens de todo o país para discutir políticas públicas para a população de 15 a 29 anos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do evento que abriu os trabalhos nesta noite. “Tivemos uma batalha grande pela democracia. A juventude teve solidariedade comigo. Tiveram coragem quando ousaram não acreditar nas canalhices que a elite brasileira montou para impedir que eu voltasse a ser presidente”, disse, ao lado da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

“Vocês me elegeram presidente da República. O que acho mais importante é que, pelo fato dessa luta toda, pela perseverança, vocês não apenas conquistaram direito de reivindicar. Como vocês têm o direito e dever de ajudar a gente a fazer mais. Não tem na história do Brasil momento político em que a sociedade civil teve possibilidade de participar da elaboração, aprovação e execução das políticas. A juventude ajudou uma revolução da Educação com Prouni, Reuni, escolas técnicas, universidades federais. No meu mandato, vamos fazer mais 100 institutos para a juventude”, completou o presidente Lula.

Com o tema “Reconstruir no Presente, Construir o Futuro: Desenvolvimento, Direitos, Participação e Bem-Viver”, a conferência reunirá, até 17 de dezembro, jovens de todos o país para discutir políticas públicas para a população com idade entre 15 e 29 anos. O encontro conta com organização da Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude. Também pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

Lula, união e reconstrução

O retorno do diálogo entre o governo federal e a sociedade civil marca um momento significativo. Desde 2015, o governo não realizou a Conferência Nacional de Juventude. Então, trata-se de uma postura clara de desprezo por essa parcela da sociedade.

O processo preparatório para a 4ª Conferência Nacional da Juventude envolveu uma série de etapas, incluindo municipais, regionais, estaduais, livres, temáticas, de povos e comunidades, territoriais, além da versão digital. Com um engajamento expressivo e a participação ativa de diversas vertentes da juventude brasileira, as fases preliminares da Conferência mobilizaram mais de 250 mil jovens. Entidades realizaram conferências municipais em 1.535 cidades, abrangendo cerca de 1.800 municípios brasileiros.

Desse amplo espectro de eventos, emergiram 1.117 propostas que serão submetidas à avaliação na plenária final. Esta sessão ocorrerá no derradeiro dia da Conferência Nacional e contará com a participação de 1.300 delegados e delegadas de todos os estados e do Distrito Federal. Eles foram eleitos durante as fases preliminares, seguindo critérios estabelecidos no regimento interno, como a paridade de gênero, proporção étnico-racial e diversidade regional.

Fonte: Rede Brasil Atual

Pastor é preso por estupro da filha adotiva de 8 anos

Um pastor e sua esposa foram presos na terça-feira (12), em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, sob acusações de estupro e maus-tratos contra a filha adotiva, hoje com 8 anos. O casal foi localizado por agentes do programa de segurança pública Segurança Presente de Niterói em um bar próximo à BR-101, no bairro Jardim Catarina.

A denúncia de estupro surgiu em 2021, quando a criança, ainda com 6 anos, apresentou queixas de dores abdominais e ardência ao urinar a uma funcionária do Serviço de Acolhimento Familiar de São Gonçalo. O homem, de 62 anos, é pastor evangélico da Assembleia de Deus Palavra de Vida.

Segundo as investigações, a vítima contou que o pai adotivo praticava atos inapropriados, como “beijar na boca, passar a mão no peito e colocá-la sentada no colo de uma forma que ela não gostava”. A mãe, de 61 anos, também foi acusada de agredir a criança e obrigá-la a comer pimenta.

Conforme noticiado pelo portal “O São Gonçalo”, o casal foi conduzido à 74ª DP (Alcântara) e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional. Eles enfrentarão acusações de maus-tratos e estupro de vulnerável.

Fonte: DCM

Com 47 votos favoráveis, Senado aprova Dino para o STF

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do senador licenciado e atual ministro da Justiça Flávio Dino para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação secreta terminou com 47 votos a favor e 31 contrários, além de 2 abstenções. O relator da indicação presidencial (MSF 88/2023) foi o senador Weverton (PDT-MA). O próximo passo será a posse do indicado no STF. Dino ocupará a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber.

Durante o dia, Dino foi sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) por mais de dez horas e recebeu 17 votos favoráveis e 10 contrários. Durante os debates, a oposição se concentrou na carreira política de Flávio Dino, criticando sua atuação partidária e sua gestão no Ministério da Justiça. Dino garantiu que seu trabalho como ministro do STF não terá viés político e defendeu a presunção de constitucionalidade das decisões do Congresso. Mas disse também que não terá “preconceito” de dialogar com a classe política.

— Eu não terei nenhum medo, nenhum receio e nenhum preconceito de receber políticos e políticas do Brasil, porque Vossas Excelências são delegatários da soberania popular. Independentemente das cores partidárias, terão idêntico respeito, como assim fiz na minha vida inteira — disse na sabatina.

Na votação no Plenário, o relator elogiou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou a carreira do indicado. 

— Estivemos desde cedo na CCJ, uma longa sabatina, onde tivemos a oportunidade de testemunhar o que já tínhamos relatado  e tirarmos todas as dúvidas sobre o notável saber jurídico e a reputação ilibada. Ficou muito claro que ele sabe se conduzir conforme a tarefa que lhe é delegada durante a sua vida pública — disse Weverton. 

Já Magno Malta (PL-ES) criticou a escolha e afirmou que Dino “muda de posição, mas não de time”:

— Estamos levando para o Supremo um militante de esquerda mais uma vez. Ele disse que mudou de posição: de atacante para goleiro. Mudou de posição, mas não mudou de time. O time dele é o time de esquerda. 

Votação apertada

O placar no Plenário (47 a 31) foi apertado e superou ligeiramente a indicação com a menor diferença de apoios dos últimos anos, na comparação com as indicações dos atuais ministros da Corte.

A diferença de votos no Plenário para a indicação de Dino foi de 16. A indicação com placar mais apertado foi a do ministro André Mendonça, indicado no governo de Jair Bolsonaro, que registrou diferença de 15 votos. Mendonça também recebeu a maior votação contrária (32).

O que recebeu o menor número de votos favoráveis desde a redemocratização foi Francisco Rezek, indicado por Fernando Collor, em 1992: 45 votos.

Indicação e relatório

Neste tipo de matéria (MSF 88/2023), o relator analisa se a mensagem presidencial atende a critérios objetivos definidos pela Constituição. No caso dos ministros do STF, a Carta Magna exige mais de 35 anos e menos de 70 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada. 

Na leitura do relatório na CCJ, Weverton destacou a atuação de Flávio Dino como juiz federal, parlamentar e ministro de Estado. “Alguém que teve experiências exitosas no exercício de funções dos três Poderes da República, [mas] nunca se afastou do mundo jurídico”. O senador também mencionou a atuação parlamentar de Dino. “Quando deputado federal, apresentou diversos projetos de lei que se transformaram em normas jurídicas, dentre os quais podemos destacar as leis que regulamentaram a ação direta de inconstitucionalidade por omissão e o mandado de injunção”, salientou.

Biografia

Formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 1990, Flávio Dino de Castro e Costa tem 55 anos. É mestre pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com a dissertação Autogoverno e Controle do Judiciário no Brasil, em que propôs a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foi professor da UFMA e da Universidade de Brasília (UnB).

Em 1994, passou em primeiro lugar no concurso para juiz federal, vinculado ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Foi presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) entre 2000 e 2002 e permaneceu no Judiciário até 2006, quando pediu exoneração para se candidatar a deputado federal. 

Atuou como parlamentar entre 2007 e 2010, antes de assumir a presidência da Empresa Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Em 2014, foi eleito governador do Maranhão e reeleito quatro anos depois. Em 2022, desincompatibilizou-se do mandato para concorrer ao Senado, e foi eleito com mais de 62% dos votos válidos. Nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública pelo presidente Lula, Dino licenciou-se do mandato de senador.

Senadores no STF

Flávio Dino é o primeiro senador indicado para ministro do STF desde o ano de 1994. Ele se juntará a outros 12 ministros do Supremo que também tiveram assento na Casa. Antes dele, o último senador indicado ao STF havia sido Maurício Corrêa (1934-2012), eleito pelo DF e sugerido à Casa pelo presidente Itamar Franco. Corrêa tomou posse no cargo em dezembro daquele ano.

Suplente 

Com a posse de Dino no STF, sua primeira suplente e atual senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) garantirá uma vaga fixa no Senado até 2030. Ela assumiu a função no início do ano em razão da posse de Flávio Dino no cargo de ministro.

Fonte: Agência Senado

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