Casos de Parkinson são mais frequentes em regiões com forte uso de pesticidas

No estudo, os pesquisadores fizeram a revisão de registros médicos de 21,5 milhões de pessoas inscritas no Medicare em 2009 para determinar a taxa da doença de Parkinson em várias regiões do país

Pesquisadores dos Estados Unidos relatam um aumento de casos de doença de Parkinson em regiões do país onde há forte uso de pesticidas e herbicidas agrícolas. Um estudo preliminar divulgado ontem, e que será apresentado em abril no congresso da Academia Norte-Americana de Neurologia, identificou 14 substâncias tóxicas nas regiões das Montanhas Rochosas e das Grandes Planícies, associadas significativamente com a enfermidade neurodegenerativa.

No estudo, os pesquisadores fizeram a revisão de registros médicos de 21,5 milhões de pessoas inscritas no Medicare em 2009 para determinar a taxa da doença de Parkinson em várias regiões do país. Eles procuraram, então, uma possível relação entre a incidência da enfermidade e o uso de 65 pesticidas.

Os autores descobriram que os pesticidas e herbicidas simazina, atrazina e lindano tinham a relação mais forte com a doença de Parkinson. Quando dividiram os condados em 10 grupos com base na exposição a esse tipo de substância tóxica, constataram que os habitantes de locais com maiores aplicações de simazina tinham 36% mais probabilidade de apresentar o distúrbio degenerativo, comparado a níveis de exposição menores.

Para o herbicida atrazina, aqueles expostos à maior quantidade tinham 31% mais risco de ter Parkinson. Já o inseticida lindano associou-se a um risco 25% mais elevado. Os resultados permaneceram quando os pesquisadores ajustaram outros fatores que poderiam afetar o risco do mal, como poluição atmosférica. “É preocupante que estudos anteriores tenham identificado outros pesticidas e herbicidas como potenciais fatores de risco para a doença de Parkinson, e há centenas de pesticidas que ainda não foram estudados quanto a qualquer relação com a doença”, disse Brittany Krzyzanowski, principal autora do estudo e cientista do Instituto Neurológico Barrow, no Arizona.

“Muitos estudos sugeriram a possibilidade de uma causa ambiental para o Parkinson”, observa Chris Morris, professor sênior do Instituto de Pesquisa Clínica e Transnacional da Universidade de Newcastle, no Reino Unido. Ele cita um artigo, do ano passado, que encontrou associação da doença com a exposição a um químico específico, o tricloroetileno. “É necessário investigar muito mais para determinar essas relações e, esperançosamente, inspirar a tomada de medidas para reduzir o risco de doenças, reduzindo os níveis desses pesticidas.” 

Fonte: Correio Braziliense

Israelenses vão às ruas contra Netanyahu e pedem fim da guerra e eleições

Milhares de manifestantes se reuniram no centro de Tel Aviv, em Israel, na noite deste sábado (2).

Os protestos contrários ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pedem o fim da guerra contra o Hamas, o retorno dos reféns israelenses sequestrados durante os ataques do grupo islâmico em 7 de outubro e novas eleições.

O que aconteceu

Manifestantes se reuniram na rua Kaplan, na cidade de Tel Aviv. As pessoas tinham bandeiras de Israel, faixas e cartazes contra o governo. Um dos cartazes se referia a Netanyahu como “ministro assassino”.

Volta de reféns

Protestos ocorrem em diversas cidades de Israel. A primeira manifestação que a reportagem acompanhou foi organizada por familiares de reféns do grupo Hamas. O movimento que organiza os protestos é o “Bring Them Home Now”, na tradução para o português “Tragam eles para casa agora”.

Telões espalhados pela praça mostravam o rosto das pessoas sequestradas. O local passou a ser chamado de “Praça dos Sequestrados”. No espaço, é possível observar diversos cartazes que homenageiam as cerca de 130 pessoas que ainda estão em poder do Hamas.

Estrutura reproduz túneis em que Israel diz que que reféns foram mantidos. Em meio à praça, há diversas referências aos reféns. A reprodução da estrutura permite que visitantes atravessem o túnel com fotos do reféns.

Fonte: Uol

Assembleia Legislativa de Alagoas homenageia os 40 anos do MST

A Assembleia Legislativa realizou nesta sexta-feira, 1º, uma sessão solene em homenagem aos 40 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), celebrados no dia 22 de janeiro. A iniciativa do deputado Ronaldo Medeiros (PT) reconheceu o mais importante movimento social do País na formulação e execução da reforma agrária no Brasil e em Alagoas. Os trabalhadores levaram ao plenário alimentos produzidos pelos membros do MST, além de apresentações culturais.

“O MST, que luta pela reforma agrária, é um movimento que produz alimentos para o povo brasiliero. Quando alguém tem sua terra, produz, vende e vive com dignidade”, afirmou o deputado Ronaldo Medeiros, na fala de abertura da sessão solente.

A mesa da sessão solene teve a presença do desembargador Tutmés Airan, do reitor da Uneal Odilon Máximo, de honra Luciano Santos, presidente da CUT em Alagoas; o pastor Wellington da Igreja Batista do Pinheiro; Lenilda Lima da Marcha Mundial das Mulheres; o padre Gilvan do Movimento de Luta Pela Terra e Reforma Agrária de Alagoas e Pastorais Sociais; Jaime Silva, presidente do Iteral; e o patrimônio vivo Zeza do Coco, representando a Cultura Alagoana.

Débora Nunes, coordenadora nacional do MST, expressou grande alegria em relação à sessão solene. “Nós somos o único movimento social do Brasil, da América Latina, que alcança 40 anos na luta pela terra, pela reforma agrária”, disse ela com orgulho, sendo parte do movimento há 27 anos e coordenadora há 10. “Temos muita importância na produção de alimentos saudáveis, no combate à fome e à desigualdade social. Buscamos mais acesso à terra, principalmente para produzir alimentos saudáveis e combater a fome em nosso Estado e em nosso País”, prosseguiu Débora.

MST
O MST foi fundado oficialmente em 22 de janeiro de 1984, no município de Cascavel, no Paraná, durante o 1° Encontro Nacional. Atualmente o Movimento Sem Terra está organizado em 24 Estados e conta com 400 mil famílias assentadas, que vivem em assentamentos conquistados a partir de anos de lutas e resistência às violências dos latifundiários e cerca de 70 mil famílias acampadas, que ainda moram em barracas de lona, de forma provisória, enfrentando várias formas de violência, em beiras de estradas e latifúndios que não cumprem a função social da terra.

Redação com Comunicação/ALE

Ex-apresentador do SBT é preso por tráfico de drogas

Ex-apresentador Marcelo Carrião, conhecido como “Vovozinho”, é apontado como fornecedor de esquema de “disk drogas” no litoral

O ex-apresentador de televisão Marcelo Carrião foi preso em flagrante por tráfico de drogas em uma operação da Polícia Civil de Santoslitoral sul de São Paulo, nesta quarta-feira (28/2). De acordo com as investigações da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), o jornalista é apontado como fornecedor de entorpecentes.

Além de Carrião, cinco pessoas foram presas. A polícia cumpriu nove mandados de busca e apreensão e, nos endereços indicados, encontrou os suspeitos com quantidades de droga.

As investigações apontam que Carrião, apelidado de “Vovozinho”, e os outros detidos forneciam entorpecentes para duas mulheres que realizavam um serviço de “disk droga” na cidade. A dupla foi presa no início de fevereiro.

No aparelho celular de uma delas, foram encontradas conversas com Carrião. “Ele ofereceu a droga, ela fez o pedido e combinou a entrega para que pudesse comprar e revender no Gonzaga (bairro nobre de Santos)”, disse o delegado Leonardo Rivau, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).

Segundo o delegado Fabiano Barbeiro, da Deic, em um dos endereços alvos de busca, na Rua Joaquim Nabuco, no bairro Vila Matias, foram encontradas diversas estufas com plantações de maconha. Trinta e nove policiais e 14 viaturas foram empenhadas na operação.

“Realizamos uma operação do Deic, através da Delegacia de Entorpecentes da Baixada. Foram cumpridos nove mandados de busca. Nos locais, foram encontrados os suspeitos com a quantidade de droga”, afirma.

Marcelo Carrião

O último trabalho de Carrião na televisão foi como apresentador de telejornal e repórter no SBT. Ele ficou na emissora entre 2012 e janeiro de 2019, participando de coberturas de escopo nacional sobre política, economia e cidades. O jornalista participou de programas como SBT Notícias e SBT Brasil. Ele também teve passagens pela Record e TV Mar.

Questionado o SBT afirmou que “não pode dar opinião sobre uma pessoa que há 5 anos não faz mais parte do time”.

Fonte: Metrópoles

Movimentos sociais de Alagoas denunciam genocídio de Israel contra palestinos

Representantes de movimentos sociais, denunciaram na tarde de hoje, 29/02, em Maceió, o genocídio praticado pelo estado sionista de Israel contra o povo palestino.

Os participantes distribuiram dois mil panfletos com as pessoas que circulavam nas ruas do comércio da cidade e utilizaram um serviço de som para denunciar as mais de 30 mil mortes de palestinos, sendo que 70% das vítimas são mulheres e crianças.

A atividade foi organizada pelo Comitê Alagoano de Solidariedade ao Povo Palestino. E conforme o professor Luizinho, um dos organizadores da atividade, “O Estado Sionista de Israel comete crime de genocídio ao assassinar crianças e mulheres, ao bombardeiar escolas e hospitais e impedir ajuda humanitária. Agora mesmo, Israel acaba de assassinar mais de 100 palestinos que estavam numa fila em busca de alimentos”.

Os manifestantes pediram o cessar-fogo imediato, o fim do bloqeio à Faixa de Gaza e a ruptura das relações diplomáticas do Brasil com Israel.

Pastor é investigado por trabalho escravo no interior do Amazonas

PF informou que crimes são cometidos em um instituto destinado à recuperação de dependentes químicos, no município de Itacoatiara. Segundo a PF, os responsáveis pelo instituto submeteriam os internos a condições degradantes de higiene, sem alimentação adequada, além de realizarem a exploração da imagem deles.

Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Cativos, com o intuito de reprimir crimes de trabalho análogo à escravidão em um instituto destinado à recuperação de dependentes químicos, no município de Itacoatiara, no interior do Amazonas.

Segundo a PF, os responsáveis pelo instituto submeteriam os internos a condições degradantes de higiene, sem alimentação adequada e a trabalhos forçados, além de realizarem a exploração da imagem deles em “lives” realizadas por meio das redes sociais com o objetivo de obter engajamento e recursos financeiros de doadores.

Investigadores afirmaram à GloboNews que o alvo da operação é um pastor que recebia os internos no instituto e os mostrava em vídeos publicados em uma rede social.

O alvo foi identificado como o pastor Arison Aguiar, conforme a Polícia Federal. Durante a manhã, os policiais estiveram na casa dele e, depois, seguiram para a sede feminina do instituto. Ele foi intimado a depor sobre a prática que é investigado.

Segundo a secretária executiva de Direitos Humanos, da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Gabriella Campezatto, no local foi verificado as condições que eles moravam, a forma de habitação.

Ao todo, foi verificada a presença de 15 homens e seis mulheres, por meio da aplicação de um formulário institucional e com os adictos, além de acionada a rede de proteção do município para maiores intervenções.

A operação mobiliza 25 Policiais Federais, que cumprem três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da SJAM, em locais estratégicos identificados durante as investigações.

A Operação Cativos também conta com a participação do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC), conforme a Polícia Federal.

O pastor Arison Aguiar, responsável pelo instituto, informou à Rede Amazônica que os internos assinam um termo para uso de imagem, que não tinha trabalho escravo e que não tinha nada ilegal nos trabalhos desenvolvidos.

Fonte: G1

Israel assassina 112 palestinos que estavam em fila esperando alimentos na Faixa de Gaza

Autoridades de saúde em Gaza relataram nesta quinta-feira (29) que disparos israelenses contra pessoas que aguardavam por ajuda humanitária perto da Cidade de Gaza mataram 112 palestinos e feriram 760, de acordo com a Al Jazeera. Segundo a GloboNews, as Forças de Defesa de Israel alegam terem se sentido ameaçadas diante da multidão que avançava sobre caminhões de um raro comboio de ajuda humanitária que conseguiu chegar ao Norte da Faixa de Gaza.

O gabinete do presidente palestino Mahmoud Abbas disse que ele “condenou o terrível massacre realizado pelo Exército de ocupação israelense nesta manhã contra as pessoas que esperavam pelos caminhões de ajuda na rotatória de Nabulsi”. Porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza Ashraf al-Qidra disse que o incidente ocorreu na rotatória de al-Nabusi, a oeste da Cidade de Gaza, na parte norte do enclave.

Enquanto os palestinos são alvejados tentando acessar a pouca ajuda humanitária que entra em Gaza, manifestantes israelenses tentam impedir a entrada de ajuda no território, ainda conforme noticia a Al Jazeera. “Os manifestantes israelitas bloquearam novamente camiões de ajuda a caminho de Gaza através da passagem [Karem Abu Salem] Kerem Shalom”, disse o grupo de direitos humanos israelita Gisha numa publicação nas redes sociais.

Fonte: Brasil 247

Genocídio: Israel já assassinou 30 mil palestinos na Faixa de Gaza

70% das vítimas são mulheres e crianças

Mais de 30.000 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza desde que a guerra de Israel com o Hamas começou em outubro de 2023, disse nesta quinta-feira (29) o ministério da saúde palestino.

Os bombardeios e as campanhas terrestres de Israel deslocaram a grande maioria da população e criaram uma terrível crise humanitária.

Israel enfrenta uma pressão crescente mundialmente para travar o conflito, mas a sua campanha em Gaza manteve o apoio dos EUA, o seu principal aliado e maior fornecedor de ajuda militar.

Os EUA propuseram um “cessar-fogo temporário” nas Organização das Nações Unidas (ONU) no início deste mês, mas vetaram os apelos para a interrupção imediata do conflito.

O número de mortos realça o receio de mais sofrimento em Rafah, a cidade mais ao sul de Gaza e fronteira com o Egito, onde mais de 1 milhão de pessoas estão amontoadas e onde se espera que Israel lance uma nova ofensiva.

O Ministério da Saúde de Gaza não faz distinção entre civis e combatentes, mas afirmou em atualizações recentes que cerca de 70% das vítimas são mulheres e crianças.

Fonte: Redação com CNN

Deputado bolsonarista Capitão Assumção, é preso pela PF

Parlamentar é suspeito de participação em atos antidemocráticos, divulgação fake news e ataques a ministros do STF

deputado estadual Capitão Assumção (PL), do Espírito Santo, foi preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal por descumprir medidas cautelares. O parlamentar é suspeito de participação em atos antidemocráticos, divulgação fake news e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele stava proibido de deixar o estado e acessar as redes sociais e utilizava uma tornozeleira eletrônica.

A determinação para a prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Desde dezembro de 2022, após uma ação da PF, Assumção fazia uso do monitoramento eletrônico. Na ocasião, ele estava questionando o resultado das eleições presidenciais.

Em seus perfis na internet, também bloqueados por decisão judicial, ele chegou a escrever: “Repitam comigo: O STF deu um golpe de Estado. Depois da “diplomação”, foram todos a festa de samba na casa do advogado KayKai e junto o diplomado LARÁPIO. Foram festejar o golpe na Democracia. #OLadraoNaoVaiSubirARampa”.

Em fevereiro de 2023, Assumção chegou a retirar a tornozeleira durante sessão da Assembleia Legislativa por cerca de quatro minutos e dizer: “Só um instantinho que vou tirar um negócio que está me atrapalhando, senão não vou falar direito. Depois eu coloco de novo”. Com o equipamento nas mãos, ele também debochou do STF.

Após a prisão do deputado, o senador Magno Malta (PL) publicou um vídeo no Instagram o defendendo: “O seu partido, o PL do estado do Espírito Santo, está do seu lado”.

Fontr: Agência O Globo

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