Israel lança bombas incendiárias em escolas, cometendo mais um crime de guerra

Smoke billows after an Israeli airstrike on Gaza City targeted the Ansar compound, linked to the Hamas movement, in the Gaza Strip on May 14, 2021. - Israel pounded Gaza and deployed extra troops to the border as Palestinians fired barrages of rockets back, with the death toll in the enclave on the fourth day of conflict climbing to over 100. (Photo by MAHMUD HAMS / AFP) (Photo by MAHMUD HAMS/AFP via Getty Images)

As forças israelenses lançaram um grande número de bombas incendiárias e de fumaça sobre uma escola que abriga palestinos deslocados na parte norte da Faixa de Gaza, incendiando-a.

Hossam Shabat, jornalista presente no local, publicou um vídeo no X, anteriormente conhecido como Twitter, na sexta-feira, mostrando pessoas correndo para apagar o incêndio.

Relatos semelhantes sobre o uso generalizado de bombas de fumaça durante a noite foram relatados em várias partes da Faixa de Gaza, especialmente na parte norte, onde vivem centenas de milhares de civis.

O fotojornalista palestino Mahmoud Abusalama disse que as tropas israelenses bombardearam o campo de refugiados de Jabalia durante horas e usaram bombas de gás e fumaça, acrescentando que “crianças e mulheres estão sufocando em suas casas”.

Hossam Shabat

Oh Deus, tenha piedade do Inferno esta manhã

Os caças israelitas também intensificaram os seus ataques aéreos em várias partes da faixa sitiada durante a noite, incluindo a Cidade de Gaza e Beit Lahia, no norte.

Entre as áreas atingidas estão os campos de refugiados de Deir al-Balah e Nuseirat, no centro da faixa, bem como Khan Younis e Rafah, no sul.

Israel lançou a guerra contra Gaza em 7 de Outubro, depois de o movimento de resistência palestiniano Hamas ter levado a cabo a operação surpresa Tempestade Al-Aqsa contra a entidade ocupante, em resposta à campanha de décadas de derramamento de sangue e devastação do regime israelita contra os palestinianos.

Pelo menos 17.177 palestinos, a maioria deles mulheres e crianças, foram mortos nos ataques israelenses.

Entre os mortos no ataque de Israel está Refaat Alareer, um dos fundadores do projecto “Não Somos Números” e professor da Universidade Islâmica de Gaza.

“[Alareer] é autor de muitos livros e escreveu dezenas de histórias sobre Gaza. O assassinato de Refaat é trágico, doloroso e ultrajante. É uma perda enorme”, escreveu seu amigo e cofundador do projeto, Ahmed Alnaouq, no X na quinta-feira.

We Are Not Numbers, uma iniciativa do Euro-Med Human Rights Monitor, visa “transformar o equívoco preconcebido das vítimas de conflitos armados, por parte do público ocidental. O objetivo é mostrar-lhes que estas vítimas partilham as mesmas histórias e talentos humanos por trás dos números frequentemente mostrados nas notícias e mostrar que elas também são seres humanos com histórias pessoais, sentimentos, vidas, sonhos e esperanças.”

Os combates também continuam na Faixa sitiada, com o movimento de resistência Hamas a desferir duros golpes nas forças invasoras israelitas.

O braço militar do Hamas, as Brigadas Izz al-Din al-Qassam, disse que frustrou uma tentativa israelense de libertar um soldado detido pelo grupo em Gaza na manhã de sexta-feira.

Num comunicado publicado no Telegram, as Brigadas Izz al-Din al-Qassam disseram que os combatentes palestinos detectaram forças especiais israelenses avançando em direção à localização de um dos cativos ao amanhecer.

Os combatentes palestinos entraram em confronto com as forças israelenses, matando e ferindo vários soldados, segundo o comunicado.

Caças bombardearam então o local do incidente, levando à morte do soldado capturado, que o grupo identificou como Saar Baruch, 25 anos.

Anteriormente, o site de notícias israelense Ynet informou que um helicóptero de combate matou “por engano” um soldado israelense após atacar um prédio com tropas dentro, mas não ficou claro se os dois incidentes estão relacionados. 

Os militares de Israel disseram na quinta-feira que o filho de Gadi Eisenkot, membro do gabinete de guerra do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, foi morto enquanto lutava no norte de Gaza.

De acordo com relatórios e números não oficiais, pelo menos 94 soldados e oficiais israelitas foram mortos desde que Israel iniciou a invasão terrestre de Gaza no final de Outubro.

Fonte:  Press TV

Com Lula, satisfação de morar no Brasil sobe de 59% para 74%

O ápice do sentimento favorável ocorreu em julho de 2005, quando o então presidente Lula (PT) comandava um momento de bonança econômica decorrente do boom das commodities

A satisfação dos moradores do Brasil em morar no país saltou de 59% para 74% em um ano, enquanto o sentimento de orgulho de ser brasileiro passou de 77% para 83%, segundo pesquisa do Datafolha.

Ambas as marcas se aproximam do teto registrado na série histórica, iniciada no ano 2000 pelo instituto, que neste levantamento feito na terça-feira (5) ouviu 2.004 eleitores em 135 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o Datafolha, consideram o Brasil um local ruim para viver 8% dos ouvidos, índice estável em relação à pesquisa feita em dezembro de 2022, que apontou 9%. Já os que acham morar no país uma experiência regular passaram de 33%, recorde até então na série, para 18%.

Nos 30 levantamentos com tal pergunta antes do atual, a média de satisfação é de 65%, ante 24% de avaliação regular e 11%, de insatisfação.

O ápice do sentimento favorável ocorreu em julho de 2005, quando o então presidente Lula (PT) comandava um momento de bonança econômica decorrente do boom das commodities promovido pela ascensão chinesa. Nem o mensalão, que estourou naquela época, afetou seus resultados.

Já o momento de menor satisfação ocorreu em abril de 2018, já no clima generalizado de fastio com a política que a Operação Lava Jato explicitou e que desaguou na eleição de um candidato que se vendia como outsider, mas que apenas era das franjas da classe parlamentar, Jair Bolsonaro (então no PSL, hoje PL). Ali, só 48% se diziam felizes de morar no Brasil.

A correlação com o desempenho do governo não é automática: a satisfação deriva de outros fatores também, como o estado da economia, e o Brasil vive o momento de menor desemprego (7,6% no trimestre fechado em setembro) desde 2014.

Com efeito, a aprovação do governo Lula se manteve estável o ano todo, chegando a este levantamento em 38%. Na política, após a aguda turbulência dos atos golpistas do 8 de Janeiro, houve uma acomodação visível das tensões, embora isso seja mais intangível para a população.

É uma taxa de aprovação mediana, em comparação por exemplo com os 59% que Dilma Rousseff (PT) tinha a esta altura de seu primeiro mandato –e diz pouco sobre o futuro político dos mandatários, como o impeachment da presidente prova. Ainda assim, a satisfação atinge 81% entre aqueles que aprovam o governo Lula, caindo a 71% entre aqueles que o desaprovam.

O orgulho em ser brasileiro também está em um momento de alta, passando de 77% para 83% em um ano, aproximando-se dos 89% registrados em novembro de 2010. Já a prevalência do sentimento da vergonha de ser brasileiro caiu de 21% para 16% no período.

O momento em que a correlação quase se inverteu nesses 23 anos foi junho de 2017, em plena crise do governo Michel Temer (MDB), que nunca foi popular. Ali, houve um inédito empate, com 50% dizendo ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro e 47%, o contrário.

Na média das 32 pesquisas em que a questão foi colocada, 76% se dizem mais orgulhosos e 22%, mais envergonhados de sua condição de brasileiro.

Fonte: Estado de MG

Deputados vão à Justiça para anular votação que privatiza a Sabesp

Deputados da bancada do Psol na Assembleia Legislativa paulista ingressaram com mandado de segurança pedindo a anulação da votação do Projeto de Lei (PL) 1501/202, de autoria do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que autoriza a privatização da Sabesp. A votação se deu em sessão realizada nesta quarta-feira (6).

Os deputados argumentam que a votação no plenário do Legislativo foi o ápice de um processo inconstitucional desde o princípio. Para eles, faltou a realização de um plebiscito oficial, houve a compra de votos, com distribuição de emendas extras e, até mesmo, conflito de interesses. O atual diretor-presidente da Sabesp, André Salcedo, quando atuou na diretoria do BNDES, fez aporte de recursos na Iguá Saneamento, hoje principal interessada no controle da Sabesp.

Monica Seixas, Guilherme Cortez, Paula Nunes, Carlos Giannazi e Ediane Maria, autores do pedido protocolado nesta quinta (7), destacam ainda a violência policial contra populares que acompanharam a votação. E lembram ao Tribunal de Justiça de São Paulo que as forças de segurança, a serviço do governo de Tarcísio de Freitas, usaram cassetetes e bombas de gás de efeito moral, o que tornou a presença do plenário insustentável. Além disso, cinco pessoas foram presas e muitas ficaram feridas.

Inconstitucionalidades e violências na privatização da Sabesp

“É inadmissível que tenhamos pessoas feridas, sangrando e presas pela polícia e o governo tenha seguido com a sessão e aprovado de forma autoritária a venda da Sabesp”, disse Monica Seixas, líder do bancada do Psol na Alesp. O governo distribuiu milhões em emendas para compra de votos, todo tipo de negociação, o projeto que é um verdadeiro cheque em branco rifando a Sabesp, patrimônio da população, transformando água em mercadoria e massacrando o povo”.

Para o deputado Guilherme Cortez, a sessão que aprovou a liquidação da Sabesp foi “completamente ilegítima”. “Primeiramente, pela inconstitucionalidade da matéria, visto que deveria ter sido apresentada como uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), não como um projeto de lei ordinário. Por ser um medida impopular, tramitou em regime de urgência para evitar o ano eleitoral. Ou seja, a discussão sobre o futuro da água de São Paulo se deu em pouco menos de dois meses”, destacou. 

Cortez lembrou ainda que “a cereja do bolo do autoritarismo do Tarcísio foram as cenas de truculência policial contra os manifestantes na noite de ontem e o uso do gás lacrimogêneo, que impossibilitava a permanência de servidores e parlamentares no plenário”. “Em resumo, o que aconteceu nesta quarta-feira entrará na história do nosso Estado como uma vergonha inesquecível.”

Fonte: Brasil de Fato

Afundamento do solo de mina em Maceió já passa de 2 m de profundidade

Alerta de risco continua válido, segundo a Defesa Civil

O solo da Mina 18 da petroquímica Braskem, no bairro do Mutange, em Maceió, já afundou mais de 2 metros (m) desde o último dia 29, quando a Defesa Civil municipal emitiu um alerta, apontando o “risco iminente de colapso” da estrutura, e recomendou o bloqueio do acesso de pessoas à região.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (8), a Defesa Civil municipal informou que, entre a tarde de quarta-feira (6) e a desta quinta-feira (7), o solo afundou a 0,23 centímetro (cm) por hora, tendo se movimentado verticalmente 5,7 cm. Com isso, a profundidade atingiu 2,06 m no fim da tarde de ontem.

Ainda segundo o órgão municipal, o alerta de risco da mina de onde a Braskem extraía sal-gema segue válido, pois o solo continua afundando, conforme indicam análises sísmicas do terreno. “Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo.”

Em uma nota divulgada hoje, a Braskem assegura que “a movimentação do solo registrada nos últimos dias, em um local específico do bairro do Mutange […] se dá em um trecho da área 100% desocupada desde abril de 2020 e que segue sob monitoramento constante”. De acordo com a empresa, cerca de 40 mil moradores de áreas identificadas como de risco já foram realocados desde 2019, quando a extração de sal-gema foi paralisada. Os últimos 23 imóveis que permaneciam ocupados foram desocupados na semana passada.

Na nota, a empresa ainda reafirma o compromisso de garantir a integridade “de todos os moradores da cidade de Maceió”. “Nossa prioridade continua sendo a segurança das pessoas”, afirma a Braskem ao elencar uma série de ações que afirma ter realizado, incluindo a paralisação definitiva da extração de sal na região, em maio de 2019.

Nesta terça-feira (5), o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA-AL) autuou a Braskem em mais de R$ 72 milhões por omissão de informações, danos ambientais e pelo risco de colapso e desabamento da Mina 18. Esta foi a 20º multa que o instituto aplicou à empresa.

Fonte: Agência Brasil

ONU fala em cenário “apocalíptico” em Gaza após dois meses de ataques de Israel contra os palestinos

Retomada dos ataques após alguns dias de trégua intensificará a crise de fome na Faixa de Gaza, diz a ONU. A situação nos hospitais locais é crítica e doenças estão se espalhando

A situação na Faixa de Gaza é descrita pela ONU como “apocalíptica”, com milhares de pessoas obrigadas a dormir nas ruas e o iminente colapso da ordem pública, informa Jamil Chade, do UOL. Desde o início da violência entre o Hamas e Israel, há dois meses, mais de 16,2 mil pessoas perderam a vida, e 1,9 milhão foram deslocadas, com mulheres e crianças representando mais de 60% das vítimas.

Em 7 de outubro, um ataque do Hamas contra Israel desencadeou uma instabilidade sem precedentes no Oriente Médio, com Israel lançando uma ofensiva sobre Gaza com a intenção declarada de “aniquilar” o Hamas. No entanto, relatores da ONU alertam para o que chamam de “risco de genocídio”.

Mesmo com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, o avanço israelense, apoiado explicitamente pelos EUA, não foi contido. O Hamas também ignorou apelos internacionais para liberar reféns, embora uma negociação tenha resultado na libertação de cerca de cem deles.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou o perigo iminente de um colapso da ordem pública em Gaza, com pilhagens, desespero e a interrupção de serviços. O informe mais recente da ONU indica que, após alguns dias de trégua, Israel reiniciou sua ofensiva, avançando sobre todas as regiões de Gaza, inclusive áreas designadas como zonas de segurança.

O Programa Mundial de Alimentação alertou que a retomada das hostilidades intensificará a crise de fome em Gaza, tornando a distribuição de ajuda quase impossível e colocando em risco a vida dos trabalhadores humanitários. A superlotação nos abrigos da ONU resultou no aumento de doenças e condições transmissíveis, com relatos de surtos de doenças, incluindo potencialmente a hepatite A.

A situação nos hospitais é crítica, com apenas 14 dos 36 hospitais em funcionamento, oferecendo serviços limitados. Doenças e condições relacionadas à falta de higiene estão se propagando, e houve 212 ataques a serviços de saúde, afetando 56 instalações e 59 ambulâncias até 6 de dezembro, conforme documentado pela OMS.

Fonte: Brasil 247

Professores de Estância Velha se mobilizam contra ataques ao plano de carreira

Centenas de professores da cidade de Estância Velha protagonizaram, nesta quinta-feira (7), mais um capítulo na resistência contra medidas que ameaçam seus direitos. Reunindo mais de 200 profissionais na praça Primeiro de Maio, a categoria protestou contra um projeto do executivo municipal que atinge diretamente o plano de carreira, buscando evitar que o mesmo seja encaminhado à Câmara Municipal.

Além da oposição ao projeto de lei que visa retirar benefícios e salários, os professores reivindicam o pagamento do piso da categoria. A paralisação contou com cerca de 80% da categoria e diminuiu as atividades nas 26 escolas da cidade, marcando uma posição clara contra as medidas adotadas pela prefeitura e suas investidas contra o sindicato dos Municipiários de Estância Velha (SIMEV) e a Associação dos Professores (ASP).

O prefeito Diego Francisco (PSDB), que já vinha hostilizando o sindicato, agora voltou sua atenção para a ASP, ameaçando cortar o ponto dos professores que aderirem à greve. 

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, presente no ato, assegurou o apoio da Central Única na defesa da carreira dos professores, destacando a importância de manter serviços públicos de qualidade em um momento crucial para a sociedade.

“Destruir serviço público e acabar com a carreira dos professores é o que não precisamos agora, em um momento em que toda a sociedade precisa de uma escola pública de qualidade. Por isso estamos aqui lutando! Queremos serviços públicos de qualidade para todas as pessoas do nosso estado”, afirmou Amarildo.

A presidente do SIMEV, Rosane Nascimento alerta que a alteração no plano de carreira vai destruir a educação da cidade, precarizando ainda mais a situação das escolas. “A categoria rejeita esse projeto, e como resposta a prefeitura tenta silenciar e ataca o sindicato.

A presidente da Associação dos Professores, Michele Cardoso, denunciou a tentativa de deslegitimar o sindicato e os ataques que a ASP está sofrendo. Após recusa de participar das negociações sem a presença do sindicato, a entidade enfrenta multa diária de R$100 mil.

“É uma tentativa de deslegitimar o sindicato, o que nós não concordamos, e agora os ataques voltaram direcionadas pra nós”, denuncia Michele.

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A professora Vanessa Klauck, que vive na cidade há 15 anos, ressaltou a ameaça à atração de talentos para o município, alertando que a destruição do plano de carreira pode esvaziar as escolas. “O que a administração propõe é destruir o plano de carreira. Então, se a gente não tem uma remuneração atrativa, nenhum professor vai querer lecionar aqui, o que vai acabar esvaziando as escolas”. 

“Remédio Amargo” aos professores

O prefeito Diego busca aprovar um controverso projeto de lei na Câmara de Vereadores, prejudicando significativamente o plano de carreira dos professores. Ações antissindicais, como a restrição de licenças e impedimento de descontos sindicais, são adotadas para silenciar servidores. A categoria, em assembleia, rejeitou as propostas do prefeito por unanimidade, exigindo a revogação do decreto antissindical para retomar as negociações.

CUT orienta sindicatos para que enviem moções

O prefeito Diego, ao criticar a participação de entidades como a CUT e o CPERS nos eventos, tenta desqualificar a mobilização, evidenciando seu temor de que as ações ultrapassem os limites municipais. Em resposta aos ataques, a CUT-RS e diversas entidades nacionais enviaram uma moção ao prefeito, repudiando as medidas antissindicais e expressando solidariedade aos professores. 

A CUT-RS orienta sindicatos e federações a manifestarem apoio e encaminharem moções ao gabinete do prefeito, exigindo a reversão das ações que prejudicam a educação e os direitos dos trabalhadores.

Fonte: CUT RS

PM agride manifestantes contrários à privatização da Sabesp

A sessão que votava a odiosa privatização da Sabesp na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) precisou ser suspensa pouco antes das 19h desta quarta-feira (6) após a Polícia Militar agredir manifestantes que se colocaram contrários ao desastroso e prioritário projeto do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). As imagens das agressões correm as manchetes da imprensa e as redes sociais.

Revoltados com a iminente aprovação do projeto que coloca um direito humano em mãos privadas, os manifestantes tentaram ocupar o plenário da Alesp. Em reação, parlamentares afins à atual gestão estadual – entre eles o presidente da casa André do Prado (PL) – pediam, aos berros, que fossem retirados e presos.

Antes de tomar conta da cena e evacuar a área reservada ao público à base de gás lacrimogênio e muita pancada, a PM pediu aos jornalistas que deixassem o local – conforme relatado pelo G1.

Nas imagens que circulam nas redes é possível ver os PMs agindo com truculência contra jovens, mulheres e idosos na tentativa de retirá-los do local. Um oficial com a tarja de identificação retirada da farda ordena que os subordinados joguem gás na multidão.

Durante a confusão, Vivian Mendes, liderança da Unidade Popular (UP), que se candidatou ao Senado por São Paulo nas últimas eleições, foi detida. Ainda não há maiores informações sobre eventuais acusações ou se segue detida. Outros três manifestantes foram algemados.

Em outra imagem, divulgada pelo jornalista Guga Noblat, é possível ver um grupo de senhoras idosas sofrendo com os efeitos do gás.

Fonte: Revista Fórum

Pastor é preso suspeito de estuprar criança de 10 anos na Bahia

Menina de 10 anos fazia aniversário quando foi convidada para ir à casa do homem de 44 anos para receber presente em Santa Maria da Vitória, no oeste do estado.

Um pastor de 44 anos foi preso nesta segunda-feira (4), suspeito de estuprar uma criança de 10 anos. O caso aconteceu em Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia. As informações são da Polícia Civil da região.

De acordo com Polícia Civil da região, o homem se aproveitava da posição como pastor para cometer os abusos sexuais.

Ainda na ocasião, o celular do suspeito foi apreendido e passará por perícia com o objetivo de apurar se existe algo relacionado à pedofilia.

O pastor está à disposição na delegacia de Santa Maria da Vitória.

Fonte: G1 e IBahia

Moradores de bairros atingidos protestam contra a Braskem

Moradores dos bairros atingidos pelo crime ambiental urbano do mundo, se manifestaram hoje, 06/12, contra a Braskem. O ato recebeu apoio de delegações de diversos movimentos sociais de Alagoas.

Os manifestantes se concentraram logo cedo em frente ao Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA), complexo escolar que também é atingido pelas ações da petroquímica, para chamar atenção para a situação de vulnerabilidade em que foram colocados.

“Moro na Marquês de Abrantes, no bairro de Bebedouro. Fui nascida e criada lá. A gente vive um caos apavorado, sem saber o que fazer, porque a gente não quer sair das nossas casas para ir para colégio. O que nós queremos, a nossa luta, é que a Braskem pague pelo crime que ela cometeu aqui em Maceió, junto com os outros responsáveis”, desabafou Rosilene Avelino, vítima da Braskem.

Os moradores querem a punição da Braskem e denunciam os acordos que a empresa que impor aos atingidos. “A Braskem não pode tratar um processo indenizatório com um processo de compra e venda. As áreas que foram realocadas da Braskem, Pinheiro, Bom Parto, Mutange e Bebedouro, não podem de forma alguma ser destinadas à Braskem. Essas áreas pertencem ao povo que nelas residia”, afirma Maurício Sarmento, do movimento dos atingidos, “Isso não pode ser um bom negócio com o crime que ela cometeu.”

A manifestação passou por órgãos públicos estaduais ao longo do percurso, para os quais entregou uma carta com reivindicações. No total, o movimento passou pelas seguintes instituições: Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJAL), Ministério Público do Estado de Alagoas (MPEAL), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL) e Palácio Floriano Peixoto, residência oficial do governador Paulo Dantas (MDB).

No documento, os atingidos pedem pelo reconhecimento da centralidade do sofrimento das vítimas, pela participação das vítimas e de seus representantes na solução dos problemas em todas as instâncias em que o assunto seja abordado, por indenizações justas para todos e pela total responsabilização da Braskem pela continuação do desastre socioambiental de Maceió.

Além dessas e outras reivindicações, os atingidos também pedem a revisão dos acordos estabelecidos entre a Braskem, a Prefeitura de Maceió e órgãos estaduais e federais. O documento é assinado por 24 entidades, como o MUVB, o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Redação com Brasil de Fato

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