Comporta é aberta para escoar água do centro de Porto Alegre

Medida facilita retorno de águas do Guaíba ao leito natural

O Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre (Demae) abriu na tarde desta sexta-feira (17) a comporta número 3, da Avenida Mauá esquina com a rua Padre Tomé. A operação durou cerca de 1 hora. O objetivo da ação é escoar água do centro histórico da cidade, local de concentração de comércio, bancos, museus e centros culturais, para que volte ao seu leito natural do Guaíba.

A medida foi tomada após análise técnica que aponta redução de 40 centímetros de volume de água naquele ponto. Na manhã desta sexta-feira, o Lago Guaíba estava no nível de 4,69 metros. A cota de inundação é de 3 metros. O nível recorde do lago foi registrado em 6 de maio, quando bateu a marca histórica de 5,33 metros.

Em nota, o diretor-geral do Demae, Maurício Loss, explicou que a abertura da comporta facilitará o escoamento da água e possibilitará o acesso às casas de bombas 17 e 18, no centro da cidade, para retomar a operação. 

“Com a diminuição do nível do Guaíba, identificamos uma diferença de 40 cm entre a água da Avenida Mauá em relação ao Cais, por isso conseguimos abrir a comporta e dar maior vazão ao fluxo”, explicou.

As comportas foram fechadas em 2 de maio para conter o avanço das águas do Lago Guaíba que já inundavam a capital gaúcha. A medida foi tomada devido a falhas no sistema de contenção e de bombeamento pluvial, desde que as águas avançaram rumo ao centro da cidade. Essa foi a maior enchente da história da capital.

A operação de abertura do portão contou com um rebocador de navios, apoio da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo e equipes do departamento municipal que administra o tratamento de água e esgotos na capital. O órgão informa que segue monitorando a abertura de outras comportas do Guaíba.

Limpeza

Nos pontos onde a água baixou e estão secos, a Prefeitura de Porto Alegre recolheu 545 toneladas de resíduos diversos, entulhos e lodo, de segunda-feira (13) até esta sexta-feira. Somando-se às 365 toneladas da semana anterior, são 910 toneladas coletadas. As operações de limpeza seguirão com maior intensidade após as águas do Guaíba baixarem no centro da cidade, segundo a prefeitura.

Fonte: Agência Brasil

‘Escravizados’: trabalhadores resgatados passam noite em hotel e devem retornar para Alagoas

“Espero em nome de jesus que isso um dia acabe”, diz alagoana que estava em condições análogas a escravidão, em fazenda de café, no Espírito Santo

Resgatada com o filho, o genro, dois sobrinhos e outros sete conterrâneos da cidade de Penedo, no interior de Alagoas, a cozinheira Wagna da Silva, de 43 anos, respira mais aliviada após o grupo ter sido resgatado de uma fazenda de café em Brejetuba, no Espírito Santo, onde trabalhava em condições análogas a escravidão.

  • Ainda emocionada e digerindo os últimos acontecimentos, Wagna conta que passou a noite dessa terça-feira (14) com o grupo em um hotel no município Venda Nova do Imigrante, município no Espírito Santo, para onde foram levados após o resgate. “Ainda estamos no Espírito Santo. Antes disseram que íamos só na quinta-feira, mas agora passaram para a gente que estamos indo embora hoje, graças a Deus. Por aqui, na medida do possível, estamos bem”, disse ela, na manhã desta quarta-feira (15).

A cozinheira, que protagonizou o pedido de socorro aos trabalhadores escravizados durante 14 dias, quer fazer com que o alerta seja ampliado e outras pessoas não precisem passar pela mesma situação. “A gente não espera passar por isso, né? Ninguém quer passar por isso, a gente vê muito nos meios de comunicação esse tipo de coisa, mas a gente nunca espera que vá acontecer com a gente, mas infelizmente aconteceu”, lamenta, acrescentando que prefere não generalizar a maldade e acreditar nas pessoas corretas.

“Espero em nome de Jesus que isso um dia acabe, que não venha mais acontecer com ninguém. Eu tô alegre, mas no mesmo instante eu fiquei muito triste, soube que outros trabalhadores [que estariam irregular em outras fazendas] foram colocados para fora devido à repercussão do meu vídeo. Meu intuito foi pedir socorro a alguém de lá da minha cidade para pagar nossa dívida e mandar um transporte para que a gente pudesse ir para casa. O meu intuito sempre foi esse. Eu acho que a gente tem que ir para casa”, ponderou.

Wagna Silva integra um grupo de 12 alagoanos, da cidade de Penedo, que viajou de forma clandestina a convite, segundo ela, de um desconhecido em busca de emprego e renda fora do estado. Os trabalhadores foram trabalhar em uma fazenda de café na cidade de Brejetuba, no Espírito Santo, onde foram recepcionados em um alojamento sem estrutura e tiveram que pagar por ferramentas de trabalho e comida servida na fazenda. O caso veio à tona na segunda-feira (13), quando eles criaram coragem de gravar um vídeo para denunciar condições de trabalho análogo à escravidão.

Fonte: TNH1

Operação prende suspeitos de movimentar R$ 240 milhões em contratos fraudados com prefeituras de Alagoas

Pelo menos cinco pessoas foram presas. Um dos bens apreendidos foi um porsche comprado com dinheiro do esquema e que pertenceu ao ex-jogador do Barcelona, Daniel Alves. A operação é do Ministério Público com apoio da Polícia Militar.

Pelo menos cinco pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (16) suspeitas de integrar uma organização criminosa que fraudava licitações e contratos públicos, cometia lavagem de dinheiro, entre outros crimes. O grupo firmou contratos milionários com 20 municípios de Alagoas, movimentando R$ 243 milhões entre outubro de 2020 e março de 2023 (veja lista de cidades mais abaixo).

  • O Ministério Público conseguiu que a 17ª Vara Criminal da Capital determinasse o bloqueio e sequestros de bens dos denunciados no valor de R$ 46 milhões.

A Operação Maligno cumpriu cinco mandados de prisão, sendo um em Maceió, três em Petrolina (PE) e mais um na cidade de Japaratinga (AL). Os oito mandados de busca e apreensão também foram executados nas mesmas localidades.

Porsche que pertenceu ao ex-jogador da Seleção Daniel Alves foi apreendido em operação em AL — Foto: MP-AL

Um dos bens apreendidos foi uma porsche comprado do lateral Daniel Alves, ex-jogador da Seleção Brasileira, no valor de R$ 828.686 segundo o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), responsável pela operação.

O carro estava de posse de um advogado que liderava o esquema criminoso. Porém, o MP informou que a transferência do veículo não foi realizada e o carro continua em nome do jogador.

Até o momento, foram descobertos contratos estabelecidos com os seguintes municípios alagoanos:

  1. Cajueiro
  2. Quebrangulo
  3. Porto de Pedras
  4. Feira Grande
  5. Pindoba
  6. Carneiros
  7. Olho D’Água das Flores
  8. Mar Vermelho
  9. Porto Real do Colégio
  10. Pão de Açúcar
  11. Estrela de Alagoas
  12. Tanque D’Arca
  13. Porto Calvo
  14. Taquarana
  15. Poço das Trincheiras
  16. São Luís do Quitunde
  17. Limoeiro de Anadia
  18. Senador Rui Palmeira
  19. Chã Preta
  20. Flexeiras

Os presos envolvidos no esquema são acusados pelos crimes de peculato, fraude em licitações e contratos, falsidade ideológica, desvio e lavagem de dinheiro público, dentre outros ilícitos penais.

  • A investigação apontou que além de municípios alagoanos, a organização criminosa também celebrou contratos com cidades da região do Sudoeste baiano. O montante, por enquanto, ainda é incalculável.

Porshe e hotel fazenda na Bahia: bens milionários apreendidos

Com isso, além das prisões, a operação apreendeu dados telemáticos, automóveis de luxo, como o porsche que pertenceu ao jogador Daniel Alves, além do sequestro de um Hotel Fazenda, na cidade de Sento Sé, na Bahia, pertencente a um dos integrantes do grupo.

Somente de um dos alvos foi apreendida a quantia de R$ 649 mil. A principal empresa alvo da operação é de propriedade de um casal apontado como líder da organização criminosa, cuja cooperativa de fachada funcionava no bairro da Jatiúca, em Maceió.

Cooperativa de fachada

O casal mantinha uma cooperativa de fachada que oferecia, dentre outras coisas, serviços típicos e obrigatórios da administração pública, como coleta de resíduos sólidos, limpeza de ruas, praças e avenidas, e profissionais para trabalharem como coveiro, motorista, vigia, gari, merendeira, veterinária, diretora escolar, médico veterinário, chefe de gabinete, assessor institucional, repórter e, até mesmo, fiscal de tributos.

Todo o esquema foi montado com a principal finalidade de desviar dinheiro público e promover o enriquecimento ilícito do grupo criminoso que era especializado em burlar o princípio do concurso público, vender facilidades aos gestores públicos, a exemplo de funcionários fantasmas, lotação por indicações políticas, desvio de função, “rachadinha”, entre outros atos criminosos que seguem sendo apurados no processo investigativo.

A quantia total movimentada pelo grupo foi de R$ 243 milhões. Desse valor, foi comprovado que R$ 46 milhões tiveram movimentações atípicas entre as contas pessoais dos criminosos ou por intermédio de pessoas jurídicas criadas especificamente para a lavagem de dinheiro público.

Fonte: G1

Joias furtadas por Bolsonaro: PF encontra imagens do “kit ouro branco” nos EUA

Presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada 05/05/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

A equipe de investigadores deslocada aos EUA pela Polícia Federal (PF) fizeram novas descobertas que complicam ainda mais a situação de Jair Bolsonaro (PL) nas investigações sobre o furto de joias do acervo da Presidência feito pelo ex-presidente.

Após perder as eleições para Lula e articular uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro fugiu para os EUA às vésperas da posse, no final de dezembro de 2022, levando em malas uma série de joias recebidas principalmente em visitas a países árabes, para serem vendidas ilegalmente no país.

Segundo informações de Bela Megale, do jornal O Globo, nos EUA os agentes conseguiram imagens inéditas do “kit ouro branco”, com anel, caneta, abotoaduras e um rosário islâmico cravejados de diamantes.

O kit incluia ainda o Rolex que foi vendido ilegalmente na Pensilvânia e recomprado pela organização criminosa após o início das investigações. O conjunto, recebido em visita oficial a Arábia Saudita em outubro de 2019, foi avaliado em mais de R$ 500 mil.

As joias foram vendidas de forma ilegal para a loja “Goldie’s”, em Miami, na Flórida, pelo tenente coronel Mauro Cid, que chegou a ser preso duas vezes e firmou acordo de delação premiada com a PF.

Os agentes conseguiram imagens de anúncios de revenda das joias, que comprova a negociata ilegal. 

A operação, realizada em parceria com o FBI (Agência Federal de Investigação dos EUA), ainda obteve documentos que comprovam a ação da quadrilha comandada por Bolsonaro na venda das joias da União.

Fonte: Revista Fórum

Estado genocida de Israel forçou o deslocamento de 600.000 palestinos de Rafah em 10 dias

Cerca de 600 mil palestinos foram deslocados da cidade mais ao sul de Gaza, Rafah, desde a intensificação das operações militares israelenses na cidade há dez dias, alertou ontem a UNRWA.

Num post de X, a agência disse: “76 anos depois da #Nakba, os palestinos continuam a ser deslocados à força”.

“Em #GazaStrip, 600 mil pessoas fugiram de Rafah desde que as operações militares se intensificaram.”

“Cerca de 1,7 milhão de pessoas tiveram que fugir de suas casas e abrigos devido à guerra em #Gaza, muitas delas várias vezes”, acrescentou.

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Em 6 de Maio, o exército israelita iniciou uma operação militar em Rafah, assumindo o controlo do lado palestiniano da principal passagem fronteiriça de Gaza e fechando-a, sitiando completamente os palestinianos e não permitindo, desde então, qualquer ajuda à Faixa. Como resultado, os palestinianos foram mais uma vez deslocados e forçados a deslocar-se para zonas costeiras do enclave que não dispõem de instalações médicas ou de água potável e onde não dispõem de abrigo suficiente para os proteger dos ventos marítimos.

A guerra israelita em curso em Gaza desde 7 de Outubro de 2023 deixou mais de 114 mil palestinianos mortos e feridos, a maioria deles crianças e mulheres. Outras 10 mil estão desaparecidas em meio à destruição massiva e à fome que ceifaram a vida de crianças e idosos.

Fonte: Monitor do Oriente

Trincas em área de barragem põem cidades em alerta no RS

Municípios de diversas partes do Rio Grande do Sul estão em alerta. Na Serra Gaúcha são deslizamentos de encostas e rachaduras em estradas e até em barragem. Em Porto Alegre, o Guaíba segue 2 metros acima da cota de inundação. E no sul a Lagoa dos Patos sobe a níveis de décadas

Municípios em diversas partes do Rio Grande do Sul estão em alerta. Em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, rachaduras em estradas, em edificações e uma encosta de 60 metros às margens do reservatório põem em risco a Barragem do Salto e a população de áreas de Gramado, Canela, Nova Petrópolis e Vale Real, além do distrito de Vila Cristina.

“Percebemos essa série de rachaduras na região, em um antigo hotel e em algumas casas”, disse o prefeito de São Francisco de Paula, Marcos Aguzzolli (PP). “Não é uma região com muitas casas, mas percebemos que havia paredes rachadas, água vertendo do chão da casa, algumas casas deslocaram um pouco, rachaduras grandes, profundas”, completou. A prefeitura acionou a CEEE Geração, empresa que opera a barragem, para uma ação conjunta.

Conforme um estudo, não há dano estrutural na barragem. O alerta, porém, foi disparado pela chance de deslizamento. Isso porque a quantidade de terra, ao atingir a água, geraria uma onda que poderia alcançar as casas. A prefeitura protegeu as principais rachaduras contra a entrada da água. E também para evitar que o aumento da fenda. No entanto, o último comunicado da Defesa Civil do RS mantém a barragem em “nível de emergência”.

Segundo o prefeito, se todo o morro monitorado ceder, seria gerada uma onda da altura das casas. E depois voltaria, podendo passar por cima da barragem. Por essa razão os municípios e as pessoas foram alertadas. “A administração da barragem acionou as sirenes e a prefeitura, tranquilizamos as pessoas e fizemos o acolhimento para que todos saíssem do local com calma”, disse.

Mesmo assim, apenas 20 pessoas deixaram suas casas, das quais 19 foram para casas de conhecidos e familiares. Apenas uma optou por abrigos da prefeitura.

Rompimento da barragem: Nova Petrópolis afetada em cinco horas

Em Nova Petrópolis foi montado um plano de emergência pelo Bombeiros Voluntários. Segundo o documento, 256 casas podem ser atingidas. O município emitiu alertas para as localidades de Pedancino, Riachuelo, Linha Pirajá, São José do Caí, Linha Temerária e Tirol.

Em caso de rompimento da barragem, o impacto na cidade levaria aproximadamente cinco horas. O temor, portanto, não é imediato. Mas em relação às dificuldade de evacuação nas zonas de risco, em função de transtornos em estradas bloqueadas. Cerca de 100 pessoas deixaram suas casas pela estrada Stille Eck após avisos da prefeitura. Com o sol nos últimos dias, muitas famílias resolveram voltar para casa. Canela não tem moradores em áreas de risco. Gramado teria impactos mínimos em caso de problemas na barragem.

A empresa CEEE Geração nega problemas na barragem do Salto, que estaria íntegra, dentro de seus parâmetros normais de operação. No entanto, foi colocada em situação de emergência de maneira preventiva. Ainda segundo a empresa, houve evacuação da população que vive no entorno do reservatório e próximo ao rio, enquanto a Prefeitura de São Francisco de Paula avalia a estabilidade da encosta.

No sul do estado, o nível da Lagoa dos Patos bate recorde. Era de 2,80 metros na manhã desta quinta-feira (16). A mesma das cheias históricas de 1941. Segundo o Instituto MetSul, a lagoa também registrou 2,8 metros nas cheias de oito décadas atrás.

A lagoa está acima da cota de inundação há mais de duas semanas. Desde o início das enchentes, no final de abril, o volume, que vem de rios na região central e da metade norte do estado, está acima de 1,3 metro.

Cheia recorde da Lagoa dos Patos afeta três municípios

Em Pelotas, há alerta para retirada de moradores em quatro bairros. O município, terra natal do governador Eduardo Leite, tem 673 pessoas em abrigos. São Lourenço do Sul registrou 2,87 metros na lagoa às 9 horas. O município de 21 mil habitantes tem 171 desabrigados e dois pontos de acolhimento municipais lotados.

Em Rio Grande, com as águas da lagoa 76 centímetros acima do nível do cais às 10h, a prefeitura classificou 30 bairros como área de risco. O município tem 615 desabrigados.

Já o nível do Guaíba caiu. Na madrugada desta quinta, a altura era de 4,98 metros, segundo dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Agência Nacional de Águas. Mesmo assim, continua dois metros acima da cota de inundação. A referência, de 3 metros, é usada para indicar quando há risco de danos aos municípios. A queda gradual do Guaíba depende do volume das futuras chuvas. 

Atualizações da Defesa Civil indicam que dos 497 municípios gaúchos, 460 sofreram alguma consequência dos temporais. As cidades atingidas representam 92% do total do estado. O número total de afetados pelos temporais é de 2.281.774. Ao menos 538.167 pessoas ficaram desalojadas e 77.199 estão em abrigos.

O número de mortes chega a 151, até a última atualização, às 12h desta quinta-feira. Os municípios com maior registro de mortes foram Canoas (19), Caxias do Sul (10), Roca Sales (10) e Cruzeiro do Sul (10). Ainda há 104 desaparecidos e 806 feridos.

Fonte: Rede Brasil Atual

76 anos da Nakba palestina: manifestações exigem fim do massacre em Gaza

Nesta quarta-feira (15), dia em que se completam 76 anos do evento chamado no mundo árabe de Nakba – ou tragédia – palestina, manifestações em todo o mundo chamaram a atenção para o atual massacre do governo de Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza.

Cerca de 15 mil palestinos foram mortos durante a Nakba em 1948 e cerca de 450 mil foram expulsos de suas terras, após a criação do Estado de Israel. Desde 7 de outubro, Israel matou mais de 35 mil palestinos em Gaza e 1,7 milhões de pessoas foram deslocadas – mais do dobro do número de 1948.

Em São Paulo (SP), a Frente Palestina SP convocou um ato tendo como ponto de partida o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Empunhando bandeiras da Palestina e cartazes pelo “fim do genocídio em Gaza“, os manifestantes percorreram a avenida Paulista e finalizaram a manifestação na praça Roosevelt. Ao final do protesto, os manifestantes atearam fogo à bandeira de Israel.

Mohamad El Kadri, um dos fundadores da Frente Palestina e presidente do Fórum Latino Palestino afirma que o ato tem o objetivo de resgatar a catástrofe palestina após a criação do Estado de Israel em 1948, dando início ao conflito árabe-israelense, evento que ajuda a compreender a situação atual na Faixa de Gaza. “Há os massacres, continuam a ocupação e a colonização israelense. É importante levar esse conhecimento à população. Muita gente acha que a questão da Palestina começou em 7 de outubro de 2023, mas ela começou em 1948 com  a ocupação da Palestina e a fundação do Estado de Israel.”

El Kadri esteve na Turquia em abril, quando o Fórum Latino Palestino chefiou uma comitiva com quase 40 deputados de 15 países da América Latina e América Central, com o objetivo de discutir ações conjuntas contra o Estado de Israel. “Foi muito importante porque deu para nós o novo impulso para as atividades que estão ocorrendo na América Latina, para dar novos rumos, atuando nos parlamentos, para que haja também rompimento de relações, de acordos comerciais com Israel em todas as áreas. Além do cessar-fogo imediato, nossa motivação é cada vez mais pela condenação dos ataques de Israel, principalmente agora em Rafah, levando lideranças a pedirem em vários parlamentos a prisão de Netanyahu e a corresponsabilidade dos Estados Unidos, que financiam esse crime, esse genocídio que Israel está praticando lá em Gaza e na Palestina.”

Cerca de 600 mil pessoas, um quarto da população de Gaza, foram deslocadas de Rafah desde 6 de maio, enquanto a operação terrestre israelense continua. Nas últimas 48h, 150 mil palestinos deixaram a cidade, que faz fronteira com o Egito. As informações foram divulgadas nesta quarta (15) por Farhan Haq, porta-voz do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

Protestos no Oriente Médio e na Europa

Estudantes da Universidade Americana de Beirute (AUB) manifestam-se em apoio a Gaza em frente à embaixada britânica em Beirute, em 15 de maio de 2024 / ANWAR AMRO / AFP

Na Cisjordânia, um grupo de manifestantes realizou um ato na cidade de Ramallah. Descendentes e aliados da causa palestina também realizaram manifestações para marcar a data da Nakba na Jordânia e no Líbano, e em cidades europeias como Paris, Londres e Berlim.

Manifestantes também marcharam em Beirute para marcar o aniversário da Nakba. A manifestação começou em frente à Universidade Americana de Beirute e chegou ao seu destino final em frente à embaixada britânica na cidade.

A polícia grega entrou em confronto com manifestantes durante uma marcha pró-palestiniana até a embaixada de Israel na capital Atenas. Mais de 2,5 mil pessoas marcharam pelas ruas até a embaixada carregando bandeiras palestinas e gritando: “Liberte a Palestina!”. Um grupo de manifestantes e atirou pedras contra a polícia que formava um cordão de segurança fora da embaixada. A polícia disparou gás lacrimogêneo para dispersá-los. Três pessoas foram detidas durante os breves confrontos, disse um policial.

O primeiro-ministro palestino, Mohamed Mustafa, afirmar que este é o “aniversário mais doloroso que já vivemos”. Na mesma linha, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNWRA) também publicou um comunicado ligando a memória da Nakba ao massacre atual: “Este aniversário será especialmente doloroso, uma vez que Gaza enfrenta uma nova Nakba, após meses de violência e intensos bombardeios e ataques”.

Fonte: Brasil de Fato

Visando as eleições, JHC quer contratar 1.600 servidores sem concurso em Maceió

Prefeitura também promove privatização e precarização da mão de obra no serviço público municipal

A Educação é o caminho da mina. Que o diga a gestão municipal em Maceió. Em pleno ano eleitoral, após recusar as creches “Cria” do Governo de Alagoas, a prefeitura anunciou o projeto das creches “Gigantinhos”. Elas contam com um modelo de gestão que representa a privatização e precarização da mão de obra no serviço público municipal de Educação.

Além disso, uma fonte da Secretaria Municipal de Educação (Semed) garantiu ao 082 Notícias que, em pleno ano eleitoral, os funcionários contratados para trabalhar nas creches têm sido indicados pelos vereadores da base do prefeito JHC.

O Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (Igeve), com sede em Campinas-SP, foi credenciado pela Semed para gerenciar projetos educacionais na cidade. Os contratos somam R$ 49.320.033,60 para o ano de 2024.

A instituição ficará responsável pela administração dos Gigantinhos. Já foram entregues seis creches, distribuídas nos bairros Santos Dumont, Antares, Poço, Ponta da Terra, Chã da Jaqueira e Tabuleiro do Martins. De acordo com a Prefeitura de Maceió, nesta primeira etapa, são cinco mil crianças matriculadas.

A Semed anuncia que o Igeve vai contratar 1.600 trabalhadores, no total. Até o momento, foram abertas 529 vagas para contratação sem concurso público.

Confira os critérios para preenchimento das vagas

  • Para os cargos de diretor e coordenador pedagógico – Graduação em pedagogia + 2 anos de efetivo exercício em Educação Infantil;
  • Para o cargo de professor de educação infantil – Graduação em pedagogia;
  • Para o cargo de auxiliar de sala e auxiliar administrativo – Ensino Médio;
  • Para cozinheira, auxiliar de cozinha e auxiliar de serviços gerais – Ensino Fundamental.

Os salários seguem a convenção coletiva da categoria em cumprimento à legislação trabalhista e variam de R$1.400,00 a R$ 4.000,00.

Fonte: 08 Notícias

MPRJ prende 13 PMs por vender armas e drogas apreendidas em operações

Denúncia da Operação Patrinus revela que policiais também cobravam taxas semanais de comerciantes de Belford Roxo em troca de segurança; motoristas de transporte alternativo e mototaxistas pagavam propina para não ter repressão.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Corregedoria da Polícia Militar prenderam nesta terça-feira (14), na Operação Patrinus13 PMs acusados de organização criminosa, corrupção passiva e peculato. A denúncia aceita pela Justiça revela que o grupo vendia armas e drogas apreendidas em operações de combate ao tráfico, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Os agentes saíram para cumprir, no total, 14 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Até a última atualização desta reportagem, 1 PM ainda era procurado.

Os promotores descobriram que os PMs também cobravam propina para não reprimir irregularidades de motoristas de transporte alternativo e de mototaxistas e exigiam taxas semanais de comerciantes em troca de “proteção”. Esses lojistas eram chamados de padrinhos pelo grupo — daí o nome da operação, no latim patrinus.

O MPRJ afirma ainda que os policiais recuperavam carros roubados e retiravam algumas peças antes de registrar as ocorrências nas delegacias. Pneus, rodas e baterias eram vendidos pelos 14 denunciados, segundo a investigação da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria Criminal, que teve auxílio da 1ª Promotoria de Justiça junto às Varas Criminais de Belford Roxo.

Alvo já era réu

O principal alvo da Operação Patrinus, também preso nesta terça, é o cabo Júlio Cesar Ferreira do Santos, réu pelo assassinato de 2 jovens em dezembro de 2020.

A abordagem foi flagrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que as vítimas caem de moto após um disparo de fuzil. Os corpos de Edson Arguinez Junior, de 20 anos, e Jordan Luiz Natividade, de 18 anos, foram encontrados numa região controlada pela milícia, em Belford Roxo.

O cabo Júlio Cesar e o soldado Jorge Luiz Custódio da Costa chegaram a ser presos na época do crime, mas respondem pelos homicídios em liberdade. A investigação mostrou que os 2 PMs tinham ligações com milicianos. O processo está em fase de alegações finais.

Fonte: G1

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