Sindprev protesta contra fechamento de Ambulatórios e corte de verbas da saúde

Dezenas de servidores da saúde, protestaram na manhã do dia 05/11, contra o fechamento dos Ambulatórios Noélia Lessa (Levada) e Denilma Bulhões (Benedito Bentes) e o corte de verbas por parte do Governo de Alagoas.

Os manifestantes ocuparam a Sesau para protestar contra essa medida autoritária do governo e exigir a reabertura das unidades de saúde.

Com uma média de mais de 55 mil atendimentos, o Ambulatório 24 Horas Noélia Lessa foi fechado pelo governo Paulo Dantas, sem qualquer aviso prévio ou indicativo de como a comunidade irá ser atendida daqui para frente. O governo alega que vai realizar reformas no prédio, mas se cala sobre o futuro do Ambulatório e seus servidores ativos, que não tiveram até agora nenhum indicativo de onde irão trabalhar daqui para frente.

O Noélia Lessa, localizada no bairro da Levada em Maceió, é referência na região realizando serviços de troca de sondas, curativos, administração de medicamentos, profilaxia antirrábica humana, profilaxia antitetânica, entre outros.

Vale também registrar que estas medidas foram tomadas na semana do servidor público e nos últimos meses do ano, levando prestadores de serviço, população e servidores ativos ao completo desespero ao verem suas vidas mudarem drasticamente.

Segundo o Sindprev, há informações de que o governo pretende jogar no olho da rua pelo menos centenas de prestadores de serviços, os chamados precarizados.

Ainda segundo o Sindprev, o Governo fechou recentemente a Unidade de Saúde Denilma Bulhões e ameaça fechar o Hospital Portugal Ramalho. O que chama a atenção é o fato do Governo não ter nenhuma plano, nenhuma saída e também está se negando a dar informações, principalmente para a população e para os servidores ativos.

Redação com Sindprev-AL

Trump é eleito presidente dos EUA, segundo as projeções

“A América nos deu um mandato poderoso e sem precedentes”, afirma Trump

O republicano Donald Trump reivindicou a vitória na disputa presidencial de 2024 depois que a Fox News projetou que ele havia derrotado a democrata Kamala Harris , o que coroa um retorno político impressionante quatro anos depois de ele deixar a Casa Branca.

“A América nos deu um mandato poderoso e sem precedentes”, disse ele na quarta-feira para uma multidão de apoiadores no Centro de Convenções do Condado de Palm Beach.

Trump começou seu discurso agradecendo o apoio do público, da família e de amigos. O republicano classificou a própria vitória como o “maior movimento político de todos os tempos”.

“Eu não vou descansar até devolver essa América segura e próspera que merecemos. Essa vai ser a era de ouro da América.”

“E agora vamos chegar a um novo nível de importância, porque vamos ajudar nosso país a se curar. Nosso país precisa de ajuda urgente”, disse.

Durante a fala, Trump não citou a adversária Kamala Harris. A expectativa é que a democrata faça um discurso ao longo desta quarta-feira.

Falando sobre imigração, Trump afirmou que os Estados Unidos precisam fechar suas fronteiras.

O presidente eleito esclareceu que isso não impede que as pessoas continuem a ir ao país, mas enfatizou que elas devem entrar de forma legal no território norte-americano.

Durante a campanha, Trump prometeu fazer a maior deportação em massa da história dos Estados Unidos. Ele também acusou países da América Central e do Sul de enviar criminosos para o território norte-americano.

Donald Trump anunciou que adotará como slogan a seguinte máxima: “Promessas feitas serão cumpridas”.

O republicano prometeu que fará com que os Estados Unidos deem a “volta por cima”, com melhorias nos indicadores econômicos. “Queremos que as coisas sejam boas e seguras”, disse.

Os republicanos ganharam a maioria no Senado dos EUA após virarem cadeiras democratas em West Virginia e Ohio. Nenhum dos partidos pareceu ter vantagem na luta pelo controle da Câmara dos Representantes, onde os republicanos atualmente detêm uma maioria estreita.

Harris não falou com seus apoiadores, que se reuniram em sua alma mater Howard University. Seu copresidente de campanha, Cedric Richmond, dirigiu-se brevemente à multidão depois da meia-noite, dizendo que Harris falaria publicamente na quarta-feira.

Fonte: Brasil 247

TOUCINHO COMUNISTA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 03 de Novembro de 2024

Ontem “comemoramos” o dia dos mortos, famosos ou não são visitados por fãs, parentes e amigos com a intenção de rememorar os bons momentos com aqueles que deixaram a terra plana. Creio que já escrevi sobre o tema e sei tambem que é muito sensível àqueles que não podem mais dividir o espaço físico com seus ídolos e entes amados, esse dia serve para que possam lembrar que estamos aqui de passagem por um minuto ou por um século e que o dono desse relógio é que determina o tempo de morada de cada um. Alguns acreditam em vida após a morte, outros não, mesmo assim ambos sentem a mesma falta daqueles que foram viver ou não em outro lugar. O dia dos finados poderia ser chamado de dia da saudade, eu acho!

Essa semana a morte de Mariele e Anderson teve mais um capítulo, os assassinos Ronie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente. 7 anos depois desse episódio a visita ao túmulo da Mariele e Anderson é uma obrigação, pois os dois continuam mais vivos do que nunca!

Por falar em morte, Ciro Gomes tem cavado sua própria cova política. O eterno candidato a presidência tem cada vez menos importância no país e principalmente no Ceará. A morte política do Cirão da massa tem muito haver com seu apoio ao candidato, derrotado, para a prefeitura de Fortaleza, André Fernandes do PL, o mesmo ensinava as pessoas nas redes como pelar os ânus e na campanha, junto com o Ciro, com o Inspetor Alberto do PL, tiveram que engolir o Leitão vivo com pêlo e com tudo.
Em Fortaleza deu PT à pururuca, torresminho e um belo pé de porco no traseiro depilado dos fascistas. Viva o Evandro!

Por falar em porco, essa semana o ex porco do Planalto, que ao comer derrubava a toda farofa na perna e no chão, deu uma entrevista e grunindo apelou para o dono dos porcos(Lula) que todos os envolvidos na tentativa de Golpe do 08 de Janeiro fossem anistiados. O porco Inelegível tenta a todo custo escapar da panela e confundir a população menos informada que no dia 08 de Janeiro só havia senhoras com a bíblia na mão. É mais uma tentativa de mostrar para o cozinheiro Xandão que focinho de porco não é tomada ou vice- versa.
Lula tem o coração mole, mas nesse caso ele vai torcer o rabo e a Papuda pode esperar de boca aberta, pois a feijoada será completa no refeitório da prisão.

E o Lula? Essa semana o Governo anunciou o menor índice de desemprego no trimestre desde 2012 6,4%, o que garante a todos os brasileirinhos empregados um final de ano com aquele chester recheado, Lula em 2 anos já garantiu na mesa dos mais pobres a carne, o peru e em especial o Leitão para os fortalezenses.
Vida longa ao Barba!

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 204

Ministros do TCU têm supersalários e até 180 dias de férias por ano

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) têm direito a uma série de privilégios no posto e receberam um aumento médio de cerca de 30% nos últimos dez meses após um penduricalho aprovado em dezembro de 2023. O órgão tem 19 membros, cujos salários-base variam de R$ 37,7 mil a R$ 41,8 mil.

Apesar do teto constitucional de R$ 44 mil, um ministro do TCU chegou a receber quase R$ 112 mil em um único mês, de acordo com levantamento do portal UOL. O valor é uma soma da remuneração bruta, com auxílio-alimentação, ressarcimento de assistência médias, férias indenizadas e “outras vantagens indenizatórias”.

O último item corresponde ao penduricalho regulamentado em novembro de 2023. O TCU importou uma regra das justiças Federal e do Trabalho que prevê a concessão de até dez folgas por mês a quem comprovar acúmulo de processos e funções.

Essas folgas podem ser vendidas e são pagas em dinheiro a ministros, e o valor não está sujeito a dedução do Imposto de Renda. Eles também possuem direito a 60 dias de férias por ano, o que poderia resultar em até 180 dias de folgas remuneradas no total, quase metade de um ano.

O TCU desembolsou cerca de R$ 2,4 milhões com a despesa extra entre dezembro de 2023 e setembro deste ano, pagando uma média de R$ 12,8 mil a mais para cada autoridade mensalmente. Essas remunerações não estão sujeitas ao limite constitucional.

O órgão alegou que os ministros “têm direito ao benefício por simetria constitucional entre seus membros e os do Superior Tribunal de Justiça, que regulamentou o pagamento da referida parcela em outubro de 2023”. A medida gerou um imbróglio no tribunal no ano passado.

O presidente do TCU, Bruno Dantas, regulamentou o pagamento em novembro passado após decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que equiparou benefícios recebidos por integrantes do Ministério Público a juízes. O CJF (Conselho da Justiça Federal), o CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) também validaram o penduricalho posteriormente.

Mesmo não fazendo parte do Judiciário, o TCU incorporou a licença por ter direitos e deveres equiparados aos do STJ pela Constituição Federal. O Ministério Público junto ao TCU se manifestou contra a medida e Dantas suspendeu temporariamente os depósitos, mas em 13 de dezembro o ministro Antonio Anastasia contrariou o entendimento e a corte do TCU liberou os pagamentos em plenário.

O TCU alega que “tem atuação rigorosa e impessoal no controle da legalidade da despesa pública, sempre sujeita ao controle” do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não divulga detalhadamente o valor gasto com cada benefício.

Fonte: DCM

‘O STF está esvaziando a força da Justiça do Trabalho’, alerta desembargadora: ‘É um projeto’

STF tem agindo de forma sistemática contra os direitos trabalhistas. Desde a reforma trabalhista em 2017, crescem decisões da corte cassando vínculos empregatícios reconhecidos pelo TST.

“O Supremo Tribunal Federal está usurpando a competência constitucional da Justiça do Trabalho”, avaliou Valeir Ertle, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), durante seminário internacional da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), finalizado nesta sexta-feira (1), em Guararema (SP). 

Magda Biavaschi, desembargadora aposentada do trabalho e integrante da ABJD, também participou da mesa intitulada “STF e neoliberalismo: desregulamentação dos direitos sociais e ataque à democracia”. Tem sido cada vez mais comum, alerta, que ministros do Supremo se debrucem sobre decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e “declarem nulas as decisões que consideram vínculo do trabalho e a remetam para a justiça comum. Com isso, dão a senha para o desrespeito e para a burla”.    

O caso aconteceu, por exemplo, em novembro de 2023, quando o ministro Cristiano Zanin anulou uma decisão da 6ª Turma do TST que confirmava o vínculo entre um entregador e a empresa Rappi. Segundo Zanin, “a Justiça do Trabalho desconsiderou aspectos” que “consagram a liberdade econômica e de organização das atividades produtivas”. 

De forma similar, em maio do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes cassou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) que tinha reconhecido vínculo de emprego entre um motorista e a plataforma Cabify Agência de Serviços de Transporte de Passageiros Ltda. 

“Chama a atenção o aumento de decisões monocráticas em questões trabalhistas no STF. Um ministro do STF anula uma decisão do TST”, ressalta Valeir Ertle. “De 371 decisões monocráticas do STF no âmbito trabalhista em 2017, foram 2.030 em 2019 e 3.030 em 2024”, destaca o sindicalista.  

A Suprema Corte também considerou lícita a terceirização em qualquer tipo de atividade produtiva, legitimou a escala de trabalho de 12×36 – quando a pessoa trabalha 12h seguidas e descansa nas 36 seguintes – e considerou constitucional a reforma trabalhista aprovada em 2017, sob o governo de Michel Temer. 

“As decisões da Justiça do Trabalho têm sido nulificadas por afirmações de que a ela não compete declarar vínculo de emprego”, sintetiza Biavaschi, para quem as ações do STF fazem parte “de um projeto de Estado, de sociedade”. 

“Uma análise da fala dos acórdãos do STF, quando dizem que nossa Constituição assegura a livre iniciativa como direito absoluto”, critica a jurista, “é de que a Justiça do Trabalho não compreende o processo de dinamização da economia que se dá à luz do empreendedorismo, ela cria obstáculos ao desenvolvimento econômico, ela traz insegurança jurídica, afasta os investidores, e, portanto, precisa ser regrada”. 

Para Magda Biavaschi, a Constituição de 1988, “contrariamente ao que dizem alguns ministros, não assegura a livre iniciativa como um direito. Ela a condiciona ao valor social do trabalho. Ela não assegura a propriedade como um direito. A desembargadora condiciona o direito de propriedade à sua função social”. O que se vive, avalia a desembargadora, “é a instrumentalização do Estado em favor dos interesses privados”.  

Ponderando que o STF cumpriu papel importante na defesa do sistema eleitoral e contra a tentativa bolsonarista de golpe, Biavaschi pontua que “quando se trata dos direitos sociais ou do sistema público de proteção social, que inclui o trabalho, os sistemas de fiscalização, as organizações sindicais, é um arrasa quarteirão. Vivemos uma desconstrução, uma retirada de voz deste sistema público. Um esvaziamento da força da Justiça do Trabalho”.  

Marcus Seixas, do Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP), defende que haja “um movimento para que pessoas do direito do Trabalho cheguem ao Supremo”.  

Na visão de Magda Biavaschi, “o ponto de luz é o campo da política, onde as organizações sociais se dão, onde as disputas se dão e onde podemos, com muita dificuldade, construir movimentos contra-hegemônicos”.  

Fonte: Brasil de Fato

Israel assassina bebê brasileira no Líbano

Estado terrorista de Israel já assassinou milhares de crianças em seus ataques ao povo palestino e libanês

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira (4), em nota, a morte, em Beirute, Líbano, da bebê brasileira de um ano de idade Fatima Abbas, vítima de ataque israelense no último sábado (2) no subúrbio de Hadeth, ao sul da capital libanesa. O governo expressou “grande pesar e consternação”. 

O conflito no Líbano já resultou na morte confirmada de um total de três brasileiros, todos menores de idade e todos vitimados por ataques israelenses, informou a pasta.

Ao expressar à família de Fatima Abbas as “mais sentidas condolências e estender toda a sua solidariedade”, o governo brasileiro reiterou a condenação, “nos mais fortes termos”, aos “contínuos e injustificados” ataques aéreos israelenses contra zonas civis no Líbano, renovando “o apelo às partes envolvidas para que cessem imediatamente as hostilidades”. 

Fonte: Brasil 247

Relatório sigiloso expõe falhas no GSI e liga generais Dias e Augusto Heleno ao 8/1

Documento aponta omissões operacionais e negligência no GSI, ligando as gestões de Gonçalves Dias e Augusto Heleno ao colapso da segurança na Praça dos Três Poderes no 8 de janeiro de 2023

Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil assistiu a um dos episódios mais críticos para sua democracia recente: o Palácio do Planalto, símbolo do poder executivo, foi invadido por manifestantes que destruíram patrimônio público e ameaçaram a estabilidade das instituições. 

Agora, documentos confidenciais obtidos pela coluna revelam que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão responsável pela segurança da Presidência da República, cometeu uma série de falhas críticas e omissões que facilitaram a invasão. O documento detalha omissões e problemas graves de coordenação no fluxo de informações, apontando para uma série de erros que culminaram na vulnerabilidade do Palácio do Planalto.

O relatório sigiloso da PET 11.119 DF, elaborado pela Polícia Federal, concentra-se nas falhas operacionais e estratégicas do GSI relacionadas aos eventos de 8 de janeiro e detalha omissões e problemas graves de coordenação no fluxo de informações de inteligência, apontando para uma série de erros que culminaram na vulnerabilidade do Palácio do Planalto. Entre os nomes centrais no documento estão Alexandre Santos de Amorim e Saulo Moura da Cunha, ambos ingressos na Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) durante a gestão do general Augusto Heleno, ex-chefe do GSI e agora investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento na tentativa de golpe.

Cunha e Amorim foram mantidos em cargos estratégicos no GSI até março de 2023, quando o então interventor Ricardo Capelli, nomeado para reorganizar o órgão após a crise de janeiro, demitiu os envolvidos. Carlos José Russo Assunção Penteado, também associado à gestão de Heleno, foi exonerado na mesma leva. Essa rede de influência, segundo o relatório, teve papel direto na fragilidade da resposta aos atos do dia 8.

Omissão de inteligência e falha de Gonçalves Dias no repasse de informações

Segundo o relatório da PET 11.119 DF, o general Gonçalves Dias, então chefe do GSI, recebeu alertas detalhados e críticos sobre o crescimento das manifestações e o potencial de violência, informações enviadas diretamente por Saulo Moura da Cunha, então diretor da ABIN. A análise do celular de Cunha confirma que ele enviou, desde o início de janeiro de 2023, dados estratégicos sobre o aumento exponencial de manifestantes em Brasília e a chegada de mais de 100 ônibus com participantes, indicando que o tom dos protestos se tornava cada vez mais agressivo. Essas informações também incluíam registros de discursos inflamados, evidenciando um cenário que demandava uma resposta mais ágil e incisiva do GSI.

Apesar da gravidade das informações, o relatório revela que Gonçalves Dias falhou em repassar esses alertas ao setor operacional de segurança do Palácio do Planalto. Ele também não promoveu ajustes no Plano Escudo, o protocolo de defesa que deveria ter sido adaptado para conter a ameaça iminente. A ausência de compartilhamento de dados críticos e a falta de adaptações no plano de defesa foram fatores decisivos na falha da resposta do GSI. Essa retenção de inteligência impediu que a equipe de segurança tivesse uma avaliação precisa e atualizada do cenário, limitando a preparação e o tempo de resposta diante da invasão.

Falhas na avaliação de criticidade e subestimação dos riscos

Outro aspecto decisivo na vulnerabilidade do Planalto foi a subestimação do risco representado pelos manifestantes. Alexandre Santos de Amorim, coronel e chefe da Coordenação-Geral de Análise de Risco do GSI, era responsável pela classificação do nível de criticidade dos eventos. Mesmo com alertas crescentes sobre a gravidade da situação, Amorim optou por manter a classificação de criticidade em “laranja”, uma avaliação que indicava risco moderado. Segundo o relatório, essa escolha foi inadequada diante dos dados recebidos, e o nível de criticidade deveria ter sido ajustado para “vermelho”, uma medida que demandaria ações de segurança mais proativas e preventivas.

O documento afirma que a decisão de manter o nível de risco em “laranja” contribuiu diretamente para que a segurança do Planalto fosse mantida em um estado de alerta insuficiente, deixando os agentes despreparados para a onda de violência que se seguiu. Essa avaliação equivocada de criticidade revelou uma falha grave na gestão de riscos e no alinhamento com a realidade dos fatos, demonstrando uma subestimação da ameaça, que teve consequências irreversíveis para a segurança do palácio.

Inação das lideranças e ausência de uma resposta coordenada

Entre os responsáveis pelas falhas na resposta do GSI, o relatório menciona o general Carlos José Russo Assunção Penteado, secretário-executivo do GSI, também nomeado durante a gestão de Augusto Heleno. Sua função incluía a supervisão da implementação do Plano Escudo e o ajuste das estratégias de defesa conforme o cenário evoluísse. Mesmo com informações que indicavam uma concentração massiva de manifestantes em Brasília e o aumento da retórica agressiva, Penteado não mobilizou tropas adicionais nem ordenou o reposicionamento de forças para fortalecer as defesas.

Outro nome destacado é o do general Carlos Feitosa Rodrigues, à frente da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial. Esse setor tem como missão garantir a integridade física das instalações presidenciais e das autoridades. O relatório destaca que Feitosa também não revisou a criticidade dos eventos, mantendo a classificação em “laranja” e deixando de tomar medidas preventivas. Sua decisão de não elevar o nível de segurança demonstrou uma falha em reconhecer a gravidade dos atos e expôs o Palácio do Planalto a uma situação de fragilidade.

O coronel André Luiz Garcia Furtado, coordenador-geral de Segurança de Instalações do GSI, é mais um nome mencionado no relatório por não ter solicitado reforços e por não ajustar as medidas de proteção diante do aumento da ameaça. Sua falta de ação consolidou as defesas insuficientes do palácio, permitindo que os manifestantes ultrapassassem as barreiras de segurança. Essas omissões por parte de agentes em posições de liderança refletem, conforme o documento, uma falha sistêmica e coordenada que enfraqueceu a segurança do Palácio do Planalto.

Reestruturação sob Capelli: as exonerações e tentativas de reorganização

Após os ataques de 8 de janeiro, o então interventor Ricardo Capelli foi nomeado para assumir interinamente o comando do GSI e reorganizar a segurança presidencial. Capelli exonerou Saulo Moura da Cunha, Alexandre Santos de Amorim, Carlos José Russo Assunção Penteado e outros agentes ligados à gestão de Augusto Heleno, em um movimento para desarticular a rede de influência interna que, segundo o relatório, comprometeu a segurança da Presidência. Na ocasião, Capelli justificou as exonerações como medidas essenciais para restaurar a ordem no GSI e sanar as falhas estruturais deixadas pela gestão anterior.

Desde então, o GSI passou por uma série de mudanças focadas em reestruturar o fluxo de inteligência e garantir que o sistema de segurança presidencial seja mais robusto e capaz de lidar com cenários de crise. A gestão de Capelli trouxe um foco maior na coordenação de informações e no alinhamento entre os setores, buscando evitar que novas falhas coloquem em risco a integridade das instituições brasileiras.

As falhas destacadas no relatório PET 11.119 DF evidenciam uma série de omissões no fluxo de informações de inteligência e na execução das medidas de segurança, implicando diretamente a gestão de Gonçalves Dias e as nomeações oriundas da administração de Augusto Heleno. O documento elaborado pela PF também revela uma perspectiva inédita sobre as falhas que abriram espaço para a violência de 8 de janeiro e reforça a importância de revisar a gestão de inteligência e proteção das instituições democráticas do país.

Fonte: Revista Fórum

Israel já assassinou 2.986 pessoas no Líbano

No final do domingo (3), o Ministério da Saúde do Líbano reportou 2.986 mortes e 13.402 feridos devido aos ataques de Israel contra a população civil.

No distrito de Nabatieh, no sul, os caças de Israel atacaram as áreas de Marj Harouf, Arabsalim e Zawtar al-Sharqiya. Enquanto isso, um drone lançou mísseis guiados contra um carro perto de um posto de controle do Exército Libanês na cidade de Yahoun, em Bint Jbeil. 

Os soldados israelenses bombardearam três vezes as proximidades do hospital governamental na aldeia de Tibnin e destruíram uma casa na cidade de Shaqra, na área de Bint Jbeil. 

Cinco civis foram mortos, incluindo duas crianças, num ataque sionista a um edifício na planície de Khiam e os trabalhos de remoção de destroços continuam em meio a condições climáticas difíceis e à necessidade de maquinaria pesada. 

Segundo relatos locais, um drone israelense teve como alvo o parque da cidade de Tiro, perto de um restaurante, e um cidadão morreu após um ataque dirigido a Al-Ghaziyeh. 

A câmera da rede pan-árabe Al Mayadeen filmou a destruição causada pela agressão israelense na cidade de Haret Saida, no sul, que ceifou a vida de três pessoas e feriu outras nove. 

No leste do país, caças lançaram bombas sobre um edifício no distrito de Kayal, nos arredores da cidade de Baalbek, enquanto destruíam o café e restaurante Masshawi Al Reda, a dezenas de metros do hospital governamental.

Outros ataques tiveram como alvo a cidade de Labaya, as proximidades de Sohmar e os arredores da cidade de Mashghara, no oeste de Bekaa. 

Sob a falsa narrativa de atacar objetivos militares da Resistência Libanesa e com a cumplicidade dos Estados Unidos, as forças israelenses massacram a população, destroem infraestruturas civis, assassinam profissionais da mídia e pessoal humanitário, além de lançarem munições proibidas internacionalmente.

Fonte: Prensa Latina

Israel ataca palestinos durante campanha de vacinação em Gaza

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou no sábado que um ataque atingiu o centro de saúde Sheikh Radwan, “horas após o reinício da campanha de vacinação”, durante uma “pausa humanitária”.

A terceira fase da vacinação contra a poliomielite no norte de Gaza, suspensa desde o dia 23 por falta de garantias de segurança, foi retomada no sábado. Adhanom alertou, na rede social X (antigo Twitter), que esses ataques “colocam em risco a saúde das crianças e podem desencorajar os pais de levarem seus filhos para vacinar”.

O líder da OMS descreveu a situação como “extremamente preocupante” e ressaltou que “essas pausas específicas de cada zona humanitária devem ser estritamente respeitadas. Cessar-fogo!”.

Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (IDF) negaram qualquer operação contra centros de saúde na área e rejeitaram as afirmações do diretor da OMS. Segundo o exército israelense, citado pelo jornal The Times of Israel, uma investigação preliminar não indicou qualquer ataque das forças IDF na área no momento.

A vacinação “foi realizada em coordenação com as IDF, através do COGAT [o organismo militar israelense responsável pelos assuntos civis em Gaza], em cooperação com a comunidade internacional, para que a população pudesse chegar em segurança aos centros médicos”, disse o exército.

As IDF afirmaram que o movimento palestino Hamas “dispara deliberadamente a partir de áreas civis, violando o direito internacional e usando civis como escudo para atos de terrorismo contra Israel”.

A OMS e o Unicef haviam garantido uma pausa humanitária para a vacinação, embora a área liberada seja consideravelmente menor do que a primeira fase, em setembro, limitada à capital de Gaza.

A OMS e a Unicef lamentaram que cerca de 15 mil crianças com menos de 10 anos permaneçam em áreas inacessíveis devido à falta de segurança, como Jabalia, Beit Lahiya e Beit Hanoun, e frisaram que pelo menos 90% das crianças precisam ser imunizadas para garantir a eficácia da campanha.

Fonte: MSN

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS