México estatiza eletricidade e petróleo, governo tem 66% de apoio popular

Durante o mandato de Enrique Peña, presidente do México pelo Partido Revolucionário Institucional (2012-2018), reformas energéticas neoliberais levaram à privatização das duas principais empresas do setor de energia do país, a Petróleos Mexicanos (Pemex) e a Comissão Federal de Eletricidade (CFE), em 2013.

No ano passado, o ex-presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, o AMLO, enviou ao Congresso do país uma reforma muito importante, que pretendia “devolver ao povo mexicano” as empresas do setor estratégico, convertendo-as em “empresas produtivas do Estado”. 

A atual presidente, Claudia Sheinbaum Pardo, do mesmo partido de AMLO, anunciou, durante sessão na última quarta-feira (30), a promulgação do decreto que devolve as empresas ao âmbito estatal.

De acordo com uma pesquisa do instituto Atlas Intel, Sheinbaum é a líder mais bem-avaliada entre os presidentes latino-americanos, com um índice de aprovação de 66,7%.

O decreto responsável por “renacionalizar” as empresas passou a valer no dia 1° de novembro, após longos 11 anos de privatização. 

Outras medidas neoliberais de Peña na economia mexicana envolveram a concessão de ferrovias a empresas privadas e ampla permissão para a exploração de reservas de água do país.

Um outro decreto sobre as questões ferroviárias também foi assinado pela administração atual, que prevê a retomada da operação de trens de passageiros pelo governo federal. 

A Secretária de Energia do México, Luz Elena González, afirmou que, com o cenário anterior de privatização, as estratégicas mexicanas tornaram-se “mercadoria comum e corrente”, que “competiam entre si com recurso público”

A reincorporação das estatais deve ser capaz, agora, de “preservar a segurança e a autossuficiência” energéticas do México, e de dar a essas empresas exclusividades competitivas importantes. 

O Estado mexicano ainda estabeleceu um acordo de exclusividade sobre a exploração de lítio no país, recurso que havia sido nacionalizado na administração de Obrador, em fevereiro de 2023. O México tem cerca de 235 mil hectares de reservas de lítio, a maior parte delas dispostas ao norte do país. 

“O que estamos fazendo agora”, afirmou o ex-presidente durante a cerimônia de assinatura desse decreto, no ano passado, “tem como objetivo garantir que a exploração desse mineral seja em benefício dos mexicanos, não dos estrangeiros, nem da Rússia, nem da China, nem dos Estados Unidos”.

O governo de Sheinbaum, tido como mais bem-avaliado da América Latina, disse, na semana passada, que pretende seguir com o exercício de uma política de “austeridade republicana” no orçamento público, com cortes pontuais em despesas desnecessárias e luxos dos funcionários do alto escalão.

Fonte: Revista Fórum

PM é suspeita de matar criança e PMs tumultuam velório da vítima

Familiares de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, protestaram pela presença de agentes; um policial chegou a apontar arma para fotógrafa do GLOBO

O enterro do menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, na manhã desta quinta-feira (7), em Santos, foi marcado pela intimidação de agentes da Polícia Militar. Em diferentes momentos, do velório ao sepultamento, policiais da corporação estiveram presentes nos arredores da cerimônia. Uma viatura chegou a impedir a passagem dos familiares e amigos durante o cortejo do corpo pelo Morro de São Bento, onde ocorreu o assassinato.

Um dos policiais apontou um fuzil em direção à fotógrafa do GLOBO, Maria Isabel Oliveira, e disse: “toma cuidado”. Questionado, o coronel Valmor Racorti, comandante do Policiamento de Choque, desculpou-se pela postura do policial. Posteriormente, informou que a Polícia Judiciária, acompanhada da Corregedoria, irá instaurar um procedimento apuratório com prazo de dez dias para conclusão.

— Referente ao fuzil, não diria apontado. Levantamos vídeos, inclusive de moradores. Face à situação que é, eles colocam fuzil para fora. Mas vamos instaurar procedimento apuratório. É lógico que vamos orientá-los a tomar cuidado, porque pode dar dupla interpretação. Precisamos entender […], vamos apurar — afirmou.

O menino foi morto durante uma ação policial na terça-feira à noite. Na mesma abordagem, um adolescente de 17 anos também morreu. Outro de 15 anos foi alvejado e se encontra no hospital. Em coletiva de imprensa, a PM admitiu que o tiro partiu “possivelmente” da arma de um policial e afirmou que os agentes se defenderam de criminosos. O pai de Ryan, Leonel Andrade Santos, de 36 anos, foi morto em 9 de fevereiro no mesmo morro em ação policial.

Ainda durante o velório, duas viaturas do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior, responsável pela Baixada Santista e Vale do Ribeira, posicionaram-se ao lado do prédio onde ocorria a cerimônia, da Santa Casa, perto da entrada do morro. Questionados por lideranças de movimentos sociais e familiares, eles recuaram e saíram. Mais adiante, durante o cortejo, uma viatura do Choque fechou a rua Nove do Morro de São Bento e impediu, por alguns minutos, a passagem do corpo seguido da carreata.

Ao GLOBO, o coronel Rogério Nery Machado, comandante 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior, afirmou que “a viatura estava em patrulhamento naquela área, visando a segurança das pessoas presentes”. Já o coronel Racorti, do Choque, disse que os policiais não tinham ordem para impedir o cortejo “de forma alguma”.

— Não era a orientação. Essa área é de patrulhamento — disse. — Eles estavam parados na rua Nove, o cortejo entrou na rua. Eles manobraram a viatura, realmente seguraram o cortejo por segurança para a viatura não ficar no meio do cortejo e saíram. A intenção não era interromper o cortejo, mas sim por questão de segurança retirar a viatura — acrescentou.

Depois do sepultamento, uma abordagem policial a um motoqueiro na rua da frente do cemitério acabou em confusão. Claudio Aparecido da Silva, ouvidor de Polícia, discutiu com os policiais, questionando sobre a necessidade da presença deles ali.

— É repudiante, é um absurdo. Aqui no estado de São Paulo virou política governamental colocar polícia em velório de gente que morre pelas mãos da própria polícia para intimidar as pessoas. Isso é vergonhoso, é o cúmulo da falta de respeito aos direitos fundamentais das pessoas. Neste estado não pode mais ter ato fúnebre? — questionou Silva.

Ele afirmou que a ouvidoria acionará o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir que operações em favelas sejam conduzidas com o uso de câmeras corporais.

Nenhum dos oito policiais envolvidos na ação da morte de Ryan estava usando câmera. O porta-voz da PM, coronel Emerson Massera, explicou em coletiva de imprensa que a ocorrência foi na área do 6º Batalhão, que não dispõe do equipamento.

Comoção

Durante todo o cortejo pelo Morro de São Bento, uma tradição de familiares de mortos pela PM ali, o corpo de Ryan foi homenageado por moradores que se posicionaram nas portas de casas, escolas e comércio.

Professores e alunos da escola onde a mãe do menino, Beatriz da Silva Rosa, trabalhava como merendeira se enfileiraram na frente do muro e aplaudiram a carreata, bastante emocionados. Os moradores do morro soltavam fogos de artifício à medida que o cortejo passava. Muitos choravam e gritavam por justiça.

Já no cemitério, crianças soltaram balões brancos, símbolo da paz, uma última homenagem a Ryan. Ester, tia da mãe do menino, falou umas últimas palavras enquanto o caixão branco era colocado numa cova vertical: “A lei está aí para eles serem presos, não mortos. Saem atirando e ainda pega numa criança de 4 anos. Por que eles não pararam os moleques ao invés de atirar? Agora a mãe dele está aqui, é ela que vai sofrer pela perda dele. Isso tem que acabar”, disse Ester.

Bastante abalada, sem nem conseguir caminhar, Beatriz acompanhou todo o trajeto de cadeira de rodas, gemendo e repetindo baixinho: “Meu filho foi embora. O que vou fazer sem meu filho?”.

Enterro de adolescente

O enterro do adolescente Gregory Ribeiro Vasconcelos, de 17 anos, morto na mesma ação no Morro de São Bento, ocorreu na tarde desta quinta-feira em Santos. Duas viaturas da PM se posicionaram dentro do cemitério durante a cerimônia para proteger o mausoléu da corporação.

Revoltada, a família disse que a PM não deixou ninguém socorrer o rapaz, que teria ficado “agonizando” antes de ser encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento. Segundo uma prima do adolescente, a polícia tinha uma foto dele no celular logo depois da morte e teria perguntado aos familiares se ele era parente.

Fonte: O Globo

A serviço dos especuladores, Copom eleva taxa de juros

Copom eleva juros básicos da economia para 11,25% ao ano

O Brasil terá a terceira maior taxa real de juros do mundo nesta quarta-feira 6, dia em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central deve elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, de 10,75% para 11,25% ao ano. O monitoramento é da consultoria MoneYou.

Vale lembrar que os juros reais são a conta considerando a taxa de juros descontada da inflação, e, mais do que a taxa bruta, é o número que de fato afeta a economia.

O cálculo considera tanto a inflação quanto os juros futuros, estimados pelo mercado para 12 meses à frente, já que é a tendência futura dessas duas variáveis o que realmente influencia tanto o andamento da economia quanto as decisões BC para a Selic.

Para a taxa brasileira, a metodologia usou a inflação projetada para os próximos 12 meses pelo mercado e coletada pelo Boletim Focus, que é de 4,30%. Também foi considerada a taxa de juros DI a mercado dos aproximados próximos 12 meses no vencimento mais líquido, em novembro de 2025.

Os juros altos favorecem o sistema financeiro especulativo e inibe a atividade econômica.

Redação com Carta Capital e CNN Brasil

STF ataca servidores públicos ao flexibilizar Regime Jurídico Único

Mais uma vez o Supremo

Nesta quarta-feira, 6 de novembro de 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2135, declarando, por maioria, a constitucionalidade da Emenda Constitucional nº 19/1998. A decisão permite a flexibilização do regime de contratação de servidores públicos, autorizando a administração pública a optar por regimes de contratação além do estatutário, como o regime celetista, aplicável a servidores da União, Estados e alguns Municípios. A advogada Letícia Kaufmann, do escritório Cassel Ruzzarin Advogados, acompanhou o julgamento presencialmente.

O julgamento seguiu o voto divergente do ministro Gilmar Mendes, apoiado por Nunes Marques, Flavio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. A ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, votou pela inconstitucionalidade da emenda, sendo acompanhada por Edson Fachin e Luiz Fux.

Essa decisão impacta especialmente a União, que tradicionalmente aplicava o Regime Jurídico Único (RJU) estatutário, bem como Estados e diversos Municípios que mantinham servidores sob um único regime. Anteriormente, o RJU exigia que o ente federativo escolhesse um único regime, seja ele estatutário ou celetista. Com a decisão, a administração pública poderá contratar servidores por qualquer regime previsto em lei, sem a exigência de uniformidade.

O ministro Luís Roberto Barroso, ao proferir seu voto, criticou o RJU, argumentando que o modelo único já não atende adequadamente às demandas do serviço público moderno, manifestando apoio à flexibilização. A partir da decisão, servidores estatutários podem conviver nas mesmas funções com empregados públicos e, em alguns casos, até com temporários, a depender das atividades desempenhadas.

A ADI 2135 foi proposta em 2000 por partidos da oposição (PT, PCdoB, PDT e PSB), que questionavam a constitucionalidade da Emenda 19, alegando que sua aprovação desrespeitava o devido processo legislativo exigido pela Constituição. Em 2007, o STF havia concedido uma liminar suspendendo os efeitos da emenda para a administração direta, autárquica e fundacional, obrigando esses setores a aplicar o RJU. Com a decisão de hoje, essa liminar é revogada, restaurando as disposições originais da Emenda 19/98.

A decisão exige que administrações públicas de todos os níveis adaptem suas práticas aos novos parâmetros de contratação, gerando alterações significativas nas relações de trabalho e nos direitos dos servidores públicos em todo o país.

Fonte: Sisejufe

Rompimento de tanque da usina Caeté causa derramamento de 2 milhões de litros de melaço

Tanque de mel da usina Caeté, em São Miguel dos Campos, tem capacidade de armazenamento de até 3 milhões de litros.

O rompimento de um tanque de mel da Usina Caeté, em São Miguel dos Campos, causou o derramamento de quase dois milhões de litros de melaço na área industrial da usina nesta quinta-feira (5).

A Usina Caeté produz açúcar, álcool, etanol e bioeletricidade. O melaço é um subproduto da produção de açúcar.

O tanque com capacidade de armazenamento de 3 milhões de litros de mel. De acordo com a direção da usina, às 5h, a base da estrutura se rompeu. A causa do rompimento é desconhecida.

“Evidências mostram que houve uma ruptura entre o piso e a lateral do tanque. Ele se abriu e todo o mel que estava dentro, o melaço, derramou abruptamente, ou seja, ele abriu de vez e carreou todo esse mel para a área industrial. A gente está analisando para verificar o que realmente levou a essa ruptura”, afirmou o engenheiro de segurança da Usina Caeté, Jamerson de Oliveira.

Segundo o engenheiro de segurança, um funcionário se assustou, escorregou no mel que escorregou e machucou o tornozelo.

“A gente de imediato encaminhou ele à UPA e na próxima jornada ele já está retornando ao trabalho”, disse Jamerson de Oliveira.

O “rio de melaço” escorreu por toda a área industrial e teve de ser bombeado para um tanque de resíduos da área agrícola.

A brigada de incêndio controlou a situação, e foi preciso parar temporariamente as atividades na usina para realizar a limpeza e a reposição de tubulações que estavam interligadas.

“A primeira medida é acionar o gerente da instalação industrial, que ele é que comanda toda e qualquer operação de emergência após o acontecimento de algum sinistro aqui na Usina. Acionamentos e ele entra em contato com as equipes de apoio, de reparo, de manutenção, de resgate se for o caso, que não houve necessidade, e de mitigação geral das coisas”, disse o engenheiro de segurança.

Segundo o engenheiro, o líquido que escorregou não é inflamável. A previsão é que de que os trabalhos na usina sejam retomados nesta quarta-feira (6).

“A gente deslocou algumas equipes do campo, porque parou de cortar cana, porque não tem onde moer, e essas equipes vieram dar auxílio a gente na limpeza da instalação industrial, até porque o líquido não é inflamável e a única coisa que faz é o mel estar grudando aqui nas instalações”, disse Jamerson de Oliveira.

Fonte: G1

Turista israelense é preso por injúria racial e corrupção na Bahia

Turista chamou trabalhadores de “macacos” e tentou subornar policiais para evitar a prisão

Um turista israelense de 20 anos foi preso em flagrante, na tarde desta terça-feira (5), na Ilha de Boipeba, município de Cairu, baixo-sul da Bahia. Ele é acusado de injúria racial contra dois trabalhadores negros e de tentativa de suborno a policiais militares para evitar a prisão.

O caso ocorreu no atracadouro da ilha, local onde chegam turistas e mercadorias.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito chamou os carregadores de “macacos” enquanto eles realizavam o transporte de bagagens.

Indignadas, testemunhas detiveram o homem até a chegada da Polícia Militar. As vítimas registraram o momento em vídeo e, junto a outros presentes, acionaram os policiais, que abordaram o suspeito no local. 

Ao receber voz de prisão, ele tentou subornar a equipe com uma oferta de R$ 300 para não ser levado à delegacia.

Em nota enviada à CNN, a Polícia Militar confirma o ocorrido: “os militares receberam a denúncia das vítimas e abordaram o homem, que ainda tentou oferecer uma quantia em dinheiro aos policiais para não ser preso.”

O suspeito foi conduzido à Delegacia Territorial de Cairu, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de injúria racial e corrupção ativa, ambos inafiançáveis. Após passar por exames de corpo de delito, ele permanece à disposição da Justiça.

A prisão foi formalmente comunicada ao Juízo Criminal de Valença, ao Ministério Público da Bahia, à Defensoria Pública, ao Consulado de Israel no Brasil e à Polícia Federal.

Fonte: CNN Brasil

Israel impede cuidados médicos e feridos morrem nas ruas em Gaza

O exército de ocupação israelense prendeu a maior parte do pessoal médico há 10 dias, restando apenas dois médicos e algumas enfermeiras

Fontes médicas palestinas informaram nesta quinta-feira (7), que muitos dos feridos pela agressão israelense estão morrendo nas ruas de Gaza porque não há como transferi-los para hospitais e estes últimos carecem de pessoal médico.

Citadas pela agência noticiosa palestina Wafa, as fontes indicaram que vários feridos no hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, perderam a vida por falta de cirurgiões, e acrescentaram que alguns feridos só conseguem chegar a este centro médico a pé porque não há uma única ambulância no norte de Gaza.

Relataram que o exército de ocupação israelense prendeu a maior parte do pessoal médico há 10 dias, restando apenas dois médicos e algumas enfermeiras.

Várias crianças e médicos também ficaram feridos pelos bombardeios diretos e indiscriminados do exército de ocupação contra as instalações hospitalares.

Não recebemos qualquer tipo de resposta, apesar dos constantes apelos de ajuda da administração hospitalar ao mundo e às instituições internacionais e humanitárias, disseram fontes.

Durante 34 dias de intensos bombardeios terrestres e aéreos, e no meio de um cerco rigoroso que impede a entrada de alimentos, água e medicamentos, mais de 1.800 civis foram mortos no norte de Gaza e milhares de outros ficaram feridos, a maioria deles mulheres e crianças.

Fonte: Prensa Latina

Executiva do PT Maceió faz balanço das Eleições Municipais e aponta oposição a JHC

Ocorreu nesta terça-feira, 05, a reunião da Executiva Municipal do PT de Maceió com participação da vereadora reeleita Teca Nelma, com objetivo de fazer um balanço político das eleições municipais na Capital.

Na visão da maioria dos dirigentes petistas, presentes a reunião, o partido saiu fortalecido em Maceió, com votação expressiva na ordem de 25 mil votos e reeleição da vereadora, com aproximadamente 10 mil votos, sendo a mulher mais votada para a Câmara de Maceió em 2024.

O presidente do PT Maceió, Marcelo Nascimento, fez uma análise do desempenho: “Nosso maior objetivo foi defender o legado do PT e do governo Lula, enfrentando o projeto político ultraconservador da Direita bolsonarista impregnada na Prefeitura e na Câmara Municipal. PT sai fortalecido dessa eleição com saldo político muito positivo e boas perspectivas com quadros com potencial eleitoral para futuras disputas,” destacou Marcelo.

O Partido dos Trabalhadores também discutiu seu posicionamento político com relação ao futuro governo do prefeito JHC (PL). Nas eleições deste ano, o PT da Capital apoiou a candidatura de Rafael Brito (MDB), a prefeito de Maceió. Embora exista consenso com relação a posição crítica ao governo de JHC, reeleito pelo Partido Liberal e alinhado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o partido do presidente Lula em Maceió, deve realizar uma PLENÁRIA MUNICIPAL no próximo dia 30 de novembro para consolidar seu posicionamento de oposição a gestão municipal.

Nascimento ainda lembrou que atualmente somos oposição a gestão JHC e que a tendencia será manter a mesma posição, orientando a única parlamentar petista na Câmara Municipal, a posicionar-se a favor de todos os avanços que tragam benefícios para a população macioense, a exemplo das políticas públicas implementadas pelo governo do presidente Lula, assim como, opondo-se aos retrocessos políticos e iniciativas que visem exclusivamente benefícios pessoais aos vereadores.

Fonte: Ascom PT/Maceió

Acordo mantém emendas parlamentares e Câmara aprova texto-base

Resultado de acordo entre Legislativo e Executivo, PL complementar busca resolver impasse

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (5) o texto-base do projeto de lei complementar que regulamenta a execução das emendas parlamentares. A proposição do texto é resultado de acordo do Legislativo e do Executivo e busca encerrar o imbróglio com o Judiciário sobre o pagamento desses recursos.

Mais cedo, deputados aprovaram requerimento de urgência do projeto, acelerando a tramitação da proposta na Casa. O texto-base foi aprovado por 330 votos favoráveis e 74 contrários, além de duas abstenções. Orientaram contra a federação PSOL-Rede e o partido Novo. O PL liberou sua bancada.

Agora, os parlamentares analisarão destaques ao texto.

O autor da proposta é o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), um dos vice-líderes do governo Lula (PT) na Câmara e aliado do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). O relator é o líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA), que ganhou o posto após ter sido preterido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na disputa para sua sucessão na Casa.

Ao longo do dia, Elmar se reuniu com diferentes bancadas para discutir a proposta e destravar sua votação.
As emendas são uma forma pela qual deputados e senadores conseguem enviar dinheiro para obras e projetos em suas bases e, com isso, ampliar seu capital político. A prioridade do Congresso, porém, é atender seus redutos eleitorais, e não as localidades de maior demanda no país.

Pereira Junior disse que o projeto garante transparência e rastreabilidade, que são exigências do STF. “É um tema urgente que precisa ser solucionado o quanto antes para acabar com essa tentativa de criminalizar as emendas parlamentares e a política no país.”

Parlamentares do Novo e do PSOL criticaram o texto. Tarcísio Motta (PSOL-RJ) criticou o “apetite voraz e fisiológico” do Congresso, enquanto Adriana Ventura (Novo-SP) falou em “balcão de negócios”.

PL detalha travas às emendas impositivas

O texto traz detalhes sobre o crescimento do volume de recursos destinados a emendas, travas com relação a possíveis congelamentos de pagamentos e áreas consideradas prioritárias para a aplicação dos recursos, entre outros pontos.

A proposta inicial criava uma amarra ao governo ao delimitar o contingenciamento e bloqueio das emendas parlamentares “até a mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias” (despesas que o governo pode ou não executar, de acordo com a previsão de receitas, como custeio e investimento).

O relator, no entanto, acatou pedido de parlamentares e tirou a palavra bloqueio em seu segundo parecer (apresentado pouco depois das 22h desta terça) ao tratar das emendas impositivas — já que isso não era previsto hoje e passaria a valer com a aprovação do primeiro relatório.

Elmar incluiu um artigo em seu parecer que engessava a atuação do Executivo no pagamento das emendas, ao determinar que “inexistindo impedimento de ordem técnica”, órgãos executores terão de adotar meios e as medidas necessárias para executar os valores.

Ele também incluiu um cronograma, com uma série de prazos que ministérios, órgãos e unidades responsáveis pela execução teriam de cumprir. Esse ponto, no entanto, foi criticado, sobretudo por parlamentares do PT, e retirado de seu segundo relatório.

Proposta ainda passa pelo Senado

Caso aprovada na Câmara, a proposta ainda precisará passar pelo Senado. A expectativa, segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é que isso ocorra na próxima semana.
A votação na Câmara ocorre após quase três meses de conversas entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Em agosto, o STF decidiu por unanimidade manter a decisão de Dino de suspender a execução das emendas impositivas até que deputados e senadores dessem mais transparência aos repasses.

Pouco depois, a cúpula do Congresso, ministros do STF e integrantes do governo Lula (PT) anunciaram um acordo para atenuar a crise, mas que dependia de novas conversas para confirmar a liberação das verbas. A partir dali, outras reuniões foram realizadas para costurar um acordo.

O debate entre os Poderes é motivado pelo aumento do valor das emendas durante o governo Jair Bolsonaro (PL) — um salto de R$ 13,8 bilhões empenhados em 2019 para R$ 37,5 bilhões em 2020, em valores nominais (sem correção da inflação). Neste ano, elas somam quase R$ 52 bilhões.

No texto do deputado petista Rubens Pereira Júnior, havia o estabelecimento de um limite de crescimento das emendas parlamentares. As impositivas (individuais e de bancada) seriam reajustadas anualmente pela regra geral do arcabouço fiscal, o que significa reajustes acima da inflação, e não mais com base na receita corrente líquida do exercício anterior.

As emendas não impositivas, ou seja, as de comissão, também teriam um limite. De acordo com o texto inicial, em 2025 ela estava fixada em R$ 11,5 bilhões.

Ainda de acordo com o texto inicial do petista, os limites das emendas impositivas a partir de 2025 serão baseados na regra geral do arcabouço, enquanto as de comissão corresponderão ao limite do exercício imediatamente anterior, atualizado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

A proposta que está sendo discutida prevê que as emendas de bancada (quando parlamentares de cada estado definem prioridades para a região) deverão ser direcionadas a “projetos de investimentos estruturantes” em 20 eixos.

Inicialmente, o autor sugeriu 13 eixos, mas o relator aumentou esse rol, além de abrir margem para inclusão de outras políticas públicas definidas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O relator tirou de seu parecer o escalonamento da quantidade de propostas que cada bancada poderia apresentar tendo como critério a população do estado. Agora, todas poderão apresentar e aprovar até oito emendas.

Texto prevê identificação de destino das emendas

O relator também incluiu uma exceção a esse número de emendas apresentadas, ao dizer que não serão computadas até três emendas que se destinem à continuação de obras já iniciadas.

Pelo relatório, será obrigatório identificar “de forma precisa” o objeto das emendas de comissão, “vedada a designação genérica de programação”. Essas emendas passaram a ser turbinadas com a proibição do STF das antigas emendas de relator — e mantêm a baixa transparência observada anteriormente.

O projeto também define o rito que essas emendas terão: após publicação da LOA (Lei Orçamentária Anual), cada comissão receberá propostas de indicações dos líderes partidários, após ouvir as bancadas, e deverão deliberar sobre elas em até 15 dias. Aprovadas essas indicações, os presidentes dos colegiados divulgarão atas que serão publicadas e encaminhadas aos órgãos executores.

Por fim, o projeto também trata das emendas individuais, que contemplam as chamadas “emenda Pix”, em que as verbas são direcionadas para o cofre de prefeituras e governos estaduais sem a necessidade de apontar como o recurso será usado. Pela proposta, os autores das emendas terão de informar o objeto e o valor da transferência no momento da indicação, com “destinação preferencial para obras inacabadas de sua autoria”.

Além disso, os recursos de emenda Pix ficam sujeitos à apreciação do TCU (Tribunal de Contas da União). Nesse caso, os beneficiários (prefeituras e governos) terão de indicar em um portal a agência bancária e a conta-corrente específica em que serão depositados os recursos, para que seja realizado o depósito.

O projeto determina ainda que o Executivo do ente beneficiado nessas transferências deverá comunicar ao respectivo Legislativo, ao TCU e aos tribunais de contas estaduais ou municipais em até 30 dias o valor do recurso recebido, o respectivo plano de trabalho e o cronograma de execução.

Fonte: ICL

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