PF persegue ativistas pró-Palestina no Brasil, denuncia Thiago Ávila

Polícia Federal reteve internacionalista Thiago Ávila por cerca de uma hora e fez interrogatório sobre detalhes de sua viagem, como locais de visita, nomes, contatos e endereços de vítimas dos bombardeios

O ativista brasileiro pela causa palestina Thiago Ávila foi detido sem maiores explicações pela Polícia Federal (PF), na manhã deste sábado (23/10), no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto regressava de uma viagem ao Líbano, país alvo de bombardeios de Israel, além da Faixa de Gaza.

Ávila, que também é internacionalista e uma das principais vozes no Brasil contra o genocídio perpetrado pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no enclave palestino, foi detido pela PF para prestar esclarecimentos sobre sua viagem ao Oriente Médio, que começou no último domingo (17/11).

O ativista viajou à região em conflito, segundo registros gravados em suas redes sociais, com o objetivo de mobilizar solidariedade à Gaza e ao Líbano, além de reunir e espalhar informações contra-hegemônicas.

Nos vídeos gravados na capital Beirute, Ávila reportou drones e aviões caça de Tel Aviv no espaço aéreo do país. “O lugar que jantamos ontem já não existe mais. A principal pessoa que eu iria entrevistar hoje foi assassinada. Estamos falando de uma situação muito crítica. Tudo aqui é critico”, declarou.

O comunicador denunciou “o projeto racista e supremacista que é o sionismo que comete genocídio e limpeza étnica” contra os povos da região.

“É muito difícil lidar com a situação. A escalada de violência gera milhares de mortos, as violações de direitos humanos são terríveis, bombardeiam hospitais, atacam civis de todas as formas, usam armas e bombas proibidas, que causam falência de órgãos”, explicou ao andar sobre os escombros na capital libanesa.

Em abril passado, Ávila viajou para a região com a Flotilha da Liberdade, embarcações que saíram de Istambul, na Turquia, com 5.500 toneladas de ajuda humanitária para a população palestina em Gaza, mas que foram repetidamente atrasada por bloqueios administrativos de Israel e seus aliados, como Alemanha e Estados Unidos.

Leia na íntegra a entrevista de Thiago Ávila com Opera Mundi

Opera Mundi: Você pode contar sobre sua viagem ao Líbano? Com quais objetivos você viajou até a região de conflito e quanto tempo durou sua passagem por lá?

Thiago Ávila: Durante a última semana estive no Líbano documentando as violações cometidas por Israel contra o povo libanês. Estive nas regiões de Beirute mais afetadas com os bombardeios, nos campos de refugiados, nos abrigos estabelecidos nos últimos dois meses, presenciei bombardeios e violações que desejo que as pessoas nunca precisem ver (mas que é importante que saibam que existe). Viajei com essa missão de mobilizar a solidariedade da comunidade brasileira com o povo libanês, mostrando a realidade do que está acontecendo.

Quais os principais destaques e acontecimentos da sua viagem?

Todo momento em uma situação de ataque e bombardeio é marcante. Porém o desespero das famílias após perderem parentes, a constante vigilância dos drones sobre nós sem sabermos se vão jogar uma bomba a qualquer momento, a situação de pessoas que escaparam com vida e chegam nos abrigos sem ter mais para onde voltar e a situação de palestinos nos campos de refugiados precarizados e com poucos direitos sociais foram o que mais me marcou durante essa viagem.

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Agora falando especificamente sobre sua detenção pela PF no aeroporto de Guarulhos. Pode detalhar como ocorreu?

A situação com a Polícia Federal na minha chegada ao Brasil, infelizmente, não é algo incomum. Nos últimos 400 dias, praticamente toda viagem internacional que fiz alguma autoridade migratória me reteve para interrogatório aprofundado, normalmente diretamente ligado a questões da causa palestina e tentando obter informações ou me intimidar. No entanto, essa preocupa por ser a primeira vez que ocorreu em território brasileiro, em um contexto de outras perseguições que ativistas e figuras de destaque pró-Palestina tem sofrido no Brasil.

Meu voo chegou antes de 5 horas da manhã em Guarulhos e, quando fui passar na imigração, meu passaporte foi o único que não funcionou na máquina de leitura eletrônica. Fui levado a um guichê para registro manual mas, quando cheguei lá, não me fizeram nenhuma pergunta e agentes da Polícia Federal me conduziram a uma salinha onde começaram a fazer um interrogatório.

Quais foram as explicações que a PF deu para te deter naquele momento?

Não foi dada nenhuma justificativa. Disseram que se tratava de um procedimento “aleatório”. Isso me causou estranheza, pois, mesmo sem ninguém ter sequer perguntado meu nome em momento algum, os agentes me chamavam pelo nome desde o início da abordagem. Sabemos que aeroportos internacionais possuem práticas de segurança que muitas vezes abordam pessoas, mas esse tipo de situação tem acontecido com muita frequência comigo em aeroportos pelo mundo, sempre muito direcionado à questão Palestina.

Após quanto tempo e como você conseguiu sair da detenção da PF?

Eu não consigo saber exatamente quanto tempo passou, mas acredito que foi algo em torno de uma hora. Eu insistia que tinha um voo para casa em Brasília e que não queria perdê-lo. Os agentes pediam informações detalhadas sobre locais no Líbano que eu tinha visitado, se eu tinha presenciado bombardeios, se tinha tido contato com vítimas, familiares de vítimas, pedindo nomes e endereços. Me recusei a passar essas informações, pois Israel está assassinando as pessoas todos os dias em todo o Líbano e não aceitaria colocar ninguém mais em risco.

Quando os agentes insistiam nas perguntas, eu insistia que era cidadão brasileiro, que tinha meus direitos políticos, que tudo que eu estava disposto a compartilhar estava publicamente em minhas redes sociais. Quando insistiam de forma mais veemente, respondia que lamentava que a Polícia Federal, com tantas coisas graves (como bolsonaristas e seus planos de assassinar o presidente Lula) ainda dedicavam tempo a constranger e tentar intimidar internacionalistas e defensores da causa palestina. Insisti que, a não ser que eles tivessem alguma suspeita de ilícita e fossem me autuar por algo, deveriam me liberar para pegar meu voo e, enfim, me liberaram.

Quando voltei à área pública do aeroporto, seguidoras minhas que estavam no mesmo voo que eu e acompanharam a situação me falaram que outros agentes estavam naquele salão falando uns com os outros que o “Thiago chegou” quando eu entrei na fila do passaporte eletrônico.

Acredita que a PF está aplicando uma política contrária a pessoas ligadas à causa Palestina, enquanto não tem aplicado o mesmo a israelenses? Lembramos o caso do palestino deportado no mesmo aeroporto em junho passado.

A situação que passei hoje nem se compara com outras violações muito mais graves que eu mesmo já passei, mas acredito que é parte do mesmo contexto de perseguição que jornalistas como Breno Altman sofrem com o lawfare sionista, que acadêmicos como Reginaldo Nasser e Bruno Huberman sofrem na PUC, que 5 estudantes da USP sofrem da reitoria, que a diplomata Claudia Assaf sofre pelos lobistas sionistas e tantos outros casos de perseguição.

Nada disso deve nos intimidar, ao contrário. Devem reforçar em nós o desejo de mobilizar mais e mais para que se detenha o genocídio e que o Brasil também fique livre da influência do sionismo. O fundamental é não esquecermos a verdadeira prioridade: que o mundo se levante contra o que Israel está fazendo na Palestina, no Líbano e tenta fazer em todas as partes do mundo em seu projeto de dominação. Hoje foi um incidente de pequena relevância em comparação com a barbárie cometida nos últimos 414 dias pela entidade sionista.

PF já deportou palestino no Aeroporto de Guarulhos

Em outras ocasiões, a PF também agiu com política restritivas a pessoas ligadas à causa ou à própria Palestina, como recordou Ávila.

Em junho passado, Muslim M. A. Abuumar Rajaa, de 37 anos, que atua como professor universitário e diretor do Centro de Pesquisa e Diálogo da Ásia e do Oriente Médio (OMEC), desembarcou em São Paulo por meio do Aeroporto de Guarulhos. No entanto, foi surpreendido pela Polícia Federal quando foi questionado sobre sua opinião relativa ao genocídio de Israel promovido na Faixa de Gaza e a resistência palestina.

Muslim tinha acabado de renovar seu visto na Embaixada do Brasil na Malásia para ficar três meses no território brasileiro e não possuía irregularidades na documentação. Contudo, acusaram-no de fazer parte da resistência palestina e cooperar especialmente com o Hamas, retendo-o por três dias no aeroporto.

Conforme apuração de Opera Mundi, as ordens de detenção executadas pela autoridade policial haviam partido diretamente da chefia de Inteligência da Polícia Federal, em Brasília, que possui laços com o Instituto para Operações Especiais e de Inteligência de Israel (Mossad).

Posteriormente, a Justiça Federal de São Paulo autorizou a repatriação de Muslim. Assim, ele sua esposa grávida de sete meses, seu filho de seis anos e sua sogra, de 69, foram obrigados a embarcar num voo do mesmo dia às 20h15 em direção a Doha, capital do Catar. Após a escala, a família retornou à Malásia, de onde partiram anteriormente.

Na decisão, a juíza plantonista Millena Marjorie Fonseca da Cunha considerou que as informações prestadas pela PF para impedir a entrada do palestino tinham “fundamentação legal”. A magistrada afirmou não haver “nada que permita concluir que autoridade impetrada teria agido ‘por motivo de raça, religião, nacionalidade, pertinência a grupo social ou opinião política”.

“Decisão judicial entendeu legítimos os motivos de impedimento, conforme acordos e convenções internacionais, e autorizou repatriar”, confirmou a PF em nota, apesar das perguntas feitas a Muslim serem evidentemente de motivação política.

Após o entendimento da magistrada, a defesa de Muslim informou a Opera Mundi ter juntado um pedido de reconsideração, mas revelou que a juíza se recusou a analisá-lo em plantão judicial. Também foi enviado um agravo de instrumento ao tribunal competente. No entanto, o desembargador “só analisou o pedido liminar às 23h10”, horas após Muslim e sua família terem embarcado no voo em direção ao Catar.

Fonte: Ópera Mundi

Diretor e PMs são afastados de colégio militar após vídeo com crianças cantando palavras de ódio

Vídeo que mostra estudantes de 11 e 12 anos cantando palavras de puro ódio foi um dos mais visualizados nas redes nas últimas horas. Após a repercussão do caso, diretor do colégio militar e PMs foram afastados

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), determinou o afastamento do diretor do Colégio Militar Euclides Bezerra Gerais, após um vídeo publicado nas redes sociais mostrar estudantes participando de uma marcha e cantando palavras de ódio. A medida também vale para os demais PMs envolvidos das atividades escolares. O afastamento foi publicado no Diário Oficial do Estado, na noite desta quinta-feira (21).

O colégio atende crianças e adolescentes do 6º ao 9º (que têm entre 11 e 15 anos de idade). Nas imagens os alunos aparecem cantando versos que fazem referência a atos violentos: ‘Se eu não te matar, eu vou te prender’. O momento foi guiado por um policial militar que puxou o canto, enquanto os estudantes repetiam.

TRECHOS DA MÚSICA:

“Tu vai lembrar de mim
Sou taticano maldito
E vou pegar você
E se eu não te matar
Eu vou te prender
Vou invadir sua mente
Não vou deixar tu dormir
E nas infiltrações você vai lembrar de mim”

Em nota, a PM-TO disse que “A Polícia Militar do Estado do Tocantins reafirma seu compromisso em promover a segurança, a cidadania e a formação de valores éticos e morais […] Nos colégios militares, nosso principal objetivo é oferecer um ambiente educacional voltado para a construção de cidadãos íntegros, fundamentados em princípios de respeito, solidariedade e disciplina”.

Comunidade internacional condena novo veto dos EUA a cessar-fogo em Gaza

Diversos membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) lamentaram abertamente nesta quarta-feira (20) um novo veto dos Estados Unidos a uma resolução por cessar-fogo na Faixa de Gaza, reportou a agência Anadolu.

A resolução previa cessar-fogo imediato, ações para libertação dos reféns e prisioneiros e medidas para combate à fome que assola a população palestina.

A medida, submetida pelos dez membros eletivos do Conselho — Argélia, Equador, Malta, Guiana, Moçambique, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça —, recebeu 14 votos a favor, com objeção apenas dos Estados Unidos.

Fu Cong, enviado da China na assembleia, destacou decepção com o resultado e acusou Washington de “frustrar as esperanças dos palestinos por sua sobrevivência, ao levá-los ainda mais às trevas e ao desespero”.

O emissário chinês reiterou que as ações “não escaparão o duro julgamento da história” e questionou de forma frontal: “Vidas palestinas não significam nada? Quantos mais terão de morrer para que acordem de seu suposto sono?”

Ao indicar anuência às reivindicações por reformas nas estruturas de governança global, Fu argumentou que os reiterados vetos americanos “reduziram a autoridade do Conselho do Segurança e da lei internacional ao nível mais baixo da história”.

“Instamos Washington a assumir com seriedade suas responsabilidades como membros permanentes deste Conselho”, reiterou Fu. “Os Estados Unidos precisam deixar de serem passivos ou evasivos”.

Amar Bendjama, emissário da Argélia, advertiu: “A mensagem de hoje é clara à ocupação israelense: Continuem com seu genocídio, continuem com sua punição coletiva, insistam em sua agressão contra os palestinos com total impunidade”.

“Enquanto a maioria absoluta do mundo permanece em solidariedade ao povo palestino, outros persistem em serem indiferentes à dor”, acrescentou.

Nicolas de Riviera, enviado da França, lamentou “profundamente” o veto, ao alertar para a deterioração, dia após dia, das condições em Gaza. “A lei humanitária internacional está sendo pisoteada”, observou, ao sugerir um cessar-fogo.

Vassily Nebenzia, embaixador russo, negou surpresa sobre o veto: “Por meses, os Estados Unidos vêm obstruindo, ficando no caminho deste Conselho, para tratar da catástrofe em Gaza, e favorece um dos lados por objetivos próprios, às custas das vidas palestinas”.

Nebenzia pareceu aludir a um recente veto do Kremlin sobre a guerra no Sudão, ao insistir que a posição de Washington é “inadmissível” e rechaçar “sermões sobre hipocrisia dos Estados Unidos, pois hipocrisia é o que nos mostram dia após dia”.

Ao emissário adjunto americano ao fórum, Robert Wood, apregoou Nebenzia: “O senhor, hoje, mostrou ser responsável por dezenas de milhares de civis mortos, pelas proibições aos refugiados e pelo sofrimento dos reféns e dos palestinos detidos ilegalmente”.

Barbara Woodward, do Reino Unido, que preside o Conselho de Segurança em novembro, ecoou pesar; contudo, sem maiores comentários: “A lei humanitária internacional tem de ser respeitada por todos os lados”.

Para Carolyn Rodrigues-Birkett, diplomata da Guiana, o veto reforça planos de extermínio, de modo que “a aniquilação do povo palestino é uma enorme mancha para a consciência coletiva de toda a humanidade”.

Rodrigues-Birkett ressoou apelos de países emergentes, ao advertir que o foro permanece “paralisado por um veto” e reiterar: “A contiguidade da miséria não pode e não deve ser o destino derradeiro do povo palestino”.

“Houve consenso e flexibilidade neste Conselho”, reportou Rodrigues-Birkett. “Portanto, estamos desapontados que o texto não foi aprovado. Nossos esforços coletivos, contudo, para dar fim às hostilidades, não acabam aqui”.

Fora do Conselho — apesar de parte interessada e direitos adquiridos no plenário da ONU —, Majed Bamya, enviado da Autoridade Palestina no órgão, notou “falta de justificativa” para que Washington persistisse no veto.

“Israel sempre alegará que supostas condições não foram cumpridas, pois seus objetivos demandam a continuidade da guerra, para anexar nossas terras e exterminar nosso povo palestino”, enfatizou Bamya.

“Quase catorze meses se passaram e ainda debatemos se um genocídio deveria acabar”, criticou Bamya. “Não existe justificativa alguma para vetar uma resolução, mais uma vez, que interrompa este processo”.

Para o diplomata palestino, aprovar a medida é fundamental para “salvar vidas — todas as vidas”, como um primeiro passo de resolução do conflito.

Sobre alegações da delegação de Washington, como pretexto ao veto, contrapôs Bamya: “Esta resolução não representa uma mensagem perigosa [a favor dos grupos palestinos]. Este veto é que é uma mensagem perigosa a Israel, para que siga com seus planos”.

Bamya concluiu ao caracterizar o veto como apoio à guerra, para “matar, mutilar, destruir e aterrorizar toda uma nação”. Então, concluiu: “Quando basta?”

Os Estados Unidos vetaram outras três resoluções de cessar-fogo, a favor de Israel, em 13 meses, apesar de votações expressivas da comunidade internacional. O primeiro veto se deu em outubro de 2023; então dezembro e fevereiro.

Em maio, sob pressão interna em plena campanha eleitoral, a Casa Branca do presidente de Joe Biden se absteve de um dos votos, ao permitir a aprovação da medida. Todavia, nas semanas seguintes, alegou que a moção seria “não-vinculativa”.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza desde outubro de 2023, quando militantes do grupo Hamas cruzaram a fronteira e capturaram cerca de 200 colonos e soldados. Um ano depois, supostos resgates por operações militares não chegam a dois dígitos.

Segundo analistas, o premiê israelense Benjamin Netanyahu obstrui qualquer acordo em causa própria, sob receios de colapso de seu governo de extrema-direita e eventual prisão por corrupção, nos três processos em curso em seu próprio país.

Netanyahu tem ainda um mandado de prisão solicitado pela promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, junto de seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Em Gaza, são 43.900 mortos e 104 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados sob cerco absoluto — sem comida, água ou medicamentos.

O Estado israelense é também réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

Fonte: Monitor do Oriente

BRK é autuada por ligação clandestina de esgoto

Segundo a Prefeitura, despejo ilegal de águas servidas era feito na rede de drenagem pluvial, que deságua no mar

A Operação Línguas Sujas, realizada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), identificou uma grave irregularidade na Avenida Dr. José Sampaio Luz, no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

Conforme a Seminfra, desta vez, a responsável pela ligação clandestina de esgoto diretamente na rede de drenagem pluvial foi a concessionária de saneamento da região, BRK Ambiental.

A irregularidade foi confirmada pelas equipes da operação por meio do uso de um robô de inspeção e testes com corante. De acordo com as análises técnicas, a ligação clandestina já opera há pelo menos 15 anos, despejando esgoto diretamente na rede de drenagem pluvial, que tem como destino final o mar. Essa prática coloca em risco não apenas a saúde da população local, mas também a de turistas que frequentam a região, além de causar danos significativos ao meio ambiente.

Diante da flagrante irregularidade, a Semurb emitiu autos de infração contra a concessionária BRK Ambiental, responsabilizando-a pelo lançamento de esgoto na rede de drenagem. Além disso, a Seminfra realizou o fechamento imediato da ligação clandestina, a fim de interromper o despejo irregular.

O lançamento de esgoto na rede de drenagem pluvial é proibido pelo Código Municipal de Meio Ambiente e configura crime ambiental, de acordo com a Lei Nº 4.548/96. A prática contribui para a contaminação das águas marinhas e ameaça a biodiversidade local, prejudicando a balneabilidade das praias, um dos maiores atrativos turísticos de Maceió.

Fonte: Tribuna Hoje

Brasil é o país que mais paga juros de dívida no mundo, aponta estudo

Com dívida bruta de 84,67% do Produto Interno Bruto (PIB) e juros básicos em 11,25%, o Brasil é o país que mais paga encargos no mundo, com uma taxa de 5,97% do PIB.

O cálculo apresentado no relatório anual do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) foi feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), do JPMorgan e do Banco de Compensações Internacionais (BIS).

O país é seguido por México e Índia, que possuem, respectivamente, dívidas brutas de 53,09% e 82,75% do PIB; e pagamento de juros equivalentes a 5,83% e 5,27% do PIB.

As maiores dívidas, por outro lado, são do Japão (252,36% do PIB), Argentina (154,54%), Itália (137,28%), Estados Unidos (122,15%) e França (110,64%).

O levantamento do FSB foi entregue junto de uma carta do presidente do Conselho, Klaas Knot, aos líderes do G20.

“Desenvolver políticas não é suficiente. Um desafio claro neste momento é que as reformas financeiras acordadas ainda não foram totalmente implementadas. Num contexto de elevados níveis de dívida pública e privada e de um crescimento modesto do PIB, o mundo não pode permitir a instabilidade financeira”, escreveu Knot.

O Conselho aponta que a dívida pública saltou a níveis “sem precedente” após a pandemia, por conta de uma combinação entre expansão fiscal e desaceleração das economias.

Segundo o relatório, a preocupação do FSB gira em torno do fato de que os elevados encargos com juros estão relacionados à continuidade dessas políticas expansionistas e à expectativa de crescimento da dívida em diferentes países, especialmente nos emergentes e países de baixa renda.

E esse é um problema que não se reflete apenas sobre as contas dos governos, mas no bolso de todos os envolvidos com aquela economia.

“Os encargos com juros sobre as famílias, as empresas e os governos, o crescimento global modesto e os níveis de dívida historicamente elevados significam que muitos mutuários permanecem vulneráveis ​​a choques adversos”, pontua o presidente do Conselho.

“Várias áreas de preocupação merecem a nossa atenção contínua. Por um lado, os níveis de dívida dos mutuários do setor público e privado são historicamente elevados. As pressões sobre o serviço da dívida poderão aumentar ainda mais num ambiente de taxas de juro elevadas a longo prazo ou se o crescimento econômico falhar”, afirma Klaas Knot.

O FSB ressalta, ainda, que a continuidade desse cenário tende a elevar o prêmio de risco dessas nações, agravando ainda mais o problema de juros e dívida dos países.

Fonte: CNN Brasil

Uma a cada dez mortes no Brasil pode ser atribuída ao consumo de ultraprocessados, diz Fiocruz

Custos com doenças, hospitalizações e perda de pessoas em idade produtiva são de ao menos R$ 10,4 bilhões por ano

A cada 10 mortes no Brasil, 1 pode ser atribuída ao consumo de produtos ultraprocessados, gerando um impacto econômico da ordem de R$ 10,4 bilhões por ano ao país, de acordo com estudo nacional inédito divulgado nesta quinta-feira (21) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O levantamento indica que a alimentação com itens como refrigerante, macarrão instantâneo e bolacha recheada provoca 57 mil mortes por ano, o que equivale a 10,5% de todos os óbitos registrados em 2019 ou seis mortes por hora.

Para o pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz Brasília e do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP (Universidade de São Paulo), autor do trabalho, os números são impactantes, mas podem ser considerados conservadores.

“São [valores] subestimados, focados apenas nas doenças com estudos mais robustos em evidências científicas com relação aos ultraprocessados. Com mais dados [de outras comorbidades], porém, o custo com certeza seria bem maior”, afirma Nilson.

O material foi elaborado a pedido da ACT Promoção da Saúde, organização não governamental que atua em prol de políticas públicas na área.

A proposta é mostrar como o consumo desses itens ricos em sal, açúcar e gorduras saturadas são danosos à saúde e consequentemente afetam a economia, gerando despesas que correspondem, por exemplo, ao dobro do investimento anual do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ou 300 vezes o orçamento do programa Cozinhas Solidárias.

Os cálculos tiveram como base dados hospitalares, ambulatoriais e de farmácia de pacientes adultos homens (entre 20 e 65 anos) e mulheres (entre 20 e 60 anos) atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). As prevalências de obesidade, diabetes e hipertensão foram obtidas a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, assumindo-se que o consumo de 2017 e 2018 tenham sido iguais aos daquele ano.

Já as informações sobre mortes foram extraídas do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM/SUS) do Ministério da Saúde e da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2017.

Do custo total estimado pelo estudo, R$ 933,5 milhões são gastos diretos do SUS com hospitais, ambulatórios e medicamentos em casos de obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão, por ano.

Embora muitas outras doenças possam ser provocadas e agravadas pelo consumo de ultraprocessados, essas três foram escolhidas para análise por serem as enfermidades crônicas mais prevalentes no país e, ainda, por já terem uma ampla base de estudos prévios que comprovam sua relação com o consumo desses produtos.

Outros gastos de R$ 263,2 milhões ao ano destacados no levantamento são relativos a custos previdenciários (aposentadoria precoce e licenças médicas) e por absenteísmo (internações e licenças médicas).

Intitulado Estimação dos custos da mortalidade prematura por todas as causas atribuíveis ao consumo de produtos alimentícios ultraprocessados no Brasil, o documento calcula, por fim, os gastos indiretos causados pela saída do mercado de trabalho de pessoas em idade produtiva. A análise indica uma perda de R$ 9,2 bilhões em razão de mortes precoces.

Em sete unidades da federação, a proporção de mortes por consumo de ultraprocessados foi maior que a média nacional: Rio Grande do Sul (13%), Santa Catarina (12,5%), São Paulo (12,3%), Distrito Federal (11,7%), Amapá (11,1%), Rio de Janeiro (10,9%) e Paraná (10,7%).

Segundo o autor, os resultados podem ser justificados, primeiro, pela distribuição populacional — há mais pessoas vivendo nesses locais, como São Paulo. Depois, por fatores como maior renda regional ou pela presença, na microescala das cidades e periferias, de desertos alimentares (áreas com acesso limitado a alimentos in natura ou pouco processados nutritivos e baratos).

No que se refere a gênero, os indicadores sobre hospitalização e uso de remédios entre mulheres são três vezes maiores que os masculinos, demonstrando, de acordo com Nilson, que elas buscam mais por tratamento e diagnóstico do que eles.

O quadro se reflete na mortalidade, uma vez que os custos com a perda da vida dos homens alcançam R$ 6,6 bilhões, ante os gastos de R$ 2,6 bilhões gerados pela morte prematura das mulheres.

Tributar refrigerantes ultraprocessados não é suficiente

Para Marília Albiero, coordenadora de Inovação e Estratégia da ACT Promoção da Saúde, a reforma tributária em curso é uma oportunidade para estimular políticas públicas em prol de uma alimentação mais saudável no país. Tributações maiores para ultraprocessados (o chamado Imposto Seletivo), bem como zerar as alíquotas de alimentos in natura, são algumas das possibilidades.

“Tributar reduz o consumo dos ultraprocessados, impactando nos gastos do SUS. Também é fonte de financiamento para outras coisas, como combate à fome, melhora das mudanças climáticas, da biodiversidade ou Agenda 2030”, afirma.

O atual texto da reforma, porém, incluiu apenas refrigerantes ao lado de tabaco e álcool para o Imposto Seletivo, o que Albiero atribui à pressão de setores agrícolas e varejistas diante do possível aumento do preço desses itens industrializados.

“O Brasil não precisa e não pode combater a fome com ultraprocessados. Não pode porque vai gerar outros problemas de saúde para a população e econômicos. Não precisa porque tem opções. Por que refrigerante e não um suco regional? Margarina em vez de manteiga? Salsicha em vez de uma carne?”, questiona a coordenadora.

Outro estudos

No Brasil, dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares, conduzida pelo IBGE em 2017-18, sugerem que 19,7% de todas as calorias ingeridas pelo brasileiro são advindas do consumo de alimentos ultraprocessados. Trabalhos mais recentes indicam, por sua vez, que desde então houve aumento na prevalência de consumo de hiperpalatáveis.

Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), por exemplo, apontou que 25% da energia da dieta de crianças menores de 5 anos tem origem em ultraprocessados.

Nilson destaca que o levantamento divulgado nesta quinta-feira, somado a outros estudos, confirma a urgência da adoção de políticas públicas voltadas à redução do consumo de ultraprocessados. As medidas devem incluir, além de tributação adequada, rotulagem nutricional e regulação da venda e do marketing desses produtos a fim de reduzir a “carga epidemiológica e econômica das doenças associadas” à ingestão desses itens no Brasil.

Fonte: ICL

PF indicia Bolsonaro e mais 36 por tentativa de golpe de Estado

Além do ex-mandatário, o general Augusto Heleno, Alexandre Ramagem e Valdemar da Costa Neto também foram indiciados

A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quinta-feira (21), Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes de seu governo por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. Bolsonaro e outros envolvidos são acusados de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa.

O relatório final da investigação, que soma mais de 800 páginas, foi concluído e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão sobre apresentar ou não denúncia contra os indiciados caberá à Procuradoria Geral da República (PGR), e o julgamento será feito pela Corte Suprema.

Ao todo foram indiciacas 37 pessoas , incluindo o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Braga Netto, general e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de candidato a vice na chapa derrotada em 2022; Alexandre Ramagem, delegado e ex-presidente da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

A investigação aponta que os envolvidos planejaram e, em alguns casos, executaram ações que tinham como objetivo subverter a ordem democrática e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os crimes pelos quais os indiciados podem responder incluem: abolição violenta do estado democrático de direito: Pena de 4 a 8 anos de reclusão, além de mult; golpe de Estado: Pena de 4 a 12 anos de reclusão; organização criminosa: Pena de 3 a 8 anos de reclusão, acrescida de multa.

Com o envio do relatório ao STF, a PGR analisará as provas apresentadas e decidirá se oferece denúncia contra os indiciados. 

A lista de indiciados no relatório final:

1. AILTON GONÇALVES MORAES BARROS                 
2. ALEXANDRE CASTILHO BITENCOURT DA SILVA       
3. ALEXANDRE RODRIGUES RAMAGEM                     
4. ALMIR GARNIER SANTOS                                       
5. AMAURI FERES SAAD                                               
6. ANDERSON GUSTAVO TORRES                               
7. ANDERSON LIMA DE MOURA                               
8. ANGELO MARTINS DENICOLI                               
9. AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA                 
10. BERNARDO ROMAO CORREA NETTO                 
11. CARLOS CESAR MORETZSOHN ROCHA             
12. CARLOS GIOVANI DELEVATI PASINI                     
13. CLEVERSON NEY MAGALHÃES                           
14. ESTEVAM CALS THEOPHILO GASPAR DE OLIVEIRA
15. FABRÍCIO MOREIRA DE BASTOS                         
16. FILIPE GARCIA MARTINS                                     
17. FERNANDO CERIMEDO                                       
18. GIANCARLO GOMES RODRIGUES                       
19. GUILHERME MARQUES DE ALMEIDA                 
20. HÉLIO FERREIRA LIMA                                         
21. JAIR MESSIAS BOLSONARO                               
22. JOSÉ EDUARDO DE OLIVEIRA E SILVA                 
23. LAERCIO VERGILIO                                             
24. MARCELO BORMEVET                                         
25. MARCELO COSTA CÂMARA                                 
26. MARIO FERNANDES                                             
27. MAURO CESAR BARBOSA CID                                             
28. NILTON DINIZ RODRIGUES                                 
29. PAULO RENATO DE OLIVEIRA FIGUEIREDO FILHO
30. PAULO SÉRGIO NOGUEIRA DE OLIVEIRA           
31. RAFAEL MARTINS DE OLIVEIRA                           
32. RONALD FERREIRA DE ARAUJO JUNIOR             
33. SERGIO RICARDO CAVALIERE DE MEDEIROS         
34. TÉRCIO ARNAUD TOMAZ                                   
35. VALDEMAR COSTA NETO                                   
36. WALTER SOUZA BRAGA NETTO                           
37. WLADIMIR MATOS SOARES

Fonte: Brasil 247

PMs estavam com câmara corporal desligadas antes de assassinar estudante de medicina

Conforme matéria do G1, os policiais militares que assassinaram o estudante de medicina, estavam com as câmaras corporais desligadas.

Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi morto com um tiro no peito durante uma abordagem policial em um hotel na Vila Mariana, São Paulo. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

O estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi morto com um tiro no peito na madrugada desta quarta-feira (20), durante uma abordagem policial em um hotel na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada por câmeras de segurança do hotel onde ele estaria hospedado com uma mulher.

Veja, a seguir, o que se sabe sobre o caso.

Quem era o estudante de medicina?

Marco Aurélio Cardenas Acosta tinha 22 anos e era filho caçula de um casal de médicos peruanos naturalizados brasileiros que se mudou para São Paulo há mais de vinte anos.

Como começou abordagem policial?

Segundo o boletim de ocorrência, o estudante teria batido no retrovisor da viatura e fugido, o que motivou a perseguição. Marco correu para o hotel onde estava hospedado e, de acordo com os policiais, demonstrava comportamento alterado. Apesar de socorrido, Marco não resistiu aos ferimentos.

O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) registrou o caso como morte decorrente de intervenção policial e resistência.

De acordo com depoimento da mulher que estava com Marco no hotel, os dois haviam discutido intensamente, e ela acredita que a gerência do estabelecimento tenha chamado a polícia. No entanto, os policiais relataram que apenas estavam em patrulhamento quando notaram o estudante e o abordaram.

O que mostram as imagens da câmera de segurança?

As gravações exibem Marco entrando no hotel sem camisa, seguido pelos dois policiais. Um dos agentes tenta segurá-lo pelo braço, enquanto o outro o chuta. Durante a confusão, o policial Guilherme Augusto Macedo dispara contra o peito do estudante. Especialistas criticaram o uso excessivo da força, especialmente considerando que Marco estava desarmado e em clara desvantagem numérica.

Quem são os policiais envolvidos?

Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento pelo bairro quando o estudante, de 22 anos, teria dado um tapa no retrovisor da viatura e fugido. Os dois policiais foram afastados das funções operacionais enquanto o caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Policiais tinham câmeras corporais?

Durante a abordagem, os policiais estavam com as câmeras corporais acopladas ao uniforme, conforme as imagens do circuito de segurança.

Entretanto, no boletim de ocorrência, é informado que os agentes não usaram o equipamento.

Fonte: G1

Tribunal Penal Internacional expede mandado de prisão do genocida Netanyahu

Juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiram nesta quinta-feira (21/11) mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Bejamin Netanyahu, e o ex-ministro da defesa de Israel, Yoav Gallant.

Uma declaração do TPI afirma que um painel pré-julgamento rejeitou as objeções de Israel à jurisdição do tribunal e emitiu mandados contra Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant.

Os juízes encontraram “motivos razoáveis” para que Netanyahu tenha “responsabilidade criminal” por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante os ataques ao povo palestino na Faixa de Gaza.

Caberá aos 124 Estados-membros do TPI — o que não inclui Israel e Estados Unidos — decidir se os mandados devem ou não ser executados.

Contra Netanyahu e Gallant, que foi substituído como ministro da defesa no início deste mês, o painel “encontrou motivos razoáveis ​​para acreditar” que “cada um tem responsabilidade criminal pelos seguintes crimes como coautores por cometer os atos em conjunto com outros: o crime de guerra de fome como método de guerra; e os crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.

O TPI também encontrou motivos razoáveis ​​para acreditar que “cada um tem responsabilidade criminal como superiores civis pelo crime de guerra de dirigir intencionalmente um ataque contra uma população civil”.

Mustafa Barghouti, um político palestino veterano baseado na Cisjordânia ocupada, elogiou os mandados contra Netanyahu e Gallant.

“Também pedimos ao Tribunal Internacional de Justiça que acelere sua decisão sobre Israel cometer o crime de genocídio”, acrescentou, em referência a um caso separado atualmente sendo considerado pelo tribunal superior da ONU.

Redação com BBC News

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