Unicef denuncia que 90% dos palestinos em Gaza não têm acesso à água limpa

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse ontem que a grave escassez de água na Faixa de Gaza atingiu níveis críticos, observando que nove em cada dez pessoas não conseguem acessar água potável.

Rosália Bollen, uma autoridade da Univef em Gaza, disse que 600.000 pessoas que recuperaram o acesso à água potável em novembro de 2024 estão mais uma vez isoladas.

“É realmente vital para milhares de famílias e crianças restaurar essa conexão”, disse ela.

As agências da ONU estimam que 1,8 milhão de pessoas; mais da metade delas crianças, precisam urgentemente de água, saneamento e assistência de higiene.

A ONU diz que a situação se deteriorou ainda mais após a decisão de Israel no domingo de cortar a energia do enclave, interrompendo operações vitais de dessalinização.

Por sua vez, a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, condenou a decisão de Israel, descrevendo-a como um aviso de genocídio.

“ALERTA DE GENOCÍDIO! Israel cortando o fornecimento de eletricidade para Gaza significa, entre outras coisas, nenhuma estação de dessalinização funcionando, ergo: nenhuma água limpa”, escreveu Albanese no X.

No domingo, o Ministro de Energia e Infraestrutura de Israel, Eli Cohen, decidiu interromper imediatamente o fornecimento de eletricidade para a Faixa de Gaza, uma decisão que o Hamas considerou uma continuação da guerra de extermínio de Tel Aviv contra Gaza.

Fonte: Monitor do Oriente

STF marca julgamento de Bolsonaro por trama golpista para 25/03

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 25 de março, às 9h30, o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e mais seis investigados pela trama golpista.

A data foi marcada pelo ministro na condição de presidente da Primeira Turma da Corte, colegiado que será responsável pelo julgamento.

Mais cedo, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, liberou a denúncia para julgamento após receber a manifestação favorável da PGR para tornar o ex-presidente e os demais acusados réus pelas acusações da trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ministros da Primeira Turma vão decidir se os acusados vão responder a processo pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia que será julgada envolve o núcleo 1 da investigação sobre a trama golpista. 

>> Veja abaixo a lista dos denunciados no núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto (general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional);
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general do Exército e ex-ministro da Defesa);
  • Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

Além da sessão marcada para a manhã do dia 25, a Primeira Turma reservou as sessões da tarde do mesmo dia e da manhã do dia 26 para a análise do caso.

Primeira Turma

O processo será julgado pela Primeira Turma do Supremo. O colegiado é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres realizam ato contra impactos da mineração no Agreste de Alagoas

Jornada denuncia ação da Mineração Vale Verde em Craíbas e região na extração de cobre

Na manhã desta quinta-feira (13), cerca de 300 mulheres trabalhadoras rurais e urbanas realizam um ato de denúncia contra a Mineração Vale Verde, localizada no município de Craíbas, interior de Alagoas. A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre entre os dias 11 e 13 de março em diversas regiões do Brasil, com o lema: “Agronegócio é violência e crime ambiental. A luta das mulheres é contra o capital”.

O ato denuncia que a atividade da mineração na região tem provocado impactos ambientais e sociais graves, incluindo contaminação de rios, morte precoce de animais, tremores de terra e rachaduras em casas. Os relatos dos moradores apontam também que explosões frequentes utilizadas no processo de extração mineral estão afetando diretamente comunidades vizinhas, trazendo insegurança para as famílias que vivem no território.

Precedentes de destruição e risco para as comunidades

A denúncia das mulheres alerta para os impactos já conhecidos da mineração no Brasil. Os desastres de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, provocados pela mineradora Vale, que deixaram milhares de pessoas desabrigadas, contaminaram rios e resultaram em mortes. Em Maceió, a exploração de sal-gema pela Braskem causou o afundamento de bairros inteiros, obrigando milhares de famílias a abandonarem suas casas. Agora, no Agreste alagoano, os sinais de destruição começam a se repetir.

Moradores da região relatam que o abastecimento de água já foi comprometido em alguns pontos devido à contaminação dos rios e que os animais estão adoecendo sem explicação. Além disso, há relatos de rachaduras em residências e medo crescente de desabamentos em função dos tremores de terra registrados nos últimos meses.

Para Ana da Hora, da Direção Nacional do MST, esse ato é um marco na luta contra os impactos da mineração em Alagoas e é fundamental para ampliar o debate com a sociedade. 

Esse é o primeiro ato organizado pelos movimentos populares denunciando publicamente o que está acontecendo em Craíbas. É um passo essencial para alertar a população sobre os danos da mineração e mostrar que precisamos urgentemente de outro modelo de desenvolvimento para o campo. A Reforma Agrária Popular é a saída para impedir que territórios camponeses sejam entregues nas mãos de grandes empresas que só enxergam a terra como fonte de lucro e destruição”, afirma.

A luta das mulheres em defesa da terra e da vida

Durante o ato, as mulheres reafirmam a necessidade de barrar os avanços da mineração predatória na região e defender a vida das populações atingidas. Além da denúncia contra os impactos ambientais da Mineração Vale Verde, a Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra reforça a reivindicação por um modelo de desenvolvimento que garanta a permanência das famílias no campo com dignidade, com a produção de alimentos saudáveis e proteção dos bens comuns da natureza.

“A mineração está destruindo nossa terra, nossa água e comprometendo nossa saúde. Não podemos esperar o pior acontecer para agir. Estamos aqui para denunciar e exigir providências. Não aceitaremos que mais um desastre ambiental aconteça sem resistência”, afirmou uma moradora da região que se somou às manifestantes durante o ato.

A mobilização reforça o compromisso das mulheres Sem Terra com a luta por justiça social e ambiental. A Jornada segue sendo um espaço de resistência contra os impactos do capital sobre os territórios camponeses, fortalecendo a organização popular na defesa da Reforma Agrária Popular e da agroecologia como caminhos para um futuro sustentável.

A Mineração Vale Verde

Presente na região desde 2007, a Mineração Vale Verde tem o objetivo de realizar o “Projeto Serrote” no Agreste de Alagoas, para a abertura de uma mina a céu aberto para o beneficiamento e produção do concentrado de cobre para exportação, com investimento estimado em mais de R$ 700 milhões.

Fonte: MST

ONU conclui que ataques de Israel à saúde reprodutiva de Gaza configuram “atos genocidas”

Uma investigação das Nações Unidas concluiu que Israel cometeu “atos genocidas” na Faixa de Gaza ao destruir sistematicamente instalações de saúde sexual e reprodutiva. O relatório da Comissão de Investigação da ONU afirma que o país “atacou e destruiu de maneira intencional” o principal centro de fertilidade do território palestino e bloqueou a entrada de medicamentos essenciais para gravidez, parto e cuidados neonatais.

A comissão, presidida por Navi Pillay, ex-comissária da ONU para os Direitos Humanos, acusa Israel de promover a “destruição parcial da capacidade reprodutiva dos palestinos em Gaza como grupo através da destruição sistemática do sistema de saúde sexual e reprodutiva”.

Segundo os investigadores, essas ações se enquadram em duas das cinco categorias definidas pela Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio: a “submissão intencional do grupo a condições de existência que acarretem sua destruição física, total ou parcial” e a imposição de “medidas destinadas a impedir nascimentos no grupo”.

O relatório destaca a destruição de 4 mil embriões armazenados na principal clínica de fertilização in vitro de Gaza, bombardeada em dezembro de 2023.

A comissão afirma que não encontrou evidências confiáveis de uso militar da clínica e concluiu que o ataque foi intencional, caracterizando-o como “uma medida direcionada a impedir os nascimentos de palestinos em Gaza, o que é um ato genocida”.

A investigação também aborda o uso sistemático de violência sexual, reprodutiva e de gênero pelo exército israelense desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

A comissão organizou audiências públicas em Genebra para ouvir vítimas e testemunhas, concluindo que Israel estabeleceu mulheres e meninas civis como alvos diretos, atos que constituem crimes de guerra e contra a humanidade.

O relatório aponta que mulheres e meninas morreram devido a complicações relacionadas à gravidez e ao parto, agravadas pelas condições impostas pelas autoridades israelenses.

Esses atos são classificados como “um crime contra a humanidade de extermínio”. Além disso, a comissão denuncia práticas como forçar mulheres a se despirem em público, assédio sexual e ameaças de estupro, que fazem parte “dos procedimentos operacionais habituais” das forças israelenses em relação às palestinas.

Em resposta, Israel rejeitou veementemente as conclusões do relatório, acusando a comissão de trabalhar “com uma agenda política tendenciosa e pré-determinada (…) em uma tentativa sem vergonha de incriminar as Forças de Defesa de Israel”. O país negou as alegações de ataques intencionais a instalações civis e afirma que suas operações militares visam exclusivamente alvos do Hamas.

A comissão foi criada em maio de 2021 para investigar violações do direito internacional em Israel e nos Territórios Palestinos.

Fonte: DCM

Repressão contra aposentados e torcedores na Argentina deixa dezenas de feridos

Protesto exigiu aumento das aposentadorias, insuficientes para a cesta básica. Governo alega que manifestantes “vieram para matar”

Uma manifestação de aposentados e torcedores de futebol em Buenos Aires terminou em uma violenta repressão policial na quarta-feira (12), com ao menos 21 feridos e 124 pessoas detidas, informa a C5N. O protesto ocorria nos arredores do Congresso Nacional contra o ajuste econômico promovido pelo governo de Javier Milei, quando a polícia interveio de maneira agressiva. 

O operativo “antipiquete”, liderado pelo Ministério da Segurança, comandado por Patricia Bullrich, contou com a atuação de cerca de mil agentes de diferentes forças de segurança, equipados com armamento não letal, hidrantes e viaturas motorizadas. Manifestantes relataram que a violência policial começou por volta das 16h, quando grupos de aposentados e torcedores tentavam se aproximar da Avenida Rivadavia. O ataque da polícia incluiu empurrões, gás de pimenta e disparos de balas de borracha.

A repressão resultou em cenas de grande brutalidade. Um dos episódios mais chocantes envolveu uma aposentada, que foi violentamente atingida por um policial e sofreu um traumatismo craniano grave. O médico Jorge Rachid, que prestou atendimento à vítima, confirmou a gravidade da lesão e sua transferência imediata para um hospital.

Durante os confrontos, manifestantes reagiram erguendo barricadas e incendiando contêineres de lixo. Em meio ao caos, indivíduos não identificados atearam fogo em um patrulheiro e uma moto da polícia. A violência se intensificou ao longo da tarde, e a repressão se estendeu até a noite. Por volta das 21h, a polícia voltou a utilizar gás lacrimogêneo e realizar detenções durante um “panelaço” contra o governo.

A ministra Patricia Bullrich justificou a operação repressiva alegando que os manifestantes “vieram para matar” e acusou a presença de barrabravas (torcedores organizados violentos) financiados por setores políticos. Bullrich também declarou que armas foram apreendidas durante a ação e prometeu punir os responsáveis pelos distúrbios.

O chefe de gabinete Guillermo Francos reforçou o discurso governamental, afirmando que a mobilização fazia parte de uma tentativa de desestabilizar a administração Milei. Ele acusou setores políticos de manipular a presença de aposentados no ato para esconder o suposto envolvimento de organizações criminosas.

O protesto teve como principal reivindicação o aumento das aposentadorias, cujo valor mínimo atual é insuficiente para cobrir a cesta básica. O tratamento violento dado aos manifestantes gerou forte repúdio nas redes sociais e entre setores da oposição. O governo Milei, no entanto, segue defendendo ações duras contra mobilizações que classifica como “desordens públicas”.

A situação no país continua tensa, e novas manifestações já estão sendo convocadas para os próximos dias.

Fonte: Brasil 247

CUT-RS lança campanha pela redução da jornada de trabalho

Campanha também busca mobilizar trabalhadores e sindicatos na luta por mais qualidade de vida e por melhores salários. Confira os detalhes do lançamento

Na manhã desta terça-feira (11), a Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS) lançou oficialmente a campanha “A vida não tem hora extra”. O evento aconteceu no auditório da entidade e contou com a presença das federações e sindicatos filiados, dirigentes sindicais, jornalistas, assessorias de imprensa e representantes do coletivo jurídico da CUT-RS. A iniciativa visa mobilizar trabalhadores e a sociedade na luta por uma jornada de trabalho reduzida, com valorização salarial e mais qualidade de vida.

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, destacou que a campanha busca, neste primeiro momento levar esse debate para os locais de trabalho e após para a sociedade como um todo. Segundo ele, os trabalhadores brasileiros enfrentam jornadas extenuantes e baixos salários, o que compromete sua qualidade de vida. “Queremos que os trabalhadores tenham mais tempo para compartilhar com amigos, filhos e netos, convivendo em suas comunidades, usufruindo de mais lazer e tempo livre para o que quiser. Um país com uma jornada de trabalho menor e melhores salários será um país mais feliz, mais saudável, socialmente mais justo e desenvolvido”, afirmou Cenci.

Sindicatos devem participar

A secretária de Comunicação da CUT-RS, Maria Helena Oliveira, ressaltou que a campanha será apresentada também nas reuniões regionais da CUT-RS e nos encontros dos setores e macro-setores. Ela enfatizou a importância do engajamento dos sindicatos filiados para ampliar o alcance da campanha. “Quanto maior a adesão das entidades e trabalhadores, a mensagem será levada à sociedade, aos governantes e inclusive do setor empresarial”, explicou.

O secretário de Administração e Finanças da CUT-RS, Antonio Guntzel, reforçou que a campanha será adaptada conforme a necessidade de cada setor e categoria, considerando a pluradidade das categorias. Ele destacou ainda o papel fundamental das rádios comunitárias na disseminação da mensagem e alertou para a importância da mobilização nos próprios locais de trabalho. “A maior campanha que podemos fazer é diretamente nas fábricas, indústrias e demais espaços de trabalho. Os sindicatos precisam estar atentos e sensíveis para levar essa pauta adiante”, afirmou.

A secretária-geral da CUT-RS, Silvana Piroli, enfatizou que a campanha é especialmente significativa para as mulheres, que além da jornada profissional, acumulam a responsabilidade com os cuidados da casa e da família. “Nós gostamos de trabalhar, mas precisamos ter tempo para nossa vida. Por isso, a vida não tem hora extra. Convidamos todos a se juntarem nessa luta”, concluiu.

Uma parte essencial da campanha é a criação de canais onde os trabalhadores serão ouvidos através de depoimentos, questionários, enquetes, plebiscitos. Como instrumentos de formação das consciências em que cada trabalhador e trabalhadora, seja construtor dessa causa humanitária. Todos estão convidados à acompanhar os desdobramentos dessa campanha.

Fonte: CUT RS

Justiça suspende privatização de escolas públicas de Tarcísio em SP

Governador havia entregue 33 escolas estaduais à iniciativa privada; essa é a segunda derrota judicial do projeto de Tarcísio

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que os leilões feitos pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foram ilegais e suspendeu a concessão de escolas estaduais à iniciativa privada. Mais de 30 instituições públicas de ensino foram encaminhadas para a privatização. 

Publicada nesta segunda-feira (10), a decisão tomada pelo juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara da Fazenda Pública atendeu a uma ação protocolada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que pedia a suspensão do certame licitatório para a concessão administrativa de 33 escolas estaduais em caráter de urgência. 

Com isso, os dois leilões realizados pelo governador nos dias 29 de outubro e 4 de novembro de 2024 foram considerados inválidos. Em fevereiro deste ano, a Justiça de SP já havia suspendido o decreto de Tarcísio que previa a entrega das 33 escolas públicas à iniciativa privada. Nas duas ações cabem recursos.

Na ação do sindicato, os professores argumentaram que o edital de concessão desconsiderava “o princípio constitucional da gestão democrática da educação” e desrespeitava “a integração necessária entre a administração do espaço físico escolar e as funções pedagógicas”. A categoria também defendeu que a privatização resultava na “terceirização indevida de atividades essenciais ao serviço público da educação”.

O governo de Tarcísio se defendeu afirmando que “não há privatização do ensino, mas centralização da gestão de serviços auxiliares para garantir eficiência e fiscalização, sem prejuízo ao papel dos professores”. A gestão também acrescentou que  a autora da ação cometeu litigância de má-fé “ao ajuizar demandas idênticas sem informar a existência das anteriores”.

O juiz argumentou, em relação ao primeiro ponto levantado pela defesa do governo, que “a licitação e a pretensão de concessão a particular da gestão de escolas públicas comprometem o serviço público de educação porque pressupõe equivocadamente ser possível dissociar o espaço físico da atividade pedagógica”.

O juiz ainda completou que “incorre-se em erro de compreensão sobre os múltiplos sentidos da pedagogia ao se sustentar alguma imaginária independência da estrutura física em relação ao projeto educacional, propõe-se uma artificial divisão entre a gestão do espaço físico  escolar e a atividade desenvolvida em sala de aula”.

O que é a privatização das escolas proposta por Tarcísio

Em junho de 2024, Tarcísio anunciou editais para projetos de Parceria Público-Privada (PPP) para a construção e gestão de 33 escolas que atendem aos níveis médio e fundamental II em 29 municípios paulistas. Também foram divulgadas as datas dos leilões. No entanto, o projeto foi criticado pela oposição como uma forma de facilitar a privatização do ensino público.

Assinado pelo governador, o Decreto Nº 68.597 previa a concessão por 25 anos de 33 unidades de ensino para a prestação de serviços de “construção, manutenção, conservação, gestão e operação”. A promessa era de que a parceria com a iniciativa privada entregasse mais de 35 mil novas vagas em todo o estado.

No primeiro leilão, estavam em jogo 17 escolas que têm, ao todo, 462 salas de aula e devem oferecer 17 mil vagas em 14 municípios. O segundo leilão ofereceu outras 16 unidades escolares com 473 salas de aula e 17,6 mil vagas em 15 cidades.

De acordo com informações divulgadas pela Revista Exame, estavam previstos investimentos de R$ 2,1 bilhões ao longo de 25 anos de concessão. No entanto, esse montante não previa a contratação de professores. Segundo o projeto do governo Tarcísio, as empresas não poderão contratar os docentes ou interferir na gestão pedagógica. As metas também continuam a cargo da Secretaria de Educação.

O governo alega que o programa tem como objetivo modernizar a infraestrutura das escolas públicas estaduais, sem que se transformem em instituições privadas. As concessões seriam para serviços específicos e para “liberar diretores pedagógicos de funções administrativas”. O decreto também prevê que as vencedoras das licitações possam terceirizar e subcontratar os serviços.

A licitação foi autorizada na semana anterior ao anúncio e a fiscalização dos serviços concedidos será feita pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Fonte: Revista Fórum

Mulheres Sem Terra ocupam sede do Incra em Alagoas

As mulheres trabalhadoras rurais sem terra ocuparam nessa quarta-feira, 12, a sede do Incra em Alagoas, localizada no Edifício Walmap, no Centro de Maceió.

Ocupam o órgão cerca de 800 mulheres do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Frente Nacional da Luta (FNL) e Comissão Pastoral da Terra (CPT).

De acordo com MArgarida da Silva, dirigente nacional do MST, a ocupação é em protesto para que “a reforma agrária ande. A reforma agrária em Alagoas está paralizada”.

Silva destacou que a ocupação ocorrerá até o dia dessa quinta-feira.

“Mesmo estando em um governo que é nosso, Alagoas está na contramão da história por ainda está a frente do Incra um superintendente que não é comprometido com a reforma agrária e com os trabalhadores. Por isso que o movimento que luta pela terra e pela reforma agrária em Alagoas estamos em luta”, assegurou.

Fonte: Alagoas24horas

Baby do Brasil gera repulsa ao pedir que vítimas de abuso sexual perdoem seus agressores: “é da família, perdoa”

A declaração foi feita durante o culto “Frequência com Deus”, realizado na casa noturna D-Edge, na Barra Funda, em São Paulo

A cantora e empresária evangélica Baby do Brasil causou repulsa ao pedir que vítimas de abuso sexual perdoem seus agressores. A declaração foi feita durante o culto “Frequência com Deus”, realizado na casa noturna D-Edge, na Barra Funda, em São Paulo. O evento aconteceu na noite da última segunda-feira (10) e reuniu dezenas de pessoas.

Acompanhada do amigo e dono da boate, Renato Ratier, que se converteu ao evangelho no ano passado, Baby conduziu a pregação entre discursos religiosos e apresentações musicais. Em determinado momento, a cantora pediu que os presentes se livrassem de sentimentos negativos e perdoassem aqueles que lhes fizeram mal, incluindo abusadores sexuais.

“Perdoa tudo que você tiver de ruim no seu coração, aqui, hoje, nesse lugar, perdoa! Se teve abuso sexual, perdoa! Se foi da família, perdoa!”, declarou Baby. Em seguida, reforçou: “Se é briga de família: mãe, filho, pai, perdoa!”.

As falas da artista rapidamente viralizaram nas redes sociais e foram amplamente criticadas por internautas, que classificaram o discurso como “absurdo”, “problemático” e “vergonhoso” e “criminoso”. Além disso, houve rejeição à escolha da D-Edge como palco para o culto. Frequentadores da boate afirmaram que não retornarão ao local após o episódio.

Como denunciar abusos

Denúncias de abusos sexuais contra menores podem ser feitas pelo Disque Denúncia, no telefone 181. Casos de violência contra a mulher devem ser denunciados pelo 180. A identidade do denunciante pode ser mantida em sigilo.

Além disso, vítimas podem procurar delegacias especializadas, cujos endereços estão disponíveis no Mapa das Delegacias da Mulher. Hospitais e postos de saúde públicos também devem oferecer assistência imediata a quem precisar de apoio.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS