Após posse de Trump, bolsonaristas fugitivas do 8/1 são presas ao tentar entrar nos EUA

O governo dos Estados Unidos prendeu ao menos quatro bolsonaristas envolvidas nos atos terroristas de 8 de janeiro que tentaram entrar ilegalmente no país. Três delas foram presas no dia seguinte à posse de Donald Trump, em janeiro. A informação foi confirmada ao UOL pela ICE, a Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA.

As detidas incluem três condenadas por crimes relacionados ao 8/1, incluindo tentativa de golpe de Estado, e uma ré com mandados de prisão expedidos no Brasil. Elas estão sob custódia nos EUA há mais de 50 dias e, segundo o ICE, “aguardam a expulsão para seus países de origem”.

A agência americana não detalhou em que circunstâncias elas foram presas, alegando “questões de privacidade”. Não se sabe se foram interceptadas em postos de imigração ou capturadas enquanto tentavam atravessar a fronteira com a ajuda de coiotes. A ICE confirmou, no entanto, que todas foram detidas por “entrada ilegal no país”.

Raquel Souza Lopes foi presa em 12 de janeiro ao tentar cruzar a fronteira pela cidade de La Grulla, no Texas. No dia 21, Rosana Maciel Gomes, Michely Paiva Alves e Cristiane da Silva foram capturadas em El Paso, localizada a mais de 1.100 km de distância.

As quatro fugitivas fazem parte de um grupo de bolsonaristas que deixaram o Brasil a partir do primeiro semestre de 2024 e se fixaram na Argentina. No final do ano, temendo pedidos de extradição do Supremo Tribunal Federal (STF), fugiram para os EUA com a expectativa de conseguir refúgio político sob a gestão de Trump, aliado de Jair Bolsonaro (PL).

Quem são as bolsonaristas presas?

Raquel Souza Lopes

Joinvilese é condenada por atos golpistas de 8 de janeiro | Diário de Joinville
A bolsonarista Raquel Souza Lopes: natural de Joinville (SC), ela foi condenada a 17 anos de prisão por cinco crimes relacionados ao 8/1. Foto: Reprodução

Raquel Souza Lopes, de 51 anos, natural de Joinville (SC), foi condenada a 17 anos de prisão por cinco crimes relacionados ao 8/1, incluindo golpe de Estado, associação criminosa e dano ao patrimônio público. Ela deixou o Brasil em abril de 2024 e fugiu para Buenos Aires.

Com a intensificação dos pedidos de extradição, cruzou o deserto do Atacama até chegar ao México. Em 12 de janeiro, foi presa ao tentar ingressar nos EUA pelo Texas. Desde 19 de janeiro, está detida na unidade da ICE em Raymondville. Sua advogada abandonou o caso em dezembro, e sua família busca um novo defensor.

Rosana Maciel Gomes

Fugitiva goiana do 8 de janeiro pode entrar para a lista de procurados da Interpol - Jornal Opção
Rosana Maciel Gomes: goiana foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos do 8/1. Foto: Reprodução

Rosana Maciel Gomes, de 51 anos, natural de Goiânia (GO), foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos do 8/1. Com dois mandados de prisão em aberto e uma ordem de extradição da Argentina, fugiu para o Uruguai em janeiro de 2024 e, posteriormente, para Buenos Aires.

No final do ano, seguiu para os EUA via Colômbia e México. Foi presa em El Paso em 21 de janeiro e, dias depois, transferida para uma unidade da ICE na mesma cidade.

Segundo sua defesa, “quando [Rosana] entrou no Palácio do Planalto viu que os bens públicos estavam danificados e não danificou qualquer bem”. Amigos tentam obter ajuda do consulado brasileiro em Houston, no Texas.

Michely Paiva Alves

Limeirense está na lista de financiadores de ataque golpista
Michely Paiva Alves: comerciante de Limeira (SP) responde a cinco acusações no STF. Foto: Reprodução

Michely Paiva Alves, de 38 anos, comerciante de Limeira (SP), responde a cinco acusações no STF. Em 2022, concorreu ao cargo de vereadora pelo Podemos enquanto já era investigada.

A Polícia Federal encontrou provas de que organizou e financiou um ônibus com 30 apoiadores para Brasília, com custo de R$ 12 mil, dos quais R$ 6.500 foram pagos por ela.

Sua defesa alega que não há provas de sua participação em atos de vandalismo. Fugiu para a Argentina em setembro e, em novembro, seguiu para os EUA, sendo presa em El Paso em 21 de janeiro.

Cristiane da Silva

Cristiane disse que foi a Brasília para "passear"
Cristiane da Silva: garçonete de Balneário Camboriú (SC) foi condenada a um ano de prisão por associação criminosa e incitação ao crime no 8/1. Foto: Reprodução

Cristiane da Silva, de 33 anos, garçonete de Balneário Camboriú (SC), foi condenada a um ano de prisão por associação criminosa e incitação ao crime no 8/1. Sua defesa afirma que ela “não estava envolvida no protesto” e que viajou a Brasília “para passear”.

À PF, declarou ter pago R$ 500 para viajar em um ônibus de militantes. Fugiu para Buenos Aires em junho de 2024 e, em novembro, seguiu para os EUA. Foi presa em El Paso e aguarda deportação. Seu advogado busca medidas para resolver sua situação.

Fonte: DCM

Manifestação de bolsonaristas em Maceió é um fracasso total

Apenas 300 pessoas compareceram ao ato em defesa de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro

Os mais otimistas estimam em cerca de 300 o número de participantes do ato realizado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã deste domingo, 16, na orla da praia de Jatiúca, em Maceió. Para muitos, que esperavam reunir milhares de pessoas, a manifestação flopou, ou seja, fracassou.

Liderada pelo deputado federal Fábio Costa e pelo vereador Thiago Prado, expressões da Direita em Alagoas, a manifestação teve como objetivo pedir anistia para os presos por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, também chamados de Intentona Bolsonarista ou simplesmente de 8 de janeiro.

Os presos são extremistas que invadiram edifícios do governo federal, depredando o patrimônio público, em Brasília. O objetivo era um golpe militar contra o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva que, no desejo dos invasores, restabeleceria Jair Bolsonaro como presidente.

Alegando que as condenações são desproporcionais, a Direita alagoana pede anistia para todos os presos e processados pelos atos de vandalismo. Os bolsonaristas de Alagoas tentaram se juntar à mobilização nacional, que reuniu pessoas na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Os alagoanos que foram identificados respondem aos processos em liberdade.

“Um atentado ao Estado Democrático de Direito é um crime que exige armamento e preparo, o que não aconteceu” – declarou Thiago Prado, para quem a condenação dos bolsonaristas “é injusta”.

Por sua vez, o deputado federal Fábio Costa afirmou não ser a favor de depredação, mas entende as prisões como “perseguição política”.

Fonte: 082 Notícias

Fracasso: Bolsonaro só reúne 18 mil pessoas em ato golpista no RJ

Ex-presidente esperava multidão, mas perdeu apoio popular às vésperas de julgamento no STF

O ato convocado por Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro, ficou muito aquém das expectativas. Segundo um levantamento do Monitor do Debate Público do Meio Digital, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), apenas 18,3 mil pessoas participaram da manifestação, número muito abaixo do um milhão de apoiadores esperado pelos organizadores.

A baixa adesão não passou despercebida pelo próprio Bolsonaro, que chegou a comparar o ato com mobilizações anteriores. “A gente arrastava multidões pelo Brasil. Foi aqui, no 7 de Setembro, tinha mais gente do que agora”, reconheceu o ex-presidente.

A análise do número de manifestantes foi feita com o uso de imagens aéreas captadas por drones e analisadas por um software de inteligência artificial, que identifica automaticamente os indivíduos na multidão. Segundo o relatório da USP, o sistema tem precisão de 72,9% e um erro médio de 12% para mais ou para menos na contagem de grandes públicos.

Foram registradas 66 fotos da manifestação ao longo do dia, com destaque para seis imagens tiradas às 12h, horário de maior concentração. As imagens cobriram toda a extensão da manifestação sem sobreposição, garantindo uma análise precisa. O banco de imagens utilizado na contagem foi disponibilizado para consulta pública.

A baixa adesão ao evento acontece em um momento crítico para Bolsonaro, que pode se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias. O ato tinha como objetivo pressionar o Congresso pela aprovação de um projeto de anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro, mas o número reduzido de manifestantes demonstra que a mobilização bolsonarista já não tem a mesma força de anos anteriores.

O fracasso do ato expõe o enfraquecimento do ex-presidente no cenário político e questiona sua capacidade de mobilizar grandes massas, especialmente diante de sua inelegibilidade até 2030 e do avanço das investigações sobre seu papel na tentativa de golpe.

Fonte: Brasil de Fato

A MINISTRA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 16 Março de 2025

Na semana que sucedeu o Dia da Mulher, a mídia trouxe uma fala do Presidente Lula sobre a chegada da Deputada Gleisi Hoffman como Ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Governo, no ato Lula disse: ” … por isso eu coloquei essa bonita pra ser Ministra das Relações Institucionais…”
A fala repercutiu, pois ao falar das credenciais de uma mulher, Lula acabou deixando de lado todas as qualidades e habilidades nela contida, mirando apenas em suas características físicas. Outros entenderam que Lula estaria apenas respondendo as falas misóginas e preconceituosas reverberadas pelo ex presidente Bolsonaro, as quais me recuso a transcreve-la, pois são tão rasteiras que não merecem ser republicadas pela Reflexão. Pelo sim e pelo não, deve-se ter a compreensão que as mulheres devem ser medidas por sua altivez, competência, responsabilidade, perspicácia, inteligência, etc… Bonita, linda, graciosa são muito bem vindos, desde que sejam colocados no lugar e na hora certa.

Mas não desliga e nem mude de canal, pois o pior vem agora! O Deputado da Direitinha Golpista, Gustavo Gayer, que já dirigiu bêbado e matou duas pessoas, quis surfar na onda e lacrar em cima da fala do Lula.
Usando o Twitter ele fez declarações de cunho sexual envolvendo a Ministra Gleisi, seu esposo o Deputado Lindbergh Farias e o Senador Alcolumbre, insinuando uma relação amorosa entre os três. Foram tão absurdas as postagens que nem seus comparsas saíram diretamente em sua defesa. Vai para conselho de Ética? Vai ser condenado? Vai perder o mandato? Não tem vomo prever, vamos ter que aguardar se esse homem “bonito” será jantado no Congresso.

Por falar em Congresso, ontem fez 40 anos que o Parlamento recebeu o primeiro civil como Presidente da República depois de 21 anos de Ditatura no Brasil verde oliva. José Sarney assumia um país que carregou por mais de duas décadas a decadência de governos militares, Sarney assumia um país que havia deixado famílias órfãs, um país que havia produzido milhares de exilados politicos, um Brasil que artistas, jornalistas e pessoas comuns eram perseguidas e torturadas por causa de suas posições contrárias ao regime, José Sarney tomava posse como o divisor de águas entre a barbárie e a civilidade.
Nesses 40 anos tudo aconteceu no Brasil no tupiniquim, de bom e ruim, mas a democracia nos momentos mais nebulosos se manteve firme.
As viúvas da Ditadura ainda tentaram ressuscita-la, mas depois 1985 outro Presidente assumia o país em 2023, impedindo a sanha dos milicos de voltar ao poder por intermédio de outro Golpe.
Lula fez bonito!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 221

PF cita Gusttavo Lima em investigação que apura lavagem de dinheiro do PCC

Ele é cotado para ser candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)

Após identificar rede de tráfico internacional de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital) com a máfia italiana, a Operação Mafiusi mira agora operações suspeitas de lavagem de dinheiro.

Com base em informações de delator, a PF (Polícia Federal) rastreou movimentações financeiras. Em emaranhado de transações de grande valor que transitaram pelo sistema bancário em contas de pessoas jurídicas usadas pela facção, apareceram os nomes do cantor sertanejo Gusttavo Lima, do pastor Valdemiro Santiago e do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho. Estas informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com relatórios da PF, eles teriam realizado transações com suspeitos e acusados de integrar “sistema financeiro paralelo” do crime organizado.

A PF não os incluiu no rol de indiciados, mas todos deverão ser chamados para depor. Na semana passada, na primeira fase da Operação Mafiusi, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou 14 pessoas por organização criminosa e associação para o tráfico.

CANDIDATO A VICE DE CAIADO

Gusttavo Lima é cotado para ser candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que no dia 4 de abril vai se lançar como pré-candidato à Presidência em 2026 — ele disse que o cantor sertanejo participará do evento em Salvador (BA).

Um dos acusados na operação, o empresário Willian Barile Agati, o “concierge do PCC”, é apontado como o responsável por manter a rede de transações financeiras milionárias da facção. Ele está preso desde janeiro.

O criminalista Eduardo Maurício, que representa Agati, afirmou que o cliente é “inocente”. “É um empresário idôneo e legítimo, primário e de bons antecedentes, pai de família, que atua em diversos ramos de negócios lícitos, nacionais e internacionais, sempre com ética e seguindo leis vigentes”, escreveu o defensor.

A Operação Mafiusi está sob tutela da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, a mesma que abrigou a Operação Lava Jato, investigação que desmontou esquema de corrupção instalado na Petrobrás. Assim como a Lava Jato, a Mafiusi foi turbinada por informações do delator Marco José de Oliveira.

RELATÓRIO

No mais recente relatório enviado à Justiça, o delegado Eduardo Verza, do Gise (Grupo de Especial de Investigações Sensíveis), da PF do Paraná, escreveu que “análise minuciosa das transações financeiras, das empresas e dos indivíduos envolvidos no caso de Willian Agati, revela a existência de uma organização criminosa com ramificações nacionais e internacionais”.

Segundo o relatório do Gise, o “modus operandi desta organização utiliza técnicas sofisticadas de estratificação de empresas de fachada e pessoas físicas para ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento das atividades ilícitas”.

Ainda conforme Verza, as empresas creditam valores de diferentes ramos do comércio e da indústria e fazem o mesmo com os débitos para ocultar operações ilegais. O delegado também destacou que, nesse sistema, pessoas físicas e jurídicas “emprestam” contas correntes para o tráfico em troca de porcentagem do negócio.

FIRMAS

As empresas da rede atribuída pela PF a Agati estão localizadas em várias cidades. Conforme o relatório, as atividades econômicas dessas firmas variam desde o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios até serviços de escritório e apoio administrativo.

A PF indicou 2 empresas principais no caso sob investigação, a Starway Locação de Veículos e a Starway Multimarcas, que, juntas, movimentaram R$ 454,3 milhões de 2020 a 2023. Para a PF, há indícios de que sejam de fachada. Ambas ficam em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Ao verificar as contas da Starway, a PF chegou à empresária Maribel Golin. Foi nesse ponto da investigação, sobre negócios mantidos pela empresária, que os policiais encontraram os nomes de Gusttavo Lima, Valdemiro Santiago e Adilsinho.

REPRESENTANTE LEGAL

Maribel é representante legal da Aeroplan Aviação Ltda. e de outras 4 empresas. À PF, ela disse que a movimentação financeira do grupo tem origem na comercialização de imóveis e aeronaves.

“É crucial enfatizar que Maribel Golin mantém relação próxima com Willian Agati”, afirmou o delegado da PF. Para ele, as circunstâncias “sugerem a ocorrência de lavagem de dinheiro clássica, relacionada a imóveis”.

De 2020 a 2022, as movimentações bancárias de Maribel e das empresas somaram R$ 1,426 bilhão. “Segundo cálculos, as fontes de receita declaradas representam apenas 3,44% do valor total movimentado”, assinalou o delegado Verza.

Fonte: Hora do Povo

Operação prende donos de postos que adulteravam combustíveis

A operação Bomba Baixa identificou que entre os alvos estão administradores de postos de gasolina da rede GTB, que adulteravam combustíveis com metanol.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta semana seis mandados de prisão contra pessoas envolvidas em um esquema de fraude em postos de combustíveis. Cinco dos denunciados já estão presos. 

A operação Bomba Baixa identificou que entre os alvos estão administradores de postos de gasolina da rede GTB, que adulteravam combustíveis com metanol, substância altamente tóxica e proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A denúncia foi oferecida à 20ª Vara Criminal da Capital contra nove pessoas por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, e crimes contra as relações de consumo, ordem econômica, saúde pública e fraude metrológica, que é a instalação de dispositivos eletrônicos nas bombas para entregar volume menor do que o registrado. Segundo a investigação, o grupo adquiria combustíveis sem nota fiscal, corrompia agentes públicos para evitar autuações e manipulava os lacres das bombas para burlar as fiscalizações.

Entre 2017 e 2023, o grupo criminoso expandiu a rede para 60 postos de combustíveis. A investigação apontou que o capital social da GTB Brasil saltou de R$ 100 mil para R$ 3,9 milhões em apenas seis anos, o que demonstra o lucro por meio das práticas ilegais.

Metanol 

De acordo com os promotores de Justiça, o metanol era misturado ao etanol e à gasolina para reduzir custos, colocando em risco a saúde e a segurança dos consumidores. 

A substância é extremamente perigosa. Sua inalação ou contato prolongado pode causar cegueira, danos neurológicos e até a morte. Além disso, o metanol é altamente inflamável e sua combustão provoca uma chama invisível, dificultando o controle de incêndios.

Segundo o MPRJ, os principais postos de combustíveis citados na investigação são: 

Auto Posto de Serviços Elite de Madureira (Madureira)

Auto Posto do Trabalho Vila Valqueire (Vila Valqueire)

Auto Posto Coimbra da Vila São Luiz (Marechal Hermes)

Auto Posto Universidade Realengo (Realengo) 

Postos operados pela rede GTB (Gardênia Azul e Tanque – Jacarepaguá)

Posto de Abastecimento Aimee e Posto Flor do Mato Alto (Campo Grande e Guaratiba)

Posto Guerreiros de Caxias (Duque de Caxias)

Posto Enzo Queimados (Queimados)

Posto e Garagem Raja (Cascadura) 

Posto de Gasolina Braz de Pina (Brás de Pina)

Fonte: Correio do Brasil

Ataques israelenses em Gaza matam 12 palestinos em 24 horas

Fontes médicas relataram que militares israelenses atiraram na cabeça de um menor e feriram uma mulher nas costas

O exército israelense matou 12 palestinos nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, onde a situação continua se deteriorando devido ao bloqueio de 15 dias à entrada de ajuda humanitária.

Fontes médicas relataram que soldados atiraram na cabeça de um menor e feriram uma mulher nas costas ontem à noite na cidade de Beit Lahia, no norte do país.

Dois outros cidadãos foram mortos e vários outros ficaram feridos quando um drone bombardeou um grupo de civis na área de Jhar al-Dik, no centro da Faixa de Gaza, informou a agência de notícias oficial Wafa.

Na cidade de Rafah, no sul, um palestino foi baleado por soldados e outros oito ficaram feridos em um ataque de drone contra uma barraca na área de Al-Shakoush.

Mais cedo, nove pessoas, incluindo três jornalistas, foram mortas quando outro drone as atacou em Beit Lahia.

Segundo dados oficiais, desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 19 de janeiro, pelo menos 150 palestinos foram mortos em ataques israelenses no enclave costeiro.

O número total de mortos na agressão do país vizinho contra Gaza, que começou em outubro de 2023, ultrapassa 48.500, enquanto o número de feridos se aproxima de 112.000.

Fonte: Prensa Latina

STJ condena três desembargadores do TRT-1 por esquema de corrupção e propina

Magistrados foram sentenciados por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro; eles perderam os cargos públicos e serão afastados definitivamente

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou três desembargadores do Tribunal Regional da 1ª Região (TRT-1) por envolvimento em um esquema de corrupção, onde recebiam propinas para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.

Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenin da Silva foram sentenciados por associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. Os três perderão os cargos públicos e serão afastados definitivamente.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) também acusava outro magistrado, Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues, de participação no esquema, mas ele foi absolvido. No entanto, todos os quatro desembargadores seguem afastados do Tribunal.

A investigação revelou que as propinas eram pagas por meio de escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores. O esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas, e os valores eram judicialmente destinados a quitar esses débitos, através da inclusão das entidades no plano especial de execução. Como contrapartida, as empresas contratavam os escritórios de advocacia sugeridos pelos magistrados, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.

Segundo a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, as provas apresentadas mostram que vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel (PMB) e ao ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, com o intuito de desviar recursos públicos para interesses privados. Embora ambos estivessem inicialmente incluídos na denúncia, seus nomes foram retirados do processo devido ao foro privilegiado.

“O conjunto de provas carreadas aos autos demonstra a instalação de uma associação criminosa de altíssimo vulto no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, estruturada para a venda de decisões judiciais em troca de propina, com prejuízo para o erário e para inúmeros jurisdicionados”, afirmou a ministra Andrighi no julgamento.O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou três desembargadores do Tribunal Regional da 1ª Região (TRT-1) por envolvimento em um esquema de corrupção, onde recebiam propinas para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.

Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenin da Silva foram sentenciados por associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. Os três perderão os cargos públicos e serão afastados definitivamente.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) também acusava outro magistrado, Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues, de participação no esquema, mas ele foi absolvido. No entanto, todos os quatro desembargadores seguem afastados do Tribunal.

A investigação revelou que as propinas eram pagas por meio de escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores. O esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas, e os valores eram judicialmente destinados a quitar esses débitos, através da inclusão das entidades no plano especial de execução. Como contrapartida, as empresas contratavam os escritórios de advocacia sugeridos pelos magistrados, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.

Segundo a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, as provas apresentadas mostram que vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel (PMB) e ao ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, com o intuito de desviar recursos públicos para interesses privados. Embora ambos estivessem inicialmente incluídos na denúncia, seus nomes foram retirados do processo devido ao foro privilegiado.

“O conjunto de provas carreadas aos autos demonstra a instalação de uma associação criminosa de altíssimo vulto no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, estruturada para a venda de decisões judiciais em troca de propina, com prejuízo para o erário e para inúmeros jurisdicionados”, afirmou a ministra Andrighi no julgamento.

Fonte: InfoMoney

STF cassa mandato de deputada indígena bolsonarista e de mais seis parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, nesta quinta-feira (13), os mandatos de sete deputados federais eleitos em 2022. A decisão foi baseada na inconstitucionalidade das regras utilizadas para a distribuição das sobras eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisou recalcular os votos para definir os novos parlamentares que assumirão os cargos.

Os parlamentares que perderam os mandatos são:

  • Sílvia Waiãpi (PL-AP)
  • Sonize Barbosa (PL-AP)
  • Professora Goreth (PDT-AP)
  • Augusto Puppio (MDB-AP)
  • Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
  • Lebrão (União-RO)
  • Lázaro Botelho (PP-TO)

Mudanças nas regras das sobras eleitorais

Em fevereiro de 2024, o STF determinou que todos os candidatos e partidos poderiam concorrer às sobras eleitorais, derrubando exigências aprovadas em 2021. As regras anteriores restringiam a distribuição das sobras ao desempenho dos partidos e impunham um percentual mínimo de votação para os candidatos. A maioria dos ministros entendeu que esses filtros violavam o pluralismo político e a soberania popular.

Agora, o STF decidiu que a medida tem efeito retroativo, anulando as eleições de deputados que foram eleitos com base nas regras invalidadas. O julgamento contou com os votos favoráveis de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

Ministros divergentes e argumentos

Os ministros Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e André Mendonça divergiram, defendendo que a decisão deveria valer apenas para eleições futuras, sem impactar os mandatos já concedidos. Eles argumentaram que a Constituição impede a aplicação retroativa de mudanças no processo eleitoral dentro de um período de um ano antes da eleição.

O julgamento teve início em junho de 2024 no plenário virtual, mas foi reiniciado no plenário físico após um pedido de destaque do ministro André Mendonça. Na ocasião, alguns ministros anteciparam seus votos, consolidando a maioria.

Com a anulação dos mandatos, os seguintes candidatos serão empossados:

  • Professora Marcivânia (PCdoB-AP) substituirá Professora Goreth (PDT-AP)
  • Paulo Lemos (PSOL-AP) entrará no lugar de Silvia Waiãpi (PL-AP)
  • André Abdon (PP-AP) substituirá Sonize Barbosa (PL-AP)
  • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ocupará o cargo de Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
  • Rafael Bento (Podemos-RO) entrará no lugar de Lebrão (União-RO)
  • Tiago Dimas (Podemos-TO) substituirá Lázaro Botelho (PP-TO)
  • Aline Gurgel (Republicanos-AP) assumirá a vaga de Augusto Puppio (MDB-AP)

Com a decisão, o TSE precisará oficializar as novas nomeações e garantir a transição dos mandatos, reforçando o respeito à decisão do STF sobre a constitucionalidade das regras eleitorais.

Fonte: DCM

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