Mendonça manda soltar ladrões que roubaram aposentados num esquema de mais de 6 bilhões

Mendonça manda soltar ex-procurador do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e Romeu Antunes, filho do Careca do INSS. A quadrilha é acusada de desviar mais de 6 bilhões de reais de aposentados do INSS.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) a soltura do ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, que foi um dos indiciados pela Polícia Federal pelo esquema desvios em aposentadorias envolvendo a autarquia.

O ex-procurador foi preso em novembro do ano passado. As investigações da PF apontaram que o ex-procurador-geral do INSS recebeu, por meio de empresas e contas bancárias de sua esposa, R$ 11,9 milhões de firmas relacionadas às associações investigadas por descontos irregulares em aposentadorias.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também soltar, nesta quarta-feira (9) Romeu Carvalho Antunes, investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Antunes estava preso preventivamente desde 18 de dezembro de 2025, quando foi alvo de uma fase da operação INSS. Ele é filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que segue preso.

Fontes: G1 e Sul 21

Começou hoje a 25ª Feira da Reforma Agrária em Maceió

A 25ª Feira da Reforma Agrária que reune mais de 150 camponeses ocorre na praça dos Martírios

Acampados e assentados da Reforma Agrária de todas as regiões do estado levam sua produção para a capital entre os dias 9 e 12 de setembro

A organização para a 25ª Feira da Reforma Agrária já mobiliza centenas de famílias nas áreas de Reforma Agrária de Alagoas. Com a aproximação da Feira, mais de 150 camponeses e camponesas devem ocupar a Praça dos Martírios, em Maceió, com a diversidade da produção de alimentos saudáveis.

“Esse é um momento extremamente especial para todos os acampamentos e assentamentos, esperamos todos os anos para a realização da Feira, especialmente pela capacidade que esse espaço tem para divulgar o que realmente é produzido no campo alagoano”, destacou Vandélia Maria, da coordenação do MST.

Além de produtos in natura, a Feira reúne também a produção de pequenos processados e uma variedade de artesanato.

“Apesar de toda a dificuldade que ainda vivemos no campo, é na Feira que a gente pode mostrar para toda a sociedade o verdadeiro significado da Reforma Agrária: gerar emprego, renda, produzir alimento e cuidar da natureza”, explicou Vandélia, conhecida como Vanda, que é assentada na cidade de Joaquim Gomes, na Zona da Mata de Alagoas.

A preparação nos acampamentos e assentamentos no período que antecede a Feira é fundamental para o bom funcionamento dos dias de comercialização na capital. De acordo com Vanda, em cada assentamento e acampamento são realizados momentos de debate, de apresentação da Feira e de organização coletiva da comunidade.

“Estes espaços são fundamentais para reafirmar o papel da nossa Feira, sua caracterização e a importância de cada um e cada uma”, sinalizou.

Comercialização sob preço justo

A diversidade de alimentos frutos dos acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária contemplam uma variedade de produção organizada e impulsionada pelos camponeses e camponesas em todo o estado, como macaxeira, feijão, milho, inhame, batata, laranja, abóbora entre outros itens.

“A Feira já está enraizada no calendário organizativo e produtivo dos acampados e assentados da Reforma Agrária. Cada vez que chegamos em Maceió com a Feira da Reforma Agrária, nosso principal objetivo é apresentar para o conjunto da sociedade o papel e a importância da agricultura camponesa para Alagoas e para o Brasil: levar comida saudável, sem veneno, para a mesa do povo trabalhador”, explicou Débora Nunes, da coordenação nacional do MST e coordenação da Feira da Reforma Agrária.

A realização da 25ª Feira da Reforma Agrária e Festival do MST: Por Terra, Arte e Pão! conta com o patrocínio do Banco do Nordeste e é uma realização do Centro de Capacitação Zumbi dos Palmares, com apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, da União Nacional das Cooperativas da Reforma Agrária Popular do Brasil (Unicrab) e do Governo do Estado de Alagoas.

Fonte: Assessoria MST/AL

Dino encara Mendonça e reconduz diretor da PF para desespero dos bolsonaristas

Em decisão repleta de recados a Mendonça, ministro diz que Partido Novo não tinha legitimidade para pedir afastamento e que liminar atropelou as competências do Plenário

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à Diretoria de Inteligência Policial. Os dois haviam sido afastados na terça-feira (8) por decisão do ministro André Mendonça.

A decisão foi tomada em resposta a um pedido apresentado por Andrei no âmbito da investigação sobre o uso de emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse. Dino é relator desse procedimento e considerou que a interrupção das atividades dos dirigentes poderia comprometer investigações em andamento sob sua responsabilidade.

O ministro também apontou falta de legitimidade do Partido Novo para requerer as medidas cautelares que levaram ao afastamento. Após decidir pela reintegração, Dino submeteu sua determinação exclusivamente ao plenário do Supremo.

Dino questiona decisão de Mendonça

Na decisão, Dino afirmou que não atribui conduta dolosa a qualquer agente público, mas ressaltou que a interrupção da direção das investigações beneficia objetivamente os investigados e pode produzir nulidades capazes de prejudicar processos penais.

O ministro também fez referência direta a André Mendonça. Segundo Dino, eventuais divergências funcionais ou pessoais do colega com a Polícia Federal podem ser discutidas pelas vias adequadas, mas não deveriam fundamentar uma decisão com efeito de paralisar investigações e atividades policiais.

O afastamento determinado por Mendonça havia sido fundamentado em suspeitas de direcionamento político na produção de relatórios da Polícia Federal relacionados aos casos Master e INSS. Interlocutores do ministro rejeitaram a interpretação de que a medida tivesse motivação política e sustentaram que havia indícios de irregularidades que justificavam a decisão.

Proteção às investigações em andamento

Dino determinou ao presidente da República, autoridade responsável pela nomeação do diretor-geral da PF, que assegure o retorno imediato de Andrei e de Almada às respectivas funções. A medida permanecerá vigente até o cumprimento integral das determinações feitas pelo ministro nas investigações sob sua relatoria.

O ministro também proibiu novas medidas cautelares de caráter pessoal contra os dois delegados quando baseadas exclusivamente em atos praticados no exercício regular de suas funções e em cumprimento de decisões judiciais. Eventuais apurações disciplinares continuam possíveis, desde que respeitem o devido processo legal.

Dino determinou ainda o restabelecimento do funcionamento regular da Diretoria de Inteligência Policial, inclusive para o cumprimento de decisões judiciais. A medida abre um novo capítulo na disputa institucional provocada pelo afastamento da cúpula da Polícia Federal.

Fonte: CNN e RED


Nove dias após condenação, Tarcísio é alvo de nova ação eleitoral por ato em igreja

Movimento Brasil Laico aponta propaganda irregular e abuso de poder em evento com Flávio Bolsonaro, Derrite e André do Prado

Nove dias após uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por conduta semelhante, o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a participar de um evento com caráter político dentro de uma igreja. O episódio levou a Associação Movimento Brasil Laico a apresentar, nesta terça-feira (8), uma nova representação à Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo.

Além de Tarcísio, a entidade pede a investigação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), da Igreja Mundial do Poder de Deus e do pastor Valdemiro Santiago. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral, também estava presente no evento.

O ato ocorreu na segunda-feira (7), feriado da Independência, na sede da Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, em São Paulo. Tarcísio deixou de comparecer ao Desfile Cívico-Militar realizado no Anhembi e participou do evento religioso ao lado dos demais candidatos.

Segundo a representação, os políticos subiram ao púlpito diante de centenas de jovens obreiros. Valdemiro Santiago elogiou Flávio e abordou temas de segurança pública e do Legislativo. O candidato à Presidência, por sua vez, conduziu uma oração na qual pediu a “espada da justiça” na Praça dos Três Poderes.

Tarcísio também discursou, evocando passagens bíblicas relacionadas à vitória, e posteriormente concedeu entrevista coletiva dentro das dependências do templo sobre o cenário político nacional. A associação sustenta ainda que imagens do evento foram produzidas pelas assessorias dos candidatos e distribuídas à imprensa como material de divulgação das campanhas.

Para o Movimento Brasil Laico, o agravante é a reincidência. Nove dias antes do evento, o TRE-SP havia julgado procedente uma representação contra Tarcísio por uma conduta semelhante, ocorrida em 17 de agosto em outra denominação religiosa.

“Não se questiona o direito à fé ou à liberdade religiosa de quem quer que seja, mas o uso ostensivo de um templo — bem de uso comum pela lei eleitoral — como palanque de campanha”, afirmou Leandro Patricio da Silva, presidente da associação.

A entidade pede que o Ministério Público Eleitoral investigue possíveis práticas de propaganda eleitoral irregular, abuso de poder político e econômico, arrecadação ilícita e conduta vedada a agente público. Entre as medidas solicitadas estão multas, cassação de registros ou diplomas e eventual declaração de inelegibilidade por oito anos.

A representação também solicita o compartilhamento de informações com a Receita Federal e a Secretaria Municipal da Fazenda para apurar eventual desvio de finalidade relacionado à imunidade tributária da igreja.

Fonte: ICL

Para favorecer aliados suspeitos, André Mendonça afasta diretor geral da PF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, abriu um novo capítulo da crise com Alexandre de Moraes, na esteira do caso Master, ao afastar, na manhã liminarmente desta terça (8), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções em caráter preventivo. A decisão foi submetida ao plenário da 2ª Turma do Supremo em sessão virtual, e mantida pela maioria formada pelos ministro Nunes Marques e Luiz Fux, que seguiram o voto de Mendonça. O ministro Gilmar Mendes pediu vistas. O ministro Dias Toffoli não deve votar nessa matéria. Segundo apuração do jornalista Cézar Feitoza, Gilmar deve articular para levar este julgamento ao plenário.

Na semana passada, o GGN mostrou que Mendonça expressou, em reuniões com agentes da PF que cuidam os casos Master e INSS, seu desejo pessoal de afastar Andrei Rodrigues do comando da corporação. Na oportunidade, Mendonça disse que Andrei não era confiável porque mantinha proximidade com o governo Lula. O argumento é o mesmo usado na decisão que impediu a posse de Alexandre Ramagem no comando da PF sob Jair Bolsonaro, em decisão tomada por Moraes.

Segundo um relatório da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes na semana passada, para pedir providências à presidência do STF quanto às extravagâncias de Mendonça, “em reuniões, o relator [Mendonça] afirmou reiteradamente que o Diretor-Geral mantém proximidade inadequada com o Presidente da República [Lula] e que, por essa razão, não seria possível confiar nele. Até o momento não apontou fato concreto que denote atuação irregular. Na última reunião presencial, afirmou dispor de procedimento instaurado no bojo do qual se avalia eventual determinação de afastamento do Diretor-Geral.”Play Video

No entanto, de acordo com o site Metrópoles, ao afastar Andrei, Mendonça alegou que tem sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da PF. Na mesma decisão, o magistrado também ordenou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF, e proibiu a produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência com fovo na atuação funcional de magistrados, da Advocacia-Geral da União ou da polícia judiciária.

Segundo Mendonça, entre 3 e 31 de outubro, Andrei teria encaminhado a Alexandre de Morais ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa. Na decisão pelo afastamento, Mendonça ainda determinou que a Corregedoria da PF abra investigações de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar a produção de relatórios de inteligência, diz o Metrópoles.

PANO DE FUNDO – Andrei Rodrigues teve sua cabeça colocada em xeque ao aparecer na troca de mensagens entre o dono do Master, Daniel Vorcaro, e Moraes. O banqueiro teria pedido que Moraes intercedesse junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues, então diretor-geral da PF, para manter a sobrevivência do Master. As conversas foram vazadas na semana passada, na esteira de um procedimento solicitado por Mendonça.

Fonte: GGN

MP investiga denúncias de assédio sexual por PM’s em escola cívico-militar em Cuiabá

Militares homens estariam assediando e até observando meninas menores de idade em banheiros da Escola André Avelino

O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um inquérito para apurar denúncias de assédio e exploração sexual contra meninas na Escola Estadual Cívico-militar André Avelino, no CPA 1, em Cuiabá.

O inquérito civil foi aberto no dia 4 de setembro pelo promotor Miguel Slhessarenko Junior, da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá.

A denúncia foi feita pela Ouvidoria de Direitos Humanos (disque 100) e registrada pela Ouvidoria do MP-MT noticiando a ocorrência de condutas irregulares perpetradas por supostos profisisonais da educação que atuam na escola.

Segundo a apuração preliminar feita pelo MP, alunas estariam sendo assediadas sexualmente por profissionais militares lotados na unidade escolar, os quais adentrariam os banheiros femininos e observariam de forma inapropriada os corpos das estudantes, tendo sido apontado, ainda, que a então diretora da unidade escolar teria conhecimento da situação e se manteria omissa quanto à adoção de providências.

Em um dos casos apurados, um militar homem teria entrado no banheiro feminino e revistado uma adolescente do sexo feminino.

“(…) quanto à notícia de que um militar teria ingressado no banheiro feminino para realizar revista, informação obtida em reunião do Grêmio Estudantil em 20 de maio de 2026, a gestão escolar esclareceu não ter havido confirmação da entrada de militar no local, mas apenas acionamento da coordenação diante de suspeita de uso de cigarro eletrônico por estudantes, não tendo sido identificadas vítimas formalizadas nem autoria definida, muito embora o episódio tenha gerado repercussão entre as/os discentes”

A própria Seduc teria admitido ao prestar informações ao MP a existência de diversos casos de assédio sexual relatados e teria recomendado à unidade “a adoção de postura diligente diante da recorrência dos relatos, o fortalecimento de ações educativas e o alinhamento permanente com os servidores cívico-militares quanto aos limite”.

Mesmo diante das denúncias, o MP constatou a falta de militares do sexo feminino na escola e, por isso, decidiu abrir a investigação para apurar se há negligência por parte da Seduc e da direção da escola.

“(…) não obstante as iniciativas pontuais adotadas, remanescem irregularidades administrativas não sanadas, notadamente: a ausência de capacitação específica e continuada dos servidores e equipe gestora quanto aos limites de sua atuação e à prevenção do assédio sexual; a ausência de regimento ou protocolo interno formal disciplinando os procedimentos de abordagem de alunos, o uso de detector de metais e as situações excepcionais de necessidade de ingresso em banheiros; e a falta de servidora militar do sexo feminino especificamente destinada às abordagens de alunas”

O MP oficiou a Seduc para que, no prazo de 15 dias, informe e comprove documentalmente as medidas concretas adotadas para a alocação de servidora militar do sexo feminino destinada às abordagens de alunas, inclusive prazo estimado para sua efetivação; cronograma  capacitação continuada e específica sobre prevenção e enfrentamento ao assédio e à exploração sexual de crianças e adolescentes, destinada aos servidores e equipe gestora da unidade; a existência de regimento interno ou protocolo formal disciplinando os procedimentos de abordagem de alunos, o uso de detector de metais e as situações excepcionais de necessidade de ingresso de servidores em banheiros; a elaboração e implementação do Plano de Segurança Escolar e da existência de novas reclamações, denúncias ou ocorrências de natureza semelhante após a diligência técnica de agosto de 2026, com indicação das providências adotadas em cada caso.

O promotor ainda designou audiência extra-judicial com participação de dirigentes da escola e da Seduc-MT.

Fonte: Isso é Notícia

Doze países anunciam sanções ao comércio com colônias israelenses na Cisjordânia

Doze países, incluindo Espanha, França e Reino Unido, anunciaram, nesta terça-feira (8), sanções ao comércio de bens com os assentamentos “ilegais” de Israel na Cisjordânia, em protesto à violência dos colonos contra os palestinos e a expansão dessas comunidades.

Canadá, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Islândia, Noruega, Polônia, Portugal e Suécia também aplicarão medidas contra o comércio com estes assentamentos, indicaram os ministros das Relações Exteriores dos doze países em uma declaração conjunta. 

Em represália às sanções impostas por países ocidentais, por iniciativa do Reino Unido, Israel ordenou nesta terça-feira o fechamento do consulado britânico em Jerusalém. 

A decisão das doze nações ocorre após várias semanas de intensificação dos ataques de colonos israelenses contra localidades palestinas na Cisjordânia, situação que provocou ampla condenação internacional. 

Irlanda e Espanha já haviam adotado medidas contra o comércio com as colônias israelenses e, diante da ausência de uma decisão semelhante a nível da União Europeia, principal parceiro comercial de Israel, outros países, como a França, decidiram agir em âmbito nacional.

“A situação está se deteriorando rapidamente em um contexto de níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão dos assentamentos”, alertaram os chanceleres dos doze países.

O presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disseram nesta terça-feira que os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada minam as perspectivas de uma solução de dois Estados. 

“A expansão sistemática dos assentamentos na Cisjordânia, assim como o drástico aumento da violência por parte dos colonos, representam uma ameaça direta e urgente a essa visão de paz”, disseram os líderes em comunicado conjunto.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não vão aderir às sanções.

“Obviamente, não vamos fazer o que o Reino Unido fez”, declarou Rubio a jornalistas antes de partir em uma viagem à América Latina, acrescentando: “Não queremos ver nada desestabilizador acontecendo neste momento na Cisjordânia, com tudo o que está acontecendo na região”.

Entre os projetos israelenses destacados pelos ministros está o do assentamento E1, aprovado por Israel no ano passado após décadas de congelamento, que prevê a construção de 1.200 moradias na Cisjordânia e isolaria ainda mais Jerusalém Oriental do restante do território ocupado.

– “À beira da explosão” –

Durante um discurso no Parlamento britânico, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, acusou Israel de fazer “vista grossa” à “limpeza étnica” perpetrada por colonos israelenses. 

“Posso anunciar hoje que vamos instaurar uma proibição de importação de produtos procedentes de assentamentos ilegais situados nos territórios ocupados”, acrescentou Miliband. 

O chanceler israelense, Gideon Saar, reagiu, por sua vez, afirmando que “as acusações formuladas” pelo seu homólogo britânico perante o Parlamento “são falsas”.

Em um comunicado publicado na rede social X, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, disse que Paris colocará “fim ao comércio com as colônias israelenses na Palestina (…) porque a Cisjordânia está à beira da explosão”.

Cerca de três milhões de palestinos vivem ao lado de mais de 500.000 israelenses instalados em assentamentos na Cisjordânia, sem contar Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel.

Segundo um levantamento da AFP baseado em dados do Ministério da Saúde palestino, pelo menos 1.105 palestinos morreram na Cisjordânia pelas forças israelenses ou por colonos desde o início da guerra em Gaza.

De acordo com o direito internacional, todas as colônias israelenses neste território ocupado desde 1967 são ilegais. 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu continuar com a expansão dos assentamentos na Cisjordânia apesar da crescente pressão internacional.

Fonte: Swisiinfo

Em meio a velório de 62 crianças em Gaza, cresce pressão internacional contra Israel

Neste domingo (6), palestinos realizam um velório em massa de 100 pessoas em Gaza, sendo 62 crianças. Os corpos foram recentemente encontrados em meio aos escombros devido a ataques recentes de Israel. Mais de 73 mil pessoas já foram mortas desde outubro de 2023, quando os ataques de Israel à Palestina ficaram mais intensos.

Neste mesmo dia, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou a retirada de assentamentos israelenses que o próprio país considera irregulares na Cisjordânia, mas não estabeleceu prazo para que isso ocorra. O pronunciamento ocorre um dia após o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, em visita à Cisjordânia – território palestino ocupado por Israel –, afirmar que não existe nenhum plano israelense para deslocar a população de Gaza.

Ainda neste domingo, ministros das Relações Exteriores de oito países muçulmanos fizeram um pronunciamento conjunto em que condenam o plano de deslocamento forçado apresentado por Israel. Na última semana, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, anunciou a expulsão de 250 mil palestinos em 12 meses. Já os dois milhões de habitantes do território palestino seriam retirados em até seis anos.

Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Indonésia e Turquia endossaram a postura dos Estados Unidos e disseram que as ações de Israel estão impedindo a efetivação do plano de paz firmado em outubro de 2025.

Relatório de agência da ONU

Em 16 de agosto, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), criada em 1949 para prestar ajuda humanitária ao povo palestino, divulgou um relatório sobre a situação de saúde em Gaza. Até junho de 2026, apenas 19 hospitais permaneciam parcialmente operacionais, com cerca de 2,2 mil leitos e apenas 107 de UTI para uma população superior a dois milhões de pessoas. A estrutura remanescente busca atender mais de 172,4 mil feridos, dos quais aproximadamente um quarto sofreu sequelas graves e permanentes, como amputações e lesões neurológicas. Mesmo após o cessar-fogo, restrições à entrada de materiais impedem a recuperação da capacidade hospitalar.

Segundo o documento, a crise também é resultado de ataques à infraestrutura e à força de trabalho da saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 971 ataques contra serviços de saúde entre outubro de 2023 e junho de 2026, afetando ao menos 804 instalações médicas e inutilizando 268 ambulâncias. Mais de 1,7 mil profissionais de saúde foram mortos ou feridos. A escassez de medicamentos, equipamentos e combustível agrava o quadro: o relatório afirma que 97% das instalações enfrentam falta de equipamentos médicos e mais de 80% sofrem com escassez crítica de medicamentos.

O impacto ultrapassa o atendimento hospitalar e se traduz em mortes evitáveis, doenças e agravamento da vulnerabilidade social. O relatório atribui à demora na saída de Gaza a morte de pelo menos 1.268 pacientes com câncer até janeiro de 2026 e de outros 300 pacientes graves após o cessar-fogo. A deterioração do saneamento e a superlotação favoreceram surtos de poliomielite, meningite e outras doenças, enquanto a insegurança alimentar atinge mais de 70% das crianças menores de dois anos. Entre gestantes e recém-nascidos, o colapso da assistência materno-infantil eleva ainda mais os riscos.

Fonte: Brasil de Fato

Cidade mineira de 7 mil alunos comprou 10 mil livros didáticos de Augusto Cury por cerca de R$ 2 milhões

Em dois anos, a cidade mineira de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, fez duas compras consecutivas de materiais didáticos do escritor, psiquiatra e, agora, candidato a presidente Augusto Cury (Avante).

O município, de cerca de 80 mil habitantes, comprou 10,5 mil livros do Programa Escola da Inteligência entre 2015 (7,2 mil) e 2016 (3,3 mil), por R$ 1,8 milhão. O material didático faz parte do Programa Escola da Inteligência e também conta com videoaulas para os professores aplicarem a metodologia nas salas de aula. Os livros contemplam alunos da educação infantil até o 9º ano do ensino fundamental.

A rede municipal de Lagoa Santa, em 2015, contava com 7,5 mil estudantes entre creche, ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA), de acordo com o Censo Escolar do Inep.

O contrato informa que o material é desenvolvido por Cury, embora a editora contratada não pertença ao presidenciável.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

“[O material é] desenvolvido como uma metodologia da Teoria Multifocal idealizada pelo médico psiquiatra e escritor Augusto Cury, que tem o objetivo de desenvolver os amplos aspectos da inteligência, promover a saúde emocional e a paz com a construção de relações saudáveis”, diz o contrato.

A Secretaria Municipal de Lagoa Santa foi consultada para falar sobre as aquisições, mas não respondeu. Augusto Cury também foi procurado, por meio da assessoria de imprensa, mas não quis comentar. Caso a prefeitura ou Cury se manifestem, a reportagem será atualizada.

Fonte: Metróples

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