Israel mata duas brasileiras no Líbano: menina de 11 anos e sua mãe

O Brasil precisa romper relações diplomáticas com o estado genocida de Israel

O Itamaraty confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma menina brasileira de 11 anos, da mãe dela, também brasileira, e do pai, libanês, após um ataque israelense no sul do Líbano.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, quando ocorreu o bombardeio. Um dos filhos do casal, irmão da criança morta, foi levado ao hospital.

O governo brasileiro disse ter recebido a notícia “com consternação e pesar” e atribuiu as mortes a um ataque das Forças de Defesa de Israel.

A ofensiva ocorreu no domingo (26), mesmo com um cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. O acordo havia sido prorrogado até a segunda quinzena de maio.

De acordo com o Exército israelense, os ataques foram realizados após “repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah”. A ofensiva foi precedida por alerta de evacuação em cidades e vilarejos do sul libanês.

O Brasil tem defendido a saída imediata das tropas israelenses do Líbano e a extensão do cessar-fogo à região, com garantia da soberania libanesa.

Abaixo, a íntegra da nota do Itamaraty:

governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.

Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.

Fonte: DCM

MP e PF investigam rede de corrupção na Polícia Civil de Tarcísio de Freitas, em São Paulo

Investigação aponta rede de corrupção com atuação em unidades da Polícia Civil e movimentação bilionária

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou nesta segunda-feira (27) denúncia contra 23 pessoas investigadas por participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria atuado de forma estruturada por pelo menos quatro anos na capital paulista. Entre os denunciados estão operadores financeiros, advogados, intermediários e policiais civis. Eles respondem por associação criminosa, corrupção ativa e passiva e fraude processual, informa a CNN Brasil. 

Segundo a Polícia Federal (PF), as investigações indicam a existência de uma rede de corrupção com atuação em diferentes unidades da Polícia Civil de São Paulo, voltada à manutenção de atividades ilícitas. O esquema teria movimentado valores bilionários por meio de empresas de fachada, evasão de divisas e mecanismos como “ticketagem” com cartões de alimentação.

As apurações apontam que os primeiros registros de transferências sistemáticas de propina a policiais civis ocorreram em agosto de 2020. Os agentes estariam ligados diretamente a investigações em andamento. Também foram identificadas tentativas de interferência nas apurações, incluindo retirada de documentos e substituição de dispositivos eletrônicos apreendidos durante operações.

Na denúncia, o MPSP solicita a manutenção das prisões preventivas de parte dos acusados, além da manutenção de medidas patrimoniais adotadas no âmbito da Operação Bazaar. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também pediu o bloqueio de bens e valores de policiais civis denunciados.

O Ministério Público afirma que a atuação de agentes públicos envolvidos em corrupção compromete a confiança da sociedade nas instituições de segurança pública. Por isso, requer também a reparação por dano moral coletivo.

Operação Bazaar e desdobramentos

A Operação Bazaar foi deflagrada em 5 de março pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal para investigar corrupção e lavagem de dinheiro em departamentos da Polícia Civil paulista. Na ocasião, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis intimações relacionadas a medidas cautelares.

A decisão judicial que autorizou a operação apontou um “elevado grau de prática de corrupção sistêmica” envolvendo policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania) e do 16º Distrito Policial (Vila Clementino).

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que a Corregedoria da Polícia Civil acompanha e colabora com as investigações. A Polícia Civil declarou que não compactua com desvios de conduta e que “todas as medidas legais e disciplinares cabíveis serão adotadas caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”.

Fonte: Brasil 247

Assassinatos e casos de trabalho escravo no campo aumentam no país

Comissão Pastoral da Terra apresenta dados sobre conflitos em 2025

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou, nesta segunda-feira (27), a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo BrasilHouve uma queda de 28% nas ocorrências: foram 1.593 em 2025, contra 2.207 em 2024. Porém, os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram: passaram de 13 para 26 vítimas no ano passado.

Assassinatos e casos de trabalho escravo no campo aumentam no país. Foto: CPT/Divulgação
Conflitos no campo no país – CPT/Divulgação

A maior parte dos assassinatos aconteceu na Amazônia Legal. Foram 16 casos, distribuídos entre os estados do Pará (sete), Rondônia (sete) e Amazonas (dois).

“Esses números revelam o avanço de um projeto histórico de expansão colonial e capitalista sobre a Amazônia, que continua atingindo e transformando os povos e territórios inteiros em alvos de expropriação e extermínio”, analisa a integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues.

Ela também atribui esse quadro ao fortalecimento do “consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas”.

O relatório mostra que os fazendeiros são os principais agentes envolvidos nos assassinatos. Dos 26 casos, eles foram responsáveis por 20, seja na condição de mandantes ou de executores.

Outros registros de violência que também tiveram crescimento de 2024 para 2025 foram as prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de cinco para 142) e cárcere privado (de um para 105).

“A alta dos casos de humilhação e cárcere, por exemplo, se dá pela ação arbitrária da Polícia Militar do estado de Rondônia, que, em novembro de 2025, no contexto da Operação Godos, interrompeu uma reunião pública com cerca de 100 famílias sem terra, despejadas de seus acampamentos, e servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar”, analisa o documentalista do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT) Gustavo Arruda.

“O aumento dos casos de prisões também se dá por conta de ações pontuais da força do Estado sobre comunidades. É reflexo da polícia do estado da Bahia, que prendeu cerca de 24 povos originários da Terra Indígena (TI) Barra Velha; e da Polícia Militar de Rondônia, que realizou diversas operações de perseguição a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, complementa.

Violência

Quando considerados todos os tipos de conflitos, a violência por terra tem o maior percentual (75% ou 1.186 casos), seguida por conflitos trabalhistas (10% ou 159), conflitos pela água (9% ou 148), e acampamentos, ocupações e retomadas (6% ou 100).

Os principais casos de violência na terra foram: contaminação por agrotóxicos (127 casos), invasão (193) e pistolagem (113). As principais vítimas foram os povos indígenas (258 ocorrências), seguidos por posseiros (248), quilombolas (244) e povos sem-terra (153).

Os fazendeiros representam a categoria que mais causou violência no eixo terra (515 casos), seguidos por empresários (180), governo federal (114) e governos estaduais (85).

Os principais casos de conflito pela água envolveram a resistência do povo do campo contra destruição ou poluição (1034), não cumprimento de procedimentos legais (754), diminuição do acesso à água (425) e contaminação por agrotóxico (129).

Os indígenas foram as principais vítimas nos conflitos por água (42 ocorrências), seguidos dos quilombolas (24), pequenos agricultores (20) e os ribeirinhos (17).

Os principais agentes causadores de violências no eixo água foram: mineradoras (34), empresários (29), garimpeiros (26), fazendeiros (23) e usinas hidrelétricas (nove).

Trabalho escravo

O relatório da CPT indica que houve aumento de 5% nos casos de trabalho escravo ou análogo à escravidão (foram 159 em 2025) e de 23% no total de trabalhadores resgatados nesta condição (1.991).

Os pesquisadores destacam a construção de uma usina no município de Porto Alegre do Norte (MT): 586 pessoas foram resgatadas. Elas eram aliciadas nas regiões Norte e Nordeste do país, obrigadas a dormir em quartos precários e superlotados, tinham alimentação precária e sofriam com ausência frequente de água e de energia.

As atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados são: construção de usina (586), lavouras (479), cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154). Segundo a CPT, são setores que historicamente concentram os maiores registros de trabalho escravo, com destaque recorrente para as lavouras e a pecuária.

Assassinatos e casos de trabalho escravo no campo aumentam no país. Foto: CPT/Divulgação
Trabalho escravo no campo – CPT/Divulgação

Plataforma Socioambiental

A CPT lançou nesta segunda-feira, em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o Observatório Socioambiental, iniciativa da sociedade civil que reúne dados sistematizados entre 1980 e 2023 sobre violações de direitos humanos, desmatamento e expansão da agricultura industrial no Brasil.

Segundo os organizadores, dados de diferentes fontes estarão reunidos, cruzados e disponibilizados em um ambiente digital interativo, que permitirá visualizar, de forma segmentada, por estados e municípios, a relação direta entre o avanço da produção de commodities e os conflitos socioambientais no país.

Fonte: Agência Brasil

“Família de gangsters”, diz escritor Milton Hatoum em crítica à gestão de Bolsonaro

O escritor Milton Hatoum, em entrevista a Bob Fernandes, fez duras críticas à família Bolsonaro em uma recente declaração, chamando seus membros de “gangsters” e “facínoras”. Ele afirmou que a família tem causado um impacto negativo na sociedade brasileira, especialmente devido à atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de COVID-19. Segundo Hatoum, a negligência do ex-presidente levou à perda de milhares de vidas no Brasil. Recentemente, o novo imortal da Academia Brasileira de Letras concedeu entrevista ao DCM.

Hatoum também mencionou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não assumiu a responsabilidade pelas ações durante a crise sanitária. Ele destacou que a postura do governo, ao minimizar os riscos da pandemia e desestimular medidas de proteção, teve graves consequências para a saúde pública no Brasil. O escritor acusou o governo de não ter priorizado a vida das pessoas em um momento crítico.

A crítica de Hatoum foi acompanhada por uma repercussão significativa nas redes sociais. Diversos internautas expressaram suas opiniões sobre as declarações do escritor, gerando um debate sobre o impacto do governo Bolsonaro na sociedade. Algumas pessoas endossaram as palavras de Hatoum, enquanto outras defenderam o ex-presidente e sua gestão durante a pandemia.

Além disso, a declaração de Hatoum gerou uma comparação do movimento bolsonarista a uma “seita”. Isso ocorreu principalmente entre os críticos do governo, que acreditam que o apoio a Bolsonaro continua a ser muito forte entre seus seguidores, mesmo diante das falhas apontadas na gestão da crise sanitária. Para esses críticos, os apoiadores de Bolsonaro mantêm uma fé inabalável na figura do ex-presidente. Confira a entrevista:

https://x.com/Bob_Fernandes/status/2047450444897587589?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2047450444897587589%7Ctwgr%5E7caf0dc4aa8fa40aa812fae1d06191ea916cdb56%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.diariodocentrodomundo.com.br%2Fvideo-familia-de-gangsters-diz-milton-hatoum-em-critica-a-gestao-de-bolsonaro%2F

Por outro lado, os apoiadores de Bolsonaro reagiram às críticas de Hatoum defendendo a atuação do ex-presidente durante a pandemia. Para eles, a gestão de Bolsonaro foi uma tentativa de balancear a proteção da economia com a saúde pública. Os defensores do ex-presidente argumentam que ele foi vítima de uma campanha difamatória e que tomou decisões difíceis em meio a uma crise global.

O debate sobre a família Bolsonaro não se limita às críticas feitas por Hatoum. Após o fim do governo, o movimento político em torno da família Bolsonaro continua a ter uma base significativa de apoio. A figura de Jair Bolsonaro ainda é central para muitos de seus seguidores, que continuam a defender suas políticas e ações.

A postura do ex-presidente e sua influência política continuam a ser um tema de discussões acaloradas no Brasil. Enquanto algumas pessoas o consideram um líder que defendeu os interesses do país, outras apontam falhas em sua gestão e consideram que suas ações durante a pandemia foram prejudiciais à população.

A declaração gerou repercussão nas redes sociais, com a sociedade ainda dividida sobre o impacto do governo Bolsonaro. A família continua sendo alvo de discussões sobre seu legado político.

Fonte: DCM

Lula lidera cenários de 1º e 2° turno, diz pesquisa BTG/Nexus

O presidente Lula (PT) registrou uma leve recuperação numérica nas simulações de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo a segunda pesquisa BTG Pactual/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta segunda-feira (27). O presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% do senador, em cenário de empate técnico dentro da margem de erro. No levantamento anterior, feito em março, os dois estavam empatados em 46%.

A oscilação indica uma pequena melhora relativa de Lula no confronto direto com o principal nome do bolsonarismo testado pela pesquisa. Enquanto o petista manteve os mesmos 46% do levantamento anterior, Flávio recuou um ponto percentual. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que mantém a disputa tecnicamente empatada.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente teria 45%, contra 41% do ex-governador de Goiás. No levantamento anterior, o placar era de 46% a 41%. Já contra Romeu Zema (Novo), Lula também aparece com 45%, diante de 41% do ex-governador mineiro. Em março, o resultado era de 46% a 40%.

No primeiro turno, Lula lidera os três cenários testados. Na simulação com oito pré-candidatos, o presidente marca 41%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 36%. Romeu Zema tem 4%, Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão) registram 3% cada, Augusto Cury (Avante) aparece com 2%, e Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 1%.

Em um cenário sem Augusto Cury e Daciolo, Lula mantém 41%, enquanto Flávio Bolsonaro recua de 38% para 36% em relação à pesquisa de março. Zema sobe de 4% para 5%, Caiado permanece com 4%, Renan Santos vai de 2% para 4%, e Aldo Rebelo passa de 0% para 1%. 

A pesquisa também testou um cenário com cinco nomes, sem Zema, Cury e Daciolo. Nesse caso, Lula aparece com 41%, Flávio Bolsonaro com 38%, Caiado com 6%, Renan Santos com 4% e Aldo Rebelo com 1%. Brancos, nulos e eleitores que não votariam em nenhum dos nomes somam 7%, enquanto indecisos ou que não responderam são 2%.

Na pesquisa espontânea, Lula passou de 32% para 33%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 26%. Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível e em prisão domiciliar, manteve 2%. Renan Santos e Zema aparecem com 2% cada, e Caiado registra 1%.

A rejeição a Lula oscilou de 49% para 48%, enquanto a de Flávio Bolsonaro ficou estável em 48%. A aprovação do trabalho do presidente também teve leve melhora, passando de 45% para 46%. A desaprovação caiu de 51% para 49%.

A BTG Pactual/Nexus ouviu 2.028 eleitores por telefone, entre sexta-feira (24) e domingo (26), nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-01075/2026.

Fonte: DCM

Dino propõe mudanças na lei para punir com mais rigor crimes no Judiciário

O ministro do STF Flávio Dino propôs mudanças no Código Penal para endurecer a punição de crimes cometidos por integrantes do sistema de Justiça, como juízes, procuradores, promotores, advogados, defensores, assessores e servidores.

A proposta aumenta as penas para delitos como peculato, corrupção passiva, prevaricação e tráfico de influência quando praticados no exercício da função. Dino também defende o afastamento imediato do investigado após o recebimento da denúncia e a perda automática do cargo em caso de condenação definitiva.

O ministro ainda sugere a criação de uma tipificação mais ampla para obstrução de Justiça, alcançando qualquer conduta destinada a dificultar investigações ou processos. Para ele, interferências internas no funcionamento do Judiciário precisam receber tratamento penal mais rígido.

Segundo Dino, os mecanismos atuais de controle, como os conselhos de fiscalização, não têm sido suficientes para conter redes de corrupção e lavagem de dinheiro dentro das instituições. Ele sustenta que a resposta administrativa isolada não basta diante da gravidade dos casos.

No texto, o ex-ministro da Justiça afirma que a credibilidade do sistema depende da punição exemplar de seus próprios membros. Ele chama esse tipo de violação de “justicídio” e diz que a leniência com agentes da lei compromete a confiança pública nas instituições.

Entre as medidas, Dino também propõe que advogados denunciados tenham o registro suspenso e, se condenados, cassado em definitivo. A avaliação do ministro é que o sistema de Justiça precisa adotar rigor interno para preservar sua legitimidade e impedir a continuidade de práticas ilícitas.

Fonte: DCM

Movimento Brasil Laico lança campanha “templo religioso não é palanque eleitoral”

O objetivo da campanha “Eleições Laicas” é combater os abusos promovidos por lideranças religiosas nas eleições 2026, pois “templo religioso não é palanque eleitoral”

O Movimento Brasil Laico lançou a campanha “Eleições Laicas” com o objetivo de fiscalizar e denunciar propaganda eleitoral irregular em templos religiosos em todo o país. A iniciativa surge em meio ao aumento de práticas político-eleitorais em ambientes religiosos, o que, segundo a entidade, fere o princípio da laicidade do Estado.

A campanha tem como base a Lei nº 9.504/1997, que proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em templos. A proposta é coibir o uso de espaços religiosos como palanques políticos durante o período eleitoral.

Entre as ações previstas estão a criação de um canal de denúncias, a triagem jurídica dos casos antes do envio à Justiça Eleitoral e a disponibilização de modelos para que cidadãos possam formalizar representações. A campanha será realizada de forma contínua em anos eleitorais, com foco também na identificação de propaganda antecipada.

A entidade já encaminhou denúncias ao Ministério Público Federal envolvendo líderes religiosos e políticos por suposta realização de atos de campanha durante cultos. Outros casos também foram protocolados junto à Justiça Eleitoral em 2026.

Fonte: Movimento Brasil Laico

Sindicatos denunciam 20 irregularidades documentadas no HGE de Maceió

As irregularidades abaixo são baseadas em denúncias formais de sindicatos, fiscalizações de conselhos de classe, investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, e reportagens jornalísticas com fontes identificadas. Algumas estão em apuração pelos órgãos competentes.

1. Superlotação crônica na Ala Vermelha (Trauma) — acima de 150% da capacidade

Durante vistoria do SINDPREV/AL em janeiro de 2026, o setor de Trauma, que deveria funcionar com 10 leitos, estava abrigando entre 20 e 30 pacientes a mais, numa superlotação de mais de 150%. Profissionais exaustos atendiam casos graves misturados com pacientes de ortopedia eletiva, aguardando regulação por dias. 

2. Pacientes em macas e cadeiras nos corredores — uso de “leito virtual”

A prática do “leito virtual” consiste em registrar pacientes no sistema como internados sem que haja cama física disponível, com pessoas acomodadas em cadeiras de ferro, macas de ambulância retidas ou colchões ou macas no chão dos corredores, distorcendo as métricas oficiais de ocupação.

3.Falhas na rede elétrica: 

Relatórios apontaram a inexistência ou inadequação de projetos para o sistema elétrico, sobrecarregando a rede e comprometendo o funcionamento de equipamentos.

Manutenção de geradores: Vistorias identificaram que parte dos geradores de energia do hospital estava inoperante, mantendo o sistema operando no limite.

Deficiência na refrigeração: Problemas persistentes nos sistemas de ar-condicionado impactam alas críticas, como a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), gerando condições insalubres.

Instalações físicas inadequadas: Vistorias técnicas apontaram corredores com pisos irregulares e setores amontoados com equipamentos quebrados.

Infraestrutura precária de conservação: 

Elevador que dá acesso ao segundo andar quebrado há meses, dificultando transporte de pacientes, reposição de água nos andares, transporte de alimentos para os pacientes internos etc

Goteiras na entrada do hospital com odor fétido, em frente ao refeitório, no setor da secretaria hospitalar, no segundo andar  etc há meses

Risco biológico no HGE de Maceió – Sala de Banho CTQ

“A diretora do SINDPREV-AL, Olga Chagas esteve reunida na  quarta-feira (17 de dezembro de 2025) com o Diretor Médico do Hospital Geral do Estado Miquéias Damasceno Júnior e o Coordenador de Assistência hospitalar Elton Fagner para apresentar um documento oficial da entidade contendo uma série de denúncias quanto às condições precárias de trabalho enfrentadas atualmente pelos servidores/as do Hospital. Esta não é a primeira vez que o Sindicato procura a direção do HGE e também a SESAU para apresentar demandas urgentes para o bom andamento do trabalho desempenhado de pelos trabalhadores e trabalhadoras da Saúde, em especial os/as Técnicos de Enfermagem.

Para se ter uma ideia, há um grande fluxo de pacientes na Ala Vermelha/Trauma e Ortopedia, onde em algumas situações, apenas quatro trabalhadores de saúde atendem entre 25 e 40 pacientes, o que é praticamente impossível, desumano, ultrapassando o dimensionamento legal, causando um estresse em alto nível.”

Encaminhamentos

“O Diretor Médico Miquéias Damasceno se comprometeu em repassar todas as demandas para o Diretor Geral para que sejam dados os devidos encaminhamentos. Ele se comprometeu ainda de rever o fluxo dos pacientes para a ALA Azul e distribuir nos leitos de retaguarda que forem disponibilizados.

Com relação ao problema das medicações, o Diretor informou que vai ser garantido o abastecimento, onde haverá kits disponíveis, para evitar que os trabalhadores e trabalhadoras se desloquem a todo instante para pegar estes medicamentos.

Um ponto importante é a reabertura da saída de emergência da Ala Vermelha, pois há relatos de risco a integridade física dos trabalhadores e trabalhadoras, exatamente por não terem como sair do local de forma segura. Uma vez que tem sido recorrentes as agressões praticadas aos trabalhadores.”

4. Racionamento formal de soro fisiológico no período natalino de 2025

Um comunicado interno assinado pela coordenadora de Assistência Farmacêutica do HGE formalizou limites diários para o uso de soro fisiológico entre 24 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026, solicitando que profissionais priorizassem a substituição de medicamentos intravenosos por vias orais em razão de restrição de estoque. 

5. Falta de insumos básicos — seringas e medicações para queimados e cirurgia plástica

Funcionário do hospital relatou, com pedido de anonimato, a falta de insumos básicos para atendimento de pacientes queimados e procedimentos plásticos, incluindo seringas e determinadas medicações, com profissionais sendo orientados a substituir medicamentos venosos por orais mesmo em situações clinicamente sensíveis. 

6. Escassez crítica de insumos — familiares obrigados a comprar materiais básicos

Em março e julho de 2025, o SINDPREV e o Sindicato dos Médicos denunciaram formalmente a escassez crítica de insumos, chegando ao ponto em que familiares de pacientes precisavam comprar materiais básicos para garantir o tratamento.

7. Medicamentos vencidos encontrados em fiscalização

Fiscalização do COFEN flagrou medicamentos vencidos no HGE, além de alimentos guardados em geladeiras que deveriam ser usadas exclusivamente para conservação de medicamentos, o que representa risco de contaminação cruzada.

8. Desperdício sistêmico de soro — frascos de 1 litro para procedimentos de 100 ml

O SINDPREV denunciou que a farmácia liberava bolsas de 1 litro de soro para procedimentos que exigiam apenas 100 ml, resultando em descarte de insumos públicos por ausência de frascos em tamanhos adequados. 

9. Assédio moral institucionalizado — ameaças de mudança de escala e represálias

Servidores de diversas alas do HGE denunciaram estar sendo assediados por coordenações em represália a discordâncias, com ameaças de alteração de escalas e, em um dos casos, uma coordenadora chegou a fornecer seu contato pessoal a pacientes para que monitorassem a conduta de funcionários. 

10. Aparelhamento político — substituição de servidores concursados por indicados

Funcionário interno denunciou insatisfação com mudanças administrativas no setor de farmácia, incluindo a retirada de servidores concursados de cargos de chefia, substituídos por pessoas ligadas a indicações políticas da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU). 

11. Funcionários “fantasmas” — presença registrada e saída imediata do hospital

Denúncias apontam que alguns funcionários, apesar de constarem na escala, burlavam o sistema de ponto eletrônico, marcando presença apenas visualmente e retornando para casa ou outros locais de trabalho, com possível conivência da gestão, o que configura potencial improbidade administrativa. 

12. Técnicos de enfermagem exercendo funções de enfermeiros — desvio de função ilegal

A fiscalização do COFEN constatou que técnicos e auxiliares de enfermagem estavam exercendo funções que seriam exclusivas de enfermeiros, em razão da insuficiência de profissionais habilitados no quadro, o que representa exercício irregular da profissão. 

13. Dimensionamento inadequado — 4 técnicos para 25 a 40 pacientes simultâneos

A Ala Vermelha (Trauma) registrou situações em que apenas quatro trabalhadores eram responsáveis pelo atendimento de 25 a 40 pacientes ao mesmo tempo, conforme denúncia formal do SINDPREV entregue à direção do HGE em 15 de dezembro de 2025. 

14. Trabalhadores contratados sem direito a férias e remuneração em licença médica

O SINDPREV-AL denunciou o tratamento imposto aos trabalhadores contratados pela Superintendência de Gestão de Valorização de Pessoas da SESAU, que eram obrigados a trabalhar doentes, sem direitos básicos garantidos como férias e remuneração durante licenças médicas. 

15. Ambulâncias sem ar-condicionado, com vazamento de gás e sem higienização

Em reunião com a direção do HGE em dezembro de 2025, o SINDPREV denunciou que ambulâncias do hospital operavam sem ar-condicionado, com vazamento de gás e sem higienização adequada, com condutores relatando chegarem exaustos e expostos a sangue e sujeira. Há também relatos de ambulâncias quebrando durante o transporte de pacientes por falta de manutenção. 

16. Infraestrutura degradada — mofo, infiltrações, buraco no teto tampado com papelão

Relatórios de fiscalização revelaram a existência de um buraco no teto de uma enfermaria tampado com papelão, setor que havia alagado anteriormente, enquanto o governo estadual divulgava investimentos milionários em novas unidades hospitalares. 

17. Centro Cirúrgico com expurgo inoperante — secreções descartadas em vasos sanitários comuns

O SINDPREV denunciou situação grave de risco sanitário no Centro Cirúrgico do HGE: com o expurgo inoperante, secreções estavam sendo descartadas em vasos sanitários comuns e materiais contaminados circulavam por corredores, elevando o risco de infecção hospitalar. 

18. Descarte irregular de materiais perfurocortantes no CME

O SINDPREV e o Sindicato dos Médicos denunciaram formalmente o descarte irregular de materiais perfurocortantes na Central de Material e Esterilização (CME), além da falta de fluxo na farmácia hospitalar, colocando em risco tanto servidores quanto usuários do hospital. 

19. COOPNEURO suspendeu atendimentos por 5 meses de atraso nos repasses da SESAU

A COOPNEURO, cooperativa responsável pelos serviços de Neurologia e Neurocirurgia no HGE, anunciou paralisação total das atividades a partir de outubro de 2025 após cinco meses consecutivos sem receber pagamentos da SESAU — de maio a setembro de 2025 —, deixando o hospital sem cobertura neurológica. 

20. Rombo de R$ 120 milhões na SESAU investigado pela Polícia Federal — impacto direto no HGE

A Polícia Federal revelou um rombo de R$ 120 milhões na SESAU, expondo esquema de corrupção com desvio de recursos e lavagem de dinheiro. O SINDPREV apontou que esses recursos, destinados à ampliação de leitos, compra de equipamentos e contratação de profissionais, foram subtraídos, agravando diretamente o colapso assistencial no HGE. 

Durante visita ao HGE, realizada pelo SINDPREV/AL, na quarta-feira (07/01/26), foi constatado a superlotação extrema do setor, marcada pela alta demanda de pacientes em estado grave, misturados com pacientes da ortopedia de procedimentos eletivos, aguardando atendimento por horas, aguardando dias para serem encaminhados, além de profissionais exaustos trabalhando no limite, o que evidencia um sistema que opera em permanente estado de caos.

Fonte: AR NEWS

SALVEM OS BURROS!

Flávio Show – Funcionário dos Correio

Maceió, 26 de Abril/ 2026

Acabou o BBB da Globo com a bolada nas mãos da Ana Paula Renault, progressista de carterinha, mas o Brasil, descoberto por Pedro Álvares Cabral tem um BBB que atormenta a vida de muitos brasileiros, há quem goste, acompanha, vota, torce e faz de tudo para que seus componentes não saiam da casa, nesse caso, da Casa do Povo, pois esse BBB é dividido em bancadas, a do boi, a da bala e s da bíblia. Bancadas que discutem sem nenhum pudor como defender seus pares, seus líderes e seus “projetos”, mesmo que isso seja a falência dos seus “brothes” televisivos. No confessionário nada confessam, no quarto branco planejam novas artimanhas, são sorrateiros e tentam alcançar a liderança traindo aqueles que apostaram suas fichas e confiaram neles. As bancadas fizeram do Congresso Nacional um reality que hipnotiza seus telespectadores, fazendo da Casa do Povo uma atração pouco satisfatória pra quem está do lado de fora. Não se deixe enganar, nenhuma delas tem anjo!

Por falar em Casa do Povo, essa semana a votação sobre o Fim da Escala 6×1 com avanço na CCJ, a discussão segue e as bancadas BBB ja estão com o plano pronto pra barrar o projeto. Sostenes Cavalcante, aquele que não explicou ate hoje os 470 mil achados em sua casa pela PF, tenta convencer suas ovelhas que trabalhar um dia a menos será a falência do país, seguindo seu brother Marco Feliciano( leia sobre ele na Reflexão 280).
Kim kataguiri que nunca assinou sua CTPS, discursou contra e foi rebatido pela Samia Bonfim. O Kim foi tatrorado com um 7×1 da Samia, na verdade com 5×2 .
O trabalho dignifica o homem, dizem os parlamentares BBB, mas trabalham apenas 3 dias por semana. Acham que o povo é burro. Será que são?

Por falar em burro, a Argentina de Javier Milei, que teve sua campanha apoiada pelas bancandas BBB aqui no Brasil não deve ta muito feliz, pois a aposta de Milei é passar a serra elétrica assassinando os bichinhos orelhudos e transforma-los em churrasco. A crise no país vizinho ja fez suas vitimas, o povo, que foi burro e o burro do povo, que é muito mais inteligente que o próprio povo! Os hermanos, invejados pelo Tango e pelos suculentos churrascos à base de picanha bovina estão com suas panelas cheias de costelas do peludinho carregador de carga!
A serra elétrica de Milei ta a todo vapor e é bom tirar os burrinhos das ruas, pois cabeças podem rolar, direto para as panelas do povo, claro!
“Fuera”, Javier!

Pra finalizar; as profecias do Paulo Guedes não se cumpriram, pois o Brasil não virou uma Venezuela e nem uma Argentina, apesar de termos muitos burros por aqui, falo dos bipedes. Mas tudo pode mudar se nas próximas eleições a extrema direita voltar ao poder, a fila do osso volta, a pele de frango nos supermercados volta, as bancadas BBB se fortalecem mais ainda e os burros brasileiros de duas pernas e sem cérebro terão comer os burros de quatro patas com cérebro!
“Ouremos” , pois mexeu com o burro, mexeu com todos.

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 281

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