Internautas questionam onde Jair Renan arranjou R$ 400 mil para pagar dívida à vista

Internautas usaram as redes sociais para questionar de onde Jair Renan arranjou R$ 400 mil reais para pagar dívida à vista.

Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, quietou uma dívida com o banco Santander de mais de R$ 400 mil de uma vez só. Vereador em Balneário Camboriú (SC), ele firmou um acordo com a instituição na última semana.

Segundo o Metrópoles, ele emitiu um comprovante bancário no valor de R$ 409.542,14, pago à vista. A dívida é da empresa RB Eventos e Mídia Eireli, que contratou um empréstimo de R$ 291,4 mil em junho de 2023 e não quitou o valor.

Com os juros e multas, a dívida de Jair Renan chegou a R$ 360,2 mil com o banco. O Santander acionou a Justiça para cobrar o valor, que continuou aumentando até atingir o total de R$ 433,3 mil. O acordo entre as partes foi assinado na última semana.

O vereador se comprometeu a quitar a dívida até sexta (28) e o pagamento foi realizado no dia do vencimento. O Santander aceitou diminuir o valor da dívida após Jair Renan dizer que não tinha condições de quitar a dívida integralmente.

Caso o pagamento não fosse realizado até o próximo dia útil, seria aplicada uma multa de 2% sobre o valor e a dívida voltaria a ser de R$ 433,3 mil. A Justiça ainda poderia retomar a execução do débito retendo valores de suas contas bancárias ou apreendendo seus bens.

O salário de um vereador em Balneário Camboriú será R$ 11.480,00 em 2025. Jair Renan declarou ter R$ 42 mil em bens à Justiça Eleitoral quando registrou sua candidatura em agosto passado.

“Estarão mortos” Trump ameaça a população de Gaza

As ameaças do magnata surgem no dia em que os Estados Unidos e o Hamas confirmaram ter mantido contato direto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira 5 a população de Gaza com a morte se os reféns restantes da guerra entre Israel e Hamas não forem libertados. Ele também alertou os dirigentes do grupo islamista para que deixe o território enquanto podem.

“Para a população de Gaza: um lindo futuro os espera, mas não se retiverem os reféns. Se o fizerem, estão MORTOS! Tomem uma decisão INTELIGENTE. LIBERTEM OS REFÉNS AGORA, OU HAVERÁ UM INFERNO A PAGAR DEPOIS!”, escreveu o republicano em sua rede Truth.

Na mesma publicação, Trump exigiu ao Hamas que “devolva imediatamente todos os corpos das pessoas que assassinou” durante o ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.

“Este é seu último aviso! Para os dirigentes [do Hamas], agora é a hora de sair de Gaza, enquanto ainda têm oportunidade”, acrescentou. “Estou enviando a Israel tudo o que se necessita para terminar o trabalho, nem um único membro do Hamas estará a salvo”.

As ameaças do magnata, que se reuniu com familiares dos reféns nesta quarta, chegam no mesmo dia em que os Estados Unidos e o Hamas confirmaram ter mantido contato direto.

Essa postura rompe com a antiga política de Washington de não manter um diálogo direto com organizações que considera terroristas, como é o caso do Hamas.

Fonte: Carta Capital

Arte Pajuçara exibe Mostra O Brasil de Cacá Diegues

Durante a Mostra O Brasil de Cacá Diegues, a entrada será gratuita

De 10 a 14 de março, o Centro Cultural Arte Pajuçara exibe a Mostra O Brasil de Cacá Diegues, uma homenagem a um dos mais importantes cineastas do país.

Na programação, os filmes “Oito Universitários” (1967), “Joana Francesa” (1973), “Xica da Silva” (1976), “O Maior Amor do Mundo” (2006), “Chuvas de Verão” (1978) e “Bye Bye Brasil” (1979). Também teremos a mesa redonda “Cacá Diegues em várias versões”, com a participação de convidados discutindo sua trajetória no cinema.

A entrada é gratuita e, para a sessão de abertura, é necessário confirmar presença pelo link https://www.sympla.com.br/evento/abertura-mostra-caca-diegues/2857894
Para as sessões programadas de terça a sexta os convites estarão disponíveis 1h antes do seus início na bilheteria do Centro Cultural Arte Pajuçara.

Ascom/Centro Cultural Arte Pajuçara

Jovem acusa PMs de estupro carona na saída de bloco de carnaval; policiais estão presos

Dois policiais militares do 24º Batalhão, de Diadema (SP), foram presos após darem carona para uma jovem de 20 anos que deixava um bloco de Carnaval na noite de domingo. Ela os acusa, por meio de denúncia, de est*pro. De acordo com relatos de familiares, a mulher foi encontrada apenas no dia seguinte, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro da Liberdade, em São Paulo, depois de mandar áudio para o tio em que relatava o suposto abuso.

A Secretaria da Segurança Pública afirmou, por meio de nota, que a denúncia será “rigorosamente apurada”, mas esclareceu que a detenção ocorre, neste momento, por abandono de posto e descumprimento de missão, ao deixarem a área de patrulhamento “sem autorização e sem motivo justificado”.

Ambos os crimes estão previstos no Código Penal Militar, mas com penas consideravelmente mais baixas (três meses a um ano de detenção por abandono de posto e seis meses a dois anos por descumprimento de missão) do que uma eventual condenação por estupro (crime hediondo com pena mínima de seis a dez anos de prisão).

“A jovem (nome não foi divulgado) foi submetida a exame de corpo de delito, assim como os policiais, que permanecem presos no PMRG [Presídio Militar Romão Gomes] após terem a prisão preventiva decretada pela Justiça. Todas as circunstâncias dos fatos são apuradas, inclusive com a análise das câmeras corporais”, afirma a pasta.

De acordo com informações da TV Globo, a jovem foi encaminhada para a UPA por um escrivão do 26º Distrito Policial (DP), depois de ficar desaparecida por algumas horas. Ela estaria embriagada no momento da carona e também acusou os agentes de consumirem álcool em serviço.

A versão dos policiais, ainda segundo a emissora, é de que a mulher teria surtado no interior da viatura. Na sequência, teriam pedido que ela saísse do carro, em área próxima à Rodovia Anchieta, que liga a região do ABC paulista à capital. Eles disseram que a moça teria ameaçado divulgar a história como um est*pro e exigido que a levassem para casa. A jovem ou familiares não foram localizadas pela reportagem.

Fonte: O Globo

Pastor mata jovem após culto por dívidas em programas de prostituição

Márcio havia empenhado seu próprio carro na casa de prostituição em troca de drogas, bebidas e serviços sexuais

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) finalizou a investigação sobre o assassinato da estudante Natany Alves Sales, de 20 anos, ocorrido em Quixeramobim. O inquérito revelou que o crime foi motivado por uma dívida de R$ 4,5 mil que Francisco Márcio Freire, ex-pastor evangélico e um dos suspeitos, possuía com uma casa de prostituição em Quixadá (CE).

Márcio, junto com dois cúmplices, foi indiciado e preso.

O sequestro de Natany aconteceu por volta das 13h do dia 16 de fevereiro. Horas depois, às 16h30, seu veículo, um Renault Kwid branco, foi localizado na Rua Enéas de Lima, em Quixadá, próximo à Rodoviária Municipal. Segundo os investigadores, o local onde o carro foi abandonado não foi escolhido ao acaso.

De acordo com o relatório policial, dias antes do crime, Márcio havia penhorado seu próprio carro na casa de prostituição como pagamento por drogas, bebidas e serviços sexuais. Para reaver o veículo e quitar a dívida, ele teria planejado um latrocínio (roubo seguido de morte), utilizando o carro da vítima como moeda de troca.

As investigações apontam que Márcio já era alvo de outro inquérito, no qual sua conexão com prostíbulos de Quixadá foi comprovada. Esses locais são conhecidos pelo tráfico de drogas e exploração da prostituição. O proprietário do estabelecimento onde o ex-pastor penhorou seu carro também é suspeito de tráfico de drogas e agiotagem, estando atualmente sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

A polícia revelou que Márcio e seus cúmplices planejaram o crime com antecedência, tendo como objetivo principal a obtenção do veículo de Natany para usá-lo como pagamento da dívida. O relatório reforça que o assassinato foi premeditado.

Repercussão

A morte da jovem gerou forte comoção em Quixeramobim. Em resposta à tragédia, o prefeito Cirilo Pimenta (PSB) anunciou, no dia 20 de fevereiro, o cancelamento do Carnaval na cidade.

A decisão foi tomada como forma de luto e respeito à família da vítima, além de um protesto simbólico contra a violência que chocou a comunidade.

O caso continua repercutindo na região, levantando debates sobre segurança e criminalidade.

A prisão de Márcio e seus comparsas trouxe um alívio parcial à população, mas também expôs a necessidade de medidas mais rígidas para combater atividades ilícitas como tráfico de drogas e exploração sexual. As autoridades seguem monitorando possíveis desdobramentos do caso, enquanto a família de Natany busca justiça para a jovem vítima desse crime brutal.

Fonte: br.keeping-health.com

África do Sul acusa Israel de usar fome como arma de guerra em Gaza

A África do Sul acusou hoje Israel de utilizar a fome como arma de guerra em Gaza por estar a bloquear desde domingo a ajuda humanitária ao enclave palestiniano.

“Ao impedir a entrada de alimentos em Gaza, Israel continua a utilizar a fome como arma de guerra”, acusou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da África do Sul em comunicado, que “condena veementemente a recusa de Israel em permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza”, quando os 2,4 milhões de habitantes sob cerco têm “necessidade urgente de alimentos, abrigo e material médico”.

Como consequência do impasse nas negociações sobre o seguimento do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, o Governo de Benjamin Netanyahu impede, desde domingo, a entrada de ajuda humanitária à população palestiniana.

Relativamente à ofensiva israelita na cidade de Jenin, na Cisjordânia ocupada, a África do Sul também condena as “operações militares israelitas em curso”, que “representam uma perigosa escalada”.

Em 21 de janeiro, as forças armadas israelitas lançaram uma operação contra grupos palestinianos armados no norte da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967.

A África do Sul denunciou também a “violação contínua da soberania e da integridade territorial da Síria” por parte de Israel, onde os ataques aéreos israelitas contra instalações militares no sul do país se intensificaram nos últimos dias.

Após a queda do Presidente Bashar al-Assad, em dezembro, Israel enviou tropas para a zona-tampão desmilitarizada dos Montes Golã, no sudoeste da Síria, no limite da parte do planalto ocupada por Israel desde a guerra de 1967 e anexada em 1981. Esta anexação não é reconhecida pela ONU.

A campanha militar israelita contra Gaza foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em 07 de outubro de 2023, que fez mais de 1.200 mortos e mais de 250 reféns.

A retaliação militar israelita fez mais de 48 mil mortos no enclave palestiniano.

Fonte: RTP Notícias

Governo Lula critica decisão de Israel de suspender entrada de ajuda em Gaza

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, divulgou nesta segunda-feira (3) uma nota em que critica a decisão israelense de suspender a entrada de ajuda humanitária em Gaza. O que, pelo Itamaraty, “exacerba a precária situação humanitária e fragiliza o cessar-fogo em vigor”.

No texto, o Brasil recorda que Israel “tem obrigação – conforme reconhecido pela Corte Internacional de Justiça em suas medidas provisórias de 2024 – de garantir a prestação de serviços básicos essenciais e assistência humanitária à população de Gaza, sem impedimentos”.

Ainda de acordo com o Itamaraty, a obstrução deliberada e o “uso político da ajuda humanitária” constituem grave violação do direito internacional humanitário.

“O Brasil insta as partes ao estrito cumprimento dos termos do acordo de cessar-fogo e ao engajamento nas negociações a fim de garantir cessação permanente das hostilidades, retirada das forças israelenses de Gaza, libertação de todos os reféns e estabelecimento de mecanismos robustos para ingresso de assistência humanitária desimpedida, previsível e na necessária escala”, completa a nota.

Resposta ao Hamas

Israel anunciou, no domingo (2), a interrupção da entrada de ajuda humanitária em Gaza após o Hamas rejeitar a extensão da primeira fase de cessar-fogo.

O acordo iniciou em janeiro e finalizou após dezenas de reféns israelenses e centenas de prisioneiros e detidos palestinos serem libertados no período.

O Hamas insistiu em avançar para o segundo estágio, acusando Israel de “manipulação contínua” com extensão proposta para cobrir o mês sagrado islâmico do Ramadã e o feriado judaico da Páscoa.

Fonte: CNN Brasil

Israel suspende toda a entrada de ajuda humanitária em Gaza

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou ontem o congelamento de toda a ajuda que entra em Gaza em uma grande violação do acordo de cessar-fogo. A primeira fase de seis semanas do acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor em 19 de janeiro, terminou oficialmente à meia-noite de sábado. No entanto, Israel não concordou em avançar para a segunda fase do acordo para pôr fim à guerra em Gaza.

“Nenhum caminhão entrou em Gaza nesta manhã e nenhum entrará” até novo aviso, escreveu Omer Dostri, porta-voz de Netanyahu, no X.

O Hamas denunciou imediatamente a decisão como “uma chantagem barata, um crime de guerra e um ataque descarado contra o acordo” de trégua.

O movimento palestino, que governa Gaza desde 2007, pediu que “os mediadores e a comunidade internacional pressionem” Israel para que “ponha fim às suas medidas punitivas e imorais contra mais de dois milhões de pessoas na Faixa de Gaza”, devastada após 15 meses de guerra, iniciada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 contra o sul de Israel.

O acordo inicial de cessar-fogo compreende três fases, cada uma com duração de 42 dias.

Durante a primeira fase, que esteve à beira do colapso várias vezes, o Hamas libertou 25 reféns e devolveu os corpos de outros oito a Israel, em troca da libertação de cerca de 1.800 prisioneiros palestinos.

A segunda fase, por enquanto hipotética, prevê a libertação dos reféns que permanecem em Gaza, em troca de vários centenas de prisioneiros palestinos, e o fim definitivo da guerra.

A última etapa deve focar na reconstrução do território palestino.

O acordo inicial inclui uma cláusula que prolonga automaticamente a primeira fase enquanto a segunda ainda estiver em negociação.

Fonte: Monitor do Oriente e Jornal de Brasília

Braskem em Maceió: 7 anos de crime, impunidade e massacre de suas vítimas

Lucro da empresa segue inabalável, enquanto as vítimas da mineradora resistem lutando por justiça

Por Neirevane Nunes*

Neste dia 3 de março de 2025, completam-se sete anos que o crime da Braskem veio à tona. São sete anos de impunidade e massacre das vítimas, especialmente, daquelas que ainda permanecem na área atingida, como as comunidades dos Flexais, Marques de Abrantes, Vila Saem e Bom Parto. A negligência da Braskem e do poder público perpetua um ciclo de violação de direitos, onde o lucro da empresa segue inabalável, enquanto as vítimas da mineradora resistem lutando por justiça.

A Braskem não cumpre sequer o acordo firmado em 2020 com a Força-Tarefa. Esse acordo, desde sua origem, abriu espaço para que a empresa conduzisse as indenizações de forma conveniente aos seus interesses, estabelecendo um precedente para outros acordos espúrios que se seguiram. Nós, vítimas, fomos obrigadas a assinar documentos de desocupação de nossos imóveis e entrega de chaves, nos quais estava registrado que a Braskem realizava essas ações com base no acordo com as autoridades, mas SEM QUALQUER ASSUNÇÃO DE RESPONSABILIDADE.

O acordo, homologado pela Justiça Federal em 2021, resultou na extinção da Ação Civil Pública n.º 0800139-45.2020.4.05.8000, movida contra a Braskem no sistema de justiça de Alagoas. No momento, o que permanece em andamento é a queixa-crime subsidiária movida pela Associação dos Empreendedores e Vítimas da Mineração em Maceió. No entanto, os atingidos pelo crime da Braskem ainda aguardam que o Ministério Público Federal também ingresse com uma ação penal, fundamentada nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O acordo excluiu diversos atingidos e não garantiu uma reparação integral com parâmetros claros e justos, como também não assegurou a participação efetiva das vítimas no processo. Nesse sentido, surgem as ações da Defensoria Pública de Alagoas (DPE) e do MUVB, que buscam corrigir essas injustiças. A DPE ingressou com ações para garantir a realocação dos moradores dos Flexais, o reajuste dos valores de indenização por danos morais e a compensação dos possuidores de jazigos no Cemitério Santo Antônio, que também foram afetados pelo crime da Braskem. O MUVB ainda entrou com uma ação exigindo a construção de um novo cemitério, assegurando um espaço digno para as famílias.

Sendo assim, sobre o acordo, podemos levantar sérias questões jurídicas e éticas. Ao omitir outros grupos afetados, além de moradores e empreendedores, e ao dar um “salvo-conduto” à empresa, podemos considerar que o acordo tem caráter parcial e contraria os princípios de justiça social e reparação integral. Por isso, como vítimas avaliamos esse acordo como ilegal e lesivo, o que reforça a necessidade de uma revisão criteriosa do acordo, com a inclusão de todos os grupos atingidos, para garantir uma reparação justa e integral.

O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) e a Associação de Empreendedores e Vítimas da Mineração solicitaram a revisão desse acordo através de um pedido de autocomposição, mas a Força-Tarefa se recusou a revisá-lo, consolidando a exclusão de muitas comunidades que continuam sendo lesadas pela Braskem. A situação se assemelha à retratada no filme “O Quanto Vale”, que narra a exclusão de vítimas do acordo de indenização do 11 de setembro. A diferença é que, em Maceió, a falta de ação é evidente e resulta de um alinhamento de interesses entre a empresa e instituições.

Para piorar, na última quinta-feira, 27 de fevereiro, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) julgou um agravo de instrumento interposto pela Braskem e, por unanimidade, reformou a liminar da 3ª Vara Federal de Alagoas, de 30 de novembro de 2023. Essa é mais uma decisão tomada sem ouvir as comunidades lesadas pela mineradora e ignorando os riscos aos quais estas são submetidas, além de ignorar a situação de vulnerabilidade em que vivem. Ou seja, mesmo diante do risco geológico e da comprovação dos danos, a Braskem continua desrespeitando os direitos da população, contando com a anuência do sistema de justiça.

A Braskem, ao recorrer ao TRF5 contra a decisão que ampliou o programa de compensação, viola o espírito do acordo firmado com as autoridades em 2020. O acordo prevê o acompanhamento contínuo do processo de subsidência e estabelece que, conforme novos estudos comprovem a necessidade de inclusão de mais imóveis, haverá a ampliação da área afetada e do programa de compensação, com a realocação e indenização das famílias conforme a evolução do risco geológico. A recusa em reconhecer essa decisão fere os princípios da precaução e da reparação integral dos danos, desrespeitando o direito das vítimas à segurança e à indenização justa.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem reconheceu que a Braskem pode ter responsabilidade criminal, isso foi um passo fundamental para que a justiça seja feita. No entanto, de nada adianta esse reconhecimento se não houver punição efetiva. A Braskem não pode continuar impune. Além de responder pelos crimes que cometeu, deve ser responsabilizada também pelo descumprimento do acordo de 2020 e pela permanência de vítimas em situação de extrema vulnerabilidade.

As vítimas da Braskem exigem justiça. Não aceitaremos mais omissão, não aceitaremos mais acordos dos quais não participamos e que beneficiam apenas a mineradora, não aceitaremos mais a perpetuação da impunidade. Chega de massacre! Chega de negligência! A Braskem precisa pagar pelos seus crimes e reparar integralmente todas as suas vítimas.

*Bióloga e militante do Movimento Pela Soberania Popular na Mineração – MAM

Fonte: 082 Notícias

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