ONU diz que Israel bloqueia entrada de alimentos no campo de extermínio de Gaza

Mais de 400.000 pessoas que dependem de refeições fornecidas pela ONU serão afetadas, alerta o PAM.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) diz que seus estoques de alimentos em Gaza estão completamente esgotados, já que o bloqueio da ajuda por Israel continua pela oitava semana.

Em um comunicado na sexta-feira, o PAM confirmou que “entregou seus últimos estoques de alimentos restantes” em Gaza para as cozinhas locais, que prevê que ficarão totalmente sem alimentos “nos próximos dias”.

Mais de 400.000 pessoas em Gaza dependem da ajuda do PAM, deixando-as com poucos recursos se essa tábua de salvação falhar, disse o representante da organização na Palestina, Antoine Renard, à Al Jazeera.

“Nós [ONGs locais] estamos todos acabando”, disse ele. “Estamos sendo esgotados.”

Desde 2 de março, Israel bloqueou totalmente a entrada de todos os suprimentos de ajuda, incluindo alimentos, remédios e combustível, desafiando uma ordem do Tribunal Mundial de 2024 para facilitar a entrada de assistência humanitária.

Os alimentos estocados durante um cessar-fogo de quase dois meses no início deste ano se esgotaram em grande parte, enquanto os preços dos poucos alimentos que restam no mercado aberto subiram 1.400%, de acordo com o PMA.

Reportando da Cidade de Gaza, Hani Mahmoud, da Al Jazeera, disse que a fome e a desnutrição são generalizadas.

“As pessoas estão com fome. Eles já estão racionando suprimentos”, disse ele. “Não são apenas as organizações, são também as famílias que ficam sem suprimentos.”

É “difícil imaginar” como centenas de milhares de famílias que dependiam de refeições diárias fornecidas pelo PAM “vão sobreviver”, acrescentou.

O Escritório de Mídia do Governo de Gaza alertou que a diminuição do suprimento de alimentos pode levar “milhares de famílias palestinas” à fome.

Ele relatou que 52 pessoas, incluindo 50 crianças, já morreram devido à fome e desnutrição, enquanto mais de um milhão de crianças passam fome todos os dias.

‘Intolerável’

Apesar da crise humanitária, Israel não mostrou sinais de reverter o bloqueio. Na semana passada, o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que Israel continuaria bloqueando a ajuda, descrevendo-a como uma tática para “pressionar” o Hamas.

Os militares de Israel acusaram repetidamente o Hamas de explorar a ajuda – uma alegação que o grupo nega – e argumentam que devem manter todos os suprimentos fora para evitar que os combatentes os recebam.

No entanto, mesmo alguns dos aliados mais próximos de Israel condenaram publicamente a estratégia. Na quarta-feira, Alemanha, França e Reino Unido chamaram coletivamente a ação de “intolerável” e alertaram que ela está aumentando o risco de “fome, doenças epidêmicas e morte”.

Ataques israelenses matam dezenas

À medida que a crise alimentar se aprofundava, os ataques israelenses continuaram em todo o enclave devastado pela guerra. Pelo menos 78 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas, disse o Escritório de Mídia do Governo de Gaza na sexta-feira. Isso incluiu 15 vítimas de ataques aéreos em casas em Khan Younis e uma mulher morta por um ataque de quadricóptero perto do campo de refugiados de Jabalia, de acordo com relatos da mídia local.

Enquanto isso, os esforços continuaram para reviver as negociações de cessar-fogo paralisadas no Cairo, onde uma delegação do Hamas deve se reunir com autoridades egípcias no sábado.

O oficial do Hamas, Taher al-Nunu, disse à AFP que a delegação do grupo no Cairo seria chefiada por Khalil al-Hayya. Ele reiterou que as armas do Hamas “não estão em negociação”.

Até agora, o esforço de trégua está em um impasse, com o Hamas insistindo em um cessar-fogo permanente e Israel oferecendo apenas tréguas temporárias e exigindo que o Hamas se desarme.

Mas os mediadores começaram a trabalhar em uma proposta que incluiria uma trégua de cinco a sete anos após a libertação de todos os cativos em Gaza e o fim dos combates, informou a Reuters, citando várias fontes informadas.

Desde que o cessar-fogo entrou em colapso em 18 de março, os ataques israelenses mataram mais de 1.900 palestinos, muitos deles civis, de acordo com autoridades de saúde em Gaza, e centenas de milhares foram deslocados quando Israel tomou o que chama de zona tampão.

Pelo menos 51.439 pessoas foram mortas e 117.416 feridas na guerra de Israel em Gaza desde que começou em outubro de 2023, de acordo com autoridades palestinas.

Fonte: Al Jazeera

Estudo detecta agrotóxicos em fórmulas infantis vendidas no Brasil

Os pesquisadores identificaram resíduos de pesticidas, micotoxinas e até medicamentos veterinários em produtos consumidos por crianças

Dois estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificaram a presença de substâncias potencialmente tóxicas em fórmulas infantis comercializadas no Brasil. As análises revelaram resíduos de agrotóxicos — incluindo compostos proibidos no país, como carbofurano e metamidofós — além de micotoxinas e fármacos veterinários.

Os resultados foram publicados em maio de 2024 e março de 2025, respectivamente, nos periódicos Journal of Chromatography A e Journal of Food Composition and Analysis.

A descoberta destaca a preocupação com a qualidade desses produtos, especialmente considerando o crescimento explosivo do seu consumo nos últimos anos. Segundo estudo publicado na revista Globalization and Health, o mercado de fórmulas infantis no Brasil cresceu 750% entre 2006 e 2020, saltando de R$ 278 milhões para R$ 2,3 bilhões.

“Mesmo quando os níveis estão abaixo dos limites considerados seguros, a presença dessas substâncias preocupa porque o organismo dos bebês ainda não tem capacidade de metabolizá-las e eliminá-las adequadamente”, afirma Marcella Vitória Galindo, autora da pesquisa de doutorado, em comunicado.

Agrotóxicos e micotoxinas

Na primeira etapa do estudo, os pesquisadores analisaram 30 amostras de fórmulas infantis disponíveis no mercado nacional. A investigação se baseou em uma lista com 23 contaminantes em potencial —19 agrotóxicos e quatro micotoxinas — selecionados com base em dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram encontrados resíduos de fenitrotiona, clorpirifós e bifentrina, todos abaixo dos limites estabelecidos pela União Europeia — referência adotada no estudo devido à ausência de uma legislação específica no Brasil. Ainda assim, os pesquisadores destacam que a simples presença dessas substâncias já representa um risco potencial.

O caso mais preocupante envolveu o carbofurano, agrotóxico proibido no país desde 2017, detectado em 10% das amostras. A hipótese dos pesquisadores é que a contaminação tenha ocorrido por bioacumulação, quando o composto, mesmo sem uso recente, permanece por anos no ambiente e acaba chegando aos alimentos.

“Mesmo não sendo mais utilizado, o composto pode ainda permanecer no ambiente por muitos anos e contaminar os alimentos”, explicou a professora Helena Teixeira Godoy, orientadora da pesquisa.

Além disso, a triagem apontou a presença de 32 compostos não previstos inicialmente, incluindo hormônios e medicamentos veterinários, possivelmente introduzidos durante a produção das matérias-primas, como leite de vaca e de cabra.

Compostos em concentração acima do permitido

Na segunda fase, os pesquisadores ampliaram a triagem para um banco de dados com 278 substâncias, entre agrotóxicos e derivados. Os resultados foram ainda mais preocupantes: seis compostos foram encontrados em 86,6% das amostras.

Entre eles, estavam a ftalimida, a cis-1,2,3,6-tetra-hidroftalimida, o pyridaben, o bupirimate, o piperonil butóxido e o metamidofós — este último também proibido no Brasil desde 2012. As três primeiras substâncias apareceram em níveis superiores ao permitido pela União Europeia.

Segundo os pesquisadores, os resíduos podem ter sido introduzidos em diferentes etapas, desde a origem das matérias-primas até o processamento industrial e o contato com materiais das embalagens.

Falta de regulação no Brasil

Um dos principais problemas identificados pelos pesquisadores é a ausência de uma regulamentação nacional específica para fórmulas infantis no que diz respeito a contaminantes como pesticidas e fármacos. Por isso, os estudos se basearam em parâmetros internacionais para avaliar os riscos.

“Não adianta existirem normas se não for possível sabermos se os produtos atendem ou não a elas”, afirmou Godoy.

De acordo com a pesquisadora, o objetivo do trabalho não é desestimular o uso das fórmulas, mas contribuir para que esses produtos atendam a padrões mais rigorosos de qualidade. “O processamento é importante e, desde que feito dentro das normas estabelecidas, garante um alimento de qualidade”, reforçou.

Os produtos analisados foram coletados em 2023, e os lotes testados não estão mais disponíveis no mercado. Por razões éticas, os nomes das marcas envolvidas não foram divulgados.

Fonte: Metrópoles

Estudantes e professores da Uncisal fazem protesto no Centro de Maceió para cobrar nomeações

Estudantes e professores da Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas) realizam, na manhã desta quinta-feira (24), um protesto para cobrar as nomeações dos docentes de dedicação exclusiva do ciclo de 2023, assim como as progressões (de 20h para 40h) e a convocação dos aprovados no último processo seletivo para os cursos da instituição.

A manifestação, que ocorre Palácio dos Martírios, no Centro de Maceió, conta com o apoio e participação do Sinmed (Sindicato dos Médicos de Alagoas), que ressaltou a necessidade de urgência na tomada de decisão do governo. “Faz algum tempo que alunos e docentes tentam viabilizar essas demandas, mas esgotadas todas as tentativas, não houve sucesso, daí o protesto”, disse a presidente do Sinmed, Sílvia Melo.

O protesto deixou apenas uma via liberada, causando congestionamento em parte do Centro da cidade. 

TNH1 entrou em contato com o Governo de Alagoas, por meio da assessoria de comunicação, e aguarda retorno.

Fonte: TNH1

Pejotização custa bilhões à Previdência e ao setor público, aponta estudo da FGV

Análise revela prejuízos de até R$ 144 bilhões aos cofres públicos desde 2018, com reflexos na arrecadação e na proteção social

A contratação de trabalhadores como pessoa jurídica (PJ), um dos efeitos colaterais da reforma trabalhista de 2017, gerou uma perda de até R$ 144 bilhões para os cofres públicos entre 2018 e 2023, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento revela que esse modelo de contratação, ao reduzir a carga tributária comparado à CLT, representa um risco crescente para a Previdência Social e agrava o déficit público. O tema, que tem gerado debates acalorados, será decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o UOL, o estudo aponta que  o número de trabalhadores autônomos no Brasil aumentou drasticamente após a reforma trabalhista. Entre 2017 e 2023, os trabalhadores classificados como Microempreendedores Individuais (MEIs), com renda de até R$ 6.750 por mês, cresceram 24%. Já os que foram classificados como empresas do Simples Nacional (com renda entre R$ 6.750 e R$ 400 mil mensais) aumentaram em 90%. Esse fenômeno, conhecido como “pejotização”, ocorre quando empregadores optam por formalizar contratos como PJ para reduzir encargos trabalhistas, como férias, 13º salário e aviso prévio.Play Video

A pesquisa, conduzida por Nelson Marconi, coordenador do curso de Administração Pública da FGV, e Marco Capraro Brancher, consultor da instituição, foi publicada em junho de 2024. Ela destaca que, em 2023, cada trabalhador contratado como PJ gerou, em média, R$ 4 mil de impostos, considerando Imposto de Renda e contribuições do MEI ou do Simples Nacional. Se esses trabalhadores tivessem sido contratados sob o regime CLT, a arrecadação teria sido entre R$ 21 mil e R$ 33 mil por ano, dependendo da categoria da empresa contratante.

Ainda conforme Marconi, embora a pejotização represente uma flexibilização das relações de trabalho para as empresas, ela tem consequências devastadoras para a arrecadação pública. “Isso diminui a capacidade do Estado de financiar políticas públicas e afeta diretamente a Previdência Social. Trabalhadores como MEI, por exemplo, têm menos acesso a planos de saúde e, ao se aposentarem, contarão apenas com o salário mínimo, sobrecarregando o sistema público”, observa.

A pesquisa alerta ainda para o impacto potencial de uma ampliação da pejotização. Em uma simulação, caso metade dos trabalhadores com carteira assinada passasse a atuar como autônomos, a perda de arrecadação seria de mais de R$ 384 bilhões em um único ano. Embora esse cenário seja considerado extremo, Marconi acredita que ele não está fora da realidade. “Se o STF aprovar a terceirização de forma ampla, haverá um aumento das contratações como PJ, o que provocaria uma queda brutal na arrecadação”, afirma o pesquisador.

A questão já está sendo amplamente discutida no STF, que tem validado diversas contratações como PJ, mesmo nos casos em que a Justiça do Trabalho reconheceu que havia uma relação de emprego disfarçada. Em 2023, a professora Olivia Pasqualeto, da FGV, analisou essas decisões e constatou que o Supremo tem se mostrado favorável à pejotização, permitindo que empresas contratem trabalhadores sem vínculo empregatício.

“É um erro comparar a terceirização com a pejotização. A terceirização envolve três partes e mantém o vínculo trabalhista, enquanto a pejotização retira esse vínculo e os direitos trabalhistas, o que prejudica o trabalhador”, explica Pasqualeto, ressaltando que a reforma trabalhista deixou as condições para contratação CLT mais nebulosas.

Por fim, o ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu suspender todas as ações relacionadas ao tema até que o Supremo tome uma decisão definitiva com repercussão geral. Essa suspensão afeta mais de 460 mil ações em tramitação, o que expõe um embate entre o STF e a Justiça Trabalhista sobre a competência para julgar tais casos.

Fonte: Brasil 247

Israel bombardeia escola e mata 10 palestinos no campo de extermínio de Gaza

Exército de Israel bombardeou nesta quarta-feira (23/04) a Escola Jaffa, localizada na Cidade de Gaza, no centro do enclave palestino, que abrigava famílias deslocadas. O ataque resultou na morte de 10 pessoas, incluindo uma criança, e muitos feridos, de acordo com as informações da Defesa Civil local. 

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram as tendas que serviam de refúgio sendo engolidas por chamas.

A Defesa Civil palestina emitiu um apelo urgente por assistência do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para ajudar a resgatar pessoas que ficaram presas sob os escombros após o bombardeio israelense.

“Pessoas presas estão pedindo ajuda para resgatá-las dos escombros das casas”, disse o órgão em comunicado, acrescentando que as equipes de emergência não conseguiram chegar ao local por ser designado como zona “proibida” pelas forças israelenses. 

De acordo com a emissora catari Al Jazeera, sobreviventes da ofensiva israelense relataram “horror” e “desespero”

“Estávamos dormindo quando de repente vimos uma luz como a luz do Dia do Juízo. Era fogo por toda parte. Peguei minhas filhas e corri. Elas ficaram feridas e seu pai estava no banheiro. As meninas estavam gritando por ele, mas nos o perdemos”, contou Bisan al-Kafarneh, uma palestina deslocada de Beit Hanoun. 

“Enquanto estávamos fugindo, eles bombardearam a escola novamente. As pessoas gritavam, as mulheres choravam e procuravam por seus parentes. As pessoas aqui foram queimadas vivas”, acrescentou ao veículo.

O Exército israelense retomou seus ataques em 18 de março, após violar o acordo de cessar-fogo com o Hamas. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, os ataques aéreos promovidos por Tel Aviv mataram pelo menos 24 pessoas no enclave desde as primeiras horas desta quarta-feira. Ainda de acordo com a pasta, desde 7 de outubro de 2023, as forças israelenses mataram pelo menos 51.305 pessoas e feriram outras 117.096.

Fonte: Ópera Mundi

Sindicato dos Docentes e dos Técnicos vistoriam obras de ampliação do Campus I da Uneal

Ocorreu na manhã do dia 24/04, uma vistoria às obras de ampliação do Campus I – Arapiraca, pelo presidente do Sindicato dos Docentes, professor Luizinho e pelo presidente do Sindicato dos Técnicos da Uneal, Rudson Nascimento.

Os sindicalistas verificaram a conclusão da construção das novas salas de aula, do auditório, da quadra poliesportiva e do restaurante Universitário, conquistas obtidas pelas mobilizações realizadas pelos professores, técnicos e alunos da Uneal em 2023/24. Segundo os sindicalistas, as obras estão quase finalizadas e deverão ser entregues a comunidade já em maio.

Para o professor Luizinho, presidente do Sinduneal, “agora a mobilização é pela imediata realização do concurso público para docentes, o edital está na Procuradoria Geral do Estado e cobramos celeridade do governador Paulo Dantas.”

Já o técnico Rudson Nascimento, presidente do Sintunel, destacou que as mobilizações conquistaram a ampliação do Campus I e também reformas em Palmeira dos Índios e São Miguel, além do Restaurante Universitário no campus de Arapiraca, mas, também queremos concurso para técnicos e resolver o problema da incorporação da bolsa da nossa categoria.”

Presidente Lula presta homenagem ao papa Francisco em velório no Vaticano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve, nesta sexta-feira (25), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, para prestar homenagem ao papa Francisco, que morreu na segunda-feira (21)

“Que sua sabedoria, coragem e compaixão sigam iluminando os corações de todos nós”, escreveu, em publicação nas redes sociais.

Lula estava acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, da ex-presidente Dilma Roussef, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara, Hugo Motta, além de outros ministros de Estado e parlamentares que compõe e comitiva presidencial brasileira.

“Eu e Janja estivemos há pouco em comitiva na Basílica de São Pedro, em Roma, na nossa primeira despedida ao papa Francisco, compartilhando a emoção e a devoção com todos que vieram prestar as merecidas homenagens ao Santo Padre”, escreveu o presidente Lula.

A comitiva desembarcou nesta sexta-feira em Roma, para participar do funeral do papa Francisco, marcado para este sábado (26). 

Aos 88 anos de idade, o argentino Jorge Mario Bergoglio, seu nome de batismo, morreu de um acidente vascular cerebral (AVC), seguido por coma e colapso cardiovascular irreversível. Ele apresentava histórico clínico de insuficiência respiratória aguda, pneumonia multimicrobiana bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão arterial e diabetes tipo 2.

O presidente Lula decretou luto oficial de 7 dias pela morte do papa e, em mensagem, destacou o papel do pontífice na luta pela paz mundial, na propagação do amor, no combate à intolerância e às desigualdades.

Ritos

Esta sexta-feira é o último dia de velório aberto na Basílica de São Pedro. Mais de 128 mil pessoas prestaram homenagens ao pontífice nos três dias de velório. Às 20h (horário local; 15h em Brasília), terá início o rito de fechamento do caixão do papa, com a presença de cardeais e oficiais da Santa Sé.

O funeral e a missa de corpo presente de Francisco estão previstos para as 10h (horário local; 5h em Brasília) deste sábado. Os ritos marcam o início do Novemdiales, antiga tradição de 9 dias de luto e orações em sufrágio pela alma do pontífice.

Na sequência, o caixão será levado para a Basílica de Santa Maria Maior, que fica fora do Vaticano, onde o corpo será sepultado, conforme pedido do pontíficeO papa Francisco tinha o hábito de rezar no santuário mariano antes e depois de cada viagem.

Após os nove dias de luto, o Vaticano começa o conclave, para escolha do novo líder da Igreja Católica.

Fonte: Agência Brasil

Ex-presidente Fernando Collor é preso por corrupção

O ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992), o primeiro presidente eleito democraticamente, foi preso nesta sexta-feira (25) por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), informou uma fonte policial. 

Collor, de 75 anos, foi preso em Maceió, no estado de Alagoas, disse a fonte, sob condição de anonimato. Ele foi condenado em 2023 a oito anos e dez meses de prisão por corrupção em uma investigação derivada da Operação Lava Jato.

A polícia o prendeu “às 4 da manhã” enquanto se preparava para viajar a Brasília para cumprir a decisão judicial, disse seu advogado de defesa, segundo uma nota citada imprensa. 

O ex-presidente (1990-1992) deve permanecer preso em Maceió “até a decisão do STF”, disse a fonte policial. Alguns veículos de imprensa afirmam que ele será transferido a Brasília para começar a cumprir sua pena. 

A Justiça o considerou culpado de receber 20 milhões de reais enquanto era senador, entre 2010 e 2014, para “facilitar irregularmente contratos” entre uma construtora e uma antiga subsidiária da Petrobras. 

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes e será submetida à homologação do plenário do STF nesta sexta-feira. 

Moraes justificou sua decisão considerando que os recursos interpostos pela defesa de Collor contra a condenação de 2023 eram “meramente protelatórios”. 

Seus advogados receberam a decisão “com surpresa e preocupação”, segundo um comunicado à imprensa.

– Destino comum –

Collor não é o único ex-presidente brasileiro a ter problemas com a Justiça. Desde o fim da ditadura militar (1964-1985), quatro dos sete ocupantes do Palácio do Planalto foram, em algum momento, condenados, presos ou afastados do cargo. 

E o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) está prestes a ser julgado por tentativa de golpe após ter sido derrotado em sua tentativa de reeleição.

Primeiro presidente eleito por sufrágio universal após o regime militar (1964-1985), Collor gerou grande expectativa ao chegar ao poder. 

No entanto, renunciou à presidência em 1992 por acusações de corrupção. Em 1989, derrotou o líder de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. 

Lula, presidente de 2003 a 2010, passou 18 meses preso entre 2018 e 2019, também no âmbito da Operação Lava Jato. 

A condenação de Lula acabou sendo anulada pelo STF e o líder de esquerda retornou ao Planalto em 2023. 

Após renunciar à presidência em meio a protestos de rua, Collor conseguiu retornar à política em 2006, eleito senador por Alagoas. Ocupou o cargo até 2022, quando apoiou Bolsonaro nas eleições. 

Segundo o STF, como senador, Collor usou sua influência político-partidária para promover indicações para o conselho administrativo de uma distribuidora de combustíveis, subsidiária da Petrobras, e para direcionar contratos.

Fonte: MSN

Lula determina demissão do presidente do INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta quarta-feira (23) a demissão do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto. Ele é um dos investigados da Operação Sem Desconto, que a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã de hoje.

A demissão deve ser efetivada pelo Ministério da Previdência Social, ao qual oMais cedo, a Justiça Federal já havia determinado o afastamento cautelar de Stefanutto e de outros cinco servidores públicos.

A operação investiga um suposto esquema nacional de cobrança de mensalidades associativas não autorizadas que teria descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Após a deflagração da operação, o governo federal anunciou a suspensão de todos os acordos de cooperação técnica que permitem que organizações da sociedade civil cobrem de aposentados e pensionistas mensalidades associativas descontadas diretamente dos benefícios pagos pelo INSS.

Fonte: Agência Brasil

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