Despesas com juros da dívida pública em 12 meses se aproximam de R$ 1 trilhão

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

Pressão sobre contas públicas se intensifica, enquanto expectativa de queda sustentada da Selic ainda parece distante

As despesas com juros do setor público consolidado no Brasil estão em trajetória alarmante, conforme revelou o jornalista Sergio Lamucci em artigo publicado no Valor Econômico. No acumulado de 12 meses até fevereiro de 2025, os gastos chegaram a R$ 923,9 bilhões, o equivalente a 7,78% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse montante responde por quase a totalidade do déficit nominal do período, de R$ 939,8 bilhões, ou 7,91% do PIB.

O resultado primário – que não inclui despesas financeiras – ficou negativo em R$ 15,9 bilhões, representando 0,13% do PIB. Como explica Lamucci, o déficit nominal é composto pelos gastos com juros somados ao resultado primário, o que evidencia que o principal fator de desequilíbrio são justamente os juros elevados. O cenário decorre da combinação entre uma dívida pública volumosa e uma taxa Selic muito alta, hoje fixada em 14,25% ao ano.

Uma estimativa da agência de classificação de risco Moody’s projeta que só as despesas com juros da União atinjam R$ 995 bilhões em 2025, após terem alcançado R$ 853 bilhões em 2024. O setor público consolidado também inclui Estados, municípios e empresas estatais não financeiras, excluindo Petrobras e Eletrobras.

Fonte: Brasil 247

ONU pede o fim da venda de armas para Israel que está exterminando o povo palestino

Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados cobra medidas urgentes para proteger os direitos humanos na Palestina

A Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, exigiu que as nações interrompam imediatamente a venda de armas ao regime israelense, em um momento de crescente violência e violações dos direitos humanos na Palestina. A declaração foi feita em meio à intensificação dos conflitos na região, que têm gerado condenações internacionais e um aumento significativo nas mortes de civis palestinos.

A cobrança de Albanese veio após a divulgação de novos relatórios da ONU, que documentam mais uma série de ataques aéreos e terrestres contra áreas civis em Gaza e na Cisjordânia, regiões que estão sob ocupação militar israelense. “As vendas de armas a Israel são uma violação flagrante dos direitos humanos, pois elas são usadas para cometer abusos e massacres contra a população palestina”, afirmou Albanese, sublinhando que o apoio militar externo ao regime israelense contribui diretamente para a perpetuação da violência.Play Video

A relatora da ONU também ressaltou que, apesar das resoluções internacionais e das reiteradas denúncias de organizações de direitos humanos, as potências internacionais continuam a fornecer armas a Israel, ignorando as consequências humanitárias dessa prática. Ela frisou ainda que há uma necessidade urgente de uma pressão diplomática mais efetiva sobre os países que atuam como fornecedores militares do Estado israelense.

Com o aumento das tensões, especialmente após o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, ter tomado medidas que fortaleceram ainda mais os laços militares entre Washington e Tel Aviv, o pedido de Albanese reflete um apelo crescente dentro da comunidade internacional para que as potências mundiais revejam suas políticas externas em relação ao genocídio que Israel comete na Palestina.

Fonte: Brasil 247

PF prende três por tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão

Vítima foi marcada com tatuagem 

Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em parceria com Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF) resgatou duas pessoas submetidas a condições análogas à escravidão na cidade de PLanura, na região do Triângulo Mineiro (MG). A operação realizada entre 8 e 15 de abril foi desencadeada a partir do Disque Denúncia (Disque 100), com relatos de violações de direitos humanos. 

Os relatos indicavam sinais de trabalho forçado, cárcere privado, exploração sexual e violência física e psicológica. As vítimas resgatadas eram um homem homossexual e uma mulher transgênero. As vítimas foram traficadas para a região e submetidas a jornadas exaustivas, sem remuneração e mantidas em condições precárias de moradia. 

Os aliciadores usaram as redes sociais para contactar pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica e afetiva, prometendo falsos postos de trabalho e acolhimento. As abordagens exploravam principalmente membros de comunidades LGBTQIAPN+, com o objetivo de estabelecer vínculos de confiança e, posteriormente, submetê-los a condições abusivas e degradantes.

O homem, de 32 anos, foi mantido por aproximadamente nove anos como empregado doméstico, sem registro em carteira, sofrendo violência física, sexual e psicológica. A equipe constatou que o homem foi obrigado a fazer uma tatuagem com as iniciais dos aliciadores, como símbolo de posse. 

De acordo com o Auditor Fiscal do Trabalho, Humberto Monteiro Camasmie, o homem foi  submetido a violências sexuais registradas em vídeo e utilizadas para chantageá-lo e não permitir a fuga ou denúncia. “O próprio resgatado contou que antes de vir do nordeste um outro empregado, que havia sido traficado, fugiu depois de um tempo”, contou o Auditor.

A mulher trans, 29 anos, foi levada ao local por meio de falsas promessas e submetida a um vínculo de trabalho doméstico informal sem salário adequado e sob constante ameaça e intimidação.

Durante o período em que esteve na casa dos empregadores, chegou a sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), possivelmente causado pelo estresse e pelas violências presenciadas. A mulher trabalhava em troca de alimentação e alojamento.

A Polícia Federal efetuou a prisão em flagrante de três homens identificados como empregadores. Eles foram autuados pelo crime de tráfico de pessoas para fim de exploração de trabalho em condição análoga a escravidão. 

As vítimas estão sendo acolhidas pela Clínica de Enfrentamento ao Trabalho Escravo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pela UNIPAC, que oferecem assistência médica, psicológica e jurídica.

Fonte: Hora do Povo

Em campanha: libertação do Dr. Abu Safiya!

Sequestrado e preso em 27 de dezembro de 2024, pelas tropas israelenses, durante um ataque ao hospital Kamal Adwan, no norte da faixa de Gaza o dr Abu Safiya, pediatra e diretor do hospital, segue preso, sem julgamento, em prisão israelense, onde a tortura é generalizada.

A campanha por sua libertação que se desenvolve em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, cresce a cada dia.

Seu filho, Elyas, postou recentemente nas redes a seguinte mensagem:

“Sou Elyas, filho do Dr. Hossam Abu Safiya, que está preso em prisões israelenses há mais de quatro meses.
Gostaria de expressar meus sinceros agradecimentos e profunda gratidão a todos aqueles que contribuíram e apoiaram o caso do meu pai, bem como à equipe médica detida nas prisões israelenses.
Agradeço também a todos os envolvidos no mundo todo, especialmente às organizações médicas e de saúde, aos médicos e enfermeiros, assim como a todos os sindicatos, organizações humanitárias e organizações de direitos humanos na França e no mundo todo.
Você não hesitou em estar ao nosso lado nos momentos mais difíceis, especialmente durante o genocídio em Gaza.
Esperamos que essas iniciativas e campanhas humanitárias se multipliquem.”

Sim! Vamos multiplicar! E apelamos a todos que se somem a nossa voz: fim do genocídio em Gaza, liberdade para o Dr. Abu Safiya!

Carta ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz

Por iniciativa dos Médicos por Gaza, do Fórum de Direitos (Holanda) e da Voz Judaica pela Paz (EUA) uma carta enviada ao Comitê Norueguês do Prêmio Nobel da Paz, diz:

“Escrevemos para expressar nosso firme apoio à concessão do Prêmio Nobel da Paz ao Dr. Hussam Abu Safiya, pediatra palestino e diretor do Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza. O Dr. Abu Safiya apoiou seus pacientes durante a violência desencadeada por Israel. Dr. Abu Safiya exemplifica o espírito de paz e humanidade. Apesar de suportar a tragédia pessoal de perder seu filho de 15 anos e de enfrentar prisão e interrogatório em diversas ocasiões, ele permaneceu comprometido em servir às crianças de Gaza – mesmo quando seu hospital foi fortemente bombardeado e ele próprio ficou ferido (…). Mais de 1.200 profissionais de saúde foram mortos desde a escalada da violência, segundo relatórios das Nações Unidas – um ataque sem precedentes ao setor médico. Apesar dos ataques sistemáticos a instalações e profissionais médicos, da negação de acesso humanitário e do sofrimento em massa de civis, o Dr. Abu Safiya e seus colegas continuaram seu trabalho de salvar vidas nas condições mais extremas”.

O Diálogo e Ação Petista, com diversas entidades, dirigentes do PT, sindicalistas e artistas, está em campanha: liberdade para o Dr Abu Safiya.

Fonte: Petista

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Em campanha: libertação do Dr. Abu Safiya!

Em Roma, Lula pede fim da ‘violência que Israel comete contra a Faixa de Gaza’ 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Roma para acompanhar o funeral do papa Francisco, disse esperar que os líderes globais consigam avançar nas negociações para o encerramento da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e para um fim da “violência que Israel comete contra a Faixa de Gaza”.

Lula falou com a imprensa após o funeral do papa Francisco, na manhã deste sábado (26). Outros chefes de Estado viajaram para a capital italiana para a cerimônia, como Javier Milei, presidente da Argentina, país onde nasceu o papa, e Donald Trump.

“O Brasil continua teimando que a solução é a gente fazer com que os dois se sentem na mesa de negociações e encontrem uma solução, não só para Ucrânia e para a Rússia, mas também para a violência que Israel comete contra a Faixa de Gaza”, disse Lula.

Na manhã desta sábado, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram uma conversa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

“Eu não sei o que eles conversaram, eu não posso intuir a conversa. Eu acho que o que é importante é que se converse para encontrar uma saída para essa guerra, porque essa guerra está ficando sem explicação. Ou seja, ninguém consegue explicar, e ninguém quer falar em paz”, disse Lula.

Lula afirmou ainda que volta ao Brasil com a sensação de dever cumprido: “Então, eu volto para o Brasil certo que nós cumprimos os nossos deveres, como cristãos, religiosos e políticos de vir no enterro de uma pessoa admirável como o papa Francisco”, disse, na pista do aeroporto de Roma, pouco antes do embarque.

Fonte: O Antropofagista

Bolsonarista chora ao receber pena de 7 anos de cadeia nos EUA

George Santos deu golpe até em seus eleitores com problemas cognitivos

George Anthony Devolder Santos deu golpes variados ao longo de sua vida. Filho de imigrantes brasileiros, gay assumido, ele conseguiu um “milagre” em 2022 ao derrotar um democrata na disputa por um distrito eleitoral em Long Island, estado de Nova York.

Trumpista e bolsonarista assumido, parecia uma promessa de renovação navegando na oposição a Joe Biden — onda que eventualmente levou Trump de volta à Casa Branca.

Nesta sexta-feira, 25, no entanto, Santos chorou ao receber a sentença de 7 anos e 3 meses de cadeia da juíza Joanna Seybert.

Ninguém consegue dizer se foram lágrimas verdadeiras, uma vez que a própria juíza constatou: “Você se elegeu com suas palavras, a maioria das quais eram mentiras”.

Castelo de cartas

Pouco depois de assumir o cargo em Washington, o castelo de cartas construído por George Santos começou a ruir, depois de reportagens do New York Times e de outros órgãos de mídia.

Alvo de investigação da promotoria de Nova York e do próprio Congresso, ele entrou para a História ao se tornar o sexto deputado expulso do Capitólio pelos colegas.

Além da pena de 7 anos e três meses, Santos terá de devolver U$ 578.752,94 aos cofres públicos.

A lista de acusações formais a ele é extensa, de acordo com a promotoria: 

Santos apresentou relatórios fraudulentos à comissão de valores mobiliários, desviou fundos de doadores de campanha, roubou identidades, cobrou cartões de crédito sem autorização, obteve seguro-desemprego por meio de fraude e mentiu em relatórios à Câmara dos Representantes dos EUA.

Do Holocausto à tragédia do clube noturno

As mentiras políticas que o levaram à eleição deixaram claro tratar-se de um mitômano, mentiroso compulsivo: o bolsonarista tentou costurar sua história pessoal ao Holocausto, à tragédia do 11 de Setembro e ao ataque ao clube noturno gay de Orlando em que foram mortas 49 pessoas.

Santos também disse que tinha sido a estrela do time de vôlei universitário da faculdade e que se dedicou tanto ao esporte que havia colocado próteses nos dois joelhos. Tudo história da carochinha, assim como os empregos que ele teria tido na Goldman Sachs e no Citigroup — formas que ele encontrou de se “vender” como um infalível ator do mercado financeiro.

John Durham, o promotor que chefiou as investigações, resumiu:

Hoje, George Santos foi finalmente responsabilizado pela montanha de mentiras, roubos e fraudes que perpetrou. Para o réu, era o dia do julgamento, e para suas muitas vítimas, incluindo doadores de campanha, partidos políticos, agências governamentais, órgãos eleitorais, seus próprios familiares e seus eleitores, é o dia da justiça.

Santos foi eleito na segunda tentativa de chegar ao Congresso, com 145.824 votos.

Toda sorte de golpe

A fraude eleitoral de Santos começou durante a campanha de 2022, quando ele e sua tesoureira Nancy Marks falsificaram informações junto à Comissão Eleitoral Federal (FEC) com o objetivo de qualificar a campanha a receber fundos partidários. 

Santos simulou empréstimos de 11 familiares à sua campanha com o objetivo de atingir a meta de doações de 250 mil dólares de terceiros em um trimestre. O Partido Republicano se baseia em relatórios do FEC para garantir a viabilidade financeira de seus candidatos. Santos também mentiu que havia emprestado 500 mil dólares à própria campanha, quando tinha depositados em suas contas bancárias apenas U$ 8 mil.

Entre julho de 2020 e outubro de 2022, George Santos roubou informações pessoais de seus doadores genuínos de campanha, através das quais fez transferências de cartões de crédito, inclusive para uso pessoal. De acordo com a acusação, ele:

procurou vítimas que sabia serem idosos sofrendo de comprometimento ou declínio cognitivo

Na campanha de 2022, o candidato montou um esquema de doações que em tese seriam utilizadas para propaganda eleitoral. Dois doadores transferiram U$ 25 mil cada, mas George Santos desviou o dinheiro para gastos pessoais.

Durante a pandemia de covid, embora formalmente funcionário de uma empresa de investimentos baseada na Flórida, George Santos recebeu ilegalmente U$ 24 mil em seguro-desemprego.

O candidato também mentiu oficialmente e por escrito em sua declaração de bens: que recebeu U$ 750 mil em salários de sua própria empresa, a Devolder Organization LLC; que tinha recebido mais de U$ 1 milhão em dividendos da Devolder; que tinha mais de U$ 100 mil em sua conta bancária pessoal; que tinha mais de U$ 1 milhão em poupança. Era tudo mentira.

Apesar de todas estas acusações, duas semanas antes de ser cassado pelos próprios colegas na Câmara, George Santos recebeu uma comitiva de bolsonaristas em seu gabinete, liderada por Eduardo Bolsonaro.

A comitiva foi até Washington denunciar “perseguição” ao bolsonarismo no Brasil, a mesma estratégia adotada por Santos antes de se declarar culpado.

Fonte: Revista Fórum

ADEUS FRANCISCO

Flávio Show – É funcionário dos Correios

Maceió, 27 Abril de 2025

O caçador de marajás virou a caça e 33 anos depois a Justica brasileira conseguiu descolorir e enjaular o ex Presidente da República Fernando Collor de Melo. Collor que havia sido eleito Presidente do Brasil em 1989 numa tabelinha bem sucedida com a TV Plim Plim, conseguiu uma proeza confiscar a poupança dos brasileiros, levando à falência milhares de CNPJs e cancelando outros milhares de CPFs. Essa medida foi a mais cruel num governo que durou apenas 2 anos, levando o povo às ruas vestidos de verde e amarelo em prol do seu impeachment, colorido esse que voltaria em 2018, mas com propósitos totalmente adversos aos movimentos da década de 90.
Boa parte dos “caras pintadas” dessa época sofreu uma metamorfose e hoje esses brasileirinhos são conhecidos como “cristãos patriotas e cidadãos de bem”, ou seja, viraram os caras de pau revestidos com muito óleo de peroba.
Pelo menos o presídio Balldomero em Maceió tá colorido de verdade!

Depois de 3 anos, outro ex Presidente tá no corredor que dá acesso as celas prisionais do nosso imenso Brasil Varonil. Diferente do Collor, Jair conseguiu terminar seu mandato e não mexeu na poupança de ninguém, mas confiscou na mão grande a aposentadoria dos trabalhadores tupiniquins e de quebra cancelou 700 mil CPFs à base de cloroquina e ivermectina. Muitas semelhanças entre os dois, confiscou e matou, mas pra ficar perfeito esse enredo o Inelegível precisa do seu passaporte para a prisão e uma heroína da Justiça deu um empurrãozinho ao entrar numa sala cenográfica que copiava perfeitamente uma UTI de hospital, a Oficial de Justiça passou 11 minutos ouvindo as lamentações de um péssimo ator moribundo em seu leito de morte, mas não adiantou tanto mimimi e a missão foi cumprida, agora é questão de tempo para os dois EXs dividirem um quadrado 4×4 com uma beliche, uma pia e vaso no chão para pensarem por anos sobre as cag…, maldades que fizeram.

Essa semana, infelizmente, o mundo produziu mais um EX, porém esse não confiscou e muito menos matou ninguém, ao contrário, ele fez o que seus antecessores nunca fizeram, abriu a portas e abraçou aqueles que mais precisavam, refugiados, moradores de rua, pessoas da comunidade LGBT.
O Papa Francisco conseguiu em 12 anos de papado mostrar o verdadeiro sentido e missão da igreja na terra plana, Francisco realmente quebrou muros na Igreja Católica, outrora inquebráveis, construiu pontes quilométricas levando o amor onde a razão sem nenhuma razão produzia cenas de carnificina ao vivo pelas telinhas dos celulares em guerras pelo mundo. Francisco não pregou a teoria da prosperidade, não pregou a ideologia de gênero, não pregou o dízimo como moeda de troca por um terreno no céu, nada disso, a única palavra que ele pregava, era a mesma que Cristo ensinou nos seus 33 anos vida, humildade, amor, partilha e salvação.

Francisco coloriu o Vaticano e com certeza indignou muitos “cristãos” brasileiros que só enxergam duas cores, a verde e amarela.
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 227

MST ocupa fazenda improdutiva no agreste de Alagoas

Na manhã deste sábado (26), cerca de 300 trabalhadores rurais ocuparam uma fazenda no município de Arapiraca, próximo à Vila Bananeira, reivindicando a destinação da área para a produção de alimentos na região.

As famílias montam acampamento desde as primeiras horas da manhã, mesmo sob ameaça de homens armados no local que tentam intimidar a ação do Movimento.

Ainda como parte das primeiras ações coletivas na ocupação, os Sem Terra realizaram um momento simbólico de plantio de mudas de árvores em homenagem ao legado do Papa Francisco à luta dos camponeses e camponesas em todo o mundo, sob o chamado “Nenhum Camponês sem terra”. Além da homenagem ao Papa, o plantio reafirma o projeto do MST para o estado e para a região: produzir comida e defender os bens da natureza!

A ocupação integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária que em 2025 demarca a luta dos Sem Terra com o lema “Ocupar para o Brasil alimentar” e que já realizou diversas ações desde o início de abril.

Fotos: Anidayê Angelo

Fonte: Comunicação MST Alagoas

Fraude no INSS: ONG do agro faturou com aposentadoria de indígenas

Acusada pela PF de descontar aposentadorias indevidamente, Conafer é presidida por empresário que enriqueceu tentando liderar indígenas.

Uma das organizações envolvidas na fraude do INSS, esquema bilionário que descontou dinheiro indevidamente de aposentados no Brasil, é uma ONG que atua com indígenas – mas é presidida por um proeminente pecuarista ligado ao centrão. 

O empresário mineiro Carlos Roberto Ferreira Lopes é dono de uma empresa de melhoramento genético de gado e uma holding nos EUA, e tem na família também uma empresa de mineração. 

Mas a organização que preside, a Conafer, Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares do Brasil, foi fundada em 2011 com a pretensão de representar agricultores familiares sem “ideologias políticas”.

Hoje, essa entidade está presente em terras indígenas de todas as regiões do país, bancando atividades sociais e movimentos locais. A Conafer é um dos alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União em abril e que levou ao afastamento do diretor do Instituto Nacional de Seguridade Social, o INSS, Alessandro Stefanutto. 

A entidade e outras dez organizações investigadas eram parceiras do INSS com a justificativa de ajudar mais pessoas a acessar benefícios previdenciários. 

Com os convênios, podiam descontar valores diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas — muitas vezes sem autorização — sob pretexto de oferecer serviços como assistência jurídica e odontológica. O esquema começou em 2016, cresceu após uma normativa de 2022 e gerou R$ 6,3 bilhões em descontos sobre 6 milhões de beneficiários. 

Além do presidente do INSS, outros quatro servidores do Instituto foram afastados, além de um policial federal. Diante da investigação, o INSS suspendeu temporariamente os acordos com essas entidades e a autorização de novos descontos.

Em nota, o INSS informou que aposentados e pensionistas que tiveram desconto indevido terão o dinheiro devolvido na próxima folha de pagamento. “Esses descontos vinham ocorrendo em governos anteriores. Na atual gestão, ações imediatas foram tomadas”, afirmou o órgão.

‘O modo operante deles é oferecer caminhonete locada e salário para as lideranças’.

A Conafer vem se expandindo nos territórios indígenas pelo menos desde 2018. Diferentemente de setores mais tradicionais do agro, a Conafer demonstra alinhamento com pautas dos povos indígenas, como na defesa do fim do marco temporal para assegurar a demarcação de terras dos povos originários. Mas, de acordo com líderes indígenas ouvidos pelo Intercept Brasil, o livre acesso da Conafer a comunidades é movido pelo poder financeiro.

“O modo operante deles é oferecer caminhonete locada e salário para as lideranças”, me disse um cacique do povo Pataxó, na Bahia, na condição de anonimato por temer represálias. 

As ações da Conafer em terras indígenas vão de entregas de cestas básicas a organização de campeonatos de futebol, passando pelo patrocínio de assembleias. Nas redes sociais, a entidade coleciona vídeos de indígenas declarando apoio à Conafer.

Em paralelo às alianças com lideranças indígenas, Carlos Lopes viu seus negócios pessoais prosperarem. Ele administra sua empresa de melhoramento genético de gado, a Concepto Vet, e seu filho toca uma empresa de mineração e agropecuária em Minas Gerais, a Lagoa Alta.

Nos últimos anos, Lopes ainda fundou uma holding nos Estados Unidos chamada Farmlands (terras agrícolas, na tradução livre) e a Jaguar, uma empresa de produtos artesanais indígenas, que tem uma unidade no Aeroporto Internacional de Brasília desde 2024 – e que já planeja expandir para os aeroportos de Madrid e Lisboa. 

Milhões de descontos no INSS – e milhares de reclamações por isso

A Conafer tem aval do próprio governo federal para fazer ações dentro dos territórios de promoção de aposentadorias, como uma espécie de assessoria para os indígenas conseguirem o benefício. 

Em 2022, por exemplo, a Conafer ajudou a organizar um mutirão com uma Unidade Móvel Flutuante da Previdência Social para comunidades indígenas na região de Barcelos, no Amazonas. 

Pelo menos parte do dinheiro da entidade vem dos descontos de aposentadorias dos associados. Para se ter uma noção, só em 2023 a Conafer recebeu R$ 202,3 milhões a partir de valores descontados de aposentadorias do INSS, segundo relatório do Tribunal de Contas da União, o TCU. 

O relatório chama a atenção para o importante aumento de associados em poucos anos, passando de 231 mil em 2021 para 641 mil em dois anos. Cada associado representa um desconto e um ganho a mais na conta da organização.

O INSS realiza acordos de cooperação técnica com entidades da sociedade civil desde 2014 com o objetivo de aumentar o acesso a benefícios previdenciários. A Conafer tem um acordo firmado com o órgão desde 2021, no governo Bolsonaro. A parceria começou a ser negociada em 2017, no governo Michel Temer, do MDB, e segue ativa no governo Lula.

O acordo permite o desconto direto na aposentadoria de associados da entidade, desde que autorizado pelo aposentado. Mas não é isso que vem acontecendo, de acordo com as investigações da Polícia Federal e processos judiciais consultados pelo Intercept.

A Conafer é a organização que mais recebe reclamações por descontos sem autorização, segundo auditoria-geral do INSS do ano passado.

O levantamento do TCU mostra ainda que, em apenas um ano, foram registradas 3.726 reclamações contra a Conafer no site Reclame Aqui, sendo que a maioria (67,9%) é por cobrança indevida. A PF investiga a possibilidade de falsificação de documentos de filiação e autorização.

A relação entre o governo federal e a Conafer não se limita ao INSS. Em dezembro de 2024, o Ministério das Comunicações, então chefiado pelo ministro Juscelino Filho, do União Brasil, fechou um acordo de cooperação com a Conafer para realizar cursos profissionalizantes com trabalhadores da agricultura – o que, na visão da Conafer, inclui os indígenas. 

Só no ano passado, a Conafer conseguiu 31 reuniões oficiais com representantes do governo federal, a maioria com os ministérios da Agricultura e das Comunicações. Também no final do ano passado, a Conafer assinou um protocolo de intenções com o Incra chamado “Aliança Pelo Campos”.

Entidades não reconhecem Lopes como liderança indígena

Carlos Roberto Ferreira Lopes se diz filho e neto de indígenas. Em eventos, costuma usar cocar e adereços indígenas. Embora não tenha nenhuma relação com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, a APIB, o empresário, segundo indígenas, costuma usar as alianças da Conafer com lideranças para ele mesmo se colocar como uma.

“Todo apoio à Conafer fica condicionado ao compromisso de divulgação da Conafer e de associação a ela”, explicou ao Intercept um indigenista que vive com o povo Kaingang, no Rio Grande do Sul, onde a organização também está presente – seu nome não será divulgado porque ele teme represálias.

O presidente da Conafer chegou a ser convocado como representante dos indígenas para participar de uma audiência no Senado sobre a concessão da Rodovia BR-163 no Pará. Lopes ainda participou de outra reunião na Funai, fazendo reivindicações em nome dos indígenas. 

Na cerimônia em que Lopes recebeu o título de cidadania sergipana na Assembleia Legislativa de Sergipe, o deputado estadual Luiz Fonseca, do PP, disse que o presidente da Conafer é “reconhecido como liderança indígena de Xingu, Yanomami e Pindorama”. 

A Conafer defende uma visão mais ampla do pequeno agricultor, incluindo indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Dessa maneira, a organização tem uma possibilidade maior de associados. Apesar do nome de “confederação”, a entidade não é ligada a sindicatos, a CUT ou à Contag.

Um dos principais aliados do presidente da Conafer, a quem ele chama de “amigo e orientador”, é o senador Chico Rodrigues, do PSB de Roraima. 

O parlamentar já foi flagrado com dinheiro na cueca em uma operação da PF e defendeu o garimpo em terras indígenas. Além disso, teve um avião de sua propriedade flagrado circulando em garimpo ilegal em terra Yanomami, em 2018. 

Nada disso foi empecilho para, no ano passado, Rodrigues e Lopes lançarem juntos uma frente parlamentar mista em defesa do empreendedorismo rural.

Lopes defende uma autonomia dos indígenas em explorar seu próprio território, sem explicitar claramente em quais modalidades. Em sua fala no lançamento da frente parlamentar, ele associa seu programa de melhoramento genético com o empreendedorismo rural e cita os indígenas como um público-alvo.

“Fizemos o maior programa de melhoramento genético do mundo, acontecendo simultaneamente em 4.500 municípios. Hoje, com mais de 37 mil bezerros nascidos, com mais de 92 mil vacas prenhas confirmadas. Esses animais irão empreender essas propriedades. Empreender é criativizar e realizar. Hoje temos povos indígenas que têm a total capacidade de se assumir e se representar economicamente no mundo”, declarou.

Em fevereiro deste ano, uma ex-funcionária da Conafer, Maria Cícera Salustriano Caeteano, da aldeia Xukuru do Ororuba, lançou a Embaixada dos Povos Indígenas, em Brasília. 

A entidade se coloca como uma organização de defesa dos indígenas em contraponto à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, a APIB, que tem como uma de suas fundadoras a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. 

Na ocasião do lançamento da Embaixada, a APIB divulgou uma nota informando não ter relação com a nova organização: “Não temos nenhum vínculo com a mesma, nem de seus reais propósitos”.

O Intercept entrou em contato com a Conafer e com o senador Chico Rodrigues, mas não houve um retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Fonte: Intercept Brasil

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