Dia Internacional da mulher marcado por protestos e reivindicações

Em todo o mundo, há hoje protestos para marcar o Dia Internacional da Mulher. Os manifestantes querem mostrar que, mais do que festejar, a data é uma oportunidade de chamar a atenção para situações de desigualdade.

Em Portugal, há hoje manifestações em várias cidades do país. A Rede 8 de Março, que organiza os protestos, lembra os 50 anos da primeira manifestação do Dia da Mulher depois do 25 de Abril, em 1974.

“Há 50 anos, as mulheres tomaram as ruas em Lisboa numa manifestação histórica do Movimento de Libertação das Mulheres, escreve a Rede 8 de Março, na convocatória dos protestos que têm como tema “Pão e cravos”.

Na Polónia, a interrupção voluntária da gravidez volta a estar no centro dos protestos. Ativistas do grupo Abortion Dream Team abriram um centro de distribuição de pílulas abortivas, junto ao parlamento.

Este centro é uma forma simbólica de pressionar os políticos a mudar a lei, uma das mais restritivas da Europa. As ativistas foram acompanhadas de seguranças privados  durante a abertura, num país muito marcado pela influência da Igreja Católica.

A liberalização do aborto foi uma das promessas eleitorais do primeiro-ministro Donald Tusk que tem, no entanto, encontrado resistência dentro da coligação com quem está a governar o país.

Na Turquia, milhares de pessoas saíram à rua em diferentes cidades. Protestos que foram acompanhados perto pela polícia de choque.  Vários grupos feministas acusam o Governo do presidente Recep Erdogan de restringir os direitos das mulheres e não fazer o suficiente para lidar com a violência contra as mulheres.

Em 2011, Erdogan retirou a Turquia da Convenção de Istambul, respeitante a violência doméstica. Este ano de 2025 foi declarado o Ano da Família, um projeto que para as feministas é uma forma de promover a limitação do papel das mulheres à família e à maternidade.

Em Itália, uma procissão colorida, com mulheres, homens, mas também crianças e idosos, marchou pelas ruas de Roma até ao Circo Máximo, na sequência da manifestação convocada pelo nono ano consecutivo pela associação “Non una di meno”.

O movimento feminista e transfeminista luta desde 2016 contra todas as formas de violência de género e “contra todas as faces que o patriarcado assume na sociedade em que vivemos”. De acordo com os organizadores, houve mais de vinte mil participantes.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra todo o fascismo, contra a violência contra as mulheres e o patriarcado. Mas também a favor das mulheres palestinianas ou curdas, contra os governos de Milei na Argentina ou Trump nos EUA, contra a Europa que se quer armar.

Foram lançadas bombas de fumo cor-de-rosa e foram exibidos cartazes contra o Ministro da Educação Giuseppe Valditara. Também foi exibido um cartaz para Giulia Cecchettin, a jovem mulher morta pelo seu ex em novembro de 2023, que se tornou um símbolo trágico do feminicídio.

Espanha também foi palco de manifestações em massa pelos direitos e igualdade da mulher. Em Madrid, mais de 80 000 pessoas, segundo os organizadores (25 000 segundo a Delegação do Governo), percorreram as ruas de Atocha até à Praça de Espanha sob o lema “o feminismo foi a chuva necessária”. O mau tempo não impediu que os cidadãos aderissem à causa, demonstrando que o empenhamento na igualdade ultrapassa qualquer obstáculo meteorológico.

A manifestação reuniu ativistas de todas as idades, desde veteranas com décadas de luta feminista a jovens raparigas com cartazes com mensagens como “não somos princesas, somos guerreiras”. Homens e mulheres uniram-se pela igualdade, sublinhando a inclusão de um movimento que muitos participantes descreveram como benéfico para a sociedade em geral.

Um tema recorrente entre os manifestantes foi o alarme sobre as atitudes machistas dos adolescentes. A preocupação com uma possível regressão nos valores de igualdade entre os jovens foi evidente nos testemunhos recolhidos. Muitos manifestantes apontaram a influência negativa das redes sociais e de certos discursos que parecem estar a impor-se entre os jovens. Os participantes insistiram na importância de não dar por garantidos os direitos conquistados, lembrando que qualquer progresso pode ser revertido se não for mantida uma atitude vigilante e combativa.

Há dois movimentos distintos: o da Comissão 8M, de manhã, e o do Movimento Feminista de Madrid, à tarde. A mesma situação repetiu-se noutras cidades, como Barcelona, onde as feministas marcharam em manifestações diferentes, evidenciando as discrepâncias internas que o movimento atravessa atualmente. A manifestação da manhã contou com a presença de representantes do PSOE, Podemos e Sumar.

No Afeganistão, o Governo emitiu um comunicado a defender o país em matéria de direitos das mulheres. No texto, os talibãs escrevem que as afegãs vivem em segurança, com os direitos protegidos.O porta-voz do Governo talibã, Zabihallah Mujahid,  disse ainda que a prioridade do país é a defesa a dignidade, da honra e dos direitos das mulheres.

Mas as Nações Unidas parecem ter outra opinião. A chefe da Missão da ONU no país, Roza Otunbayeva,  disse que “o apagamento das mulheres e crianças afegãs da vida pública não pode ser ignorado.”

Uma data global

O Dia da Mulher começou a ser comemorado no início do século XX, como uma data ligada aos protestos operários, pacifistas  e ao sufrágio feminino. Nas décadas seguintes, foi sobretudo promovido por países comunistas e movimentos de esquerda.

Em 1975, a ONU festejou o Ano Internacional da Mulher e, dois anos mais tarde, a Assembleia Geral reconheceu o Dia Internacional da Mulher. Hoje a data é feriado em mais de 20 países, incluindo o Afeganistão, Ucrânia, Rússia e Cuba.

Este ano, a ONU adotou como tema “Para todas as mulheres e meninas: direitos, igualdade, empoderamento”. O secretário-geral, António Guterres, gravou uma mensagem em que defendeu que as sociedades igualitárias são mais prósperas.

Fonte: Euronews

Defensoria denuncia Prefeitura de Maceió por descumprir ordem judicial sobre transporte escolar

Gestão JHC autorizou a circulação de veículos escolares sem a devida inspeção, colocando em risco a segurança dos estudantes

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) apresentou, nessa sexta-feira (7), um novo pedido ao Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ/AL) denunciando o descumprimento de uma decisão judicial que ordenava a volta dos ônibus escolares em Maceió somente após uma vistoria prévia e rigorosa realizada pelo Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT). A medida foi inicialmente tomada pelo Ministério Público Estadual em abril de 2024, com o apoio da DPE, do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual.

De acordo com a apuração da Defensoria Pública, a situação é alarmante. Em uma vistoria realizada na quinta-feira (6), o defensor público Lucas Monteiro Valença constatou que, apesar da decisão judicial, a Prefeitura de Maceió autorizou a circulação de veículos escolares sem a devida inspeção, colocando em risco a segurança dos estudantes. Até o final de fevereiro, apenas 51 dos 241 ônibus em operação haviam sido inspecionados, o que representa menos de 21% da frota.

Vale lembrar que, no dia 20 de fevereiro, a Defensoria Pública, junto aos MPs Estadual e Federal, obteve uma liminar que suspendeu a circulação dos ônibus escolares da empresa Localine devido à falta de segurança nos veículos. No entanto, essa decisão foi revogada no dia seguinte, após recurso da Prefeitura, que argumentou pela liberação gradual dos ônibus aprovados nas vistorias.

A denúncia reforça o risco iminente para a segurança dos alunos e a total negligência por parte da gestão municipal, que, segundo a Defensoria, continua a permitir a circulação de veículos inseguros, comprometendo a integridade física dos estudantes de Maceió.

Fonte: 082 Notícias

General Mario Fernandes autor do plano para matar Lula, Alckmin e Moraes já se assume réu 

O general Mario Fernandes, que tinha cargo no governo Bolsonaro e planejou assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vai apresentar sua defesa e já considera “admitida” a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Sua defesa falou que só deve tentar contrapor as provas reunidas quando Mario Fernandes virar réu. Ao mesmo tempo, os advogados tentam tirar o caso do STF e levá-lo para a 1ª Instância.

Fernandes era secretário-executivo, o número 2 da Secretaria-Geral da Presidência quando o governo Bolsonaro se mobilizou para dar um golpe de estado e manter Jair no poder.

O general “ficou responsável por coordenar as ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas”, assinalou o MPF.

Em seus arquivos, a Polícia Federal encontrou o documento intitulado “Planejamento Punhal Verde Amarelo”, que descrevia as ações e materiais necessários para os assassinatos de Lula, Geraldo Alckmin e Moraes.

O planejamento citava a necessidade de “reconhecimento operacional” em “locais de frequência e estadia” e itinerários, além da necessidade de quatro agentes com instrução, coletes balísticos, armamentos individuais (pistola), granada de luz e som e fuzis.

No dia 9 de novembro de 2022, Mario Fernandes imprimiu o planejamento no Palácio do Planalto e o levou para o Alvorada, onde se encontrou com Jair Bolsonaro.

Em uma conversa com Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, o general Fernandes mostrou que Jair Bolsonaro tinha conhecimento do plano. “Durante a conversa que eu tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo”, falou o bolsonarista.

O plano chegou a ser colocado em prática com o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes e com militares das Forças Especiais, os chamados “kids pretos”, indo às ruas de Brasília para o assassinato. O grupo se articulou em um grupo de WhatsApp chamado “Copa 2022” e escondeu suas identidades atrás de novos números de celular.

O Ministério Público Federal já apresentou ao Supremo Tribunal Federal a denúncia contra Mário Fernandes, Jair Bolsonaro e mais 32 pessoas. Agora, a Corte espera as manifestações de defesa para decidir se aceita ou não a denúncia, aproximando o caso do julgamento.

Fonte: Hora do Povo

Lula: “A terra tem que estar na mão do povo para que ele possa produzir”

Presidente participa de evento em Minas para entrega de 12 mil lotes para assentamentos rurais, além de liberação de créditos para famílias assentadas e decretos de desapropriação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira, 7 de março, da entrega de 12.297 lotes para famílias acampadas em 138 assentamentos rurais. No total, são 385 mil hectares espalhados em 24 estados. Durante a cerimônia, em Campo do Meio (MG), Lula assinou sete decretos de interesse social para fins de reforma agrária, somando 13.307 hectares e R$ 189 milhões em investimentos.

“Quem tem causa, coragem, quem tem caráter e dignidade não foge, enfrenta. E vocês enfrentaram e hoje estão colhendo aquilo que tanto lutaram. Vocês estão orgulhosamente com todos os direitos garantidos para fazer aquilo que é o sonho de vocês. O que fizemos hoje é o início do pagamento de uma dívida de 525 anos que esse país tem com o povo brasileiro. O que queremos é dar oportunidade para todo mundo”, afirmou o presidente.

Lula defendeu a destinação de terras públicas para reforma agrária, argumentando que o Estado não deveria manter grandes extensões de terras improdutivas. O presidente enfatizou que é o momento do Programa Terra da Gente, que define as prateleiras de terras disponíveis no país, começar a gerar os resultados esperados.

“Quem é o Estado? É o povo. E a terra tem que estar na mão do povo para que ele possa produzir. Levamos dois anos para colocar essa prateleira de pé, agora é preciso que essa prateleira comece a disponibilizar as terras para que a gente possa assentar, não apenas quem já está em acampamento, mas também fazer com que outras pessoas que queiram, tenham o direito de trabalhar”, declarou Lula.

O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) destacou a importância da luta dos trabalhadores pela terra, a relevância do movimento para a produção de alimentos e relatou que ele, o presidente Lula e outros ministros puderam conhecer o Quilombo Campo Grande, onde há a produção de diversos tipos de cultivo.

“Pudemos ver a produção de café, milho, gergelim, mandioca e tantas produções de frutas, como goiaba. Muita coisa que pudemos ver aqui e hoje estamos vendo a virtude da reforma agrária, que produz alimentos para ir para a mesa do povo brasileiro”, disse.

Teixeira também enfatizou outros anúncios realizados durante o evento, como mais investimentos para o Crédito Instalação, o Pronera e a segunda operação do Pronaf A. “Aqui é o começo, a alavanca, é o movimento para a gente crescer e assentar milhares de acampados que estão debaixo de lona. Por isso, não vamos dormir enquanto não assentarmos o último acampado nesse Brasil”.

DECRETOS — Os sete decretos de desapropriação assinados pelo presidente Lula envolvem três imóveis no Complexo Ariadnópolis: as fazendas Ariadnópolis (3.182 ha), Mata Caxambu (248 ha) e Potreiro (204 ha). Outras fazendas incluídas são: Santa Lúcia (5.694 ha), localizada no município de Pau-d’Arco (PA); Crixás (3.103 ha), em Formosa (GO); São Paulo (749 ha), em Barbosa Ferraz (PR); e Fazenda Cesa – Horto Florestal (125 ha), em Cruz Alta (RS).

PORTARIAS — Uma Portaria Interministerial, assinada pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda, estabeleceu um limite de R$ 700 milhões para adjudicações (posse) a serem realizadas em 2025.

RESPEITO — Jorge Messias, Advogado-Geral da União (AGU), afirmou que o Governo Federal atuará para fazer valer o decreto presidencial e assegurar que os agricultores tenham, de fato, o direito à terra respeitado. “Estamos aqui para garantir que a lei seja cumprida, que a Constituição seja cumprida e que o direito que o presidente Lula está agora reconhecendo seja fielmente cumprido”, pontuou.

ASSENTAMENTOS — O MDA e o Incra também assinaram cinco portarias de criação de projetos de assentamento, envolvendo terras adquiridas para solução de conflitos e pagas com o orçamento de 2024, no total de R$ 383 milhões. Outras quatro portarias foram assinadas para a criação de assentamentos em terras públicas, com transferência de áreas da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para o Incra.

Números e investimentos na reforma agrária

Números e investimentos na reforma agrária

RETORNO — O presidente do Incra, César Aldrighi, reforçou o retorno positivo da autarquia na reforma agrária do país. “É com muito orgulho que a gente vem aqui falar no meio desse lugar que simboliza a resistência, a luta, o compromisso, e volta a assinar decretos de desapropriação depois de longos anos. Os decretos simbolizam a entrega de 138 assentamentos e inicia a reforma agrária depois de longos anos sombrios”, disse Aldrighi.

CRÉDITO INSTALAÇÃO — Para ampliar a destinação de recursos voltados ao desenvolvimento agrícola das famílias assentadas, o Governo Federal anunciou R$ 1,6 bilhão para Crédito Instalação em 2025, que podem ser aplicados em habitação, apoio inicial e fomento aos jovens e mulheres na reforma agrária. Estima-se que pelo menos 18 mil famílias serão beneficiadas com novas moradias.

PRONAF A — Outra autorização realizada no evento foi a segunda rodada do Pronaf A, com liberação de crédito de até R$ 50 mil — com 25% de rebate e juros entre 0,5% e 1,5% ao ano — além de R$ 48 milhões para o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) em 2025. Além disso, foram destinados R$ 900 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em que boa parte da produção será comprada de famílias assentadas de reforma agrária.

DESENROLA — A cerimônia também marcou a assinatura de contratos de renegociação de dívidas, por meio do Desenrola Rural, com assentados da reforma agrária. O Programa lançado em fevereiro permite o refinanciamento de débitos com descontos de até 96% para o público da reforma agrária.

TÍTULOS — Outros 243 títulos de terras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) — totalizando R$ 53,7 milhões — e títulos de domínio foram entregues para dez famílias em assentamentos dos estados de Tocantins, Mato Grosso, Bahia, Pará e Acre, no âmbito do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA). As escrituras entregues pelo PNCF, além de acesso a terra, viabilizam a inserção dos beneficiários em outras políticas públicas voltadas à geração de renda e produção, como o Pronaf, o PAA e o PNAE.

REPRESENTANTES — A dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Ceres Hadich, ressaltou a urgência de enfrentar os problemas relacionados à luta pela terra e à reforma agrária no Brasil. “Essa é a maior cicatriz aberta da nossa história. São mais de 500 anos de violação e negação desse que é um direito humano essencial, o direito do acesso à terra, aos bens naturais, à vida em abundância e ao trabalho com dignidade”, afirmou.

RESISTÊNCIA — O representante estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Silvio Neto, destacou a resistência dos trabalhadores rurais do Quilombo Campo Grande, que enfrentaram múltiplos despejos. “O grande homenageado hoje tem que ser esse povo, que resistiu, e que essa resistência inspire todos os lutadores. A partir desse decreto vamos ampliar a nossa produção, seguir nos alimentando e alimentando a cidade”, disse.

ESFORÇO — Já a secretária de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (CONTAG), Edjane Rodrigues, reconheceu o esforço do Governo Federal para a reforma agrária. “É a agricultura familiar que vai acabar com a fome no Brasil, com preços justos tanto para quem vende quanto para quem compra”, afirmou.

PRODUÇÃO — Representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (CONTRAF), Josana Lima enfatizou que a produção de alimentos no Brasil é feita, em grande parte, por meio dos agricultores familiares. “São os agricultores que garantem a comida de qualidade na mesa dos brasileiros. Hoje é um dia de celebração e de reafirmação do compromisso histórico que temos com a luta da reforma agrária nesse país, pela produção de alimentos saudáveis e pelo fortalecimento da agricultura familiar”, disse Josana.

QUILOMBO CAMPO GRANDE — O Complexo Ariadnópolis era parte da massa falida da Usina Ariadnópolis, que encerrou as atividades em 1996 com dívidas e sem pagar direitos trabalhistas. Em 1998, ex-funcionários ocuparam a terra e fundaram o Quilombo Campo Grande, formado por 11 acampamentos e mais de 450 famílias, cada uma com cerca de 8 hectares. A comunidade produz e comercializa mais de 160 alimentos, incluindo mandioca, feijão, hortaliças, milho e café. O café, cultivado em mais de 2,2 milhões de pés e vendido sob a marca Guaií, tornou-se uma referência nacional em qualidade.

Fonte: Gov.br

Trump ameaça estudantes pró-Palestina nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump está em franca perseguição a estudantes e Universidades pró-Palestina. Trump declarou uma série ações com objetivos de punir estudantes que se manifestarem contra o genocídio do povo palestino e limitar a liberdade de expressão nas instituições educacionais.

“Todo o financiamento federal cessará para qualquer faculdade, escola ou universidade que permita protestos ilegais.”
“Os agitadores serão presos e/ou devolvidos permanentemente ao país de onde vieram.”
“Estudantes estadunidenses serão expulsos permanentemente ou, dependendo do crime cometido, presos.”

Visita de ex-primeiro-ministro israelense gera protestos

Mais de 200 manifestantes protestaram contra a palestra do ex-primeiro-ministro e atual Ministro da Defesa de Israel, Naftali Bennett na Universidade de Columbia na última terça-feira (4). O protesto aconteceu mesmo depois que Trump ameaçou cortar o financiamento federal.

Columbia foi a principal Universidade norte-americana que abrigou a maior ocupação contra o genocídio do povo palestino em 2024.

Fonte: Petista.org.br

Mãe solo

Os noticiários disparam manchetes de Hollywood. “Ainda estou aqui” venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro. O Brasil festeja, comemora-se como se fosse a final de uma Copa do Mundo.

Entretanto, no ônibus lotado ela carrega no seu colo, o fruto do seu ventre, que adormecida às seis da manhã agarra-se aos seus braços. O seu corpo cansado, num ônibus lotado, futuro incerto.

Mas, ela tem que chegar ao trabalho. Ela tem que sair todo dia da periferia e chegar no bairro nobre da cidade, onde ganha seu sustento como cozinheira de um restaurante de luxo, e não pode atrasar, pois os fregueses começam a chegar ao meio dia.

Ela trabalha dez horas por dia, em pé, sem descansar na maldita escala seis por um. E numa rotina exaustiva, ela pega o ônibus lotado todo dia, são duas horas pra ir e mais duas para voltar. Com sua filha de um ano no colo, seu mais precioso patrimônio, ela faz uma parada para deixá-la na casa de sua mãe, por que não tem creche pública no seu bairro.

Ela é mãe solo.

E ainda está aqui.

Por Carlos Gaza

Em nova carnificina, Israel mata 35 palestinos em Gaza em 24 horas

O Ministério da Saúde palestino registrou, nesta quinta-feira (5), ao menos 35 mortos e dez feridos, em um período de 24 horas, devido às prolongadas violações de Israel em Gaza, reportou a agência de notícias Safa.

Os corpos foram transferidos a diversos hospitais de Gaza, segundo as informações.

O ministério notou em comunicado que, dentre as fatalidades, trinta foram resgatados dos escombros, uma pessoa sucumbiu de ferimentos e outros quatro foram mortos por disparos e bombardeios de Israel, em violação do cessar-fogo.

A pasta reafirmou que milhares de vítimas permanecem sob os destroços e mesmo nas ruas e estradas de Gaza, de modo que equipes de emergência e defesa civil ainda têm dificuldades em alcançá-las.

O ministério também atualizou as baixas em Gaza, sob ataques de Israel desde outubro de 2023, com 48.440 mortos e 111.845 feridos.

A pasta solicitou ainda às famílias dos mortos e desaparecidos que os registrem em seu portal online, para garantir documentação devida das violações israelenses.

Gaza permanece destruída, sob frágil cessar-fogo desde 19 de janeiro, após mais de 15 meses de ataques indiscriminados de Israel a comunidades civis.

As ações israelenses constituem crime de punição coletiva e genocídio, investigado em Haia, pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) — que julga Estados — e pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) — que julga indivíduos.

Fonte: Monitor do Oriente

Bancada do PT na Câmara decide apoiar a luta contra jornada 6×1

Como a decisão é recente, a bancada não definiu ainda se caberá ao governo liderar campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas já se organiza para centrar esforços no debate que se inicia no Parlamento a partir da próxima semana.

Liderada pelo deputado Lindbergh Farias (RJ), a bancada do PT na Câmara passou a apoiar o fim da escala seis dias de trabalho e um de descanso (6×1) como uma de suas principais bandeiras na disputa política para este ano. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso na tentativa de rever a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com vistas à possível reeleição, em 2026.

Como a decisão é recente, a bancada não definiu ainda se caberá ao governo liderar campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas já se organiza para centrar esforços no debate que se inicia no Parlamento a partir da próxima semana. A articulação política do governo será transmitida à hoje presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, que assume a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) nesta segunda-feira.

Pauta

Na semana passada, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala quatro dias de trabalho e três de descanso (4×3). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC sobre a pauta.

A mudança na SRI, na avaliação de petistas ouvidos pela mídia conservadora, deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Hoffmann, ainda segundo integrantes da legenda, integra o esforço adotado pelo governo Lula para retomar a popularidade perdida, após uma série de erros na comunicação do governo.

Ao longo dos últimos dois anos, a articulação política do governo estabeleceu fatores que reduziram a popularidade do presidente. Entre eles são apontados por integrantes da base aliada a Lula os erros na economia, apatia política e desconexão com a realidade dos trabalhadores.

Fonte: Correio do Brasil

Governo Lula zera tarifa de vários alimentos para conter alta dos preços

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (6) uma série de medidas para conter a alta dos preços dos alimentos. Entre as ações, foi decidido zerar a tarifa de importação para produtos como carne, café, açúcar, milho e azeite de oliva.

Durante a coletiva, o vice-presidente destacou que as medidas adotadas não causarão prejuízos aos produtores e trarão benefícios aos consumidores.

“O governo está abrindo mão de impostos em favor da redução de preços. Nós entendemos que isso não vai prejudicar o produtor brasileiro. Há períodos de preços mais altos e mais baixos. Estamos em um momento em que reduzir o imposto ajuda a diminuir os preços. Essa é uma medida complementar. Não vai prejudicar o produtor, mas vai beneficiar os consumidores”, afirmou Geraldo Alckmin.

  • Azeite: (hoje 9%)
  • Milho: (hoje 7,2%)
  • Óleo de girassol: (hoje até 9%)
  • Sardinha: (hoje 32%)
  • Biscoitos: (hoje 16,2%)
  • Massas alimentícias (macarrão): (hoje 14,4%)
  • Café: (hoje 9%)
  • Carnes: (hoje até 10,8%)
  • Açúcar: (hoje até 14%)
  • De acordo com Alckmin, a redução das tarifas vai entrar em vigor nos próximos dias após serem aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). 
  • Fortalecimento dos estoques reguladores da Conab 
  • O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou uma série de medidas para fortalecer a segurança alimentar e conter a alta de preços no país. Além da redução de tarifas de alimentos, ele destacou o reforço dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sem entrar em detalhes sobre o plano. A Conab havia solicitado, no mês passado, R$ 737 milhões para recompor seus estoques, que foram significativamente reduzidos nos últimos anos.
  • Outra prioridade anunciada por Alckmin é o foco na produção de alimentos da cesta básica no próximo Plano Safra. Segundo ele, os financiamentos subsidiados serão direcionados principalmente para produtores rurais que cultivem itens essenciais, como arroz, feijão e outros produtos que compõem a cesta básica. O objetivo é estimular a produção voltada para o mercado interno, garantindo maior oferta e preços mais acessíveis.
  • Além disso, o governo pretende acelerar a implementação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA). Esse sistema, que descentraliza as inspeções sanitárias, permitirá que estados e municípios realizem o trabalho de fiscalização. A meta é ampliar o número de registros no sistema dos atuais 1.550 para 3 mil, agilizando a liberação de produtos como leite, mel, ovos e carnes para comercialização em todo o país.
  • Segundo Alckmin, essas medidas visam não apenas garantir o abastecimento, mas também reduzir custos e agilizar processos, beneficiando tanto produtores quanto consumidores.

Fonte: Revista Fórum

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