Tarcísio defende Bolsonaro e ataca Moraes: “prisão absurda e sem provas”

Governador de São Paulo chama decisão de absurda, questiona democracia e afirma que ex-presidente é vítima de perseguição

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou duramente a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), determinada nesta segunda-feira (4), e classificou a medida como um “absurdo”. Nas redes sociais, Tarcísio defendeu o ex-presidente, seu padrinho político, e disse que as acusações que motivaram a decisão judicial não têm sustentação. “A prisão de Jair Bolsonaro é um absurdo. A verdade é que Bolsonaro foi julgado e condenado muito antes de tudo isso começar. Uma tentativa de golpe que não aconteceu, um crime que não existiu e acusações que ninguém consegue provar”, escreveu o governador.

Sem citar nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela determinação, Tarcísio sugeriu que a decisão atenta contra princípios democráticos. “Vale a pena acabar com a democracia sob o pretexto de salvá-la? Será que não está claro que estamos avançando em cima de garantias individuais? Já passou da hora das instituições tomarem iniciativas para desescalar a crise, acabarem com uma disputa que resulta em soma zero, que mostra incapacidade de resolver e mediar conflitos, que não gera outro efeito senão a perda de confiança”, afirmou.

O governador ainda disse que a decisão atinge não apenas Bolsonaro, mas também seus apoiadores. “Hoje, cada um dos brasileiros de bem que acredita na liberdade, na democracia e na justiça, está sendo punido também. Mas saibam, não vão calar o movimento. Força, presidente. Estamos com você”, completou.

A prisão domiciliar foi decretada após Moraes alegar descumprimento de medidas cautelares impostas em 18 de julho, quando Bolsonaro recebeu tornozeleira eletrônica e foi proibido de utilizar redes sociais. No domingo (3), durante atos em defesa de anistia a réus da chamada “trama golpista”, vídeos com a participação de Bolsonaro foram exibidos por apoiadores, em violação à determinação de que ele não poderia se manifestar nem por intermédio de terceiros.

Tarcísio, cotado como possível presidenciável para 2026, é apontado como o principal herdeiro político de Bolsonaro, que se encontra inelegível. Apesar disso, o governador foi criticado por aliados por não comparecer ao ato realizado na avenida Paulista no domingo. Segundo sua assessoria, no mesmo dia ele realizou um procedimento médico para tratar um nódulo na tireoide, recebendo alta horas depois.

A nova escalada da crise política entre o bolsonarismo e o Supremo ocorre em meio ao acirramento da disputa sobre os rumos da direita no país, com Tarcísio tentando equilibrar sua lealdade ao ex-presidente e suas próprias ambições políticas em São Paulo.

Fonte: Brasil 247

URGENTE: Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente, segundo o entendimento do magistrado.

De acordo com Moraes, Bolsonaro voltou a usar as redes sociais de forma indireta, por meio dos perfis dos filhos, contrariando restrições fixadas pela Corte. O ministro afirmou que o comportamento demonstra “completo desrespeito” às ordens do STF e indicou a necessidade de medidas mais rígidas.

“As condutas de JAIR MESSIAS BOLSONARO desrespeitando, deliberadamente, às decisões proferidas por esta SUPREMA CORTE, demonstra a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu, mesmo com a imposição de medidas cautelares diversas da prisão”, escreveu Moraes na decisão.

Agora, além do uso da tornozeleira eletrônica, o ex-presidente está proibido de receber visitas que não sejam de parentes próximos e advogados, e todos os aparelhos celulares disponíveis em sua residência devem ser recolhidos.

Por que Moraes decretou prisão domiciliar? 

Mesmo proibido de sair de Brasília e de utilizar redes sociais, Bolsonaro participou virtualmente de manifestações em sua defesa no último domingo (4). Em um vídeo divulgado nas redes pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e apagado horas depois, o ex-presidente aparece enviando uma mensagem a apoiadores reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, com a tornozeleira eletrônica visível.

Magistrados da Corte avaliaram que o gesto poderia configurar nova violação das medidas cautelares impostas a Bolsonaro. Isso porque Moraes já havia deixado claro, em despachos anteriores, que o ex-presidente também está proibido de utilizar perfis de terceiros para se manifestar publicamente, incluindo aliados e familiares.

Moraes entendeu que esse tipo de ação configurou uso indireto das redes sociais para burlar a decisão judicial. No último dia 24 de julho, Moraes já havia advertido Bolsonaro após declarações públicas feitas na Câmara dos Deputados.

Fonte: DCM

PM de Tarcísio persegue policiais que se recusam a participar de cultos da Igreja Universal

Policiais militares de São Paulo denunciam a obrigatoriedade velada de comparecimento a cultos religiosos da Igreja Universal do Reino de Deus dentro da corporação. O cabo Marco Aurélio Bellorio, católico, recusou-se a participar de uma reunião no templo da Universal após um turno de 13 horas de serviço. Por isso, sofreu perseguição interna, respondeu a processo disciplinar e entrou com ação na Justiça por danos morais, que foi rejeitada. Agora, cinco anos depois do episódio, o processo contra ele foi reaberto.

Segundo Bellorio, ele foi punido por não aceitar “ficar ouvindo pastor” e afirma que vive num estado laico, com liberdade religiosa. Outros policiais relatam situações semelhantes. O soldado Marcelo, ateu, diz que se ausenta quando pastores aparecem no batalhão. Ele afirma sofrer retaliações por não aceitar participar das reuniões religiosas e critica a presença constante de líderes da Universal nas instalações da PM.

Os encontros são organizados pela Universal nas Forças Policiais (UFP), projeto criado em 2018. Os eventos envolvem pregações, orações e falas de comandantes, muitas vezes em horário de expediente e com a tropa fardada. Em fevereiro deste ano, 2.500 PMs participaram de uma reunião de 12 horas no templo do Brás, em São Paulo, para definição de vagas de trabalho. A Universal afirma que presta “assistência espiritual e social”, mas não respondeu aos questionamentos sobre doutrinação.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nega vínculos formais com igrejas e diz que os espaços religiosos são apenas cedidos. No entanto, ex-policiais e especialistas criticam a prática e afirmam que há violação da laicidade do Estado. Segundo o ex-PM Leandro Prior, esses eventos têm caráter doutrinário e focam policiais emocionalmente fragilizados, muitos com histórico de depressão ou uso de psicotrópicos.

A imposição de presença nesses cultos religiosos também gerou reações no Ministério Público. No Distrito Federal, foi aberto inquérito contra um comandante que obrigou a tropa a comparecer a um evento na sede da Universal. Em São Paulo, o deputado Paulo Reis (PT) pediu providências ao MP, mas o caso foi arquivado. Para o cientista político Guaracy Mingardi, qualquer obrigatoriedade nesse sentido é inconstitucional e deve ser punida.

Atualmente, a Universal afirma ter 20 mil capelães atuando no país, número próximo ao total de padres católicos em atividade. O projeto se expandiu para outras forças, como Exército, Polícia Civil e Aeronáutica, e pode estar sendo replicado por outras denominações evangélicas, como a Assembleia de Deus. Em um caso extremo, um PM morreu em acidente após ser forçado a comparecer a uma dessas reuniões sem ter descansado do turno anterior. As informações são do The Intercept.

Fonte: DCM

Sobre a relação PT/MDB em Alagoas

Não é de hoje que a relação política entre o PT e o MDB em Alagoas gera controvérsias, dentro e fora do Partido dos Trabalhadores. A partir de fora, naturalizou-se a máxima de que o PT alagoano é um “puxadinho” do MDB local, comandando pelo senador Renan Calheiros, o que acabou contaminando também a percepção interna entre parcela de filiados ao PT, à qual defende rompimento total com os emedebistas. Mas nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

Evidente que há muito tempo o PT tem, em meu ponto de vista, errado nessa relação. Não por estar majoritariamente coligado ao MDB nas disputas eleitorais locais, mas por não ter usado esse tempo – ao menos desde 2003, quando aderiu à base de Lula em seu primeiro governo, após ter votado em José Serra no pleito de 2002 – para crescer politicamente em Alagoas, não somente em espaços institucionais, mas também em influência política junto aos alagoanos.

O PT – assim como toda a esquerda alagoana – tem pecado no trabalho de formação, consolidação e fortalecimento de lideranças. Por isso, os quadros são sempre os mesmos e nos mesmos tamanhos de sempre, relegando à militância somente o papel de claque em manifestações de rua e plenárias partidárias.

Um parêntese: isso não é “privilégio” do PT, mas um partido como o PT, com o discurso que tem, teria que ser diferente.

Na outra ponta, o MDB já vem há muito tempo aumentando, consolidando e fortalecendo sua influência política em Alagoas, sempre sob o comando dos Calheiros. Mas se olharmos atentamente às lideranças emedebistas, veremos uma série de lideranças eleitoralmente viáveis, com influência política regional ou em segmentos, espalhadas por Alagoas.

Essa construção rendeu ao MDB – não sem contradições internas – a hegemonia política no estado, tendo 66 dos 102 prefeitos alagoanos na sigla, 14 dos 27 deputados estaduais, dois dos nove deputados federais, dois dos três senadores e um ministro.

Como o PT em Alagoas, um partido nacional de fato, vai romper de uma vez, e de hoje para amanhã, com um aliado nacional tão forte localmente? Isso seria suicídio político, uma ida mais funda à inanição política, resultando no resquício de influência política real que o partido ainda tem em Alagoas. Contudo, isso não significa não reconhecer, entender e atuar sobre as contradições existentes com o MDB. Até por que, sem isso, diante das condições objetivas da política alagoana, é adesismo e adesismo não constrói, engessa.

Outro parêntese: dos grandes partidos, só o PT é nacional de fato. Ser um partido nacional não é ter diretórios em todos os estados, mas, sim, ter uma tática de ação unificada em todo o país que, neste momento é a reeleição de Lula em 2026. O resto tem de servir a esse propósito, goste-se disso ou não.

Por mais duro que possa parecer, por mais que incomode aos petistas esse tipo de afirmação, é a mais pura verdade. Dourar a pílula não resolve o problema.

O PT precisa aprender a usar a relação com o MDB para se fortalecer enquanto partido político para ter força sem “ajuda” de ninguém como um partido eleitoral. E isso para por fazer as frentes de atuação, institucional e social, voltarem a enxergar o mesmo horizonte, combinando tática e estratégia, no sentido leninista dos termos.

Bradar que o PT tem porque tem que lançar candidato a governador, prefeito porque tem, porque é o partido do Lula, porque tem a melhor militância… Em resumo, por causa do broche na camiseta, é a mais pura falta de compreensão da política, um romantismo rasteiro, baseado somente em vontade pessoal.

Acertando os eixos, e com o mínimo de unidade tácita e estratégica interna, daqui alguns anos o PT terá influência suficiente para interferir, de fato, na política em Alagoas. Antes disso, não.

A LEI

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 03 de Agosto/ 2025

O tarifaço virou tarifinho, mas para apenas alguns produtos, outros ainda estão sob a mira do Presidente norte americano e dois deles são a carne e o café, isso mesmo, produtos do agro, que tem como garoto propaganda o filho do inelegível. O agro é pop, o agro é tech, o agro é ogro , só não é bobo!

Para não perder a viagem, após adiar o tarifaço, Trump aplicou no Xandão a Lei Magnitsky, uma lei que impede o Ministro, além de outras sanções, movimentar seus bens e contas nos EUA, quando ele tiver alguma conta ou bem lá.
A Lei Magnitsky se comparada, nesse caso, com a pena de morte, seria o mesmo que ver a Corte Suprema americana levar para a cadeira elétrica um ladrão de galinhas ou furtador de biscoitos em supermercados para matar a fome, perdendo todo o propósito da lei que é punir criminosos periculosos. Agora veja, o Principe da Arábia Saudita Abin Salman que foi responsável pelo esquartejamento na Turquia do jornalista do Washington Post, Jamal Khasshoggi, que era um crítico do regime saudita, nada sofreu. Se o Príncipe punido fosse com a Lei Magnitsky, estaria no mesmo guarda chuva que o Xandão. Estranho né? Agora veja outra vez ,se Benjamin Netanyahu, responsável direto pela carnificina em Gaza fosse punido com a mesma lei, estaria ao lado do Minstro do STF como réu em igualdade de crime. Estranho também né?
Ambos, o Principe e o Bibi se fossem oposição ao governo americano, a Lei Magnitsky seria aplicada a eles sem dúvida alguma, mas só depois da pena de morte, claro! Fui claro?

Viajando para a Europa visitaremos a ainda Deputada Federal Carla Zambelli, numa cadeia na Itália. A parlamentar bolsonarista que fugiu do Brasil para não cumprir a pena de 10 de prisão foi presa essa semana por autoridades italianas. A espanhola que corria atrás de homem negro segurando uma arma na mão no meio da rua, terá que se contentar em dividir com outras detentas uma massa italiana servida no presídio até o seu julgamento de extradição ser julgado. Se a Carla é burra, não sei, é perguntar pra Joice Hanselman.

Pra finalizar; o Brasil atingiu o menor índice de desemprego no 2 ° trimestre registrado desde 2012, com uma taxa de 5,8% Isso significa que os EUA podem até ter a Lei Magnitsky, mas nós temos Lula, o magnífico.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 242

Craíbas é acionada a explicar uso de verba de mineração em AL

Ação cobra prestação de contas e medidas para reparar danos sociais e ambientais causados pela atividade de mineração em Craíbas

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas ajuizou uma Ação Civil Pública contra o município de Craíbas cobrando transparência na aplicação das verbas recebidas em virtude das atividades de mineração, por meio da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) e a adoção de medidas concretas para reparar os impactos e prevenir novos danos. O município abriga a Mina Serrote, onde a Mineração Vale Verde explora minério de cobre.

De acordo com o órgão, a ação visa assegurar que a população local tenha seus direitos respeitados, especialmente nos territórios mais atingidos por prejuízos ambientais e sociais decorrentes da atividade mineradora. O processo tramita na Justiça desde junho deste ano.

Entre os pedidos, a instituição requer que o município apresente com urgência a prestação de contas dos valores já recebidos via CFEM e elabore um plano de investimentos voltado à proteção de direitos fundamentais, como saúde, educação, segurança, moradia e lazer. O plano também deverá contemplar medidas preventivas, como a realocação de famílias em áreas de risco, quando necessário.

Rachaduras em imóveis de Craíbas, mineração em Alagoas
Inspeção da Defensoria Pública de Alagoas comprovou rachaduras em imóveis. Órgão pede que município pague indenização aos moradores de Craíbas. Foto: Defensoria Pública de Alagoas

A ação ainda solicita que o município seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, pela omissão na aplicação adequada dos recursos e pela ausência de ações efetivas para garantir compensações às comunidades afetadas.

Segundo a defensora pública Brígida Barbosa, do Núcleo de Proteção Coletiva de Arapiraca, é papel do poder público utilizar os recursos da CFEM com responsabilidade, priorizando as regiões diretamente impactadas.

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“O uso consciente dos recursos advindos da compensação financeira, como instrumento de implementação do princípio do desenvolvimento sustentável, deve ser um dos primeiros passos rumo ao desejável desenvolvimento sustentável, expressão que precisa, com urgência, deixar o mero campo da retórica”, destacou.

A Defensoria Pública segue monitorando o caso e reforça seu compromisso com os direitos coletivos da população. A Prefeitura de Craíbas ainda não se manifestou sobre a ação.

Série especial aborda impacto da mineração em Alagoas

Vale Verde Mineradora, minério de cobre exportações
Mineração em Craíbas tem impulsionado exportações alagoanas de minério de cobre para outros países. Foto: Zóio Comunicação

Craíbas é um dos principais polos da mineração em Alagoas, com destaque para a extração de cobre. A produção mineral do estado tem ganhado relevância na balança comercial, mas também levanta questionamentos sobre os reflexos dessa atividade em nível local.

A Mineração Vale Verde (MVV) iniciou suas operações comerciais em Craíbas em 2021, com a exploração da Mina Serrote, destinada à produção de concentrado de cobre. Desde então, a empresa já exportou mais de 300 mil toneladas secas (dmt) do material para países como China, Finlândia, Tailândia, Índia e Polônia, consolidando Alagoas no mapa internacional das exportações minerais.

A atividade, que impulsionou a arrecadação municipal via CFEM, também atraiu investimentos em infraestrutura e logística na região do Agreste. No entanto, moradores e órgãos de fiscalização têm cobrado maior controle sobre os impactos ambientais e sociais, reforçando o debate sobre a destinação responsável dos recursos gerados pela mineração.

Fonte: Movimento Econômico

UNICEF afirma que Israel está matando crianças em Gaza em “uma taxa sem precedentes”

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) instou na sexta-feira a comunidade internacional a agir rapidamente para evitar a morte em massa de crianças na Faixa de Gaza, onde as condições continuam a se deteriorar em meio à guerra em curso em Israel, relata a Anadolu.

“Hoje, quero manter o foco em Gaza, porque é em Gaza que o sofrimento é mais agudo e onde crianças estão morrendo em um ritmo sem precedentes.

“Estamos em uma encruzilhada, e as escolhas feitas agora determinarão se dezenas de milhares de crianças viverão ou morrerão”, disse Ted Chaiban, vice-diretor executivo do UNICEF, em um briefing sobre sua recente viagem ao Oriente Médio.

Visitando Israel e os territórios palestinos ocupados, incluindo Gaza e a Cisjordânia, Chaiban disse que esta foi sua quarta visita a Gaza desde o início da guerra em 7 de outubro de 2023.

“Você vê as imagens nos noticiários e sabe o que aconteceu, mas ainda é chocante quando você está lá; as marcas de profundo sofrimento e fome são visíveis nos rostos de famílias e crianças”, disse ele.

Mais de 18.000 crianças foram mortas em Gaza desde o início da guerra, ele sublinhou.

“Gaza agora enfrenta um grave risco de fome. … Uma em cada três pessoas em Gaza passa dias sem comida, e o indicador de desnutrição ultrapassou o limiar da fome, com a desnutrição aguda global agora acima de 16,5%. Hoje, mais de 320.000 crianças pequenas correm o risco de desnutrição aguda”, acrescentou.

O que está acontecendo em campo é “desumano”, disse ele, acrescentando que o que as crianças precisam de todas as comunidades é um cessar-fogo sustentado e um caminho político a seguir.

Quando questionado se vê alguma diferença com o aumento do número de países que lançam ajuda aérea para Gaza, Chaiban disse:

“Vejam, neste momento, todas as modalidades precisam ser utilizadas, todos os portões, todas as rotas, todas as modalidades, mas os lançamentos aéreos não podem substituir o volume e a escala que os comboios rodoviários podem alcançar.”

Chaiban enfatizou que é necessário voltar a um volume de cerca de 500 caminhões por dia em todas as rotas, incluindo ajuda humanitária e comercial.

Fonte: Monitor do Oriente

Energia privatizada inferniza consumidor: alta de 14% em SP

Além de péssimo serviço, alta na conta de luz sobe muito além da inflação

Em julho deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um aumento de 13,94%, em média, nas contas de luz dos consumidores residenciais e pequenos comerciantes de São Paulo, atendidos pela distribuidora de energia italiana Enel. Para os consumidores em alta tensão (indústrias, shoppings, e grandes unidades), o impacto foi de 15,77%. A Enel SP atende 8 milhões de unidades consumidoras na capital paulista e região metropolitana, com um faturamento anual superior a R$ 20 bilhões.

A luz mais cara afeta diretamente as famílias brasileiras que já pagam as tarifas de energia entre as maiores do mundo, comprometendo o orçamento familiar e aumentando os preços de diversos produtos e serviços de primeira necessidade.

A conta que chega todo fim mês pesa no bolso do consumidor que, além de reduzir o consumo de energia, deixam de comprar até alimentos para sua família.

De acordo com o Idec – Instituto de Defesa do Consumidor, as famílias com renda mensal de até R$ 2.000 destinam, proporcionalmente, uma parcela maior da renda ao pagamento da conta de luz que pode representar cerca de 10% do orçamento.

O reajuste tarifário, já em vigor, ocorreu em meio a disparada do preço da energia residencial no país, devido a bandeira tarifária vermelha da Aneel, com a cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100kWh consumidos.

Nesta sexta-feira (1º), a Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 2, a mais cara entre as bandeiras tarifárias, com um custo adicional de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos. A bandeira vale por todo este mês de agosto.

O indicador de prévia da Inflação (IPCA-15), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, entre 14 de junho a 15 de julho, o preço da energia elétrica residencial subiu 3,01% e registrou o maior impacto (0,12 ponto percentual – p.p) no IPCA-15 de julho, com variação de alta de 0,33%.

Na região metropolitana de São Paulo a conta de luz residencial subiu 6,10%, com o reajuste tarifário, vigente desde 4 de julho, segundo o IBGE. Assim, a inflação paulista fechou em alta de 0,40% no período. São Paulo (33,45%) conta com o maior peso no índice geral.

Por região, a maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,61%), com a ajuda da energia elétrica residencial, que subiu 3,89% no período. Em BH, a Aneel autorizou um reajuste para cima de 7,36% para os clientes residenciais da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a partir de 28 de maio.

Também foram aprovados ainda reajustes tarifários de 14,19% em uma das concessionárias (RGE Sul Distribuidora de Energia S.A.) em Porto Alegre (5,07%), vigente desde 19 de junho; de 1,97% para Companhia Paranaense de Energia (Copel-Dis) que atende os consumidores de Curitiba (3,33%), em vigor desde 24 de junho; e redução de 2,16% nas tarifas da concessionária Light do Rio de Janeiro (0,44%), a partir de 17 de junho.

Fonte: Hora do Povo

Israel está impedindo a entrada de 6 mil caminhões com alimentos em Gaza

A ONU conta com cerca de 6.000 caminhões carregados com alimentos, atualmente bloqueados fora da Faixa de Gaza, prontos para entrar no território palestino, assolado pela fome extrema, informou o diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, nesta sexta-feira (1º).

A Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) “tem 6.000 caminhões carregados com ajuda humanitária bloqueados fora de Gaza, esperando o sinal verde para entrar”, declarou Lazzarini na rede social X.

O diretor da UNRWA defendeu o envio de ajuda por via terrestre em vez de lançamentos aéreos, pois “custam pelo menos 100 vezes mais do que os caminhões”, capazes de transportar “o dobro de ajuda que os aviões”.

Após quase 22 meses de uma guerra devastadora desencadeada pelo sangrento ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, a Faixa de Gaza enfrenta a “fome generalizada”, segundo a ONU, e depende totalmente da ajuda humanitária.

No fim de maio, Israel flexibilizou parcialmente o bloqueio total imposto a Gaza desde o início de março, que causou a escassez gravíssima de alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais.

Desde então, a ajuda voltou a entrar por terra no território sitiado, mas em sua maioria através da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada por Israel e Estados Unidos, em quantidades consideradas amplamente insuficientes pela comunidade humanitária internacional.

O diretor da UNRWA defendeu o envio de ajuda por via terrestre em vez de lançamentos aéreos, pois “custam pelo menos 100 vezes mais do que os caminhões”, capazes de transportar “o dobro de ajuda que os aviões”.

Após quase 22 meses de uma guerra devastadora desencadeada pelo sangrento ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, a Faixa de Gaza enfrenta a “fome generalizada”, segundo a ONU, e depende totalmente da ajuda humanitária.

No fim de maio, Israel flexibilizou parcialmente o bloqueio total imposto a Gaza desde o início de março, que causou a escassez gravíssima de alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais.

Desde então, a ajuda voltou a entrar por terra no território sitiado, mas em sua maioria através da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada por Israel e Estados Unidos, em quantidades consideradas amplamente insuficientes pela comunidade humanitária internacional.

Fonte: MSN

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