Lula decreta luto oficial de sete dias pela morte do papa Francisco

Presidente destacou a atuação do Papa em favor dos pobres e refugiados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta segunda-feira (21) luto oficial de sete dias em homenagem ao papa Francisco. Por meio de nota, o presidente destacou o legado do pontífice argentino Jorge Mario Bergoglio e lamentou profundamente a perda de uma “voz de respeito e acolhimento ao próximo”.

Lula ressaltou que Francisco viveu e propagou valores como o amor, a tolerância e a solidariedade.

“Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o Papa buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia”, disse.

O presidente também destacou a atuação do papa em temas centrais da agenda social e ambiental global. Segundo ele, com simplicidade, coragem e empatia, Francisco levou ao Vaticano o debate sobre as mudanças climáticas e denunciou modelos econômicos geradores de injustiças e desigualdades.

“Ele sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, afirmou Lula.

O presidente lembrou ainda os encontros que teve com o papa, ao lado da primeira-dama Janja da Silva, como momentos de carinho e partilha de ideais comuns. “Pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”, disse.

Ao finalizar a nota, o presidente desejou consolo a todos que sofrem com a perda do líder religioso. “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”, concluiu.
 

Encontros

O presidente Lula e o papa Francisco se encontraram oficialmente em três ocasiões. O primeiro encontro ocorreu em 13 de fevereiro de 2020, no Vaticano. A reunião, de caráter privado, foi realizada na Casa Santa Marta, onde o Papa costuma receber convidados em um ambiente mais reservado e informal. Durante cerca de uma hora, eles conversaram sobre a importância da solidariedade, do combate às desigualdades e da construção de um mundo mais justo e fraterno.

Já eleito, Lula voltou a se reunir com o pontífice em 21 de junho de 2023, também no Vaticano. Na ocasião, além de reafirmarem os laços de amizade, discutiram temas da agenda global, como a promoção da paz, a preservação ambiental e a luta contra a fome e a pobreza. O presidente convidou o papa Francisco para visitar o Brasil, especialmente durante a celebração do Círio de Nazaré, em Belém (PA).

O terceiro encontro aconteceu em 14 de junho de 2024, durante a Cúpula do G7, realizada na região de Apúlia, no sul da Itália. O papa participou pela primeira vez como orador no evento, destacando a necessidade de um uso ético da inteligência artificial e condenando o desenvolvimento de armas autônomas letais. Em uma reunião privada, Lula e Francisco voltaram a discutir temas como o combate à fome, a promoção da paz e a necessidade urgente de reduzir as desigualdades globais

Em fevereiro deste ano, Janja teve um novo encontro com o papa Francisco em meio a uma viagem a Roma para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Durante a reunião, ela agradeceu as orações pela saúde de Lula e compartilhou com o Papa reflexões sobre a situação de mulheres e meninas afetadas pela fome e a pobreza. 

Visita ao Brasil

Após sua eleição em 2013, o papa Francisco teve o Brasil como primeiro destino internacional e foi recebido pela então presidenta Dilma Rousseff.

O pontífice esteve na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento que reuniu milhões de jovens de todo o mundo.

Durante a visita, o papa visitou a Favela da Varginha, o Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus e celebrou missas para multidões em Copacabana.

Nessa mesma viagem, esteve no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde também reuniu uma multidão de fiéis.

Fonte: Agência Brasil

Zema sobe seu salário para R$ 41 mil em 2025 e impõe congelamento salarial aos servidores

A demagogia bolsonarista foi desmascarada. Arrocho sobre os servidores públicos e orgia descarada com seu próprio salário. Governador de Minas recebe hoje o segundo maior salário do país

O governador de Minas Gerais, o bolsonarista Romeu Zema, publicou neste sábado (19) um decreto impondo um corte nas despesas do Executivo.

Ele informou que não haverá reajuste de salário dos servidores em 2025. Em audiência pública na Assembleia Legislativa, no início da semana, o secretário de Fazenda, Luiz Claudio Gomes, disse que o governo não tem condições orçamentárias e financeiras para repor as perdas inflacionárias do último ano.

A decisão mostra bem como funciona a demagogia fiscalista do governador Romeu Zema. Ele aplicou no ano de 2024 um aumento de seu próprio salário triplicando o valor e passando de R$ 10 mil para R$ 30 mil. Naquele ano os servidores públicos tiveram reajustes abaixo de 5%. Neste ano de 2025, o salário do governador chega a R$ 41 mil e é o segundo maior do Brasil entre os governadores.

E para os servidores ele impõe um congelamento salarial. Apenas os professores, que reivindicam 6,27% de reposição para todas as oito carreiras da educação básica, terão uma reposição de 5,27%. Mais uma vez fica a pergunta. Por que o governador teve um aumento de R$ 30 mil para R$ 41 mil, ou seja, uma elevação de mais de 30% em seu salário e quer impor um congelamento salarial para os servidores públicos?

O governador mineiro anunciou o decreto de arrocho sobre servidores após já ter feito um corte nos recursos da Polícia Militar (PMMG). Na quinta-feira (17), um comunicado interno enviado ao comando da PM pelo chefe do estado maior, coronel José Maurício Oliveira, determinou a suspensão de todas as diligências e a devolução para os cofres públicos dos créditos orçamentários liberados, empenhados ou já pagos.

O resultado dessa política demagógica do governador é que a segurança da população vai ser prejudicada enquanto ele próprio e seus asseclas se refastelam com o dinheiro público. Essa é a política bolsonarista. Arrocho sobre o povo e vida nababesca para as elites.

Fonte: Hora do Povo

Quadrilha que roubou R$ 2 bilhões do FGTS com gente da Caixa é presa pela PF

A Polícia Federal revelou um esquema criminoso que movimentou pelo menos R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos por meio de fraudes contra beneficiários de programas sociais, trabalhadores com FGTS e seguro-desemprego. Como mostrou a reportagem do Fantástico, o golpe teve colaboração de funcionários da Caixa Econômica Federal, que repassavam dados sigilosos e até realizavam saques a mando da quadrilha.

As principais vítimas eram usuários do aplicativo Caixa Tem, utilizado para movimentar recursos de benefícios sociais. Os criminosos acessavam CPFs em fóruns ilegais da internet, verificavam quem tinha benefícios ativos e repassavam os dados para os servidores infiltrados no banco. Esses funcionários alteravam os e-mails das contas, permitindo à quadrilha gerar novas senhas e controlar totalmente as contas das vítimas.

Segundo a PF, o chefe do esquema, conhecido como “Careca”, foi preso em 2022 no Rio de Janeiro com um comparsa, mas ambos responderam ao processo em liberdade. O notebook apreendido com a dupla revelou a sofisticação da operação, que utilizava softwares para simular centenas de celulares, facilitando o acesso simultâneo a várias contas.

“Eles roubam de quem mais precisa, e ainda debocham das vítimas”, relatou um dos investigadores ao Fantástico.

Durante nova fase da investigação, a PF realizou buscas em 14 cidades do Rio de Janeiro, apreendendo equipamentos e identificando novos suspeitos. Segundo o delegado Pedro Bloomfield Gama Silva, a polícia aposta em monitoramento com biometria e inteligência artificial para detectar e prevenir fraudes de forma mais eficaz.

A Caixa reconheceu o prejuízo de R$ 2 bilhões, mas afirmou que os valores foram integralmente devolvidos às vítimas e que os funcionários envolvidos foram demitidos. A maioria dos criminosos, no entanto, segue em liberdade, mesmo após desviar recursos de pessoas em situação de vulnerabilidade.

As vítimas do golpe podem buscar atendimento em agências da Caixa ou ligar para o 0800 726 0101.

Fonte: DCM

Morre aos 88 anos Papa Francisco, o primeiro líder da Igreja Católica latino-americano

Pontífice argentino deixa um legado de reformas, simplicidade e defesa dos marginalizados; notícia foi confirmada pelo Vaticano

O papa Francisco morreu nesta segunda-feira (21/04) aos 88 anos. O pontífice faleceu em sua residência na Casa Santa Marta, no Vaticano. O líder da Igreja Católica sofria de “pneumonia bilateral” com “infecção polimicrobiana”.

Francisco havia recentemente superado o quadro, mas não resistiu a complicações de saúde que o acompanhavam há meses. Ele morreu às 7h35 (horário local), na Casa Santa Marta, residência onde escolheu viver desde o início de seu pontificado.

A notícia foi confirmada pelo Vaticano em uma declaração em vídeo transmitida por seu canal oficial. “Queridos irmãos e irmãs, é com profunda tristeza que devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco”, declarou o cardeal Kevin Farrell, visivelmente emocionado, em mensagem transmitida ao mundo inteiro.

Um papado de ruptura e esperança

Nascido Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, no dia 17 de dezembro de 1936, Francisco foi eleito em 13 de março de 2013, tornando-se o primeiro papa jesuíta, o primeiro do hemisfério sul e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos.

Seu pontificado foi marcado por uma tentativa corajosa — e muitas vezes turbulenta — de modernizar uma instituição milenar, frequentemente resistente a mudanças. Enfrentando tensões internas, Francisco propôs uma Igreja mais próxima dos pobres e marginalizados, mais transparente e comprometida com a justiça social, ambiental e inter-religiosa.

Durante seu mandato como Sumo Pontífice da Igreja Católica, ele visitou mais de 50 países, levando uma mensagem de paz, humildade, harmonia social e respeito aos valores democráticos. Seu trabalho papal também foi caracterizado pela denúncia das desigualdades sociais, críticas ao sistema capitalista e rejeição firme de crimes sexuais entre o clero.

Graças às suas ideias reformistas, ele quebrou as velhas estruturas da Igreja Católica, não apenas em seu discurso, mas também por meio de suas políticas como autoridade máxima da instituição religiosa.

Reformas e enfrentamentos

Desde o momento em que chegou, ele endureceu as leis para processar a pedofilia no Vaticano, por exemplo, forçando a hierarquia da Santa Sé a denunciar casos de abuso sexual. Além disso, e pela primeira vez em 40 anos, ele alterou o Código de Direito Canônico para permitir formalmente que as mulheres assumissem mais funções dentro da Igreja Católica. Ele também se manifestou a favor da permissão de uniões civis entre homossexuais porque “eles são filhos de Deus e têm direito a uma família”.

No entanto, o Vaticano esclareceu logo depois que “não é lícito” para a instituição eclesiástica conceder bênção para relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Além disso, durante 11 anos de papado, Francisco buscou reformar a Cúria Romana e combater a corrupção financeira. Suas atitudes, no entanto, geraram divisões profundas dentro da Igreja, especialmente entre setores conservadores que o viam como demasiadamente liberal.

Adeus ao papa da humildade

Em vida, Francisco rejeitou os luxos do Vaticano. Recusou-se a viver nos aposentos papais, optando pela simplicidade da Casa Santa Marta. Solicitou, antes de sua morte, um funeral modesto, semelhante ao de um bispo comum, e será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma — lugar que simboliza seu afeto pelos excluídos e peregrinos.

Com sua morte, tem início o período conhecido como Sé Vacante. O conclave que elegerá seu sucessor deve ser convocado nas próximas semanas. A sucessão de Francisco definirá os rumos da Igreja em um momento em que suas reformas ainda provocam debates acalorados.

Francisco parte deixando uma marca profunda e, ao mesmo tempo, controversa: a de um pastor que tentou levar a Igreja às periferias, mesmo enfrentando as resistências do centro.

Fonte: Ópera Mundi

Temporal deixa caos na Grande SP: trens parados, carros à deriva e apagões

Uma forte chuva atingiu São Paulo e municípios da Região Metropolitana na tarde deste sábado (19), provocando alagamentos, arrastando veículos e interrompendo linhas de trem da CPTM. As cidades mais impactadas foram São Bernardo do Campo e Diadema, além de bairros da capital paulista. A operação Paese entrou em ação para suprir a paralisação dos trens.

O temporal começou por volta das 15h e, em pouco tempo, causou transtornos significativos. Em São Bernardo, na Avenida 31 de Março, dezenas de carros foram arrastados pela correnteza e motoristas precisaram se refugiar no teto dos veículos para se proteger.

Em Diadema, ruas também ficaram submersas. Um veículo foi levado pela força da água com uma pessoa dentro, que tentou escapar pela janela. Segundo a Defesa Civil, em apenas duas horas choveu o esperado para 24 dias na cidade.

Na capital, o bairro do Campo Limpo registrou um deslizamento de terra no quintal de uma residência, fazendo com que o muro da casa cedesse. Felizmente, ninguém se feriu. A Defesa Civil foi acionada para avaliar os riscos estruturais do local.

O sistema de trens da CPTM também sofreu paralisações. Desde as 15h50, a Linha 7-Rubi foi interrompida entre as estações Campo Limpo Paulista e Botujuru. Na Linha 10-Turquesa, a circulação foi suspensa entre Capuava e Prefeito Saladino a partir das 17h. O sistema Paese foi acionado para atender os passageiros nos trechos afetados.

Ônibus lotados ficaram presos em pontos de alagamento, e nem mesmo caminhões conseguiram atravessar as vias tomadas pela água.

Nas chuvas registrada nesta sexta-feira (18), 37.706 imóveis ficaram sem fornecimento de energia elétrica na Grande São Paulo até as 17h30 segundo a Enel.

Em Guarulhos, o Jardim Santo Afonso teve várias vias inundadas. Já o Corpo de Bombeiros contabilizou cinco quedas de árvores e quatro pontos de enchente entre 15h e 16h50, com ocorrências em Osasco e na Zona Leste da capital, incluindo o bairro Ermelino Matarazzo.

Fonte: DCM

Moradores da favela do Moinho acusam governo Tarcísio de ‘terrorismo psicológico’ com ações seguidas da PM

Pelo quarto dia consecutivo, a Polícia Militar (PM) foi até a favela do Moinho, na região central de São Paulo (SP). Moradores da comunidade acusam o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) de terrorismo psicológico, por conta das diversas investidas.

A presença policial ostensiva ocorre às vésperas de uma ameaça de remoção de parte da favela do Moinho, por determinação do governo de São Paulo.

Brasil de Fato esteve no local e ouviu de moradores que os policiais entraram na favela nesta sexta-feira ameaçando iniciar a remoção. No entanto, não teriam apresentado mandados judiciais que justificassem a operação nas residências da comunidade.

Ato contínuo, os moradores montaram barricadas na frente da favela, para reagir à investida policial. O protesto bloqueou temporariamente a circulação de trens entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, na Linha 8 – Diamante da CPTM. O território fica localizado próximo à Estação Júlio Prestes. A operação já está normalizada.

Em entrevista ao BdF, o ouvidor das polícias de São Paulo, Mauro Caseri, afirmou que recebeu diversas denúncias sobre policiais ameaçando despejar os moradores e por isso foi até a comunidade. “Solicitei a algumas lideranças que eles me mandassem áudios com o nome das pessoas falando dessa pressão, para que eu encaminhe ao comando local e o questione a respeito disso”, afirmou Caseri.

Leidivania Dominguas Serra Teixera, moradora do Moinho, contou ao Brasil de Fato que estava dormindo em casa, quando os policiais entraram em sua moradia.

“A polícia simplesmente vai entrando nas nossas casas, batendo, oprimindo os moradores. Eu tenho duas crianças. Eles chegaram, empurraram o moço pra dentro da minha casa, sendo que tinha três crianças, uma recém nascida de 15 dias, uma de um ano e nove meses, e uma de nove anos. Tacaram gás de pimenta na gente dentro de casa, dentro da nossa casa. Nós estamos sendo oprimidos. Por que essa violência? Ninguém fez nada de errado”, contou a moradora, que classifica as ações da PM como “terrorismo psicológico”.https://www.youtube.com/embed/drOSZkrA8eA

A operação durou cerca de uma hora. A Secretária de Segurança Publica de São Paulo (SSP) informou, em nota, que uma pessoa foi presa por suspeita de tráfico de drogas. Moradores afirmaram à reportagem que o homem detido não seria morador da favela e que trabalhava no local, fazendo pequenos reparos nas casas da comunidade.

A nota da SSP afirma ainda que cerca de 50 pessoas protestaram na tarde desta sexta, o que foi acompanhado pelos policiais à distância. “Para o local, o Estado propôs o reassentamento de famílias da comunidade com o objetivo de levar dignidade e segurança a essa população, que vive sob risco elevado em condições insalubres, com adesão voluntária de mais de 87% da comunidade até o momento”, diz o texto, o que é questionado pelos moradores.

Por volta de 16h, as viaturas saíram da favela do Moinho e os moradores retiraram as barricadas.

Contexto

De acordo com lideranças dos moradores, a reintegração de posse de parte da favela do Moinho pode acontecer na próxima terça-feira (22).

Os moradores realizaram um protesto na terça-feira (15) contra o plano de remoção da comunidade, com uma passeata que saiu da comunidade e foi até a frente da Câmara Municipal de São Paulo.

Localizada em uma região cobiçada pela especulação imobiliária, a área da favela será destinada para a construção de um parque, nos planos do governo estadual.

A proposta da gestão Tarcísio, contestada pela associação de moradores, é transferir os residentes do Moinho para residências subsidiadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A maior parte das habitações, no entanto, não está pronta e a maioria não fica na região do centro. Segundo lideranças da comunidade ouvidas pelo Brasil de Fato no dia 15, as habitações têm de 25 a 33 metros quadrados.

Para as outras famílias, a opção é viver com um auxílio aluguel de R$ 800, custeado em 50% pelo governo estadual e 50% pela prefeitura de Ricardo Nunes (MDB). As outras unidades habitacionais ainda não estão construídas e têm previsão de entrega em cerca de dois anos.

Segundo a CDHU, até terça 513 das 813 famílias haviam aderido à proposta. Lideranças da comunidade rebatem que estão sendo coagidas.

O terreno em que está localizada a favela é de propriedade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Em nota enviada ao Brasil de Fato no dia 15, o órgão informou que “a transferência do terreno está condicionada à garantia do direito à moradia das quase mil famílias que vivem no local” e que “ainda não há previsão para a cessão da área, pois o processo depende de ajustes e complementações, por parte da CDHU, no plano de reassentamento enviado em abril deste ano, para que contemple as necessidades dos moradores”.

A SPU declarou que também aguarda o detalhamento do projeto do governo de São Paulo que deve ser implementado na área. “Somente após esse acordo será possível avançar nos trâmites administrativos para a formalização do contrato de cessão.”

Fonte: Brasil de Fato

“O Diabo no Tribunal”: Edir Macedo perde recurso contra a Netflix

Neste mês de abril, a 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o recurso dos bispos Edir Macedo e Renato Cardoso contra a Netflix. Os fundadores da Igreja Universal tentam, desde 2024, impedir a exibição de suas imagens no documentário O Diabo no Tribunal, lançado em 2023.

O filme retrata um caso real julgado nos Estados Unidos, em que a defesa alegou possessão demoníaca para justificar um assassinato. Macedo e Cardoso alegam que suas imagens foram usadas sem consentimento e em um contexto com o qual não têm ligação, por isso pediram a exclusão ou o desfoque dos rostos. A Netflix alega que as imagens são de domínio público e transmitidas de forma exemplificativa, onde os rostos não são claramente visíveis.

Na ação, os bispos ainda criticaram o conteúdo como sensacionalista e argumentaram que as cenas de “sessões de libertação” não envolvem a Igreja Universal. Eles alegam que a presença no documentário pode causar associação indevida com práticas não autorizadas por eles.

A juíza Paula da Rocha e Silva, no entanto, negou a liminar em janeiro deste ano, destacando que as aparições são breves, sem cunho ofensivo e de difícil identificação. Segundo a magistrada, não há danos relevantes que justifiquem a censura das imagens utilizadas na produção.

Fonte: DCM

ELE ESTÁ ENTRE NÓS

Flávio Show – Funcionário dos Correio

Maceió, 20 de Abril de 2025

Hoje chega ao fim a Semana Santa, uma semana onde vimos um Deputado “morrer” e “ressuscitar” no Congresso Nacional. Glauber Braga passou 9 dias em greve de fome no Plenário do Conselho de Ética e nesse período muitos peregrinos estiveram no local para visita-lo. Essa atitude da greve de fome feita pelo Deputado Glauber é o posicionamento mais extremado que uma pessoa se dispõe a fazer por uma causa; e nesse caso a causa era nobre, seu mandato.
Glauber no seu calvário foi açoitado, humilhado, teve sua sentença antecipada ao ver o parecer sobre sua cassação ser aprovado no Conselho e ainda ter que ouvir dos bolsonaristas um “solte Barrabás” ( Lira) e “crucifique” o comunista, mas na Semana dos milagres, Glauber saiu das “catatumbas” políticas e retornou para fazer sua última, digo, primeira ceia pós jejum ao lado dos seus 13 “apóstolos” psolistas.
Glauber continua vivo, mais vivo que nunca e um milagre já pode ser depositado em sua conta, furou a bolha, forçando Hugo Mota à não lavar as mãos e tomar a decisão de não pautar o seu julgamento, pelo menos por enquanto. Uma coisa é certa, seu processo será lembrado por toda a eternidade, ele estando com mandato entre nós ou não!

Já em São Paulo, não é o apóstolo, mas a cidade de Sampa, uma cena protagonizada pela policia do Tarcísio de Freitas na terça feira santa reuniu uma pequena plateia, teve fogo, teve cruz pegando fogo, teve vela, teve orador, teve gestos que lembraram muito o “irmão” Adolf; e nada disso parecia com um evento de encerramento de um curso de policial, mas o comandante do Batalhão disse que era só isso, fim de um curso de superação. Creio que faltou nesse curso pra ficar completo, um monte de cabeças enfeitadas com capuzes brancos mostrando apenas os olhos, alguns brancos carecas, “soco inglês”, tatuagens com uma logo alemã e alguns negros no encostados de costas num muro de tijolo cru, aí sim eu acreditaria que o curso havia chegado ao fim e que aqueles PMs eram exemplares formandos do Estado com a missão de proteger os cidadãos. Pode acreditar. Hi Hittler!

Pra finalizar; o dia de hoje para os cristãos representa a ressurreição de Jesus Cristo, um homem que mostrou em todo seu ministério como deve ser e agir um cristão, esse homem que amou as prostitutas, andou com os pobres, curou os enfermos, perdoou os bandidos, multiplicou e dividiu a comida, desafiou as leis dos homens, não envolveu a igreja na politica, um homem que se irritou ao ver a igreja virando um comércio, uma pessoa que palestrava para multidões com um único intuito de deixa-las mais pobres, contudo, ficavam ficavam milionárias de amor, um homem pobre de riqueza e rico em sabedoria. Se você se parece com esse Jesus, você pode dizer nesse domingo de Páscoa que você é um verdadeiro cristão.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 226

Israel transformou Gaza em um campo de extermínio e o povo vive “um inferno na Terra”, denuncia chefe da Cruz Vermelha

Depois da denúncia da ONU de que Israel transformou Gaza em um campo de extermínio, agora a Cruz Vermelha denuncia “um inferno na terra”, onde os palestinos estão submetidos a todo tido de sofrimento.

O cenário na Faixa de Gaza é descrito como “um inferno na Terra”. O alerta vem do chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no território, Adrian Zimmerman, em entrevista à emissora Al Jazeera, divulgada neste sábado (20). Em meio à escalada das hostilidades e ao bloqueio imposto por Israel, Zimmerman traçou um panorama devastador sobre as condições de vida enfrentadas pela população civil no enclave palestino.

“A vida diária em Gaza se tornou uma missão de sobrevivência sem fim”, declarou o representante da Cruz Vermelha. Segundo ele, o bloqueio israelense tem paralisado a atuação das organizações humanitárias, justamente no momento em que dezenas de milhares de palestinos precisam de assistência médica, alimentação e serviços essenciais.

De acordo com Zimmerman, os suprimentos médicos disponíveis podem acabar em poucas semanas caso a situação nas fronteiras não se altere. “A disponibilidade reduzida e o aumento dos preços de produtos básicos desde o início de março, somados ao severo impacto psicológico da retomada das hostilidades, representaram um golpe devastador para a população civil em Gaza”, acrescentou.

A Cruz Vermelha vem acompanhando de perto os impactos do conflito. O chefe da missão na Faixa de Gaza relatou que suas equipes testemunharam a morte de inúmeras pessoas nos últimos meses. “Isso mostra o alto preço que os civis estão pagando”, frisou.

Zimmerman enfatizou ainda que não há qualquer sensação de segurança ou esperança para os mais de dois milhões de habitantes da região, submetidos diariamente a deslocamentos forçados, perda de familiares, falta de comida, água potável, abrigo e medicamentos. “Civis sofrem inúmeras humilhações todos os dias”, denunciou.

De acordo com ele, as repetidas ordens de evacuação impuseram um sofrimento ainda maior, obrigando famílias inteiras a abandonarem suas casas às pressas, no escuro e em meio ao pânico. “Muitas famílias ficaram devastadas pela morte de seus membros e constantemente deslocadas, privadas de acesso a necessidades básicas”, lamentou.

Em tom firme, Zimmerman renovou o apelo por um cessar-fogo urgente e lembrou que, como potência ocupante, Israel tem a obrigação legal de garantir as necessidades básicas da população civil. “Os suprimentos de alimentos em Gaza estão diminuindo a cada dia, assim como outros produtos vitais, como medicamentos”, alertou.

A entrevista à Al Jazeera reforça o que diversas agências das Nações Unidas e outras entidades humanitárias vêm relatando: Gaza está à beira de um colapso total. Com os acessos bloqueados e bombardeios constantes, a ajuda humanitária não consegue chegar de forma segura e contínua. O apelo por uma trégua humanitária é, mais do que nunca, uma exigência para preservar vidas.

Zimmerman encerrou sua fala destacando o custo humano desse conflito. O retrato que ele pinta é o de um território exaurido, onde viver se tornou um ato de resistência e onde o mínimo – comida, água, abrigo – virou um luxo inacessível. A comunidade internacional, segundo ele, não pode continuar de braços cruzados diante de tamanho sofrimento.

Fonte: Brasil 247

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