PF deflagra ação para apreender madeira ilegal de terra indígena no Pará

A operação foi deflagrada com apoio da Funai para reprimir crimes ambientais voltados à exploração de floresta Kayapó.

A Polícia Federal, com o apoio da Funai, deflagrou a operação Excelsa na quinta-feira. O objetivo é reprimir a extração e comercialização de madeira extraída da Terra Indígena Kayapó, no município de Cumaru do Norte/PA.

Três caminhões foram apreendidos saindo de terra indígena carregados com toras de castanheira, cedro e cumaru, com destino a madeireiras de Cumaru do Norte/PA. Em duas madeireiras foram encontradas dezenas de toras, possivelmente castanheiras, e madeira serrada pronta para transporte, sem funcionários presentes. Em uma terceira madeireira, havia grande quantidade de toras, centenas de metros cúbicos de madeira serrada e um caminhão sendo carregado, possivelmente com tábuas de castanheira.

Ao final da operação, foram apreendidos quatro caminhões, dezenas de toras de madeira e dois aparelhos celulares. A responsável pela terceira madeireira estava no local no momento da abordagem policial.

Os responsáveis pelas madeireiras foram identificados, mas as investigações prosseguem visando a identificação e responsabilização dos compradores da madeira serrada.

PF e IBAMA concluem fiscalização no Rio São Francisco

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal e o Ibama encerraram a Operação Carrancas, realizada entre os dias 24 e 28 de fevereiro, com o objetivo de fiscalizar as margens do Rio São Francisco e combater crimes ambientais, especialmente a pesca ilegal durante o período de defeso.

Durante a operação, foram apreendidos e destruídos cerca de mil covos irregulares, equipamentos utilizados para capturar pitu, mas que também retêm outras espécies, como traíra, tilápia, tucunaré e siri. Além disso, aproximadamente 5 mil pitus foram resgatados e devolvidos ao rio.

Os apetrechos apreendidos estavam em desacordo com as normas ambientais. O uso desses equipamentos inadequados compromete a biodiversidade, altera a cadeia alimentar do rio e reduz os estoques naturais, ameaçando a sustentabilidade da pesca na região.

Operação Carrancas reforça a importância da fiscalização contínua para coibir práticas predatórias e incentivar métodos de pesca mais responsáveis e a Polícia Federal intensificará as ações ao longo do Rio São Francisco.

Denúncias de crimes ambientais podem ser feitas anonimamente através da canal Comunica PF, disponibilizado no site da Polícia Federal.

Fonte: Correio do Brasil

Gaza vacina 600 mil crianças contra a poliomielite

Uma recente campanha de vacinação contra a poliomielite na Faixa de Gaza alcançou ao menos 602.795 crianças nos últimos cinco dias, confirmou nesta quinta-feira (27) o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus.

Segundo Ghebreyesus, o cessar-fogo, em curso desde 19 de janeiro, via acordo entre Israel e o grupo palestino Hamas, permitiu que crianças que haviam perdido a campanha prévia recebessem uma dose do imunizante.

O oficial das Nações Unidas reiterou que erradicar a pólio depende de garantir que todas as crianças de Gaza recebem a imunização completa, para além de seus direitos ao acesso a água limpa, higiene e nutrição adequada.

Ghebreyesus destacou, porém, que o único tratamento de que as crianças de Gaza realmente precisam é uma “paz duradoura”.

A bem-sucedida campanha de vacinação contra a pólio ocorreu por meio de uma colaboração entre o Ministério da Saúde de Gaza, a OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

O Ministério da Saúde lançou a campanha no sábado (22), ao citar apreensões sobre o ressurgimento da pólio após encontrar traços do vírus em sistemas de esgoto, destruídos pelos bombardeios indiscriminados de Israel.

O poliovírus foi detectado em esgotos a céu aberto de Gaza no fim de julho de 2024, quando Israel assumiu medidas para vacinar suas tropas.

Duas rodadas de imunização, em setembro e outubro, alcançaram 95% da meta, no entanto, com restrições de acesso a áreas ao norte, sobretudo Jabalia, Beit Lahiya e Beit Hanoun, deixando sete mil crianças não vacinadas.

Em agosto, um bebê de dez meses foi identificado como o primeiro caso sintomático de poliomielite em Gaza em mais de 25 anos.

Fonte: Monitor do Oriente

Lula anuncia Gleisi ministra, responsável pela articulação política do governo

Chefe do Executivo nomeou a atual presidente nacional do PT para substituir Alexandre Padilha. Posse da nova ministra da SRI ocorre dia 10 de março

O presidente Lula (PT) fez mais um movimento da reforma ministerial nesta sexta-feira (28). Com a troca no Ministério da Saúde — saiu Nísia Trindade e entrou o deputado federal licenciado Alexandre Padilha (PT-SP) — ficou vaga a SRI (Secretaria de Relações Institucionais) da Presidência da República, que era ocupada por Padilha.

O Planalto acaba de anunciar a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) como nova ocupante da SRI. Atual presidente nacional do PT, Gleisi toma posse na SRI, dia 10 de março.

Lula já havia demonstrado intenção de nomear Gleisi para a pasta, o que foi sinalizado quando o presidente a convidou para acompanhá-lo em viagem ao Uruguai, nesta sexta-feira. Além disso, Lula defendeu a necessidade de postura mais firme na articulação política do governo, em particular no Congresso Nacional.

RAPIDEZ E COMBATIVIDADE

O presidente elogiou a competência de Nísia e defendeu a mudança em entrevista ao programa Balanço Geral Litoral, da Record.

Nos bastidores, aliados do presidente apontam que ele tem se mostrado insatisfeito com a falta de embates políticos na relação com o Congresso. Durante as discussões sobre o novo comando da SRI, Lula destacou que a nomeação de Gleisi é oportunidade para que ela demonstre essa habilidade de articulação.

Lula também vê na escolha reconhecimento ao trabalho da deputada na presidência do partido, tarefa que ocupa desde 2017.

PAPEL DA SRI

A SRI (Secretaria de Relações Institucionais) é responsável pelo diálogo entre o Executivo e o Legislativo.

Durante as negociações, Lula lembrou que Gleisi teve papel fundamental na construção das alianças para as eleições presidenciais de 2018 e 2022, mantendo o contato com todos os partidos que integraram a coalizão em torno da candidatura dele.

O presidente também ressaltou o bom trânsito da petista com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Durante a celebração do aniversário do PT, Lula elogiou a capacidade de negociação de Gleisi, e destacou a habilidade política dela.

PRESIDÊNCIA DO PT

Em 2022, além de articular a aliança que levou Lula de volta à Presidência da República, Gleisi conduziu a aprovação do nome de Geraldo Alckmin (PSB) como vice, garantindo 84% dos votos dentro do PT.

A expectativa é que, na nova função, ela trabalhe para consolidar apoios a Lula, com vistas à eleição de 2026.

POR QUE A REFORMA MINISTERIAL

No início do terceiro ano do governo Lula 3, a reforma ministerial visa atender os novos movimentos da política nacional após o pleito municipal, com a eleição dos novos prefeitos, em particular os das capitais.

E também com a mudança na liderança do Congresso, com a eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), para conduzir o Senado.

Com a saída do deputado Arthur Lira (PP-AL) e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente, das presidências da Câmara e do Senado, Lula quer achar vaga para ambos na Esplanada dos Ministérios.

Fonte: Hora do Povo

Para favorecer aliados JHC cria 1.215 cargos comissionados

A ampliação dos cargos é vista como estratégia política de João Henrique Caldas para garantir apoio eleitoral, com nomeações de aliados já publicadas no Diário Oficial. Custo será de 40 milhões.

No final de 2024, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), do PL, enviou à Câmara um projeto de lei que amplia o número de cargos comissionados na administração municipal. A proposta, que altera a Lei Delegada nº 006, de abril de 2023, foi publicada no Diário Oficial em 26 de dezembro, com data retroativa ao dia 24, e cria 1.215 novos cargos, gerando um impacto estimado de R$ 40 milhões por ano para os cofres públicos.

A justificativa usada pelo prefeito milhares de cargos comissionados objetiva “aprimorar a estrutura de cargos de provimento em comissão e funções gratificadas, garantindo maior eficiência e eficácia nos processos de gestão pública, com melhor alocação de recursos humanos e financeiros”.

A movimentação política em torno da criação dos 1.215 novos cargos comissionados pela gestão de João Henrique Caldas (JHC) indica que essas nomeações servirão como moeda de troca para garantir apoio político-eleitoral em Maceió e no interior de Alagoas. Segundo fontes do meio político, o Diário Oficial do Município já começou a publicar nomeações de aliados da candidatura de JHC. A estratégia, apontam essas fontes, é “prender o passe” dos indicados, oferecendo cargos sem exigência de ponto ou mesmo de comparecimento regular às repartições municipais e salários vultosos.

O jornalista Wadson Regis, editor-geral do AL1, publicou em sua coluna as primeiras nomeações divulgadas no Diário Oficial do Município (DOM) na segunda-feira (24). Entre os nomeados estão o ex-prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro, e Antoniel Brandão Malta, candidato derrotado ao cargo de vice-prefeito em Mata Grande.

A Prefeitura de Maceió será utilizada ao máximo como instrumento de cooptação de apoios eleitorais para JHC. Em 2025, estão previstos R$ 40 milhões em salários para os 1.215 cargos comissionados, que, na prática, serão cabos eleitorais. Como não há espaço físico suficiente para acomodar tantos nomeados, uma alternativa considerada é o aluguel de galpões.

Fonte: 082 Notícias

Pastor é condenado a 45 anos de prisão por estuprar filhas gêmeas adotivas

Um pastor evangélico foi condenado a 45 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, por estuprar as duas filhas gêmeas adotivas. Ele está preso desde o ano passado, quando as vítimas denunciaram os abusos sofridos.

A decisão foi proferida na última terça (25) pelo Juiz Anderson Passo, da 1ª Vara da Comarca de Arapiraca, em Alagoas. O religioso ainda foi condenado a mais dois meses e seis dias de detenção por ameaças as vítimas de morte.

As vítimas confirmaram “os toques lascivos e a consumação da conjunção carnal” e relataram que os crimes foram cometidos enquanto ele “residia com elas na condição de pai adotivo”, segundo o magistrado.

O pastor, que não teve o nome revelado, tem 79 anos e as vítimas foram abusadas sexualmente dos 7 aos 14 anos, segundo o Núcleo de Investigações Especiais (Niesp) da polícia. Após a descoberta do crime, ele alegou que era aliciado pelas filhas.

Fonte: DCM

México avança com reforma que reestatiza petróleo e energia elétrica

O Senado do México aprovou, nesta semana, 11 mudanças em leis que compõem um pacote de reforma energética para fortalecer o papel do Estado no setor da energia e do petróleo, consolidando um processo de reestatização da companhia Petróleos Mexicanos (Pemex) e da Comissão Federal de Eletricidade (CFE).

A medida, apoiada pelo governo de esquerda de Claudia Sheinbaum, foi aprovada por 85 votos favoráveis, 36 contrários e uma abstenção. Agora, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados.

A medida aumenta o controle do Estado sobre o setor energético, revertendo a privatização das companhias promovida pelos governos anteriores. 

“Hoje termina 30 anos de saque e neoliberalismo”, afirmavam cartazes segurados por senadores do partido governista Morena.

O processo de reestatização do setor energético mexicano começou em 2021, ainda no governo de Andrés Manuel López Obrador, do partido Morena, o mesmo da presidente Claudia Sheinbaum.

Em novembro de 2024, a mandatária mexicana anunciou a recuperação do status de empresa pública da Pemex e da CFE, após aprovação, pelo Congresso, das primeiras etapas da reforma energética.

No início de fevereiro, o governo enviou novo projeto de lei que especifica que a Pemex deve ter participação mínima de 40% em projetos de exploração e produção com o setor privado. Na eletricidade, a reforma determina que a rede da CFE deve produzir, pelo menos, 54% da eletricidade gerada no México.

Fonte: Agência Brasil

EUA e Ucrânia suspendem acordo após Trump humilhar Zelensky

Em reunião nesta sexta-feira (28) no Salão Oval, na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um show de insultos, gritos e ameaças a seu lacaio, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, e ameaçou retirar seu apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia.

Os Estados Unidos e a Ucrânia decidiram não assinar um acordo que permitia a exploração de terras ricas em minerais pelos americanos, após uma briga entre os presidentes dos dois países. Donald Trump e Volodymyr Zelensky discutiram durante encontro no Salão Oval, na Casa Branca.

O acordo previa que os Estados Unidos explorassem regiões com minerais raros no território ucraniano em troca de garantir segurança contra ataques da Rússia. Os dois chegaram a um entendimento na última semana, mas a discussão adiou a assinatura do texto, segundo a agência de notícias Reuters.

Entre os recursos presentes nessas regiões da Ucrânia estão manganês, urânio, titânio, lítio, minérios de zircônio, além de carvão, gás e petróleo. O acordo é visto pela Ucrânia como essencial para manter o apoio dos Estados Unidos.

A Casa Branca diz que Trump não descarta o acordo e vai aguardar até que Zelensky “esteja pronto para ter uma conversa construtiva”, enquanto o governo ucraniano não se pronunciou sobre a suspensão da medida. Uma entrevista coletiva estava prevista para esta sexta e também foi cancelada.

A discussão entre Zelensky, Trump e o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, ocorreu durante conversa sobre um acordo de paz com a Rússia. O republicano tem pressionado o ucraniano a assinar um documento para acabar com o conflito e expôs suas demandas durante o encontro.

Trump humilhou Zelensky, afirmou que os Estados Unidos têm buscado um avanço nas negociações e ameaçou deixar de apoiar a Ucrânia no conflito. Vance disse que o ucraniano foi “desrespeitoso” ao expor suas demandas, enquanto a conversa era filmada e acompanhada pela imprensa americana.

Apesar da negociação para viabilizar o acordo, os dois mandatários já vinham trocando farpas publicamente na última semana. No último dia 19, Zelensky afirmou que Trump vivia em uma bolha de “desinformação” por acusá-lo de começar a guerra com a Rússia. Ele foi chamado de “comediante modestamente bem-sucedido” e “ditador” pelo americano.

Fonte: DCM

Liberdade para o Dr. Hussam Abu

Médico foi aprisionado pelo estado sionista de Israel por defender o povo palestino.

Após uma reportagem na TV israelense mostrando o Dr. Abu Safiya acorrentado na prisão, sua família emitiu a seguinte declaração, compartilhada nas redes sociais:

“As imagens transmitidas pela mídia israelense de nosso pai, Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, são outra forma de terrorismo psicológico, que se soma à tortura que ele sofreu nos últimos dois meses. Também reflete uma clara distorção da mídia por meio da manipulação e alteração de suas declarações.
Questionado sobre os prisioneiros israelenses [mantidos em Gaza], ele disse que era pediatra. No entanto, sua resposta foi deliberadamente reformulada e distorcida [para sugerir que ele estava tratando de prisioneiros mantidos pelo Hamas], embora ele tenha negado completamente todas as acusações contra ele.
Nós, a família do Dr. Hussam Abu Safiya, rejeitamos qualquer meio de comunicação que publique o vídeo sem abordar a questão do terrorismo psicológico e sem denunciar a manipulação de suas declarações.
A visão de nosso pai acorrentado e impossibilitado de se mover, deveria levar à uma ação imediata e permanente para obter a sua imediata libertação.”

Fonte: Petista

Com 234 assinaturas, deputados protocolam PEC na Câmara que acaba com a escala 6×1

Deputada Erika Hilton protocolou o projeto, que é uma iniciativa do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criado por Rick Azevedo, proposta estabelece uma semana de quatro dias de trabalho

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25/02), com 234 assinaturas. Foram 63 assinaturas a mais que o necessário para ingressar com uma proposta de emenda constitucional. A PEC estabelece uma semana de quatro dias de trabalho.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-RJ), que lidera a articulação pela PEC na Casa, afirmou que foram meses de conversas com parlamentares e mobilizações para se chegar a este momento de registrar a proposta na Câmara. “Já há apontamentos políticos e econômicos mostrando que há sim possibilidade de repensarmos essa jornada de trabalho, como foi feito em outros lugares no mundo, aplicando à nossa realidade”, argumentou a deputada, em entrevista coletiva, acrescentando que a escola 6×1 é “chocante”.

A parlamentar disse que pretende se reunir com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) após o carnaval para conversar sobre o tema e entregar um abaixo-assinado que já conta com quase 3 milhões de assinaturas pedindo o fim da escala 6×1. “Agora resta saber se o Congresso Nacional terá interesse político e responsabilidade com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros e se dará a atenção necessária para que esse texto ganhe um relator, para que a comissão especial seja instalada e para que a gente tenha condições de fazer esse debate como deve ser feito”, disse Erika.

Ela garantiu que a PEC conta com o apoio de diversos partidos, inclusive de centro e de direita. “Isso desmonta a ideia de que só a esquerda está se empenhando nessa discussão. Acho que os únicos que não estão empenhados nesse debate é a extrema-direita”. Ela contou que a proposta havia recebido a assinatura de dois deputados do PL, mas, por orientação do partido, o apoio foi retirado.

A PEC altera o inciso XII do artigo 7º da Constituição brasileira, que passaria a vigorar com a seguinte redação: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

O debate para redução da jornada de trabalho vem ganhando força a partir do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), fundado pelo vereador carioca Rick Azevedo (Psol), e que tem mobilizado manifestações e atos pelo fim da escala 6×1. “O mercado chora a ‘falta de mão de obra’, mas não quer admitir o óbvio: o povo cansou de ser burro de carga. A escala 6×1 destrói a saúde, rouba o tempo de vida e paga mal. Ninguém quer adoecer para enriquecer patrão”, afirmou Azevedo em uma rede social.

O vereador chamou a população para fazer um protesto durante o feriado de 1º de maio pedindo a mudança na escala de trabalho. “No dia 2 de maio, fique em casa em protesto a essa escala escravocrata. Estou muito feliz por esse protocolo de hoje, mas muita luta ainda está por vir”

Para uma PEC ser aprovada na Câmara, são necessários os votos de, no mínimo, 308 dos 513 deputados e deputadas, em dois turnos de votação. A medida tem dividido opiniões, tanto no meio patronal, quanto sindical. Para os críticos, a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas, segundo a argumentação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na coletiva desta terça, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) disse que vai pedir o apoio do governo para conseguir os votos necessários para aprovar a PEC no Congresso. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) garantiu que vai se empenhar nas articulações dentro e fora do plenário para aprovar a proposta.

Ao menos outras duas PECs tratam da redução de jornada no Congresso Nacional, mas não acabam com a jornada 6 por 1, que é a principal demanda do VAT. Apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC 221/2019 propõe uma redução, em um prazo de dez anos, de 44 horas semanais por 36 horas semanais de trabalho sem redução de salário. A PEC 221 aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Existe ainda a possibilidade que a PEC protocolada nesta terça-feira pela deputada Erika Hilton seja apensada à proposta do deputado Reginaldo Lopes.

Fonte: Projeto Colabora

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