Tio preso de Michelle Bolsonaro confessa que espalhava pornografia infantil na internet

Gilberto Firmo Ferreira, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (1º) em Sol Nascente, no Distrito Federal, sob acusação de armazenar e compartilhar vídeos de pornografia infantil. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do DF durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Com informações do Metrópoles.

Surdo, Gilberto prestou depoimento com o apoio de um intérprete de Libras disponibilizado pela Secretaria da Pessoa com Deficiência. À polícia, ele confessou que repassava o material a um grupo com cinco pessoas no Facebook. Segundo os investigadores, o conteúdo foi localizado no celular que ele utilizava no momento da abordagem.

Durante o depoimento, Gilberto afirmou que o aparelho havia sido um presente de um amigo, já que seu celular anterior estava “muito velho”. Disse ainda que sabia da presença dos vídeos, mas alegou ter pedido para não receber mais o conteúdo — sem sucesso. As autoridades apreenderam o dispositivo eletrônico e outras evidências durante a operação.

A investigação teve início após a Polícia Federal identificar o e-mail de Gilberto como um dos meios utilizados para distribuir o material ilegal. Questionado sobre isso, ele afirmou que não utiliza mais o endereço eletrônico vinculado ao caso. A PF continua analisando os dados obtidos para identificar possíveis conexões com outros envolvidos.

A audiência de custódia está prevista para ocorrer neste sábado (2), quando a Justiça decidirá se Gilberto continuará preso preventivamente. O caso será encaminhado ao Ministério Público, que deve oferecer denúncia por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Michelle Bolsonaro, que tem publicamente uma relação próxima com o tio, aprendeu Língua Brasileira de Sinais (Libras) justamente para se comunicar com ele. Até o momento, a ex-primeira-dama não se manifestou sobre a prisão.

Fonte: DCM

Uneal realiza maior colação de grau coletiva de professores indígenas do Brasil

Em um momento histórico, a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) graduou 210 novos professores indígenas do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (CLIND), nesta sexta-feira (1º), na maior colação de grau coletiva indígena já ocorrida no Brasil. A solenidade foi realizada no Centro de Convenções, em Maceió, com a presença de autoridades, familiares, amigos e sociedade civil.

A colação de grau reuniu formandos de 12, das 13 etnias indígenas do estado: Wassu-Cocal (Joaquim Gomes), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios), Tingui-Botó (Feira Grande), Karapotó Plaki-ô e Karapotó Terra Nova (São Sebastião), Aconã (Traipu), Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio), Jiripankó, Katokinn e Karuazu (Pariconha), Kalankó (Água Branca) e Koiupanká (Inhapi). Agora, aptos a lecionar Geografia, História, Letras, Pedagogia e Matemática, os graduados estão prontos para seguir carreira.

Marcada pela valorização dos povos originários, a solenidade teve falas e momentos marcados pela emoção e manifestação cultural dos povos que finalizaram a cerimônia com o tradicional toré e trouxeram símbolos da sua ancestralidade, como os belos cocares da cabeça que têm profundo significado para cada etnia.

A oradora da formatura Manoela Suíra de Souza destacou a relevância da educação “Somos etnias distintas, com características próprias, porém todos juntos com um só objetivo: lutar por uma educação que respeite, valorize e fortaleça nossas identidades, nossa cultura e tradições. Uma educação que seja verdadeiramente nossa e diferenciada. O Clind abriu espaço para a diversidade cultural e para inclusão dos povos indígenas na Universidade e, consequentemente, na sociedade brasileira”, afirmou.

O reitor da Uneal Odilon Máximo celebrou a realização da colação de grau e frisou a importância de formalizar a carreira de professor indígena. “Este é um momento de muita felicidade para todos nós da Uneal. Temos agora número suficiente de docentes para formar a carreira de professor indígena. Uma demanda de nossos agora docentes indígenas que poderão, quando a lei for aprovada, fazer concurso público na área. Alagoas e nossos povos originários merecem essa conquista”, disse.

Para o vice-reitor da Uneal, Anderson Barros, ressaltou que “esta cerimônia é um marco histórico para o Brasil, para Alagoas e, sobretudo, para os povos originários que aqui celebram a conquista do conhecimento sem abrir mão da identidade. Pela primeira vez, 210 indígenas de 12 etnias distintas colam grau juntos em uma universidade pública. É mais do que uma formatura: é um ato de resistência, de afirmação cultural e de reparação histórica”.

A coordenadora geral do Clind, Iraci Nobre, ressaltou a importância do financiamento do curso pelo Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) que foi ofertado gratuitamente durante os cinco anos de duração.

O vice-governador Ronaldo Lessa exaltou o papel do Fecoep. “Traz-me uma felicidade muito grande em ver essa solenidade. Quem paga isso aqui? Não é o Governo Federal, é o Fecoep,” E completou: “Não tem uma forma mais importante de combater a pobreza e a desigualdade do que o ensino. É através do ensino, que a gente liberta o ser humano”.

Já o deputado estadual Silvio Camelo se comprometeu a destinar R$ 50 mil para a impressão do livro “Indígenas de Alagoas”. Também garantiu que irá se empenhar na Assembleia Legislativa para a criação da carreira de professor indígena e apoiar a continuidade do programa, com um mais um curso.

Lançamento de livro
A Editora da Uneal (Eduneal) lançou a obra “Indígenas de Alagoas”, organizada pelos professores José Adelson Lopes Peixoto e Renildo Ribeiro-de-Siqueira, com trabalhos escritos por pesquisadores indígenas de todo o estado que retomam a história de 12 etnias do território alagoano, dando visibilidade e resgatando registros de trajetórias e personagens.

Sobre o CLIND
O Clind, financiado pelo Governo do Estado de Alagoas, através do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP), é um programa especial da Uneal destinado à formação de professores da rede básica de ensino no qual a cultura dos povos é reconhecida, respeitada e inserida nas salas de aulas. As aulas ocorreram nos polos do Agreste, Baixo São Francisco, Sertão e Zona da Mata. O Curso teve o apoio ainda da Seplag, Escola de Governo, Funai, prefeituras e secretarias de educação.

Estiveram presentes à solenidade a Superintendente da Escola de Governo, Emanuela Trindade (representando a secretária Paula Dantas), a secretária Executiva de Educação- Sandra Vitorino (Representando a secretária Roseane Vasconcelos), a pró-reitora de Graduação e coordenadora do curso de geografia/Polo Agreste, Rosa Lima, além de membros da equipe gestora da Uneal, representante da Funai, Cicero Albuquerque, prefeitos e parlamentares.

Fonte: Uneal

Maioria dos brasileiros aprova tornozeleira eletrônica em Bolsonaro

Decisão é correta para 55% dos entrevistados, ante 41% que discordam, aponta pesquisa Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira aponta que a maioria dos brasileiros aprova as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados concordam com a decisão que obrigou o político a usar tornozeleira eletrônica, além de não poder usar as redes sociais e sair de casa entre 19h e 6h.

  • Entre os que afirmaram concordar com as medidas, 44% dizem apoiá-las totalmente e 11% concordam em parte. Entre os 41% contra a determinação, 32% discordam totalmente dela, enquanto 9% discordam em parte. Não opinaram 3%, e 1% respondeu não concordar nem discordar da decisão.
  • O índice de aprovação das sanções de Moraes é o mesmo daqueles que acreditam que o ex-presidente pretendia sair do país antes de ser julgado (55%). Outros 36% disseram acreditar que o ex-presidente não tinha a intenção, enquanto 10% não opinaram.
  • A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 30 de julho e ouviu 2.004 brasileiros com mais de 16 anos, em 130 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
  • Bolsonaro é alvo de ação penal na Corte por tentativa de golpe de Estado. As medidas cautelares foram determinadas por Moraes após a Polícia Federal apontar que o ex-presidente e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, vêm atuando, ao longo dos últimos meses, junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos com o intuito de “obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”, em razão de suposta perseguição. A decisão do magistrado foi referendada por maioria da Primeira Turma do STF.
  • Fonte: O Globo

Portugal reconhecerá Estado da Palestina na ONU em setembro

Anúncio do primeiro-ministro Luís Montenegro marca adesão a bloco de países que defendem a soberania palestina diante do agravamento da crise em Gaza

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou nesta quinta-feira (31) que o país reconhecerá oficialmente o Estado da Palestina durante a próxima sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, marcada para setembro. A decisão foi confirmada em comunicado oficial do gabinete do premiê, informa a Telesur.

Segundo a nota, o reconhecimento ocorre “em resposta ao agravamento do conflito” e ao “risco iminente de anexação de territórios palestinos por Israel”. Portugal junta-se, assim, a um grupo crescente de países que inclui Canadá, Reino Unido e França no apoio à soberania e autodeterminação do povo palestino.

O governo português expressou “profunda preocupação com o impacto humanitário da escalada do conflito” e condenou os sinais cada vez mais explícitos de tentativa de anexação de áreas palestinas, especialmente na Cisjordânia. O posicionamento ocorre em meio a uma crise prolongada na Faixa de Gaza, onde mais de 60 mil palestinos — a maioria mulheres e crianças — foram mortos desde o início da nova ofensiva israelense.

A decisão portuguesa foi bem recebida por diversos países da comunidade internacional. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Jordânia saudou o gesto de Lisboa. O porta-voz da chancelaria, Sufyan Al-Qudah, afirmou que se trata de “um passo significativo em direção ao direito inalienável do povo palestino a um Estado independente”.

Al-Qudah reforçou que o reconhecimento português está em consonância com o direito internacional e com a Iniciativa Árabe de Paz, que propõe a criação de um Estado palestino dentro das fronteiras anteriores a 1967, com Jerusalém Oriental como capital. “A Jordânia reafirma seu firme compromisso com a causa palestina e com os esforços para acabar com a ocupação israelense, como único caminho para garantir a autodeterminação do povo palestino”, declarou.

A medida de Portugal reflete o crescente apelo global por justiça e uma solução política para o conflito, à medida que a pressão sobre Israel aumenta diante das consequências humanitárias devastadoras do cerco e das operações militares em Gaza. Com isso, Lisboa se soma a uma onda de governos que estão formalizando seu apoio ao reconhecimento da Palestina como Estado soberano no cenário multilateral.

O gesto português ocorre também em um contexto de reavaliação das posições diplomáticas de vários países europeus diante da persistência da violência e da impunidade nos territórios ocupados. Especialistas em relações internacionais consideram que o movimento pode catalisar novas adesões em setembro, durante os debates da Assembleia Geral da ONU.

A decisão ainda deverá ser detalhada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, que tem conduzido diálogos diplomáticos com representantes árabes e palestinos nas últimas semanas. A expectativa é de que o anúncio formal ocorra com um discurso do próprio primeiro-ministro durante a sessão da ONU.

Fonte: Brasil 247

Lula lidera com folga todos os cenários eleitorais para 2026, aponta pesquisa Atlas

Estudo mostra que presidente venceria no primeiro e no segundo turno contra qualquer adversário; popularidade cresce entre jovens, mulheres e famílias de menor renda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao seu governo, além de bem avaliados entre os brasileiros, vence todos seus adversários políticos no que diz respeito ao cenário eleitoral de 2026. É o que revela a pesquisa Latam Pulse da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (31). Além disso, o país ainda enfrenta o menor risco político entre países da América do Sul.

Em todos os cenários simulados de primeiro e segundo turno para 2026, Lula aparece como favorito, vencendo adversários como Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Romeu Zema (Novo). Em um dos cenários simulados, Lula tem 48,5% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Tarcísio, e 3,6% de Zema. Lula venceria com 47,8% contra 44,2% de Bolsonaro, se os candidatos fossem os mesmos de 2022, e se o ex-mandatário não estivesse inelegível.

Até mesmo a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro aparece na corrida, em uma segundo cenário, com apenas 29,7% das intenções de voto. Nesse segundo cenário, Zema aparece com 6,6% das intenções.

Já no segundo turno contra Tarcísio de Freitas, Lula abriria ainda mais: 50,4% contra 46,6%. Em eventual confronto com Zema, Lula venceria por 50,7% a 40,6%. Michelle Bolsonaro aparece com 45,9%.https://d-256285951696363714.ampproject.net/2507172035000/frame.html

A imagem de Bolsonaro segue majoritariamente negativa, com rejeição alta mesmo entre parte do eleitorado de direita, o que reduz as chances de uma candidatura viável sem anistia e sem uma mudança na Lei da Ficha Limpa. Destaca-se a crescente rejeição ao Bolsonaro: 54% avaliam negativamente o ex-presidente, contra apenas 26% de avaliação positiva.

A pesquisa

A pesquisa, que ouviu 7.334 pessoas entre 25 e 28 de julho, mostra também que a base de apoio ao presidente Lula está consolidada entre mulheres (48,7%), jovens de 16 a 24 anos (54,3%) e nas famílias com renda de até R$ 2 mil mensais (52,1%). Já Bolsonaro tem desempenho superior entre homens e eleitores evangélicos, mas ainda assim é derrotado em todas as faixas de renda e escolaridade.

Outro dado importante do levantamento é que Lula segue sendo o líder político mais bem avaliado país: 47% dos brasileiros têm uma imagem positiva do presidente, contra 42% de avaliação negativa.

Fonte: Revista Fórum

No governo Tarcísio, letalidade policial em SP aumenta 32% no segundo trimestre

Policiais civis e militares mataram 202 pessoas no estado de São Paulo entre abril e junho de 2025, segundo dados divulgados pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). O número representa um aumento de 32% em relação ao segundo trimestre de 2024. No primeiro semestre, foram 365 mortes causadas por policiais em serviço ou de folga, apenas oito a menos que no mesmo período do ano anterior. Com informações da Folha de S.Paulo.

Considerando apenas policiais militares em serviço, o número de mortos se manteve em 301 vítimas no semestre, o mesmo registrado no ano passado. A letalidade policial tem crescido desde o fim de 2022, com picos durante a Operação Escudo e a Operação Verão — esta última, a mais letal desde o Massacre do Carandiru, em 1992. Houve queda no início de 2025, mas os índices voltaram a subir a partir de abril.

Na comparação com o primeiro semestre de 2022, quando o PSDB ainda governava o estado, a letalidade aumentou 79%. Houve alta nas mortes na capital, na Grande São Paulo e no interior, com destaque para a região de São José dos Campos, onde os óbitos triplicaram.

A Secretaria de Segurança Pública, comandada por Guilherme Derrite, afirmou que “investe continuamente na recomposição e capacitação do efetivo” e ressaltou: “Desde o início da atual gestão, mais de mil policiais civis e militares foram presos, demitidos ou expulsos, reforçando o compromisso de São Paulo com a legalidade”.

Fonte: DCM

Tiros para intimidar: acampados no Agreste de Alagoas denunciam novas ameaças

Acampamento Papa Francisco, em Arapiraca, sofre nova ameaça nesta semana com tiros disparados contra os barracos

Seguem as ameaças contra as famílias acampadas que, desde abril, ocupam a Fazenda Laranjal, hoje acampamento Papa Francisco, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Os/as acampados/as denunciaram disparos de arma de fogo na noite da última segunda-feira (28), contra os barracos de lona.

O episódio ocorreu logo após a audiência de conciliação e visita técnica de órgãos responsáveis para o acompanhamento do caso na área, realizada pela Comissão de Solução de Conflitos Fundiários do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), acompanhada pelo Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (ITERAL), Promotoria da Vara Agrária e Ouvidoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Alagoas. Acampados relatam que os tiros ocorreram na rodovia e mais próximo ao acampamento.

Foi registrado Boletim de Ocorrência (B.O.) sobre o caso no 55º Distrito Policial de Arapiraca, relatando o momento de pânico que os trabalhadores vivenciaram naquele momento. “Tinham várias crianças brincando na porta do Acampamento que, para não serem atingidas, tiveram que se jogar no chão”, destaca trecho do B.O.

Precisamos que a segurança das famílias que vivem no Acampamento seja garantida, não podemos aceitar mais esse tipo de ameaça que coloca em risco a vida de várias pessoas, incluindo crianças e idosos”, sinalizou a coordenação do MST.

Essa não é a primeira ameaça que vive o Acampamento organizado pelo Movimento Sem Terra no Agreste de Alagoas. Desde sua ocupação, como parte da Jornada de Lutas em Defesa da Reforma Agrária em abril, os camponeses e camponesas vivem o amedrontamento e perseguição de pistoleiros e políticos da região na disputa pela área.

“É fato que a presença do MST aqui segue incomodando os poderosos da região, que mesmo com o envolvimento de órgãos estaduais e federais para mediar o conflito, continuam se achando superiores a tudo e querendo resolver na bala seus problemas com os trabalhadores”, denuncia a coordenação do Movimento.

Após a realização do Boletim de Ocorrência, o MST também deve reportar a denúncia ao Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça de Alagoas, além do ITERAL, para assegurar a integridade das famílias que vivem no acampamento Papa Francisco.

Fonte: MST

Lula: Brasil é soberano e interferência dos EUA é inaceitável

Nota do presidente é publicada após taxação e sanção a Moraes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota oficial, na noite desta quarta-feira (30), em que defende a democracia e a soberania do país frente as iniciativas dos Estados Unidos (EUA) contra a economia e a Justiça brasileiras.

“O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, afirmou Lula.  

Esta foi a primeira reação pública de Lula após o governo dos EUA anunciar uma sanção punitiva contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e, horas mais tarde, oficializar, por meio de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, a taxação de 50% sobre produtos vendidos pelo Brasil, que contém, entretanto, uma lista de quase 700 exceções.  

Na nota, o presidente brasileiro manifesta solidariedade do governo federal a Moraes e diz que o magistrado é “alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses”.

“Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia”, prossegue Lula.

O presidente lembra que a a lei no Brasil abrange cidadãos e todas as empresas e que atividades que afetem a vida da população e da democracia estão sujeitas a normas, incluindo plataformas digitais.

“A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia”.

A nota assinada pelo presidente ainda considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras.

“O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países”, observa.

Por fim, o governo aponta disposição a negociar apenas aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, sem abrir mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação, como é o caso da Lei de Reciprocidade Comercial, além de um plano de contingência para minorar os impactos econômicos das tarifas.

“Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais. Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras”, conclui a nota oficial de Lula.

>> Confira a íntegra da nota oficial do presidente Lula:

O Brasil é um país soberano e democrático

O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa.

É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira.  

O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses.

Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia.

No Brasil, a lei é para todos os cidadãos e todas as empresas. Qualquer atividade que afete a vida da população e da democracia brasileira está sujeita a normas. Não é diferente para as plataformas digitais.

A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia.

O governo brasileiro considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países.

O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação. Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais.

Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Presidente da República

Fonte: Agência Brasil

Trump recua, adia tarifaço e exclui laranja e outros produtos da taxação

A Casa Branca divulgou nesta quarta-feira (30) a ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que trata da taxação de produtos brasileiros.

No documento, a Casa Branca adiou o início da cobrança das tarifas para 6 de agosto, ou seja, uma semana após a previsão inicial.

Além disso, a ordem executiva exclui do tarifaço itens como laranja, castanha-do-pará, aço e materiais para a construção de aeronaves, entre outros. Porém, carnes, café e pescados permanecem na lista de produtos brasileiros que serão taxados a partir do dia 6 de agosto. 

A decisão representa um recuo do governo Trump, já que a manutenção das tarifas na forma anunciada inicialmente poderia afetar de forma significativa empresários e a classe média americana.

Confira abaixo alguns dos produtos que ficaram de fora da taxação:

  • Castanha-do-pará com casca, fresca ou seca
  • Polpa de laranja
  • Suco de laranja congelado
  • Suco de laranja não congelado, valor Brix <20, não concentrado
  • Minério de ferro aglomerado
  • Minério de ferro não aglomerado
  • Carvão
  • Alcatrão
  • Tipos de aeronaves
  • Petróleo e derivados
  • Madeira tropical serrada ou cortada longitudinalmente, mesmo aplainada, lixada ou emendada, com espessura superior a 6 mm
  • Prata em barras e dore
  • Ouro não monetário em barras e dore

A íntegra da lista com os produtos que não serão taxados pode ser conferida aqui.

Trump chama governo Lula de “repugnante”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou emergência nacional contra o Brasil nesta quarta-feira (30) e anunciou a imposição de uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros. A medida foi formalizada em uma ordem executiva que acusa o governo brasileiro de ameaçar a segurança nacional, a política externa e a economia dos EUA. As tarifas entram em vigor 7 dias após a publicação do documento, ou seja, não começarão mais a valer na próxima sexta-feira (1).

No texto, Trump cita diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de abusar de sua autoridade para perseguir opositores políticos, censurar críticos e coagir empresas americanas a entregar dados de usuários e alterar políticas de moderação de conteúdo. Segundo a ordem, essas ações configurariam violações de direitos humanos e de liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

A ordem executiva também menciona a perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando as acusações contra ele como injustificadas e afirmando que elas comprometem a realização de eleições livres e justas no Brasil em 2026. Para Trump, esse cenário representa um “rompimento deliberado do Estado de Direito” e reforça a necessidade de intervenção.

Além das tarifas, o documento prevê medidas adicionais caso o Brasil retalie, incluindo o aumento das alíquotas ou novas sanções. Também autoriza órgãos como o Departamento de Estado e o Tesouro dos EUA a monitorar o governo brasileiro e recomendar novas ações, inclusive restrições econômicas e diplomáticas.

O texto conclui afirmando que as políticas do Brasil “são repugnantes aos valores democráticos” e em conflito com a política externa dos EUA. Ao declarar emergência nacional, Trump justificou que as ações do governo brasileiro representam uma ameaça “incomum e extraordinária” com origem fora dos Estados Unidos, exigindo uma resposta imediata.

Confira abaixo a íntegra da Ordem Executiva da Trump que impõe a tarifa de 50% aos produtos brasileiros: 


“Pela autoridade a mim conferida como Presidente pela Constituição e pelas leis dos Estados Unidos da América, incluindo a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (50 U.S.C. 1701 e seguintes) (IEEPA), a Lei de Emergências Nacionais (50 U.S.C. 1601 e seguintes) (NEA), a seção 604 da Lei de Comércio de 1974, conforme emendada (19 U.S.C. 2483), e a seção 301 do título 3 do Código dos Estados Unidos, por meio desta, eu ordeno:

Seção 1. Emergência Nacional.
Como Presidente dos Estados Unidos, meu dever mais elevado é proteger a segurança nacional, a política externa e a economia deste país. Políticas, práticas e ações recentes do Governo do Brasil ameaçam a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos. Membros do Governo do Brasil adotaram ações que interferem na economia dos Estados Unidos, violam os direitos de liberdade de expressão de cidadãos dos Estados Unidos, infringem os direitos humanos e minam o interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas. Membros do Governo do Brasil também estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, o que contribui para a deterioração deliberada do Estado de Direito no Brasil, para intimidações políticas e para abusos de direitos humanos.

Recentemente, membros do Governo do Brasil tomaram medidas sem precedentes que prejudicam e ameaçam a economia dos Estados Unidos, entram em conflito e ameaçam a política dos Estados Unidos de promover a liberdade de expressão e eleições livres e justas no país e no exterior, e violam direitos humanos fundamentais. De fato, certos funcionários brasileiros emitiram ordens para obrigar plataformas online dos Estados Unidos a censurar contas ou conteúdos de cidadãos americanos, cujo conteúdo é protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA; bloquear a capacidade de cidadãos americanos de arrecadar recursos nessas plataformas; alterar suas políticas de moderação de conteúdo, práticas de aplicação ou algoritmos de maneira que resultem na censura de contas e conteúdos de cidadãos americanos; e fornecer dados de usuários de contas pertencentes a cidadãos dos EUA, facilitando a perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos.

Por exemplo, o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, abusou de sua autoridade judicial para mirar opositores políticos, proteger aliados corruptos e suprimir dissidências, frequentemente em coordenação com outros funcionários brasileiros. Moraes autorizou operações policiais com motivação política, prisões e bloqueios de contas bancárias. Também autorizou a apreensão de passaportes, prendeu indivíduos sem julgamento por publicações em redes sociais, abriu investigações criminais inéditas — incluindo contra cidadãos americanos por discursos protegidos constitucionalmente nos Estados Unidos — e emitiu ordens secretas para empresas de redes sociais americanas censurarem milhares de publicações e suspenderem dezenas de críticos políticos, incluindo cidadãos americanos, por discursos lícitos em solo americano. Quando cidadãos e empresas dos EUA se recusaram a cumprir suas demandas ilegais de censura, Moraes impôs multas substanciais, ordenou a suspensão de empresas americanas no Brasil e ameaçou executivos dessas companhias com processos criminais. De fato, Moraes está atualmente supervisionando a ação penal do Governo do Brasil contra um residente dos EUA por declarações feitas em solo americano.

Essas ações judiciais, realizadas sob o pretexto de combater “desinformação”, “notícias falsas” ou conteúdo “antidemocrático” ou “odioso”, colocam em risco a economia dos Estados Unidos ao coagir, de forma tirânica e arbitrária, empresas americanas a censurarem discursos políticos, entregarem dados confidenciais de usuários americanos ou alterarem suas políticas de moderação de conteúdo sob pena de multas extraordinárias, processos criminais, congelamento de ativos ou exclusão completa do mercado brasileiro. Essas ações também inibem e limitam a liberdade de expressão nos Estados Unidos, violam direitos humanos e minam o interesse dos EUA em proteger seus cidadãos e empresas dentro e fora do país.

Funcionários brasileiros também estão perseguindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Governo do Brasil acusou Bolsonaro injustamente de vários crimes relacionados às eleições de 2022, e o Supremo Tribunal Federal determinou de forma equivocada que Bolsonaro deve ser julgado por essas acusações infundadas. A perseguição política, por meio de processos fabricados, ameaça o desenvolvimento ordenado das instituições políticas, administrativas e econômicas do Brasil, incluindo a realização de eleições presidenciais livres e justas em 2026. O tratamento dispensado a Bolsonaro também contribui para a deterioração deliberada do Estado de Direito no Brasil, para intimidações políticas e para abusos de direitos humanos.

Constato que as ações sem precedentes tomadas pelo Governo do Brasil violaram os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos, interferiram na economia dos EUA ao coagir empresas americanas a censurarem seus cidadãos por discursos protegidos pela Primeira Emenda, minaram os interesses dos EUA em proteger seus cidadãos e empresas, enfraqueceram o Estado de Direito no Brasil e colocaram em risco o desenvolvimento ordenado das instituições brasileiras. As políticas, práticas e ações do Governo do Brasil são repugnantes aos valores morais e políticos das sociedades democráticas e livres e entram em conflito com a política dos EUA de promover governos democráticos em todo o mundo, a liberdade de expressão, eleições livres e justas, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos.

PORTANTO, EU, DONALD J. TRUMP, Presidente dos Estados Unidos da América, considero que a extensão e a gravidade das políticas, práticas e ações recentes do Governo do Brasil constituem uma ameaça incomum e extraordinária, cuja origem está, em todo ou em grande parte, fora dos Estados Unidos, à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos e, por meio desta, declaro uma emergência nacional em relação a essa ameaça.

Para lidar com a emergência nacional declarada nesta ordem, determino que é necessário e apropriado impor uma tarifa adicional ad valorem de 40% sobre determinados produtos do Brasil, conforme detalhado abaixo.

Seção 2. Modificações Tarifárias.
(a) Produtos do Brasil importados para o território aduaneiro dos Estados Unidos estarão sujeitos, de acordo com a lei, a uma tarifa adicional ad valorem de 40%. Essa tarifa entrará em vigor para bens destinados ao consumo, ou retirados de armazém para consumo, a partir das 12h01 (horário do leste dos EUA) 7 dias após a data desta ordem, exceto aqueles abrangidos por 50 U.S.C. 1702(b) ou listados no Anexo I desta ordem, e exceto para bens que:
(1) tenham sido carregados em navio no porto de embarque e estejam em trânsito antes da entrada nos EUA até 12h01 (horário do leste) 7 dias após esta ordem; e
(2) sejam destinados ao consumo ou retirados de armazém para consumo até 12h01 (horário do leste) de 5 de outubro de 2025.
A Tabela Tarifária Harmonizada dos EUA será modificada conforme disposto no Anexo II desta ordem.

(b) A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA poderá adotar quaisquer medidas necessárias para administrar a tarifa imposta por esta ordem.

Seção 3. Escopo das Tarifas e Acúmulo.
(a) A tarifa ad valorem imposta nesta ordem é adicional a quaisquer outros direitos, taxas, impostos ou encargos aplicáveis às importações, exceto quando sujeitos a ações existentes ou futuras conforme a seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, caso em que esta tarifa não se aplicará.

(b) A tarifa não se aplicará aos artigos isentos conforme 50 U.S.C. 1702(b) ou listados no Anexo I, incluindo certos metais de silício, ferro-gusa, aeronaves civis e peças, alumina metalúrgica, minério de estanho, polpa de madeira, metais preciosos, energia e produtos energéticos, e fertilizantes.

(c) A tarifa imposta na Ordem Executiva 14257 de 2 de abril de 2025 também se aplicará, quando pertinente, cumulativamente à tarifa desta ordem.

(d) Produtos sujeitos às tarifas desta ordem e admitidos em zonas de comércio exterior deverão ser registrados como “status estrangeiro privilegiado” conforme 19 CFR 146.41.

Seção 4. Autoridade de Modificação.
(a) Para garantir a eficácia desta ordem, poderei modificá-la conforme novas informações, recomendações de autoridades ou mudanças de circunstâncias.

(b) Caso o Governo do Brasil retalie contra os EUA, aumentarei as tarifas proporcionalmente.

(c) Caso o Governo do Brasil adote medidas significativas para resolver a emergência declarada e alinhar-se suficientemente com os EUA, poderei alterar ou suspender esta ordem.

Seção 5. Monitoramento e Recomendações.
(a) O Secretário de Estado monitorará a situação envolvendo o Governo do Brasil e consultará regularmente autoridades relevantes.

(b) O Secretário de Estado, junto com o Tesouro, Comércio, Segurança Interna, Representante de Comércio e assessores presidenciais, recomendará ações adicionais, se necessário, incluindo em caso de retaliação do Brasil.

Seção 6. Delegação.
O Secretário de Estado está autorizado a exercer todos os poderes concedidos ao Presidente pela IEEPA para executar esta ordem, podendo delegar essa autoridade dentro do Departamento de Estado.

Seção 7. Relatórios.
O Secretário de Estado deverá enviar relatórios periódicos e finais ao Congresso sobre a emergência nacional declarada e as medidas adotadas, conforme a NEA e a IEEPA.

Seção 8. Separabilidade.
Se qualquer disposição desta ordem for considerada inválida, as demais permanecerão em vigor.

Seção 9. Disposições Gerais.
(a) Nada nesta ordem deve ser interpretado como limitação das autoridades legais de departamentos ou agências.
(b) Esta ordem será implementada conforme a lei aplicável e sujeita a disponibilidade orçamentária.
(c) Esta ordem não cria direitos ou benefícios exigíveis judicialmente.
(d) Os custos de publicação serão arcados pelo Departamento de Estado.

DONALD J. TRUMP
A CASA BRANCA,
30 de julho de 2025.”

 

Fonte: Revista Fórum

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