Cineasta Carlos Pronzato lança documentário sobre a Revolução dos Cravos em Maceió

O cineasta Carlos Pronzato, com dezenas de documentário no currículo, fez o lançamento no dia 24/02, na Ufal do seu documentário Memórias do 25 de Abril.

Com sala lotada e aplausos na estreia, o documentário, de Carlos Pronzato, conta a história de uma revolução que livrou Portugal de uma ditadura de quase meio século: a Revolução dos Cravos.

Após a exibição de “Memórias do 25 de Abril”, no ICS-Ufal, o cineasta dialogou com o público sobre os 50 anos do movimento revolucionário sem correspondente na história mundial.

No final, o documentário deixa ainda o alerta sobre a emergência do Chega, partido político cujo espectro político português definido por alguns politólogos como sendo de “direita a extrema-direita”.

Mas para o público ficou forte a mensagem sobre a capacidade de reação de um povo que alimenta a esperança no futuro da democracia.

#25deAbril #RevoluçãoDosCravos #Memórias #História”

Ucrânia faz acordo que entrega minerais de terras raras aos Estados Unidos

Acordo prevê a entrega dos recursos do país aos EUA e não menciona o principal pleito de Kiev, as garantias de segurança

Kiev concordou com os novos termos do acordo sobre minerais de terras raras com os Estados Unidos, após Washington ter retirado a exigência de que a Ucrânia reembolsasse US$ 500 bilhões, informou o Financial Times nesta terça-feira (25), citando autoridades ucranianas.

A versão final do acordo não menciona nenhuma “garantia de segurança” por parte dos Estados Unidos, mas autoridades ucranianas acreditam que essa será uma oportunidade para melhorar as relações com o novo governo do presidente Donald Trump, segundo o jornal.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poderá viajar a Washington nas próximas semanas para a cerimônia de assinatura do acordo com Trump, acrescentou o Financial Times.

O governo da Ucrânia deve recomendar a assinatura do acordo nesta quarta-feira (26), informou a Bloomberg nesta terça, citando fontes familiarizadas com o assunto.

A Ucrânia concordou em fechar um acordo com os Estados Unidos para o desenvolvimento de seus recursos minerais, incluindo petróleo e gás, e o Conselho de Ministros do país recomendará a assinatura do acordo nesta quarta, informou a agência de notícias, citando fontes sob condição de anonimato. (Com informações da Sputnik). 

Fonte: Brasil 247

PEC contra escala 6×1 é protocolada na Câmara com 234 assinaturas

Proposta estabelece uma semana de quatro dias de trabalho

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25), com 234 assinaturas. Foram 63 assinaturas a mais que o necessário para ingressar com uma proposta de emenda constitucional.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25), com 234 assinaturas. Foram 63 assinaturas a mais que o necessário para ingressar com uma proposta de emenda constitucional.

A PEC estabelece uma semana de quatro dias de trabalho. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-RJ), que lidera a articulação pela PEC na Casa, afirmou que foram meses de conversas com parlamentares e mobilizações para se chegar a este momento de registrar a proposta na Câmara. 

Em coletiva à imprensa nesta terça, a deputada disse que essa escala é considerada obsoleta. 

“Já há apontamentos políticos e econômicos mostrando que há sim possibilidade de repensarmos essa jornada de trabalho, como foi feito em outros lugares no mundo, aplicando à nossa realidade”, argumentou. 

A parlamentar disse que pretende se reunir com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) após o carnaval para conversar sobre o tema e entregar um abaixo-assinado que já conta com quase 3 milhões de assinaturas pedindo o fim da escala 6×1. 

“Agora resta saber se o Congresso Nacional terá interesse político e responsabilidade com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros e se dará a atenção necessária para que esse texto ganhe um relator, para que a comissão especial seja instalada e para que a gente tenha condições de fazer esse debate como deve ser feito”, disse Erika.  

Ela garantiu que a PEC conta com o apoio de diversos partidos, inclusive de centro e de direita. “Isso desmonta a ideia de que só a esquerda está se empenhando nessa discussão. Acho que os únicos que não estão empenhados nesse debate é a extrema-direita”. Ela contou que a proposta havia recebido a assinatura de dois deputados do PL, mas, por orientação do partido, o apoio foi retirado. 

A PEC altera o inciso XII do artigo 7º da Constituição brasileira, que passaria a vigorar com a seguinte redação: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”. 

O debate para redução da jornada de trabalho vem ganhando força a partir do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), fundado pelo vereador carioca Rick Azevedo (Psol), e que tem mobilizado manifestações e atos pelo fim da escala 6×1.

“O mercado chora a ‘falta de mão de obra’, mas não quer admitir o óbvio: o povo cansou de ser burro de carga. A escala 6×1 destrói a saúde, rouba o tempo de vida e paga mal. Ninguém quer adoecer para enriquecer patrão”, afirmou Azevedo em uma rede social. 

O vereador chamou a população para fazer um protesto durante o feriado de 1º de maio pedindo a mudança na escala de trabalho. “No dia 2 de maio fique em casa em protesto a essa escala escravocrata. Estou muito feliz por esse protocolo de hoje, mas muita luta ainda está por vir” 

Para uma PEC ser aprovada na Câmara, são necessários os votos de, no mínimo, 308 dos 513 deputados e deputadas, em dois turnos de votação. A medida tem dividido opiniões, tanto no meio patronal, quanto sindical. 

Para os críticos, a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas, segundo defendeu a entidade patronal Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Na coletiva de hoje, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) disse que vai pedir o apoio do governo para conseguir os votos necessários para aprovar a PEC no Congresso. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) garantiu que vai se empenhar nas articulações dentro e fora do plenário para aprovar a proposta. 

Outras propostas

Ao menos outras duas PECs tratam da redução de jornada no Congresso Nacional, mas não acabam com a jornada 6 por 1, que é a principal demanda do VAT.

Apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC 221/2019 propõe uma redução, em um prazo de dez anos, de 44 horas semanais por 36 horas semanais de trabalho sem redução de salário. 

A PEC 221 aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Existe ainda a possibilidade que a PEC protocolada nesta terça-feira pela deputada Erika Hilton seja apensada à proposta do deputado Reginaldo Lopes.

Fonte: Agência Brasil

Estado sionista de Israel expulsa 40 mil palestinos na Cisjordânia

O exército israelense conduziu uma ampla operação militar em campos de refugiados palestinos no Norte da Cisjordânia ocupada neste domingo (23), dando continuidade à ação que já expulsou cerca de 40 mil palestinos de campos de refugiados em Jenin, Tul Karem e Nur al-Shams.

Essa é a maior operação militar de Israel na Cisjordânia em cerca de 20 anos, desde 2005, quando ocorreu a segunda Intifada, que foi uma grande revolta da população palestina contra a ocupação israelense dos seus territórios.

O governo de Tel Aviv informou que ocupará essas áreas pelo próximo ano, impedindo o retorno dos moradores.  “Não permitiremos o retorno dos moradores e não permitiremos que o terror retorne e floresça”, disse, neste domingo (23), o ministro da Defesa, Israel Katz. O governo de Tel-Aviv alega que as ações são para combater o terrorismo.

Em nota, o ministério das relações exteriores da Autoridade Palestina, que controla parte da Cisjordânia, afirmou que as ações de Israel são a continuação do genocídio do povo palestino e da anexação de seus territórios.

“O Ministério vê esses acontecimentos — incluindo as declarações de Katz, o envio de tanques e a intimidação deliberada de civis indefesos — como uma grave escalada na Cisjordânia e uma tentativa flagrante de consolidar o genocídio e o deslocamento forçado contra nosso povo desarmado”, diz a representação palestina da Cisjordânia, que ainda pede que a comunidade internacional intervenha.

O professor de relações internacionais, cientista político e jornalista Bruno Lima Rocha avalia que o uso de blindados, helicópteros e de cercos aos campos de refugiados palestinos – inédito em, ao menos, 20 anos – é parte da estratégia de transferir a guerra da Faixa de Gaza para Cisjordânia.

“Ao estabelecer o cessar-fogo em Gaza, o estado sionista aperta as condições na Cisjordânia, para transferir a frente de guerra interna para lá. O governo Netanyahu necessita do estado de guerra porque, sem esse estado de guerra e essa situação de comoção nacional da troca dos presos políticos palestinos pelos reféns, a tendência que seu governo caia e ele seja julgado”, analisou.

Fonte: Monitor do Oriente

Brasil condena ocupação militar em campos de refugiados palestinos

Governo condena ocupação militar e remoção forçada de refugiados palestinos

Por meio de comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro manifesta forte preocupação com a intensificação das operações militares israelenses nos campos de refugiados de Jenin, Tulkarm e Nur Al-Shams, no Norte da Cisjordânia, nas últimas semanas. O Brasil também condena o recente uso de tanques e a ocupação militar dessas áreas.

A nota ainda repudia a remoção forçada de aproximadamente 40 mil moradores desses campos, ação que, segundo o governo, “viola o direito internacional e o direito internacional humanitário”.

O Brasil enfatiza a necessidade de que a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos no Oriente Próximo (UNRWA) possa continuar suas atividades nesses campos, garantindo suporte à população refugiada.

“Ao recordar o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, que considerou ilícita a presença israelense no território palestino ocupado, o Brasil insta Israel a suspender completamente suas operações militares na Cisjordânia”, completa o comunicado.

Fonte: Brasil 247

Anatel diz que operadoras já bloquearam Rumble no Brasil, incluindo Starlink de Musk

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) confirmou que diversas operadoras de internet no Brasil já implementaram o bloqueio à plataforma de vídeos Rumble, em cumprimento à ordem emitida na última sexta-feira (21) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo nota divulgada e citada em reportagem da Folha de S. Paulo, “na avaliação realizada pela agência em diversos pontos do país, identificou-se que o bloqueio já foi implementado para a maioria dos acessos examinados”.

O órgão regulador brasileiro informou que não detalhou quantas empresas efetivamente cumpriram a determinação, mas ressaltou que mais de 21 mil prestadoras de telecomunicações foram notificadas e que, ao longo dos próximos dias, continuará acompanhando a execução da medida. O país conta com um número elevado de operadoras, o que demanda ações “burocráticas e técnicas” para efetivar a restrição.

A decisão de Moraes foi expedida na mesma semana em que o ministro se tornou alvo de uma ação judicial conjunta nos Estados Unidos, movida pela própria Rumble e pela empresa de mídia do ex-presidente Donald Trump. O ministro do STF argumentou que a plataforma não cumpriu ordens judiciais sigilosas ligadas a um processo que investiga o blogueiro Allan dos Santos e declarou ser necessária a suspensão do serviço até que as determinações sejam atendidas, inclusive com o pagamento de multas.

“Reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos das ordens judiciais, além da tentativa de não se submeter ao ordenamento jurídico e Poder Judiciário brasileiros, para instituir um ambiente de total impunidade e ‘terra sem lei’ nas redes sociais brasileiras”, afirmou Moraes no despacho que determinou a suspensão. Ele também classificou como “gravíssimos” os riscos da ausência de controle no combate à desinformação e ao uso da inteligência artificial “pelos populistas digitais extremistas pela Rumble”.

Entre as empresas que já bloqueiam o acesso ao serviço está a Starlink, do empresário Elon Musk, segundo a Folha. A operadora era acompanhada de perto pelo gabinete de Moraes, pois no ano passado se recusou a bloquear o acesso ao X (antigo Twitter) até ser ameaçada de multa diária e de fechamento de suas operações no país.

As principais operadoras brasileiras, como Vivo, TIM, Claro e a Vital (que adquiriu parte da Oi), também aderiram à determinação. No total, conforme a Anatel, cerca de 20 mil empresas já foram formalmente notificadas sobre a ordem judicial, e a agência encaminhará ao STF um balanço final do cumprimento da medida.

Fonte: DCM

INDICIADOS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 23 de Fevereiro de 2025

O Brasil Varonil está prestes a ver mais um ex Presidente preso, mas com uma diferença continental entre os dois, pois um foi preso por causa de uma conspiração entre um juiz de primeira instância com uma república curitibana bancada pela mídia tradicional tupiniquim. Toda a tramoia que colocou o Nine atrás das grades foi revelada pela Vaza Jato, que trouxe à luz todas as jogadas combinadas, o conluio entre o MPF e o juiz, à epoca, seu Sérgio, o enxadrista da jornaleira Vera Magalhães.
A falsa equivalência que tentam construir entre Lula e o Inelegível é absurda, pois no caso do Bolsonaro o crime não é ter ido visitar um triplex no Guarujá ou ter dois pedalinhos num sitio de um amigo, seus crimes são gravíssimos e entre eles tá a tentativa de Golpe de Estado com um plano para matar o Presidente da República, o Vice e um Ministro do STF, tudo delatado pelo ajudante de ordens, Mauro Cid, que passou 4 anos ao lado do ex presidente. Até aqui a Reflexão ta jóia.

Mauro Cid contou em detalhes como tudo foi tramado para que eles não deixassem o Lula subir a rampa, relatos surpreendentes de crimes que causariam inveja aos líderes das maiores facções no Brasil, Marcola e Beira Mar são juvenis diante deles.
As Forças Armadas, parlamentares, militares, “cristãos” das mais variadas denominações e a família do miliciano estavam determinados em colocar em prática todos os itens da Minuta do Golpe, uma espécie de manual confeccionado pelo ex palaciano. Mauro Cid revelou também que a ex primeira dama era uma entusiasta ferrenha do Golpe, talvez tenha percebido que seria parceira de cela da ex deputada Flor de Liz, sem luxo e sem o maquiador preferido.
Segundo Cid, Michelle teria pirado ao ver sua mudança sendo levada do Palácio. Imagine a cena.

É inevitável, evitar dizer, que Lula evitou a volta de uma ditadura que duraria muito mais de 21 anos e os futuros mortos e desaparecidos seriam um novo normal com a instalação de um moderno DOI CODI, que serviria como laboratório para novas torturas e assassinatos aos que fossem classificados como “comunistas”.
Quem diria que o Barba, que lutou e foi preso pela Ditadura, fosse mais uma vez um dos responsáveis em minar a sanha golpista 30 anos depois do início da democracia verde e amarela?
Valeu cada voto no 13!

Bolsonaro chegou a dizer que estava “cagando” para a prisão, mudou o discurso em menos de 72 horas, pois sua estratégia é dizer que está sendo perseguido e que o delator (Cid) foi torturado pelo Xandão pra falar o que a PF queria ouvir. Puro engodo.
Diante de todos os acontecimentos, uma coisa é inegável; Alexandre de Moraes fez fãs de Ustra serem contra a tortura, fez aqueles que acreditavam que Direitos Humanos era coisa de vagabundos, suplicarem por tratamento mais humanizado, fez aqueles que diziam que bandido bom era bandido morto, passassem a defender bandidos vivos e soltos.
Se o Brasil é de todos os Santos, Xandão já tem em seu currículo alguns milagres.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 219

Justiça obriga Exército a implantar cotas na admissão de alunos em colégios militares

Instituições de ensino do Exército vão ter que reservar 60% das vagas para candidatos cotistas

A Justiça Federal determinou que o Exército adote cotas raciais e sociais em processos seletivos para admissão de alunos em colégios militares de todo o país.

A decisão foi concedida a partir de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a instituição militar, sob alegação de uma interpretação restritiva da legislação para negar a reserva de vagas a candidatos autodeclarados negros, indígenas e pessoas com deficiência.

De acordo com a decisão judicial, as vagas deverão seguir a distribuição proposta pelo MPF na ação, baseada nos percentuais previstos nas normas em vigor. Ao menos 5% das vagas em disputa nos colégios militares devem ser destinadas a pessoas com deficiência, outros 5% a quilombolas e 50% a alunos egressos do ensino fundamental em escolas públicas, fatia sobre a qual também incidem as cotas raciais e sociais (com mínimo de 77% das vagas desse grupo destinadas a pretos, pardos e indígenas). A ampla concorrência deve se restringir aos 40% das vagas restantes.

Os candidatos que optarem por concorrer às vagas reservadas a pretos, pardos e indígenas deverão apresentar uma autodeclaração étnico-racial. Se aprovados nas provas e convocados, os estudantes também terão que passar por um processo de heteroidentificação complementar, para validação das informações apresentadas na inscrição.

Essa etapa, segundo a formulação do MPF acatada pela Justiça Federal, ficará sob responsabilidade de uma comissão a ser constituída ainda antes da publicação do edital referente ao processo seletivo. O grupo será formado por membros dos colégios militares, das secretarias de educação municipais e estaduais e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Colégios militares não implataram cotas

Até hoje, as seleções nos colégios militares previram apenas vagas para ampla concorrência. Segundo o MPF, a recusa do Exército em adotar as regras tem se baseado em uma leitura literal e indevida da Lei 12.711/2012, que instituiu o sistema de reserva de vagas na educação federal. De acordo com a Força Armada, a norma não abrangeria os colégios militares ao citar apenas unidades de educação superior e técnico de nível médio.

A medida, na visão do MPF, contraria a Constituição e uma série de leis e decretos que estabelecem a obrigatoriedade das cotas.

A sentença judicial reconheceu a procedência dos argumentos dos procuradores da República que atuam no caso. Como os colégios militares são mantidos com recursos da União, eles estão submetidos aos princípios que regem as políticas de combate às desigualdades raciais e sociais.

A Justiça Federal destacou que a legislação, a jurisprudência e as diretrizes constitucionais sobre o tema são incontroversas quanto à exigência das cotas em todo o sistema de ensino vinculado à União. A aplicação das regras, frisa a decisão judicial, independe da classificação das instituições.

“Ainda que os colégios militares se constituam como entidades diferenciadas e que seu orçamento tenha nascente distinta das instituições de ensino que compõem a rede federal, não há regras que se sobreponham aos princípios constitucionais e à necessidade de concretização da igualdade material”, ressaltou sentença da 10ª Vara Cível Federal de São Paulo.

“Se os colégios militares visam a preparação para a futura carreira militar, a reserva de vagas para grupos minoritários representa uma ótima oportunidade para se romper com a sub-representatividade destes grupos em diversas esferas do poder, onde historicamente foi comandado pelas elites. Promove-se, portanto, uma mudança forçada, que o rumo de um Estado conservador e elitista não é capaz de romper”, concluiu o texto.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) para obter uma posição da corporação sobre a decisão judicial, mas não houve retorno até a publicação do texto. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: ICL

Milícia de PMs cobra ‘proteção’ de comerciantes no Brás, em São Paulo

Um grupo de 16 pessoas foi denunciado por formar uma milícia particular que extorquia comerciantes na região do Brás, em São Paulo, cobrando até R$ 18 mil anuais para que estes ocupassem um lote na Feira da Madrugada. Entre os investigados, estão cinco policiais militares – três da ativa e dois da reserva – e uma escrivã da Polícia Civil, conforme informações dos promotores do Gaeco, do Ministério Público estadual. Da Folha de S. Paulo.

Segundo a denúncia, os integrantes do grupo controlavam o espaço utilizado pelo comércio irregular, ameaçando, agredindo e expulsando aqueles que se recusavam a pagar a propina. Em alguns casos, eles teriam inclusive indicado agiotas para emprestar dinheiro a comerciantes inadimplentes, lançando-os em uma espiral de dívidas.

Durante a investigação, o promotor Carlos Gaya afirmou: “Nós continuamos investigando justamente porque, quando da deflagração, descobrimos que a extensão da atuação da milícia ali era muito mais ampla do que a gente imaginava”. A atuação do grupo foi ampliada com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Polícia Civil, que colaboraram na coleta do conjunto probatório que fundamentou os mandados de busca e apreensão.

A denúncia aponta que, para autorizar a presença de comerciantes em determinadas ruas do Brás, a milícia exigia o pagamento de “luvas” – uma propina anual de no mínimo R$ 3.000, que chegou a ser reajustada para R$ 5.000 em 2024, além de cobranças semanais de até R$ 250. Esse sistema de cobrança beneficiava o grupo, que também utilizava o nome de sindicatos e institutos, como a CoopsBrás e o Sindicato dos Camelôs, para “dissimular a ilicitude das cobranças”.

Os crimes de extorsão e formação de milícia foram atribuídos a 14 pessoas, enquanto duas acusadas – esposas de policiais denunciados – respondem por lavagem de dinheiro, após ocultarem a origem de R$ 10 mil provenientes do esquema. Em um episódio, um comerciante equatoriano foi agredido em sua residência pelo soldado José Renato Silva de Oliveira, que, segundo a denúncia, tomou R$ 4.000 como forma de abatimento de dívidas com um agiota.

A investigação também revelou rivalidades internas, com registros de invasões de espaços de vendedores ambulantes para que a milícia substituísse os comerciantes inadimplentes por novos pagantes. Conforme consta na denúncia, “nesta invasão, a milícia responsável pela ação colocaria novos vendedores ambulantes, os quais são pagantes do grupo”. As informações são da Folha de S. Paulo.

Fonte: DCM

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