Lula tira o Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez

Em apenas dois anos, o governo Lula reduziu a insegurança alimentar para menos de 2,5%

O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome das Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares (UNFSS+4), em Adis Abeba, na Etiópia. A informação foi divulgada no Relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), que se baseia em médias trienais — neste caso, de 2022 a 2024. Segundo a FAO, o Brasil reduziu para menos de 2,5% o percentual de sua população em risco de subnutrição.

A conquista foi alcançada em tempo recorde. Em 2022, o Brasil enfrentava um cenário crítico de insegurança alimentar. Ainda assim, em apenas dois anos de governo, o país conseguiu reverter esse quadro, graças a uma combinação de políticas sociais, incentivo ao trabalho e valorização da agricultura familiar.

“Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026”, relembrou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. “Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia.”

Avanços no combate à pobreza – Segundo dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Social, entre 2022 e 2024, cerca de 24 milhões de brasileiros saíram da insegurança alimentar grave. Em paralelo, a pobreza extrema foi reduzida a 4,4% em 2023, o menor índice da série histórica, tirando quase 10 milhões de pessoas dessa condição desde 2021.

O bom desempenho econômico também contribuiu para os resultados. Em 2024, o Brasil alcançou a menor taxa de desemprego desde 2012 (6,6%) e bateu recordes de renda domiciliar per capita, que chegou a R$ 2.020. A desigualdade também recuou: o índice de Gini caiu para 0,506, impulsionado pelo crescimento de 10,7% na renda do trabalho dos 10% mais pobres — um ritmo 50% superior ao dos mais ricos.

Boa parte dessa transformação tem origem no fortalecimento dos programas sociais. Segundo o Caged, 98,8% das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada criadas em 2024 foram ocupadas por pessoas registradas no Cadastro Único, sendo que 1,27 milhão eram beneficiárias do Bolsa Família. Com o aumento da renda, cerca de um milhão de famílias deixaram de receber o benefício em julho de 2025.

De acordo com Wellington Dias, o sucesso do combate à fome está diretamente ligado à articulação de políticas complementares: “Essa vitória é fruto de políticas públicas eficazes, como o Plano Brasil Sem Fome, que engloba o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Cozinha Solidária, a valorização do salário mínimo, o crédito para a agricultura familiar, o incentivo à qualificação profissional, ao emprego e ao empreendedorismo, além do fortalecimento da alimentação escolar.”

O feito de 2025 marca a segunda vez que o Brasil sai do Mapa da Fome sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a primeira foi em 2014. O retorno ao mapa ocorreu a partir do triênio 2018-2020, após o desmonte de diversas políticas sociais.

Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza – Durante sua presidência no G20 em 2024, o Brasil propôs a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que já reúne mais de 100 países, além de fundações, organizações e instituições financeiras internacionais. A meta da Aliança é contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, especialmente os que tratam da erradicação da fome e da pobreza.

“O exemplo brasileiro pode ser adaptado em muitos países ao redor do globo. No Brasil, sair do Mapa da Fome é só o começo. Queremos justiça alimentar, soberania e bem-estar para todos”, afirmou Wellington Dias.

O ministro também destacou que, ao unir políticas públicas eficazes com esforços internacionais, o Brasil reafirma seu compromisso com a Agenda 2030 da ONU, buscando a construção de um mundo mais justo, igualitário e livre da fome.

Fonte: Brasil 247

Sionismo assassaino: palestino vencedor do Oscar é assassinado

Odeh Hadalin foi parte da equipe de filmagem de ‘Sem Chão’, escolhido Melhor Documentário de 2025; autor do crime foi identificado, mas continua solto

O ativista palestino Odeh Hadalin foi assassinado nesta segunda-feira (28/07), durante uma série de ações violentas realizada por colonos israelenses em diferentes regiões da Cisjordânia.

A morte de Hadalin foi causada por ataques a tiros de um colono israelense identificado como Yinon Levi, que disparou contra pessoas que protestavam contra as ações israelenses, e teria acertado ao menos dois tiros no peito do ativista. O assassino continua solto.

Hadalin foi um dos membros da equipe de filmagem de Sem Chão (“No Other Land”, em seu título original), filme que venceu o Oscar de Melhor Documentário em 2025.

O episódio foi tema de uma mensagem publicada nas redes sociais pelo cineasta Yuval Abraham, um dos codiretores de Sem Chão.

“Um colono israelense acaba de atirar nos pulmões de Odeh Hadalin, um ativista notável que nos ajudou a filmar Sem Chão, em Masafer Yatta. Os moradores identificaram Yinon Levi, sancionado pela União Europeia e pelos Estados Unidos, como o atirador. Este é ele no vídeo atirando como um louco”, relatou o diretor.

A mensagem contém um vídeo que mostra o momento em que Levi dispara contra pessoas que protestavam contra a ação de uma retro escavadeira que avança sobre locais em um vilarejo da Cisjordânia. Dois desses tiros teriam acertado o peito de Hadalin.

Outro ataque no mesmo dia

A ação que resultou na morte do ativista palestino aconteceu em paralelo com diversos outros ataques de colonos israelenses a localidades na Cisjordânia, nesta mesma segunda-feira.

Um desses ataques afetou o vilarejo de Taybeh, localidade na Cisjordânia com cerca de 1,3 mil habitantes, considerada uma das principais comunidades de maioria cristão nos territórios palestinos.

Outro ataque ao mesmo filme

Este não é o primeiro episódio de ataque contra membros da equipe de Sem Chão por parte de colonos israelenses.

Em março deste ano, cerca de 20 dias após a vitória do filme no Oscar, outro codiretor do filme, Hamdan Ballal, foi sequestrado e torturado por colonos que invadiram a localidade de Massafer Yatta – onde o próprio Ballal mora, e onde se passa a história mostrada no documentário.

O episódio também rendeu controvérsia porque, inicialmente, a Academia de Cinema de Hollywood publicou um comunicado relativizando o ocorrido com Ballal e sem mencionar o nome do cineasta.

A primeira nota disse que a Academia “condena que artistas sejam prejudicados ou suprimidos por causa de seu trabalho ou opiniões”, mas que acredita “que o filme tem o poder de esclarecer públicos globais e destacar diferentes perspectivas”.

Dias depois, em um segundo comunicado, os organizadores do Oscar disseram que “queremos deixar claro que a Academia condena a violência desse tipo em qualquer lugar do mundo”.

“Abominamos a supressão da liberdade de expressão em qualquer circunstância”, finalizou a nota, que também incluiu um pedido de desculpas formal a Ballal, que foi libertado pelos colonos israelenses horas depois do sequestro.

Fonte: Ópera Mundi

Alcolumbre ignora família Bolsonaro e não vai pautar impeachment de Moraes

A cobrança feita pela família Bolsonaro para que a cúpula do Congresso avance com pautas como o impeachment de ministros do Supremo e a anistia ao 8 de Janeiro não deve surtir efeito.

No fim da semana passada, Eduardo e Flávio Bolsonaro subiram o tom contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente. Eduardo disse que os dois podem ser sancionados pelo governo norte-americano, como já aconteceu com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que tiveram vistos suspensos ao país.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Alcolumbre tem “obrigação” de dar seguimento ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, principal alvo dos ataques bolsonaristas pela condução dos inquéritos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Alcolumbre e Motta não quiseram responder. A interlocutores, avaliaram que qualquer tipo de comentário daria o “palco” que Eduardo quer. Na semana passada, Motta já contrariou o desejo da família Bolsonaro ao impedir a realizações de comissões durante o recesso parlamentar e também não dá sinais de que colocará a anistia em pauta.

No caso de Alcolumbre, que como presidente do Senado é quem decide sobre a abertura ou não de um processo de impeachment, a posição contra a pauta bolsonarista é ainda mais clara: “Só vai criar mais conflitos”, costuma dizer.

Fonte: Uol

Pastor é preso acusado de hipnotizar e abusar de adolescentes no Espírito Santo

Suspeito de 49 anos usava cultos e sessões de “cura” para hipnotizar e estuprar meninos; crimes ocorreram até no banheiro de uma igreja, segundo a Polícia Civil

Um pastor evangélico de 49 anos foi preso na manhã da última sexta-feira (25), no distrito de Maimbá, município de Anchieta, no sul do Espírito Santo, acusado de abusar sexualmente de pelo menos quatro adolescentes do sexo masculino. Segundo a Polícia Civil, o homem usava a fé, a promessa de “curas espirituais” e sessões de hipnose para imobilizar as vítimas e cometer os crimes — inclusive dentro de uma igreja.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Anchieta. O suspeito, cuja identidade não foi revelada, está detido no sistema prisional capixaba e segue à disposição da Justiça.

De acordo com a delegada Luiza Jacob, responsável pelo caso na 10ª Delegacia Regional de Anchieta, as investigações começaram em setembro de 2024, depois que a mãe de uma das vítimas registrou um Boletim de Ocorrência. A apuração revelou um padrão de conduta repetido pelo pastor: ele atraía os adolescentes com discursos religiosos, isolava-os em locais privados — como sua casa ou até mesmo o banheiro de uma igreja — e, sob o pretexto de realizar sessões de cura espiritual, aplicava técnicas de hipnose para cometer os abusos.

“Ele apresentava um modus operandi específico, sempre usando a religião para ganhar a confiança das vítimas. Dizia que faria orações ou ‘limpezas espirituais’, e durante o estado de hipnose, abusava sexualmente dos adolescentes”, explicou a delegada.

O caso foi enquadrado como estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A, §1º, do Código Penal Brasileiro. Mesmo sem violência física ou ameaças explícitas, a Polícia Civil e o Ministério Público entenderam que os adolescentes — todos maiores de 14 anos — estavam em estado de vulnerabilidade durante os atos, por não conseguirem resistir à hipnose.

“Mesmo sem violência física, as vítimas estavam em um estado de total submissão. Isso configura vulnerabilidade, e a Justiça entende que não é necessário o uso da força para caracterizar o estupro nesse contexto”, afirmou Luiza Jacob.

As sessões de abuso aconteceram em quatro ocasiões distintas: três vezes na residência do pastor e uma no banheiro de uma igreja local, conforme os depoimentos colhidos. As vítimas relataram que o acusado dizia ser “um enviado de Deus” com poderes para curar doenças emocionais e espirituais. Segundo os investigadores, essa promessa era a porta de entrada para a manipulação psicológica.

Comunidade em choque e investigação em andamento

O caso abalou a pequena comunidade do distrito de Maimbá, onde o pastor era conhecido por organizar cultos e encontros religiosos alternativos. “Muita gente confiava nele. Jamais imaginaríamos algo assim”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

A Polícia Civil não descarta a possibilidade de haver mais vítimas. “Sabemos que, em casos como esse, muitas pessoas têm medo de denunciar por vergonha ou pressão social. Por isso, as investigações continuam, e outras vítimas podem vir a público”, ressaltou a delegada.

O Ministério Público do Espírito Santo acompanha o caso e pode oferecer denúncia formal nas próximas semanas. Caso condenado, o pastor poderá cumprir pena de até 15 anos de prisão por cada crime comprovado.

Como o crime é tipificado pela lei brasileira

O artigo 217-A do Código Penal trata do estupro de vulnerável, caracterizado pelo ato sexual ou libidinoso com menores de 14 anos — ou com pessoas que, por enfermidade ou outra condição, não tenham o necessário discernimento para a prática do ato ou não possam oferecer resistência.

§1º: “Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas com alguém que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.”

É justamente esse parágrafo que embasa a acusação: ainda que as vítimas tenham mais de 14 anos, o estado de hipnose gerado pelo acusado tornava-as incapazes de se defender, segundo a análise da Polícia Civil e do MP.

Canal de denúncia e apoio às vítimas

A Polícia Civil orienta que adolescentes que tenham tido contato com o suspeito e que possam ter sido vítimas de abuso procurem a delegacia mais próxima ou entrem em contato com o Disque 100. O anonimato é garantido.

Fonte: Revista Fórum

Descoberto esquema para apagar vídeos e proteger delitos de PMs em SP

Documentos internos da Polícia Militar de São Paulo, obtidos pelo Metrópoles, revelam indícios de um esquema de manipulação e exclusão de imagens captadas por câmeras corporais de policiais durante ações em campo. De acordo com registros da plataforma Evidence, utilizada pela corporação para armazenar os vídeos, uma major da alta cúpula da PM paulista teria fraudado o sistema para apagar a gravação de uma operação que terminou em morte, em março de 2024, em Santos, no litoral paulista.

A denúncia envolve a major Adriana Leandro de Araújo, que, segundo os registros, usou um usuário genérico chamado “Usuário de Operações”, vinculado a um e-mail com domínio externo (“gmail”), para alterar informações do vídeo, mudar sua autoria e data, e, por fim, deletá-lo. A gravação, feita pela câmera corporal do soldado Thiago da Costa Rodrigues, registrava a ação em que Joselito dos Santos Vieira, de 47 anos, foi morto com ao menos 12 disparos, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML). A versão oficial alegava confronto armado, mas familiares da vítima negam que ele estivesse com arma de fogo. 

O caso foi arquivado em junho de 2025. A plataforma Evidence mostra que o vídeo foi inserido no sistema às 5h17 de 10 de março de 2024, um dia após a operação. No entanto, em 18 de março, às 16h28, a major Adriana acessou o arquivo, alterou o nome do policial associado à gravação e o substituiu pelo perfil genérico. Pouco depois, às 17h01, ela alterou a data da ocorrência para 5 de janeiro e reclassificou o tipo de caso para “Z-13”, sigla normalmente usada para registros de brigas menores. No dia seguinte, às 12h43, ela excluiu o vídeo.Essas alterações constam de uma auditoria da empresa Axon, fornecedora do sistema, datada de 26 de abril de 2024. Segundo especialistas, as fragilidades da plataforma permitem que policiais com acesso modifiquem dados e apaguem arquivos livremente.“O sistema tem inúmeras vulnerabilidades. É totalmente passível de fraude”, afirmou ao Metrópoles o ex-policial e perito digital Bruno Dias, que participou da implementação das câmeras no estado. “Existe uma permissão chamada ‘alterar a permissão’. 

Um policial pode alterar a própria permissão, se colocar como administrador e fazer o que quiser no sistema”, explicou.Além de permitir a exclusão de vídeos, o sistema também permite que se modifique datas, horários e autores das gravações, o que compromete a confiabilidade das imagens como provas judiciais. “Você pode apagar vídeos avulsos, apagar em massa. Você pode também alterar data e hora do fato. Isso é gravíssimo. Compromete a legitimidade dos vídeos enquanto provas”, alertou Dias.A SSP informou que a denúncia está sendo apurada em sindicância interna e que “condutas incompatíveis com os princípios da instituição não serão toleradas”. Em nota, destacou: “Caso seja confirmada qualquer irregularidade, as medidas cabíveis serão adotadas para garantir a responsabilização dos envolvidos”.A operação que resultou na morte de Joselito ocorreu durante a “Operação Verão” no Morro do José Menino. 

Segundo a PM, as equipes foram mobilizadas após um policial ter sido baleado na região. A viatura onde Joselito foi morto transportava quatro policiais, entre eles a subtenente Regiane Ribeiro de Souza, o soldado Bruno Pereira dos Santos e o cabo Felipe Alvaram Pinto — todos mencionados no inquérito militar por terem efetuado disparos.Para o perito forense Sergio Hernandez, o sistema da Axon falha no principal aspecto técnico: a cadeia de custódia da evidência digital. “O sistema Axon apresenta custódia, mas não apresenta cadeia de custódia”, afirmou. Segundo ele, o código hash — espécie de “impressão digital” que garante a integridade do vídeo — só é aplicado após o upload no sistema, permitindo alterações prévias sem deixar rastros. “A partir do momento que um sistema é aberto para que algum operador tenha permissão para editar ou excluir essas evidências, é um sistema que não apresentaria confiabilidade.”

Fonte: Brasil 247

Uma em cada quatro crianças pode morrer de fome no campo de extermínio de Gaza

GAZA CITY, GAZA - JULY 24: One-and-a-half-year-old Muhammed Zakariya Ayyub al-Matouk, one of thousands of children suffering from hunger and malnutrition in Gaza, faces life-threatening conditions due to Israel's ongoing attacks and blockade in Gaza City, Gaza on July 24, 2025. Severely weakened, Matouk struggles to survive in a tent in Gaza City, where there is no access to milk, food, or basic necessities. ( Ali Jadallah - Anadolu Agency )

O uso deliberado da fome como arma de guerra pelas autoridades israelenses em Gaza atingiu níveis sem precedentes, com pacientes e profissionais de saúde lutando para sobreviver, alerta Médicos Sem Fronteiras (MSF).

As equipes de MSF têm recebido um número crescente de pacientes desnutridos em nossas clínicas, enquanto os próprios funcionários lutam para encontrar comida suficiente. Na semana passada, exames realizados nas instalações da organização em crianças de seis meses a cinco anos e mulheres grávidas e lactantes revelaram que 25% estavam desnutridas. Na clínica de MSF na cidade de Gaza, o número de pacientes diagnosticados com desnutrição quadruplicou desde 18 de maio. Apenas nas últimas duas semanas, os casos de desnutrição grave em crianças menores de cinco anos triplicaram.

Não se trata apenas da fome – trata-se da fome deliberada, causada pelas autoridades israelenses. O uso de alimentos como arma de guerra para exercer pressão sobre a população civil não deve ser normalizado. As autoridades israelenses devem permitir a entrada de comida e suprimentos de ajuda humanitária em Gaza em larga escala.

Vemos a exaustão e a fome em nossos próprios colegas.”

Caroline Willemen, coordenadora da clínica de MSF na cidade de Gaza

“Vemos as terríveis consequências dessa escassez em Gaza diariamente em nossa clínica” Caroline Willemen, coordenadora da clínica de MSF na cidade de Gaza.

“Estamos registrando 25 novos pacientes por dia com desnutrição. Vemos a exaustão e a fome em nossos próprios colegas.”

Enquanto isso, os ataques continuam a atingir pontos de distribuição de alimentos. O esquema de distribuição conduzido por Israel, por meio da Fundação Humanitária de Gaza (GHF – sigla em ingês), já matou centenas de pessoas que buscavam ajuda desesperadamente.

Qualquer resquício de dignidade que existia em Gaza foi destruído no genocídio em curso.”

Amande Bazerolle, chefe da resposta de emergência de MSF em Gaza.

“O que estamos vendo é inconcebível: uma população inteira sendo deliberadamente privada de comida e água, enquanto as forças israelenses cometem massacres diários contra pessoas que lutam por restos de comida nos locais de distribuição. Qualquer resquício de dignidade que existia em Gaza foi destruído no genocídio em curso”, diz Amande Bazerolle, chefe da resposta de emergência de MSF em Gaza

Nos últimos dois meses, mais de mil pessoas foram mortas e mais de 7.200 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde, enquanto tentavam coletar comida — muitas delas nos pontos de distribuição da Fundação Humanitária de Gaza, apoiada e financiada pelo governo dos EUA. Apesar de esses locais terem sido criados para evitar o desvio de ajuda, eles não tem sido efetivos para reduzir a ocorrência de saques.

“Essas distribuições de alimentos não são ajuda humanitária, são crimes de guerra cometidos em plena luz do dia e apresentados ao mundo com uma linguagem compassiva. Aqueles que comparecem às distribuições de alimentos da Fundação Humanitária de Gaza sabem que têm a mesma chance de receber um saco de farinha quanto de sair com uma bala na cabeça”, afirma o Dr. Mohammed Abu Mughaisib, coordenador médico-adjunto de MSF em Gaza.

Além dos feridos nos locais de trabalho da Fundação Humanitária de Gaza, nossas equipes trataram dezenas de pacientes vítimas de massacres recorrentes cometidos pelas forças israelenses enquanto aguardam a chegada da farinha nos caminhões que passam.

“Há alguns dias, dezenas de pessoas chegaram mortas e feridas ao pronto-socorro da clínica Sheikh Radwan”, diz Willeman. “Eram pessoas que se aproximaram de caminhões para receber farinha e foram impiedosamente alvejadas pelas forças israelenses.

Naquele dia, equipes médicas de MSF e do Ministério da Saúde trataram 122 pessoas com ferimentos a bala, após terem sido atingidas enquanto esperavam por farinha. Outras 46 pessoas morreram ao chegar na clínica no norte de Gaza.

Para piorar a situação, na última semana, as cozinhas comunitárias que fornecem alimentos a pacientes e equipes médicas nos hospitais enfrentam dificuldades —algumas chegaram a fechar por dias seguidos. Mesmo quando conseguem funcionar, oferecem apenas uma refeição diária de arroz puro a pacientes que precisam de alimentos ricos em nutrientes para se recuperar. Muitas vezes, não há nada disponível sequer para os profissionais de saúde. Não se trata mais do que as pessoas podem pagar. Quase não há comida disponível na maior parte da Faixa de Gaza.

Fonte: Monitor do Oriente

ONU condena Israel por reter 6 mil caminhões de alimentos e matar de fome as crianças de Gaza

“As pessoas em Gaza não estão vivas nem mortas, são cadáveres ambulantes”, afirmou o comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Philippe Lazzarini, repercutindo a denúncia de funcionários da ONU presentes no enclave palestino. “A situação nunca esteve tão grave”, frisou Lazzarini

O Comissário-Geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Philippe Lazzarini, denunciou o governo de Israel por deter 6.000 caminhões de ajuda humanitária na fronteira com o Egito e agravar a fome na Faixa de Gaza.

“As pessoas em Gaza não estão vivas nem mortas, são cadáveres ambulantes”, afirmou o comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Philippe Lazzarini, repercutindo a denúncia de funcionários da ONU presentes no enclave palestino. “A situação nunca esteve tão grave”, declarou Lazzarini, frisando que o número de mortes cresce e aumenta a cada dia.

Mais de dois milhões de pessoas padecem com a falta de acesso a alimentos suficientes e outros itens essenciais para a subsistência após 21 meses do atual cerco sionista, responsável, conforme a Organização Mundial da Saúde, por tamanha dor. De acordo com organizações internacionais, as distribuições de ajuda permitidas em Gaza  “são, em média, de apenas 28 caminhões por dia”.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, assinalou que as autoridades israelenses agem de forma desumana ao não conceder as autorizações para que a equipe da organização tenha acesso à ajuda, muito menos para coletá-la e distribuí-la. “A travessia de Kerem Shalom [onde os caminhões estão localizados] não é um self-service do McDonald’s, onde simplesmente paramos e pegamos o que pedimos”, protestou Dujarric.

Um médico entrevistado pela BBC em Gaza disse que os palestinos “não estão perto da fome, a estamos vivendo, com a fome em todas as partes”.

Diante do agravamento da situação, mais de 100 organizações internacionais lançaram um manifesto esta semana responsabilizando Israel pela fome em massa.

Agências de notícias como AFP, AP e Reuters advertiram que jornalistas em Gaza correm o risco de morrer de fome: “Agora eles enfrentam as mesmas circunstâncias desesperadoras daqueles que cobrem”.

Sem alimentos, água potável, assistência médica ou remédios, os profissionais de imprensa também se encontram à beira de uma catástrofe humanitária. O coordenador clínico da Médicos Sem Fronteira (MSF), Mohammed Abu Mughaisib, enfatizou “ser esta a primeira vez que testemunhamos uma prevalência tão grave de casos de desnutrição em Gaza”. “A fome poderia acabar amanhã se as autoridades israelenses permitissem a entrada suficiente de alimentos”, reiterou.

A ONU assinala que aproximadamente 87,8% de Gaza está sob ordens de evacuação do governo de Benjamin Netanyahu ou localizada em zonas militarizadas israelenses, deixando os cerca de 2,1 milhões de habitantes confinados em aproximadamente 46 quilômetros quadrados. A parte principal está sendo reservada por Trump e Netanyahu para a construção de um resort às margens do Mediterrâneo.

Desde o início da agressão israelense de 7 de outubro de 2023, os bombardeios chacinaram mais de 59.000 pessoas, incluindo mais de 17.000 crianças, e feriram 142.000, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

Fonte: Hora do Povo

Caiado, Ratinho, Tarcísio e a eterna submissão da elite à potência estrangeira

Em evento recente, governadores da direita – quer dizer, da extrema-direita envergonhada –, criticaram a postura do presidente Lula diante do ataque de Donald Trump à soberania brasileira. Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas defenderam que o chefe de Estado e chefe de governo do Brasil se curve à chantagem do laranjão do norte.

A defesa à submissão, travestida de “ações efetivas para resolver o problema”, ocorreu em 26 de julho, durante a Expert XP, um tipo de rentista fest, onde as figuras que lucraram com a miséria do povo – através da desindustrialização e de juros abusivos – se encontram para se vangloriar de sua riqueza e expertise em acumular dinheiro sem produzir um botão sequer.

Nos títulos dos veículos da mídia hegemônica, a ênfase de que os três fascistoides envergonhados foram aplaudidos após a ode ao viralatismo brasileiro. Nada mais natural, já que a classe dominante brasileira é antinacional e, portanto, seus vassalos também o são.

O que os três candidatos a sobressalente de Bolsonaro não falaram, nem ao menos os mediadores do rentista fest, foi que o Estado brasileiro busca negociar com os Estados Unidos desde o anúncio de tarifa em 10%, ainda em abril, mas a Casa Branca não tem respondido às tratativas brasileiras.

O que os três patetas de calças arriada – e tantos outros por aí – querem? Que Lula vá à Casa Branca e seja humilhado por Trump? Todo mundo sabe que Lula não aceitaria a humilhação pública e reagiria na hora. Daí, construiriam a narrativa de que Lula não tem resistência emocional.

O golpe tá aí, cai quem quer.

Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas são parte do problema que gerou os ataques de Trump à soberania brasileira, uma vez que sempre fizeram parte desse neonazifascimo abrasileirado do século 21 que começou a pôr a cara nas ruas ainda em 2013, subiu ao pico da montanha em 2018 e tensiona a população brasileira desde então.

Tarcísio, de tão ignóbil, chegou a festejas as novas tarifas de 50% a produtos brasileiros com videozinho nas redes sociais colocando o boné de Trump. Se fosse postagem em plataformas 18+, poderia ser um vídeo dele lambendo as “tangerinas” de Donald Trump.

O governo Lula jamais se negou a negociar as tarifas com os Estados Unidos, mas não admite pôr na mesa a soberania do Brasil, ainda mais porque a economia brasileira não é refém das relações comerciais com os Estados Unidos.

Ah, tem um aspecto que é sempre fundamental frisar: as tarifas em si não são um ataque à soberania brasileira. Qualquer país pode impor ou retirar tarifas quando bem entender. O ataque de Trump à soberania brasileira vem das condicionantes oficiais do tal tarifaço: que o Poder Judiciário brasileiro pare o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, e que Lula faça isso.

Além de intromissão em assuntos internos, o laranjão do norte que Lula agindo como um ditador.

Isso não vai ocorrer e Jair Bolsonaro será julgado, condenado e preso, assim como seus comparsas.

Mas voltando aos três aspirantes a “neoJair”, eles reacenam ao rentismo para reafirmarem que se um deles disputar a Presidência da República em 2026, podem ficar tranquilos porque são de confiança. As falas também se direcionam aos setores mais atingidos pelo tarifaço, cujos empresários, como todo capitalista brasileiro, tem o horizonte curto, limitado, ao “dia de amanhã”, quase literalmente.

O Brasil não vê nessas discussões, os setores atingidos pelo tarifaço falarem em investir mais no mercado interno, por exemplo, pois isso significaria, entre outras coisas, bons salários aos trabalhadores. Mas há também o fator cultural: a classe dominante brasileira jamais se livrou dos valores da escravidão. Jamais. Por isso, sempre há chilique quando se fala em aumento salarial. E é justamente por sermos visto como indignos, tal qual os escravizados eram alguns séculos atrás, é que nós, os trabalhadores, não somos público consumidor deles.

Sempre quando vemos uma embalagem com a expressão “tipo exportação” nela, saibamos que ali tem o melhor produto daquele fabricante. O que fica para nós é o resto. Para a classe dominante, o povo brasileiro não é digno de consumir seus melhores produtos. É ódio de classe na veia.

Fiz essa pequena volta para ilustrar/explicar um dos elos de nossa sociedade que no enfraquece em momentos como este e o por quê de Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas falarem as tais bobagens na Expert XP: porque tem eco, aceitação, naturalização. A subserviência à potência estrangeira da vez é da natureza da classe dominante brasileira.

Se nossa classe dominante fosse minimamente patriota, primeiro que não teríamos parlamentares eleitos defendendo os ataques à soberania brasileira, e não haveria quem se sinta confortável com as calças arriadas diante dos Estados Unidos.

No fim das contas, é disso que se trata. Trump não é eterno e o Brasil não é uma republiqueta. Essa é a equação. Negociar, sim. Baixar a cabeça para um velho com rompante ditatorial, jamais.

Os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, cujo peso nas exportações representou ao final de 2014, cerca de 11%. À frente estão China, com 33,4% e União Europeia, com 17,79%. Em termos de PIB, as exportações aos Estados Unidos representam cerca de 1,5%.

Ou seja, apesar do tranco, o Brasil tem plenas condições de viver sem os Estados Unidos, ainda mais diante da excelente relação com outros países. Só a Organização Mundial do Comércio (OMC), 40 nações aliaram-se ao Brasil e teve até gente levantando a hipótese de expulsar os Estados Unidos do grupo.

Outro fator que, mesmo tacitamente, desmonta a ode à submissão de Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas é que Trump sempre recua. Sempre, sem exceção. Inclusive isso é algo admitido por ele. Em livro, ele ressaltou sua tática de blefar, espernear, abrias as penas do rabo de pavão para pôr medo e depois negociar em melhores condições.

OK, mas ele fará isso com o Brasil?

Tudo indica que sim. Vejamos.

Os produtos brasileiros mais atingidos pelo tarifaço de Trump impactam o dia a dia do estadunidense médio: suco de laranja, café e carne que, no caso, é que ele fazem hambúrguer. Quem pagará a conta serão eles com o aumento de 50% nos preços.

Segundo, a reação interna ao ataque ao Brasil é enorme, de veículos de imprensa a influenceres daquele país, as pancadas em Trump por isso não param. Inclusive, ressaltando que ele abriu mão de 300 milhões de estadunidenses “por um brasileiro corrupto que tentou dar golpe de Estado”.

Terceiro, sua popularidade está em baixa e em 2026 serão realizadas as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos com Trump correndo o sério risco de perder a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado. Pragmaticamente, ele terá que escolher se quer seguir tarifando o Brasil sob o argumento do caso Bolsonaro ou vencer a eleição.

Quarto, esse movimento nos joga ainda mais para a relação com o BRICS, em especial a China e, eleitoralmente falando, fortalece a esquerda e o campo democrático no Brasil. Quanto mais Trump se mete aqui – de novo, eleitoralmente falando – melhor para nós.

Esses são algumas das razões por que as falas de Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas não passam de um monte de besteira antinacional, bem ao gosto da classe dominante brasileira.

BATATAS DE PICANHA!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceio, 27 de Maio/ 2025

O Brasil tupiniquin ta uma loucura, continuamos de olhos arregalados assistindo os devaneios produzidos pela extrema direita que trabalha incansavelmente contra a patria, patria essa com a maioria de pessoas pobres e que sempre serão as mais afetadas pelo trabalho sujo que ta em curso fora do país ao ponto de influenciar na mesa de casa cidadão que de fato produz em nossa terra.
Por coincidência, essa Reflexão exposta hoje, 27 de Julho remete a um fato que ocorreu em 27 de Julho de 1890, onde um dos maiores artistas do mundo atira em seu próprio corpo ou para alguns, foi alvejado por desconhecidos, morrendo dois dia depois. Esse artista atende pelo nome de Vincent Willem Van Gogh. Mas o que isso tem a ver com as incursões da familicia nos EUA contra o Brasil? Tudo, desde que tenhamos como base uma das suas maiores obras; Os Comedores de Batata.

O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e com a taxação de 50% imposta pelo Trump o país pode reinaugurar um quadro que havia sumido das galerias nos últimos dois anos em que retratava famílias comedoras de pele de frango, centenas de pessoas buscando ossos na fila do açougue e saques coodenados ao caminhão de lixo em plena luz do dia.
O quadro de Van Gogh é a pintura ideal daqueles que lutam para que o país onde nasceram volte ao mapa da fome, levando famílias inteiras à uma mesa para se alimentarem de batatas, somente batatas.

Ja ficou claro que uma banda abstrata de parlamentares perdeu a noção ou estão bem afinados, cientes e conscientes que defender os EUA gera votos, gera likes nas redes, gera fama e fome com um surrealismo inacreditável.
Essa semana, nem Van Gogh no auge da sua tormenta mental conseguiria fazer uma arte em um quadro com o retrato do Presidente Trump dentro do Congresso brasileiro, mas aqui pintaram. Nem Van Gogh em seus frenéticos dias descansando em seu Quarto em Arles retrataria com tanta textura numa tela com os parlamentares bolsonaristas em frente a Suprema Corte do país acampados em barracas de lona, mas aqui pintaram em óleo, óleo de peroba, claro! Nem Van Gogh teria a coragem de colocar os seus Sapatos e embarcar para outro pais numa perspectiva de pintar o 7 contra a economia do próprio berço, mas Eduardo Bolsonaro calçou e tem gastado muita sola, com um único objetivo de livrar seu pai da cadeia e fazer o povo voltar a comer apenas batatas, apenas batatas. Nem Van Gogh nos mais belos campos de girassois exporia seu alto retrato como salvador da patria, mas o que mais estamos vendo é a extrema direita posar para selfies num enquadramento imperfeito, pois ao fundo só se vê a bandeira americana e nenhum girassol sequer.

Pra finalizar; depois de dias sendo atormentado pela gringa, Lula trabalha incessantemente para que os brasileiros possam ter uma Noite Estrelada, sem ilusões, sem preocupações futuras, sem taxas ou embargos. Lula é o neo realismo e ao mesmo tempo a vanguarda da política mundial, ta no caminho certo, inaugurando obras, investindo em programas sociais e se colocando como candidato que vai “matar” o bolsonarismo nas urnas em 2026. Vamos aguardar e ver se o Nine pinta o quarto quadro de sucesso da sua vida e continue usar as batatas na mesa apenas como acompanhamento da picanha.

Ta confusa a Reflexão, mas Van Gogh também é!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 241

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