Moraes expulsa deputado bolsonarista de acampamentos na Praça dos Três Poderes

Helio Lopes (PL) acampou no local por Jair Bolsonaro ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de acampamentos e qualquer tipo de obstrução na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O local, símbolo do poder político nacional, abriga as sedes dos três poderes da República: o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto (Executivo) e o STF.

A decisão foi tomada no contexto do inquérito das fake news e serviu como base legal para a retirada do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia instalado uma barraca na praça na sexta-feira (25).

Ele deixou na madrugada deste sábado (26) o acampamento que havia montado horas antes na Praça dos Três Poderes. A saída ocorreu por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ordem de remoção, Moraes enfatizou que a Praça dos Três Poderes é uma área de segurança institucional e não poderá ser usada como cenário de manifestações que possam intimidar ministros do Supremo — especialmente em um momento em que os julgamentos dos envolvidos na tentativa de golpe estão em andamento.

O ato ocorreu em meio ao processo no qual Bolsonaro e ex-assessores são réus no Supremo, acusados de tentativa de golpe de Estado. Há uma semana, Moraes determinou que o ex-presidente utilizasse tornozeleira eletrônica, a fim de evitar possível fuga do país.

O protesto atraiu a presença de apoiadores, incluindo o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). O grupo chamou atenção das autoridades, levando ao reforço da segurança na área com grades de contenção e a presença de equipes da Força Nacional, da PM do Distrito Federal e do DF Legal.

Hélio Lopes é militar do Exército e amigo pessoal de Jair Bolsonaro. A proximidade fez com que fosse eleito deputado federal pela primeira vez em 2018, quando o amigo se elegeu presidente. Na urna, ele usou o nome de Hélio Bolsonaro.

Durante o governo do aliado, Hélio era figura frequente em agendas públicas de Bolsonaro –que frequentemente usava a proximidade com ele para se defender de acusações de racismo.

Governador do DF notifica bolsonaristas

Durante a madrugada, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi pessoalmente à praça para notificar os manifestantes, após ter sido intimado por Moraes a cumprir uma ordem de desocupação relacionada ao inquérito das fake news.

Vale lembrar que, em 2023, Ibaneis chegou a ser afastado do cargo por 90 dias por decisão do próprio Moraes, sob a acusação de omissão durante os ataques de 8 de janeiro.

Neste sábado, acompanhado do secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o governador conversou com os parlamentares e seus advogados. Após a leitura da decisão judicial, os deputados concordaram em deixar o local de forma pacífica.

Em vídeo gravado na praça, Chrisóstomo declarou:

“Recebemos uma intimação, entregue pessoalmente pelo governador do DF, com ordem do ministro — que todos já conhecem — para desocupação. Estamos aqui com o Hélio Negão também. Vamos conversar com nosso desembargador e advogado. Somos obedientes, mas seguiremos orientação jurídica.”

Fonte: ICL

Colômbia ordena bloqueio total de exportações de carvão para Israel

Presidente Gustavo Petro deu um recado claro: “Nem uma única tonelada”

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou à Marinha que intercepte e bloqueie qualquer embarque de carvão destinado a Israel, em resposta ao que classificou como guerra genocida conduzida por Tel Aviv contra a Faixa de Gaza. Petro também criticou duramente membros de seu próprio governo por desrespeitarem a medida que ele decretou contra o regime israelense.

Em maio, Petro anunciou o rompimento das relações diplomáticas com Israel, denunciando o governo israelense como genocida. No mês seguinte, declarou a suspensão total das exportações de carvão ao país. Em publicação nas redes sociais à época, afirmou que as exportações cessariam “até que o genocídio seja interrompido”.

A proibição formal de exportações de carvão colombiano para Israel foi instituída em agosto de 2024. No entanto, o governo permitiu exceções limitadas para embarques que já haviam sido aprovados anteriormente ou liberados pela alfândega.

Nos últimos dias, o presidente intensificou as críticas a integrantes de sua administração que, segundo ele, continuaram a autorizar envios, violando a determinação oficial. Na quinta-feira, Petro denunciou publicamente mais um embarque de carvão com destino a Israel e anunciou que a Marinha será encarregada de impedir qualquer novo envio.

“Nem uma única tonelada de carvão deve sair da Colômbia para Israel”, declarou.

Segundo Petro, pressões empresariais estariam por trás das autorizações ilegais, facilitadas por atores internos. Indignado, ele advertiu: “Se não nos escutam, então este governo é mentiroso”, apontando insubordinação e sabotagem institucional.

O presidente também criticou publicamente as empresas envolvidas, responsabilizando-as por violar a ordem de suspensão. Ele convocou a sociedade colombiana a se engajar no debate sobre as exportações de carvão e pediu à ministra do Trabalho, Gloria Inés Ramírez, que promova um diálogo emergencial com os sindicatos do setor.

Gustavo Petro, eleito em 2022, tem se destacado como um dos mais contundentes críticos da política israelense na América Latina desde o início da guerra em Gaza, onde cerca de 60 mil palestinos já foram mortos.

A postura do presidente colombiano tem provocado forte reação de autoridades israelenses e grupos de lobby pró-Israel. Em abril de 2024, a Colômbia solicitou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) a adesão ao processo movido pela África do Sul contra Israel por genocídio. (Com informações da PressTV).

Fonte: Brasil 247

General que admitiu plano para matar Lula, Alckmin e Moraes deve ser expulso das FAs

Em depoimento prestado na quinta-feira, 24, o general Mário Fernandes, responsável executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro, admitiu o plano digitalizado no Palácio do Planalto para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

O Plano foi batizado de “Punhal Verde e Amarelo” e na audiência o general destaca que hoje se arrepende de ter digitalizado “o pensamento” dele. O ex-secretário-geral do governo Bolsonaro é um dos investigados na tentativa de golpe de Estado no País.

Ao ser questionado sobre a autoria do texto do planejamento, Fernandes confirmou que o “arquivo digital” em que o intuito é explicitado “nada mais se trata do que um pensamento” dele que teria sido digitalizado. Disse ainda que “eu imprimi para não forçar a vista e logo depois eu rasguei”.

Ainda no depoimento o general declarou que chegou a ir entre cinco e sete vezes aos acampamentos em frente aos quartéis, onde manifestantes pediam intervenção militar. Segundo ele, era “uma festa cívica” composta por pessoas “humildes”

Alta fonte do meio militar considera provável a expulsão do general Mario Fernandes.

Fonte: Redação com É Assim

Situação análoga à escravidão: trabalhadores são resgatados no PR e na PB

Paraguaios são resgatados de condições análogas à escravidão e homem suspeito de aliciá-los é preso, no Paraná

Ministério Publico do Trabalho e Polícia Federal resgataram 18 trabalhadores que prestavam serviços na colheita de mandioca, em uma propriedade em Perobal, no noroeste do Paraná.

O  Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF) resgataram 18 paraguaios em condições análogas à escravidão. Os trabalhadores prestavam serviços na colheita de mandioca em uma propriedade na área rural de Perobal, no noroeste do Paraná.

Um homem suspeito de aliciá-los foi preso. A operação, realizada na quarta-feira (23), também teve o apoio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

O MPT informou que soube da situação por meio de uma denúncia e apurou que os trabalhadores eram aliciados no interior do Paraguai e vinham para o Brasil em um taxi custeado pelo empregador. Em seguida, o valor do transporte era descontados dos primeiros salários dos imigrantes.

No local, as equipes constaram que os paraguaios viviam em condições precárias e ilegais.

Com a chegada das equipes, os trabalhadores manifestaram interesse em voltar ao Paraguai. Eles foram levados de ônibus até Umuarama, que fica na mesma região, e estão acolhidos temporariamente na Associação de Apoio à Promoção Profissional (APROMO).

O responsável pela fazenda foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de redução de pessoas à condição análoga à de escravo. Segundo a PF, a investigação vai continuar para apurar possíveis conexões com outras propriedades e a existência outros aliciadores.

Mais de 100 trabalhadores são resgatados em situação análoga à escravidão na Paraíba

Uma operação conjunta resgatou 112 trabalhadores em condições análogas à escravidão nesta quarta-feira (23), em obras de edifícios nas cidades de João Pessoa e Cabedelo, na Paraíba. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o número de trabalhadores resgatados em 2025 soma o total de 225, um crescimento de 324% em relação à 2024.

Conforme o MPT, os resgatados trabalhavam em obras de oito empresas e vinham de pelo menos 20 municípios do interior da Paraíba e ainda dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Os trabalhadores eram mantidos em alojamentos precários, onde dormiam em beliches ou colchões no chão, em condições sanitárias insalubres.

“Foram encontrados 112 trabalhadores em situação análoga à escravidão, em condições degradantes de trabalho. Eram situações em que não havia fornecimento de comida suficiente. Muitas vezes, esses trabalhadores recebiam um ovo de café da manhã por dia, não tinham direito a jantar, nem direito à proteína”, afirmou Laura Valença, procuradora do Trabalho.

A ação foi realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF).

A procuradora explica que após as condições de trabalho vivenciadas pelos trabalhadores serem verificadas, ficou comprovado, com base em requisitos legais, de que a situação trabalhista era análoga à escravidão.

“Muitas vezes, as pessoas têm essa ideia de que a escravidão contemporânea se confunde apenas com a situação de cerceamento de liberdade, seja por retenção de documento, seja por servidão por dívida. Mas o que a gente encontrou nessa operação diz respeito a uma outra situação que também é de condição análoga à escravidão, que é exatamente essa condição degradante de trabalho que avilta a dignidade do trabalhador”, ressaltou a procuradora.

Empresas responsáveis pelas obras firmam ajuste de conduta

De acordo com a auditora fiscal do Trabalho, Gislene Stacholski, oito empresas foram notificadas após o resgate dos trabalhadores, que devem receber verbas rescisórias e seguro especial durante três meses.

“Ao todo, foram oito empresas com trabalhadores resgatados e todas elas foram notificadas, vieram até nós, fizeram o afastamento dos trabalhadores e, além disso, outros desdobramentos ainda vão ser realizados. Vão ser lavrados autos de infração contra os empregadores e daí vai ser dado continuidade dos trabalhos nas outras instituições que participaram da operação”, acrescentou a auditora fiscal.

Representantes das oito empresas notificadas foram ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho. Segundo a procuradora Laura Valença, cinco das oito empresas firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), se comprometendo a corrigir as irregularidades e a pagar danos morais coletivos e danos morais individuais aos trabalhadores.

“Os procedimentos relativos às três empresas que não aceitaram firmar TAC serão encaminhados para a adoção das medidas judiciais cabíveis”, informou.

Autos de infração serão lavrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que fica responsável por aplicar as multas administrativas aos empregadores, além de providenciar as rescisões e pagamentos das verbas rescisórias dos trabalhadores resgatados, com acompanhamento da Defensoria Pública da União (DPU).

“O Ministério Público Federal vai se encarregar da parte criminal para responsabilizar os empregadores. E o Ministério Público do Trabalho vai buscar no âmbito trabalhista responsabilizar esses empregadores, seja por meio da celebração de um TAC no âmbito extrajudicial com pagamento de indenização a título de dano moral coletivo, ou por meio do ajuizamento de ações civis públicas perante a Justiça do trabalho”, informou a procuradora Laura Valença.

Fonte: G1

Mais de 140 países já reconhecem o Estado Palestino

França anuncia apoio oficial em setembro e se junta à maioria da ONU; reconhecimento global cresce

Em meio a uma nova onda de apoio internacional à causa palestina após a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e na Cisjordânia em outubro de 2023, o número de países que reconhecem oficialmente o Estado da Palestina chega a 147 dos 193 membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A França, primeira entre os países do G7 a dar esse passo, confirmou que fará o reconhecimento formal em setembro deste ano.

O movimento francês não é isolado. Em 2024, várias nações – entre elas Jamaica, Trinidad e Tobago, Barbados, Bahamas, Armênia e Noruega – somaram-se à crescente lista. No bloco europeu, Espanha, Irlanda e Eslovênia se uniram à Suécia, que já havia reconhecido o Estado Palestino em 2014. Outros países do Leste Europeu, como Polônia, Bulgária e Romênia, o fizeram antes mesmo de integrarem a União Europeia, ainda em 1988.

Um movimento histórico – O reconhecimento da Palestina como entidade soberana teve um marco em 15 de novembro de 1988, quando Yasser Arafat, então líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), proclamou a independência do território, com Jerusalém como capital. A Argélia foi a primeira a reconhecer oficialmente o novo Estado, sendo seguida imediatamente por dezenas de países. Ao final do século 20, mais de 100 Estados já haviam aderido ao reconhecimento.

Na América Latina, entre 2009 e 2011, Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Chile, Peru, Uruguai e Venezuela também reconheceram a Palestina. Em 2013, o Vaticano – embora não seja membro da ONU – também declarou seu reconhecimento, reforçando o apoio à autodeterminação do povo palestino.

O caso mais recente: México – O exemplo mais recente veio do México. Em 21 de março de 2025, a presidente Claudia Sheinbaum oficializou o reconhecimento do Estado Palestino e recebeu, em solenidade oficial, a embaixadora da Autoridade Palestina, Nadya Rasheed.

Apesar do amplo apoio internacional, a Palestina ainda não é membro pleno da ONU. Em 2012, foi aceita como “Estado observador não membro”, uma condição simbólica, mas que não garante representação plena. Para uma adesão completa, é necessário o aval do Conselho de Segurança da ONU – onde os Estados Unidos já vetaram várias propostas nesse sentido, bloqueando o avanço diplomático.

Além dos EUA, outros 45 países não reconhecem oficialmente o Estado Palestino. Entre eles estão Canadá, Austrália e membros da União Europeia como a Itália (atualmente sob governo de extrema direita). Embora apoie a chamada “solução de dois Estados”, o governo italiano defende que o reconhecimento palestino deva ocorrer em paralelo com o reconhecimento palestino do Estado de Israel.

Fonte: Brasil 247

França anuncia reconhecimento do Estado palestino

Emmanuel Macron disse ontem que a França reconhecerá o Estado palestino durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

“Fiel ao seu compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, decidi que a França reconhecerá o Estado da Palestina”, escreveu na rede social X.

Com a decisão, a França se tornará o maior país europeu e o primeiro do G7 a reconhecer o Estado palestino. A medida já foi tomada por mais de 140 países, incluindo o Brasil, mas não pelos EUA e seus aliados como Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão e Canadá.

Segundo a BBC, o gesto de Macron ampliou a pressão dentro do Partido Trabalhista britânico para que o primeiro-ministro Keir Starmer siga pelo mesmo caminho.
O Hamas classificou a decisão de Macron como um “passo positivo”. O movimento também foi elogiado pela Autoridade Palestina, que administra parte dos serviços civis na Cisjordânia, ocupada por Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ontem que o reconhecimento do Estado palestino “recompensa o terror” e é uma ameaça existencial para Israel.

Fonte: Uol

Senadores dos EUA acusam Trump de abuso de poder por tarifas contra o Brasil

Democratas dizem que sanções favorecem Bolsonaro e alertam para risco de guerra comercial

Onze senadores democratas dos Estados Unidos (EUA) acusaram o presidente Donald Trump de “claro abuso de poder” ao ameaçar impor tarifas de 50% sobre as importações brasileiras. Em carta enviada à Casa Branca nesta quinta-feira (24), os parlamentares dizem que a medida visa interferir em processos judiciais no Brasil em benefício do ex-presidente e seu amigo, Jair Bolsonaro.

Segundo o documento, Trump estaria usando “todo o peso da economia americana” para pressionar o governo brasileiro e enfraquecer o sistema legal do país. Os senadores alertam que a retaliação brasileira pode elevar os preços de produtos nos EUA, afetar cerca de 130 mil empregos e estreitar os laços entre Brasil e China.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, apontam.

A carta destaca que os EUA têm superávit comercial com o Brasil desde 2007 e que as ameaças não se referem a questões econômicas legítimas, mas a uma tentativa de interferência política. O grupo também critica sanções impostas por Trump a autoridades judiciais brasileiras que atuam no caso Bolsonaro.

Nesta sexta-feira (25), uma comitiva de senadores brasileiros embarca para os EUA para tentar abrir um canal de negociação, mas, segundo o Planalto, Trump vetou qualquer diálogo da Casa Branca com os brasileiros. A escalada de tensões ganhou mais um capítulo com declarações do presidente Lula, que reafirmou a soberania do Brasil sobre seus recursos naturais diante do interesse americano por minerais estratégicos.

“Temos todo o nosso petróleo para proteger. Temos todo o nosso ouro para proteger. Temos todos os minerais ricos que vocês querem para proteger. E aqui ninguém põe a mão. Este país é do povo brasileiro”, disse o presidente.

Trump

Carta de senadores dos EUA enviada para Trump sobre tarifas impostas ao Brasil (Foto: Reprodução)

Leia a íntegra da carta enviada por senadores democratas a Donald Trump:

Prezado presidente Trump,

Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas feita por sua administração claramente não se refere a isso. Tampouco se trata de um déficit comercial bilateral, já que os EUA tiveram um superávit de US$ 7,4 bilhões em bens com o Brasil em 2024 e não registram déficit comercial com o país desde 2007.

Na verdade — como o senhor afirma explicitamente em sua carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — a ameaça de impor tarifas de 50% sobre todas as importações do Brasil e a ordem para que o Representante de Comércio dos EUA inicie uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 têm como principal objetivo forçar o sistema judiciário independente do Brasil a interromper a acusação contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação. O Sr. Bolsonaro é um cidadão brasileiro sendo processado nos tribunais brasileiros por ações alegadamente cometidas sob jurisdição nacional. Ele é acusado de tentar minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e de planejar um golpe de Estado.

Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. O anúncio de sua administração em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra autoridades judiciais brasileiras envolvidas no caso do Sr. Bolsonaro, indica — mais uma vez — a disposição de sua administração em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano.

Suas ações aumentariam os custos para famílias e empresas americanas. Os americanos importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio entre EUA e Brasil sustenta cerca de 130 mil empregos nos Estados Unidos, que estão em risco diante da ameaça de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e o senhor prometeu retaliar em resposta — o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre importações para os americanos aumentarão além do nível de 50% que o senhor ameaçou.

Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais e ligadas ao Estado chinês estão investindo fortemente no Brasil, incluindo vários projetos portuários em andamento. Recentemente, o China State Railway Group assinou um Memorando de Entendimento para estudar um projeto ferroviário transcontinental.

Essas considerações não são exclusivas do Brasil. Em toda a América Latina, a RPC está trabalhando para ampliar sua influência por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota. Estamos preocupados que suas ações para minar um sistema judicial independente apenas aumentem o ceticismo em relação à influência americana na região e deem mais credibilidade à agenda de autoridades e empresas estatais chinesas. A mesma tendência também está ocorrendo no Leste e Sudeste Asiático.

Os objetivos principais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o combate à influência da RPC. Instamos o senhor a reconsiderar suas ações e a priorizar os interesses econômicos dos americanos, que desejam previsibilidade — não outra guerra comercial”.

Atenciosamente,

Tim Kaine, Senador dos Estados Unidos
Jeanne Shaheen, Senadora dos Estados Unidos
Adam B. Schiff, Senador dos Estados Unidos
Richard J. Durbin, Senador dos Estados Unidos
Peter Welch, Senador dos Estados Unidos
Kirsten Gillibrand, Senadora dos Estados Unidos
Mark R. Warner, Senador dos Estados Unidos
Catherine Cortez Masto, Senadora dos Estados Unidos
Michael F. Bennet, Senador dos Estados Unidos
Jacky Rosen, Senadora dos Estados Unidos
Raphael Warnock, Senador dos Estados Unidos

Fonte: ICL

Tom Kell emociona em apresentação no Villa Farol

A noite de ontem, 24/07, no Villa Farol foi marcada pela apresentação vibrante do cantor alagoano Tom Kell, que com um repertório de black music e soul empolgou os presentes. Durante a apresentação, que contou com a presença de vários parceiros do artista, o público se encantou com a sua voz e o seu talento, que resgata a essência da música negra brasileira. No show, Tom Kell homenageou Preta Gil e vocalizou nomes consagrados como Cassiano, Tim Maia, Djavan, Ed Motta, entre outros.

Apesar de iniciar só agora sua carreira solo, Tom Kell já tem uma bagagem extremamente sólida, que remonta ao tempo de black vocal na igreja, passando por apresentações intimistas, até o trabalho de produção artística com a reconhecida cantora Kel Monalisa.

Nessa apresentação realizada no Villa Farol, Tom Kell contou com a participação dos amigos e parceiros John Talmid, Denilins, Arthur Fabian, Natally Rizzo e no violão James Moura, e marcou sem dúvida nenhuma, o início de uma bela trajetória, onde sua voz inconfundível certamente será reconhecida pelo público alagoano e brasileiro.

Para conhecer mais desse jovem talento, vale a pena visitar seu instagram @tomkellcantor e para shows e eventos conatctar pelo whattapps 82 99900-5807.

“Pessoas estão desmaiando de fome nas ruas”: jornalista da RFI relata crime de guerra em Gaza

Há quase dois anos o conflito em Gaza é coberto principalmente por jornalistas palestinos em razão do bloqueio imposto por Israel, que impede a entrada de repórteres estrangeiros. Os veículos de comunicação temem cada vez mais pela segurança de seus jornalistas que, como o restante da população, enfrentam a violência dos bombardeios, mas também a fome, como relata o correspondente da RFI na região, Rami El Meghari.

Em um cenário de guerra que já dura quase dois anos, Rami El Meghari vivenciou bombardeios, deslocamentos forçados e algumas vezes viu a morte de perto. Mas nos últimos dias, a fome se tornou uma ameaça real para o jornalista em um território onde a entrada de alimentos é cada vez mais rara.

“Quando saio para fazer reportagens, preciso de energia, de carboidratos. Não é possível encontrá-los”, explica e correspondente da RFI em Gaza. “Hoje, vemos as pessoas desmaiando de fome nas ruas. Algumas crianças estão sendo forçadas a beber água com sal para aguentar, porque não há comida ou porque tudo está extremamente caro”, conta. “Eu pelo menos tenho uma pequena fonte de renda [como jornalista]. Mas, nos últimos dias, está cada vez mais difícil…”

Rami relata que precisa alimentar quatro pessoas e lembra que atualmente em Gaza um quilo de farinha custa US$ 45 (cerca de R$ 250 no câmbio atual), uma fortuna para os padrões locais, ainda mais em um contexto de guerra. Além dos preços elevados, a distribuição pontual de alimentos pelas organizações humanitárias também representa um risco. Desde junho, mais de 1.000 palestinos de Gaza foram mortos enquanto esperavam para receber ajuda alimentar, incluindo a tão necessária farinha.

Aqui, a maioria das pessoas são civis! São pessoas pobres. Eles não têm o que comer.

“É uma nação abandonada, e por causa disso, não é levada em consideração. E isso não é normal!”, desabafa Rami.

Mais de 100 ONGs alertaram na quarta-feira (23) sobre a propagação de uma “fome” em larga escala no território, onde vivem mais de dois milhões de habitantes. Um bloqueio total imposto em março por Israel, que foi parcialmente relaxado no final de maio, resultou em uma severa escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis.

Repórter da AFP perdeu 40 quilos

Youssef Hassouna, jornalista de vídeo da AFP que vive em Gaza, também conta que sua principal dificuldade atualmente é conseguir comida suficiente para ele e sua família. Em quase dois anos de guerra, ele perdeu mais de 40 quilos: “Eu pesava cerca de 110 quilos, hoje estou entre 65 e 70 quilos”, relata.

“O acesso à água é igualmente difícil, seja água doce ou salgada”, acrescenta Hassouna. “As crianças precisam esperar de quatro, cinco, seis ou até sete horas para conseguir água”, diz ele.

Os deslocamentos no território também se tornaram cada vez mais complexos para o jornalista exercer seu trabalho. “Todos os dias, eu caminho de 14 a 15 quilômetros” sob um calor escaldante para coletar informações na faixa de Gaza em guerra, conta. “Eu costumava trocar de sapatos a cada seis meses, mas agora, desgasto um par a cada mês”, compara.

200 jornalistas mortos  

A campanha militar lançada por Israel em Gaza, em represália ao ataque sem precedentes do Hamas em seu território em 7 de outubro de 2023, custou a vida de 59.219 pessoas, sendo a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU. A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) indicou no início de julho que mais de 200 jornalistas foram mortos no enclave desde o início do conflito.

Fonte: MSN

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