Palestinos transferidos para tratamento médico temem nunca mais voltar para Gaza

Israel dizimou o sistema de saúde no enclave sitiado, forçando os palestinos a buscar tratamento no exterior sempre que possível. Agora, aqueles que foram autorizados a sair temem que os esforços de Tel Aviv para limpar Gaza etnicamente possam significar que eles não terão permissão para retornar. As entrevistas neste artigo foram realizadas antes do cessar-fogo entrar em vigor em 19 de janeiro de 2025.

A crise humanitária em Gaza atingiu níveis críticos, impulsionada pelas ações deliberadas das forças de ocupação israelenses que obstruem o fluxo de ajuda para comunidades vulneráveis. As ativistas de base Hala Sabbah e Lena Dajani do Sameer Project expuseram como o bloqueio e as políticas militares de Israel interrompem sistematicamente a entrega de suprimentos essenciais, o que não apenas impede que a assistência vital chegue aos mais necessitados, mas também cria um ambiente de exploração e lucro, piorando as dificuldades enfrentadas pelos moradores comuns de Gaza.

Sabbah e Dajani relatam casos angustiantes de ajuda sendo interceptada, roubada e vendida a preços exorbitantes, com as políticas israelenses facilitando diretamente esse lucro de guerra. “Caminhões que transportam ajuda são frequentemente interceptados por gangues armadas”, explica Sabbah. Os esforços para desafiar esse saque são frequentemente recebidos com retaliação mortal, incluindo ataques de drones. Até mesmo organizações internacionais de ajuda têm enfrentado escrutínio por ineficiências; por exemplo, caminhões de farinha foram armazenados por semanas antes de serem distribuídos, deixando famílias famintas em apuros.

A exploração se estende além de suprimentos básicos para evacuações médicas para as crianças de Gaza. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU revelou que apenas 446 pacientes, incluindo 266 crianças, foram evacuados para tratamento médico fora de Gaza desde que as forças israelenses ocuparam a passagem de Rafah em maio do ano passado. Desde que o ataque militar em andamento de Israel em Gaza começou em outubro de 2023, pouco mais de 5.000 pessoas foram evacuadas.

Os críticos argumentam que esse número ressalta o domínio de Israel sobre a ajuda humanitária vital. Com cerca de 12.000 palestinos precisando urgentemente de evacuação médica no exterior, grupos de ajuda alertam sobre consequências catastróficas, pois os hospitais lutam para funcionar em meio a bombardeios implacáveis ​​e quase nenhum recurso.

Dajani expõe ainda como algumas organizações médicas priorizam evacuações não com base na necessidade, mas em seu potencial de arrecadação de fundos, revelando os compromissos éticos dentro do sistema. “Talvez fossem boas intenções no início, mas se tornou uma questão de escolher a criança que vai ganhar mais dinheiro”, explica ela. “Traga-os para fora, tire o máximo de dinheiro deles, negligencie o tratamento deles e depois passe para a próxima criança.”

A competição entre ONGs por casos “virais” agrava esse problema. De acordo com Dajani, as organizações competem por casos de alto perfil para impulsionar sua presença online e esforços de arrecadação de fundos. Em alguns casos, as ONGs foram acusadas de tentar minar os esforços umas das outras e “reivindicar” crianças para reforçar seu próprio status e poder de arrecadação de fundos. Essa rivalidade resultou em situações em que as famílias, já em profunda angústia, são pegas no drama de qual organização levará o crédito pela evacuação de seus filhos doentes.

Um exemplo de partir o coração desse sistema quebrado é a história de Batul, de oito anos, uma criança gravemente doente cuja vida poderia ter sido salva se seu caso tivesse recebido a atenção necessária, diz Sabbah. Batul, que vivia no Refaat Alareer Camp fundado pelo Sameer Project, sofria de graves problemas de saúde, incluindo doença celíaca e provavelmente doença de Crohn.

Seu sistema imunológico enfraquecido a deixou constantemente doente e ela pesava apenas 11 quilos. No início de dezembro, Batul entrou em coma. Quando Sabbah questionou por que Batul, que estava na lista de evacuação de uma organização há sete meses, ainda não havia sido priorizada, ela foi informada: “Ela não é um dos nossos casos mais críticos”. Apesar da insistência de Sabbah de que Batul estava à beira da morte, suas preocupações foram descartadas. Tragicamente, apenas três dias depois, Batul faleceu.

Sabbah ficou de coração partido e frustrada. “Se Batul tivesse viralizado e todo mundo estivesse postando sobre ela, ela estaria viva agora. É com isso que estamos lidando — quem tem mais influência, quem recebe mais fundos, qual criança é a galinha dos ovos de ouro”, ela explica. As circunstâncias da morte de Batul destacam as prioridades falhas de algumas organizações de ajuda, onde o foco na visibilidade e arrecadação de fundos ofusca o compromisso de salvar vidas. “É horrível porque você literalmente tem que ter um tumor enorme saindo do seu rosto para receber alguma atenção”, lamenta Sabbah. “Quanto mais doente a criança parece, maior a probabilidade de ela obter ajuda.”

Acrescentando à tragédia, a mãe de Batul foi culpada pelo sofrimento de sua filha, acusada de “prestar um desserviço à filha” ao buscar ajuda de várias organizações. Essa culpabilização da vítima ressalta a disfunção e as falhas morais de um sistema que deveria priorizar o bem-estar dos mais vulneráveis, mas, em vez disso, sucumbe à política interna e à competição.

As falhas do sistema vão além do caso de Batul. Um bebê evacuado do Egito para a Itália morreu no meio do voo porque a organização que supervisionava o caso não conseguiu garantir que o bebê estivesse clinicamente estável para a viagem. “Nossos bebês estão morrendo por causa dessas organizações”, diz Sabbah sem rodeios. O trauma não termina aí. Para muitas famílias, o alívio de escapar de Gaza dura pouco, substituído pelas duras realidades da vida em países estrangeiros sem sistemas de apoio, comunidade ou mesmo uma língua compartilhada. “Essas são pessoas que viveram sitiadas por 17 anos. De repente, elas se encontram em um quarto de hospital em Doha, lidando com pessoas que não falam uma palavra de árabe”, explica Sabbah. Um pai na Itália tornou-se suicida após lutar contra o isolamento. “Ele disse: ‘Se você não me levar de volta para Gaza agora, eu vou me matar’”, relata Sabbah.

Adicionando à devastação está a separação permanente que muitas famílias enfrentam. “Há uma grande chance de que, quando o genocídio terminar e eles abrirem as fronteiras, essas pessoas não consigam voltar”, alerta Sabbah. Advogados e juízes de asilo ecoaram essa preocupação, observando que famílias evacuadas podem permanecer separadas por décadas, presas no limbo e incapazes de retornar para casa.

Essa realidade sombria, em última análise, serve ao objetivo de limpeza étnica de Israel, argumentam Sabbah e Dajani. “De alguma forma doentia, essas evacuações médicas estão trabalhando a favor de Israel”, diz Sabbah. “Eles se convencem: ‘Oh, olha, estamos permitindo que essas crianças doentes saiam’, mas que benefício estamos fazendo quando uma criança só precisa de uma pequena cirurgia que leva duas horas? Nós as tiramos de suas vidas, de suas comunidades, dos braços de suas mães e pais, e as colocamos em um país estranho.”

O custo mental e emocional dos evacuados palestinos muitas vezes passa despercebido. “A vida em Gaza é completamente diferente de todas as partes do mundo”, explica Dajani. “É como aprender a viver novamente para essas pessoas.” No entanto, muitas organizações não consideram isso. De equipes médicas despreparadas a festas de aeroportos surdas que recebem crianças traumatizadas, a falta de sensibilidade cultural e planejamento de longo prazo só piora o sofrimento. Como Sabbah conclui: “Deveríamos ter os mesmos padrões que outras zonas de guerra aplicam. Fazer o mínimo não é suficiente.”

Fonte: Monitor do Oriente

Abusos, afastamentos e transfusões: o protesto dos Testemunhas de Jeová contra seu líder

Um grupo de 50 ex-Testemunhas de Jeová prepara um protesto para este sábado (15) em Cesário Lange, interior de São Paulo, durante a visita de Robert Ciranko, um dos líderes da organização religiosa. A manifestação busca denunciar casos de abuso sexual, contestar normas de afastamento de ex-membros e repudiar a proibição de transfusão de sangue.

Os dissidentes apontam três principais reivindicações:

Denúncia de abusos: Acusações de pedofilia e abuso sexual que supostamente são acobertados pela igreja devido à exigência de duas testemunhas para que os casos sejam julgados internamente.

Fim do afastamento forçado: Críticas à regra que recomenda que fiéis não tenham mais contato com amigos e familiares que deixam a religião.

Contestação da proibição de transfusão de sangue: Repúdio à prática que impede membros da comunidade de receberem transfusões.

O protesto é organizado por Yann Rodrigues, fundador do Movimento de Ajuda às Vítimas das Testemunhas de Jeová (MAV-TJ). Expulso de casa aos 15 anos por se desvincular da religião, ele luta pelos direitos de ex-membros.

A organização das Testemunhas de Jeová no Brasil respondeu, em nota, que a regra das “duas testemunhas” não se aplica a casos criminais e que abusos são denunciados às autoridades conforme a legislação vigente. Sobre o afastamento de ex-membros, afirma que a Bíblia orienta a limitar o contato, mas que a decisão sobre essa restrição cabe a cada indivíduo.

Já sobre a recusa de transfusões de sangue, destaca que o Supremo Tribunal Federal garantiu o direito dos fiéis de optarem por tratamentos de saúde conforme suas convicções.

Com sede nos Estados Unidos, as Testemunhas de Jeová contavam com 1,4 milhão de adeptos no Brasil, segundo o censo de 2010, último dado oficial sobre a religião no país.

Fonte: DCM

Farmácia Popular terá 100% de gratuidade em 41 remédios e itens

Estarão disponíveis medicamentos como o Dapagliflozina, que trata diabetes em casos ligados a doenças cardiovasculares, e itens como fraldas geriátricas. Conforme o órgão, 1 milhão de pessoas serão beneficiadas de imediato pela ampliação.

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (13) a ampliação da gratuidade sobre medicamentos e itens distribuídos pelo Farmácia Popular. Antes da medida, 39 produtos já eram oferecidos sem custos para a população. Agora, o número foi ampliado para 41 — que é o total de insumos oferecidos pelo programa.

Os dois novos produtos que vão ser distribuídos gratuitamente são:

  • Dapagliflozina, remédio utilizado para o tratamento de diabetes em casos ligados a doenças cardiovasculares.
  • Fraldas geriátricas (apenas o público elegível, com idade de 60 anos ou mais, poderá adquiri-las de forma gratuita).

Antes da ampliação, a população precisava pagar uma coparticipação para obter esses insumos.

“Estamos beneficiando imediatamente mais de 1 milhão de pessoas por ano, que ainda pagavam coparticipação em fraldas geriátricas e na Dapagliflozina. Em dois anos, ampliamos em quase 20% as pessoas atendidas e oferecemos novos itens, como absorventes e anticoncepcionais”, declarou a ministra da Saúde Nísia Trindade em sua rede social X.

A ministra também informou a abertura de uma nova fase de credenciamento em 758 cidades que não eram atendidas pelo programa.

Em 2024, o total de pessoas atendidas pelo Farmácia Popular foi de 24,7 milhões, que representa um aumento de 20% em relação a 2022 — que teve 20,7 milhões de beneficiados.

O programa Farmácia Popular foi criado em 2004, com o objetivo de garantir a continuidade do tratamento de doenças com a oferta de medicamentos gratuitos.

Ao todo, são oferecidos produtos para diabetes, asma, hipertensão, osteoporose, anticoncepção, colesterol alto, rinite, doença de Parkinson, glaucoma, rinite, dignidade menstrual e incontinência.

Atualmente, a iniciativa está presente em mais de 31 mil farmácias credenciadas de 4.812 municípios, o que corresponde a 86% das cidades do país.

Quais são os remédios oferecidos pelo Farmácia Popular?

Remédios para asma:

  • brometo de ipratrópio 0,02mg
  • brometo de ipratrópio 0,25mg
  • dipropionato de beclometasona 200mcg
  • dipropionato de beclometasona 250mcg
  • dipropionato de beclometasona 50mcg
  • sulfato de salbutamol 100mcg
  • sulfato de salbutamol 5mg

Remédios para diabetes:

  • cloridrato de metformina 500mg
  • cloridrato de metformina 500mg – ação prolongada
  • cloridrato de metformina 850mg
  • glibenclamida 5mg
  • insulina humana regular 100ui/ml
  • insulina humana 100ui/ml
  • dapagliflozina 10 mg

Remédios para hipertensão:

  • atenolol 25mg
  • besilato de anlodipino 5 mg
  • captopril 25mg
  • cloridrato de propranolol 40mg
  • hidroclorotiazida 25mg
  • losartana potássica 50mg
  • maleato de enalapril 10mg
  • espironolactona 25 mg
  • furosemida 40 mg
  • succinato de metoprolol 25 mg

Remédios para anticoncepção:

  • acetato de medroxiprogesterona 150mg
  • etinilestradiol 0,03mg + levonorgestrel 0,15mg
  • noretisterona 0,35mg
  • valerato de estradiol 5mg + enantato de noretisterona 50mg

Remédio para osteoporose:

  • alendronato de sódio 70mg

Remédios para dislipidemia (colesterol alto)

  • sinvastatina 10mg
  • sinvastatina 20mg
  • sinvastatina 40mg

Remédios para doença de Parkinson:

  • carbidopa 25mg + levodopa 250mg
  • cloridrato de benserazida 25mg + levodopa 100mg

Remédios para glaucoma:

  • maleato de timolol 2,5mg
  • maleato de timolol 5mg

Remédios para rinite:

  • budesonida 32mcg
  • budesonida 50mcg
  • dipropionato de beclometasona 50mcg/dose

Itens de higiene:

  • Fralda geriátrica
  • absorvente menstrual

Como retirar remédios e itens pelo Farmácia Popular?

Para retirar os medicamentos e/ou fraldas geriátricas pelo Farmácia Popular, o paciente precisa ir até um estabelecimento credenciado, identificado pelo logo do programa, com os seguintes documentos:

  • Documento oficial com foto e número do CPF ou documento de identidade em que conste o número do CPF;
  • Receita médica dentro do prazo de validade, tanto do SUS quanto de serviços particulares.

A distribuição de fraldas geriátricas para incontinência é destinada a pacientes com idade mínima de 60 (sessenta) anos ou a pessoas com deficiência. Para solicitá-las, é obrigatória a apresentação de prescrição, laudo ou atestado médico que justifique a necessidade do uso. No caso de pacientes com deficiência, o documento deve conter a respectiva Classificação Internacional de Doenças (CID).

Fonte: G1

Sem-terra ocupam fazenda em Jacuípe, na região Norte de Alagoas

Trabalhadores reivindicam terras para fim de Reforma Agrária

Cem famílias do Movimento Sem-Terra (MST) ocuparam nesta sexta-feira (14) uma fazenda pertencente ao antigo Engenho Marocas, no município de Jacuípe (AL), atualmente sob domínio do Banco do Brasil.

As famílias reivindicam a destinação da área para fins de Reforma Agrária para o assentamento dos trabalhadores e trabalhadoras sem-terra da região, além de denunciar os atos de grilagem de terras no município marcado pela exploração da cana-de-açúcar e reivindicar a produção de alimentos saudáveis.

Com início do acampamento na manhã de hoje, os sem-terra já organizam os primeiros barracos de lona reafirmando o símbolo de resistência em defesa da Reforma Agrária na região.

Com início do acampamento na manhã de hoje, os sem-terra já organizam os primeiros barracos de lona reafirmando o símbolo de resistência em defesa da Reforma Agrária na região.

Fonte: 082 Notícias

Cruzeiro lavou R$ 3 milhões do PCC na compra de jogador

Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o Cruzeiro lavou R$ 3 milhões do Primeiro Comando da Capital (PCC) na transferência do atacante Diogo Vitor, no início de 2021.

De acordo com uma reportagem da revista Piauí, a F1rst Agência de Viagens e Turismo, empresa de William Barile Agati — responsável pelo agenciamento da carreira do jogador —, transferiu o montante para o clube mineiro em três parcelas.

Três dias após a última transferência, o Cruzeiro devolveu R$ 1,58 milhão para a conta pessoal do empresário e para a Burj Motors, outra empresa de Agati. Na época, o clube mineiro era presidido por Sérgio Santos Rodrigues.

Além dos valores recebidos, Agati teria ficado com um crédito de R$ 1,5 milhão para transações futuras.

Conforme o Ministério Público Federal (MPF), o objetivo de Agati no negócio não era lucrar, mas lavar parte do dinheiro que acumulou com o comércio de cocaína. Entre 2019 e 2021, o empresário traficou cerca de duas toneladas de cocaína para a região sul da Espanha.

A droga teria sido levada para a Europa “em navios partindo do Porto de Paranaguá (PR), seja em um jato executivo Dassault, que, segundo um delator da quadrilha, transportava do Brasil para a Europa tanto jogadores de futebol quanto cocaína pura”, de acordo com a reportagem.

Com vínculos estreitos com o PCC, Agati também integrou um consórcio formado por criminosos brasileiros e europeus para resgatar Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, da prisão em Moçambique por meio de suborno às autoridades. Fuminho é um dos maiores narcotraficantes brasileiros.

Em nota enviada à revista Piauí, o Cruzeiro afirmou que a atual gestão não possui vínculo com o que ocorreu na época, mas que está à disposição das autoridades para colaborar caso necessário.

Já o advogado de Sérgio Santos Rodrigues disse que Diogo Vitor foi cedido gratuitamente ao clube, e que as transferências bancárias entre o Cruzeiro e o empresário se devem a um contrato de empréstimo ao time mineiro, sem relação com o atleta.

“Não houve compra de passe [do atacante], não. Foi pedido uma oportunidade [dada] para o Diogo tentar voltar a jogar”, alegou.

Fonte: DCM

Gonet fecha denúncia e Bolsonaro pode pegar até 28 anos de prisão

Procurador-geral da República deve apresentar denúncia por tentativa de golpe de estado antes do Carnaval

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve apresentar nos próximos dias a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo informações publicadas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. De acordo com a colunista, Gonet sinalizou a interlocutores nesta semana que o documento está praticamente finalizado e pronto para ser oficializado.

A denúncia terá como foco inicial a acusação de que Bolsonaro comandou uma organização criminosa para tentar dar um golpe de Estado no Brasil. Outros inquéritos que envolvem o ex-presidente, como o desvio de joias e a fraude nos cartões de vacina, devem ser tratados separadamente e em um segundo momento.

Crimes e penas

O relatório da Polícia Federal (PF), que embasa a denúncia de Gonet, aponta que Bolsonaro não apenas integrou, mas também liderou um grupo organizado para atentar contra a democracia. Com base nesse documento, o ex-presidente foi indiciado por três crimes distintos.

O primeiro é o artigo 2º da Lei 12.850, que prevê de três a oito anos de prisão para quem “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”. Já o segundo enquadramento é no artigo 359-L do Código Penal, que estipula penas de quatro a oito anos para quem “tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

O terceiro e mais grave crime atribuído a Bolsonaro está no artigo 359-M do Código Penal, que prevê penas de quatro a 12 anos para quem “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Somadas, as penas máximas podem chegar a 28 anos de prisão.

Expectativa de punição

A gravidade da denúncia levanta discussões sobre o tamanho da pena que Gonet pedirá contra Bolsonaro. Mesmo o círculo mais próximo do ex-presidente acredita que a punição não será branda, especialmente considerando que envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro já foram condenados a até 17 anos de prisão. O entendimento nos bastidores é que uma pena inferior a essa para Bolsonaro seria difícil de justificar.

A expectativa agora gira em torno da oficialização da denúncia, que pode marcar um dos momentos mais decisivos da trajetória política e jurídica do ex-presidente. Caso a denúncia seja aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro passará à condição de réu e poderá enfrentar um dos processos mais emblemáticos da história recente do Brasil.

Fonte: Brasil 247

Lula anuncia gás de graça para 22 milhões de famílias

Presidente também ressaltou projeto para desonerar a cesta básica e que enviará ao Congresso proposta para isentar de IR quem ganha até R$ 5 mil por mês

O presidente Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (13), durante visita ao Amapá, que o governo federal está finalizando um projeto para fornecer gás de cozinha gratuito a 22 milhões de famílias em todo o país. A medida, que faz parte de um pacote de ações para aliviar o custo de vida da população de baixa renda, foi destacada por Lula como uma forma de garantir dignidade aos mais pobres.

“O gás faz parte da cesta básica e não é justo que ele saia da Petrobras por R$ 36 e chegue aos estados custando R$ 130, R$ 140, R$ 150. Enquanto o rico não paga Imposto de Renda, é o pobre que paga, e ele paga no gás, no feijão, no arroz”, afirmou Lula durante evento no Porto de Santana, no Amapá. O presidente também ressaltou que o governo está trabalhando para desonerar toda a cesta básica, incluindo a carne, e que brevemente enviará ao Congresso uma proposta para isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês.

“Vamos fazer crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, a maior política de crédito do país; quem ganha até 5 mil por mês não pagará mais IR, apresentaremos em breve ao Congresso; também entregaremos gás de graça para 22 milhões de pessoas; toda cesta básica será desonerada, inclusive sobre a carne”, disse o chefe do Executivo brasileiro.

Lula criticou a disparidade de preços e afirmou que o governo está empenhado em corrigir distorções que afetam os mais pobres. “Quero transformar os pobres para que tenham uma vida digna e decente. Dinheiro na mão do povo significa desenvolvimento econômico e distribuição de riqueza”, declarou.

Fonte: Brasil 247

Forças israelenses matam a tiros três palestinos, em meio a ataques na Cisjordânia

Soldados da ocupação israelense mataram a tiros três residentes palestinos do campo de refugiados de Nur Shams, na região de Tulkarm, no norte da Cisjordânia, confirmou nesta quinta-feira (13) o exército ocupante.

Segundo as forças coloniais, o incidente ocorreu na noite de quarta-feira.

O exército israelense, em comunicado, assumiu a execução em campo de 60 palestinos “armados” — no entanto, sem provas. Reconheceu também a prisão de 210 outros e a destruição de 30 instalações de infraestrutura “terrorista”, durante suas operações nas cidades e campos de refugiados do norte da Cisjordânia, desde 21 de janeiro.

Segundo a ong Médicos Sem Fronteiras (MSF), os massacres israelenses em Jenin e Tulkarm, no entanto, deslocaram à força 38 mil civis.

A escalada colonial na Cisjordânia ocupada coincide com o cessar-fogo em Gaza, desde 19 de janeiro, após 470 dias de genocídio, com ao menos 48 mil mortos e dois milhões de desabrigados.

Na Cisjordânia, junto aos ataques a Gaza, soldados e colonos israelenses mataram ao menos 910 palestinos e prenderam até 11 mil arbitrariamente.

Em janeiro de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), deferiu a denúncia sul-africana de genocídio contra Israel, levando o regime colonial ao banco dos réus da corte em Haia pela primeira vez.

Em julho, a mesma corte reconheceu a ilegalidade das décadas de ocupação israelense na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, ao instar evacuação imediata de todos os soldados e colonos e reparações aos nativos.

Fonte: Monitor do Oriente

Ato em Maceió denuncia plano para expulsar palestinos de Gaza

Depois do massacre promovido pelo estado sionista de Israel, os palestinos agora estão ameaçados de expulsão total da faixa de Gaza pelo presidente Donald Trump dos EUA.

Para protestar contra a proposta do presidente Trump, de transformar Gaza em um “balneário de milionários”, denominado Riviera do Oriente Médio, o Comitê em Defesa do Direito do Povo Palestino realizou um ato público em Maceió, no Calçadão do Comércio, nesta quinta-feira (13/02).

A ação denuncia os planos de expulsão de dois milhões de palestinos da região, conforme anunciado por Trump e o genocídio cometido pelo estado de Israel.

Durante o evento, foi exibido uma exposição de fotos impactantes sobre o genocídio palestino, além de panfletagem e declamação de poesias que expressam o sofrimento e a resistência do povo palestino. 

O Comitê, criado meses após a invasão genocida de Israel no ano passado, já promoveu diversos atos em defesa dos direitos dos palestinos e busca chamar a atenção da sociedade para a luta pela dignidade do povo da Palestina, que vive sob ocupação israelense há mais de 60 anos.

Redação com Cada Minuto

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