Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar uso de redes sociais

Perfis mostraram ex-presidente exibindo tornozeleira eletrônica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre o descumprimento das medidas cautelares determinadas contra o ex-presidente.

A medida foi determinada horas após o ministro advertir Bolsonaro sobre a publicação de links de entrevistas concedidas nos últimos dias à imprensa. Entre as medidas estabelecidas na semana passada contra o ex-presidente, figura a proibição de uso das redes sociais.

Na tarde desta segunda-feira (21), após a advertência do ministro, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica ao visitar a Câmara dos Deputados, e as imagens foram publicadas em diversos perfis nas redes sociais e na imprensa.

Na sexta-feira (18), as medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Na decisão, Moraes alertou que Bolsonaro pode ser preso ao descumprir as cautelares.

“Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Jair Messias Bolsonaro para, no prazo de 24 horas, prestarem esclarecimentos sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas, sob pena de decretação imediata da prisão do réu”, decidiu o ministro.

Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro

Uso de tornozeleira eletrônica;
Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;
Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros;
Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista. 

Fonte: Agência Brasil

MP cobra explicações de secretário de Tarcísio sobre casa milionária no interior de SP

Imóvel construído em condomínio de luxo custa três vezes mais do que o patrimônio declarado por Derrite à Justiça Eleitoral

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, solicitou esclarecimentos do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), sobre a construção de uma casa de luxo avaliada em ao menos R$ 3 milhões, em Porto Feliz, interior paulista. A informação foi divulgada pelos jornalistas Artur Rodrigues e Renan Porto, do Metrópoles.

 O imóvel está sendo erguido em um dos condomínios mais exclusivos da região, frequentado por empresários e figuras públicas de alto poder aquisitivo. O caso veio à tona após o empreiteiro responsável afirmar que os pagamentos vêm sendo conduzidos por um empresário amigo de Derrite, o que acendeu o alerta de possíveis irregularidades.

Diante disso, o deputado estadual Antonio Donato (PT) protocolou um pedido formal de investigação ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), apontando indícios de enriquecimento ilícito e evolução patrimonial incompatível por parte do secretário.Como Derrite ocupa um cargo de primeiro escalão no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), cabe exclusivamente ao chefe do MPSP decidir se a apuração será oficialmente aberta. Oliveira e Costa aguarda a manifestação do secretário para avaliar os próximos passos.

A casa construída por Derrite tem 440 metros quadrados de área construída e inclui design moderno, janelas amplas de vidro, revestimentos de madeira cumaru orçados em R$ 140 mil e uma piscina retangular no jardim. A propriedade está localizada em um terreno de 800 metros quadrados adquirido por R$ 475 mil em junho de 2023, com pagamento feito à vista, diretamente à incorporadora. Um mês antes, Derrite havia vendido um apartamento em São Paulo por R$ 650 mil.

Segundo as declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral em 2022, o patrimônio de Derrite era de R$ 812 mil, menos de um terço do valor da nova residência. 

Além disso, o condomínio onde o imóvel está situado oferece estrutura de alto padrão, como quadras de tênis, academia, piscina coberta e até um lago particular.A situação ficou ainda mais delicada após o Metrópoles revelar que parte dos pagamentos pela obra estaria sendo feita por Guilherme Moron Peres Trindade, conhecido como Gui Moron, empresário ligado ao secretário. Trindade já foi condecorado por Derrite em cerimônia oficial, o que levantou suspeitas de favorecimento indevido.No pedido apresentado ao MPSP, o deputado Antonio Donato solicita a apuração da origem dos recursos usados na compra e construção do imóvel e sugere que pode haver ocultação de patrimônio. 

O parlamentar também mencionou o relacionamento de Derrite com outros empresários que mantêm contratos com o governo estadual, como José Romano Netto, conhecido como Zeca Romano, e Sérgio Comolatti. Segundo Donato, Derrite teria viajado em um jatinho particular de Romano em dezembro de 2024.Além do requerimento ao Ministério Público, Donato enviou ofícios ao governo de São Paulo cobrando posicionamento da Controladoria-Geral do Estado sobre a evolução patrimonial de Derrite, questionando se o órgão já iniciou alguma apuração interna. O caso se tornou mais um capítulo de tensão entre oposição e a gestão estadual, enquanto o Ministério Público analisa se abre ou não investigação formal.

Fonte: Brasil 247

Câmara gasta R$ 1 bi por ano com funcionários sem controle de presença, e valor bate recorde sob Motta

A Câmara dos Deputados gasta mais de R$ 1 bilhão por ano em salários, gratificações e auxílios pagos a funcionários cuja jornada de trabalho não é controlada nem fiscalizada —e que, muitas vezes, podem não estar exercendo funções ligadas ao Legislativo. O valor bateu recorde na gestão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

Atualmente, há cerca de 10 mil secretários parlamentares contratados pelos 513 deputados para atuar em Brasília ou no estado pelo qual foram eleitos —nesta segunda-feira (21), eram 9.972, número que varia diariamente e que representa em torno de 69% do total de servidores da Casa. A única validação sobre o trabalho ou o cumprimento da jornada de 40 horas semanais deles é um atestado do próprio gabinete.

Este tipo de brecha possibilitou, por exemplo, a existência de três funcionárias fantasmas no gabinete de Motta, como a Folha de S.Paulo relevou.

Uma fisioterapeuta era contratada pelo escritório do presidente da Câmara, mas atendia em clínicas de Brasília quatro vezes por semana. Outra funcionária de Motta atuava ao mesmo tempo como assessora na Paraíba e como assistente social de uma prefeitura, no mesmo horário do expediente. Ambas foram demitidas depois que a reportagem procurou Motta.

Uma terceira funcionária continua no gabinete, Louise Lacerda, filha e sobrinha de políticos aliados de Motta que estuda medicina e chegou a morar no Rio Grande do Norte em parte da graduação.

Há dois tipos de cargos de livre nomeação na Câmara: os secretários parlamentares, contratados pelos gabinetes, e o cargo de natureza especial (CNE), destinado à Mesa Diretora, às comissões e às lideranças de partidos.

Desde 2015, há totens espalhados pela Câmara para registro de presença com biometria, mas só os ocupantes de CNE são obrigados a marcar o ponto (ao chegar, ao sair e voltar do almoço, e na hora de ir embora).

Os secretários parlamentares em Brasília só registram seu horário com biometria para receber hora extra durante as sessões noturnas, às terças e às quartas-feiras. Nos demais períodos, não há qualquer fiscalização ou registro de presença.

Cada deputado tem direito mensalmente a uma verba de gabinete de R$ 133 mil para contratar de 5 a 25 secretários parlamentares. Eles ganham entre R$ 1.584,10 e R$ 18.719,88, além de auxílio alimentação de R$ 1.393,11 e outras gratificações.

O controle de presença desses funcionários é feito pelos próprios gabinetes, que mensalmente informam ao departamento de recursos humanos sobre o cumprimento da jornada.

Esse documento tem um controle frágil. O sistema só é preenchido para registrar atestados médicos ou indicar se houve alguma falta. Se nada é informado nesse sentido, ele automaticamente indica que a pessoa cumpriu as 40 horas semanais, sem qualquer tipo de detalhamento sobre quais foram os horários.

Nos estados, o controle é inexistente. Nem todos os deputados possuem escritórios em suas bases eleitorais e não há monitoramento, pela Câmara, sobre o trabalho ou o cumprimento das 40 horas semanais estabelecidas no contrato.

Essa falta de controle ocorre mesmo após denúncias, ao longo dos anos, de funcionários fantasmas (que não aparecem para trabalhar), de “rachadinhas” (quando o congressista fica com parte do salário) e de servidores pagos pelo Legislativo que, na verdade, atuavam como faxineiras, babás ou outras funções de cunho pessoal para o parlamentar, sem vínculo com o Congresso.

Outra situação comum é quando os deputados e senadores contratam parentes de aliados políticos, como prefeitos e vereadores, em troca de apoio para as eleições. Como a Folha revelou, o próprio Motta empregou filhos, mãe e ex-sogra de políticos de seu partido.

“Eu ousaria dizer que a maior parte dos parlamentares na realidade não contrata assessores, contrata os cabos eleitorais que ficam no estado. Os gabinetes em Brasília são na sua maioria vazios. Tem ali dois ou três assessores, e a maior parte está no estado fazendo campanha eleitoral para o deputado durante quatro anos”, diz o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP).

Kataguiri foi relator de projeto para tornar obrigatório o ponto eletrônico para todos os funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário. O texto foi aprovado em 2019 na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, mas está parado desde então.

O gasto da Câmara apenas com os secretários parlamentares bateu R$ 1 bilhão no ano passado, mas subiu ainda mais na gestão de Motta. No primeiro semestre de 2024, a despesa somou R$ 486,4 milhões. No mesmo período de 2025, chegou a R$ 539,2 milhões —aumento de quase 11%.

Motta adotou um discurso de responsabilidade fiscal e tem cobrado do governo Lula (PT) corte de gastos desde que assumiu a presidência da Câmara. Ele criou um grupo de trabalho para elaborar uma reforma administrativa do serviço público, mas a conclusão ignora medidas para garantir um controle mais rígido dos servidores do próprio Legislativo.

Coordenador do grupo de trabalho, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) argumenta que os assessores de gabinete têm natureza distinta dos demais funcionários públicos, principalmente os que estão no estado. “Como você coloca um ponto eletrônico se o sujeito tá na rua, atuando lá na base, atendendo prefeito, fiscalizando obras feitas com nossas emendas?”, afirma.

A Mesa Diretora, presidida por Motta, também não discutiu até o momento medidas para garantir que os funcionários dos gabinetes realmente trabalham. Essa função é responsabilidade da primeira secretaria da Câmara, comandada pelo deputado Carlos Veras (PT-PE). Ele não retornou os contatos da reportagem.

O deputado Sérgio Souza (MDB-PR), que é o quarto-secretário da Mesa Diretora da Câmara, afirmou que o grupo precisou se debruçar este semestre sobre casos mais polêmicos, como pedidos de suspensão e de prisão contra parlamentares, e que não teve tempo para debater outras iniciativas.

“Eu falo pelos meus [funcionários]. Se não trabalhar, eu mando embora”, diz o emedebista.

A reportagem procurou a assessoria institucional da Câmara desde quarta (16) para que explicasse a falta de controle da jornada dos funcionários, mas não teve retorno. O presidente da Câmara também não quis comentar a falta de fiscalização.

Sobre o trio de funcionários fantasmas em seu gabinete, Motta disse que “preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários de seu gabinete, incluindo os que atuam de forma remota e são dispensados do ponto dentro das regras estabelecidas pela Câmara”.

Fonte: MSN

Bélgica prende soldados israelenses por crimes de guerra em Gaza

Prisões decorrem de ação apresentada por grupos de direitos humanos; dupla estava em festival de música eletrônica com bandeira das IDF, diz imprensa

A polícia federal da Bélgica prendeu dois soldados israelenses que estavam no festival de música eletrônica Tomorrowland na cidade de Boom, por cometimento de crimes de guerra contra palestinos na Faixa de Gaza. As detenções foram resultado de denúncias feitas por dois grupos de direitos humanos, conforme informou nesta segunda-feira (21/07) a imprensa belga.

O Ministério Público Federal (MPF) detalhou que a ação em questão foi protocolada pela Hind Rajab Foundation (HRF) e pela Global Legal Action Network (GLAN) neste fim de semana. O documento denunciou  “grandes violações do direito internacional humanitário supostamente cometidas na Faixa de Gaza por dois membros do Exército israelense”.

De acordo com a emissora pública belga, os dois teriam sido vistos no festival de música agitando a bandeira da Brigada Givati das Forças de Defesa de Israel (IDF).

Ao portal de notícias Middle East Eye (MEE), o porta-voz e diretor da HRF, Dyab Abou Jahjah, explicou que a ação contra a dupla, que celebrava o evento musical em meio ao genocídio em curso no território palestino, foi um “marco importante”.

“Esta é a primeira vez que um país europeu reconhece a jurisdição universal contra soldados israelenses e age de forma contundente, prende-os e os leva à delegacia de polícia para interrogá-los”, disse. 

Ainda sobre a denúncia, o MPF determinou o prosseguimento do caso com base no novo artigo 14/10 do Título Preliminar do Código de Processo Penal, que entrou em vigor em 28 de abril de 2024. O artigo concede aos tribunais belgas jurisdição sobre crimes cometidos fora da Bélgica com base nas Convenções de Genebra de 1949 e na Convenção contra a Tortura de 1984.

“Diante dessa possível jurisdição, o Ministério Público Federal instruiu a polícia a localizar os dois indivíduos mencionados na denúncia e prosseguir com o interrogatório”. Entretanto, após as entrevistas, o órgão responsável informou que a dupla de israelenses foi liberada, sem acrescentar nenhuma informação adicional.

Para a HRF e a GLAN, contudo, trata-se de uma ação que transmite uma “mensagem clara” sobre como lidar com os crimes internacionais.

“Em um momento em que muitos governos permanecem em silêncio, esta ação envia uma mensagem clara: evidências confiáveis de crimes internacionais devem ser enfrentadas com resposta legal – não indiferença política”, afirmaram os grupos de direitos humanos.

“A Fundação Hind Rajab e a GLAN dão as boas-vindas a este avanço com determinação e humildade. Continuaremos a apoiar os processos em curso e apelamos às autoridades belgas para que prossigam a investigação de forma plena e independente. A justiça não deve parar por aqui – e estamos comprometidos em vê-la até o fim”, acrescentaram.

Vale lembrar que as prisões ocorreram um dia depois que o rei Philippe da Bélgica descreveu a situação humanitária em Gaza como “uma vergonha para a humanidade”. Em discurso no domingo (20/07), a autoridade ressaltou que sua nação apoia os apelos das Nações Unidas (ONU) por “um fim imediato a esta crise insuportável”.

Fonte: Ópera Mundi

Bolsonaristas fazem atos esvaziados em apoio a tarifaço de Trump e ataque ao Pix

Atos em defesa de Jair Bolsonaro (PL) e Donald Trump foram registrados em algumas cidades do país na manhã deste domingo (20)

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fizeram na manhã deste domingo (20), protestos esvaziados contra Alexandre de Moraes e Lula (PT), e a favor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em algumas cidades do país. As imagens divulgadas mostram pouca adesão da população ao movimento.

Em Brasília, um pequeno grupo de manifestantes percorreu parte do Eixão da Asa Sul, região central da capital federal. Aos gritos de “presidente Trump, contamos com você”, “a culpa é do Lula”, “anistia já”, “fora Moraes” e “Moraes ditador”, eles encerraram o ato no final da manhã.

O encontro foi organizado por políticos de direta como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Bia Kicis (PL-DF), que discursam no fim do protesto.

Os manifestantes também comemoraram o informe de revogação do visto norte-americano de ministro a ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Além de roupas e bandeiras do Brasil, havia bandeiras dos Estados Unidos, de Israel e do Brasil Império.

Em Belo Horizonte, manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade, em um ato em defesa de Jair Bolsonaro (PL) e com críticas direcionadas ao STF, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes. O protesto foi organizado pelo grupo Direita BH e não contou com a presença de lideranças políticas bolsonaristas de Minas Gerais ou da capital.

A cidade de São Paulo também teve registros de protesto semelhante na Avenida Paulista. No vídeo abaixo, é possível ver um pequeno grupo com bandeiras em meio a outros pedestres.

Atos pró-Bolsonaro e Trump

A ordem do governo Donald Trump de proibir a entrada nos Estados Unidos de Moraes, de parentes e de “seus aliados” foi anunciada no mesmo dia em que Bolsonaro foi alvo de ação da Polícia Federal justamente sob a acusação de atentar contra a soberania do Brasil ao articular medidas no exterior.

O ex-presidente está obrigado a usar tornozeleira eletrônica e não pode se aproximar de embaixadas e consulados estrangeiros. Desde a gestão Bolsonaro (2019-2022) Moraes se transformou em um dos principais algozes do ex-presidente e de seus aliados. Ele foi escalado como relator dos principais inquéritos que miraram bolsonaristas e presidiu o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na eleição presidencial de 2022, vencida por Lula.

Fonte: ICL

Ataque de Israel em centro de ajuda mata 73 palestinos em Gaza

Um novo ataque israelense nas proximidades de um centro de distribuição de alimentos na Faixa de Gaza deixou ao menos 73 palestinos mortos e cerca de 150 feridos neste domingo (20), segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A ação das Forças de Defesa de Israel (IDF) ocorreu principalmente no norte do enclave, onde civis aguardavam acesso a ajuda humanitária. A Defesa Civil de Gaza classificou o episódio como um dos mais letais desde o início do conflito.

As IDF alegaram que o bombardeio visava “eliminar ameaças imediatas” e disseram que o número de mortos divulgado por Gaza não condiz com suas informações preliminares. O ataque se soma a outros episódios recentes em que civis foram mortos perto de pontos de distribuição operados pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF), organização criada por Israel com apoio dos Estados Unidos para coordenar a entrega de alimentos no território.

A GHF substituiu o antigo sistema coordenado pela ONU, que contava com cerca de 400 pontos de distribuição. Atualmente, a fundação opera com apenas quatro centros, considerados insuficientes por agências internacionais. Segundo a ONU, entre maio e julho, quase 800 civis palestinos morreram em ações militares próximas a pontos de ajuda humanitária, com destaque para o chamado “massacre da farinha”, que deixou 118 mortos em fevereiro.

A Unicef, em comunicado divulgado em junho, afirmou que a atuação da GHF “piora uma situação já desesperadora”. Organizações internacionais, como o escritório de direitos humanos da ONU, acusam a iniciativa israelense de violar normas de imparcialidade e segurança no fornecimento de ajuda. A operação do domingo também ocorre um dia após 39 mortes em outras regiões de Gaza em circunstâncias similares.

No mesmo dia, o Papa Leão XIV condenou publicamente a “barbárie da guerra” durante a oração do Angelus. Ele apelou pelo fim do uso indiscriminado da força e por uma resolução pacífica do conflito. A declaração ocorre dias depois do ataque israelense a uma igreja católica em Gaza, que causou a morte de três cristãos e ferimentos em dez pessoas, incluindo o pároco local.

O Exército de Israel também emitiu alertas de evacuação no centro de Gaza, ampliando a pressão sobre civis que tentam acessar ajuda humanitária. A medida foi vista por mediadores internacionais como um obstáculo às negociações de cessar-fogo em curso no Catar. As tratativas seguem estagnadas, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu intensifica operações militares no território palestino.

Eduardo aumenta ilícitos após tornozeleira em Bolsonaro, diz Moraes

Foi a primeira manifestação do ministro após as sanções dos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), escreveu neste sábado (19) que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) intensificou a prática de condutas ilícitas depois que medidas cautelares foram impostas contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre elas a instalação de uma tornozeleira eletrônica.

No despacho de hoje, Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) junte aos autos desse inquérito postagens e entrevistas feitas por Eduardo logo após a revelação das medidas cautelares contra Bolsonaro. 

“Após a adoção de medidas investigativas de busca e apreensão domiciliar e pessoal, bem como e imposição de medidas cautelares em face de JAIR MESSIAS BOLSONARO, o investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO intensificou as condutas ilícitas objeto desta investigação, por meio de diversas postagens e ataques ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nas redes sociais”, disse Moraes.

Foi a primeira manifestação do ministro em relação ao caso depois do governo dos Estados Unidos ter anunciado o cancelamento do visto norte-americano de Moraes e seus “aliados no STF”, além de familiares dos ministros da Corte.

Neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou contra a revogação dos vistos e prestou solidariedade aos ministros do Supremo.

Medidas

Bolsonaro colocou o tornozeleira na sexta-feira (18), por ordem de Moraes. A decisão foi depois confirmada pela maioria da Primeira Turma do STF. O ex-presidente está proibido de sair de casa à noite, entre as 19h e as 6h, e aos fins de semana. Ele também não pode falar com o filho Eduardo ou com embaixadores de outros países, nem se aproximar de embaixadas ou consulados.

O ex-presidente foi também alvo de busca e apreensão em sua casa e escritório profissional, na sede do PL, em Brasília. Foram apreendidos um pen drive que estava escondido em um dos banheiros da residência, além de US$ 14 mil e R$ 8 mil em dinheiro vivo.

As medidas foram tomadas no âmbito de um inquérito aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar se Bolsonaro e Eduardo cometem os crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, devido à atuação dos dois em prol de sanções contra autoridades brasileiras e o próprio país.

Na decisão de sexta, que impôs as cautelares ao ex-presidente, Moraes cita o risco de fuga de Bolsonaro, apontados pela PF e a PGR, bem como a necessidade de que ele interrompa a conduta ilícita de tentar intimidar o Supremo Tribunal Federal (STF) a arquivar a ação penal em que é réu por tentativa de golpe de Estado, além de outros quatro crimes.

Moraes mencionou que o próprio Bolsonaro confessou ter enviado R$ 2 milhões para que o filho se mantenha nos Estados Unidos, para onde foi em março, após se licenciar do mandato de deputado.

Segundo a PF e a PGR, Eduardo atua em nome do pai num périplo por Washington para convencer o governo dos EUA a impor sanções a autoridades brasileiras como forma de pressionar a Justiça do Brasil a arquivar a ação penal do golpe.

Como prova, os órgãos apresentaram um apanhado de publicações feitas desde março por Bolsonaro e Eduardo nas quais defendem a imposição de sanções a autoridades brasileiras. Em algumas delas, o filho do ex-presidente relata reuniões com representantes do governo dos EUA.

O caso está relacionado à taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros com destino aos EUA, anunciada neste mês pelo presidente norte-americano Donald Trump, que justificou a medida afirmando que Bolsonaro sofre uma “caça às bruxas” no Brasil, entre outros motivos.

Outro lado

Logo após ter a tornozeleira eletrônica instalada, na Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Bolsonaro parou para falar com jornalistas e disse que o objetivo da medida imposta por Moraes seria promover sua “suprema humilhação”. Ele negou qualquer plano de sair do país para fugir de eventual condenação.

Em nota, a defesa de Bolsonaro disse que “recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”.

Fonte: Agência Brasil

Israel mata 32 e fere 100 civis palestinos que buscavam comida em Gaza

Neste sábado (19), tropas de Israel mataram ao menos 32 palestinos e feriram mais de 100 na Faixa de Gaza. As vítimas estavam a caminho de centros de distribuição de alimentos no sul do território, administrados pela Gaza Humanitarian Foundation, entidade financiada por Israel e EUA. Segundo testemunhas, os mortos incluíam jovens e adolescentes que caminhavam desarmados em direção aos pontos de ajuda.

Os tiros ocorreram a aproximadamente um quilômetro de distância dos centros de distribuição, na região de Khan Younis. Profissionais de saúde relataram que muitos atingidos sequer haviam chegado aos locais quando foram baleados.

Imagens divulgadas por organizações humanitárias mostram corpos caídos e civis socorrendo feridos em meio ao caos.

O Exército de Israel alegou que os soldados dispararam apenas tiros de advertência contra indivíduos que desobedeceram ordens para se afastar. No entanto, pessoas que estavam no local dizem que os disparos foram feitos diretamente contra a multidão, sem qualquer sinal de ameaça por parte dos civis.

Entidades internacionais e médicos no local voltaram a cobrar um cessar-fogo imediato e garantias de segurança para a entrega de ajuda humanitária.

Organizações de direitos humanos pedem investigação independente sobre o episódio.

As mortes ocorrem em meio à intensificação da ofensiva militar de Israel e ao bloqueio quase total de acesso a bens essenciais imposto à Faixa de Gaza.

Fonte: DCM

O GPS NO MOCOTÓ

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 20 de Julho/ 2025

Nunca na história desse país uma tornozeleira foi tão comemorada como a que foi perpetuada no mocotó do seu Jair.
Depois de 7 anos atentando contra a democracia, enfim o STF fez aquilo que muitos brasileirinhos sonhavam e pela primeira vez um chip comunista foi instalado num ex Presidente. Agora resta saber se o Brasil vai parar, parar de festejar, claro!
Com o apetrecho pendurado na perna, o ex Presidente não pode sair às ruas nos finais de semana e na semana deve ir pra casa as 19hs no horário de Brasilia, fica tambem proibido o uso das suas redes sociais e demais sanções.
Em resumo, o Xandão conseguiu impor o “fique em casa” ao inelegível, algo que nem a pandemia conseguiu.

Depois do GPS instalado no inelegível, Trump aprontou novamente revogando o visto de entrada nos EUA do Xandão, Gonet(PGR)e mais 7 Ministros, não foi todo o STF, pois 3 Ministros ainda podem visitar o Pateta lá, o terrivelmente evangélico André Mendonça, o festeiro Kassio Nunes e o peruquinha Luiz Fux, esse último é aquele da famosa frase do Marreco de Maringá “in Fux we trust” revelada pela Vaja Jato, que traduzido para “brasileires” significa: No Fux, nós confiamos. O mesmo Fux que participou do depoimento do seu Jair no Supremo, levantando a bola para o acusado cortar, estranho né? Agora ficou muito claro quem são os patriotas da gringa no STF.

Enquanto isso as pesquisas têm mostrado uma subida da aprovação do Governo Lula, sua defesa pela soberania do Brasil reverberou nas redes e nas ruas. Lula tem defendido o diálogo com os EUA, mas se não houver êxito o Brasil aplicará a lei da reciprocidade. Como é complexo e demorado tudo que envolve as duas nações, muitos brasileiros inundaram as redes com o que pode acontecer se o Brasil não se curvar aos desejos do Tio San e algumas delas chamaram a atenção, as mais virais foi a do porta aviões norte americano que seria atracado em Brasilia. Oi? Onde? No Lago Paranoá? Outra foi o cancelamento do GPS. Já imaginou você não poder mais pedir um Uber e ter que pegar um táxi, mas o pior é não conseguir explicar para o taxista onde mora ou trabalha, pois sem a ferramenta você não saberá mais andar nas ruas.(ironia) e por último é de um ataque bélico, algo que os bolsonaristas torcem fervorosamente, ou seja, “patriotas” estão apostando que um país colonizador bombardeie um país que se livrou da Metropole portuguesa às duras penas depois de 300 anos. Sabujos, demais!
Não duvido de nada, mas se houver uma guerra, que seja convocado para o fronte aqueles “malucos” que passaram 2 meses rezando pra pneu, conversando com ETs pela lanterna do celular, pedindo a volta da Ditadura e intervenção militar com o mito no poder. Heil Trump!

Pra finalizar; ainda sobre a tornozeleira. Mesmo sendo americana, torço muito para que ela sobreviva, ela é inocente e não precisava passar por essa humilhação,

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 240

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