Lula manifesta solidariedade a ministros do STF após sanções dos EUA

Em nota, presidente classificou medida de arbitrária e sem fundamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, neste sábado (19), solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após as sanções impostas pelos Estados Unidos a Alexandre de Moraes e “aliados na Corte”. Em nota, o presidente classificou a medida de arbitrária e sem fundamento.

“Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos”, afirmou o presidente em comunicado emitido pelo Palácio do Planalto.

Lula ressaltou que tentativas de interferir na Justiça de outro país desrespeita o direito internacional. “A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, acrescentou.

Por fim, o presidente destacou que trabalhará para preservar a democracia.

Lula: preservação do Estado Democrático de Direito

“Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito”, concluiu o texto.

Na noite desta sexta-feira (18), os Estados Unidos revogaram o visto do ministro Alexandre de Moraes e “aliados na Corte. A medida também abrange os familiares de Moraes.

O anúncio do secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, não deixa claro quais outros ministros do STF foram atingidos pela sanção. A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre as 19h e as 6h.

Fonte: ICL

Papa Leão XIV denuncia ‘barbárie’ em Gaza e exige fim imediato da guerra

Após ataque israelense a igreja católica na Faixa de Gaza, pontífice cobra respeito ao direito humanitário e proteção aos civis

Durante a tradicional oração do Angelus, neste domingo (20), o papa Leão XIV voltou a se manifestar contra os horrores do conflito em Gaza e pediu o fim da “barbárie da guerra”, após a ofensiva israelense atingir uma igreja católica no enclave palestino, matando três pessoas e ferindo várias outras.

“Mais uma vez, peço o fim imediato da barbárie da guerra e uma solução pacífica do conflito”, declarou o pontífice diante de milhares de fiéis, relata o jornal O Globo. Ele também condenou o que classificou como “uso indiscriminado da força”, mencionando o recente ataque militar à única igreja católica da Faixa de Gaza. “Infelizmente, este ato se soma aos contínuos ataques militares a civis e locais de culto em Gaza”, afirmou.Play Video

Ataque a local sagrado católico – Na última quinta-feira (17), forças israelenses bombardearam o complexo da paróquia da Sagrada Família, deixando três mortos e vários feridos, entre eles o padre argentino Gabriel Romanelli, responsável pela comunidade católica local. Desde o início do genocídio, em outubro de 2023, o templo vinha servindo de abrigo para fiéis católicos e ortodoxos que buscavam refúgio da escalada da violência.

O governo da Palestina informou que metade das vítimas dos bombardeios em Gaza são mulheres e crianças, o que tem elevado a pressão internacional sobre Israel, especialmente após alvos civis e religiosos entrarem na mira dos ataques.

Vaticano exige respeito ao direito internacional – Durante sua fala, o papa Leão XIV fez um apelo contundente à comunidade internacional: “É necessário respeitar o direito humanitário e a obrigação de proteger os civis”, disse. Ele também lembrou a “proibição de punições coletivas, o uso indiscriminado da força e o deslocamento forçado de populações”, todos considerados crimes à luz do direito internacional.

Em gesto diplomático, o papa recebeu, um dia após o ataque à igreja, uma ligação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. De acordo com comunicado oficial do Vaticano, Leão XIV aproveitou a conversa para “reafirmar a necessidade urgente de proteger os locais de culto e, acima de tudo, os fiéis e todas as pessoas na Palestina e em Israel”.

Netanyahu admite erro e promete investigação – O premiê israelense, por sua vez, afirmou que “lamentava profundamente” o ocorrido e reconheceu que o ataque à igreja foi um “erro”. Netanyahu anunciou ainda a abertura de uma investigação formal sobre o incidente, embora o governo de Israel venha sendo criticado por ações repetidas contra alvos civis e religiosos ao longo do conflito.

Fonte: Brasil 247

Veto de Lula ao aumento de deputados não será derrubado, avaliam líderes no Congresso

Segundo deputados e senadores, projeto não tem apelo popular, e não havia tempo hábil para derrubar antes do recesso, que começa nesta sexta-feira (18). E mais: vai trazer mais desgaste ao Parlamento

Parlamentares, principalmente os do chamado Centrão e da esquerda, no Congresso Nacional, avaliam que o veto do presidente Lula (PL) ao projeto de lei que ampliava o número de deputados federais não será derrubado pelo Legislativo.

Os deputados e senadores avaliam que não há tempo hábil para a derrubada do veto — que começa nesta sexta-feira (18) e vai até dia 31 de julho —, que seria antes do recesso, e que a proposta não tem apelo popular e vai trazer desgaste ao Parlamento.

O veto do presidente à proposta foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) e traz como justificativas violações de 5 dispositivos da Constituição Federal.

IMPACTO ORÇAMENTÁRIO

Além disso, na justificativa, o governo afirma que ao prever a ampliação do número de deputados, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentária e de medidas de compensação, o que onera não apenas a União, mas também entes federativos.

Vale lembrar ainda que ao ser aprovada, a proposta conseguiu número razoável de apoios na Câmara, com 270 votos, mas no Senado, a aprovação ocorreu apenas pela margem de 1 voto, 41 a favor, que inclusive foi dado pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O voto de Alcolumbre — em situações normais, os presidentes das casas legislativas não votam —, garantiu o placar — 41 votos favoráveis e 33 contrários ao PLP 177/23 — para garantir a aprovação do texto.

Mas, ao mesmo tempo, indicou as dificuldades para a derrubada do veto presidencial, em sessão do Congresso, quando Câmara e Senado se reúnem conjuntamente para votar este tipo de matéria.

O VETO DE LULA

O texto aprovado no Parlamento ampliava de 513 para 531 o número de deputados federais, a fim de evitar que alguns Estados perdessem representantes em função da revisão nas bancadas determinada pela Constituição Federal. Leia mais em “Lula veta projeto que aumenta número de deputados”.

A última revisão foi feita em 1993, levando em conta a proporcionalidade das populações em cada Estado.

Alguns Estados perderam representantes enquanto outros ganharam, mas mantendo 513 e não ampliando, como fez a Câmara e depois o Senado.

O Congresso tentou ampliar o número de deputados para que ninguém perdesse. Todavia, com o veto de Lula, em consonância com o que pensa a maioria da população brasileira, caberá à Justiça Eleitoral realizar essa revisão sem aumentar o total de deputados.

TSE E STF

Caso o veto presidencial não seja derrubado pelo Congresso Nacional e, desse modo não cumpra a determinação de editar lei sobre a matéria no prazo fixado, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) poderá fixar, até 1º de outubro de 2025, o número de deputados federais de cada Estado e do Distrito Federal para a legislatura que se iniciará em 2027.

Do mesmo modo com o consequente número de deputados estaduais e distritais (DF).

No caso, deverão ser observados o piso e o teto constitucional por circunscrição, bem como os dados demográficos coletados pelo IBGE no Censo 2022 e a metodologia utilizada na resolução do TSE sobre o tema — Resolução-TSE 23.389/2013.

PRAZO FIXADO PELO STF

O STF (Supremo Tribunal Federal) fixou prazo até 30 de junho de 2025 para que o Congresso Nacional editasse lei complementar, prevista na Constituição Federal, que permite revisar a distribuição do número de cadeiras de deputados federais em relação à população de cada UF (Unidade da Federação).

A decisão unânime foi tomada na sessão virtual da Corte encerrada em 25 de agosto de 2023, na ADO (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão) 38, auxiliada pelo governo do Estado do Pará. Por unanimidade, foi seguido o voto do relator, ministro Luiz Fux.

Fonte: Hora do Povo

Crise no sistema funerário de Maceió tem como objetivo privatizar os serviços

Ativista denuncia descasos e abusos no cemintério São José

A crise no sistema funerário de Maceió tem provocado muito transtornos e sofirmentos para a população de Maceió. Mas, o que pouco se descute, é que essa precarização dos serviços funerários diante de uma prefeitura que gasta bilhões na orla e em praças, tem como objetivo a privatização dos serviços funerários.

A privatização dos serviços funerários na cidade de São Paulo passou a gerar um negócio bilionário onde cidadão comum é extorquido na hora de sepultar seu ente querido, tendo que pagar até 10 mil reais pelos serviços, que antes eram gratuitos.

Em Maceió, o abandono dos cemintérios públicos não é obra do acaso, mas obedece uma lógica privatista: abandona-se os serviços públicos para depois justificar sua privatização.

Abaixo publicamos um triste relato da situação do cemitério São José:

Em meio à dor da perda, famílias estão enterrando seus entes queridos em covas rasas no Cemitério São José, no bairro do Trapiche, em Maceió. Entre amigos e familiares, o ativista Jackson Douglas esteve no local para enterrar um conhecido, o senhor Mário, e o que viu, porém, foi mais do que o luto: foi indignação e abandono em meio à crise funerária que se arrasta há mais de um ano na capital alagoana.

“Isso aqui é um calabouço”, denunciou Jackson em vídeo publicado nas redes sociais, enquanto mostrava ruas tomadas por túmulos esquecidos, com covas que aparentam ter apenas 50 centímetros de profundidade nos corredores e placas desaparecidas. “Isso aqui são tudo pessoas, entes queridos, que já nem têm mais nome. Jogados no meio da rua, sem dignidade, sem respeito”.

As imagens mostram covas escavadas lado a lado, muitas delas reabertas ou utilizadas novamente, aparentemente sem o menor cuidado sanitário. Quem não possui jazigo próprio é submetido ao constrangimento de ver seus amigos e familiares sepultados em condições precárias. “Maceió não está massa, está massacrada”, afirma o ativista.

A denúncia de Jackson se soma a uma série de relatos que têm sido recebidos pela Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL). Em março de 2024, uma matéria publicada pelo Jornal de Alagoas já alertava para o colapso do sistema funerário municipal. Na ocasião, o defensor público Lucas Monteiro Valença, do Núcleo de Proteção Coletiva da DPE, destacou que famílias carentes estavam esperando até três dias para conseguir sepultar seus entes, muitas vezes em covas rasas e completamente inadequadas.

A situação é reflexo da superlotação dos cemitérios municipais, vale lembrar que Maceió perdeu um espaço com a desativação do Cemitério Santo Antônio, no bairro do Bebedouro. O local, agora transformado em memorial por decisão judicial e mobilização de lideranças locais, como Neirevane Nunes, Professor Balbino, Cássio Araújo e membros do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem, não recebe mais sepultamentos. A área foi diretamente afetada pelo afundamento de solo provocado pela mineração da empresa Braskem, agravando ainda mais o déficit de vagas na cidade.

Durante reunião emergencial em 2024, com representantes da Alurb (Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana), da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e da Vigilância Sanitária, foram cobradas providências imediatas, como a abertura de novos jazigos e a ampliação de cemitérios já existentes. Também foi exigida a construção de um novo cemitério municipal, cujo projeto havia sido aprovado pela Câmara de Vereadores no ano anterior. No entanto, até o momento, não houve avanço significativo nas obras.

“Enquanto o prefeito vende ruas, praças e calçadas, o povo pobre não tem nem onde enterrar seus mortos”, dispara Jackson Douglas. “Quem tem dinheiro paga um plano funerário. Quem não tem, é enterrado assim: no descaso, na lama, na vergonha.”

O Jornal de Alagoas entrou em contato com as autarquias citadas no processo da Defensoria. Em nota, a vigilância sanitária informou que trabalhos de fiscalização são realizados no local afim de de diminuir os risco à saúde sanitária.

“A Vigilância Sanitária realiza o trabalho de fiscalização com fins de diminuir os risco à saúde sanitária, enquanto os outros órgãos que atuam nas primeiras instâncias. A Semurb é responsável pela licença ambiental e Seminfra pela licitação e respondem por todo o processo em andamento.”


De acordo com a Seminfra, foi realizado pequenos reparos, pinturas em alguns cemitérios.

Entramos em contato com a Alurb, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.

Redação com Jornal de Alagoas

Cristãos de Gaza mortos por Israel são Sepultados

Bombardeio de Israel atingiu única igreja católica de Gaza e matou 3 pessoas cristãs

As vítimas já sepultadas estavam entre os três mortos no ataque, que feriu outras dez pessoas e danificou partes do complexo.

De acordo com responsáveis da igreja, o projétil caiu numa área que abrigava civis deslocados, incluindo crianças com deficiências. O pároco Gabriel Romanelli está entre os feridos.

Israel emitiu um raro pedido de desculpas e afirmou que estava a investigar o incidente.

O Papa Leão XIV renovou o seu apelo por um cessar-fogo, expressando tristeza e solidariedade com a comunidade cristã de Gaza e os afetados pelo conflito em curso.

Um bombardeio israelense ocorreu na quinta-feira (17). Três pessoas morreram e outras nove ficaram feridas na Igreja da Sagrada Família em Gaza, segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, responsável pelo templo.

O Vaticano afirmou que a igreja foi “atingida diretamente” por um tanque de guerra, e o Patriarcado acusou o Exército de Israel pelo ataque. Em comunicado, o papa Leão XIV lamentou o “ataque militar” e pediu um cessar-fogo imediato em Gaza.

Fontes: MSN e G1

Governo Trump proíbe entrada de Moraes e ministros do STF nos EUA

Medida é anunciada após Bolsonaro ser alvo de operação da PF

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18) que determinou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio não deixa claro quais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e demais pessoas devem ser atingidos.  

A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre 19h e 6h.

Rubio escreveu que Moraes tem perseguido Bolsonaro e promovido censura.

“A política de caça às bruxas de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura que viola os direitos dos brasileiros e também atinge os americanos. Ordenei a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados na corte, e seus familiares, de forma imediata”, declarou.

Procurada pela Agência Brasil, o STF ainda não se manifestou sobre a revogação dos vistos.

Medidas cautelares

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, deputado federal, é investigado pela sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença termina no próximo domingo (20).

Fonte: Revista Fórum

Bolsonaro terá que usar tornozeleira após operação da PF

Jair Bolsonaro será monitorado 24h após operação da PF em sua casa. Proibições incluem uso de redes sociais e comunicação com diplomatas.

Agentes da PF realizaram operação na casa do ex-presidente, que passará a ser monitorado 24h por dia. Bolsonaro também foi proibido de usar redes sociais e se comunicar com diplomatas estrangeiros.

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira uma operação na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente.

O mandado foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, o tribunal determinou que o ex-presidente terá a partir de agora que usar tornozeleira eletrônica e passará a ser monitorado 24 horas por dia. Ele também não poderá acessar redes sociais.

Bolsonaro foi levado à PF para que o aparelho fosse colocado em seu tornozelo.

De acordo com a ordem, Bolsonaro também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã. Ele também foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, bem como outros réus e investigados pelo Supremo.

Segundo o jornal, as ordens cautelares do STF foram motivadas pela possibilidade de Bolsonaro fugir do país e pedir asilo ao governo dos Estados Unidos.

Bolsonaro suspeito de obstrução de Justiça

Ao emitir a ordem, o ministro do STF Alexandre de Moraes atendeu a uma representação da PF que teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo avaliação da PF, Bolsonaro tem atuado para dificultar o julgamento do processo no qual é réu por tentativa de golpe e tem protagonizado iniciativas que caracterizam os crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania do país.

Ação ocorre em meio a crise diplomática entre EUA e Brasil

A ação da PF e a ordem cautelar contra o ex-presidente ocorrem na esteira de uma crise diplomática entre os EUA e o Brasil, que teve como estopim a imposição de um tarifaço pelo presidente Donald Trump, um aliado de Bolsonaro, e a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil.

Entre as justificativas elencadas por Trump está a situação legal de Bolsonaro, que segundo o americano estaria sendo vítima de uma “caça às bruxas”.

As medidas da Casa Branca foram comemoradas à época do anúncio, em 9 de julho, pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está desde março nos EUA e tem feito lobby junto a políticos americanos em favor do pai.

O tarifaço, porém, repercutiu mal até mesmo entre setores da direita e dividiu expoentes do bolsonarismo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Em entrevistas recentes, Jair Bolsonaro mencionou a intenção de reaver seu passaporte para ir até os EUA “conversar” com Trump e reverter as tarifas, alegando que tal medida nunca teria sido imposta caso ele fosse o presidente.

Na noite de quinta-feira, Trump, divulgou ainda uma carta ao ex-presidente Jair Bolsonaro na qual reiterou seu apoio diante do que chamou de “terrível tratamento” que, em sua opinião, ele está recebendo da Justiça brasileira.

Trump também ressaltou o desejo de que a ação penal contra Bolsonaro pela acusação de tramar um golpe de Estado acabe “imediatamente”. O governo Lula classificou as ações de Trump como “chantagem”.

Fonte: Correio do Brasil

Hugo Motta e bolsonaristas metem a mão e tiram R$ 30 bi da saúde e educação para dar a ruralistas

Após darem aval ao PL da Devastação Ambiental, Centrão e bolsonaristas aprovam PL que tira R$ 30 bi do Fundo do Pré-Sal e entrega para ruralistas pagarem dívidas. Lula vetou aumento de deputados

Além de aprovar às escuras o Projeto de Lei 2.159/2021, classificado por ambientalistas como “PL da Devastação”, a horda parlamentar aprovou o Projeto de Lei 5122/23, que tira R$ 30 bilhões da saúde, educação e meio ambiente para entregar para ruralistas pagarem dívidas.

A votação da medida foi articulada nos bastidores entre Centrão, bancada ruralista e bolsonaristas para vingar o veto de Lula ao projeto que aumentava o número de deputados de 513 para 531. 

O veto de Lula foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União e justifica que “ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentária e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos”, em relação ao efeito cascata que criaria nas Assembleias Legislativas.

No entanto, antes da oficialização do veto, Motta, a bancada ruralista e os bolsonaristas aprovaram o projeto de lei de autoria do eputado Domingos Neto (PSD-CE), relatado por Afonso Hamm (PP-RS), que tira R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal que será disponibilizado como crédito para os ruralistas pagarem dívidas.

O Fundo Social (FS) do Pré-Sal foi criado no governo Dilma Rousseff para receber recursos da União obtidos com os direitos pela exploração do petróleo para projetos e programas em diversas áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o projeto aprovado pela Câmara, poderão ser utilizadas receitas correntes do Fundo Social dos anos de 2025 e 2026 e superávit financeiro (resultado de aplicações dos recursos, por exemplo) dos anos de 2024 e 2025, impactando diretamente nas contas públicas.

O projeto aprovado destina R$ 30 bilhões o total de recursos do fundo que poderão ser utilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos por ele habilitados na concessão de financiamento aos produtores rurais para a quitação de operações de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural.

Na justificativa ao plenário, o deputado do PP que relatou o projeto, afirmou que o projeto visa “restaurar a capacidade produtiva dos agricultores brasileiros, assegurar a continuidade da produção de alimentos e fortalecer a resiliência do País frente aos crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas”, citando o caso ocorrido no Rio Grande do Sul, seu estado.

Na prática, o projeto habilita os bancos públicos, capitaneados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), a emprestarem o dinheiro aos ruralistas e assumirem os riscos das operações, incluído o risco de crédito (calote do devedor). Os juros serão de no máximo 7,5% ao ano, com prazo de pagamento de 10 anos.

Poderão ser quitados com o novo financiamento os débitos relativos a operações de crédito rural, vencidas ou a vencer, renegociadas ou não, contratadas até 30 de junho de 2025.

Entram também Cédulas de Produto Rural, renegociadas ou não, emitidas até 30 de junho de 2025 emitidas em favor de instituições financeiras, cooperativas de produção, fornecedores de insumos ou compradores da produção, desde que registradas ou depositadas em entidade autorizada pelo Banco Central a exercer a atividade de registro ou de depósito centralizado de ativos financeiros ou de valores mobiliários.

De igual forma, se o produtor contraiu novo empréstimo para quitar os anteriores, essa nova dívida também poderá ser quitada com os recursos previstos no projeto.

Fonte: Pensar Piauí

PL da Devastação: MST denuncia ‘crime ambiental articulado’ e pressiona por veto de Lula

Para coordenadora do MST, medida é um dos maiores retrocessos ambientais desde a ditadura militar

A aprovação do Projeto de Lei 2.159/2021, apelidado de “PL da Devastação”, trouxe ainda mais preocupação para os movimentos populares. Para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a medida significa um dos maiores retrocessos ambientais desde a ditadura militar. A proposta, que desmonta o atual sistema de licenciamento ambiental, foi aprovada na Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira (17).

“Isso já mostra um pouco de como os interesses, especialmente do agronegócio, das grandes empresas transnacionais, até brasileiras, que estão interessadas em continuar promovendo seus crimes ambientais e não serem punidas, como elas estão muito bem articuladas nesse espaço que é o Congresso anticorpo”, afirma Renata Menezes, da coordenação nacional do MST, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O movimento cobra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vete integralmente o projeto. “A avaliação do MST é que precisamos construir mecanismos de mobilização e pressão para que essa proposta seja vetada. E isso, com certeza, contando com o poder de veto do presidente Lula, mas fundamentalmente sustentado a partir das mobilizações populares”, pontua Menezes.

A dirigente também ressalta que, caso o veto presidencial não aconteça ou seja apenas parcial, os movimentos populares estão dispostos a judicializar o caso. “Temos que usar todas as ferramentas que já vêm sendo utilizadas. São mais de 350 organizações que já alertaram que este PL tem sérios impactos. Essa proposta é um retrocesso, inclusive, um dos maiores desde a ditadura empresarial militar”, declara.

https://youtube.com/watch?v=alZHmjTi-Es%3Ffeature%3Doembed

Criminalização da luta pela terra

Outro motivo de preocupação para o MST é o avanço do PL 8262/2017, que autoriza o uso da força policial para reintegrações de posse sem decisão judicial. Menezes classifica o projeto como um ataque direto aos povos do campo. “Busca formas de criminalização dos povos que lutam pela terra, não só o MST, mas indígenas, quilombolas. É a forma de criminalizar, mas também de avançar com a violência no campo e, portanto, aumentar os assassinatos de povos camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, povos de comunidades tradicionais do campo, das águas e das florestas”, lamenta.

Para o movimento, os retrocessos fazem parte de uma reação da bancada ruralista após a derrota da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, em 2023. “É essa articulação, tentativa de retomada do campo bolsonarista, em grande medida, da bancada ruralista, para se posicionarem depois de terem sofrido essa derrota, e depois essa crise”, acusa.

Questionada sobre as perspectivas de uma reforma agrária efetiva, Menezes aponta um contexto político adverso. “A reforma agrária, nesse momento, tem um papel estratégico, estrutural, de projeto de país fundamental, mas que, permanentemente, é alvo dessa disputa de interesses de classe.” Segundo ela, a correlação de forças no Congresso, que considera “extremamente favorável aos interesses do agronegócio”, continua bloqueando avanços.

Apesar de reconhecer o papel do governo Lula na reconstrução da democracia, a coordenadora nacional do MST afirma que o movimento manterá sua postura crítica e autônoma. “Gostaríamos que o Estado brasileiro tivesse um papel mais contundente e o presidente Lula assumisse um papel mais protagonista na efetivação da reforma agrária”, diz.

Fonte: Brasil de Fato

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS