17 de julho: há 28 anos o povo derrubava o governador Suruagy

No dia 17 de julho de 1997, os policiais civis e militares, os servidores públicos e os movimentos sociais de Alagoas derrubaram o privatista e corrupto governador Divaldo Suruagy (MDB). Naquela época, os servidores públicos estaduais se encontravam com até 10 meses de salários atrasados e os serviços públicos destroçados.

Suruagy seguia a orientação política do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que visava privatizar tudo. Além do atraso nos salários, Suruagy privatizou empresas públicas, fez operações ilícitas com letras do tesouro estadual e com o Programa de Demissão Voluntária, demitiu mais de 20 mil servidores.

A luta das entidades representativas dos servidores públicos estaduais ganha força quando os policiais civis e militares decidem se unir ao movimento unificado, criando um grande movimento de enfrentamento ao governador Divaldo Suruagy.

No dia 17 de Julho de 1997, ocorre então, um dos fatos mais importantes da história de Alagoas e do Brasil, onde mais de 10 mil manifestantes cercam a Praça Dom Pedro II. Depois de um tiroteio em frente a Assembleia Legislativa, onde policiais rebelados enfrentaram soldados do Exército, Suruagy foi obrigado a deixar o cargo de governador.

Relembrar esse fato histórico e tirar seus ensinamentos é preciso, principapmente nesse tempo onde os golpistas tentam voltar ao poder central, e em Alagoas, o governador Paulo Dantas, representante das elites tradicionais não atende as reivindicações dos trabalhadores da educação e da saúde e acelera um processo de precarização nos serviços públicos e de endividamento do Estado.

Para mais informações sobre esse importante fato, recomendamos a leitura do livro O Levante de 1997: policiais civis e militares na derrubada do governador Divaldo Suruagy, de Luiz Gomes da Rocha, editora Eduneal e o documentário produzido em 1997 pelo Sindpol e o Sindicato dos Radialistas de São Paulo sobre a derrubada de Suruagy, que pode ser assistido pelo link abaixo:

www.youtube.com/watch?v=3vvcfkbnzyE&t=201s

Motta e Alcolumbre enterram anistia e chutam Bolsonaro

Líderes do Congresso se unem a Alckmin contra tarifaço dos EUA e ignoram pedidos de perdão da extrema direita

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmaram nesta quarta-feira (16) que o Congresso está unido em defesa da soberania brasileira contra as tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos, escanteando de vez o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus pedidos por anista. A declaração foi feita após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Em vídeo divulgado à imprensa, Alcolumbre classificou as medidas estadunidenses como uma “agressão” e afirmou que a Casa Legislativa está pronta para apoiar o governo na reação. “O Parlamento brasileiro está unido em torno da defesa dos interesses nacionais. Temos a compreensão, Câmara e Senado, que vamos defender a soberania nacional, os empregos dos brasileiros, os empresários brasileiros”, disse.

O presidente do Senado destacou ainda que a resposta brasileira deve ser liderada pelo Poder Executivo, elogiando o presidente Lula (PT) por ter designado Alckmin para coordenar a reação: “Vejo nesse momento de agressão ao Brasil e aos brasileiros, isso não é correto. E temos que ter firmeza, resiliência, e tratar com serenidade essa reação”.

Lei da Reciprocidade como instrumento

Hugo Motta ressaltou que a Câmara está pronta para apoiar as medidas do governo, citando a recente aprovação da Lei da Reciprocidade Econômica como exemplo de ação conjunta.

“Aqui temos mais um momento de unidade nacional, em proteção à nossa indústria, nossos empregos e relações diplomáticas com os demais países”, afirmou.

O presidente da Câmara foi enfático ao defender a soberania nacional: “Não tenho a menor dúvida de que hoje a nossa população entende que o Brasil não pode ser levado a situações em que decisões externas venham a interferir na nossa soberania. Brasil hoje tem uma importância muito grande no cenário mundial”.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que coordena a resposta do governo às tarifas estadunidenses, reiterou as críticas à decisão de Trump: “Na questão comercial entendemos que há equívocos do governo dos Estados Unidos, porque tem superávit na balança comercial. É inadequado, injusto e vamos trabalhar juntos para reverter”.

A posição da cúpula do Congresso aprofunda o isolamento político do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, que vinham defendendo a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro como condição para reverter as tarifas. Nem Alcolumbre nem Motta mencionaram o tema durante as declarações.

Fonte: DCM

Eduardo Bolsonaro ameaça o Brasil com ‘bomba nuclear’ dos EUA sobre o mercado financeiro

Em mais um gesto de traição, deputado ameaça o país com nova agressão de Trump e diz que impedirá negociações entre Brasil e EUA

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a intensificar a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo brasileiro em defesa de uma anistia a Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Infomoney, em uma postagem feita nesta quarta-feira (16), ele apelou a uma retórica extrema e afirmou que, caso não haja avanço na pauta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode adotar novas medidas de retaliação contra o Brasil — ou, como escreveu, “jogar uma bomba nuclear” no país.

A expressão foi usada em tom metafórico, referindo-se a possíveis sanções adicionais por parte dos Estados Unidos. Atualmente, já está prevista a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com início marcado para 1º de agosto, conforme anunciado pela Casa Branca. A decisão, segundo Washington, é uma resposta aos processos que Bolsonaro enfrenta por tentativa de golpe de Estado.Play Video

“Não. Presidente Donald Trump não jogou uma bomba nuclear no Brasil — ainda”, escreveu Eduardo nas redes sociais, ao divulgar um vídeo do comentarista bolsonarista Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo e aliado da extrema direita nos EUA.

No vídeo, Paulo Figueiredo afirma que ele e Eduardo Bolsonaro estariam empenhados em impedir qualquer tentativa de negociação nos EUA que não envolva uma “anistia ampla, geral e irrestrita” ao ex-presidente. “Com a diferença de que um é filho do ex-presidente e o outro já goza de uma enorme credibilidade aqui dentro”, disse Figueiredo, referindo-se a si mesmo.

Ainda de acordo com a reportagem, ele também afirma que os dois estariam reunidos com representantes do Departamento de Estado dos EUA: “Assumindo que a nossa agenda ocorra como o planejado, nós estamos neste momento dentro do Departamento de Estado em reunião. Com o alto escalão. Que, aliás, nos convidou”, declarou, sem apresentar comprovação ou detalhes.

As declarações de Eduardo Bolsonaro ocorrem no momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca reaproximação com autoridades estadunidenses e líderes empresariais, numa tentativa de suavizar os impactos econômicos da nova taxação imposta por Trump. As articulações são lideradas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Nos bastidores, a iniciativa do filho do ex-mandatário é interpretada como um movimento para sabotar qualquer solução institucional para o impasse comercial. Ao atrelar a crise tarifária à pauta da anistia, Eduardo transforma um problema diplomático em instrumento de pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Planalto.

A estratégia também busca manter coesão entre os apoiadores mais fiéis do bolsonarismo, em meio ao crescente isolamento político do ex-mandatário. Ao se posicionar como ponte com Trump e influenciadores da extrema direita estadunidense, Eduardo tenta projetar protagonismo internacional e pavimentar seu caminho para a disputa presidencial de 2026.

Fonte: Brasil 247

Israel usa gás e mata 15 palestinos por asfixia em distribuição de ajuda em Gaza

Pelo menos 21 pessoas morreram em um centro de distribuição de ajuda humanitária em Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza, nesta quarta-feira, 16 de julho de 2025. Destas, 15 óbitos foram causados por asfixia devido ao gás lacrimogênio disparado contra palestinos que buscavam comida. O Ministério da Saúde do território informou o ocorrido.

“Pela primeira vez, foram registradas mortes por asfixia e pela intensa debandada de cidadãos nos centros de distribuição de ajuda”, declarou o Ministério da Saúde de Gaza. Eles acusaram o exército israelense e os Estados Unidos de cometerem “deliberadamente” “massacres contra o povo faminto de forma sistemática”.

Causas das Mortes e Acusações

A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), que gerencia o centro, havia anunciado que pelo menos 19 vítimas foram pisoteadas e uma foi esfaqueada. Isso ocorreu “na sequência de uma debandada caótica e perigosa, impulsionada por agitadores na multidão”. A fundação acrescentou ter “razões plausíveis para acreditar” que a agitação foi provocada por elementos afiliados ao Hamas.

No final de maio, Israel levantou o bloqueio de dois meses imposto à Faixa de Gaza. Desde 26 de maio, a distribuição de ajuda, antes liderada pelas Nações Unidas, foi confiada à GHF. Esta é uma organização apoiada pelos Estados Unidos e por Israel.

Críticas à Fundação Humanitária de Gaza (GHF)

A ONU e as principais organizações humanitárias se recusam a trabalhar com a GHF. Elas alegam que a fundação serve a objetivos militares israelenses e viola princípios humanitários básicos. As Nações Unidas classificaram o modelo de ajuda da GHF como “inerentemente inseguro” e descrevem os locais de distribuição como “armadilhas mortais” devido aos constantes relatos de violência.

Desde que a GHF começou a operar, há relatos quase diários de palestinos mortos enquanto buscavam ajuda. Testemunhas afirmam que a maioria foi baleada pelas forças israelenses. O gabinete de direitos humanos das Nações Unidas registrou pelo menos 875 mortes nas últimas seis semanas perto de locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza, a maioria próxima aos pontos da GHF.

Até hoje, a GHF negava qualquer incidente mortal perto de seus locais de distribuição. A fundação acusava a ONU de usar números “falsos e enganosos” do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas.

Os centros de distribuição se tornaram uma das poucas vias para a população de Gaza conseguir alimentos. Contudo, muitos saem de mãos vazias, pois a comida disponível é insuficiente. A GHF afirma ter distribuído mais de 1,2 milhões de embalagens com alimentos desde 27 de maio. Cada caixa, segundo a organização, alimenta 5,5 pessoas por três dias e meio. Isso significaria que, em mais de um mês e meio, a organização teria abastecido cerca de 218.500 pessoas de uma população de 2,1 milhões.

Fonte: MSN

Empresários americanos pressionam Trump por fim de tarifa contra Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um aliado de peso na luta contra as taxas anunciadas pelos EUA contra o Brasil. A maior entidade de empresários do mundo — a Câmara de Comércio dos Estados Unidos — se une à AmCham Brasil (Câmara Americana de Comércio no Brasil) para pedir o fim das tarifas de 50% e podem ser aplicadas a partir de 1º de agosto.

“A Câmara dos Estados Unidos e a AmCham Brasil conclamam os governos dos Estados Unidos e do Brasil a se engajarem em negociações de alto nível para evitar a implementação de tarifas prejudiciais”, afirma uma nota conjunta, emitida nesta terça-feira em Washington.

A Câmara de Comércio dos EUA tem hoje quase 3 milhões de associados e é um dos principais grupos de lobby do setor privado no país.

O gesto demonstra o mal-estar causado pela atitude de Trump contra o Brasil e a preocupação de setores que poderão ser prejudicados. A carta ainda é publicada no dia em que se revela que a taxa de inflação volta a subir nos EUA.

“A imposição de tais medidas em resposta a tensões políticas mais amplas corre o risco de infligir danos reais a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos e estabelece um precedente preocupante”, afirmam os empresários americanos.

Segundo eles, mais de 6.500 pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas americanas investem no país.

“O Brasil é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços dos EUA todos os anos”, afirmam.

“Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias do hemisfério beneficia os consumidores e sustenta empregos e a prosperidade mútua. A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma solução que evite a escalada e garanta um comércio contínuo e mutuamente benéfico”, indicam.

A Câmara de Comércio dos EUA é a maior organização empresarial do mundo, representando empresas de todos os tamanhos em todos os setores da economia.

Com mais de cem anos, seus membros vão desde as pequenas empresas e câmaras de comércio locais que se alinham nas Main Streets dos Estados Unidos até as principais associações industriais e grandes corporações.

Fonte: Uol

Aprovação de Lula cresce e chega a 49,7% após tarifaço de Trump, diz AtlasIntel

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a crescer e alcançou 49,7%, segundo nova pesquisa Atlas-Bloomberg divulgada nesta terça-feira (15). A desaprovação caiu para 50,3%, o que representa um empate técnico entre os dois índices e indica a continuidade da tendência de recuperação da imagem presidencial iniciada nos últimos meses. A sondagem mostra o maior nível de aprovação desde outubro de 2024, antes do período de queda.

A avaliação geral do governo Lula também apresentou melhora. O índice de ótimo ou bom subiu para 43,4% (+1,8 pontos percentuais), enquanto a avaliação negativa (ruim ou péssimo) recuou para 49,4% (-1,8 p.p.). A parcela que considera o governo regular ficou em 7,2%. Pela primeira vez desde abril, as avaliações negativas deixaram de ser amplamente majoritárias.

De acordo com o levantamento, parte dessa melhora está relacionada à percepção da população sobre a resposta do governo brasileiro às tarifas comerciais anunciadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos do Brasil. Para 45% dos entrevistados, a reação do governo foi adequada. Já 27,5% consideram que houve excesso, enquanto 25% avaliam que a resposta foi fraca.

Outro dado relevante da pesquisa diz respeito à confiança na capacidade de negociação do governo. Para 48% dos entrevistados, a administração Lula será capaz de firmar um acordo com os Estados Unidos que reduza as tarifas impostas por Trump. Esse otimismo contribui para a percepção de que o Planalto tem conduzido com competência a crise comercial.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão

Penas máximas para crimes atribuídos a Bolsonaro podem levar a uma condenação de 43 anos de prisão; entenda

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Caso Bolsonaro seja condenado, as penas podem chegar a 43 anos de reclusão, segundo a legislação.

Se o ex-presidente for condenado, a Primeira Turma vai definir qual será o tamanho da pena do ex-presidente, levando em consideração fatores como idade, antecedentes, entre outros.

Anteriormente, em junho, durante interrogatório no STF, Bolsonaro negou que tenha feito parte da organização da trama golpista. Ele afirmou ainda que “a questão da desconfiança, suspeição ou crítica às urnas [eletrônicas] não é algo privativo” dele.

A PGR pediu a condenação pelos seguintes crimes:

  • Organização criminosa armada: pratica o crime quem lidera organização de quatro ou mais pessoas, estruturalmente ordenada, com uso de armas, caracterizada pela divisão de tarefas, e que tem o objetivo de cometer crimes;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: acontece quando alguém tenta “com emprego de violência ou grave ameaça”, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais;
  • Golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça: ocorre quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado: o crime fica caracterizado quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.

Se condenado, as penas são:

  • Organização criminosa armada: 3 anos (mínima) a 8 anos (máxima) – pode chegar a 17 anos, com os agravantes;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado de Direito: 4 anos (mínimo) a 8 anos (máximo);
  • Golpe de Estado: 4 anos (mínima) a 12 anos (máxima);
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima: seis meses (mínima) a 3 anos (máxima);
  • Deterioração de patrimônio tombado: um ano (mínima) a 3 anos (máxima).
  • Embora a pena máxima possa passar de 40 anos, se Bolsonaro for condenado, ele não ficará todo esse tempo na prisão.
  • O período total de reclusão depende de variáveis, como comportamento, primariedade e trabalho ou estudo no estabelecimento penal.

Fonte: G1

PGR pede condenação de Bolsonaro e mais 7 réus por golpe de Estado

Expectativa é de julgamento no STF ser realizado em setembro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.

No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão. 

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus: 

  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações. 

Bolsonaro

Na manifestação, o procurador-geral descreveu o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.

Segundo ele, Bolsonaro figura como líder da organização criminosa e foi o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para tentar implantar um golpe de Estado no país em 2022.

Nas palavras de Gonet, o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em “esquema persistente” de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório após o resultado das eleições presidenciais.

“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, disse o procurador.

Próximos passos

Com a apresentação da manifestação da PGR, começa a contar o prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid, delator na investigação, apresente suas alegações finais ao STF.

Em seguida, será a vez das defesas dos réus apresentarem suas alegações no mesmo prazo.

Após receber todas as manifestações, a data do julgamento será marcada pela Primeira Turma da Corte.

Nos bastidores do STF, a expectativa é de que o julgamento seja realizado em setembro deste ano.

Fonte: Agência Brasil

Deputados ingleses exigem imediato reconhecimento do Estado da Palestina

Na carta, os 60 parlamentares exigem a ruptura das relações comerciais com o regime de Israel

Mais de 60 deputados trabalhistas do Parlamento Britânico instaram o governo a reconhecer imediatamente o Estado da Palestina e a tomar medidas para impedir que Israel force o deslocamento dos palestinos da Faixa de Gaza.

Em carta ao Secretário de Relações Exteriores David Lammy, cujo conteúdo foi publicado pelo jornal The Guardian, os parlamentares pedem que o governo de Keir Starmer tome medidas imediatas contra o plano anunciado na semana passada pelo ministro de ‘Defesa’ israelense, Israel Katz, instruindo o exército a preparar um o estabelecimento de um campo de concentração nas ruínas de Rafah, cidade localizada no extremo sul da Faixa de Gaza, onde pretende confinar toda a população palestina.

“É com grande urgência e preocupação que nos dirigimos a você sobre o anúncio do ministro da Defesa israelense na segunda-feira passada sobre os planos de transferir à força todos os civis palestinos em Gaza para um campo na cidade em ruínas de Rafah, sem permitir que eles saiam”, diz a carta.

 “Os planos foram descritos por um renomado advogado israelense de direitos humanos, Michael Sfard, como ‘um plano operacional para crimes contra a humanidade. Trata-se de transferir a população para o extremo sul de Gaza em preparação para a deportação para fora da Faixa de Gaza’.  Embora seja uma descrição precisa, acreditamos que haja uma mais clara. A limpeza étnica de Gaza”, acrescentaram.

EXIGEM RECONHECIMENTO IMEDIATO DO ESTADO DA PALESTINA

A carta pede que o governo tome cinco medidas. O governo já está, em parte, implementando algumas delas, como o financiamento da agência da ONU para refugiados palestinos, a UNRWA.

Outras, no entanto, não têm aceitação pelas autoridades britânicas, incluindo a imposição de um bloqueio comercial aos assentamentos israelenses na Cisjordânia e o reconhecimento imediato do Estado palestino.

“Ao não reconhecer [a Palestina] como um Estado, minamos nossa própria política de Solução de Dois Estados e criamos a expectativa de que o status quo possa continuar e ver a efetiva eliminação dos palestinos e anexação do seu território”, alertaram os parlamentares.

O regime de Netanyahu estima, inicialmente, que 600 mil palestinos que estão lutando para sobreviver na área costeira de Mawasi, perto de Rafah, onde têm chegado nos últimos meses após serem transferidos à força de outras partes da região, serão deslocados para o que Katz chamou de “cidade humanitária”.

As informações da imprensa de Israel indicam que a construção da “cidade” começaria durante os 60 dias do cessar-fogo atualmente em negociação, mas sempre sabotado pela gangue no poder de Israel.

Katz descreveu seu macabro plano, segundo o qual, os palestinos seriam submetidos a uma triagem para garantir que não sejam membros de nenhum setor da resistência à invasão e que, uma vez dentro da “cidade” não teriam permissão para sair de lá, ou seja, ficariam presos. O plano de Katz prevê a transferência de iniciais 600 mil mas pretende chegar ao confinamento de todos os mais de 2 milhões de habitantes da Faixa.

Esta é a segunda vez nas últimas semanas que parlamentares trabalhistas escrevem a ministros pedindo que reconheçam a Palestina, mas é a primeira vez que se mostram dispostos a tornar seus nomes públicos.

O documento foi organizado pela corrente do Partido Trabalhista ‘Amigos da Palestina e do Oriente Médio’ e assinado por 59 parlamentares, incluindo os dois presidentes do grupo, Sarah Owen e Andrew Pakes. Outros signatários incluem Liam Byrne, que preside o comitê de negócios, e Tanmanjeet Singh Dhesi, bem como os deputados Stella Creasy, Clive Lewis, Diane Abbott e Dawn Butler.

Com o apoio dos EUA e da Europa, o exército genocida israelense continua a cometer crimes na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, resultando até esta segunda-feira (14) na morte de 58.386 civis palestinos, a maioria crianças e mulheres, e ferimentos em outros 139.077. Esta é uma avaliação preliminar, com milhares de vítimas ainda soterradas sob os escombros e nas ruas, sem possibilidade de serem alcançadas por ambulâncias e equipes de resgate.

Fonte: Hora do Povo

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