Prefeito de Rio Largo acusa Gilberto Gonçalves de ameaças e pede proteção policial

A guerra familiar e administrativa foi declarada publicamente. O desfecho da conflagração é incerto, mas um fato é evidente: Gilberto Gonçalves recebeu a mensagem de que não dominará o sobrinho

O prefeito de Rio Largo (AL), Carlos Gonçalves (PP), comunicou ao governador Paulo Dantas (MDB) que está sendo ameaçado por seu tio, o ex-prefeito Gilberto Gonçalves (PP). Após deixar o cargo de prefeito, Gilberto foi nomeado secretário de Governo na gestão do sobrinho. Agindo como  dono do poder, tentou interferir na Câmara Municipal para indicar os presidentes das comissões permanentes, o que gerou resistência unânime dos 13 vereadores.

O fato que chama a atenção é que o prefeito Carlos Gonçalves, sentido-se ameaçado, pediu proteção policial ao governador Paulo Dantas (MDB).

A crise política escalou, e os vereadores solicitaram o afastamento de GG do cargo de secretário de Governo, evidenciando um agravamento nas relações políticas locais. As tensões parecem estar centradas nas divergências políticas e administrativas entre tio e sobrinho, além do embate com os vereadores.

Diante da pressão política, o prefeito Carlos Gonçalves apoiou a decisão dos vereadores, forçando GG a recuar de suas tentativas de ingerência na Câmara. Como resultado, GG foi obrigado a se desculpar publicamente pela interferência.

A guerra familiar e administrativa foi declarada publicamente. O desfecho da conflagração é incerto, mas um fato é evidente: Gilberto Gonçalves recebeu a mensagem de que não dominará o sobrinho. O recado foi dado por Carlos Gonçalves a GG em menos de uma semana no cargo.

Histórico

Gilberto Gonçalves, ex-prefeito de Rio Largo, Alagoas, possui um histórico de envolvimento em diversos processos judiciais ao longo de sua carreira política. Esteve envolvido com:

Operação Taturana (2007): Foi preso sob acusação de participação em um esquema que desviou aproximadamente R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas. As acusações incluíam formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Ameaça de morte (2010): Enfrentou acusações de ameaçar de morte um ex-funcionário que havia movido uma ação trabalhista contra ele.

Crime eleitoral (2014): Foi detido sob suspeita de facilitar a fuga de um motorista envolvido em propaganda política irregular.

Operação Beco da Pecúnia (2022): Foi preso preventivamente e afastado do cargo de prefeito, acusado de desviar recursos públicos federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa, relacionados a verbas do Fundeb e do SUS.

Além dessas acusações, Gilberto Gonçalves é réu em uma ação que o acusa de ocultar bens e lavar dinheiro por meio de empresas vinculadas a ele.

Fonte: 082 Notícias

Rei da Jordânia se opõe a plano de limpeza étnica de Trump contra palestinos de Gaza

O plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de reassentar palestinos de Gaza na Jordânia é uma receita para o radicalismo que espalhará o caos pelo Oriente Médio, colocará em risco a paz do Reino com Israel e até mesmo ameaçará a própria sobrevivência do país.

Essas são as advertências severas que o rei Abdullah, da Jordânia, planeja fazer a Trump quando se encontrar com o presidente dos EUA em Washington, em 11 de fevereiro, como parte de uma ofensiva diplomática contra qualquer realocação, de acordo com três altos funcionários jordanianos, todos os quais não quiseram ser identificados.

“Isso é existencial. Há uma oposição pública muito forte, e não é algo que a Jordânia possa entreter. Não é uma questão econômica ou de segurança para a Jordânia, é uma questão de identidade”, disse Marwan Muasher, um ex-ministro das Relações Exteriores da Jordânia que ajudou a negociar o tratado de paz da Jordânia com Israel em 1994.

Uma das principais autoridades disse que houve uma enxurrada de telefonemas do Rei Abdullah para angariar apoio dos pesos pesados ​​regionais Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

“Este é o maior teste nas relações com nosso aliado estratégico”, disse a autoridade jordaniana.

“O presidente espera ter uma discussão sólida com Sua Majestade, o Rei Abdullah, sobre maneiras de colaborar para tornar o Oriente Médio mais pacífico”, disse Brian Hughes, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Questionado sobre o assunto, um alto funcionário do governo jordaniano disse que a posição do Reino foi claramente delineada em declarações recentes do Rei se opondo ao deslocamento em massa.

Fonte: Brasil 247

MST inicia vigília permanente em defesa de acampamento ameaçado em AL

Trabalhadores e trabalhadoras rurais de todo o estado realizam mutirão em solidariedade ao Acampamento Feliz Deserto, ameaçado por pistoleiros em Joaquim Gomes (AL)

Em resposta às ameaças que têm circulado o acampamento de 20 anos de resistência na Zona da Mata de Alagoas, trabalhadores e trabalhadoras rurais iniciaram o Mutirão de Resistência e Produção Agroecológica no Acampamento Feliz Deserto. Com um conjunto de atividades coletivas no Acampamento, a iniciativa deve mobilizar centenas de pessoas nas próximas semanas em defesa do território ameaçado.

“Queremos reafirmar para a sociedade que aqui é um espaço de luta, mas também um espaço de organização e produção de alimentos saudáveis”, reafirmou a direção do MST. “Precisamos ampliar a denúncia do que está ocorrendo nesse Acampamento, chamando atenção do Poder Público e da sociedade”.

Como parte da programação já realizada no Mutirão, os Sem Terra organizaram plantio coletivo de macaxeira, produção de farinha e, mais recentemente, a construção da Casa de Sementes que servirá de espaço de conservação das sementes crioulas na região.

Ainda estão previstas uma série de iniciativas nas próximas semanas, recebendo apoiadores e amigos do MST, bem como representações de movimentos, partidos e organizações populares na defesa do acampamento Feliz Deserto e das famílias que vivem na área há décadas.

“Nossa bandeira aqui é a da produção de alimentos saudáveis e da dignidade das famílias, não iremos abrir mão desse lugar e queremos que o conjunto da sociedade saiba o que verdadeiramente está ocorrendo aqui”, sinalizou o Movimento.

A área hoje ameaçada foi ocupada pelo MST em 2004 e fazia parte do conjunto de terras que pertenciam a Agro Industrial Serra Ltda (AGRISA), que abriu falência nos anos 2000. As ameaças partem de um suposto comprador da fazenda que tem nas últimas semanas coagido as famílias a saírem do Acampamento, sinalizando até que resolveria a situação “na bala”. 

As ameaças com pistoleiros e carros circulando o acampamento têm deixado as famílias em alerta nos últimos dias, que já reivindicaram junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) uma ação de georreferenciamento e levantamento da cadeia dominial para elucidar a situação que põe em conflito as famílias acampadas, pois o suposto comprador argumenta que os camponeses chegaram recentemente na fazenda, desconsiderando a ocupação de 20 anos e que já existe uma ação de reintegração e posse em trâmite na Justiça Federal.

Fonte: MST

Vereador bolsonarista invade sala de unidade de saúde e paciente morre em MG

Segundo prefeitura, o vereador realizou “agressões verbais contra servidores públicos” e agrediu “fisicamente uma servidora pública no exercício de sua função”

A Prefeitura de Felício dos Santos, em Minas Gerais, acusa o vereador Wladimir Canuto (Avante) de invadir a sala vermelha de uma Unidade Básica de Saúde da cidade na segunda-feira (3) e interromper o atendimento de um paciente em estado grave, que morreu durante a ação. Em nota divulgada nas redes sociais, o prefeito Weniton William França (PRD) diz que o parlamentar atuou de forma “vil” e “ardilosa” e que tomará as medidas administrativas e judiciais cabíveis.

O documento oficial afirma que Canuto realizou “agressões verbais contra servidores públicos” e que agrediu “fisicamente uma servidora pública no exercício de sua função”.

Após a repercussão do caso, o vereador Wladimir Canuto rebateu, também via redes sociais, o posicionamento da prefeitura e afirmou que não houve agressões físicas e que fez o seu papel de fiscalizar os serviços públicos da cidade.

“Ontem, por volta das 16h30, eu fui chamado na unidade de saúde por um cidadão para assistir a uma cena que estava acontecendo lá. Quando eu cheguei lá, eu me deparei com pessoas que estavam desde 14h aguardando atendimento, e nada de atendimento. Eu sou fiscal do município. O salário que todos os funcionários da prefeitura recebem, eu fiscalizo. Eu tenho que ver se eles estão trabalhando de acordo e são merecedores do salário que recebem”, diz o vereador.

A prefeitura classificou a ação do parlamentar como uma “invasão abrupta e injustificada” e que a atitude transcende o exercício da vereança.

“A invasão abrupta e injustificada a ‘Sala Vermelha’ em momento delicado de atendimento a paciente sob o risco de morte, transcende o exercício da vereança e se revela vil e ardiloso, não fazendo jus ao mínimo de humanidade e empatia que se espera de um ser humano, nem se revela como ação fiscalizadora de vereador em exercício de sua função”, diz em nota.

O vereador conclui o vídeo negando que entrou na sala onde era feito o atendimento ao paciente e que apenas questionou se havia um médico no local após receber reclamações de pessoas que esperavam para serem atendidas.

“Eu simplesmente abri a porta, eu não entrei. Aí eu vi que tinha muita gente lá dentro. Eu só perguntei: ‘tem médico aqui nessa sala?’ A médica falou assim: ‘eu sou a médica’, eu falei ‘obrigado’, fechei a porta e saí”, afirmou.

Fonte: InfoMoney

Pai de santo que prometia ‘cerimônias secretas’ abusou de seis adolescentes no interior de AL

A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigava um homem de 24 anos, que se apresentava como “pai de santo” e prometia “cerimônias secretas”, sendo acusado de crimes sexuais contra seis adolescentes.

As investigações, conduzidas pelo do 38º Distrito Policial (38ºDP) de São José da Tapera, coordenado pelo delegado Diego Nunes, apontaram que o acusado, realizava cerimônias religiosas que eram utilizadas para manipular suas vítimas.

De acordo com informações, o homem se aproveitava de sua posição como líder religioso para enganar os adolescentes, convencendo-os de que, ao participarem de cerimônias secretas, seriam promovidos a uma “categoria superior” dentro da religião. Essa falsa promessa criava uma sensação de privilégio nas vítimas, o que as tornava vulneráveis aos abusos.

Durante o andamento das investigações, foi possível identificar seis adolescentes, sendo dois do sexo masculino e quatro do sexo feminino, com idades entre 12 e 17 anos, que foram vítimas do suposto “pai de santo”.

O crime teria ocorrido de forma reiterada entre os anos de 2023 e 2024, na residência do autor, onde as supostas cerimônias religiosas secretas aconteciam.

O acusado permanece preso desde o dia 18 de dezembro de 2024, em cumprimento a mandado de prisão temporária expedido pelo Poder Judiciário de São José da Tapera.

Fonte: Cada Minuto

Marajás: promotores de SP podem receber até R$ 1 milhão em penduricalhos após decisão do MP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) autorizou o pagamento de um benefício extra, conhecido como “penduricalho”, para cerca de 1.900 promotores e procuradores do estado. O valor, que pode ultrapassar R$ 1 milhão por membro, será pago retroativamente, cobrindo o período de janeiro de 2015 a agosto de 2023. A medida segue uma recomendação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e deve impactar significativamente os cofres públicos, com estimativas de custo total superior a R$ 1 bilhão.

O benefício, chamado de “compensação por assunção de acervo”, é destinado a promotores e procuradores que trabalharam com uma carga de processos acima da cota regular.

A resolução do MP-SP, publicada em maio de 2023, estabelece que o pagamento equivale a dez dias de salário por mês trabalhado no período mencionado, representando um terço do salário mensal. No entanto, os critérios que definem o que é considerado carga extra não são claros, o que permitiu que dois terços dos membros da instituição fossem elegíveis para receber o valor.

O pagamento foi confirmado na última segunda-feira (3) em um ofício interno distribuído pelo procurador-Geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, indicado ao cargo pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O documento informa que os cálculos para o período de 2015 a 2023 já foram concluídos, mas há um segundo período, de setembro de 2023 a novembro de 2024, que ainda está em análise. Os valores referentes a esse segundo intervalo também serão pagos posteriormente.

A decisão do MP-SP segue uma recomendação do CNMP, que, por sua vez, foi influenciada por uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2020, que concedeu benefício semelhante a magistrados. De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), esses pagamentos têm caráter indenizatório e, portanto, não são considerados parte do salário, podendo ultrapassar o teto salarial do funcionalismo público.

Atualmente, promotores e procuradores paulistas já recebem remunerações acima do teto, com média de R$ 58,5 mil mensais em 2022, enquanto o limite é de R$ 37,7 mil para promotores e R$ 39,7 mil para procuradores.

O MP-SP afirmou, em nota, que não há previsão de desembolso imediato e que os pagamentos serão feitos de forma parcelada, conforme a disponibilidade orçamentária. A instituição tem um orçamento de R$ 3,7 bilhões para 2024, além de um fundo especial com saldo de cerca de R$ 300 milhões.

Fonte: DCM

União Europeia dá resposta tímida às ameaças de Trump de tomar Gaza

Declaração cautelosa do bloco contrasta com críticas de seus membros; é atribuída ao temor de melindrar o aliado com quem quer evitar guerra comercial

A União Europeia deu na quarta-feira (05/02) a resposta mais branda de todas às declarações do presidente norte-americano Donald Trump de que pretendia “tomar o controle” de Gaza e desalojar toda a sua população para transformá-la numa “Riviera”. E levou horas para se manifestar.

Pendentes de conseguir uma boa negociação para evitar uma guerra comercial com os Estados Unidos, o bloco evitou criticar Trump, adjetivar suas declarações ou estender-se nos direitos dos palestinos. Limitou-se a dizer: “Tomamos nota dos comentários do presidente Trump”. Felizmente, o porta-voz do bloco acrescentou:

“A União Europeia continua comprometida firmemente com a solução dos dois Estados. Acreditamos ue essa é a única via para uma paz a longo prazo para ambos, israelenses e palestinos. Gaza é parte integral para o futuro Estado palestino.”

O jornal El Pais revela que a ideia de retirar os palestinos de Gaza vem sendo planejada há algum tempo. Segundo o jornal, desde o final de 2023, o governo israelense de Benjamin Netanyahu está arquitetando transferir dezenas de milhares de palestinos de lá para a península do Sinai, no Egito.

Plano de realocar palestinos é antigo

Mencionando fontes da UE, o jornal diz que Netanyahu chegou a sondar altas instâncias do bloco a respeito, com a ideia de que a UE, responsável pelas maiores doações a Gaza, contribuísse ajudando os refugiados e pressionando o Egito a aceitar o plano. Tanto UE como Egito rejeitaram a ideia, agora retomada por Trump.

De qualquer forma, a declaração morna do bloco europeu às declarações de Trump, contrasta com as duras críticas que as declarações de Trump receberam em todo o mundo, das Nações Unidas, e mesmo de vários integrantes da UE, incluindo França, Alemanha, Espanha e Finlândia.

A França destacou que o deslocamento forçado dos palestinos “constituiria uma grave violação do direito internacional, um ataque às aspirações legítimas dos palestinos e também um obstáculo importante para a solução de dois Estados”. E acrescentou: “O futuro de Gaza não deve residir na perspectiva de ser controlada por um terceiro Estado, mas sim no marco de um futuro Estado palestino, sob a égide da Autoridade Palestina”.

O chanceler alemão Olaf Scholz também foi categórico. “Qualquer plano de realocação, de que os cidadãos de Gaza sejam expulsos para o Egito ou Jordânia é inaceitável”, disse, reafirmando a necessidade da criação de um Estado palestino. A ministra de Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock advertiu que o plano de Trump viola o direito internacional. “Gaza, assim com a Cisjordânia e Jerusalém Leste pertencem aos palestinos”, lembrou.

‘Gaza é dos palestinos e eles devem permanecer lá’

Na mesma linha foram as declarações do Ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares: “Gaza é a terra dos palestinos e eles devem permanecer em Gaza”. Ele frisou ainda que a franja “é parte do futuro Estado palestino que a Espanha apoia e que deve coexistir garantindo a prosperidade e segurança do Estado de Israel”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores reforçou a posição dizendo que “a população palestina não deve ser expulsa de Gaza e Gaza não deve ser permanentemente ocupada ou recolonizada por Israel”.

O ministro das Relações Exteriores da Irlanda foi mais contundente, dizendo que “esta é uma guerra contra os palestinos e não apenas contra o Hamas”. Ele lembrou que o nível de baixas na população civil é extraordinariamente alto em comparação com outros conflitos. “É uma guerra contra a população.

O conflito entre Israel e Gaza depois dos atentados de outubro de 2023 foi um dos temas que mais dividiram a União Europeia. Enquanto alguns de seus membros como os mencionados -sobretudo Espanha e Irlanda – foram duros com Israel e seu desrespeito aos direitos humanos da população civil, países como Áustria, Hungria ou República Checa se opuseram a que se criticasse os ataques israelenses. O bloco levou meses defendendo “pausas humanitárias” na guerra antes de se pronunciar a favor de um cessar-fogo duradouro.

Fonte: Ópera Mundi

Mães denunciam a exclusão de 8 mil crianças na rede municipal de Maceió

O período de matrículas na rede municipal de educação de Maceió teve início de maneira conturbada em 2025. Esse ano das 15 mil solicitações de matrícula realizadas online, a SEMED atendeu apenas 7 mil até agora. Mais de 50% solicitações seguem em espera indefinida porque não há vaga. Esse desencontro entre demanda e oferta inclui Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Muitas famílias que são beneficiárias do Programa Bolsa Família se encontram ainda mais temerosas pois caso não consigam matricular os filhos na escola, não conseguirão cumprir a condicionalidade da Educação, consequentemente podem ter o benefício bloqueado.
Embora o Prefeito João Henrique Caldas (PL) tenha feito a adesão à Estratégia da Busca Ativa Escolar do Unicef, que visa garantir a inclusão e permanência das crianças e adolescentes na escola, o município inicia o ano de 2025 com uma exclusão de 8 mil crianças e adolescentes, cujo os pais solicitaram matrícula, mas estão com seus filhos fora da escola, pois a oferta do município só irá atender 7 mil vagas.
Na última terça, 4, mães realizaram protesto na Avenida General Hermes cobrando soluções para este grave problema. Na próxima quinta, 6, esse assunto será colocado em pauta na reunião do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FETIPAT/AL). O Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente também pretende pautar a discussão.

Fonte: Comissão de Mães e responsáveis

Denúncia contra Bolsonaro está prestes a ser apresentada pela PGR

Denúncia contra Bolsonaro está prestes a ser apresentada pela PGR

Está chegando a hora. Com o início do ano judiciário e fim dos recessos, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve apresentar a denúncia contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado nos próximos dias

A expectativa, tanto no meio jurídico quanto político, é que a denúncia seja apresentada ainda em fevereiro. A interlocutores, Gonet teria dito que o caso “exige atenção” e não pode ser analisado de forma apressada. De qualquer modo, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), já espera que a denúncia apareça este mês em sua mesa. 

A PGR tem em mãos o relatório da Polícia Federal (PF) apresentado em novembro de 2024 que indiciou Jair Bolsonaro e outras 39 pessoas pela trama golpista entre o fim de 2022 e início de 2023, que tinha por objetivo impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manter o ex-mandatário de extrema direita no poder. Entre os indiciados, estão militares e ministros do governo Bolsonaro, entre eles o general Walter Braga Netto, que está preso, e o general Augusto Heleno

A partir da análise deste relatório, o procurador-geral da República fará ajustes e suas conclusões sobre o caso constarão na denúncia, que será enviada a Alexandre de Moraes. Caberá ao ministro, então, aceitar ou não a denúncia e, em caso de aceitação, Jair Bolsonaro se torna oficialmente réu e dá-se início a uma ação penal no STF, que desaguará em um julgamento que definirá se o ex-presidente é culpado ou não pela tentativa de golpe. Se condenado, Bolsonaro pode pegar até 28 anos de prisão. https://d-24894404684260804927.ampproject.net/2501142147000/frame.html

No relatório em que indiciou o ex-presidente, a PF afirma que Bolsonaro “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva” no plano de golpe para se manter no poder. Os investigadores afirmam, ainda, que “atos executórios” realizados por um grupo “liderado” por Bolsonaro tinham o objetivo de abolir o Estado democrático de direito (…) fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à vontade de Bolsonaro”. 

Conforme apontou reportagem da Fórum, é possível ainda que a PF apresente um relatório complementar a ser anexado àquele de novembro de 2024 que indiciou 40 pessoas. O fato, entretanto, não atrasaria a denúncia da PGR, que também pode complementar a denúncia em outro momento. 

Além da tentativa de golpe de Estado, a PGR analisa também os casos do roubo e venda de joias e artigos de luxo do acervo da União e falsificação de cartões de vacinação, que segundo a PF são fatos que se interligam com a trama golpista. Há a possibilidade, portanto, de o procurador-geral da República apresentar mais de uma denúncia contra Jair Bolsonaro – ou agregar os três casos em uma só peça jurídica. 

Bolsonaro deve ser condenado a, no mínimo, 20 anos de prisão 

O ministro Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que relata inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, deve impor uma pena de, no mínimo, 20 anos de prisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A avaliação de que Bolsonaro e outros envolvidos na trama golpista devem pegar ao menos 20 anos de cadeia é dos próprios advogados dos investigados. À jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, os defensores afirmaram acreditar que Moraes imponha a “pena padrão” que vem sendo aplicada aos condenados pela tentativa de golpe, cujo ápice se deu em 8 de janeiro de 2023. 

“Pelos crimes imputados aos principais investigados e pelos julgamentos já realizados pelo STF, esta é a nossa régua. Não menos que 20 anos”, disse um dos advogados. 

“Se o povo que estava lá invadindo os prédios públicos no 8 de Janeiro pegou pena elevada, imagina quem teve protagonismo na trama golpista. É provável que quem for condenado agora pegue uma pena ainda mais elevada”, afirmou outro. 

Jair Bolsonaro é acusado, além de integrar organização criminosa, de ter cometido abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa golpe de Estado – crimes que somam 28 anos de prisão. 

Primeira Turma 

Cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem decidir o futuro de Jair Bolsonaro e serem os responsáveis por uma eventual condenação que pode levar o ex-presidente à cadeia. 

Isso porque o julgamento dos acusados de participarem da trama golpista, caso a Procuradoria-Geral da República (PGR), de fato, apresente denúncia, será realizado pela Primeira Turma do Supremo. 

A Primeira Turma é formada por 5 dos 11 ministros do tribunal. São eles: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil. 

Com a exceção de Luiz Fux, todos os magistrados do colegiado já expressaram, em outros momentos, posicionamentos que indicam votos pela condenação de Bolsonaro. O ex-presidente, caso seja denunciado pela PGR, se tornará réu e será julgado pelos 5 ministros por organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa golpe de Estado, podendo pegar até 28 anos de prisão. 

Há a possibilidade, contudo, de que o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, não se limite ao inquérito da tentativa de golpe de Estado e apresente uma denúncia ainda maior, abarcando os inquéritos do furto e venda de joias do acervo da União e da fraude em cartões de vacinação. Neste caso, a pena imposta ao ex-presidente poderia ser ainda maior. 

O fato de Bolsonaro ser julgado pela Primeira Turma representa um revés ao ex-presidente, que desejava que seu caso fosse analisado pelo plenário da Corte. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, entretanto, já deixou claro a competência para julgar os indiciados por tentativa de golpe é do colegiado, e que o caso só irá para o plenário se o relator, ministro Alexandre de Moraes, assim o quiser. 

“O juízo natural dessas matérias é a Primeira Turma. O excepcional seria ir para o plenário. Se o relator [Alexandre de Moraes] e a Primeira Turma entenderem que é o plenário, vai para o plenário. A competência é deles, e não é uma matéria esteja na alçada da presidência”, disse Barroso em novembro de 2024. 

Fonte: Revista Fórum

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