Brasil vai aderir à ação que acusa Israel em Haia de genocídio palestino

O Brasil vai se juntar oficialmente ao processo movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU, que acusa o Estado judeu de cometer genocídio contra civis palestinos na Faixa de Gaza. O governo brasileiro entrará como terceira parte na ação, conforme informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A confirmação foi feita pelo chanceler Mauro Vieira durante entrevista à emissora Al Jazeera, no fim de semana da cúpula do Brics, no Rio de Janeiro. Questionado sobre a demora na adesão ao processo, Mauro Vieira afirmou: “Nós vamos. Estamos trabalhando nisso, e você terá essa boa notícia em muito pouco tempo”.

Segundo um diplomata, o Itamaraty entende que Israel “deixa claro que vai continuar desprezando a diplomacia, fazendo o que bem entende contra os civis palestinos”, não só em Gaza, mas também na Cisjordânia, “que nunca teve nada a ver com o Hamas”. Por isso, o governo brasileiro acredita que “chegou a hora” de agir em novas frentes.

A decisão tende a provocar reações do governo israelense e pode intensificar os ataques políticos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o governo Lula (PT).

Ainda na entrevista, o chanceler explicou que o Brasil vinha tentando mediar a paz: “Nós fizemos enormes esforços para chamar por negociações. Os últimos desenvolvimentos da guerra nos fizeram tomar a decisão de nos juntarmos à África do Sul na Corte Internacional”.

A ação sul-africana tramita desde 2022, mas ganhou novo fôlego após uma petição recente que acusa Israel de intensificar a violência e elevar o conflito a “uma nova e horrenda fase”. Israel nega que esteja violando leis internacionais.

O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, também se manifestou. No início de julho, declarou que o governo Lula deve manter as relações diplomáticas com Israel em nível mínimo, rejeitar a indicação de um novo embaixador e até rever o acordo de livre comércio com o país, por conta das milhares de vítimas palestinas.

Fonte: DCM

Lula cresce nas pesquisas até entre bolsonaristas

Levantamentos internos do PL mostram avanço do presidente após embate com Trump e adoção do discurso “ricos contra pobres”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem registrado crescimento em sua popularidade não apenas nas pesquisas de opinião contratadas pelo Palácio do Planalto, mas também em levantamentos internos do Partido Liberal (PL), legenda comandada por Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Bela Megale, no jornal O Globo.

De acordo com o conteúdo publicado nesta segunda-feira (14), o presidente Lula obteve um crescimento de aproximadamente dois pontos percentuais no último mês nas pesquisas eleitorais estaduais que chegaram ao comando do PL. O avanço ocorre após a adoção, pelo governo federal, de uma retórica mais enfática contra a elite econômica, reforçada pelo discurso de “ricos contra pobres”, e pela resposta direta ao tarifaço implementado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu segundo mandato.

Efeito do tarifaço preocupa bolsonarismo

Segundo a reportagem de Bela Megale, a leitura predominante dentro do PL é de que esse crescimento de Lula tem um “teto” e que a tendência é que ele não ultrapasse variações modestas. O objetivo da cúpula bolsonarista é evitar pânico entre aliados e militantes da extrema-direita diante da reação positiva ao presidente.

Nos bastidores, contudo, o impacto político das medidas protecionistas de Trump é motivo de apreensão no PL. A dúvida que paira sobre os aliados de Bolsonaro é o quanto o tarifaço do presidente norte-americano pode repercutir negativamente na popularidade da direita no Brasil, já que Bolsonaro e seus correligionários sempre buscaram associação direta com Trump.

Lula ganha fôlego no momento de embates internacionais

A reação de Lula ao tarifaço, combinada à defesa da soberania brasileira e da justiça social, parece ter sido bem recebida em setores do eleitorado mais sensíveis a questões econômicas. O movimento pode fortalecer o presidente justamente em redutos onde tradicionalmente enfrenta mais resistência, incluindo bases eleitorais ligadas ao bolsonarismo.

O levantamento mencionado na reportagem evidencia que, mesmo entre eleitores que orbitam em torno da extrema-direita, o discurso de enfrentamento ao protecionismo internacional e de defesa dos interesses nacionais tem potencial de gerar dividendos políticos para Lula. Esse novo cenário abre um capítulo relevante para as próximas disputas eleitorais, pressionando a oposição a buscar novas estratégias de mobilização.

Fonte: Brasil 247

Trabalhadores em situação análoga à escravidão são resgatados em fazenda de café em MG

As vítimas tinham entre 25 e 61 anos e sofriam ameaças para não deixar a fazenda antes do fim da colheita de café

Uma operação do Ministério do Trabalho resgatou cinco homens em condições análogas à escravidão em uma fazenda de café de Santa Rita do Itueto, na região Leste de Minas Gerais. As vítimas tinham entre 25 e 61 anos. O resgate dos trabalhadores ocorreu nesta quinta-feira (10/7) e contou com o apoio da Polícia Militar (PMMG).

De acordo com o órgão, os homens trabalhavam sem registro em carteira e estavam alojados em um imóvel considerado insalubre, com infraestrutura precária e alimentação insuficiente. O grupo também não tinha acesso aos equipamentos de proteção individual (EPI) para a atividade. A operação foi realizada após a denúncia de um trabalhador que fugiu da propriedade cafeeira.

Este homem, conforme o Ministério do Trabalho, havia sido detido pela polícia pelo crime de furto. No entanto, durante depoimento aos militares, ele relatou a situação enfrentada no período em que esteve na fazenda. A denúncia foi encaminhada para a Justiça, que incentivou a operação. As equipes verificaram que os trabalhadores dormiam em colchões finos e sem roupas de cama, em um espaço com teto danificado, janelas frágeis e sem forro. A alimentação era à base de arroz e ovos.

“Temos recebido muitas denúncias de trabalhadores em condições análogas à escravidão neste período de colheita de café (entre maio e setembro), principalmente nas regiões Leste e Sul. O nosso esforço tem sido muito grande e outras operações serão feitas”, disse o superintendente regional do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans. Conforme o superintendente, os trabalhadores disseram aos auditores que não poderiam deixar a fazenda antes do fim da colheita, pois eram ameaçados.

Durante a operação, foi constatado que os trabalhadores tinham valores devidos para receber, que foram quitados somente após a intervenção da fiscalização. Segundo o MPT-MG, o dono da propriedade reconheceu as más condições de trabalho e alegou não ter condições financeiras para arcar com as despesas de transporte e verbas rescisórias. O caso será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF).

Fonte: O Tempo

TRAIDOR BRAZUCA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 13 de Julho/ 2025

A cerca de 2000 anos atrás um homem achou interessante largar o cargo que ocupava e protagonizar a maior traição da história, pelo menos para os cristãos. Judas Iscariotes se licenciou do cargo de apóstolo e por 30 dólares, digo, 30 moedas de prata entregou Jesus Cristo aos romanos. Aqui no Brasil a traição também fez alguns nomes, entre o mais famoso está Silvério dos Reis. Poderia citar Domingos Callabar, mas muitos historiadores o cravam como herói, porém tem um que podemos afirmar e que nenhum historiador futuro vai poder chama-lo de herói.

Aqui nas terras tupiniquins contemporânea o tal do Silvério virou fichinha perto do Eduardo Bolsonaro, o Deputado licenciado nos EUA entregou o Brasil aos romanos americanos em troca de “30 moedas” para usa-las na compra da anistia do seu pai, o seu Jair, e demais membros da trama golpista do 08 de Janeiro. Eduardo Bolsonaro comemorou o feito dos EUA que taxará o nosso e o dele, o Brasil Varonil em 50% todos os produtos. O mais curioso nessa história é ouvir Trump afirmar em entrevista que o seu Jair é honesto e muito duro nas negociações. Oi? O ex Presidente só não escreveu o nome do Brasil com Z porque perdeu a eleição em 2022, pois se o resultado fosse diferente, nós estaríamos comendo no café da manhã, bacon, ovos e cerais, ao invés de macaxeira, charque e tapioca.

No meio do caminho tinha uma pedra nordestina e Lula evitou o pior, mas com as tarifas impostas pelo americano, Lula tem se mostrado firme e partiu para o enfrentamento ao Larajão do Norte em defesa das laranjas aqui do Sul, da carne, do peixe, dos ovos, da indústria, dos empregos, enfim da soberania do país como um todo.
O pior é ver bolsonaristas comemorando nas redes a invasão norte americana e pessoas influentes, como o Governador de São Paulo, balançar o rabo, se exibindo com um boné vermelho, que não é do MST, mas do MAGA, colocando toda a economia do estado de na berlinda. Judas traiu por 30 moedas, Tarcísio traiu por ideologia, burra claro!

Tentar entender o que ta acontecendo e vendo brasileiros festejarem a taxação é muito difícil numa Reflexão dominical, mas com certeza já conseguimos entender porque demorou tantos anos para a Terra de Vera Cruz conquistar sua Independência. Persiste na cabeça de muitos brasileiros que ser uma colônia é algo bom, que a submissão para o mais forte é evitar guerras e conflitos. Ainda bem que esse sentimento subalterno encontra resistência em diversos setores da sociedade.
Já vencemos os portugas, a laranja mecânica, agora a briga é com o Tio San e o vovô brasileiro já ta no fronte para enfrenta-lo.

Obs: Callabar foi absolvido 2018 num julgamento simbólico no Tribunal de Justiça da cidade de Porto Calvo em Alagoas.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 239

Israel mata mais 59 palestinos que buscavam alimentos em Gaza

Assassinatos de palestinos durante entrega de ajuda no campo de extermínio de Gaza tornou-se diário. 59 são notos em um único dia.

Pelo menos 31 palestinos foram mortos a tiros a caminho de um ponto de distribuição de ajuda na Faixa de Gaza neste sábado (12), enquanto ataques aéreos israelenses mataram pelo menos outros 28, incluindo quatro crianças, segundo autoridades hospitalares palestinas e testemunhas.

Não houve sinais de avanço nas negociações por um cessar-fogo após dois dias de reuniões entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Trump havia dito que estava próximo de um acordo entre Israel e o Hamas que poderia encerrar a guerra.

Os 31 palestinos baleados estavam a caminho de um ponto de distribuição operado pela organização americana Fundação Humanitária de Gaza, apoiada por Israel, próximo a Rafah, no sul da Faixa de Gaza, de acordo com fontes hospitalares e testemunhas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que seu hospital de campanha recebeu o maior número de mortos em mais de um ano de operação após os tiroteios, e que a grande maioria dos mais de 100 feridos apresentava ferimentos por arma de fogo.

Ataques aéreos em Deir al-Balah, no centro de Gaza, mataram 13 pessoas, incluindo as quatro crianças, segundo o Hospital Mártires de Al-Aqsa. Outras 15 pessoas foram mortas em Khan Younis, no sul, de acordo com o Hospital Nasser. As Forças de Defesa de Israel não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Intensos ataques aéreos continuaram na noite de sábado na região de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.

Israelenses voltaram às ruas para protestar por um acordo de cessar-fogo. “A arrogância foi o que trouxe esse desastre sobre nós”, disse o ex-refém Eli Sharabi, referindo-se aos líderes israelenses.

Primeira tentativa de buscar comida termina em morte

A guerra, que já dura 21 meses, deixou grande parte da população de Gaza — mais de 2 milhões de pessoas — dependente de ajuda externa, enquanto especialistas em segurança alimentar alertam para o risco de fome. Israel bloqueou e depois restringiu a entrada de ajuda após o fim do último cessar-fogo, em março.

“Todos os feridos relataram que estavam tentando acessar pontos de distribuição de alimentos”, afirmou a Cruz Vermelha após os tiroteios próximos a Rafah, destacando a “frequência e escala alarmantes” desses incidentes com muitas vítimas.

O Exército de Israel afirmou que disparou tiros de advertência contra pessoas que, segundo eles, agiam de forma suspeita, para impedi-las de se aproximarem. Disse também que não tinha conhecimento de vítimas. A GHF declarou que nenhum incidente ocorreu próximo aos seus pontos de distribuição.

Abdullah al-Haddad contou que estava a cerca de 200 metros do ponto da GHF próximo à área de Shakoush quando um tanque israelense começou a disparar contra a multidão de palestinos.

“Estávamos juntos e eles atiraram em nós de uma vez”, disse ele, contorcendo-se de dor por causa de um ferimento na perna, no Hospital Nasser.

Mohammed Jamal al-Sahloo, outra testemunha, disse que os militares israelenses haviam ordenado que eles se dirigissem ao local quando os disparos começaram.

Sumaya al-Sha’er teve o filho de 17 anos, Nasir, morto, segundo autoridades hospitalares

“Ele me disse: ‘Mãe, você está sem farinha e hoje eu vou buscar farinha para você. Mesmo que eu morra, vou trazer’”, contou ela. “Mas ele nunca voltou para casa.”

Até então, ela havia impedido o filho de ir aos pontos da GHF por considerar a situação perigosa demais.

Testemunhas, autoridades de saúde e representantes da ONU afirmam que centenas de pessoas foram mortas por disparos israelenses enquanto se dirigiam aos pontos de distribuição da GHF, localizados em zonas militares proibidas à imprensa independente. O exército reconheceu que dispara tiros de advertência contra palestinos que, segundo eles, se aproximam de forma suspeita.

A GHF nega qualquer violência em seus pontos de distribuição. No entanto, dois contratados da fundação disseram à Associated Press que colegas atiraram com munição real e lançaram bombas de efeito moral contra palestinos que buscavam comida, alegações negadas pela organização.

Paralelamente, a ONU e grupos de ajuda humanitária afirmam que enfrentam dificuldades para distribuir assistência devido a restrições militares israelenses e à quebra da ordem pública, que resultou em saques generalizados.

Nesta semana, pela primeira vez em 130 dias, entrou combustível em Gaza — 150 mil litros —, segundo comunicado conjunto de agências da ONU, que classificaram a quantidade como pequena diante da necessidade de garantir “a sobrevivência em Gaza”. O combustível alimenta hospitais, sistemas de água, transporte e mais.

Militantes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas no ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a guerra, e sequestraram 251 pessoas. O Hamas ainda mantém cerca de 50 reféns, dos quais pelo menos 20 ainda estariam vivos.

A ofensiva de retaliação de Israel já matou mais de 57.800 palestinos — mais da metade mulheres e crianças —, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. O ministério, controlado pelo Hamas, não diferencia civis de combatentes nas estatísticas. A ONU e outras organizações internacionais consideram esses números como as estimativas mais confiáveis de vítimas da guerra.

Palestino-americano é morto na Cisjordânia

Amigos e familiares prestaram homenagens um dia após a morte do palestino-americano Seifeddin Musalat e de seu amigo local Mohammed al-Shalabi, na Cisjordânia ocupada por Israel, segundo o Ministério da Saúde palestino.

Musalat foi espancado até a morte por colonos israelenses em terras da família, disse sua prima Diana Halum a repórteres. Os colonos então impediram que os paramédicos chegassem até ele, afirmou.

Nascido na Flórida, Musalat estava visitando a casa da família. Seus parentes querem que o Departamento de Estado dos EUA investigue sua morte e responsabilize os colonos. O departamento disse estar ciente das informações sobre sua morte, mas não comentou, em respeito à família.

Uma testemunha, que pediu anonimato por medo de retaliação, afirmou que os colonos invadiram as terras palestinas e “começaram a atirar contra nós, bater com bastões e jogar pedras”.

O Exército de Israel disse que palestinos haviam atirado pedras contra israelenses na região na sexta-feira, ferindo levemente duas pessoas e provocando um confronto maior.

Palestinos e organizações de direitos humanos há muito acusam o exército israelense de ignorar a violência cometida por colonos — que aumentou, assim como os ataques palestinos e as incursões militares israelenses — desde o início da guerra em Gaza.

Fonte: G1

Brasil retoma fabricação nacional de insulina após 20 anos

O Ministério da Saúde recebeu, nesta sexta-feira, 11, o primeiro lote de insulinas produzidas por meio do programa Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O país voltará a fabricar o medicamento 100% nacional, por meio de transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, com base em um acordo com o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e com a empresa brasileira Biomm.

O ministro Alexandre Padilha participou do evento de entrega do lote com 207.385 mil unidades do medicamento, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG).

“Depois de mais de duas décadas sem produzir insulina humana, o Brasil retoma essa fabricação para ser entregue ao Sistema Único de Saúde e contribuir com a saúde da população”, destacou Padilha. “É o Brics acontecendo na realidade, mudando a vida da população brasileira e gerando emprego, renda e tecnologia aqui em Minas Gerais”, acrescentou, em referência ao bloco econômico que reúne grandes países do chamado Sul Global, incluindo a Índia, país que viabilizou a parceria.  

Segundo a pasta, após a transferência total da tecnologia, o Brasil produzirá 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS.

“Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia —, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, reforçou Padilha.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia, e cerca de 350 mil pessoas com diabetes serão beneficiadas. Os contratos preveem a entrega para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, em 2025 e 2026.  

A partir da aquisição inicial, de acordo com o Ministério da Saúde, terá início o processo de transferência de tecnologia, conforme previsto nas diretrizes da PDP. Ao final da transferência, a produção do medicamento será totalmente brasileira, com a Funed e a Biomm capacitadas para fabricar o medicamento no país e abastecer o SUS de forma autônoma.  

Nas PDPs, instituições públicas e empresas privadas compartilham responsabilidades para a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) e do produto objeto de PDP, em um processo de transferência de tecnologia reversa. A transferência é efetivada por meio de etapas que incluem a realização de embalagens, controle de qualidade dos insumos, produção do produto acabado e do Insumo Farmacêutico Ativo no Brasil, possibilitando, assim, a produção local do medicamento que será fornecido ao SUS.  

Tratamento no SUS

O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento adequado, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada para o cuidado é a Atenção Primária à Saúde, que realiza o acompanhamento contínuo por meio de equipes multiprofissionais. Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus. 

Fonte: Agência Brasil

Gustavo Petro, convoca conferência de emergência contra o genocídio do povo palestino

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou a convocação de uma conferência de emergência contra o genocídio do povo palestino para o próximo dia 15 de julho, em Bogotá, em parceria com a África do Sul.

“Durante os últimos 600 dias, o mundo tem testemunhado Benjamin Netanyahu liderar uma campanha de devastação em Gaza, a escalada do conflito regional e o abandono imprudente do direito internacional”, afirmou Petro.

O presidente colombiano tem criticado a inação dos governos dos países centrais e de instituições como a ONU.  “A resposta da comunidade internacional tem sido marcada pela omissão e por cálculos estratégicos que ignoram a responsabilidade moral de proteger o povo palestino”, declarou.

Petro lembra ainda que, em setembro de 2024, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que exigia o fim imediato da presença israelense nos Territórios Palestinos Ocupados.

A Colômbia esteve entre os 124 países que votaram a favor da medida, que estabeleceu um prazo de 12 meses para o cumprimento da decisão. O país andino rompeu as relações diplomáticas com o estado sionista.

Fim do genocídio em Gaza

A Conferência Internacional de Emergência sobre Gaza, convocada por Colômbia e África do Sul, visa impulsionar uma mobilização global em defesa do povo palestino, medidas legais, diplomáticas e boicotes econômicos para deter a destruição promovida por Israel.

Gustavo Petro também criticou o adiamento indefinido da Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina, inicialmente proposta pela ONU e coorganizada por França e Arábia Saudita, dizendo que essa paralisia deixou “um vazio crítico de liderança multilateral, justamente quando ela é mais necessária”.

O presidente da Colômbia aponta o eixo político da conferência ao denunciar a associação criminosa de Donald Trump com o governo genocida de Tel Aviv. “Ao romper nossos laços de cumplicidade — nos tribunais, portos e fábricas dos nossos Estados — podemos desafiar a visão de Donald Trump e Netanyahu de um mundo onde a força é a razão”, disse Petro em entrevista ao jornal The Guardian, sobre a natureza do evento que será realizado em Bogotá. A iniciativa dos governos da Colômbia e da África do Sul reforça a heroica resistência do povo palestino e reafirma a urgência da ampliação do movimento pelo isolamento político, diplomático e econômico do estado sionista.

Fonte: petista.org.br

Acordo Calheiros, Lira e JHC para 2026 tem tudo para não ver a luz do dia

Foi revelado pelo jornalista Ricardo Mota, do portal Cada Minuto, que foi firmado um acordo para as eleições de 2026 em Alagoas no qual, aparentemente, contempla os principais atores/campos políticos do estado. De fato, à primeira vista, todos saíram com algo na mão, mas o pacto não tão bom assim para todos ou não o suficiente.

Ficou acordado que Marluce Caldas, procuradora de Justiça do Ministério Público de Alagoas e tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), seria a indicada pelo presidente Lula para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso foi feito e agora resta a sabatina no Senado. Em contrapartida, JHC deixaria o PL – partido que comanda em Alagoas – e migraria para uma legenda da base de Lula, sendo o mais falado o PSB, e não seria candidato a nada em 2026, apoiando Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) para o Senado, e Renan Filho (MDB) para governador.

Isso se concretizando, JHC ficará pelo menos dois anos sem mandato, uma vez que sua segunda passagem pela Prefeitura de Maceió encerra em 2028. Além disso, o atual vice-prefeito, Rodrigo Cunha, abriu mão de tentar ser reeleito senador em 2026, deixando o mandato com Eudócia Caldas, mãe de JHC, para ocupar a titularidade na capital alagoana com a saída de JHC parra disputar o pleito do ano que vem. Com esse acordo, neca de pitibiriba.

Num outro lado desse triângulo, Arthur Lira ganha o apoio da prefeitura da maior cidade de Alagoas, onde vivem cerca de 1/3 da população do estado e, mesmo sem uma aliança formal com os Calheiros, no interior, a vida passa ao largo dos acordos formais de gabinete, especialmente quando boa parte dos prefeitos eleitos em 2024 foram apoiados peplo ex-presidente da Câmara dos Deputados, inclusive alguns emedebistas. Até a apresentação do relatório sobre reforma no Imposto de Renda foi usado para que o cenário local fosse resolvido com ação direta de Lula.

Na outra banda, os Calheiros garantiriam praticamente duas vitórias eleitorais em 2026, sendo uma sem grandes concorrências, a de Senado com Renan Calheiros, e a outra praticamente por W.O., a de governador com Renan Filho.

Tudo parece arrumado demais para ser materializar.

JHC vai ficar mesmo sem mandato por dois anos? Será? Por mais musculatura eleitoral própria que tenha, o prefeito de Maceió não tem grupo ou partido para lhe dar sustentação. E por mais votos que tenha, parece que tudo está concentrado na Grande Maceió. Além do que, se ele sai da disputa pelo centro do poder local, deixa de ser satélite político. Um sintoma disso já pudemos ver nos problemas recentes que temos visto na Câmara Municipal, que até este mês julho, nem liderança o prefeito tinha na Casa de Mário Guimarães e os vereadores atrasaram a aprovação de mais um empréstimo bilionário.

Se neste acordo estiver que JHC indicaria o nome para vice de Renan Filho, aí o atual governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (MDB), botam trava. Ele não topam muito uma aliança com o prefeito de Maceió.

E aí vale responder: quem vale mais, o prefeito de Maceió, ou o governador e o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas?

Pelo histórico das relações políticas de JHC, não me parece que ele vai cumprir esse acordo, se ele foi fechado tal reportou Ricardo Mota. O prefeito de Maceió não será candidato, nem indicará a vice de Renan Filho, nem terá Eudócia Caldas disputado a reeleição ao Senado e ainda vai descumprir o combinado com seu atual vice, único que pode ser considerado do “grupo do prefeito”, ficando somente com uma tia no STJ?

Será mesmo? É muito pouco para JHC se manter como centro de gravidade de poder em Alagoas, ainda mais concorrendo com os Calheiros e os Lira.

Ronaldo Lessa, após deixar a Prefeitura de Maceió em 1996, passou dois anos sem mandato e foi eleito governador em 1998. Assim como JHC, ele era muito bem avaliado na capital alagoana, mas diferente do atual prefeito, Ronaldo Lessa tinha um partido forte com lideranças capazes de mantê-lo com alguma evidência, em especial, Kátia Born, que foi eleita prefeita de Maceió depois dele. Além disso, a confusão que o governo Divaldo Suruagy criou no estado deu a Ronaldo Lessa o ambiente perfeito para ser eleito.

E essa é outra diferença que temos para os dias atuais.

Pode até ser que esse acordo veja a luz do dia, mas em meu ver, não chega inteiro até o próximo Carnaval.

JHC faz festa de cargos comissionados e prepara bomba fiscal para o próximo prefeito

O prefeito de Maceió promove o inchaço da folha de pagamento. Em pleno ano pré-eleitoral, a gestão de JHC criou 1.200 novos cargos de confiança apenas no fim de 2024. Com a nova proposta enviada no dia 7 de julho, foram criados mais 3.600 novos cargos, elevando para 4.800 o total de cargos comissionados criados por meio da Lei Delegada.

Apenas os 1.200 cargos geram um impacto estimado de R$ 4 milhões por mês — ou quase R$ 50 milhões por ano — nas finanças municipais. O custo total dos 4.800 cargos ainda não foi oficialmente divulgado, mas, mantida essa média, o impacto pode ultrapassar R$ 150 milhões anuais. Trata-se de uma expansão sem precedentes da estrutura administrativa, realizada sem concurso público, com forte viés político e claramente alinhada ao calendário eleitoral.

Paralelamente ao aumento de gastos com pessoal e estruturas, o prefeito também acelera o endividamento do município. Desde o início da gestão, foram contratados R$ 1,875 bilhão em empréstimos em moeda nacional, majoritariamente junto à Caixa Econômica Federal, destinados a obras de mobilidade urbana, urbanização, habitação e contenção de encostas, no âmbito do programa Avança Maceió.

No campo internacional, a gestão contratou em 2024 US$ 40 milhões com o banco Fonplata, e em julho de 2025 enviou à Câmara Municipal um pedido de autorização para contratar mais US$ 150 milhões junto ao New Development Bank (NDB). Os recursos estão vinculados ao programa MCZ3i – Integração e Desenvolvimento Sustentável de Maceió, que promete obras em mobilidade, drenagem, requalificação de bairros e infraestrutura ambiental.

Resumo das dívidas da gestão JHC (2021–2025):

• Empréstimos em moeda nacional: R$ 1,875 bilhão
• Empréstimos em moeda estrangeira: US$ 190 milhões
• Conversão atual (US$ × R$ 5,47): ≈ R$ 1,039 bilhão
• Total consolidado da dívida pública municipal: R$ 2,914 bilhões

Esse volume expressivo de endividamento ocorre sem contrapartida clara de melhorias nos serviços essenciais, como educação, saúde e transporte público, setores que continuam enfrentando graves carências. Ao mesmo tempo, a multiplicação de cargos comissionados e a criação de estruturas paralelas reforçam o controle político do Executivo sobre a gestão pública, enfraquecendo os princípios da meritocracia, da transparência e da responsabilidade fiscal.

A Prefeitura de Maceió opera sob uma lógica de marketing, improviso e aparelhamento, comprometendo a sustentabilidade financeira do município. E quem pagará essa conta — em curto, médio e longo prazos — será o povo maceioense: com serviços precarizados, orçamento engessado e políticas públicas cada vez mais submetidas a interesses eleitorais.

Fonte: 082 Notícias

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