Tarcísio tentou convencer STF a facilitar a possível fuga de Bolsonaro para os EUA

Governador propôs que ex-presidente viajasse aos EUA para negociar com Trump, mas ministros temem plano de asilo e rejeitam sugestão como “esdrúxula”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sugeriu a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizassem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a sair do Brasil para negociar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a redução da tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, Tarcísio alegou que Bolsonaro manteria influência suficiente sobre Trump para conseguir uma trégua comercial entre os dois países. O gesto, segundo ele, poderia ser interpretado como sinal de boa vontade por parte do Judiciário brasileiro e traria benefícios a setores econômicos de São Paulo. A proposta, no entanto, foi recebida com espanto e classificada por ministros do STF como “totalmente fora de propósito” e “esdrúxula”.Play Video

A ideia foi rejeitada por unanimidade. Bolsonaro está com o passaporte retido e proibido de deixar o país por decisão do ministro Alexandre de Moraes, no contexto das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Integrantes da Corte manifestaram receio de que o ex-presidente tentasse obter asilo político com apoio de Trump — que exerce seu segundo mandato desde 2025 —, o que inviabilizaria sua extradição e obstruiria a responsabilização penal no Brasil.

Além do risco de fuga, a proposta foi vista como violação à lógica institucional da diplomacia brasileira. Ministros ressaltaram que negociações internacionais são atribuições exclusivas da Presidência da República e do Itamaraty, não cabendo a um ex-presidente investigado conduzir tratativas com chefes de Estado estrangeiros.

Ainda segundo a Folha de S. Paulo, aliados de Bolsonaro informaram que a sugestão de Tarcísio fazia parte de uma articulação política mais ampla. A proposta previa que o ex-presidente viajasse aos Estados Unidos acompanhado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O grupo buscaria não apenas um gesto de Trump que aliviasse a tensão comercial, mas também costurar um acordo político interno para aprovar uma eventual anistia a Bolsonaro no Congresso Nacional.

Para ministros do STF, a movimentação escancarou os riscos de tentativa de fuga e demonstrou a persistência de articulações que buscam blindar Bolsonaro das investigações em curso. A resposta da Corte foi categórica ao rejeitar qualquer flexibilização das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

Fonte: Brasil 247

ONU denuncia que Israel matou 798 palestinos que buscavam ajuda humanitária em Gaza

As pessoas foram mortas nas proximidades dos centros de ajuda humanitária da Fundação Humanitária de Gaza (FGH), mantida por Israel e Estados Unidos, segundo as Nações Unidas. O exército israelense afirmou ter “aprendido lições” com os incidentes fatais. 

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos anunciou na sexta-feira (11), em Genebra, que registrou 798 mortes de pessoas que buscavam ajuda entre 27 de maio e 7 de julho, incluindo 615 perto de locais administrados pela FGH. “A maioria dos ferimentos são de bala”, segundo o Escritório.

No final de maio, Israel aliviou o bloqueio de dois meses imposto à Faixa de Gaza, mas a distribuição de ajuda, anteriormente liderada pelas Nações Unidas, foi confiada à FGH, apoiada pelos Estados Unidos e Israel. A ONU e as principais organizações humanitárias se recusam a trabalhar com esta fundação, alegando que ela atende a objetivos militares israelenses e viola princípios humanitários básicos.

O exército israelense já reconheceu ter atirado contra “suspeitos” que representavam uma “ameaça” perto dos centros da fundação, onde multidões se reúnem diariamente. “Investigações aprofundadas foram realizadas (…) e instruções foram transmitidas às forças em terra após as lições aprendidas”, afirmou na sexta-feira, em resposta aos números divulgados pela ONU.

A distribuição de ajuda, vital para os mais de 2 milhões de habitantes do território palestino sitiado, é, segundo o Hamas, uma das questões-chave nas difíceis negociações indiretas em andamento no Catar para tentar avançar em direção a uma trégua entre Israel e o movimento islâmico.

Fonte: MSN

Mais de 80 pessoas foram mortas em ataques israelitas em Gaza

Pelo menos 82 pessoas morreram nos ataques aéreos israelitas em Gaza, incluindo crianças à espera de suplementos nutricionais, segundo os hospitais e os trabalhadores humanitários internacionais na Faixa de Gaza.

Pelo menos 82 pessoas foram mortas pelos ataques aéreos israelitas em Gaza na quinta-feira, segundo os hospitais locais da Faixa de Gaza.

Entre elas, pelo menos 15 pessoas que faziam fila para receber suplementos nutricionais em frente a uma clínica no centro de Gaza, das quais 10 eram crianças, informou o hospital dos Mártires de al-Aqsa em Deir al-Balah.

Project Hope, o grupo de ajuda que gere a clínica, descreveu o ataque como uma violação do direito internacional. De acordo com a organização sediada nos EUA, as pessoas reunidas estavam à espera de receber tratamento para a desnutrição e infeções quando o ataque aconteceu.

“Esta manhã, famílias inocentes foram impiedosamente atacadas quando se encontravam na fila à espera que as portas abrissem”, declarou Rabih Torbay, diretor executivo do Projeto Esperança.

“Zangados, horrorizados e de coração partido, já não conseguimos comunicar corretamente o que sentimos”.

As Forças de Defesa de Israel disseram que tinham atingido um “terrorista do Hamas” e que lamentavam qualquer dano a civis. O exército israelita acrescentou que o incidente estava a ser analisado.

Os últimos ataques ocorrem no momento em que os negociadores israelitas em Doha prosseguem as conversações com o Hamas sobre um cessar-fogo, a libertação de reféns e a entrada de ajuda humanitária no território palestiniano.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reuniu-se esta semana com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir a possibilidade de um cessar-fogo e a situação em Gaza.

Fonte: Euronews

Ato pela taxação dos super-ricos reúne cerca de 15 mil pessoas na Paulista

Milhares de pessoas participaram na noite desta quinta-feira (10) de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo pela taxação dos super-ricos, o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1)  e condenando o tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ato teve início às 18h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).  

Com o mote Centrão, Inimigo do Povo, a manifestação foi organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, com apoio das centrais sindicais e de movimentos sociais. O ato ocorre não somente na capital paulista, mas em outros locais como Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba, Maceió, Florianópolis, Vitória, Cuiabá e São Luís. 

Na Paulista, o ato ocupou e fechou os dois sentidos da avenida no quarteirão em frente ao Parque Trianon. Além disso, os manifestantes ocuparam também uma parte do quarteirão seguinte, onde está localizada a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Políticos como Érika Hilton, Eduardo Suplicy, Rui Falcão e Nabil Bonduki estiveram no local. 

Em entrevista coletiva a jornalistas durante o ato, o deputado federal Guilherme Boulos disse que a manifestação pode ser considerado o maior ato do ano no local. “É um ato em defesa do Brasil contra as agressões do Donald Trump e um ato em defesa do povo brasileiro”, ressaltou o parlamentar.

“Se o Trump está imaginando que o Brasil é república de bananas, ele tire o cavalinho da chuva. O Brasil é dos brasileiros.  Já se foi o tempo em que o Brasil falava grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. Isso pode ser com Bolsonaro, que bate continência para a bandeira deles ou com o Eduardo Bolsonaro que vai se esconder debaixo da saia do Trump lá em Miami. Mas com o Lula não é assim”, disse a jornalistas. 

De acordo com o deputado, o ato também pede a taxação dos mais ricos. “Hoje aqui na Avenida Paulista também é uma resposta àqueles que não querem deixar o presidente Lula governar. Aqueles que dão chilique quando se fala que o super-rico vai pagar a conta no Brasil e aqueles que não aceitam que o trabalhador brasileiro possa ter tempo de descanso com fim da escala 6 por 1”. 

Protesto 

Um dos principais temas desse protesto é a taxação dos chamados BBBs, sigla usada pelos manifestantes para defender que bancos, bets e bilionários paguem mais impostos no país. Segundo os organizadores do ato, esse tema enfrenta forte resistência no Congresso porque a grande maioria dos parlamentares são empresários ou fazendeiros e seriam afetados diretamente por essas medidas. 

Os manifestantes também protestam contra a decisão do Congresso Nacional em revogar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e que poderia gerar uma arrecadação adicional de R$ 20 bilhões em 2025. 

A decisão de Donald Trump de estabelecer uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos entrou na pauta de última hora. 

Em entrevista a Agência Brasil, a coordenadora da Frente Povo Sem Medo e coordenadora do plebiscito popular por um Brasil mais justo, Juliana Donato, disse que o ato foi convocado por conta da  indignação com a maioria do Congresso Nacional que está querendo governar no lugar do governo.

“A pauta da taxação surgiu porque a gente sabe que existe uma resistência da maioria do Congresso em taxar os mais ricos para garantir a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Mas nós temos também a pauta pelo fim da escala 6 por 1, que é uma pauta muito importante para nós e que nós queremos que o Congresso paute e vote. E agora nós temos mais um fato que foi essa carta do Trump dizendo que vai tarifar os produtos brasileiros por conta da pressão da família Bolsonaro. Essa é uma família que lidera a extrema direita no país e que já prejudicou muitos brasileiros”, disse.

“Nós estamos dizendo que nós estamos querendo taxar os bilionários e eles estão querendo taxar o Brasil”, completou. 

Para Raimundo Suzart, presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o ato de hoje se tornou ainda mais importante após a taxação aplicada por Trump. “Queremos mandar um recado para esse Congresso, para uma parte desse Congresso que está se opondo aos trabalhadores”, disse ele a reportagem. “Queremos que volte a cobrança do IOF, queremos discutir a redução da jornada sem redução de salário e com a garantia do fim da escala 6 por 1. Então esse é o momento da gente dizer que o povo está na rua e que o povo quer que seja cumprida a pauta desse governo que foi eleito para defender a classe trabalhadora e a democracia no nosso país”, acrescentou. 

Durante o ato, os manifestantes também coletaram assinaturas para o Plebiscito Popular, uma consulta pública para saber a opinião de trabalhadores sobre a escala 6×1 e sobre a taxação dos super-ricos. “Estamos fazendo esse ato em conjunto com o plebiscito popular”, disse Juliana Donato. “Esse plebiscito é uma consulta popular. A gente quer atingir milhões de brasileiros. Queremos ouvir a população brasileira sobre esses dois temas porque não adianta o Congresso ficar lá legislando sem ouvir o povo”, explicou. 

Segundo o Monitor do Debate Político, um projeto desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a ONG More in Common e com base em imagens capturadas e analisadas por um software de inteligência artificial, o ato contou com 15,1 mil pessoas no horário de pico, com margem de erro de 12%, o que significa que o público presente pode ter variado entre 13,3 mil e 16,9 mil pessoas. 

Este foi um público superior ao registrado no ato Justiça Já, promovido no último dia 29 de junho, que contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. Naquele ato, o monitor identificou a presença de 12,4 mil pessoas. 

Fonte: Brasil 247

Apostas fazem 1/3 dos jovens desistir de ir para a faculdade

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Os gastos dos jovens com apostas online têm afetado o ingresso e a permanência na faculdade. As despesas com as bets foram o motivo para que 14% dos alunos matriculados em instituições particulares já tenham atrasado as mensalidades ou trancado o curso. Esse índice é ainda maior nas classes B1 e B2 – chega a 17%. Os dados são da pesquisa O impacto das bets na educação superior, realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), que representa as faculdades particulares, e pela Educa Insights.

No total, houve 2.317 respostas em março de 2025 de jovens de 18 a 35 anos de todas as classes sociais e regiões do Brasil. Entre os entrevistados, um em cada três (34%) afirma que precisaria ter interrompido as apostas para iniciar os estudos no primeiro semestre de 2025.

Os valores desembolsados variam conforme a classe social: enquanto os apostadores da classe A destinam, em média, R$ 1.210 mensais às apostas, nas classes D e E o valor médio é de R$ 421.

A maioria relata comprometer até 5% da renda mensal. Mas cresceu a quantidade de pessoas, especialmente entre as mais pobres, que ultrapassam a marca de 10% do orçamento com as apostas.

Detalhamento

Ao responderem a pergunta se já haviam apostado online alguma vez, a maioria (87%) dos jovens entrevistados da classe A respondeu que sim. O porcentual daqueles que nunca apostaram é de apenas 13%. Já nas classes D e E, a divisão fica mais proporcional: 57% já apostaram em alguma plataforma online, nem que seja uma vez na vida, e 43% nunca apostou.

Em um recorte regional, a pesquisa constatou que Nordeste e Sudeste são as regiões com a maior proporção de brasileiros que associam o adiamento da graduação à prática de apostas online.

Em relação ao primeiro semestre de 2025, os porcentuais são de 44% no Nordeste e de 41% no Sudeste. No sentido oposto, as Regiões Sul e Centro-Oeste têm as populações que menos fazem essa relação: 17% no Sul e 18% no Centro-Oeste dizem que precisariam ter interrompido as apostas para estudar no primeiro semestre deste ano. Para o primeiro semestre de 2026, a projeção indica que dos quase 2,9 milhões de potenciais ingressantes, 34% (986 mil) estão sob risco de não efetivar a matrícula por causa do comprometimento financeiro com bets.

O perfil de apostadores encontrado é de homens de 26 a 35 anos, trabalhadores, com filhos, pertencentes às classes C e D e que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Ainda conforme a pesquisa, mais da metade (52%) dos entrevistados aposta regularmente, sendo a frequência predominante de uma a três vezes por semana. A proporção cresceu desde a última edição da pesquisa, em setembro, quando 42,9% dos jovens apostavam com frequência.

“O estudo mostra que as apostas online se tornaram um obstáculo adicional para o acesso à educação superior no Brasil”, afirma Paulo Chanan, diretor geral da Abmes. “Precisamos olhar com seriedade para esse cenário e desenvolver políticas públicas que conscientizem os jovens sobre as responsabilidades envolvidas com a prática de apostar”, acrescenta. Segundo ele, o fenômeno é relativamente novo no Brasil e “carece de amadurecimento e maior compreensão das responsabilidades tanto do poder público quanto dos apostadores”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Trabalhadores fazem protesto pelo fim da escala 6×1 em Maceió

Centrais sindicais realizaram um manifesto no centro de Maceió e uma das pautas foi a isenção do IR e taxação dos bilionários

Centrais sindicais e movimentos populares ocuparam as ruas do Centro de Maceió ontem (10) para protestar contra o que classificam como injustiça tributária e precarização das relações de trabalho.

O ato, realizado em frente ao antigo Produban, reuniu trabalhadores e representantes de entidades de classe que reivindicam o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, além da taxação dos super ricos.

A mobilização, organizada por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), integra uma campanha nacional que busca pressionar o Congresso a destravar pautas consideradas fundamentais para a classe trabalhadora. Em entrevista à Tribuna Independente, o presidente da CUT Alagoas, Luciano Santos, afirmou que o ato teve como objetivo deixar claro que “o povo não vai pagar a conta”.

“Hoje foi um dia de luta. Fomos às ruas para exigir que o Congresso atenda aos interesses da classe trabalhadora em dois pontos essenciais: justiça tributária e dignidade no mundo do trabalho”, declarou. Segundo ele, a principal reivindicação trabalhista é o fim da escala 6×1, com a redução da jornada sem redução de salário. Já no campo tributário, o foco é garantir a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, e cobrar a taxação dos super-ricos.

Durante o ato, os organizadores também anunciaram o lançamento de um plebiscito popular, que será promovido em sindicatos, escolas e locais de trabalho, para consultar diretamente a população sobre os dois eixos da mobilização. A ideia é coletar assinaturas e opiniões em todo o estado e encaminhá-las ao Congresso Nacional como forma de pressão social.

“A população vai responder se é a favor da isenção do IR até R$ 5 mil e do fim da jornada 6×1. Vamos instalar urnas em cada sindicato, em cada local de trabalho. É uma forma de envolver o povo na construção dessa pauta e mostrar que essa luta é coletiva”, explicou Luciano.

Ainda segundo o dirigente sindical, há um sentimento de indignação entre os trabalhadores diante do tratamento dado pelo Legislativo às propostas que beneficiam a maioria da população. “Não podemos mais aceitar uma justiça tributária que continue penalizando o povo, enquanto os projetos que favorecem os trabalhadores são engavetados sem debate. Quando é para beneficiar banco ou grandes empresários, tudo é votado rapidamente”, criticou.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, o protesto desta quinta-feira reuniu dezenas de pessoas e teve apoio de diversas organizações sociais. A mobilização reforçou o posicionamento das centrais sindicais em defesa de uma reforma tributária justa e de melhores condições de trabalho.

Ao final do ato, os organizadores reafirmaram o compromisso de ampliar a coleta de assinaturas do plebiscito e intensificar a pressão sobre os parlamentares alagoanos. “Vamos cobrar especialmente dos deputados aqui do estado. Chega de jogar a carga tributária sobre os mais pobres e manter privilégios dos mais ricos. O recado está dado”, concluiu Luciano Santos.

Fonte: Tribuna Hoje

Supermercado pagará R$ 500 mil por colocar saúde de trabalhadores em risco

TRT-11 apontou falhas estruturais em máquinas, EPIs e condições de higiene que resultaram em acidentes graves.

Supermercado deverá indenizar em R$ 500 mil por danos morais coletivos após expor empregados a riscos contínuos à saúde e segurança. A 1ª turma do TRT-11 concluiu que a empresa reincidiu em infrações e não adotou medidas corretivas eficazes.

Entenda

Segundo o MPT, desde 2013 a empresa acumulava autuações por irregularidades estruturais, como máquinas sem proteção, ausência de EPIs, falhas ergonômicas e problemas elétricos. Um dos episódios mais graves foi o acidente que causou a amputação dos dedos de um trabalhador em 2023, devido à falta de proteção em uma máquina de moer carne.

O órgão ainda mencionou tentativa frustrada de acordo extrajudicial por meio de TAC, recusado pela empresa sob alegação de inviabilidade financeira.

Em defesa, o supermercado alegou que os autos de infração eram antigos, pontuais e que as falhas haviam sido sanadas. Contestou ainda a legitimidade do MPT, alegou cerceamento de defesa e questionou a proporcionalidade da indenização.

Supermercado deve pagar indenização de R$ 500 mil por colocar saúde de trabalhadores em risco.(Imagem: Freepik)
Descumprimento reiterado

A relatora do caso, desembargadora Joicilene Jerônimo Portela, rejeitou todas as preliminares levantadas pela empresa e destacou que a documentação constante nos autos demonstrava “que, muito embora devidamente notificada e orientada, a empresa não regularizou integralmente as condições de segurança e saúde do trabalho”.

Para a magistrada, os documentos indicam a existência de risco iminente à segurança dos trabalhadores e revelam o “descumprimento sistemático e reiterado das normas de segurança e saúde do trabalho”.

Ela apontou como especialmente grave a reincidência das irregularidades ligadas à segurança em máquinas e equipamentos previstas na NR-12, as quais resultaram em acidentes severos, inclusive a amputação de membros de um trabalhador do setor de açougue.

Segundo a relatora, a situação era agravada pela ausência de dispositivos de segurança nas serras fitas e moedores de carne, pela falta de fornecimento regular de luvas de malha de aço e pela ausência de fiscalização de seu uso, além da não comprovação de treinamentos adequados.

Para ela, tais condutas “têm exposto os trabalhadores a condições de risco iminente, configurando violação grave à integridade física dos empregados”.

Com base nesse quadro, a turma determinou que a empresa implemente medidas como proteção permanente em máquinas, capacitação de trabalhadores, cumprimento da NR-35 para trabalho em altura e registros adequados da Cipa – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, com multa diária de R$ 10 mil por obrigação descumprida.

A indenização por danos morais coletivos, antes fixada em R$ 50 mil em 1ª instância, foi elevada para R$ 500 mil, com valor a ser revertido a entidade social indicada pelo MPT.

Fonte: Migalhas

Macron pede cessar-fogo incondicional em Gaza e defende reconhecimento da Palestina

Durante discurso no Parlamento britânico nesta terça-feira (8), o presidente francês Emmanuel Macron defendeu um cessar-fogo incondicional em Gaza, reiterou o apoio europeu à Ucrânia e reforçou a importância da cooperação entre França e Reino Unido para preservar a ordem internacional. Ele também afirmou que a solução de dois Estados e o reconhecimento da Palestina são essenciais para a paz duradoura no Oriente Médio.

“Pedir um cessar-fogo incondicional em Gaza hoje é simplesmente dizer ao resto do mundo que, para nós, europeus, não há dois pesos e duas medidas (…). Queremos um cessar-fogo sem discussão”, declarou Macron em seu discurso.

O presidente francês disse ainda que “a solução de dois Estados e o reconhecimento do Estado da Palestina também são (…) a única maneira de construir a paz”.Expand article logo  

Fonte: MSN

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A serviço dos EUA, Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprova moção de louvor a Trump

Aprovação ocorre no mesmo dia em que o presidente dos EUA anunciou que vai divulgar tarifas para o Brasil

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9), uma “moção de louvor e regozijo” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O requerimento é de autoria do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Segundo o parlamentar, Trump realiza um “brilhante trabalho desenvolvido como presidente da maior nação e pela incansável luta em defesa da democracia e da liberdade de expressão em todo o planeta”.

Sóstenes afirmou ainda que o presidente dos EUA “deve ser enaltecido e lembrado como um dos melhores presidentes do mundo e exemplo a ser seguido para a implementação e manutenção de uma democracia moderna e justa”.

A aprovação de louvor e regozijo a Trump ocorre no mesmo dia em que o mandatário norte-americano anuncia que vai divulgar tarifas para o Brasil.

Ao longo da semana, presidente dos EUA vem anunciando uma série de taxas contra parceiros comerciais. Ele sinalizou ainda que novas medidas devem ser divulgadas ao longo desta quarta e quinta-feira (10).

Fonte: CNN

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