Morre aos 88 anos Papa Francisco, o primeiro líder da Igreja Católica latino-americano

Pontífice argentino deixa um legado de reformas, simplicidade e defesa dos marginalizados; notícia foi confirmada pelo Vaticano

O papa Francisco morreu nesta segunda-feira (21/04) aos 88 anos. O pontífice faleceu em sua residência na Casa Santa Marta, no Vaticano. O líder da Igreja Católica sofria de “pneumonia bilateral” com “infecção polimicrobiana”.

Francisco havia recentemente superado o quadro, mas não resistiu a complicações de saúde que o acompanhavam há meses. Ele morreu às 7h35 (horário local), na Casa Santa Marta, residência onde escolheu viver desde o início de seu pontificado.

A notícia foi confirmada pelo Vaticano em uma declaração em vídeo transmitida por seu canal oficial. “Queridos irmãos e irmãs, é com profunda tristeza que devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco”, declarou o cardeal Kevin Farrell, visivelmente emocionado, em mensagem transmitida ao mundo inteiro.

Um papado de ruptura e esperança

Nascido Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, no dia 17 de dezembro de 1936, Francisco foi eleito em 13 de março de 2013, tornando-se o primeiro papa jesuíta, o primeiro do hemisfério sul e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos.

Seu pontificado foi marcado por uma tentativa corajosa — e muitas vezes turbulenta — de modernizar uma instituição milenar, frequentemente resistente a mudanças. Enfrentando tensões internas, Francisco propôs uma Igreja mais próxima dos pobres e marginalizados, mais transparente e comprometida com a justiça social, ambiental e inter-religiosa.

Durante seu mandato como Sumo Pontífice da Igreja Católica, ele visitou mais de 50 países, levando uma mensagem de paz, humildade, harmonia social e respeito aos valores democráticos. Seu trabalho papal também foi caracterizado pela denúncia das desigualdades sociais, críticas ao sistema capitalista e rejeição firme de crimes sexuais entre o clero.

Graças às suas ideias reformistas, ele quebrou as velhas estruturas da Igreja Católica, não apenas em seu discurso, mas também por meio de suas políticas como autoridade máxima da instituição religiosa.

Reformas e enfrentamentos

Desde o momento em que chegou, ele endureceu as leis para processar a pedofilia no Vaticano, por exemplo, forçando a hierarquia da Santa Sé a denunciar casos de abuso sexual. Além disso, e pela primeira vez em 40 anos, ele alterou o Código de Direito Canônico para permitir formalmente que as mulheres assumissem mais funções dentro da Igreja Católica. Ele também se manifestou a favor da permissão de uniões civis entre homossexuais porque “eles são filhos de Deus e têm direito a uma família”.

No entanto, o Vaticano esclareceu logo depois que “não é lícito” para a instituição eclesiástica conceder bênção para relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Além disso, durante 11 anos de papado, Francisco buscou reformar a Cúria Romana e combater a corrupção financeira. Suas atitudes, no entanto, geraram divisões profundas dentro da Igreja, especialmente entre setores conservadores que o viam como demasiadamente liberal.

Adeus ao papa da humildade

Em vida, Francisco rejeitou os luxos do Vaticano. Recusou-se a viver nos aposentos papais, optando pela simplicidade da Casa Santa Marta. Solicitou, antes de sua morte, um funeral modesto, semelhante ao de um bispo comum, e será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma — lugar que simboliza seu afeto pelos excluídos e peregrinos.

Com sua morte, tem início o período conhecido como Sé Vacante. O conclave que elegerá seu sucessor deve ser convocado nas próximas semanas. A sucessão de Francisco definirá os rumos da Igreja em um momento em que suas reformas ainda provocam debates acalorados.

Francisco parte deixando uma marca profunda e, ao mesmo tempo, controversa: a de um pastor que tentou levar a Igreja às periferias, mesmo enfrentando as resistências do centro.

Fonte: Ópera Mundi

Temporal deixa caos na Grande SP: trens parados, carros à deriva e apagões

Uma forte chuva atingiu São Paulo e municípios da Região Metropolitana na tarde deste sábado (19), provocando alagamentos, arrastando veículos e interrompendo linhas de trem da CPTM. As cidades mais impactadas foram São Bernardo do Campo e Diadema, além de bairros da capital paulista. A operação Paese entrou em ação para suprir a paralisação dos trens.

O temporal começou por volta das 15h e, em pouco tempo, causou transtornos significativos. Em São Bernardo, na Avenida 31 de Março, dezenas de carros foram arrastados pela correnteza e motoristas precisaram se refugiar no teto dos veículos para se proteger.

Em Diadema, ruas também ficaram submersas. Um veículo foi levado pela força da água com uma pessoa dentro, que tentou escapar pela janela. Segundo a Defesa Civil, em apenas duas horas choveu o esperado para 24 dias na cidade.

Na capital, o bairro do Campo Limpo registrou um deslizamento de terra no quintal de uma residência, fazendo com que o muro da casa cedesse. Felizmente, ninguém se feriu. A Defesa Civil foi acionada para avaliar os riscos estruturais do local.

O sistema de trens da CPTM também sofreu paralisações. Desde as 15h50, a Linha 7-Rubi foi interrompida entre as estações Campo Limpo Paulista e Botujuru. Na Linha 10-Turquesa, a circulação foi suspensa entre Capuava e Prefeito Saladino a partir das 17h. O sistema Paese foi acionado para atender os passageiros nos trechos afetados.

Ônibus lotados ficaram presos em pontos de alagamento, e nem mesmo caminhões conseguiram atravessar as vias tomadas pela água.

Nas chuvas registrada nesta sexta-feira (18), 37.706 imóveis ficaram sem fornecimento de energia elétrica na Grande São Paulo até as 17h30 segundo a Enel.

Em Guarulhos, o Jardim Santo Afonso teve várias vias inundadas. Já o Corpo de Bombeiros contabilizou cinco quedas de árvores e quatro pontos de enchente entre 15h e 16h50, com ocorrências em Osasco e na Zona Leste da capital, incluindo o bairro Ermelino Matarazzo.

Fonte: DCM

Moradores da favela do Moinho acusam governo Tarcísio de ‘terrorismo psicológico’ com ações seguidas da PM

Pelo quarto dia consecutivo, a Polícia Militar (PM) foi até a favela do Moinho, na região central de São Paulo (SP). Moradores da comunidade acusam o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) de terrorismo psicológico, por conta das diversas investidas.

A presença policial ostensiva ocorre às vésperas de uma ameaça de remoção de parte da favela do Moinho, por determinação do governo de São Paulo.

Brasil de Fato esteve no local e ouviu de moradores que os policiais entraram na favela nesta sexta-feira ameaçando iniciar a remoção. No entanto, não teriam apresentado mandados judiciais que justificassem a operação nas residências da comunidade.

Ato contínuo, os moradores montaram barricadas na frente da favela, para reagir à investida policial. O protesto bloqueou temporariamente a circulação de trens entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, na Linha 8 – Diamante da CPTM. O território fica localizado próximo à Estação Júlio Prestes. A operação já está normalizada.

Em entrevista ao BdF, o ouvidor das polícias de São Paulo, Mauro Caseri, afirmou que recebeu diversas denúncias sobre policiais ameaçando despejar os moradores e por isso foi até a comunidade. “Solicitei a algumas lideranças que eles me mandassem áudios com o nome das pessoas falando dessa pressão, para que eu encaminhe ao comando local e o questione a respeito disso”, afirmou Caseri.

Leidivania Dominguas Serra Teixera, moradora do Moinho, contou ao Brasil de Fato que estava dormindo em casa, quando os policiais entraram em sua moradia.

“A polícia simplesmente vai entrando nas nossas casas, batendo, oprimindo os moradores. Eu tenho duas crianças. Eles chegaram, empurraram o moço pra dentro da minha casa, sendo que tinha três crianças, uma recém nascida de 15 dias, uma de um ano e nove meses, e uma de nove anos. Tacaram gás de pimenta na gente dentro de casa, dentro da nossa casa. Nós estamos sendo oprimidos. Por que essa violência? Ninguém fez nada de errado”, contou a moradora, que classifica as ações da PM como “terrorismo psicológico”.https://www.youtube.com/embed/drOSZkrA8eA

A operação durou cerca de uma hora. A Secretária de Segurança Publica de São Paulo (SSP) informou, em nota, que uma pessoa foi presa por suspeita de tráfico de drogas. Moradores afirmaram à reportagem que o homem detido não seria morador da favela e que trabalhava no local, fazendo pequenos reparos nas casas da comunidade.

A nota da SSP afirma ainda que cerca de 50 pessoas protestaram na tarde desta sexta, o que foi acompanhado pelos policiais à distância. “Para o local, o Estado propôs o reassentamento de famílias da comunidade com o objetivo de levar dignidade e segurança a essa população, que vive sob risco elevado em condições insalubres, com adesão voluntária de mais de 87% da comunidade até o momento”, diz o texto, o que é questionado pelos moradores.

Por volta de 16h, as viaturas saíram da favela do Moinho e os moradores retiraram as barricadas.

Contexto

De acordo com lideranças dos moradores, a reintegração de posse de parte da favela do Moinho pode acontecer na próxima terça-feira (22).

Os moradores realizaram um protesto na terça-feira (15) contra o plano de remoção da comunidade, com uma passeata que saiu da comunidade e foi até a frente da Câmara Municipal de São Paulo.

Localizada em uma região cobiçada pela especulação imobiliária, a área da favela será destinada para a construção de um parque, nos planos do governo estadual.

A proposta da gestão Tarcísio, contestada pela associação de moradores, é transferir os residentes do Moinho para residências subsidiadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A maior parte das habitações, no entanto, não está pronta e a maioria não fica na região do centro. Segundo lideranças da comunidade ouvidas pelo Brasil de Fato no dia 15, as habitações têm de 25 a 33 metros quadrados.

Para as outras famílias, a opção é viver com um auxílio aluguel de R$ 800, custeado em 50% pelo governo estadual e 50% pela prefeitura de Ricardo Nunes (MDB). As outras unidades habitacionais ainda não estão construídas e têm previsão de entrega em cerca de dois anos.

Segundo a CDHU, até terça 513 das 813 famílias haviam aderido à proposta. Lideranças da comunidade rebatem que estão sendo coagidas.

O terreno em que está localizada a favela é de propriedade da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Em nota enviada ao Brasil de Fato no dia 15, o órgão informou que “a transferência do terreno está condicionada à garantia do direito à moradia das quase mil famílias que vivem no local” e que “ainda não há previsão para a cessão da área, pois o processo depende de ajustes e complementações, por parte da CDHU, no plano de reassentamento enviado em abril deste ano, para que contemple as necessidades dos moradores”.

A SPU declarou que também aguarda o detalhamento do projeto do governo de São Paulo que deve ser implementado na área. “Somente após esse acordo será possível avançar nos trâmites administrativos para a formalização do contrato de cessão.”

Fonte: Brasil de Fato

“O Diabo no Tribunal”: Edir Macedo perde recurso contra a Netflix

Neste mês de abril, a 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o recurso dos bispos Edir Macedo e Renato Cardoso contra a Netflix. Os fundadores da Igreja Universal tentam, desde 2024, impedir a exibição de suas imagens no documentário O Diabo no Tribunal, lançado em 2023.

O filme retrata um caso real julgado nos Estados Unidos, em que a defesa alegou possessão demoníaca para justificar um assassinato. Macedo e Cardoso alegam que suas imagens foram usadas sem consentimento e em um contexto com o qual não têm ligação, por isso pediram a exclusão ou o desfoque dos rostos. A Netflix alega que as imagens são de domínio público e transmitidas de forma exemplificativa, onde os rostos não são claramente visíveis.

Na ação, os bispos ainda criticaram o conteúdo como sensacionalista e argumentaram que as cenas de “sessões de libertação” não envolvem a Igreja Universal. Eles alegam que a presença no documentário pode causar associação indevida com práticas não autorizadas por eles.

A juíza Paula da Rocha e Silva, no entanto, negou a liminar em janeiro deste ano, destacando que as aparições são breves, sem cunho ofensivo e de difícil identificação. Segundo a magistrada, não há danos relevantes que justifiquem a censura das imagens utilizadas na produção.

Fonte: DCM

ELE ESTÁ ENTRE NÓS

Flávio Show – Funcionário dos Correio

Maceió, 20 de Abril de 2025

Hoje chega ao fim a Semana Santa, uma semana onde vimos um Deputado “morrer” e “ressuscitar” no Congresso Nacional. Glauber Braga passou 9 dias em greve de fome no Plenário do Conselho de Ética e nesse período muitos peregrinos estiveram no local para visita-lo. Essa atitude da greve de fome feita pelo Deputado Glauber é o posicionamento mais extremado que uma pessoa se dispõe a fazer por uma causa; e nesse caso a causa era nobre, seu mandato.
Glauber no seu calvário foi açoitado, humilhado, teve sua sentença antecipada ao ver o parecer sobre sua cassação ser aprovado no Conselho e ainda ter que ouvir dos bolsonaristas um “solte Barrabás” ( Lira) e “crucifique” o comunista, mas na Semana dos milagres, Glauber saiu das “catatumbas” políticas e retornou para fazer sua última, digo, primeira ceia pós jejum ao lado dos seus 13 “apóstolos” psolistas.
Glauber continua vivo, mais vivo que nunca e um milagre já pode ser depositado em sua conta, furou a bolha, forçando Hugo Mota à não lavar as mãos e tomar a decisão de não pautar o seu julgamento, pelo menos por enquanto. Uma coisa é certa, seu processo será lembrado por toda a eternidade, ele estando com mandato entre nós ou não!

Já em São Paulo, não é o apóstolo, mas a cidade de Sampa, uma cena protagonizada pela policia do Tarcísio de Freitas na terça feira santa reuniu uma pequena plateia, teve fogo, teve cruz pegando fogo, teve vela, teve orador, teve gestos que lembraram muito o “irmão” Adolf; e nada disso parecia com um evento de encerramento de um curso de policial, mas o comandante do Batalhão disse que era só isso, fim de um curso de superação. Creio que faltou nesse curso pra ficar completo, um monte de cabeças enfeitadas com capuzes brancos mostrando apenas os olhos, alguns brancos carecas, “soco inglês”, tatuagens com uma logo alemã e alguns negros no encostados de costas num muro de tijolo cru, aí sim eu acreditaria que o curso havia chegado ao fim e que aqueles PMs eram exemplares formandos do Estado com a missão de proteger os cidadãos. Pode acreditar. Hi Hittler!

Pra finalizar; o dia de hoje para os cristãos representa a ressurreição de Jesus Cristo, um homem que mostrou em todo seu ministério como deve ser e agir um cristão, esse homem que amou as prostitutas, andou com os pobres, curou os enfermos, perdoou os bandidos, multiplicou e dividiu a comida, desafiou as leis dos homens, não envolveu a igreja na politica, um homem que se irritou ao ver a igreja virando um comércio, uma pessoa que palestrava para multidões com um único intuito de deixa-las mais pobres, contudo, ficavam ficavam milionárias de amor, um homem pobre de riqueza e rico em sabedoria. Se você se parece com esse Jesus, você pode dizer nesse domingo de Páscoa que você é um verdadeiro cristão.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 226

Israel transformou Gaza em um campo de extermínio e o povo vive “um inferno na Terra”, denuncia chefe da Cruz Vermelha

Depois da denúncia da ONU de que Israel transformou Gaza em um campo de extermínio, agora a Cruz Vermelha denuncia “um inferno na terra”, onde os palestinos estão submetidos a todo tido de sofrimento.

O cenário na Faixa de Gaza é descrito como “um inferno na Terra”. O alerta vem do chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no território, Adrian Zimmerman, em entrevista à emissora Al Jazeera, divulgada neste sábado (20). Em meio à escalada das hostilidades e ao bloqueio imposto por Israel, Zimmerman traçou um panorama devastador sobre as condições de vida enfrentadas pela população civil no enclave palestino.

“A vida diária em Gaza se tornou uma missão de sobrevivência sem fim”, declarou o representante da Cruz Vermelha. Segundo ele, o bloqueio israelense tem paralisado a atuação das organizações humanitárias, justamente no momento em que dezenas de milhares de palestinos precisam de assistência médica, alimentação e serviços essenciais.

De acordo com Zimmerman, os suprimentos médicos disponíveis podem acabar em poucas semanas caso a situação nas fronteiras não se altere. “A disponibilidade reduzida e o aumento dos preços de produtos básicos desde o início de março, somados ao severo impacto psicológico da retomada das hostilidades, representaram um golpe devastador para a população civil em Gaza”, acrescentou.

A Cruz Vermelha vem acompanhando de perto os impactos do conflito. O chefe da missão na Faixa de Gaza relatou que suas equipes testemunharam a morte de inúmeras pessoas nos últimos meses. “Isso mostra o alto preço que os civis estão pagando”, frisou.

Zimmerman enfatizou ainda que não há qualquer sensação de segurança ou esperança para os mais de dois milhões de habitantes da região, submetidos diariamente a deslocamentos forçados, perda de familiares, falta de comida, água potável, abrigo e medicamentos. “Civis sofrem inúmeras humilhações todos os dias”, denunciou.

De acordo com ele, as repetidas ordens de evacuação impuseram um sofrimento ainda maior, obrigando famílias inteiras a abandonarem suas casas às pressas, no escuro e em meio ao pânico. “Muitas famílias ficaram devastadas pela morte de seus membros e constantemente deslocadas, privadas de acesso a necessidades básicas”, lamentou.

Em tom firme, Zimmerman renovou o apelo por um cessar-fogo urgente e lembrou que, como potência ocupante, Israel tem a obrigação legal de garantir as necessidades básicas da população civil. “Os suprimentos de alimentos em Gaza estão diminuindo a cada dia, assim como outros produtos vitais, como medicamentos”, alertou.

A entrevista à Al Jazeera reforça o que diversas agências das Nações Unidas e outras entidades humanitárias vêm relatando: Gaza está à beira de um colapso total. Com os acessos bloqueados e bombardeios constantes, a ajuda humanitária não consegue chegar de forma segura e contínua. O apelo por uma trégua humanitária é, mais do que nunca, uma exigência para preservar vidas.

Zimmerman encerrou sua fala destacando o custo humano desse conflito. O retrato que ele pinta é o de um território exaurido, onde viver se tornou um ato de resistência e onde o mínimo – comida, água, abrigo – virou um luxo inacessível. A comunidade internacional, segundo ele, não pode continuar de braços cruzados diante de tamanho sofrimento.

Fonte: Brasil 247

Governo quer conectar todas Unidades de Saúde Indígena até 2026

Acesso à internet de qualidade permitirá implementação da telessaúde

O governo federal planeja interconectar todas as unidades de saúde indígena do Brasil até o fim de 2026, garantindo que todos os estabelecimentos públicos responsáveis pela atenção primária à saúde dos povos originários tenham acesso à internet de qualidade.

“Nosso objetivo é chegar até o final do ano que vem com a universalização da conectividade em todas as unidades de saúde indígenas do nosso país”, afirmou o secretário nacional de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba em entrevista à Agência Brasil, na véspera do Dia dos Povos Indígenas.

Celebrada neste sábado (19), a data promove a diversidade e a riqueza das culturas dos povos originários, além de chamar a atenção para a luta dos quase 1,7 milhão de brasileiros que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se declaram indígenas, com laços ancestrais com uma das 305 etnias identificadas no país.

Segundo Weibe, melhorar a conectividade dos territórios permitirá, entre outras coisas, que o Poder Público implemente a infraestrutura de telessaúde nas comunidades, garantindo que os indígenas tenham acesso a médicos especialistas sem precisar deixar suas aldeias.

“Isso também nos permitirá expandir a tecnologia da telessaúde, com a qual podemos evitar as remoções de pacientes indígenas para fora dos territórios”, acrescentou o secretário.

Dos 34 atuais Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis), 19 já dispõem do serviço de consultas à distância, que utiliza internet banda larga do Programa Conecta Brasil, do Ministério das Comunicações. E que, segundo o MPI, reduz o deslocamento dos pacientes, que podem realizar exames de rotina e consultas com cardiologistas, oftalmologistas, dermatologistas, pneumologistas e outros especialistas a partir dos polos bases já devidamente equipados. Segundo a Sesai, a iniciativa tem potencial para beneficiar a mais de 781 mil indígenas.

Divididos estrategicamente por critérios territoriais, tendo como base a ocupação geográfica das comunidades indígenas, os Dseis são unidades gestoras descentralizadas do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Cada um reúne um conjunto de serviços e atividades, prestadas por meio das Unidades Básicas de Saúde Indígenas (UBSIs), polos-bases e Casas de Saúde Indígena (Casais).

Comunicação

“Além de garantir a inclusão dos dados [clínicos] nos sistemas de informações [nacionais], a conectividade das unidades de Saúde é uma forma de permitir que os profissionais de saúde que vão atuar nestas localidades mantenham contato com seus familiares”, acrescentou Weibe Tapeba ao falar sobre a dificuldade de manter os profissionais não indígenas nos territórios distantes dos grandes centros urbanos.

“Temos territórios de difícil acesso, onde o recrutamento não é um processo fácil, pois o profissional precisa praticamente ficar morando no território por um longo período, às vezes, por meses. Por isso, temos buscado melhorar e garantir as condições de trabalho, incluindo a parte de infraestrutura”, garantiu o secretário.

Ele detalhou que mais de 700 pontos de conectividade já foram implementados e frisando que estas e outras iniciativas da pasta exigem maior aporte de recursos financeiros.

“Assumimos a secretaria [em 2023, primeiro ano da atual gestão federal] em meio a um cenário de desmonte. Ainda durante a transição [entre os governos Bolsonaro e Lula], a proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional previa o corte de 59% do orçamento da Sesai. Conseguimos não só recompor o orçamento, como, nos dois primeiros anos, incrementamos o Orçamento em cerca de R$ 1 bilhão”, afirmou Weibe, detalhando que R$ 500 milhões foram aportados em 2023, e outros R$ 500 milhões em 2024, elevando para cerca de R$ 3 bilhões o total atualmente destinado ao subsistema do Sistema Único de Saúde (SUS).

“É o maior orçamento da saúde indígena de todos os tempos. Mesmo assim, temos uma demanda reprimida, um passivo, sobretudo em termos de infraestrutura, especialmente na área do saneamento básico”, admitiu o secretário, informando que cerca de 60% dos territórios indígenas no Brasil ainda não têm acesso à água potável.

“Há vazios assistenciais. Locais onde as ações de saúde são a [única ou das poucas] materialização da presença do Estado brasileiro. E com a quantia disponível, mantemos cerca de 22 mil profissionais de saúde indígena e todas as unidades de saúde indígena; investimos no sistema de saneamento e custeamos os contratos que os Distritos Sanitários Especiais Indígenas [Dseis] mantém, o que inclui horas-voos e locação de veículos [para transporte de pacientes, profissionais e suprimentos”, disse o secretário, apontando que uma redução do orçamento disponível poderia inviabilizar a prestação do serviço de saúde para a população indígena.

“Temos um estudo que aponta que para darmos conta do passivo e resolvermos os vazios assistenciais, especialmente na Amazônia, seriam necessários quase duas vezes mais recursos do que os que já vínhamos recebendo. A necessidade real seria de cerca de R$ 5 bilhões ou R$ 6 bilhões”, frisou Weibe.

Atendimentos

De acordo com a Sesai, o número de atendimentos a indígenas, incluindo consultas médicas, vacinações, atendimentos odontológicos, entre outros serviços, vem aumentando ano após ano, tendo saltado de 9,18 milhões em 2018 para 17,31 milhões no ano passado.

Diante desse cenário, a Sesai tem buscado alternativas para otimizar a gestão e ampliar a assistência. “Começamos a reorganizar a secretaria, buscando apoio e parcerias com instituições; realizando termos de execução direta e TEDS [Termos de Execução Descentralizada] com universidades e com outras instâncias do governo brasileiro, além de acordos de cooperação técnica com instituições importantes”, concluiu o secretário.

Fonte: Agência Brasil

Incêndio em lancha deixa 10 feridos em Maragogi

Dez pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave, após uma lancha pegar fogo durante um passeio em Maragogi, área turística de Alagoas.

O que aconteceu
Cinco pessoas precisaram ser levadas a hospitais e outras cinco receberam primeiros socorros em uma UPA local. O incêndio na embarcação aconteceu na tarde de ontem na praia de Maragogi, que dá nome à cidade.

Criança e mulheres grávidas estão entre os feridos. Segundo o Governo do Estado de Alagoas, ficaram feridos no incêndio cinco homens, quatro mulheres (duas delas gestantes) e uma criança de três anos. As criança e as grávidas estavam com ferimentos leves.

Socorro aéreo. Dois homens, de 27 e 28 anos, precisaram ser levados em helicópteros do governo de Alagoas ao Hospital Geral do Estado. Uma mulher de 27 anos, também em estado grave, foi socorrida de ambulância à mesma unidade de saúde.

Vítimas mais graves têm estado de saúde estável. As três pessoas que foram levadas ao HGE estão com 30%, 25% e 17% do corpo lesionado pelo fogo. Outras duas pessoas levadas ao Hospital Regional do Norte não tiveram estado de saúde divulgado. As outras cinco vítimas levadas à UPA têm ferimentos leves e não correm risco de morte.

Polícia vai investigar o caso. A causa do incêndio ainda não foi identificada. O UOL procurou a prefeitura de Maragogi para saber se a lancha envolvida no acidente era regularizada e aguarda retorno sobre o assunto.

Fonte: Uol

Manifestantes ocupam universidades contra Trump

Universitários norte-americanos realizaram ocupações em 150 instituições de ensino superior contra os ataques de Trump a estudantes e faculdades em chantagem escancarada para intimidar e restringir protestos contra o genocídio israelense em Gaza e Cisjordânia

Os manifestantes denunciaram, nesta quinta-feira, 17, que,desde sua posse, Trump elevou a pressão contra as universidades norte-americanas, bloqueando bilhões de dólares para pesquisas científicas, reprimindo políticas de inclusão e perseguindo estudantes e professores críticos do genocídio.

Um professor descreveu o governo de Trump como “o pior desde o macartismo”, comparando com o período nos EUA em que se instalou uma caça às bruxas governamental e judicial para perseguir e reprimiu milhares de americanos sob o prestexto de “associação ao comunismo”. Qualquer pessoa poderia ser acusada de ser subversiva mesmo sem serem comunistas e eram agressivamente investigadas e mesmo sem provas concretas a condenação recaia em especial contra artistas e intelectuais.

O ‘Dia Nacional de Ação pelo Ensino Superior’ foi organizado por grupos pró Palestina e sindicatos de professores. Movimentos como ‘Faculty for Justice in Palestine’, ‘Jewish Voice for Peace’ e ‘Palestine Legal’, além de uniões de professores, a exemplo da ‘American Association of University Professors’ e da ‘Higher Ed Labor United’.

As manifestações aconteceram em mais de 150 instituições de ensino, incluindo universidades de elite como Harvard e Cambridge. Em Harvard, recentemente, Trump ameaçou o bloqueio de $2.2 bilhões em investimentos e contratos, pela recusa de Harvard a se submeter ao fascismo persecutório de Trump.

Trump usou da mesma tática, usando de cortes e ameaças de repressão, em outras universidades para tentar submetê-las.

“Estamos fazendo nosso trabalho para criar um mundo melhor no qual todos os que vivem neste planeta possam prosperar de forma equitativa,” disse Nancy Krieger, professora de epidemiologia social em Harvard. Ela disse que o financiamento para sua pesquisa foi cancelado em fevereiro por ter como tema a discriminação na área da Saúde.

“Precisamos ter esse dinheiro indo para pesquisa e trabalho acadêmico e o treinamento e ensino da próxima geração que pode proteger a Saúde Pública,” conclamou a professora.

O principal foco da repressão de Trump contra as universidades, são os protestos de estudantes pró Palestina. Membros de seu governo constantemente criticam as universidades em que aconteceram esses protestos dizendo que qualquer crítica ao estado de Israel e o genocídio que estão fazendo em Gaza, seria “antissemitismo”.

Estudantes estrangeiros que demonstrem apoio á causa palestina, que participem de protestos contra o genocídio, são perseguidos, seus vistos de estadia no país revogados, vários deles chegaram a ser presos e deportados. Dois casos que se tornaram símbolos da crise provocada por Trump são Mahmoud Khalil e Rumeysa Ozturk, presos por fazerem críticas a Israel.

“Eles não sabem se podem ser deportados, não sabem se podem ser direcionados para a prisão de El Salvador”, disse Ronald Cox, professor de ciências políticas e relações internacionais da Universidade Internacional da Flórida.

“Não houve o devido processo. É uma espécie de temporada de caça aos alunos mais vulneráveis,” continuou.

“Você não pode apaziguar um tirano,” disse Robert Reich, professor emérito da Universidade da Califórnia. “A Universidade de Columbia tentou apaziguar um tirano. Não funcionou”.

A Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, recentemente cedeu à truculência de Trump e atendeu às suas exigências, especialmente em negar apoio aos que realizam demonstrações de apoio ao povo palestino.

Fonte: Hora do Povo

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