Israel já destruiu mais de 90% das casas no campo de extermínio de Gaza, alerta ONU

Mais de 90% das casas na Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas desde o início da ofensiva militar israelense. A informação é da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que publicou um relatório citando dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). A matéria foi publicada originalmente pelo portal Al Mayadeen, com base em informações de agências internacionais.

A OIM destacou a escala alarmante da devastação e alertou para o agravamento da crise humanitária, uma vez que milhões de civis palestinos seguem expostos, sem acesso a abrigos seguros e vivendo sob constante ameaça. “Sem ter para onde ir, as famílias se abrigam em ruínas inseguras”, declarou a agência por meio da plataforma X (antigo Twitter).

A destruição em larga escala reduziu bairros inteiros a escombros, deixando a maioria da população desabrigada e forçada a improvisar abrigos com o que resta de suas casas. De acordo com a OIM, “a ajuda humanitária essencial para abrigos está pronta para ser enviada”, mas os bloqueios impostos nos pontos de entrada têm impedido a entrega de itens básicos como tendas, materiais de construção e kits de emergência. “A OIM tem abrigo pronto — os pontos de entrada devem abrir AGORA”, apelou a organização.

Em um cenário que a ONU já classificou como “catastrófico”, as denúncias se acumulam. A destruição sistemática de infraestrutura civil, o cerco militar e a falta de acesso a recursos básicos colocam em risco iminente a vida de mais de dois milhões de pessoas em Gaza. A maioria das vítimas é composta por mulheres e crianças, segundo dados da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, fez duras críticas à conduta israelense na Faixa de Gaza. “A fome está se espalhando e se aprofundando, de forma deliberada e provocada pelo homem”, afirmou à imprensa na última terça-feira. Segundo ele, “a ajuda humanitária está sendo usada como moeda de troca e arma de guerra por Israel na Faixa de Gaza”.

Lazzarini defendeu a suspensão imediata do cerco israelense e destacou a urgência de uma ação internacional concreta: “O cerco deve ser levantado, os suprimentos devem chegar, os reféns devem ser libertados e o cessar-fogo deve ser retomado”. Ele ainda lançou um questionamento incisivo: “Quanto tempo mais levará até que palavras vazias de condenação se transformem em ações para levantar o cerco, retomar o cessar-fogo e salvar o que resta da humanidade?”

A comunidade internacional, apesar das declarações formais, ainda não conseguiu exercer pressão efetiva sobre o governo de Israel para permitir o fluxo contínuo de ajuda humanitária e respeitar os princípios do direito internacional humanitário. Enquanto isso, a crise se aprofunda e a população civil segue à mercê do que organizações internacionais já descrevem como uma política de punição coletiva.

O conflito em Gaza tem provocado crescente indignação em diferentes partes do mundo. Artistas, cineastas e defensores dos direitos humanos têm se manifestado contra a ofensiva militar. No Festival de Cannes, por exemplo, um documentário homenageando um fotojornalista palestino morto durante os bombardeios foi exibido em solidariedade ao povo de Gaza.

Apesar das crescentes denúncias e do clamor por um cessar-fogo imediato, o presidente dos EUA, Donald Trump, segue prestando apoio político e militar ao governo israelense, o que tem sido apontado por analistas como fator de estímulo à continuidade da ofensiva.

Fonte: Brasil 247

Por unanimidade, STF torna réus mais 6 denunciados por trama golpista

Placar pelo recebimento da denúncia foi obtido com o voto de Moraes

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (22) tornar réus seis denunciados do núcleo 2 da trama golpista. São eles:

  • Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do então presidente Jair Bolsonaro;
  • Marcelo Câmara, também ex-assessor de Bolsonaro;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal;
  • Mário Fernandes, general da reserva;
  • Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça.

Com a decisão, os acusados do núcleo passam a responder a uma ação penal pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O placar de 5 votos a 0 pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi obtido com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

Durante o julgamento, Alexandre de Moraes apresentou seu voto por tópicos e concordou com as acusações da PGR.

O ministro citou a participação dos denunciados na elaboração da minuta do golpe, documento no qual justificam a decretação de estado de sítio, a operação de Garantia da Lei e de Ordem (GLO) pelas Forças Armadas, além do plano “Punhal Verde Amarelo” para matar Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e as ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar a circulação de eleitores do Nordeste durante as eleições de 2022.

Ações da PRF nas eleições: O ministro concordou com a acusação da PGR e disse que Silvinei Vasques, Marília de Alencar e Fernando de Sousa atuaram para viabilizar as operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar a circulação de eleitores do Nordeste no segundo turno do pleito de 2022.

Segundo o ministro, Marília e Fernando produziram informações sobre os locais onde Bolsonaro obteve baixa votação no primeiro turno das eleições. Com base nas planilhas, a PRF realizou as operações.

Plano Punhal Verde Amarelo: Moraes também citou que o plano foi apreendido com  o general da reserva Mário Fernandes e previa “ações para neutralizar” e matar o próprio ministro, além de Lula e Alckmin. Segundo as investigações, o plano foi impresso no Palácio do Planalto para iniciar as tratativas com Bolsonaro.

“Não há dúvida sobre a violência praticada. Cada um dos denunciados terá toda a ação penal para provar que eles não participaram, mas não é possível negar que houve, no dia 8 de janeiro de 2023, a tentativa de golpe de Estado”, afirmou.

Minuta do golpe: O relator também destacou que Bolsonaro tinha conhecimento da minuta do golpe, que foi apreendida pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

“O próprio réu, Jair Bolsonaro, logo após o recebimento da denúncia por esta turma, em entrevista coletiva, disse que recebeu a minuta do golpe, manuseou e analisou porque iria pensar sobre a decretação de um estado de sítio ou de defesa. O que importa é que não há mais dúvida de que essa minuta passou a mão em mão, chegando ao presidente da República”, disse.

Próximos passos

Com a abertura do processo criminal, os acusados passam a responder pelos seguintes crimes:

  • organização criminosa armada,
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • golpe de Estado,
  • dano qualificado pela violência,
  • grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A ação penal também marca o início da instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase. Os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

Após o fim da instrução, o julgamento será marcado e os ministros vão decidir se os acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.

Até o momento, somente as denúncias contra os núcleos 1 e 2 foram julgadas, totalizando 14 réus. No mês passado, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus. Ainda serão analisadas as denúncias contra os núcleos 3,4 e 5.

Defesas

Durante a primeira parte do julgamento, realizada nesta manhã, os advogados dos denunciados negaram as acusações e qualquer ligação com a trama golpista.

Fonte: Agência Brasil

Policial acusado de matar Kleber Malaquias é preso por tentativa de homicídio no MT

Ativista político foi morto em 15 de julho de 2020, dentro do bar da Buchada, localizado na Avenida Teotônio Vilela, na Mata do Rolo, na cidade de Rio Largo

O agente da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) que é acusado de ter participado da trama que resultou no homicídio do ativista político Kléber Malaquias foi preso, no último sábado (19), por crime de natureza semelhante, cometido no Mato Grosso (MT). Ele teve a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário daquele estado sob a acusação de envolvimento numa tentativa de assassinato ocorrida em setembro do ano passado. O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL) compartilhou com os órgãos da persecução penal do Mato Grosso (responsáveis por investigar, acusar e julgar crimes) todas as informações a respeito das provas encontradas na oportunidade de sua prisão pelo homicídio de Malaquias. Tais provas, consideradas consistentes, foram adquiridas por meio da quebra de dados telemáticos, que são informações digitais geradas através da combinação de telecomunicações e informática. No caso em questão, elas envolveram conversas que relacionavam o réu com a tentativa de homicídio.

Em Alagoas, o agente da PC/AL, de acordo com denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, participou do homicídio duplamente qualificado, por impossibilidade de defesa da vítima e por ter sido o assassinato cometido mediante promessa de recompensa, que assassinou Kléber Malaquias, em 15 de julho de 2020, dentro do bar da Buchada, localizado na Avenida Teotônio Vilela, na Mata do Rolo, na cidade de Rio Largo. A vítima era conhecida por fazer diversas denúncias contra políticos e por fornecer informações ligadas a essas mesmas denúncias à polícia e ao MP/AL.

Já em Mato Grosso, o policial foi formalmente acusado pelo Ministério Público local de envolvimento em uma tentativa de assassinato ocorrida em via pública, em setembro de 2024. Assim como no caso de Alagoas, o agente da PC/AL teria fornecido apoio logístico e financeiro para a execução do crime e, por esse motivo, teve a prisão decretada. Posteriormente, no entanto, a medida foi suspensa por decisão liminar. Na semana passada, acompanhando o entendimento do Ministério Público mato-grossense, o Tribunal de Justiça daquele estado reformou a decisão e, por unanimidade, cassou a liminar, restabelecendo a ordem de prisão. O réu se apresentou voluntariamente e permanece custodiado na Central de Flagrantes, em Maceió.

Caso Kleber Malaquias

O agente da Polícia Civil foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas no ano passado por participação no homicídio de Kléber Malaquias, dando suporte logístico para que o assassinato pudesse ser executado. Para além disso, ele também está envolvido na fraude processual e outros crimes praticados em conjunto com um delegado da PC/AL e outros réus do caso Malaquias, para tentar inocentar os demais acusados que cometeram o crime.

Fonte: Ascom MP/AL

Israel bloqueia vacinação contra pólio no campo de extermínio de Gaza

Israel intensifica ataques em Gaza; bloqueio interrompe vacinação contra pólio

 As Forças Armadas de Israel lançaram uma das maiores ondas de ataques em Gaza em semanas na terça-feira, disseram moradores, e autoridades de saúde emitiram um novo alerta de que o sistema de saúde enfrenta um colapso total devido ao bloqueio israelense a todos os suprimentos.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que uma campanha de vacinação contra a poliomielite apoiada pela ONU, destinada a atingir mais de 600.000 crianças, foi suspensa, colocando o enclave em risco de ressurgimento de uma doença debilitante que já havia sido praticamente erradicada.

Em uma tentativa de pôr fim ao conflito, uma delegação do Hamas chegaria ao Cairo para negociações. Duas fontes disseram que a delegação discutirá uma nova oferta que incluiria uma trégua de 5 a 7 anos após a libertação de todos os reféns e o fim dos combates.

As fontes disseram que Israel, que rejeitou uma oferta recente do Hamas de libertar todos os reféns em troca do fim da guerra, ainda não respondeu à proposta reformulada de trégua de longo prazo. Israel exige o desarmamento do Hamas, o que os militantes rejeitam.

Moradores disseram que as forças israelenses bombardearam diversas áreas do enclave com tanques, aviões e barcos. Os ataques atingiram casas, acampamentos de barracas e estradas, acrescentaram.

Os ataques aéreos destruíram escavadeiras e veículos usados ​​para levantar escombros e ajudar a recuperar corpos presos sob as ruínas, segundo autoridades e moradores.

Israel impôs um bloqueio total a todos os suprimentos para Gaza desde o início de março e retomou suas operações militares em 18 de março, após o colapso de um cessar-fogo.

Desde então, ataques israelenses mataram mais de 1.600 palestinos, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza, e centenas de milhares foram forçados a deixar suas casas enquanto Israel tomava o que chama de zona-tampão em território de Gaza.

A campanha de bombardeios israelense, que já dura 18 meses, tornou quase todos os prédios na Faixa de Gaza inabitáveis, e os 2,3 milhões de habitantes de Gaza agora vivem, em sua maioria, ao relento, em tendas improvisadas. Desde que o bloqueio total foi imposto no mês passado, todas as 25 padarias abastecidas pela ONU que produzem pão foram fechadas.

Fonte: MSN

Bombardeios de Israel mataram 29 palestinos no campo de extermínio de Gaza em 24 horas

Pelo menos 29 civis palestinos morreram nas últimas 24 horas após uma nova série de bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pela rede de televisão Al Jazeera, do Catar, que aponta que os ataques atingiram principalmente campos de deslocados espalhados pelo enclave, ampliando ainda mais a crise humanitária enfrentada pela população local.

De acordo com a reportagem da emissora árabe, os bombardeios ocorreram em áreas onde milhares de palestinos buscavam abrigo após meses de confrontos e deslocamentos forçados. Desde o início da nova escalada de violência, em outubro de 2023, mais de 51 mil palestinos foram mortos, e cerca de 117 mil ficaram feridos, conforme estimativas atualizadas dos serviços de saúde da região.

A retomada dos ataques israelenses em março deste ano representou uma nova fase da operação. Em 18 de março, o governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ordenou a retomada das ofensivas após o fracasso nas negociações de cessar-fogo intermediadas por representantes internacionais, incluindo o enviado especial presidencial dos EUA, Steve Witkoff.

Enquanto os bombardeios persistem, relatos de organizações humanitárias e da imprensa internacional apontam para o agravamento do colapso social em Gaza. Estruturas hospitalares estão em ruínas, há escassez severa de água potável, alimentos e medicamentos, e centenas de milhares de palestinos permanecem em condições de deslocamento, vivendo em tendas improvisadas sob constante ameaça aérea.

Chega a 14 número de feridos após incêndio em plataforma da Petrobras

A Petrobras divulgou nota nesta tarde informando que mais 13 trabalhadores ficaram feridos após o incêndio na Plataforma PCH-1 (Cherne 1), na Bacia de Campos, a cerca de 130 quilômetros da costa de Macaé, no Rio de Janeiro.

Com isso, o número de feridos chega a 14. Mais cedo, a empresa havia informado que um prestador de serviço da companhia sofreu queimaduras leves e estava consciente. O funcionário caiu no mar durante o acidente.

“O trabalhador resgatado no mar se encontra em atendimento hospitalar em terra, consciente e estável. Outros 13 trabalhadores que prestam serviço para a companhia foram classificados como feridos e também estão recebendo atendimento em hospital da região”, diz a nota divulgada agora à tarde pela empresa.

Segundo a Petrobras, desde o ano de 2020, a Plataforma PCH-1 (Cherne 1) não produz petróleo.

De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Sergio Borges Cordeiro, 176 trabalhadores estavam a bordo da plataforma.

“O escoamento de gás foi interrompido, as comunicações da plataforma caíram e embarcações de emergência foram acionadas. O Sindipetro-NF acompanha o caso e cobra providências urgentes”, escreveu Cordeiro nas redes sociais.

A Petrobras informou que as demais pessoas que estão na plataforma estão bem e que “uma comissão será formada para apurar as causas do incidente”.

Acidentes em 2024

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as atividades de exploração e produção de petróleo no país registraram 731 acidentes no ano passado.

De acordo com os dados, 183 pessoas ficaram feridas, sendo 78 com gravidade, e uma morte foi registrada.

Fonte: DCM

Lula decreta luto oficial de sete dias pela morte do papa Francisco

Presidente destacou a atuação do Papa em favor dos pobres e refugiados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta segunda-feira (21) luto oficial de sete dias em homenagem ao papa Francisco. Por meio de nota, o presidente destacou o legado do pontífice argentino Jorge Mario Bergoglio e lamentou profundamente a perda de uma “voz de respeito e acolhimento ao próximo”.

Lula ressaltou que Francisco viveu e propagou valores como o amor, a tolerância e a solidariedade.

“Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o Papa buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia”, disse.

O presidente também destacou a atuação do papa em temas centrais da agenda social e ambiental global. Segundo ele, com simplicidade, coragem e empatia, Francisco levou ao Vaticano o debate sobre as mudanças climáticas e denunciou modelos econômicos geradores de injustiças e desigualdades.

“Ele sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito”, afirmou Lula.

O presidente lembrou ainda os encontros que teve com o papa, ao lado da primeira-dama Janja da Silva, como momentos de carinho e partilha de ideais comuns. “Pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”, disse.

Ao finalizar a nota, o presidente desejou consolo a todos que sofrem com a perda do líder religioso. “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”, concluiu.
 

Encontros

O presidente Lula e o papa Francisco se encontraram oficialmente em três ocasiões. O primeiro encontro ocorreu em 13 de fevereiro de 2020, no Vaticano. A reunião, de caráter privado, foi realizada na Casa Santa Marta, onde o Papa costuma receber convidados em um ambiente mais reservado e informal. Durante cerca de uma hora, eles conversaram sobre a importância da solidariedade, do combate às desigualdades e da construção de um mundo mais justo e fraterno.

Já eleito, Lula voltou a se reunir com o pontífice em 21 de junho de 2023, também no Vaticano. Na ocasião, além de reafirmarem os laços de amizade, discutiram temas da agenda global, como a promoção da paz, a preservação ambiental e a luta contra a fome e a pobreza. O presidente convidou o papa Francisco para visitar o Brasil, especialmente durante a celebração do Círio de Nazaré, em Belém (PA).

O terceiro encontro aconteceu em 14 de junho de 2024, durante a Cúpula do G7, realizada na região de Apúlia, no sul da Itália. O papa participou pela primeira vez como orador no evento, destacando a necessidade de um uso ético da inteligência artificial e condenando o desenvolvimento de armas autônomas letais. Em uma reunião privada, Lula e Francisco voltaram a discutir temas como o combate à fome, a promoção da paz e a necessidade urgente de reduzir as desigualdades globais

Em fevereiro deste ano, Janja teve um novo encontro com o papa Francisco em meio a uma viagem a Roma para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Durante a reunião, ela agradeceu as orações pela saúde de Lula e compartilhou com o Papa reflexões sobre a situação de mulheres e meninas afetadas pela fome e a pobreza. 

Visita ao Brasil

Após sua eleição em 2013, o papa Francisco teve o Brasil como primeiro destino internacional e foi recebido pela então presidenta Dilma Rousseff.

O pontífice esteve na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento que reuniu milhões de jovens de todo o mundo.

Durante a visita, o papa visitou a Favela da Varginha, o Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus e celebrou missas para multidões em Copacabana.

Nessa mesma viagem, esteve no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde também reuniu uma multidão de fiéis.

Fonte: Agência Brasil

Zema sobe seu salário para R$ 41 mil em 2025 e impõe congelamento salarial aos servidores

A demagogia bolsonarista foi desmascarada. Arrocho sobre os servidores públicos e orgia descarada com seu próprio salário. Governador de Minas recebe hoje o segundo maior salário do país

O governador de Minas Gerais, o bolsonarista Romeu Zema, publicou neste sábado (19) um decreto impondo um corte nas despesas do Executivo.

Ele informou que não haverá reajuste de salário dos servidores em 2025. Em audiência pública na Assembleia Legislativa, no início da semana, o secretário de Fazenda, Luiz Claudio Gomes, disse que o governo não tem condições orçamentárias e financeiras para repor as perdas inflacionárias do último ano.

A decisão mostra bem como funciona a demagogia fiscalista do governador Romeu Zema. Ele aplicou no ano de 2024 um aumento de seu próprio salário triplicando o valor e passando de R$ 10 mil para R$ 30 mil. Naquele ano os servidores públicos tiveram reajustes abaixo de 5%. Neste ano de 2025, o salário do governador chega a R$ 41 mil e é o segundo maior do Brasil entre os governadores.

E para os servidores ele impõe um congelamento salarial. Apenas os professores, que reivindicam 6,27% de reposição para todas as oito carreiras da educação básica, terão uma reposição de 5,27%. Mais uma vez fica a pergunta. Por que o governador teve um aumento de R$ 30 mil para R$ 41 mil, ou seja, uma elevação de mais de 30% em seu salário e quer impor um congelamento salarial para os servidores públicos?

O governador mineiro anunciou o decreto de arrocho sobre servidores após já ter feito um corte nos recursos da Polícia Militar (PMMG). Na quinta-feira (17), um comunicado interno enviado ao comando da PM pelo chefe do estado maior, coronel José Maurício Oliveira, determinou a suspensão de todas as diligências e a devolução para os cofres públicos dos créditos orçamentários liberados, empenhados ou já pagos.

O resultado dessa política demagógica do governador é que a segurança da população vai ser prejudicada enquanto ele próprio e seus asseclas se refastelam com o dinheiro público. Essa é a política bolsonarista. Arrocho sobre o povo e vida nababesca para as elites.

Fonte: Hora do Povo

Quadrilha que roubou R$ 2 bilhões do FGTS com gente da Caixa é presa pela PF

A Polícia Federal revelou um esquema criminoso que movimentou pelo menos R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos por meio de fraudes contra beneficiários de programas sociais, trabalhadores com FGTS e seguro-desemprego. Como mostrou a reportagem do Fantástico, o golpe teve colaboração de funcionários da Caixa Econômica Federal, que repassavam dados sigilosos e até realizavam saques a mando da quadrilha.

As principais vítimas eram usuários do aplicativo Caixa Tem, utilizado para movimentar recursos de benefícios sociais. Os criminosos acessavam CPFs em fóruns ilegais da internet, verificavam quem tinha benefícios ativos e repassavam os dados para os servidores infiltrados no banco. Esses funcionários alteravam os e-mails das contas, permitindo à quadrilha gerar novas senhas e controlar totalmente as contas das vítimas.

Segundo a PF, o chefe do esquema, conhecido como “Careca”, foi preso em 2022 no Rio de Janeiro com um comparsa, mas ambos responderam ao processo em liberdade. O notebook apreendido com a dupla revelou a sofisticação da operação, que utilizava softwares para simular centenas de celulares, facilitando o acesso simultâneo a várias contas.

“Eles roubam de quem mais precisa, e ainda debocham das vítimas”, relatou um dos investigadores ao Fantástico.

Durante nova fase da investigação, a PF realizou buscas em 14 cidades do Rio de Janeiro, apreendendo equipamentos e identificando novos suspeitos. Segundo o delegado Pedro Bloomfield Gama Silva, a polícia aposta em monitoramento com biometria e inteligência artificial para detectar e prevenir fraudes de forma mais eficaz.

A Caixa reconheceu o prejuízo de R$ 2 bilhões, mas afirmou que os valores foram integralmente devolvidos às vítimas e que os funcionários envolvidos foram demitidos. A maioria dos criminosos, no entanto, segue em liberdade, mesmo após desviar recursos de pessoas em situação de vulnerabilidade.

As vítimas do golpe podem buscar atendimento em agências da Caixa ou ligar para o 0800 726 0101.

Fonte: DCM

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