Pejotização custa bilhões à Previdência e ao setor público, aponta estudo da FGV

Análise revela prejuízos de até R$ 144 bilhões aos cofres públicos desde 2018, com reflexos na arrecadação e na proteção social

A contratação de trabalhadores como pessoa jurídica (PJ), um dos efeitos colaterais da reforma trabalhista de 2017, gerou uma perda de até R$ 144 bilhões para os cofres públicos entre 2018 e 2023, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento revela que esse modelo de contratação, ao reduzir a carga tributária comparado à CLT, representa um risco crescente para a Previdência Social e agrava o déficit público. O tema, que tem gerado debates acalorados, será decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o UOL, o estudo aponta que  o número de trabalhadores autônomos no Brasil aumentou drasticamente após a reforma trabalhista. Entre 2017 e 2023, os trabalhadores classificados como Microempreendedores Individuais (MEIs), com renda de até R$ 6.750 por mês, cresceram 24%. Já os que foram classificados como empresas do Simples Nacional (com renda entre R$ 6.750 e R$ 400 mil mensais) aumentaram em 90%. Esse fenômeno, conhecido como “pejotização”, ocorre quando empregadores optam por formalizar contratos como PJ para reduzir encargos trabalhistas, como férias, 13º salário e aviso prévio.Play Video

A pesquisa, conduzida por Nelson Marconi, coordenador do curso de Administração Pública da FGV, e Marco Capraro Brancher, consultor da instituição, foi publicada em junho de 2024. Ela destaca que, em 2023, cada trabalhador contratado como PJ gerou, em média, R$ 4 mil de impostos, considerando Imposto de Renda e contribuições do MEI ou do Simples Nacional. Se esses trabalhadores tivessem sido contratados sob o regime CLT, a arrecadação teria sido entre R$ 21 mil e R$ 33 mil por ano, dependendo da categoria da empresa contratante.

Ainda conforme Marconi, embora a pejotização represente uma flexibilização das relações de trabalho para as empresas, ela tem consequências devastadoras para a arrecadação pública. “Isso diminui a capacidade do Estado de financiar políticas públicas e afeta diretamente a Previdência Social. Trabalhadores como MEI, por exemplo, têm menos acesso a planos de saúde e, ao se aposentarem, contarão apenas com o salário mínimo, sobrecarregando o sistema público”, observa.

A pesquisa alerta ainda para o impacto potencial de uma ampliação da pejotização. Em uma simulação, caso metade dos trabalhadores com carteira assinada passasse a atuar como autônomos, a perda de arrecadação seria de mais de R$ 384 bilhões em um único ano. Embora esse cenário seja considerado extremo, Marconi acredita que ele não está fora da realidade. “Se o STF aprovar a terceirização de forma ampla, haverá um aumento das contratações como PJ, o que provocaria uma queda brutal na arrecadação”, afirma o pesquisador.

A questão já está sendo amplamente discutida no STF, que tem validado diversas contratações como PJ, mesmo nos casos em que a Justiça do Trabalho reconheceu que havia uma relação de emprego disfarçada. Em 2023, a professora Olivia Pasqualeto, da FGV, analisou essas decisões e constatou que o Supremo tem se mostrado favorável à pejotização, permitindo que empresas contratem trabalhadores sem vínculo empregatício.

“É um erro comparar a terceirização com a pejotização. A terceirização envolve três partes e mantém o vínculo trabalhista, enquanto a pejotização retira esse vínculo e os direitos trabalhistas, o que prejudica o trabalhador”, explica Pasqualeto, ressaltando que a reforma trabalhista deixou as condições para contratação CLT mais nebulosas.

Por fim, o ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu suspender todas as ações relacionadas ao tema até que o Supremo tome uma decisão definitiva com repercussão geral. Essa suspensão afeta mais de 460 mil ações em tramitação, o que expõe um embate entre o STF e a Justiça Trabalhista sobre a competência para julgar tais casos.

Fonte: Brasil 247

Israel bombardeia escola e mata 10 palestinos no campo de extermínio de Gaza

Exército de Israel bombardeou nesta quarta-feira (23/04) a Escola Jaffa, localizada na Cidade de Gaza, no centro do enclave palestino, que abrigava famílias deslocadas. O ataque resultou na morte de 10 pessoas, incluindo uma criança, e muitos feridos, de acordo com as informações da Defesa Civil local. 

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram as tendas que serviam de refúgio sendo engolidas por chamas.

A Defesa Civil palestina emitiu um apelo urgente por assistência do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para ajudar a resgatar pessoas que ficaram presas sob os escombros após o bombardeio israelense.

“Pessoas presas estão pedindo ajuda para resgatá-las dos escombros das casas”, disse o órgão em comunicado, acrescentando que as equipes de emergência não conseguiram chegar ao local por ser designado como zona “proibida” pelas forças israelenses. 

De acordo com a emissora catari Al Jazeera, sobreviventes da ofensiva israelense relataram “horror” e “desespero”

“Estávamos dormindo quando de repente vimos uma luz como a luz do Dia do Juízo. Era fogo por toda parte. Peguei minhas filhas e corri. Elas ficaram feridas e seu pai estava no banheiro. As meninas estavam gritando por ele, mas nos o perdemos”, contou Bisan al-Kafarneh, uma palestina deslocada de Beit Hanoun. 

“Enquanto estávamos fugindo, eles bombardearam a escola novamente. As pessoas gritavam, as mulheres choravam e procuravam por seus parentes. As pessoas aqui foram queimadas vivas”, acrescentou ao veículo.

O Exército israelense retomou seus ataques em 18 de março, após violar o acordo de cessar-fogo com o Hamas. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, os ataques aéreos promovidos por Tel Aviv mataram pelo menos 24 pessoas no enclave desde as primeiras horas desta quarta-feira. Ainda de acordo com a pasta, desde 7 de outubro de 2023, as forças israelenses mataram pelo menos 51.305 pessoas e feriram outras 117.096.

Fonte: Ópera Mundi

Sindicato dos Docentes e dos Técnicos vistoriam obras de ampliação do Campus I da Uneal

Ocorreu na manhã do dia 24/04, uma vistoria às obras de ampliação do Campus I – Arapiraca, pelo presidente do Sindicato dos Docentes, professor Luizinho e pelo presidente do Sindicato dos Técnicos da Uneal, Rudson Nascimento.

Os sindicalistas verificaram a conclusão da construção das novas salas de aula, do auditório, da quadra poliesportiva e do restaurante Universitário, conquistas obtidas pelas mobilizações realizadas pelos professores, técnicos e alunos da Uneal em 2023/24. Segundo os sindicalistas, as obras estão quase finalizadas e deverão ser entregues a comunidade já em maio.

Para o professor Luizinho, presidente do Sinduneal, “agora a mobilização é pela imediata realização do concurso público para docentes, o edital está na Procuradoria Geral do Estado e cobramos celeridade do governador Paulo Dantas.”

Já o técnico Rudson Nascimento, presidente do Sintunel, destacou que as mobilizações conquistaram a ampliação do Campus I e também reformas em Palmeira dos Índios e São Miguel, além do Restaurante Universitário no campus de Arapiraca, mas, também queremos concurso para técnicos e resolver o problema da incorporação da bolsa da nossa categoria.”

Presidente Lula presta homenagem ao papa Francisco em velório no Vaticano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve, nesta sexta-feira (25), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, para prestar homenagem ao papa Francisco, que morreu na segunda-feira (21)

“Que sua sabedoria, coragem e compaixão sigam iluminando os corações de todos nós”, escreveu, em publicação nas redes sociais.

Lula estava acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, da ex-presidente Dilma Roussef, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara, Hugo Motta, além de outros ministros de Estado e parlamentares que compõe e comitiva presidencial brasileira.

“Eu e Janja estivemos há pouco em comitiva na Basílica de São Pedro, em Roma, na nossa primeira despedida ao papa Francisco, compartilhando a emoção e a devoção com todos que vieram prestar as merecidas homenagens ao Santo Padre”, escreveu o presidente Lula.

A comitiva desembarcou nesta sexta-feira em Roma, para participar do funeral do papa Francisco, marcado para este sábado (26). 

Aos 88 anos de idade, o argentino Jorge Mario Bergoglio, seu nome de batismo, morreu de um acidente vascular cerebral (AVC), seguido por coma e colapso cardiovascular irreversível. Ele apresentava histórico clínico de insuficiência respiratória aguda, pneumonia multimicrobiana bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão arterial e diabetes tipo 2.

O presidente Lula decretou luto oficial de 7 dias pela morte do papa e, em mensagem, destacou o papel do pontífice na luta pela paz mundial, na propagação do amor, no combate à intolerância e às desigualdades.

Ritos

Esta sexta-feira é o último dia de velório aberto na Basílica de São Pedro. Mais de 128 mil pessoas prestaram homenagens ao pontífice nos três dias de velório. Às 20h (horário local; 15h em Brasília), terá início o rito de fechamento do caixão do papa, com a presença de cardeais e oficiais da Santa Sé.

O funeral e a missa de corpo presente de Francisco estão previstos para as 10h (horário local; 5h em Brasília) deste sábado. Os ritos marcam o início do Novemdiales, antiga tradição de 9 dias de luto e orações em sufrágio pela alma do pontífice.

Na sequência, o caixão será levado para a Basílica de Santa Maria Maior, que fica fora do Vaticano, onde o corpo será sepultado, conforme pedido do pontíficeO papa Francisco tinha o hábito de rezar no santuário mariano antes e depois de cada viagem.

Após os nove dias de luto, o Vaticano começa o conclave, para escolha do novo líder da Igreja Católica.

Fonte: Agência Brasil

Ex-presidente Fernando Collor é preso por corrupção

O ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992), o primeiro presidente eleito democraticamente, foi preso nesta sexta-feira (25) por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), informou uma fonte policial. 

Collor, de 75 anos, foi preso em Maceió, no estado de Alagoas, disse a fonte, sob condição de anonimato. Ele foi condenado em 2023 a oito anos e dez meses de prisão por corrupção em uma investigação derivada da Operação Lava Jato.

A polícia o prendeu “às 4 da manhã” enquanto se preparava para viajar a Brasília para cumprir a decisão judicial, disse seu advogado de defesa, segundo uma nota citada imprensa. 

O ex-presidente (1990-1992) deve permanecer preso em Maceió “até a decisão do STF”, disse a fonte policial. Alguns veículos de imprensa afirmam que ele será transferido a Brasília para começar a cumprir sua pena. 

A Justiça o considerou culpado de receber 20 milhões de reais enquanto era senador, entre 2010 e 2014, para “facilitar irregularmente contratos” entre uma construtora e uma antiga subsidiária da Petrobras. 

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes e será submetida à homologação do plenário do STF nesta sexta-feira. 

Moraes justificou sua decisão considerando que os recursos interpostos pela defesa de Collor contra a condenação de 2023 eram “meramente protelatórios”. 

Seus advogados receberam a decisão “com surpresa e preocupação”, segundo um comunicado à imprensa.

– Destino comum –

Collor não é o único ex-presidente brasileiro a ter problemas com a Justiça. Desde o fim da ditadura militar (1964-1985), quatro dos sete ocupantes do Palácio do Planalto foram, em algum momento, condenados, presos ou afastados do cargo. 

E o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) está prestes a ser julgado por tentativa de golpe após ter sido derrotado em sua tentativa de reeleição.

Primeiro presidente eleito por sufrágio universal após o regime militar (1964-1985), Collor gerou grande expectativa ao chegar ao poder. 

No entanto, renunciou à presidência em 1992 por acusações de corrupção. Em 1989, derrotou o líder de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. 

Lula, presidente de 2003 a 2010, passou 18 meses preso entre 2018 e 2019, também no âmbito da Operação Lava Jato. 

A condenação de Lula acabou sendo anulada pelo STF e o líder de esquerda retornou ao Planalto em 2023. 

Após renunciar à presidência em meio a protestos de rua, Collor conseguiu retornar à política em 2006, eleito senador por Alagoas. Ocupou o cargo até 2022, quando apoiou Bolsonaro nas eleições. 

Segundo o STF, como senador, Collor usou sua influência político-partidária para promover indicações para o conselho administrativo de uma distribuidora de combustíveis, subsidiária da Petrobras, e para direcionar contratos.

Fonte: MSN

Lula determina demissão do presidente do INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta quarta-feira (23) a demissão do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto. Ele é um dos investigados da Operação Sem Desconto, que a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã de hoje.

A demissão deve ser efetivada pelo Ministério da Previdência Social, ao qual oMais cedo, a Justiça Federal já havia determinado o afastamento cautelar de Stefanutto e de outros cinco servidores públicos.

A operação investiga um suposto esquema nacional de cobrança de mensalidades associativas não autorizadas que teria descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Após a deflagração da operação, o governo federal anunciou a suspensão de todos os acordos de cooperação técnica que permitem que organizações da sociedade civil cobrem de aposentados e pensionistas mensalidades associativas descontadas diretamente dos benefícios pagos pelo INSS.

Fonte: Agência Brasil

Uneal realiza sorteio de vagas para PcD e NIQ no concurso para docentes

Para a realização do concurso público, só falta o governador Paulo Dantas autorizar a publicação do edital no Diário Oficial do Estado

A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) realizou, nesta quarta-feira (23), o sorteio público das vagas a serem reservadas para Pessoas com Deficiência (PcD) e Negros, Indígenas e Quilombolas (NIQ) no concurso para docentes da instituição. O certame ofertará 127 vagas, das quais 32 são destinadas a PcD e NIQ. .

A sessão aconteceu no Laboratório de Informática e Metodologias Ativas (LABIMA), sala 38, no Campus I – Arapiraca, e foi transmitido ao vivo pelo canal oficial da Uneal no YouTube onde permanece disponível: https://www.youtube.com/@UnealOficial.

O presidente da comissão organizadora, professor José Carlos Pessoa, esclareceu que “o sorteio definiu quais serão os códigos de vagas reservadas para Pessoas com Deficiência (PcD) e Negros, Indígenas e Quilombolas (NIQ) que estarão no edital do concurso”.

Para conferir o resultado, basta acessar o link:  https://uneal.edu.br/concurso/docente/category/2345-docente.

O reitor da Uneal, Odilon Máximo, e o diretor do Campus I, Marcos Alexandre, acompanharam a sessão de sorteio.

Operação da PF interrompeu esquema bilionário no INSS

Escândalo levou à queda do então presidente do órgão, Alessandro Stefanutto

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23) uma operação para combater um esquema bilionário de fraude no INSS baseado em descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão, e ao menos cinco pessoas foram presas por envolvimento no esquema. Também foram apreendidos carros de luxo, dinheiro em espécie, quadros e joias.

A justiça determinou o afastamento do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi demitido horas depois, por pressão do Palácio do Planalto. Foram afastados outros três integrantes do alto escalão da previdência social e o chefe da Procuradoria Federal especializada do INSS, além de um agente da própria Polícia Federal.

“O afastamento foi solicitado pela polícia federal a partir dos elementos colhidos no inquérito que foi instaurado em junho de 2024. O que se percebeu foi a continuidade (do esquema) sem que houvesse ações mais efetivas em sentido contrário.” afirmou Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.

A CGU começou a desconfiar de irregularidades ao perceber um aumento de valores cobrados na folha dos aposentados na modalidade de descontos associativos.

Numa pesquisa com os beneficiários, os auditores descobriram que 98% dos aposentados e pensionistas nunca tinham feito qualquer pedido de associação e sequer reconheciam as cobranças.

Desde 2019, o montante total recolhido nessa modalidade chegou a R$ 6 bilhões.

A investigação detectou a falta de verificação das autorizações e a possibilidade de falsificação de documentos. Onze entidades foram alvo de medidas judiciais. O INSS suspendeu todos os convênios do tipo.

A Diretoria de Benefícios do INSS é considerada um cargo-chave no esquema. É a estrutura responsável por analisar quais entidades podem se inscrever no modelo de recolhimento em folha.

O então diretor da área, Vanderlei Barbosa dos Santos, caiu na operação desta quarta-feira.

A primeira denúncia sobre os desvios foi feita ainda em 2024. O governo exonerou o então diretor de benefícios, André Fidelis. o servidor é ligado a uma das entidades investigadas no esquema, a Conafer.

As irregularidades ocorriam em cobranças de baixo valor — entre R$ 30 e R$ 50 por mês. Na teoria, as entidades deveriam dar, em troca, benefícios aos aposentados: como descontos em academias ou planejamento funerário, por exemplo. Na prática, entretanto, não havia qualquer retorno.

Para manter o esquema, era necessário arrecadar em alta escala. Até a véspera da operação, cerca de três milhões de pensionistas contribuiam com alguma associação do tipo.

O governo afirmou que vai ressarcir o valor cobrados de maneira ilegal e que usará os bens apreendidos nesta quarta-feira para cobrir parte do buraco.

Numa pesquisa com os beneficiários, os auditores descobriram que 98% dos aposentados e pensionistas nunca tinham feito qualquer pedido de associação e sequer reconheciam as cobranças.

Desde 2019, o montante total recolhido nessa modalidade chegou a R$ 6 bilhões.

A investigação detectou a falta de verificação das autorizações e a possibilidade de falsificação de documentos. Onze entidades foram alvo de medidas judiciais. O INSS suspendeu todos os convênios do tipo.

A Diretoria de Benefícios do INSS é considerada um cargo-chave no esquema. É a estrutura responsável por analisar quais entidades podem se inscrever no modelo de recolhimento em folha.

O então diretor da área, Vanderlei Barbosa dos Santos, caiu na operação desta quarta-feira.

A primeira denúncia sobre os desvios foi feita ainda em 2024. O governo exonerou o então diretor de benefícios, André Fidelis. o servidor é ligado a uma das entidades investigadas no esquema, a Conafer.

As irregularidades ocorriam em cobranças de baixo valor — entre R$ 30 e R$ 50 por mês. Na teoria, as entidades deveriam dar, em troca, benefícios aos aposentados: como descontos em academias ou planejamento funerário, por exemplo. Na prática, entretanto, não havia qualquer retorno.

Para manter o esquema, era necessário arrecadar em alta escala. Até a véspera da operação, cerca de três milhões de pensionistas contribuiam com alguma associação do tipo.

O governo afirmou que vai ressarcir o valor cobrados de maneira ilegal e que usará os bens apreendidos nesta quarta-feira para cobrir parte do buraco.

Fonte: CNN Brasil

Caos no transporte público de Maceió escancara abandono da gestão JHC

Apesar do anúncio recente de renovação da frota com a chegada de 105 novos ônibus, apenas 95 veículos dos 549 em operação estão equipados com ar-condicionado

Superlotação, ônibus sucateados, atrasos constantes e insegurança. Esse é o retrato diário do transporte público em Maceió, uma cidade que gasta milhões em festas e propaganda, mas negligencia o básico: o direito a transporte com dignidade.

Apesar do anúncio recente de renovação da frota com a chegada de 105 novos ônibus, apenas 95 veículos dos 549 em operação estão equipados com ar-condicionado. Ou seja, apenas 17% da frota oferece um mínimo de conforto climático aos usuários — um número vergonhoso para uma capital onde o calor beira os 30 graus o ano inteiro.

Na última terça-feira (22), um vídeo de um passageiro revoltado viralizou nas redes sociais. Ele denunciou os atrasos e criticou duramente o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) e o prefeito João Henrique Caldas (JHC) pela má gestão. “Os ônibus são tão velhos que a cada freada parece que vão desmontar”, desabafou.

As críticas não são isoladas. Dados do DMTT apontam que Maceió concentra a maior frota de veículos de Alagoas, com mais de 408 mil carros registrados, número que cresceu mais de 50% em dez anos. O aumento da frota particular, somado à falta de alternativas eficientes no transporte coletivo, gera congestionamentos diários e contribui para o caos urbano.

A gestão JHC anunciou o ambicioso projeto BRT Maceió, prometendo investir R$ 2 bilhões na construção de 50 km de corredores exclusivos de ônibus. A previsão é atender cerca de 600 mil pessoas com uma ligação direta entre a parte alta e a parte baixa da cidade. Mas enquanto o projeto não sai do papel, a população continua enfrentando uma realidade de abandono, esperando horas em pontos superlotados, entrando em veículos superaquecidos e inseguros.

Maceió não aguenta mais promessas e maquiagem publicitária. A população exige um transporte público seguro e digno.

Fonte: 082 Notícias

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