Israel está sufocando Gaza com o bloqueio de alimentos, medicamentos e combustível

Se a estratégia de guerra continuar, a população corre o risco de perder o acesso total à água potável e a cuidados médicos

Os palestinos estão prestes a perder o acesso total a cuidados médicos essenciais e água potável devido aos bloqueios deliberados impostos pelas autoridades israelenses. Essa política restringe a entrada de suprimentos médicos e combustível com base em critérios arbitrários.

Embora essa estratégia crie a ilusão de que a ajuda está chegando à Faixa de Gaza, ela impede efetivamente que a resposta humanitária alcance até mesmo o mínimo necessário para uma população que está totalmente dependente de assistência.

As autoridades israelenses devem colocar um fim à punição coletiva da população de Gaza e permitir imediatamente a entrada consistente de suprimentos médicos e combustível suficientes.

Estamos sem nada. Faltam suprimentos médicos como gaze, medicamentos e alimentos para nossos pacientes.”

– Katja Storck, coordenadora de enfermagem em Khan Younis

Na última semana, recebemos um grande fluxo de pessoas feridas, muitas delas apresentavam lesões traumáticas.

No hospital de campanha de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Deir Al-Balah, na região central de Gaza, o número de pacientes com ferimentos a bala aumentou 190% em comparação com a semana anterior.

Clínicas como a de Khan Younis e a de Deir Al-Balah registraram o maior número de atendimentos semanais até o momento.

Após três meses de bloqueio total e apesar das alegações de Israel de ter aberto corredores de abastecimento, os suprimentos de MSF estão se esgotando devido às restrições contínuas impostas à entrada de ajuda humanitária.

“Estamos sem nada. Faltam suprimentos médicos como gaze, medicamentos e alimentos para nossos pacientes. Isso inclui também alimentos terapêuticos para pessoas com desnutrição, particularmente crianças”, diz Katja Storck, coordenadora de enfermagem em Khan Younis.

O nível perigosamente baixo de combustível também é uma grande preocupação para a população de Gaza, pois ele abastece e garante o funcionamento das usinas de dessalinização, de onde vem grande parte da água potável.

Os palestinos em todo o território viram seu acesso à água diminuir significativamente.

A falta de combustível causou várias falhas de eletricidade no hospital Al-Helou Maternity, desligando os ventiladores e o oxigênio e colocando a vida dos bebês [na UTI] em risco imediato.”

– Amy Low, líder da equipe médica de MSF na cidade de Gaza

Sem combustível, milhões de pessoas ficarão presas sem água potável. Da mesma forma, o combustível abastece todo o sistema de saúde: equipamentos médicos, ar-condicionado, elevadores, concentradores de oxigênio, ventiladores e câmara fria para medicamentos e vacinas.

Até mesmo as ambulâncias não terão como circular, impedindo o transporte de pessoas gravemente doentes e feridas.

“Muitos recém-nascidos internados nas UTIs neonatais não conseguem respirar sozinhos e precisam de ventiladores e oxigênio para sobreviver. Mas, recentemente, a falta de combustível causou várias falhas de eletricidade no hospital Al-Helou Maternity, no norte de Gaza, desligando os ventiladores e o oxigênio e colocando a vida dos bebês em risco imediato”, relata Amy Low, líder da equipe médica de MSF na cidade de Gaza.

O uso da ajuda humanitária como arma de guerra precisa acabar.”

– Aitor Zabalgogeazkoa, coordenador de emergências de MSF em Gaza

Na última quinta-feira (19/6), a Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu recuperar 280 mil litros de combustível dos estoques que estavam presos em uma área bloqueada em Rafah, depois que as autoridades israelenses negaram 12 pedidos anteriores.

Como os estoques de combustível estavam muito baixos, as equipes do Al-Helou, onde os profissionais de MSF estão trabalhando na maternidade, tiveram que desligar temporariamente os elevadores do hospital para racionar os estoques.

“A farsa de permitir apenas suprimentos médicos e combustível no último minuto antes de um desastre iminente, não passa de um curativo em uma ferida aberta. O uso da ajuda humanitária como arma de guerra precisa acabar”, afirma Aitor Zabalgogeazkoa, coordenador de emergências de MSF em Gaza.

“Nenhum esquema militarizado desenvolvido por uma parte do conflito, como o que estamos testemunhando com a Fundação Humanitária de Gaza, pode substituir o trabalho de agências humanitárias independentes”, defende Aitor Zabalgogeazkoa.

As equipes de MSF estão testemunhando padrões consistentes como genocídio em Gaza. Assassinatos em massa, destruição de infraestruturas civis vitais e restrições severas ao fornecimento de combustível e à entrega de ajuda são ações deliberadas.

Israel está sistematicamente dizimando as condições necessárias para a vida dos palestinos.

Fonte: Monitor do Oriente

Brasil condena ataques dos EUA e de Israel a usinas nucleares: “violação da soberania iraniana”

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou as ofensivas como uma violação da soberania iraniana e do direito internacional

O governo brasileiro manifestou, neste domingo (22), profunda preocupação com os recentes ataques militares conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra instalações nucleares no Irã. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou as ofensivas como uma violação da soberania iraniana e do direito internacional.

“Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica”, afirmou o Itamaraty, em tom contundente.Play Video

Segundo o governo brasileiro, ofensivas contra estruturas nucleares não apenas violam tratados internacionais, como colocam em risco direto a vida de milhares de civis. A nota ressalta que os ataques “representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala”.

O Brasil reiterou sua defesa do uso pacífico da energia nuclear e repudiou “com firmeza qualquer forma de proliferação nuclear, especialmente em regiões marcadas por instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio”.

Além de condenar as ações contra instalações nucleares, o governo também criticou os ataques recíprocos que têm atingido áreas densamente povoadas, causando número crescente de mortes civis e a destruição de infraestrutura essencial, como hospitais — que, conforme ressaltado, são “especialmente protegidos pelo direito internacional humanitário”.

Em meio à escalada de violência, o Itamaraty apelou pelo fim imediato do confronto e reforçou a necessidade de uma saída diplomática para o impasse. “O governo brasileiro reitera sua exortação ao exercício de máxima contenção por todas as partes envolvidas no conflito”, diz a nota.

O posicionamento brasileiro alerta ainda para as implicações de longo prazo do atual cenário bélico: “As consequências negativas da atual escalada militar podem gerar danos irreversíveis para a paz e a estabilidade na região e no mundo e para o regime de não proliferação e desarmamento nuclear”.

Ao tomar partido em favor do diálogo e da legalidade internacional, o Brasil reforça seu histórico alinhamento com a diplomacia como instrumento de resolução de conflitos — sobretudo em contextos que ameaçam a segurança global.

Fonte: Brasil 247

Enchente do centro do Rio Grande do Sul já é considerada uma das maiores da história

Nível do Rio Jacuí em Cachoeira do Sul atinge marcas que só foram registradas nas enchentes de maio de 1941 e maio de 2024

De acordo com estimativas do Metsul, a enchente que atinge cidades do centro do Rio Grande do Sul é uma das maiores da história, mostram medições dos níveis dos rios na região que foi a mais atingida por chuva extrema no estado nesta semana.

O nível do Rio Jacuí, que desemboca no Guaíba, atingiu nesta sexta-feira (20) o nível de 26,30 metros na régua de Cachoeira do Sul. Trata-se de uma das maiores enchentes na história da cidade do centro gaúcho, somente sendo superada por 1941 e 2024.

O nível do Jacuí observado hoje em Cachoeira do Sul está muito perto do anotado na enchente catastrófica de 1941, quando na localidade do Centro do estado o rio atingiu a marca de 26,53 metros. No ano passado, o Jacuí em Cachoeira atingiu 29,55 metros.

A Ponte do Fandango, na BR-153, está totalmente interditada devido à elevação do Rio Jacuí. A água avançou sobre a pista e a Polícia Rodoviária Federal fez o bloqueio da rodovia. A recomendação é que a população evite circular pela região.

Enchente obriga Prefeitura de Porto Alegre a fechar comportas

Na capital do estado, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) da Prefeitura de Porto Alegre começou a fechar três comportas do sistema de proteção contra cheias, nesta sexta-feira (20), como medida preventiva. São as comportas 11, 13 e 14.

Esntão em obras as comportas na Avenida Castelo Branco e por isso elas serão fechadas com sacos de areia.

Segundo o Dmae, a previsão é de que o nível da água não ultrapasse o limite de segurança na região. No entanto, a decisão é para garantir mais segurança aos moradores durante o período de chuvas.

Fonte: ICL

Em nova carnificina em Gaza, Israel mata 200 palestinos em 48 horas

Nas últimas 48 horas, Israel matou 200 palestinos e feriu 1 mil na Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde local neste sábado (21). Com isso, chega a 55,9 mil o número de pessoas mortas no enclave palestino desde o dia 7 de outubro de 2023. Ao todo, 131,1 mil pessoas foram feridas segundo os dados oficias.

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) disse que houve massacres deliberados contra civis, incluindo aqueles que buscavam alimentos nos centros de distribuição de comida controlados por Israel.

“O exército de ocupação visa deliberadamente apenas civis indefesos, intensificando seus assassinatos diários como parte de uma política sangrenta calculada que visa perpetuar e agravar essa realidade brutal. O assassinato de crianças, mulheres e civis inocentes continua sendo um objetivo diário fixo para o exército de ocupação”, diz nota do Hamas.

Muitos dos assassinatos de civis em Gaza têm sido registrados nos pontos de distribuição de alimentos, com centenas de vítimas nas últimas semanas. De acordo com a organização do Movimento Internacional da Cruz Vermelha que opera no local, “a grande maioria dos pacientes relata que foi ferida ao tentar obter ajuda”. 

Desde o início de março, Israel impede a entrada de ajuda humanitária de todas as organizações que atuavam no local, o que tem agravado a fome dos cerca de 2 milhões de habitantes da área. Após 11 semanas de bloqueio, Israel permitiu a entrada de ajuda via organização apoiada pelos Estados Unidos (EUA).

Israel defende a nova forma de distribuição de alimentos que, segundo o exército, impediria o Hamas de ter acesso a essa ajuda. Já a ONU diz que a quantidade é insuficiente e pede para que Israel permita a entrada de 6 mil caminhões ajuda para a população do território.

Batalhas

Em informe divulgado neste sábado, o Exército israelense disse que, apesar da guerra contra o Irã, continuam com operações em Gaza para recuperar os reféns sob controle do Hamas.

“Após mais de 600 dias de guerra, nunca esquecemos, por um momento sequer, nossos irmãos e irmãs mantidos em cativeiro em Gaza, e estamos agindo para trazê-los de volta para casa”, disse, em nota, a Força de Defesa de Israel (FDI).

Na última terça-feira (17), Israel disse ter matado o diretor de Finanças da ala militar do Hamas, Ibrahim Abu Shumala.  

Na sexta-feira (20), o Hamas divulgou vídeo em suas redes sociais mostrando emboscadas que teriam sido feitas nos últimos dias por membros do grupo contra soldados e tanques israelenses.

Entenda

A atual fase do conflito na Faixa de Gaza começou após um ataque surpresa do Hamas a vilas ao sul de Israel, matando 1,2 mil pessoas e fazendo cerca de 220 reféns, conforme dados divulgados por este país.

O Hamas sustenta que o ataque foi uma resposta ao cerco de mais de 17 anos imposto a Gaza e também uma resposta à ocupação dos territórios palestinos por Israel. Quando Israel é fundado, em 1948, estima-se que 750 mil palestinos tenham sido expulsos de suas terras, dando início ao drama dos refugiados. 

Em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro, o Exército israelense iniciou uma ofensiva sem precedentes contra Gaza, deslocando mais de 90% da população e destruindo a maior parte da infraestrutura local, ação que vem sendo considerada um genocídio por diversos países e organizações internacionais

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem defendido a ocupação permanente de Gaza e encoraja a emigração dos palestinos do local. Segundo Israel, o objetivo é resgatar os reféns que ainda estão com o Hamas e eliminar o grupo completamente.

Fonte: Agência Brasil

INRI

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 22 de Junho/ 2025

Essa semana o feriado de Corpus Christi foi comemorado aqui no Brasil, assim como todos os anos a data marca diversas comemorações da Igreja Católica, entre elas, muitas tem como marca os tapetes feitos, principalmente de serragem que enfeitam e servem de passagem para as procissões antes das missas. Cada tapete é cuidadosamente confeccionado com símbolos e passagens bíblicas. O Corpo de Cristo é comemorado 60 dias após a Páscoa, ou seja, depois da ressurreição de Cristo, porém, o que diria o Messias no auge dos seus mais de 2000 anos vendo tudo que acontece no mundo e principalmente aqui em nosso Brasil Varonil?

Jesus, que não precisa de televisão, Internet ou celular, pois é onipresente, está acompanhando de perto um mundo cada vez mais diferente daquele que ele um dia pregara, principalmente em um lugar, onde ele mesmo quando em vida terrena se indignou ao ver o povo fazer da igreja um comércio e esbravejou dizendo que fizeram da sua “casa” um covil de ladrões, uma espécie de Banco Central da fé.
Jesus, onisciente que é, já sabia que muitos iriam usar da igreja para outros fins. Ele não errou!

Na mesma semana vimos o Governador de São Paulo em um discurso politico, travestido de biblico em uma igreja em Sao Paulo, no Brás, a mesma igreja que já foi palco para a participação do seu Jair e outros conhecidos da extrema direita, coincidência, mas por coincidência, Tarcísio que é católico, apareceu também na Marcha pra Jesus, entoando louvores ao dono da festa com uma plateia enfeitada com as cores verde e amarela e muitos enrolados em numa bandeira de Israel. Oi?
Na Marcha para o Jesus, a bandeira de Israel era estampada como sinônimo de resistência?
A quem diga que Jesus nasceu na Palestina, mas não existia Palestina naquela época e que Cristo foi crucificado pelos romanos a mando dos judeus de Jerusalém, pois eles não o reconheciam como o Messias, para! A Reflexão ta perdendo o foco. Voltemos!

A profecia se cumpriu e o que estamos vendo em boa parte das igrejas é o comércio desenfreado misturado com a política; é o corpo e o sangue de Cristo sendo deixado de lado, trocado por cargos e comissões dentro da “casa de oração”. Ainda bem que Jesus é onipotente, pois se fraco fosse já teria virado pó serragem e estaria servindo como tapete nas cidades de todo o mundo para ser pisado por aqueles que preferiram Barrabás.
“Ouremos”!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 236

Mais de 60 mil pessoas foram espionados ilegalmente por Bolsonaro e Ramagem

“Todas as 60.734 consultas realizadas no FirstMile durante a vigência do contrato com a Abin foram, assim, ilegais em qualquer contexto”, afirma o relatório da PF

A Polícia Federal identificou mais de 60 mil pessoas espionadas no governo Bolsonaro, entre 2019 e 2021, com o FirstMile, programa espião adquirido por R$ 5,7 milhões do governo de Israel, com dispensa de licitação e sem autorização judicial. Foram quase 1,8 mil telefones monitorados.

O inquérito afirma que “todas as 60.734 consultas realizadas no FirstMile durante a vigência do contrato com a Abin foram, assim, ilegais em qualquer contexto, e disso não se tem dúvida.”

O documento afirma ainda que “o desvirtuamento do emprego da ferramenta tecnológica foi revelado pelo monitoramento de cidadãos do espectro político, jornalistas, advogados e servidores públicos, atendendo a interesses exclusivos do doravante denominado núcleo político, desviando-se de sua suposta finalidade de auxiliar em operações de segurança em áreas de alta criminalidade.”

Tudo isso era feito com a plena ciência do então diretor-geral da Abin e atual deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ).

ARTICULADORES

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o filho dele, o vereador fluminense Carlos Bolsonaro (Republicanos), eram os principais articuladores, segundo a PF (Polícia Federal), da chamada “Abin Paralela”.

Essa é a conclusão do relatório da PF, que investiga o uso ilegal da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Bolsonaro. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes retirou o sigilo da investigação.

O documento da PF tem 1,2 mil páginas e indicia mais de 30 pessoas. Um dos destaques é que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho dele, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), são indiciados como os principais responsáveis por direcionar a espionagem.

Toda essa investigação paralela teria como objetivo manter Bolsonaro no poder e promover ataques aos adversários políticos e agentes do Estado, que não estavam alinhados com as posições políticas do ex-chefe do Executivo.

BOLSONARO ERA O PRINCIPAL DESTINATÁRIO

O documento também mostra que o principal destinatário das ações ilegais era o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que a “Abin Paralela” usava toda a estrutura da agência — inclusive servidores e recursos públicos —, para promover ataques a autoridades, instituições e até ao sistema eleitoral brasileiro.

Entre os espionados, ilegalmente, não havia apenas opositores do governo de Jair Bolsonaro. Tinha também jornalistas, influenciadores e até religiosos.

O inquérito da PF revela dezenas de alvos da espionagem clandestina dentro da Agência Brasileira de Inteligência, como os ministros do STF, Alexandre de Moraes, na época ele era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e Luís Roberto Barroso, atual presidente da Corte.

OUTROS BISBILHOTADOS

Os deputados federais Kim Kataguiri (União-SP) e Arthur Lira (PP-AL), os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o delegado do caso Marielle, Daniel Freitas da Rosa.

Também Evair Vieira de Melo (PP) e João Campos (PSB), hoje prefeito do Recife (PE), além do senador Alessandro Vieira (MDB) e do advogado Walfrido Warde.

A Abin também foi utilizada para interferir nas investigações da Polícia Federal contra Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente, e atual vereador de Balneário Camboriú (SC), eleito em 2024.

Agentes da inteligência receberam a missão de caçar podres de Alan Gustavo Lucena do Norte, ex-sócio e personal trainer de Jair Renan.

Fonte: Hora do Povo

Governo Lula estuda ação no STF para barrar alta na conta de luz feita por deputados bolsonaristas

O governo revisou estimativas e pode barrar aumento de R$ 35,06 bilhões nas contas de luz, com impactos significativos até 2040. Entenda os ‘jabutis’ que pressionam os custos.

O governo revisou os cálculos sobre os impactos financeiros da inclusão de dispositivos alheios ao tema central — os chamados ‘jabutis’ — no Projeto de Lei  (PL) que trata da regulamentação da energia eólica offshore. A nova projeção aponta que, caso o texto seja mantido com as alterações aprovadas pelo Congresso Nacional, o custo total para os consumidores poderá ultrapassar R$ 525 bilhões até o ano de 2040.

A estimativa, feita por técnicos da Esplanada dos Ministérios, eleva o impacto anual previsto para R$ 35,06 bilhões — valor superior aos R$ 32 bilhões inicialmente calculados pelo Executivo. A análise do governo indica um peso significativamente maior do que o previsto pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), que estimava um custo acumulado de R$ 197 bilhões até 2050.

Termelétricas

Entre os ‘jabutis’ que mais pressionam as contas, o mais oneroso seria a obrigatoriedade da contratação de usinas termelétricas movidas a gás natural, com volumes de energia e regiões já previamente estipuladas na legislação. Essa medida isoladamente deve provocar um aumento de R$ 20,6 bilhões por ano nas despesas, o que corresponde a R$ 309 bilhões em um período de 15 anos.

Outro item de impacto significativo é a contratação compulsória de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que poderá custar R$ 12,4 bilhões anualmente, atingindo um total de R$ 186 bilhões até 2040.

As estimativas governamentais incluem ainda os custos com a contratação de usinas de hidrogênio e energia eólica, que somarão R$ 1,46 bilhão por ano — sendo R$ 1,2 bilhão referente ao hidrogênio e R$ 260 milhões à energia eólica terrestre. Em 15 anos, o montante chegaria a R$ 21,9 bilhões.

Por fim, a prorrogação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) também entra na conta. O programa, que visa diversificar a matriz energética, teria impacto anual de R$ 600 milhões, acumulando R$ 9 bilhões no mesmo horizonte temporal.

Plano robusto

Ainda em medidas no setor energético, a subsecretária de do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, anunciou na véspera que o governo vai publicar em julho o plano de implementação do mercado regulado de carbono, previsto em Lei. A informação passada durante um seminário sobre COP30 Amazônia.

— Temos a satisfação de dizer que um plano de implementação muito robusto está prestes a ser publicado — afirmou Cristina Reis.

Além do plano de aplicação, segundo Reis, o governo anunciará uma instância gestora provisória de governança do mercado de carbono. Um resumo do documento já havia sido divulgado na época da sanção da lei, mas agora será apresentado o relatório completo, com o passo a passo da implementação.

Fonte: Correio do Brasil

Geólogo denuncia venda de petróleo do Brasil para Israel

O geólogo Guilherme Estrella, pai do pré-sal, questionou, em entrevista à TV 247, a venda de petróleo brasileiro para o estado de Israel, que, na sua visão, perpetra um genocídio em Gaza. “É incompreensível que o Brasil mantenha relações diplomáticas com Israel”, afirmou Estrella. “Eu, como cidadão brasileiro, me sinto envergonhado.”

O geólogo criticou duramente a postura do governo em relação ao conflito entre Israel e o povo palestino. “Israel ultrapassou todos os limites e continua quebrando. É hora de dar um basta”, declarou. Para Estrella, a violência em Gaza está ligada não apenas a fatores geopolíticos ou religiosos, mas a interesses energéticos ocultos: “A ocupação da Faixa de Gaza também tem como uma das motivações a descoberta de grandes reservas de gás.”

“A aliança entre Israel e Estados Unidos visa garantir uma estabilidade energética para este polo que está decadente.”

Estrella denunciou ainda a contradição ética e política da exportação de petróleo brasileiro para Israel em meio a um genocídio. “O fato de o Brasil exportar petróleo para Israel está dentro de um contexto que precisa ser enfrentado. É um problema humanitário, ético e civilizacional.”

O ex-diretor da Petrobras defende que o Brasil adote uma política energética soberana, desvinculada dos ditames geopolíticos impostos pelo capital internacional. “O Brasil tem o privilégio de ter energia de todas as formas – e de maneira abundante. A energia no Brasil tem que ser barata. Não podemos ter o preço do petróleo ligado ao mercado internacional”, disse ainda Estrella.

Fonte: Brasil 247

Israel planeja matar 16 mil crianças de destrunição no campo de extermínio de Gaza

ONU alerta para aumento de mortes evitáveis e responsabiliza bloqueio imposto por Israel

O número de crianças afetadas pela desnutrição na Faixa de Gaza atingiu recordes históricos nos primeiros cinco meses de 2025. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 16.736 crianças com idades entre 6 meses e 5 anos foram internadas para tratamento de desnutrição aguda entre janeiro e maio deste ano, uma média de 112 novos casos por dia.

Ainda segundo o Unicef, há menos de dois anos, antes do início da invasão de Israel, a desnutrição infantil não existia em Gaza. Agora, diante da destruição provocada pelos ataques israelenses e do bloqueio à entrada de ajuda humanitária, crianças estão adoecendo por falta de comida, água potável e atendimento médico.

De acordo com o Unicef, somente em maio, 5.119 crianças foram admitidas para tratamento, número que representa um aumento de 50% em relação a abril e de 150% em relação a fevereiro, quando o cessar-fogo permitiu a entrada de ajuda humanitária. Entre elas, 636 crianças foram diagnosticadas com desnutrição aguda severa, a forma mais perigosa da condição.

“Cada um desses casos é evitável. O alimento, a água e os tratamentos que essas crianças precisam estão sendo impedidos de chegar a elas”, afirmou Edouard Beigbeder, diretor regional do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África. “São decisões humanas que estão custando vidas.”

Desde o início dos ataques de Israel, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 55.637 pessoas foram mortas e 129.880 feridas.

Seca provocada por Israel agrava quadro de fome

A destruição de sistemas de abastecimento de água e de saneamento, somada à escassez de combustível e aos bombardeios, compromete o funcionamento dos centros de tratamento. Dos 236 existentes, apenas 127 permanecem operando, ainda segundo o Unicef. A maioria foi danificada ou forçada a fechar devido a ordens de deslocamento.

Com a interrupção de serviços essenciais, cresce também o número de doenças relacionadas à água contaminada. A diarreia aguda já representa 25% dos casos registrados entre crianças em Gaza. Há também suspeitas de surtos de hepatite A, infecção que pode ser letal e tende a se espalhar ainda mais com a chegada do verão.

O Unicef alerta que desnutrição e doenças infecciosas formam um ciclo mortal: crianças com baixa nutrição têm maior risco de infecção e, ao mesmo tempo, doenças como a diarreia agravam ainda mais o quadro nutricional.

O fornecimento de alimento terapêutico – essencial para tratar os casos mais graves – está criticamente baixo e a entrada de novos suprimentos segue limitada.

“É um alerta urgente. É preciso ação imediata para conter a fome, a desnutrição e as mortes infantis que são totalmente evitáveis”, declarou Beigbeder. Ele reforçou que a ajuda humanitária e bens comerciais devem ter acesso garantido por todas as passagens fronteiriças, de forma rápida e segura.

O Unicef voltou a exigir o fim da violência, a proteção de civis e o respeito ao direito internacional. A agência também pediu a libertação de todos os reféns e a permissão imediata para a entrada de assistência humanitária.

Fonte: Brasil de Fato

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