Escândalo em SC: programa de bolsas do governo Jorginho Mello beneficia 858 estudantes milionários

TCE-SC revela irregularidades que podem ter custado R$ 324 milhões aos cofres públicos; estudantes com patrimônio superior a R$ 10 milhões receberam auxílio destinado a pessoas em vulnerabilidade

Uma investigação conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC) trouxe à tona um escândalo de grandes proporções no programa Universidade Gratuita, uma das principais bandeiras da gestão do governador Jorginho Mello (PL). O relatório revelou que 858 estudantes com patrimônio superior a R$ 1 milhão foram beneficiados com bolsas de estudo integrais em instituições privadas de ensino superior, contrariando os critérios do programa que visa atender pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

O programa Universidade Gratuita, criado em 2023 como cumprimento de promessa de campanha de Jorginho Mello nas eleições de 2022, apresentou inconsistências nos dados de 18.283 alunos matriculados em 2024, o que representa mais da metade dos estudantes analisados. Segundo o TCE-SC, o prejuízo estimado aos cofres públicos catarinenses pode chegar a R$ 324 milhões.

Dimensão das irregularidades

Entre as principais irregularidades identificadas pelo tribunal, destacam-se:

  • 15.281 pessoas omitiram informações sobre bens do grupo familiar
  • 4.430 alunos apresentaram indícios de incompatibilidade de renda, declarando valores inferiores
  • 1.699 deixaram de informar vínculo empregatício
  • 858 possuem patrimônio superior a R$ 1 milhão
  • 12 estudantes têm patrimônio acima de R$ 10 milhões
  • 7 são de famílias proprietárias de empresas com capital social entre R$ 10 milhões e R$ 21 milhões

O relatório também identificou estudantes proprietários de bens de luxo, incluindo carros avaliados em até R$ 735 mil, imóveis residenciais e comerciais com valores entre R$ 13 milhões e R$ 15,2 milhões, além de lanchas e motos aquáticas de até R$ 202 mil.

Investigação e possíveis desdobramentos

A Polícia Civil de Santa Catarina iniciará investigações para apurar possíveis fraudes no acesso aos programas de bolsas. Há suspeitas de que consultorias estejam auxiliando candidatos a fraudarem o sistema e que funcionários das instituições de ensino possam estar facilitando a entrada de alunos que não se enquadram no perfil do programa.

Os dados do relatório do TCE-SC serão enviados ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para análise individual dos casos no âmbito criminal e da modalidade pública, e à Controladoria-Geral do Estado (CGE) para providências do governo estadual. Caso as fraudes sejam confirmadas, a Procuradoria-Geral do Estado buscará o ressarcimento dos valores aos cofres públicos.

O programa Universidade Gratuita

O programa Universidade Gratuita foi implementado em 2023, após a aprovação da Lei Complementar nº 831, de 31 de julho de 2023, e é considerado o maior programa estadual de acesso ao ensino superior do Brasil. Somente em 2024, foram concedidas mais de 41 mil bolsas de estudo.

De acordo com as regras do programa, para ser elegível, o estudante deve:

  • Ser hipossuficiente, segundo o índice de carência (IC)
  • Ser natural do Estado de Santa Catarina ou residir no estado há mais de 5 anos
  • Estar cursando a primeira graduação com recursos públicos estaduais
  • Preferencialmente, ser oriundo do ensino médio ou equivalente de escolas das redes públicas de ensino catarinenses

O índice de carência, principal critério para a concessão das bolsas, leva em consideração fatores como renda per capita, patrimônio familiar, situação de desemprego e outras condições socioeconômicas que caracterizem vulnerabilidade.

Reação do governo estadual

Em resposta às descobertas do TCE-SC, a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina (SED) informou que solicitou ao tribunal detalhes com “profundidade e rigor técnico” dos indícios de fraude para tomar as providências cabíveis.

O governador Jorginho Mello anunciou esta semana a abertura de uma investigação na Polícia Civil para apurar possíveis fraudes no acesso aos programas de bolsas de estudo. Segundo comunicado oficial, o governo também implementou melhorias no sistema de controle para evitar novas irregularidades.

Repercussão política

A revelação das irregularidades no programa Universidade Gratuita gerou forte repercussão política no estado. Parlamentares da oposição já se manifestaram nas redes sociais, classificando o caso como “o maior escândalo de fraude em bolsas da história de Santa Catarina”.

O deputado estadual Décio Lima publicou em suas redes sociais: “É vergonhoso o que está acontecendo em Santa Catarina. O que era para ser um projeto de inclusão virou um pesadelo: dívidas impagáveis, rematrículas bloqueadas, fraudes entre os beneficiados e uma propaganda confusa e enganosa por parte do governo do Estado.”

Próximos passos

O TCE-SC deve continuar a investigação, agora com foco nas instituições de ensino que aderiram ao programa. Há suspeitas de que funcionários dessas instituições possam ter facilitado a entrada de estudantes que não se enquadram nos critérios de elegibilidade.

A Polícia Civil de Santa Catarina iniciará uma investigação para identificar possíveis esquemas organizados para fraudar o programa, incluindo a atuação de consultorias especializadas em burlar os critérios de seleção.

O caso promete desdobramentos nas próximas semanas, com possíveis impactos na gestão do governador Jorginho Mello, que fez do programa Universidade Gratuita uma das principais bandeiras de sua administração.

Fonte: Painel Politico

Conciliação no STF mantém marco temporal para terras indígenas

Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta segunda-feira (23) a última reunião da comissão de conciliação convocada pelo ministro Gilmar Mendes sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Após nove meses de trabalho, foi elaborada uma minuta com sugestões de um anteprojeto que será enviado ao Congresso Nacional para alteração na Lei 14.701 de 2023, norma que, apesar de tratar direitos dos povos indígenas, inseriu o marco temporal para as demarcações.

Pela tese do marco temporal, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

questão do marco temporal não foi alterada porque não houve consenso.

Além disso, no ano passado, Gilmar Mendes negou uma liminar contra a suspensão da regra e enviou o caso para conciliação. 

Também não há consenso sobre o procedimento de indenização dos proprietários de terras após o reconhecimento de que eles ocupam uma terra indígena.

As regras estão sendo elaboradas pela Advocacia-Geral da União (AGU) e deverão ser protocoladas no STF até quinta-feira (26).

Minuta 

A minuta apresenta pontos de consenso entre os representantes do Senado, da Câmara dos Deputados, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de estados e municípios.

A aprovação não contou com a participação ampla dos povos indígenas.

Em agosto do ano passado, representantes da Articulação dos Povos Indígenas (Apib) se retiraram da conciliação. A entidade entendeu que os direitos dos indígenas são inegociáveis e não há paridade no debate.

>> Veja abaixo a minuta: 

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O documento trata de pontos consensuais que, em alguns casos, já constam na Lei 14.701/2323 e foram explicitados, como permissão para turismo em áreas indígenas, desde que seja autorizado pelos indígenas, além da obrigatoriedade de participação de estados e municípios no processo de demarcação.

A minuta também prevê que o processo demarcatório, que é realizado pela Funai, deverá ser público, e os atos deverão ser amplamente divulgados.

Em dezembro de 2022, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que validou o marco.

Em setembro, antes da decisão dos parlamentares, o Supremo decidiu contra o marco. A decisão da Corte foi levada em conta pela equipe jurídica do Palácio do Planalto para justificar o veto presidencial. 

Fonte: Agência Nacional

Justiça ordena que Estado de Alagoas reabra ambulatório para cirurgias de artroplastia do quadril e joelho em Maceió e Arapiraca

Ação para assegurar o direito de pessoas que estão na fila há anos foi ajuizada pela DPU; decisão foi tomada após descumprimento dos prazos estabelecidos na última audiência de conciliação, em abril

A Justiça Federal de Alagoas determinou, que o Estado de Alagoas providencie a reabertura do ambulatório e realização das cirurgias de artroplastia de quadril e joelho – procedimento que substitui a articulação danificada por uma prótese artificial de metal, polietileno ou cerâmica – na Santa Casa de Misericórdia de Maceió (1ª Macrorregião de Saúde), e no Hospital Chama, localizado em Arapiraca (2ª Macrorregião de Saúde). A reabertura deve ter previsão de cofinanciamento estadual, nos moldes do programa Mais Saúde.

Justiça ordena que Estado de Alagoas reabra ambulatório para cirurgias de artroplastia do quadril e joelho em Maceió e Arapiraca

A determinação foi tomada após o descumprimento dos prazos estabelecidos na última audiência de conciliação, ocorrida em 7 de abril deste ano, no bojo da ação civil pública proposta, em abril de 2019, pela Defensoria Pública da União (DPU) para assegurar o direito de pessoas, sobretudo idosos e crianças, que estão na fila de espera há vários anos.

Além da reabertura do ambulatório e realização das cirurgias, o juiz federal Felini de Oliveira Wanderley determinou que, até realização do pacto administrativo formal, o pagamento das cirurgias poderá ser por meio de indenização. Nesse sentido, o Estado deve observar a diretriz constitucional que prioriza a ordem de atendimento: primeiro utilizando a rede pública, depois na rede filantrópica e, somente subsidiariamente, usando a rede privada.

O magistrado também ordenou que o Estado de Alagoas e o município de Maceió apresentem a situação e o cronograma detalhado dos exames dos pacientes que necessitam da cirurgia no prazo improrrogável de 15 dias. Também neste prazo, o Estado deverá apresentar plano de pagamento dos débitos eventualmente existentes com prestadores de serviço, bem como informar a forma de regulação adotada na reabertura das unidades hospitalares, a qual deverá ser executada pelos municípios de referência da 1ª e 2ª Macrorregiões de Saúde – Maceió e Arapiraca.

Entenda o caso

Em abril de 2019, a DPU ajuizou uma ação civil pública para que as mais de 300 pessoas que, na época, aguardavam na fila há anos fossem submetidas à cirurgia nas cidades de Maceió e Arapiraca.

Antes, a DPU buscou esclarecimentos. As unidades de saúde justificaram a espera pela falta de material disponibilizado pelo SUS, necessidade de equipe especializada, baixa remuneração, entre outros problemas. Já o Estado informou que as contratações que mantinham com os prestadores de serviços estavam em fase de renovação. Meses depois, medidas concretas não foram realizadas e a DPU acabou constatando que não havia um controle atualizado sobre a situação dos pacientes da fila de espera.

Justiça ordena que Estado de Alagoas reabra ambulatório para cirurgias de artroplastia do quadril e joelho em Maceió e Arapiraca

Inicialmente, a Justiça indeferiu a tutela de urgência, sob argumento de que envolveria uma conjuntura organizacional que fugiria às funções do Poder Judiciário. Entretanto, em novembro de 2020, o juiz da 1ª Vara Federal, André Luís Granja, determinou que os entes realizassem medidas para diminuir a espera. O magistrado determinou que a União promovesse, em 90 dias, a reavaliação das filas, com levantamento de informações de cada paciente, para saber se estava vivo, se já tinha sido operado, se ainda aguardava o procedimento, entre outros dados. A fila deveria ser dividida em duas, classificação geral e prioritária, viabilizando o chamamento alternado, nos termos do Estatuto do Idoso.

Após levantamento, caso houvesse saldo remanescente, a realização da cirurgia deveria ser realizada no prazo de seis meses. A União, o Estado de Alagoas, os municípios de Maceió e de Arapiraca, a Santa Casa de Misericórdia de Maceió e o Hospital Chama teriam mais 60 dias para realizar a pactuação adequada e o cofinanciamento necessário para viabilizar a abertura do ambulatório para pacientes oriundos da 2ª Macrorregião de Saúde, Arapiraca.

Buscas ativas por pacientes também foram realizadas, como medida recomendada extrajudicialmente pela DPU para cumprir a decisão. De lá para cá, houve descumprimento parcial das obrigações, sobretudo em relação às informações atualizadas sobre as cirurgias realizadas, pactuações e listas de pacientes à espera. A Justiça chegou a aplicar multas em virtude do descumprimento das determinações judiciais.

Em abril último, um audiência de conciliação foi realizada. Foi estipulado o prazo de 15 dias para o envio do cronograma de exames dos pacientes e o prazo de 30 dias para que o Estado informasse sobre a possibilidade de abertura da Santa Casa de Misericórdia de Maceió e do Hospital Chama de Arapiraca para a realização desse tipo de cirurgia. Não houve resposta nos prazos indicados que foram, inclusive, prorrogados.

Fonte:  Alagoasweb

Governo Ratinho Jr. será denunciado na OIT por violação de direitos e adoeciemento de professores

A morte de duas professores e o incontável número de casos de professores com doenças psicológicas obrigando ao afastamento do trabalho levou os sindicatos e centrais sindicais a protocolarem na Organização Internacional do Trabalho um pedido para que o governador Ratinho Junior (PSD) seja investigado por violação de direitos trabalhistas.

A queixa é assinada por três centrais sindicais: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Metas abusivas impostas pelo uso de plataformas digitais, precarização dos vínculos de trabalhos com abuso de contratos temporários e assédio moral são alguns dos problemas citados na denúncia.

A iniciativa tem o apoio do nosso mandato que vai registrar também a denúncia na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, onde o deputado federal Tadeu Veneri (PT) é vice-presidente.

Trump diz que Israel e Irã concordaram com cessar-fogo

Em publicação na Truth Social, presidente dos EUA parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e o Irã, com objetivo de encerrar o conflito entre as duas nações.

Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.

“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!)”, escreveu o presidente nas redes sociais.

A publicação foi feita por volta das 19h, no horário de Brasília, indicando que o cessar-fogo deve começar à 1h desta terça-feira (24).

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.

O cessar-fogo será implementado gradualmente ao longo das próximas 24 horas, de acordo com a publicação do presidente.

“Oficialmente, o Irã iniciará o CESSAR-FOGO e, na 12ª hora, Israel iniciará o CESSAR-FOGO e, na 24ª hora, o FIM Oficial da GUERRA DOS 12 DIAS será saudado pelo mundo. Durante cada CESSAR-FOGO, o outro lado permanecerá PACÍFICO e RESPEITOSO”, escreveu Trump.

Oficialmente, tanto Israel quanto o Irã não confirmaram ainda o cessar-fogo, mas fontes afirmaram que os países concordaram com a pausa.

Catar intermediou acordo com Irã

O Irã concordou com o cessar-fogo proposto pelos EUA após negociações mediadas pelo governo do Catar, disse um diplomata à CNN.

Donald Trump pediu ao emir do Catar que intermediasse o acordo com o Irã, segundo diplomata.

Assim, o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani atuou para garantir o entendimento com os iranianos.

Trump negociou diretamente com Netanyahu

Durante as negociações, o presidente dos EUA falou diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Enquanto isso, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, e o enviado especial, Steve Witkoff, negociaram os termos por canais diretos e indiretos com os iranianos.

A Casa Branca afirma que o acordo só foi possível devido aos ataques americanos a três instalações nucleares iranianas no sábado.

Vice dos EUA parabeniza Trump

Em entrevista à Fox News momentos após o anúncio, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, elogiou Trump por ter levado o acordo “até a linha de chegada”.

“Na verdade, estávamos trabalhando nisso quando eu saí da Casa Branca para vir para cá. Então, é uma boa notícia que o presidente tenha conseguido chegar até a linha de chegada”, pontuou Vance.

Vance também ressaltou que leu um rascunho da postagem de Trump “dois minutos antes de entrarmos no ar” e que era “um pouco diferente do que o presidente havia me mostrado algumas horas antes. Mas, novamente, eu sabia que ele estava atendendo telefonemas enquanto eu estava a caminho daqui”.

Por fim, o vice comentou que “o Irã é incapaz de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui, porque nós a destruímos”.

Ataque iraniano a bases dos EUA

Mais cedo nesta segunda, o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea norte-americana no Catar.

Após o bombardeio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a operação, que chamou de “resposta fraca” aos ataques dos EUA, ao mesmo tempo em que pediu ao Irã e a Israel que fizessem a paz.

O Irã avisou com antecedência os EUA por meio de canais diplomáticos horas antes do ataque, bem como às autoridades do Catar, com o objetivo de “minimizar baixas”.

Trump considerou esse fato como um sinal positivo.

“Quero agradecer ao Irã por nos avisar com antecedência, o que possibilitou que nenhuma vida fosse perdida e ninguém ficasse ferido”, escreveu o republicano na Truth Social.

“Talvez o Irã possa agora prosseguir para a paz e a harmonia na região, e eu encorajarei Israel com entusiasmo a fazer o mesmo.”

Fonte: CNN Brasil

Ataque aéreo israelense mata 40 palestinos no campo de extermínio de Gaza

Centros de ajuda humanitária na Palestina viram alvos das Forças Armadas de Israel

Ao menos 40 palestinos foram mortos desde as primeiras horas desta terça-feira (24/06) segundo o jornal libanês Al Mayadeen. Um correspondente em Gaza afirmou que ataques aéreos israelenses atingiram várias áreas, incluindo bairros residenciais e locais onde civis estavam reunidos. 

O número ainda inclui 29 pessoas que foram mortas em um ataque perto de um centro de distribuição de alimentos. Mais de 150 ficaram feridos quando as forças de ocupação atacaram uma multidão que aguardava ajuda humanitária perto do cruzamento de Netzarim, no centro da Faixa de Gaza

Fontes médicas do Hospital Al-Awda em al-Nuseirat confirmaram que a unidade recebeu 19 corpos e 146 feridos após bombardeios que atingiram centenas de cidadãos na Rua Salah al-Din, ao sul de Wadi Gaza. Ainda indicaram que pelo menos 62 feridos estavam em estado crítico. A infraestrutura médica já se encontra sobrecarregada.

Centros de ajuda humanitária

Em meio aos ataques de Israel no Irã, centros de ajuda humanitária na Palestina viram alvos de bombardeios israelenses. O escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou nesta terça-feira (24) que “transformação de alimentos para civis em Gaza em armas constitui um crime de guerra”.

Em coletiva de imprensa realizada em Genebra, o porta-voz Thameen Al-Kheetan declarou que “pessoas desesperadas e famintas em Gaza continuam enfrentando a escolha desumana entre morrer de fome ou arriscar a vida tentando conseguir comida”.

O ativista Ismail al-Thawabta, diretor do Gabinete de Imprensa da Autoridade palestina na Faixa de Gaza, afirma que as mortes de palestinos durante a distribuição de ajuda humanitária a pessoas em extrema necessidade “passaram a ser constantes desde que a Fundação Humanitária para Gaza (GHF, por sua sigla em inglês) iniciou a distribuição desses itens, em 27 de maio”.

O Ministério da Saúde local contabilizou 39 mortes por conta de bombardeios e mais 317 pessoas feridas na última segunda-feira (23/06). Já entre sexta-feira (20/06) e sábado (21/03), o número de mortes chegou a 200, em apenas 48 horas.

Ao longo dos últimos 20 meses de ataques israelenses, cerca de 55.998 palestinos foram mortos e 131.559 ficaram feridos.

Fonte: Ópera Mundi

Sem controle, reajuste dos planos de saúde coletivos pode ultrapassar limite de 6,06%

Advogado explica que planos não podem cancelar planos de pessoas idosas apenas por etarismo

A definição de um teto de 6,06% para o reajuste de planos de saúde individuais e familiares, anunciada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta segunda-feira (23), atinge apenas uma parte dos consumidores. O advogado Vitor Boaventura, doutorando em Direito na Universidade Nova de Lisboa (UNL), lembra que quem tem planos coletivos pode enfrentar aumentos ainda maiores, como já tem ocorrido nos últimos anos.

“Nos planos individuais, há um controle por parte da ANS. Esse é o índice máximo. Já nos coletivos, esses índices são pactuados negocialmente”, diz Boaventura, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. Ele explica que empresas contratam os planos em nome dos funcionários e os valores são definidos por negociação entre operadora e contratante. “Tendo em conta que os preços médicos e a frequência dos atendimentos têm subido, isso pode resultar, no próximo ano, em um reajuste ainda maior”, aponta.

O advogado detalha que os reajustes se baseiam principalmente em três fatores: a frequência dos atendimentos; a inflação médica, que corresponde à variação dos custos dos serviços médicos; e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país. “São as três variáveis que compõem basicamente o preço apresentado ao consumidor final”, afirma.

Boaventura também reforça que usuários de planos individuais podem e devem acompanhar se o reajuste aplicado está dentro do teto estipulado pela ANS. “Se o reajuste aplicado for superior ao índice fixado para aquele ano, para o plano individual ou familiar, o consumidor pode reportar o ocorrido à agência reguladora, acionar os Procons [Programas de Proteção e Defesa do Consumidor], e procurar assistência jurídica para buscar uma reparação e a correção desse reajuste, que é inadequado.”

Fonte: Brasil de Fato

Copom fala em juros altos durante período ‘bastante prolongado’ para alegria dos banqueiros

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

Comitê de Política Monetária do BC elevou a taxa Selic de 14,75% para 15% ao ano na semana passada

No que depender do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), as taxas de juros no Brasil permaneceram entre as mais altas do mundo por um período “bastante prolongado”. Na mesma reunião em que o comitê decidiu elevar a taxa Selic de 14,75% para 15% ao ano, seus membros chegaram a um consenso de que ela precisa se manter num patamar elevado por muito tempo para controle da inflação.

Essa conclusão está registrada na ata da última reunião do Copom sobre a Selic, que terminou na quarta-feira (18) e o documento foi divulgado pelo BC nesta terça (24). Segundo o texto, os membros do Copom avaliam que o cenário sobre a inflação no Brasil “segue desafiador em diversas dimensões”. Por isso, a restrição monetária promovida pela Selic tende a se prolongar por mais tempo do que o esperado.

“Em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, diz a ata da reunião do Copom. “Tal cenário prescreve uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta.”

Nos últimos 12 meses encerrados em maio, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 5,32% – acima da meta de até 4,5% definida pelo governo.

O que é Selic?

A taxa Selic é referência para a economia nacional. Serve como o principal instrumento disponível para o BC controlar a inflação no país.

Quando a Selic cai, os juros cobrados de consumidores e empresas ficam menores. Há mais gente comprando e investindo. A economia cresce, criando empregos e favorecendo aumentos de salários. Os preços, por sua vez, tendem a aumentar por conta da demanda.

Já quando a taxa sobe, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Isso desincentiva compras e investimentos, o que contém a inflação. Em compensação, o crescimento de toda a economia tende a ser prejudicado.

Sabendo disso, desde que assumiu o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende uma redução da Selic. Membros do Copom indicados Lula para o BC, incluindo o presidente Gabriel Galípolo, têm contrariado visões do Planalto.

Bancos preveem manutenção

Apesar da pressão do governo, economistas ligados a bancos já não acreditam que a chamada taxa Selic caia ainda em 2025. Para eles, a taxa encerrará o ano em 15%. Até a semana passada, eles estimavam que ele ficasse em 14,75% ao ano.

A nova expectativa está registrada na edição do Boletim Focus divulgada nesta segunda-feira (23). O Boletim é divulgado toda semana pelo BC com previsões de economistas vinculados ao mercado financeiro sobre indicadores da economia.

Fonte: Brasil de Fato

JHC pagou 1,2 mi a Wesley Safadão, denuncia jornalista

O jornalista Ricardo Mota denunciou no portal Cada Minuto, que o prefeito JHC torrou um milhão e duzentos mil reais do dinheiro do contribuinte de Maceió para bancar uma apresentação do cantor Wesley Safadão.

Confira a nota do jornalista:

Volto a repetir: não questiono o cachê que o artista cobra por cada apresentação, mas sim quem paga a conta, e, no caso, é o erário.

Pois bem: está no D.O. de Maceió, edição de hoje, a publicação de 28 contratos com “empresas” que se apresentam (?) no São João da capital alagoana.

O total dos cachês pagos: R$ 11.379.000,00.

E aparece o recordista deste ano: a empresa WS SHOWS LTDA.

Por óbvio, responsável pelo cantor Wesley Safadão. 

Só das contas publicadas pelo blog, com base no D.O de Maceió, já são mais de R$ 20 milhões de gastos pela prefeitura no São João de Maceió.

Fonte: Cada Minuto

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