Incêndio em lancha deixa 10 feridos em Maragogi

Dez pessoas ficaram feridas, três delas em estado grave, após uma lancha pegar fogo durante um passeio em Maragogi, área turística de Alagoas.

O que aconteceu
Cinco pessoas precisaram ser levadas a hospitais e outras cinco receberam primeiros socorros em uma UPA local. O incêndio na embarcação aconteceu na tarde de ontem na praia de Maragogi, que dá nome à cidade.

Criança e mulheres grávidas estão entre os feridos. Segundo o Governo do Estado de Alagoas, ficaram feridos no incêndio cinco homens, quatro mulheres (duas delas gestantes) e uma criança de três anos. As criança e as grávidas estavam com ferimentos leves.

Socorro aéreo. Dois homens, de 27 e 28 anos, precisaram ser levados em helicópteros do governo de Alagoas ao Hospital Geral do Estado. Uma mulher de 27 anos, também em estado grave, foi socorrida de ambulância à mesma unidade de saúde.

Vítimas mais graves têm estado de saúde estável. As três pessoas que foram levadas ao HGE estão com 30%, 25% e 17% do corpo lesionado pelo fogo. Outras duas pessoas levadas ao Hospital Regional do Norte não tiveram estado de saúde divulgado. As outras cinco vítimas levadas à UPA têm ferimentos leves e não correm risco de morte.

Polícia vai investigar o caso. A causa do incêndio ainda não foi identificada. O UOL procurou a prefeitura de Maragogi para saber se a lancha envolvida no acidente era regularizada e aguarda retorno sobre o assunto.

Fonte: Uol

Manifestantes ocupam universidades contra Trump

Universitários norte-americanos realizaram ocupações em 150 instituições de ensino superior contra os ataques de Trump a estudantes e faculdades em chantagem escancarada para intimidar e restringir protestos contra o genocídio israelense em Gaza e Cisjordânia

Os manifestantes denunciaram, nesta quinta-feira, 17, que,desde sua posse, Trump elevou a pressão contra as universidades norte-americanas, bloqueando bilhões de dólares para pesquisas científicas, reprimindo políticas de inclusão e perseguindo estudantes e professores críticos do genocídio.

Um professor descreveu o governo de Trump como “o pior desde o macartismo”, comparando com o período nos EUA em que se instalou uma caça às bruxas governamental e judicial para perseguir e reprimiu milhares de americanos sob o prestexto de “associação ao comunismo”. Qualquer pessoa poderia ser acusada de ser subversiva mesmo sem serem comunistas e eram agressivamente investigadas e mesmo sem provas concretas a condenação recaia em especial contra artistas e intelectuais.

O ‘Dia Nacional de Ação pelo Ensino Superior’ foi organizado por grupos pró Palestina e sindicatos de professores. Movimentos como ‘Faculty for Justice in Palestine’, ‘Jewish Voice for Peace’ e ‘Palestine Legal’, além de uniões de professores, a exemplo da ‘American Association of University Professors’ e da ‘Higher Ed Labor United’.

As manifestações aconteceram em mais de 150 instituições de ensino, incluindo universidades de elite como Harvard e Cambridge. Em Harvard, recentemente, Trump ameaçou o bloqueio de $2.2 bilhões em investimentos e contratos, pela recusa de Harvard a se submeter ao fascismo persecutório de Trump.

Trump usou da mesma tática, usando de cortes e ameaças de repressão, em outras universidades para tentar submetê-las.

“Estamos fazendo nosso trabalho para criar um mundo melhor no qual todos os que vivem neste planeta possam prosperar de forma equitativa,” disse Nancy Krieger, professora de epidemiologia social em Harvard. Ela disse que o financiamento para sua pesquisa foi cancelado em fevereiro por ter como tema a discriminação na área da Saúde.

“Precisamos ter esse dinheiro indo para pesquisa e trabalho acadêmico e o treinamento e ensino da próxima geração que pode proteger a Saúde Pública,” conclamou a professora.

O principal foco da repressão de Trump contra as universidades, são os protestos de estudantes pró Palestina. Membros de seu governo constantemente criticam as universidades em que aconteceram esses protestos dizendo que qualquer crítica ao estado de Israel e o genocídio que estão fazendo em Gaza, seria “antissemitismo”.

Estudantes estrangeiros que demonstrem apoio á causa palestina, que participem de protestos contra o genocídio, são perseguidos, seus vistos de estadia no país revogados, vários deles chegaram a ser presos e deportados. Dois casos que se tornaram símbolos da crise provocada por Trump são Mahmoud Khalil e Rumeysa Ozturk, presos por fazerem críticas a Israel.

“Eles não sabem se podem ser deportados, não sabem se podem ser direcionados para a prisão de El Salvador”, disse Ronald Cox, professor de ciências políticas e relações internacionais da Universidade Internacional da Flórida.

“Não houve o devido processo. É uma espécie de temporada de caça aos alunos mais vulneráveis,” continuou.

“Você não pode apaziguar um tirano,” disse Robert Reich, professor emérito da Universidade da Califórnia. “A Universidade de Columbia tentou apaziguar um tirano. Não funcionou”.

A Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, recentemente cedeu à truculência de Trump e atendeu às suas exigências, especialmente em negar apoio aos que realizam demonstrações de apoio ao povo palestino.

Fonte: Hora do Povo

700 famílias do MST mantêm acampamento em fazenda acusada de trabalho escravo em Goiás

Cerca de 700 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Distrito Federal e Entorno (MST-DFE) resistem acampados em uma área da Fazenda São Paulo, em Água Fria de Goiás (GO). O administrador da fazenda, Marcos Rogério Boschini, genro de Antério Mânica, preso em 2023 como um dos mandantes da Chacina de Unaí, aparece na nova Lista Suja do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal na última quarta-feira (9).

A área foi ocupada pelas famílias no dia 7 de abril. Segundo o movimento, trata-se de um terreno público, o que foi confirmado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), adquirido de forma ilegal pelo fazendeiro. A ideia é que mais trabalhadores sem-terra de diversos municípios do nordeste goiano cheguem ao acampamento, batizado de Valmir Mota Keno, nos próximos dias. Também estão previstas ações de solidariedade, com doações de alimentos agroecológicos à população de São Gabriel, São João da Aliança e Água Fria de Goiás, cidades goianas próximas.

Cadastro divulgado pelo MTE./Foto: Reprodução

O terreno ocupado pelos sem-terra fica próximo ao Assentamento Terra Conquistada. De acordo com o MST, o administrador da Fazenda São Paulo teria assediado trabalhadores vizinhos assentados para que vendessem suas glebas de forma ilegal. “[O fazendeiro] assediou as famílias, se apropriou ilegalmente daquelas glebas, tirou tudo para plantar soja com veneno, destruiu tudo que tinha ali e seguia ali fazendo de forma ilegal o manejo daquelas terras”, afirmou uma liderança do MST-DFE.

Em nota, o Incra afirmou que o processo em questão está sendo analisado na Câmara de Conciliação Agrária da regional. “No que se refere ao eventual cancelamento de títulos vinculados à área denominada Fazenda São Paulo, os procedimentos estão sendo conduzidos na esfera administrativa, com pleno respeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa, conforme determina a legislação vigente”, completou.

A Polícia Militar de Goiás (PMGO) esteve no acampamento no dia da ocupação, sem mandado de reintegração de posse, e teriam impedido a entrada de alimentação para as famílias. Segundo o MST-DFE, a polícia voltou ao local durante a semana para monitoramento.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (15) que não permitirá “invasões” do MST no estado. Caiado afirmou que trabalha com forças de segurança para interceptar ônibus com “invasores” e que está com “tropa de choque” pronta para evitar novas ocupações.

“Minha tropa de choque está na região, já fizemos um bloqueio de um ônibus. Estamos com força de segurança e inteligência, vamos bloquear os ônibus que estão indo para a invasão. Se ele chegarem lá, vamos levar para a delegacia para fazer BO”, afirmou o governador. “Não vai ter invasão porque eu vou tirar todos”, ameaçou.

A atuação do governo goiano foi criticada pelo MST. “Ao invés da polícia estar protegendo os trabalhadores, cumprindo sua função de servidores públicos, está cumprindo ordens e se organizando para ameaçar trabalhadores rurais pobres de toda a região”, alegou uma liderança. “Eles usam a máquina do Estado em prol de interesses de setores ruralistas, do agronegócio, de latifundiários e da grilagem de terras”, completou.

Ações de solidariedade

O MST-DFE afirmou que continuará organizando o acampamento para receber mais famílias sem-terra. A previsão é de que mais de mil pessoas ocupem o local. O movimento pretende realizar ações de solidariedade em São Gabriel, São João da Aliança e Água Fria de Goiás municípios goianos próximos ao acampamento. A ideia é distribuir alimentos agroecológicos, produzidos sem uso de agrotóxicos, para a população, além de realizar pinturas e reformas em espaços públicos da cidade.

Também está previsto, com data ainda a definir, um ato político de apoio à reforma agrária, com a participação de parlamentares, movimentos populares e sindicais e entidades do governo federal. Os familiares dos três fiscais do trabalho e do motorista assassinados na Chacina de Unaí, em 2004, também serão convidados.

“O MST defende a reforma agrária popular, a agroecologia, a cooperação, a produção de alimentos saudáveis, a educação do campo, a saúde do campo. Tudo isso são projetos que a gente pretende apresentar, defender e potencializar, e cobrar inclusive a prefeitura, os municípios, para que a gente de fato coloque o projeto para os trabalhadores em evidência na região a partir da nossa reforma agrária popular”, destacou a liderança do MST-DFE.

Fonte: Brasil de Fato

Glauber encerra greve de fome após acordo com Hugo Motta sobre processo de cassação

Deputado protesta há uma semana contra avanço do processo que pode cassar seu mandato na Câmara. Acordo prevê 60 dias para que Glauber se defenda antes de votação em plenário.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) decidiu nesta quinta-feira (17) encerrar a greve de fome iniciada há mais de uma semana.

A decisão foi tomada após um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o andamento do processo que pode levar à cassação do mandato de Braga.

Segundo Hugo Motta, o acordo foi debatido também com a mulher de Glauber, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), e com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ).

Glauber Braga parou de se alimentar em protesto contra o avanço de um processo que pode cassá-lo na Câmara dos Deputados. Desde o dia 9, o parlamentar estava dormindo nas instalações da Câmara e, segundo a assessoria, tomando apenas água, soro e isotônicos.

“Garanto que, após a deliberação da CCJ, qualquer que seja ela, não submeteremos o caso do deputado ao Plenário da Câmara antes de 60 dias para que ele possa exercer a defesa do seu mandato parlamentar’, disse Hugo Motta ao anunciar o acordo.

“Após este período, as deputadas e os deputados poderão soberanamente decidir sobre o processo”, segue.

Em entrevista no fim da tarde, Glauber agradeceu o apoio de movimentos sociais e disse que, apesar de suspender a greve de fome, continuará a “luta contra o Orçamento Secreto”.

Ele disse que resolveu suspender o jejum após uma articulação de parlamentares e reuniões com os movimentos.

O deputado ainda afirmou que a decisão veio após uma publicação do presidente da Câmara que, na prática, representou um “recuo” contra a “perseguição” que estava sofrendo.

“Estou suspendendo essa greve de fome, mas não estamos suspendendo a luta contra o Orçamento Secreto. Não estamos suspendendo a luta contra o poder oligárquico, contra a responsabilização dos assassinos de Marielle, não estamos suspendendo a luta pela responsabilização dos golpistas de plantão, não estamos suspendendo o conjunto das nossas lutas”.

Em que pé está o processo?

cassação de Glauber Braga recebeu “sinal verde” do Conselho de Ética em uma longa reunião no último dia 8.

O deputado deve recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – que pode avaliar se houve ilegalidade no processo, mas não pode rediscutir o conteúdo da acusação.

Se a CCJ aceitar o recurso, o caso volta ao Conselho de Ética para a correção dos vícios apontados no recurso. Caso contrário, o processo segue para o plenário da Câmara, a quem cabe a decisão final.

Em plenário, os 513 deputados podem votar –e são necessários 257 votos para Glauber perder o mandato. Nesta etapa, cabe ao presidente da Câmara marcar a data da votação.

Fonte: G1

Matar crianças palestinas atinge nível industrial

por Daud Abdullah

De todos os crimes pelos quais Israel ganhou notoriedade, o assassinato de crianças palestinas está entre os mais hediondos. O tempo não apagou a memória da longa lista de inocentes mortos da maneira mais macabra. Entre eles, o assassinato de Muhammad Al-Durra, de 12 anos, encolhido nos braços do pai, em 2000, e o assassinato de Hind Rajab, de cinco anos, que implorou por ajuda enquanto estava cercada pelos corpos de seus parentes mortos em um carro crivado de balas, em 2024. Esses são apenas a ponta do iceberg.

Desde o início deste ano, 2025, o exército de ocupação israelense levou sua campanha sádica a um nível industrial. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) confirmou que pelo menos uma criança em Gaza era morta a cada hora. Ao longo do último ano e meio, uma média de 30 crianças foi mortas por dia. Estimativas mais recentes mostram que Israel matou pelo menos 17.400 crianças, das quais 15.600 foram identificadas. Somam-se a isso os milhares que permanecem soterrados sob os escombros de suas casas, escolas e abrigos destruídos. Após a retomada da agressão em março de 2025, mais de 300 crianças foram mortas em Gaza, segundo a Unicef.

Mais do que qualquer outra coisa, esses números ressaltam uma política premeditada de extermínio executada por Israel contra o segmento mais vulnerável da população de Gaza. Registros oficiais indicam que as crianças representam mais da metade dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza. A geração atual nunca experimentou a liberdade; tudo o que conheceu foi a subjugação e as guerras intermitentes da ocupação militar.

No geral, a vida antes de 7 de outubro não era um mar de rosas para os palestinos. Para aqueles em Gaza, sempre foi infernal e brutal. Dezessete anos de bloqueio deixaram seus jovens sem outra opção a não ser resistir e agir de maneiras que despertassem a consciência do mundo de seu sono autoinduzido. Sete de outubro foi, portanto, a consequência inevitável de anos de privação. Não obstante, todos os apoiadores ocidentais de Israel fingiram surpresa com o lançamento da Operação Tempestade de Al Aqsa, embora tenham sido avisados ​​repetidamente de que a situação não poderia continuar.

Já em 2003, Avraham Burg – ex-presidente do Knesset israelense [1999-2003] e ex-presidente da Agência Judaica para Israel – alertou: “Israel, tendo deixado de se importar com os filhos dos palestinos, não deve se surpreender quando eles vierem banhados em ódio e se explodirem nos centros do escapismo israelense”.

Mais ponderadamente, ele acrescentou: “Poderíamos matar mil líderes por dia e nada seria resolvido, porque os líderes vêm de baixo – das fontes do ódio e da raiva, das “infraestruturas” da injustiça e da corrupção moral.”

Certamente, Benjamin Netanyahu, o atual primeiro-ministro de Israel, teria ouvido ou lido essas palavras. Ele era ministro das Finanças na época e havia acabado de concluir seu primeiro mandato em 1999. Nenhum outro político dominou o cenário político israelense por tanto tempo quanto Netanyahu. Toda a sua carreira foi dedicada à conquista da supremacia judaica e à supressão total dos direitos palestinos.

Tudo chega ao fim e a tirania de Netanyahu aproxima-se agora do fim, não num fulgor de glória, mas num pântano de ignomínia e desgraça. Procurado no exterior como criminoso de guerra indiciado, ele é, da mesma forma, arrastado pelos tribunais nacionais, acusado de tudo, desde fraude a suborno e abuso de confiança. Seja condenado em Haia seja em casa, é provável que cumpra uma longa pena atrás das grades.

Talvez a única salvação para o primeiro-ministro israelense seja cumprir sua promessa de vitória absoluta em Gaza, mesmo que isso implique a punição coletiva de sua população civil e o massacre contínuo de suas crianças. A culpa por esses crimes não desaparecerá, contudo, com o passar do tempo. Todos aqueles que planejaram, auxiliaram e foram cúmplices na execução desses crimes também terão seu dia de acerto de contas.

E pense nos sobreviventes do genocídio de Gaza. Certamente, eles não enviarão rosas ao ocupante nem cantarão seus louvores. Assim como aqueles que os precederam, eles continuarão a resistir à ocupação que permitiu que seus soldados competissem e lucrassem com a matança de crianças palestinas.

Quanto aos líderes hipócritas do “Mundo Livre”, que regularmente fazem fila para condenar a matança de crianças ucranianas, eles devem se perguntar: “Vocês não viram ou ouviram falar do massacre de crianças palestinas em suas terras ocupadas?”. “Onde vocês estavam?”

“É essa hipocrisia depravada”, segundo Yitzhak Frankenthal, um pai israelense, que leva os palestinos a resistirem à ocupação. É “nosso duplo padrão que nos permite ostentar a mais alta ética militar, enquanto os mesmos militares matam crianças inocentes”.

Fonte: Monitor do Oriente

PMs de Tarcísio são indiciados por estupro de vulnerável contra foliã em viatura

Segundo investigadores, os policiais militares cometeram o crime contra uma jovem de 20 anos, que pegou carona com os agentes

A Polícia Civil do estado de São Paulo indiciou nesta quarta-feira (16) dois policiais militares do 24º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) por estupro de vulnerável. Segundo investigadores, os agentes que representam forças de segurança no estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), cometeram o crime contra uma jovem de 20 anos, que pegou carona na viatura deles no município de Diadema, ABC Paulista, em 2 de março, durante o Carnaval.

Os PMs continuam detidos no Presídio Militar Romão Gomes. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que os policiais prestaram depoimento à autoridade responsável pela investigação no 26º Distrito Policial (Sacomã).

Após sair da viatura, na madrugada do dia 3 de março, a jovem acusou os policiais de estupro. A mãe da vítima recebeu áudios e vídeos enviados pela filha que mostram a mulher “visivelmente embriagada e dizendo que foi abusada pelos militares”. 

A jovem e os policiais foram submetidos a exame de corpo de delito.

Fonte: Brasil 247

Pastor tarado é preso na zona sul de SP

Um pastor, identificado como Renan Alves Zani, foi flagrado importunando sexualmente duas mulheres na Zona Sul de São Paulo; o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Um pastor está sendo investigado pela Polícia Civil por importunar sexualmente duas mulheres no bairro da Saúde, na Zona Sul de São Paulo, na noite do último domingo, 13. O caso aconteceu na Rua das Orquídeas.

Câmeras de segurança flagraram o homem, identificado como Renan Alves Zani, mostrando o pênis e se masturbando na frente de uma menina de 14 anos e uma mulher de 22.

Conforme informado ao Terra pela Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado pela Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 16º DP, onde a vítima mais velha foi ouvida posteriormente. Após dar mais detalhes do autor, a autoridade policial conseguiu identificar o criminoso, com auxílio de imagens. Ele foi ouvido e é investigado. As diligências seguem para esclarecer os fatos.

O vídeo mostra o momento em que as mulheres caminhavam com o cachorro pelo bairro quando foram abordadas pelo homem, que pediu uma informação e logo saiu do carro mexendo no pênis. As duas saíram correndo. A identificação de Renan foi possível a partir da identificação da placa do carro que ele estava dirigindo. 

Fonte: Portal Terra

Os 17 PMs de São Paulo envolvidos no assassinato de empresário continuarão presos, garante Corregedoria

Corregedoria da PM finaliza inquérito e prisão de 17 policiais é mantida

Conclusão da investigação do envolvimento de agentes na execução do empresário foi encaminhada ao Tribunal de Justiça Militar, onde caso deverá ser analisado

A Corregedoria da Polícia Militar encerrou nesta semana o inquérito que investigava a participação de agentes na morte do empresário Vinicius Gritzbach, delator do PCC morto a tiros em outubro do ano passado no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), a análise do caso foi concluída e encaminhada ao Tribunal de Justiça Militar (TJM), que deverá julgar os envolvidos. Como resultado, informou a pasta, 17 PMs permanecem presos.

Segundo informações da TV Globo, entre os agentes citados no relatório final, 12 foram indiciados por organização criminosa e um por falsidade ideológica e prevaricação. Já os três policiais acusados de envolvimento direto na execução do empresário podem responder por organização para a prática de violência.

No mês passado, o Ministério Público de São Paulo também denunciou seis pessoas, entre eles policiais militares e civis, pelo envolvimento na morte do delator. A Promotoria não considera, entretanto, o caso encerrado.

Os denunciados pelo MP pelas mortes foram Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Bill ou Cigarreira, apontado como mandante, e seu amigo, Diego dos Santos Amaral, o Didi — ambos foragidos. Também são acusados os PMs Dênis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues, apontados como executores, além do agente Fernando Genauro, que dirigia o veículo usado na execução. Por fim, Kauê do Amaral Coelho, que teria informado o grupo sobre a chegada do empresário ao aeroporto, também foragido.

Relembre o caso

Delator de esquemas que envolviam policiais civis e militares e o PCC, Gritzbach, antes de virar as costas para a facção, fazia parte de uma rede complexa de figuras que integravam o alto escalão do crime organizado. No acordo firmado pelo empresário com o MP, ao qual O GLOBO teve acesso, ele chegou a afirmar que intermediou a compra de imóveis por membros da organização criminosa e indicou “laranjas” para as escrituras.

Ele dizia ter informações a respeito de três nomes do grupo. O primeiro é Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, que foi um antigo parceiro de negócios de Gritzbach no setor imobiliário e de criptomoedas e foi morto a tiros no Tatuapé em 2021, supostamente a mando do empresário. Na ocasião, também morreu Antonio Corona Neto, o Sem Sangue, que era motorista de Cara Preta.

A execução de Gritzbach, no entanto, teria sido encomendada por Cigarreira, apontado como um dos principais traficantes do PCC no estado, com entrada com chefes de facções cariocas, como Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). Ele pertencia ao núcleo de Cara Preta e foi apontado como um dos responsáveis pelo sequestro do corretor de imóveis em 2022, descrito em sua delação.

Investigadores acreditam, no entanto, que depois da execução do corretor de imóveis no ano passado, ele teria fugido para a Vila Cruzeiro, em região dominada pelo tráfico no Rio de Janeiro.

Fonte: O Globo

Ataques israelenses ao campo de extermínio de Gaza mata mais 40 palestinos

Vários bombardeios israelenses na Faixa de Gaza mataram quase 40 pessoas nesta quinta-feira (17), incluindo crianças, a maioria em campos de deslocados, informou a Defesa Civil local, no momento em que Israel intensifica a ofensiva no território.

Exército israelense, que não fez comentários sobre os ataques até o momento, intensificou os bombardeios e ampliou as operações terrestres no território palestino sitiado desde a retomada da ofensiva, em 18 de março, o que acabou com dois meses de trégua na guerra entre Israel e o grupo Hamas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considera que uma pressão militar aguda forçaria o movimento islamista palestino a entregar os reféns sequestrados durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 em território israelense.

O ataque desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, onde Israel lançou uma ofensiva de represália que provocou dezenas de milhares de mortes, o deslocamento da maioria dos 2,4 milhões de habitantes e provocou uma grave crise humanitária.

“Pelo menos 16 mortos, incluindo mulheres e crianças, e 23 feridos após um bombardeio direto de dois mísseis israelenses contra várias tendas que abrigavam famílias de deslocados, na área de Al Mawasi, em Khan Yunis”, no sul da Faixa, declarou à AFP o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Bassal.

Um pai e seu filho também morreram em um ataque contra uma área de deslocados, perto de Al Mawasi, acrescentou o porta-voz.

Outro bombardeio contra outra tenda de deslocados em Beit Lahia, no norte, deixou sete mortos, afirmou Bassal.

Um ataque contra um abrigo improvisado em Jabaliya, no norte, matou pelo menos sete integrantes da mesma família, informou a Defesa Civil em um comunicado separado, que também menciona três mortes em uma escola utilizada como refúgio.

A agência também informou que dois palestinos morreram em ataques de artilharia israelense no bairro de Shujaiya, na Cidade de Gaza.

“Tudo explodiu”

Imagens da AFP mostram tendas incendiadas na área de Al Mawasi após os bombardeios e integrantes da Defesa Civil tentando apagar as chamas.

“Estávamos na nossa tenda e, de repente, vimos uma luz vermelha. Depois, as tendas explodiram e pegaram fogo. Tudo explodiu. Corremos para o mar e, de lá, vimos o fogo se propagando de uma tenda para outra. Havia crianças despedaçadas! De que humanidade falam?”, questionou Israa Abulrus, uma deslocada em Al Mawasi.

Após o ataque de 7 de outubro de 2023, Netanyahu prometeu destruir o Hamas, que chegou ao poder em 2007 na Faixa de Gaza, fronteira com o sul de Israel.

O governo israelense busca o desarmamento do movimento e que seus combatentes abandonem o território, o que o Hamas rejeita.

Em uma demonstração da pressão mais intensa, o Exército israelense anunciou na quarta-feira que transformou 30% do território em uma “zona de segurança”, o que impede a permanência da população palestina na região.

Israel mantém o bloqueio da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza desde 2 de março, apesar das críticas internacionais.

O Hamas denunciou que Israel utiliza “a fome como arma” de guerra.

Resposta iminente do Hamas aos ataques

De modo paralelo, o Hamas, considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e UE, se prepara para responder à proposta israelense de trégua, transmitida pelos mediadores egípcios, segundo duas fontes do grupo.

As consultas dentro do movimento sobre a resposta devem terminar em breve, indicaram as fontes.

O gabinete do primeiro-ministro israelense afirmou na quarta-feira que Netanyahu deu instruções “para avançar na libertação de nossos reféns”.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel deixou 1.218 mortos do lado israelense, a maioria civis, segundo dados oficiais. Das 251 pessoas sequestradas naquele dia, 58 seguem retidas em Gaza, das quais 34 estão mortas, segundo o Exército israelense.

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza afirma que pelo menos 1.691 palestinos morreram desde 18 de março, o que eleva a 51.065 o número de falecidos desde o início das represálias israelenses.

Fonte: AFP

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