Ataques israelenses ao campo de extermínio de Gaza mata mais 40 palestinos

Vários bombardeios israelenses na Faixa de Gaza mataram quase 40 pessoas nesta quinta-feira (17), incluindo crianças, a maioria em campos de deslocados, informou a Defesa Civil local, no momento em que Israel intensifica a ofensiva no território.

Exército israelense, que não fez comentários sobre os ataques até o momento, intensificou os bombardeios e ampliou as operações terrestres no território palestino sitiado desde a retomada da ofensiva, em 18 de março, o que acabou com dois meses de trégua na guerra entre Israel e o grupo Hamas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considera que uma pressão militar aguda forçaria o movimento islamista palestino a entregar os reféns sequestrados durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 em território israelense.

O ataque desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, onde Israel lançou uma ofensiva de represália que provocou dezenas de milhares de mortes, o deslocamento da maioria dos 2,4 milhões de habitantes e provocou uma grave crise humanitária.

“Pelo menos 16 mortos, incluindo mulheres e crianças, e 23 feridos após um bombardeio direto de dois mísseis israelenses contra várias tendas que abrigavam famílias de deslocados, na área de Al Mawasi, em Khan Yunis”, no sul da Faixa, declarou à AFP o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Bassal.

Um pai e seu filho também morreram em um ataque contra uma área de deslocados, perto de Al Mawasi, acrescentou o porta-voz.

Outro bombardeio contra outra tenda de deslocados em Beit Lahia, no norte, deixou sete mortos, afirmou Bassal.

Um ataque contra um abrigo improvisado em Jabaliya, no norte, matou pelo menos sete integrantes da mesma família, informou a Defesa Civil em um comunicado separado, que também menciona três mortes em uma escola utilizada como refúgio.

A agência também informou que dois palestinos morreram em ataques de artilharia israelense no bairro de Shujaiya, na Cidade de Gaza.

“Tudo explodiu”

Imagens da AFP mostram tendas incendiadas na área de Al Mawasi após os bombardeios e integrantes da Defesa Civil tentando apagar as chamas.

“Estávamos na nossa tenda e, de repente, vimos uma luz vermelha. Depois, as tendas explodiram e pegaram fogo. Tudo explodiu. Corremos para o mar e, de lá, vimos o fogo se propagando de uma tenda para outra. Havia crianças despedaçadas! De que humanidade falam?”, questionou Israa Abulrus, uma deslocada em Al Mawasi.

Após o ataque de 7 de outubro de 2023, Netanyahu prometeu destruir o Hamas, que chegou ao poder em 2007 na Faixa de Gaza, fronteira com o sul de Israel.

O governo israelense busca o desarmamento do movimento e que seus combatentes abandonem o território, o que o Hamas rejeita.

Em uma demonstração da pressão mais intensa, o Exército israelense anunciou na quarta-feira que transformou 30% do território em uma “zona de segurança”, o que impede a permanência da população palestina na região.

Israel mantém o bloqueio da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza desde 2 de março, apesar das críticas internacionais.

O Hamas denunciou que Israel utiliza “a fome como arma” de guerra.

Resposta iminente do Hamas aos ataques

De modo paralelo, o Hamas, considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e UE, se prepara para responder à proposta israelense de trégua, transmitida pelos mediadores egípcios, segundo duas fontes do grupo.

As consultas dentro do movimento sobre a resposta devem terminar em breve, indicaram as fontes.

O gabinete do primeiro-ministro israelense afirmou na quarta-feira que Netanyahu deu instruções “para avançar na libertação de nossos reféns”.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel deixou 1.218 mortos do lado israelense, a maioria civis, segundo dados oficiais. Das 251 pessoas sequestradas naquele dia, 58 seguem retidas em Gaza, das quais 34 estão mortas, segundo o Exército israelense.

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza afirma que pelo menos 1.691 palestinos morreram desde 18 de março, o que eleva a 51.065 o número de falecidos desde o início das represálias israelenses.

Fonte: AFP

Wagner Moura presta solidariedade a Glauber Braga

Deputado está em greve de fome há mais de 8 dias em protesto contra a cassação de seu mandato

Em vídeo postado no perfil do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), o ator Wagner Moura presta apoio e solidariedade ao parlamentar e cita “evidente teor de perseguição política” (assista abaixo).

Glauber está em greve de fome, acampado na Câmara dos Deputados, em Brasília, em protesto contra a cassação de seu mandato, desde o dia 9 de abril, completando 8 dias sem comer.

Moura afirma que a perseguição a Glauber se deve ao seu perfil, de “uma pessoa de coragem“, que “está sofrendo as consequências por ser o político que é, e pelas coisas que diz“.

Tudo começou em abril de 2024, quando Glauber se envolveu em uma confusão com Gabriel Costenaro, um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL).

Durante uma discussão no Salão Verde da CâmaraCostenaro fez comentários ofensivos sobre a mãe de GlauberSaudade Braga, que estava doente na época e faleceu semanas depois.

Irritado, Glauber expulsou o ativista com empurrões e chutes, o que foi considerado quebra de decoro parlamentar pelo Partido Novo, que abriu uma denúncia contra ele.

No dia 9 de abril, o Conselho de Ética da Câmara aprovou, por 13 votos a 5, um relatório do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) que recomenda a cassação do mandato de Glauber.

Inconformado, ele anunciou a greve de fome e disse que não sairá da Câmara até o processo ser concluído.

Para Glauber e seus aliados, a cassação é uma perseguição política orquestrada pelo ex-presidente da CâmaraArthur Lira (PP-AL), como retaliação às denúncias de Glauber contra o “orçamento secreto” – um esquema de distribuição de verbas parlamentares sem transparência.

Após 8 dias sem comer, Glauber já perdeu 4,6 quilos, segundo sua assessoria. Ele está ingerindo apenas água, isotônicos, água de coco e soro fisiológico, seguindo recomendações médicas para evitar desidratação.

Sua equipe informou que ele faz exames de sangue diários e é acompanhado por médicos voluntários e brigadistas da Câmara. Apesar de estar debilitado, com sinais de fraqueza, ele segue firme no protesto.

Médicos alertam que jejuns prolongados podem causar riscos graves, como hipoglicemia, confusão mental e até danos aos órgãos, mas Glauber tem mantido uma rotina tranquila, dormindo cerca de 4 horas por noite e até assistindo séries como Black Mirror para relaxar.

O processo de cassação ainda não acabou. Glauber tem até o dia 22 de abril para apresentar um recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que pode suspender ou anular a decisão do Conselho de Ética se encontrar irregularidades no processo.

Caso o recurso seja rejeitado, a cassação vai para votação no plenário da Câmara, onde precisa de 257 votos (maioria absoluta dos 513 deputados) para ser aprovada.

Parlamentares do PSOL e aliados, como o PT, estão articulando para evitar que o caso chegue ao plenário ou para garantir que a cassação seja revertida.

Glauber tem recebido apoio de várias figuras importantes, como os ministros Gleisi HoffmannMárcio MacedoSidônio Palmeira e Macaé Evaristo, além de parlamentares como Talíria Petrone e Lindbergh Farias.

Movimentos sociais, sindicatos e até artistas, como o ator Marco Nanini, também manifestaram solidariedade.

A deputada Sâmia Bomfim, esposa de Glauber, tem sido uma presença constante, levando o filho do casal, Hugo, de 3 anos, para visitar o pai.

Até o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido de Bolsonaro, surpreendeu ao se posicionar contra a cassação.

Por outro lado, há críticas. Alguns parlamentares e setores da imprensa, como a Gazeta do Povo, apontam que Glauber é conhecido por atitudes confrontadoras e que o incidente com o MBL justifica a punição.

Para Glauber e o PSOL, a cassação não é só sobre o episódio com o MBL, mas um ataque à esquerda e à democracia.

Eles argumentam que a punição é desproporcional, especialmente quando comparada a casos como o do deputado Chiquinho Brazão, acusado de mandar matar Marielle Franco, que ainda não teve sua cassação votada.

O protesto de Glauber também reacende o debate sobre o “orçamento secreto” e o poder do Centrão na política brasileira.

Fonte: Urbs Magna

Confederação de trabalhadores divulga nota de repúdio contra decisão do STF sobre pejotização

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) divulgou nesta quarta-feira, 16, uma nota de repúdio à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu todos os processos que tratam sobre a chamada “pejotização” dos trabalhadores. A entidade também repudiou a decisão que reconheceu repercussão geral do tema.

A partir da repercussão geral, a Corte vai uniformizar o tratamento dado pela Justiça a esses casos, o que é visto pela entidade como um ataque à Justiça do Trabalho. Atualmente, os juízes trabalhistas são os responsáveis por analisar, quando provocados, se os contratos de prestação de serviço por pessoa jurídica (PJ) ou autônomos estão sendo usados para mascarar uma relação formal de trabalho — ou seja, se há ou não uma fraude.

A suspensão dos processos, para a entidade, “configura uma tentativa de criar um superpoder judicial, que desconsidera o papel especializado da Justiça do Trabalho na análise criteriosa de cada caso concreto”.

A limitação dessa competência, segundo a CNTC, permite “o avanço de práticas fraudulentas, como a pejotização”, e promove “insegurança jurídica, precarização das relações de trabalho e fragilização do pacto social democrático”.

Para a entidade, “é inaceitável que o STF, que deveria ser o guardião da Constituição Federal, contribua com a desregulamentação do trabalho e ignore o artigo 114 da Constituição, que estabelece claramente a competência da Justiça do Trabalho para julgar as relações de trabalho”.

“A pejotização irrestrita representa, para a classe trabalhadora brasileira, a destruição do vínculo empregatício constitucionalmente previsto, escancarando a porta para contratações precárias, sem garantias, sem direitos e sem dignidade”, diz a CNTC.

O tema tem causado atritos entre o Supremo e a Justiça do Trabalho. Enquanto juízes trabalhistas vêm reconhecendo vínculo empregatício de PJs, com a consequente condenação das empresas contratantes a arcar com as obrigações da CLT, o Supremo tem derrubado essas decisões sob a justificativa de que a Corte já permitiu a terceirização das atividades-fim das empresas em 2018. Para a maioria do tribunal, a Constituição admite contratos de trabalho alternativos à CLT.

A suspensão dos processos vale até o Supremo julgar o tema com repercussão geral, o que ainda não tem data para ocorrer.

Fonte: MSN

Sindicato critica venda do sistema de água Catolé para a Braskem

Em nota, o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas alerta para riscos ao patrimônio público e ao abastecimento de água de Maceió


O Sindicato dos Urbanitários está encaminhando ofício para a CASAL, solicitando os devidos esclarecimentos e, manifestando profunda preocupação, e repúdio, aos termos do acordo firmado entre a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) e a Braskem S.A., homologado judicialmente. A entidade sindical denuncia as graves mazelas do pacto, com ênfase na transferência da posse de estruturas essenciais do sistema de abastecimento de água da capital alagoana para a empresa privada e, alerta, para os prejuízos iminentes ao interesse público.

O acordo prevê a indenização e a transferência da posse de bens cruciais como o imóvel da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cardoso e, o Aqueduto Catolé-Cardoso para a Braskem. Essas estruturas representam a espinha dorsal do sistema de abastecimento de água de Maceió, sendo a ETA Cardoso responsável pelo tratamento da água e, o Aqueduto Catolé-Cardoso, pela sua condução da principal fonte de captação.

A presidente do Sindicato, Dafne Orion, classificou a transferência da posse desses bens de utilidade pública como um precedente perigoso e carente de justificativa transparente. “Estamos falando de estruturas que garantem um serviço essencial e inadiável à população. A água não é uma mercadoria qualquer, e o controle sobre os meios de sua produção e distribuição deve ser prioritariamente público. Ceder a posse da ETA Cardoso e do Aqueduto Catolé-Cardoso à Braskem, mesmo que temporariamente, abre margem para riscos e para uma influência indevida de uma empresa privada sobre um bem que pertence à coletividade”, declarou a presidente.

A dirigente sindical também teceu duras críticas à cláusula de confidencialidade presente no acordo. “É inaceitável que um acordo que envolve bens públicos e um serviço essencial seja mantido sob sigilo por um prazo tão longo. A transparência é um princípio fundamental da administração pública, garantido pela nossa Constituição. A população tem o direito de saber em detalhes os termos desse pacto, quais as contrapartidas reais e quais os riscos envolvidos. Essa confidencialidade fere o princípio da publicidade e impede o controle social sobre um tema de interesse vital”, enfatizou Dafne Orion.

O Sindicato ressalta que bens públicos ou de utilidade pública, como as estruturas do sistema de abastecimento de água, possuem uma destinação específica para o serviço público e não podem ser transferidos como bens privados. Segundo a entidade, a Constituição Federal e a legislação infraconstitucional estabelecem restrições severas à alienação desses bens, visando proteger o interesse da coletividade. “A mera cogitação da transferência da propriedade desses ativos para uma empresa privada, em decorrência de um acordo de indenização, levanta sérias dúvidas sobre a sua legalidade e a sua moralidade administrativa”.

Em suas declarações, Dafne Orion foi enfática: “Este acordo, em sua essência, parece colocar uma empresa estatal e bens de natureza pública em uma negociação desvantajosa para o interesse supremo da população. A prioridade deveria ser a garantia da continuidade e da qualidade do serviço de abastecimento de água, com total transparência e controle público. O Sindicato não se calará diante dessa situação e conclamamos às autoridades competentes, em especial o Ministério Público de Alagoas, a investigar a fundo as mazelas deste acordo e a adotar as medidas necessárias para proteger o patrimônio público e o direito fundamental à água de todos os cidadãos de Maceió.”

Por fim, os Urbanitários reiteram seu compromisso com a defesa do patrimônio público e dos direitos da população, e acompanhará de perto o desenrolar desta situação, buscando a máxima transparência e a preservação do interesse coletivo. “A homologação judicial não torna o acordo inquestionável. Exigimos uma ampla investigação do Ministério Público – MP-AL contra esse acordo lesivo ao interesse coletivo e à moralidade pública”, conclui Dafne.

Fonte: Ascom/Sindicato dos Urbanitários de Alagoas

Israel mantém bloqueio criminoso à entrada de ajuda humanitária em Gaza

Com crianças sofrendo de desnutrição grave, organizações internacionais alertam para fome em massa e denunciam crime de guerra

Um colapso humanitário iminente ameaça a Faixa de Gaza, alertaram autoridades locais e organizações internacionais nesta quarta-feira (16). A grave denúncia foi divulgada pelo Escritório de Mídia de Gaza e confirmada por entidades como a ONU, a UNICEF e Médicos Sem Fronteiras. A reportagem original é da HispanTV, e descreve um cenário alarmante de destruição, fome e descaso internacional diante do bloqueio imposto por Israel à entrada de ajuda humanitária no território palestino.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza não é uma crise passageira, mas sim um crime organizado de fome que equivale a um crime de guerra, perpetrado pelas forças de ocupação israelenses com cumplicidade e silêncio internacionais”, declarou, em nota, a assessoria de imprensa do governo de Gaza. A escassez de insumos é crítica: padarias estão sem funcionar por falta de farinha e combustível; hospitais ameaçam fechar em duas semanas; e as usinas de dessalinização e abastecimento de água estão paralisadas.Play Video

Segundo a UNICEF, mais de 1,1 milhão de crianças em Gaza sofrem de desnutrição grave. Em outro dado estarrecedor, a agência da ONU informou que 322 crianças palestinas morreram em ataques israelenses apenas nos últimos dez dias. A escalada da crise expõe de forma dramática a vulnerabilidade da população infantil em meio ao cerco.

Em comunicado, as Nações Unidas afirmaram que a desnutrição aguda está aumentando aceleradamente e que a falta de recursos forçou as agências humanitárias a reduzir em dois terços, apenas no mês de março, o número de crianças que recebiam alimentação suplementar. “Israel está mais uma vez usando a fome como arma em Gaza”, denunciaram especialistas da ONU.

A situação nos hospitais é igualmente desesperadora. As restrições de acesso impostas por Israel impedem o reabastecimento de suprimentos médicos, colocando milhares de pacientes em risco direto. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) classificou o cenário como um “inferno”, diante do agravamento das operações militares e da interrupção da entrada de ajuda desde o início de março.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que atua na região, afirmou que “Gaza se tornou uma vala comum para a população palestina e para aqueles que vêm ajudá-la”. A declaração foi feita por um coordenador do MSF na Faixa, em mais uma denúncia da impossibilidade prática de socorrer as vítimas enquanto o bloqueio israelense persiste.

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, também se manifestou, alertando para o agravamento das condições humanitárias e médicas em Gaza. Segundo ele, a decisão de Israel de bloquear o envio de ajuda desde o início de março elevou os riscos a um nível “muito perigoso”. Abdelatty explicou que as recentes viagens do presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi ao Catar e ao Kuwait visam justamente intensificar os esforços para garantir a entrada de auxílio ao território sitiado.

Desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, o Ministério da Saúde de Gaza estima que mais de 51 mil palestinos tenham sido mortos, a maioria civis. A interrupção completa da ajuda humanitária, somada à devastação provocada pelos bombardeios contínuos, configura, segundo analistas internacionais, um cenário de genocídio.

Organizações de direitos humanos e agências da ONU pedem, com urgência, o fim do cerco e o restabelecimento dos corredores humanitários. “Estamos na sétima semana dessa situação, e as operações militares estão se expandindo”, denunciou um representante das Nações Unidas, ao reforçar o apelo para que a comunidade internacional atue de forma imediata para evitar o colapso total da vida civil em Gaza.

A cada dia, a continuidade do bloqueio agrava uma tragédia anunciada. As vozes da população palestina, de médicos e trabalhadores humanitários ressoam como um grito por socorro, enquanto o mundo observa em silêncio.

Fonte: Brasil 247

Governo de Alagoas vendeu para a Braskem o Sistema Catolé por R$ 108,9 milhões

Empresa pagou R$ 108,9 milhões à Casal, em acordo de indenização confidencial

Um documento inédito e até agora em segredo revela os detalhes de um acordo entre a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e a Braskem para indenização e integral quitação do sistema Catolé-Cardoso, no bairro do Bebedouro, ainda em operação mas que a parte sob responsabilidade da Casal será descomissionada. A decisão acontece após o sistema ser atingido pelo afundamento do solo que afetou bairros inteiros na capital alagoana no início de 2018, provocado por décadas de exploração indiscriminada de sal-gema.

Inaugurado em 1952, o Catolé-Cardoso foi, durante décadas, o principal sistema de abastecimento de água potável na capital. Atende a mais de 250 mil pessoas, é um dos três sistemas de abastecimento de Maceió e o segundo em captação superficial: 320 litros por segundo. Os outros são o Aviação (197 litros por segundo) e Pratagy (890 litros por segundo).

Além de captar a água, o Catolé tem estação de tratamento. Está localizado na área de proteção ambiental do Catolé e Fernão Velho, ocupando 2.168,22 hectares e se espalhando por partes de Maceió, Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco. O reservatório é abastecido pelas águas do Riacho Catolé.

A Casal e a Braskem acordaram que o valor da indenização pelo crime ambiental que afetou o sistema foi de R$ 108.904.627,03 pago em três parcelas, já quitadas. O acordo foi fechado no final do ano passado e tornou a Braskem dona do sistema.

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México não reconhece vitória de Noboa e não terá relações com Equador enquanto ele for presidente

Presidente Claudia Sheinbaum divergiu do Brasil e não reconheceu o resultado eleitoral

Em uma posição diplomática contundente e distinta da adotada por outros governos sul-americanos, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que seu país não reconhecerá o resultado das eleições presidenciais no Equador, vencidas por Daniel Noboa, de extrema direita. Segundo ela, o México manterá a ruptura das relações diplomáticas com o Equador enquanto Noboa ocupar a Presidência. A decisão amplia o isolamento do governo equatoriano no cenário latino-americano, especialmente entre nações progressistas.

“Não temos relações com o Equador e continuaremos não tendo enquanto Noboa for presidente, porque ele foi o responsável pela invasão da embaixada do México, da nossa soberania. Então os relacionamentos não serão realizados. Além disso, temos muitas dúvidas sobre sua vitória. E a outra candidata está dizendo que houve fraude. Da nossa parte, as relações com o Equador não serão retomadas”, declarou a presidente mexicana.

A postura de Sheinbaum, confirmada nesta quarta-feira (16), contrasta com o posicionamento oficial adotado pelo governo brasileiro. Em nota publicada pelo Ministério das Relações Exteriores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saudou a vitória de Noboa, reconhecida pelas autoridades eleitorais equatorianas. Uruguai e Chile também endossaram os resultados divulgados.

Fonte: Brasil 247

Militares são condenados por roubar merenda do Colégio Militar do Recife

Sete militares foram condenados por desviar merenda do Colégio Militar do Recife.

O Superior Tribunal Militar (STM) condenou sete militares do Recife por desvios de alimentos de uma escola das Forças Armadas na capital pernambucana. Segundo a denúncia do Ministério Público Militar (MPM), um capitão liderava o esquema, tendo ao seu lado três sargentos que executavam as tarefas, apoiados por dois cabos e um soldado. Militares de patente inferior eram coagidos a participar, e aqueles que se recusavam eram intimidados e ameaçados.

Segundo a denúncia do MPM, o esquema funcionou entre 2016 e 2019, com os militares esperando o fim do expediente na escola para executar os crimes. Os alimentos eram retirados dos depósitos e frigoríficos, colocados em sacos pretos e caixas e levados para carros particulares e mesmo viaturas militares. Depois, um dos sargentos manipulava os registros do sistema de controle de estoque para encobrir o desvio. O prejuízo foi estimado em R$ 70 mil.

Um militar registrou em vídeo a transferência de caixas de carnes e outros alimentos para os veículos que retiravam os itens da área militar. A data em que realizavam a operação era citada por eles como “Dia dos 10 Mirréis”. O flagrante em vídeo foi descoberto em 2019, e o Ministério Público Militar apresentou sua denúncia em 2020, acusando os envolvidos de participação em organização criminosa, peculato (uso de cargo público para cometer ilícito), prevaricação (omissão diante de um crime), ameaça e coação.

Apesar dos vídeos, a 7ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), primeira instância da Justiça Militar nos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, absolveu os acusados alegando falta de provas e ausência de justa causa. O MPM recorreu ao Superior Tribunal Militar e viu o ministro relator do caso também pedir a absolvição dos réus, mas a maioria do plenário do STM discordou e votou pela condenação dos sete.

As penas dos sete militares variam entre cinco e sete anos de reclusão. Entre eles, seis já foram excluídos das Forças Armadas, mas o capitão, suposto líder do esquema, conseguiu mantê-la e responderá a um processo interno por indignidade e incompatibilidade com o oficialato, podendo perder o cargo que possui. O julgamento aconteceu nos últimos dias de fevereiro.

Fonte: Brasil de Fato

Jogador do Flamengo, é indiciado pela Polícia Federal por envolvimento em apostas esportivas

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi indiciado na última segunda-feira (14) pela Polícia Federal (PF). Isso porque, o jogador rubro-negro, junto com mais dez pessoas, foi notificado sobre um suposto envolvimento em fraude em competições esportivas. O atleta é investigado por possível favorecimento em receber um cartão amarelo contra o Santos, no Campeonato Brasileiro de 2023.

De acordo com o jornal ‘Metrópoles‘, os investigadores da PF encontraram no aparelho celular do irmão de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, trocas de mensagens que comprometem o jogador. Assim, o recolhimento das informações o coloca diretamente ligado ao esquema de apostas esportivas. Dessa forma, o atleta rubro-negro foi indiciado por estelionato e fraude em competição esportiva.

INVESTIGAÇÕES NO CELULAR

A PF analisou 3.989 conversas no WhatsApp de Bruno Henrique, sendo muitas delas vazias ou apagadas. No entanto, a polícia recolheu o aparelho telefônico de Wander Nunes Pinto Júnior, irmão do jogador do Flamengo. No recolhimento das informações, o camisa 27 do Mengão está envolvido em um esquema que levaria a um cartão amarelo contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023.

Assim, Bruno Henrique e Wander Nunes Pinto Júnior são alvos da Polícia Federal devido ao possível esquema de favorecimento. Dessa forma, o jornal Metrópoles teve acesso às mensagens trocadas entre os dois. Nesse caso, o jogador do Flamengo informou quando receberia a punição.

VEJA AS MENSAGENS:

Wander: “O tio, você está com dois cartões no Brasileiro?”

Bruno Henrique: “Sim.”

Wander: “Quando o pessoal mandar tomar o terceiro, liga nós, hein kkkk”

Bruno Henrique: “Contra o Santos.”

Wander: “Daqui quantas semanas?”

Bruno Henrique: “Olha aí no Google.”

Wander: “29 de outubro. Será que você vai aguentar ficar até lá sem cartão? Kkkkkk”

Bruno Henrique: “Não vou reclamar. Só se eu entrar forte em alguém.”

Wander: “Boa, já vou guardar o dinheiro. Investimento com sucesso.”

O DIA EXATO

Assim sendo, Bruno Henrique entrou em campo como titular durante a partida contra o Santos no dia 1º de novembro de 2023, em jogo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o jogador do Flamengo recebeu o primeiro cartão amarelo aos 49 minutos do segundo tempo. Por fim, foi expulso logo em seguida devido a um empurrão no árbitro.

BRUNO HENRIQUE E O FLAMENGO

Desse modo, com Bruno Henrique à disposição, o elenco do Flamengo segue focado nos próximos compromissos da temporada. Isso porque, o time rubro-negro entra em campo nesta quarta-feira (16), às 21h30 (horário de Brasília), diante do Juventude, no Maracanã, em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Coluna do Fla

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