Fiscalização aponta alagamentos e falhas no transporte escolar em escola de Maceió

MPAL e Defensoria identificaram problemas estruturais e de acessibilidade na Escola Municipal Professor Antídio Vieira, durante força-tarefa da Educação de Jovens, Adultos e Idosos

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e a Defensoria Pública Estadual (DPE) vistoriaram a Escola Municipal Professor Antídio Vieira, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió, como parte de uma força-tarefa de fiscalização da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).

Durante a visita, foram constatadas duas falhas estruturais graves: em dias chuvosos, a escola fica sujeita a alagamentos, obrigando a suspensão das aulas; além disso, os ônibus que transportam estudantes operam com elevadores inoperantes, o que afeta especialmente alunos com deficiência ou idosos com mobilidade reduzida.

Os estudantes relataram também a inexistência de incentivos financeiros, apontando esse vácuo como um dos fatores de evasão. Eles sugeriram a presença mais frequente de psicólogos e assistentes sociais. Apesar dos problemas, elogiaram a atuação dos professores e técnicos, ressaltando que não houve queixas de falta de docentes para nenhuma disciplina.

A promotora de Justiça Alexandra Beurlen informou que, a partir dos achados, serão expedidas Recomendação Administrativa ao município de Maceió com orientações para sanar as deficiências. Caso não haja cumprimento, pode-se instaurar Ação Civil Pública (ACP).

A ação integra um esforço conjunto do MPAL, DPE, Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), com meta de vistoriar cerca de 40 escolas da capital que oferecem EJAI até a conclusão da força-tarefa.

Fonte: 082Notícias

Brasil cobra de Israel libertação de brasileiros detidos em flotilha

Ministério das Relações Exteriores divulgou nota, cobrando a libertação imediata dos brasileiros detidos após interceptação da flotilha a caminho de Gaza por militares israelenses. 

“O Brasil exorta o governo israelense a liberar imediatamente os cidadãos brasileiros e demais defensores de direitos humanos detidos”, diz o comunicado.

governo exige ainda a permissão de visitas de integrantes da Embaixada do Brasil em Tel Aviv aos ativistas brasileiros detidos ilegalmente.  

A Flotilha Global Sumud, formada por cerca de 50 embarcações e que tenta furar o bloqueio à Faixa de Gaza transportando ajuda humanitária, informou que cerca de 443 voluntários de 47 países foram capturados pelas forças de Israel durante uma interceptação em águas internacionais. Há 11 brasileiros presos.

Segundo o Itamaraty, a chancelaria israelense já foi notificada da discordância brasileira com a ação

Para o governo brasileiro, a interceptação fere direito internacional de liberdade de navegação, previsto por convenção das Nações Unidas, além da “detenção ilegal de ativistas pacíficos”. 

“Operações de caráter estritamente humanitário devem ser autorizadas e facilitadas por todas as partes em conflito, não podendo ser arbitrariamente obstadas ou consideradas ilícitas. O Brasil conclama a comunidade internacional a exigir de Israel a cessação do bloqueio à Gaza, por constituir grave violação ao direito internacional humanitário”, informa. 

O Brasil defende que Israel “deverá ser responsabilizado por quaisquer atos ilegais e violentos cometidos contra a Flotilha e contra os ativistas pacíficos que dela participam e deverá assegurar sua segurança, o bem-estar e integridade física enquanto permanecerem sob a custódia de autoridades israelenses”.

Interceptação

Na noite desta quarta-feira (1º), a flotilha internacional informou, em postagens nas redes sociais, que estava sofrendo agressões das forças israelenses e que sofreu uma interceptação ilegal em águas internacionais. 

Dos capturados, 11 são brasileiros, conforme a flotilha. Entre eles, estão o ativista Thiago de Ávila e Silva Oliveira, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e a vereadora de Campinas, Mariana Conti (PSOL-SP), além de Bruno Gilga, Lisiane Proença Severo, Magno de Carvalho Costa, Ariadne Catarina Cardoso Teles, Mansur Peixoto, Gabrielle Da Silva Tolotti, Mohamad Sami El Kadri, Lucas Farias Gusmão.

Essa é a mais recente tentativa marítima de romper o bloqueio israelense a Gaza, onde maior parte do território foi reduzida a um terreno baldio após quase dois anos de guerra, para levar ajuda humanitária, como alimentos e remédios, para o povo palestino. 

Em uma postagem no X, o Ministério das Relações Exteriores de Israel diz que “todos os passageiros estão seguros e em boas condições de saúde”. “Eles estão chegando em segurança a Israel, de onde serão deportados para a Europa”, disse.

A interceptação dos barcos provocou condenação internacional.

Fonte: Agência Brasil

Empresa de cannabis do Careca do INSS pagou R$ 500 mil a suplente de Damares

A empresa de maconha do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, pagou R$ 500 mil ao advogado Manoel Arruda (União Brasil-DF), primeiro suplente da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

A transferência consta em Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtido pela coluna. O documento subsidia as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), à qual o lobista prestou depoimento na última quinta-feira (25/9).

O repasse foi feito pela Camilo Comércio e Serviços S/A, cujo nome fantasia é World Cannabis (WorldCann). A empresa de maconha do Careca do INSS foi aberta em 25 de abril de 2023, tem sede em Brasília e filiais em São Paulo, Bogotá (Colômbia), Lisboa (Portugal) e Miami (Estados Unidos). A companhia mantém como diretor Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista.

Além de primeiro suplente de Damares, Manoel Arruda é presidente do União Brasil no Distrito Federal. Segundo o próprio advogado, o Careca do INSS o contratou em novembro de 2024 para prestar consultoria e assessoria jurídica para firmar parceria com a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego). O objetivo, segundo o político, era transferir tecnologia para a produção de medicamentos e produtos dentro do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Ministério da Saúde.

O escritório, no entanto, desfez o negócio em 8 de maio, cerca de duas semanas após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Sem Desconto, que tem o Careca do INSS como um dos alvos. Um comprovante bancário ao qual a coluna teve acesso mostra que a banca devolveu R$ 500 mil à empresa do lobista no dia 19 de maio, mesmo que, segundo a assessoria de imprensa, o advogado tenha realizado o trabalho por 6 meses.Play Video

A equipe informou, em nota, que Manoel Arruda se deparou com a “impossibilidade ética e moral de continuidade da prestação de serviços, já que não compactua com qualquer tipo de irregularidade”. Também negou qualquer relação pessoal entre o advogado e o lobista. Em nota, Damares afirmou que “não tem qualquer relação ou conhecimento sobre os negócios de seu suplente”. Já o advogado do Careca do INSS, Cleber Lopes, limitou-se a dizer que não dispõe de informações sobre o assunto.

Responsável por avisar a PF sobre a frota de carros de luxo do Careca do INSS escondida em um prédio na região central de Brasília, Damares já saiu em defesa, no Senado, dos negócios na World Cannabis. A senadora disse que um eventual confisco de bens da empresa poderia prejudicar pacientes que usam canabidiol de forma medicinal, já que se trata de uma das poucas fornecedoras no Brasil.

“Muitos pacientes conseguem ter alguma qualidade de vida justamente porque fazem uso desse medicamento. Por isso, precisamos de máxima atenção. Se nossa CPMI for instalada, que possamos trabalhar de maneira muito madura, pois ali vamos lidar com vidas”, alertou em sessão da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado em 21 de maio.

Relatório do Coaf levanta suspeitas sobre movimentação de empresa de cannabis do Careca do INSS

No relatório, o Coaf chama a atenção para o “expressivo faturamento da empresa World Cannabis, constituída em 25/04/2023, no valor de R$ 4,28 milhões no ano de 2024 em um curto espaço de tempo, sem a identificação clara da origem dos recursos, bem como os bureaus consultados informarem faturamento estimado em valores inferiores”, diz trecho do RIF do Coaf.

“Em suma, a World Cannabis declara faturamento elevado em curto período de tempo, não sendo possível identificar a origem dos recursos, pelo exposto, optamos pela recusa do relacionamento e comunicação Coaf”, continuou o relatório.

Conforme revelou a coluna, o Careca do INSS esteve no Ministério da Saúde pelo menos cinco vezes desde 2024. Nos dias 13 de janeiro e 17 de fevereiro deste ano, o lobista se apresentou na portaria da pasta como presidente da World Cannabis. Nas outras três vezes, em 2024, afirmou ser diretor de uma empresa de telessaúde, a DuoSystem, que, por sua vez, negou ter relações com o lobista. Em ao menos um dos encontros, o lobista estava acompanhado da herdeira Roberta Luchsinger, que mantém amizades junto à família do presidente Lula (PT).

Todas as visitas do Careca do INSS se destinaram à secretaria-executiva do Ministério da Saúde, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger, atual chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República. Só uma delas, porém, consta em agenda oficial. Segundo Berger, o principal tema tratado com o lobista foi o mercado de cannabis.

Em depoimento prestado à CPMI, o Careca do INSS negou não só a participação na fraude, revelada pelo Metrópoles, bem como qualquer tipo de relação com parlamentares. A coluna mostrou, porém, que o empresário compartilhou o uso de um jatinho com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), com quem já havia se reunido no gabinete.

“Não existe essa rede de relacionamento minha com parlamentares, qualquer que seja, haja vista que vocês são um grupo inteligente, seleto. Pergunte a quem me conhece aqui dentro dessa casa. Ninguém me conhece. Eu não tenho interesse, eu não trabalho com o governo, qualquer que seja as suas esferas”, disse. Segundo o lobista, a única exceção foi uma visita à casa de Weverton para tratar de produtos à base de cannabis. “Na época, eu estava com uma representação de uma marca internacional de um produto à base de cannabis”, afirmou o Careca do INSS.

O que diz Manoel Arruda sobre pagamento do Careca do INSS

Leia a íntegra da nota da assessoria de Manoel Arruda:

“O escritório Manoel Arruda Sociedade Individual de Advocacia foi contratado em 1º de novembro de 2024 pela empresa World Cannabis, para prestar serviços de consultoria e assessoria jurídica em processo regulatório no setor farmacêutico. A relação contratual se deu exclusivamente com a empresa, e não com qualquer pessoa física.

No final de abril de 2025, com a deflagração da Operação “Sem Desconto”, que investiga fraudes contra o INSS, o escritório, após avaliação de compliance, decidiu rescindir o contrato por impossibilidade ética e moral de continuidade da prestação de serviços, já que não compactua com qualquer tipo de irregularidade. Em 19 de maio de 2025, foi realizada a rescisão formal, acompanhada da devolução integral dos honorários recebidos, devidamente registrada em distrato assinado em 8 de maio de 2025.

É importante destacar que não existe qualquer relação pessoal ou profissional com o Sr. Antonio Carlos Camilo Antunes. Toda a atuação foi estritamente técnica e restrita ao contrato com a empresa World Cannabis, já encerrado, com quitação plena entre as partes.”

A coluna também procurou o União Brasil-DF, que enviou a mesma nota da assessoria do escritório de Manoel Arruda.

Fonte: Matrópoles

Italianos realizam greve em apoio a flotilha sequestrada por Israel

Sindicados organizaram manifestações em mais de 100 cidades

Milhares de italianos foram às ruas em todo o país na sexta-feira (3), como parte de uma greve geral de um dia convocada por sindicatos em apoio a uma flotilha de ajuda humanitária interceptada por Israel a caminho de Gaza.

“Depois do que vi com a flotilha, pensei que não poderia ficar parado sem fazer nada. É a primeira vez que vou a esse tipo de manifestação”, disse Mario Mascetti, um manifestante em Roma, à Reuters.

Os sindicatos CGIL e USB organizaram manifestações em mais de 100 cidades. Na capital, multidões marcharam da Piazza Vittorio, no centro, em direção à principal estação ferroviária, carregando bandeiras sindicais e palestinas, além de faixas.

A greve causou atrasos e cancelamentos em toda a rede ferroviária italiana, com interrupções mais limitadas nos aeroportos. As linhas de metrô continuaram operando em Roma e Milão.

Autoestradas ou estradas circulares foram bloqueadas por manifestantes em várias cidades, incluindo Roma, Milão, Bolonha e Trento, com a polícia disparando gás lacrimogêneo fora de Milão para dispersar os manifestantes que atiravam pedras.

O porto toscano de Livorno foi fechado devido a protestos.

“Esta não é uma greve qualquer. Estamos aqui hoje para defender a fraternidade entre os indivíduos, entre os povos, para colocar a humanidade de volta no centro, para dizer não ao genocídio, à política de rearmamento”, disse o líder da CGIL, Maurizio Landini.

Cerca de 300 mil pessoas participaram da marcha em Roma, segundo os organizadores. Eles estimaram multidões de mais de 100 mil em Milão, 50 mil em Nápoles, 25 mil em Veneza e um total de 150 mil em várias cidades da Sicília.

As autoridades não confirmaram os números.

Meloni critica greve

Israel chamou a flotilha de ajuda de uma farsa e se ofereceu para retirar a ajuda dos barcos e distribuí-la em Gaza . Israel negou repetidamente as acusações de genocídio.

O governo de direita da Itália criticou a greve, com a primeira-ministra Giorgia Meloni sugerindo que as pessoas que faltaram ao trabalho por Gaza queriam apenas uma desculpa para ter um fim de semana mais longo.

Protestos em solidariedade ao comboio humanitário que tentava romper o bloqueio naval de Israel surgiram por toda a Europa e outras partes do mundo, mas foram particularmente difundidos na Itália.

Mattia Diletti, sociólogo da Universidade Sapienza de Roma, disse que a causa palestina sempre repercutiu na Itália, tanto entre suas tradições políticas católicas de centro quanto de esquerda.

“A Itália sempre foi um país muito político, caracterizado por esse elemento (pró-palestino) “, disse ele.

O órgão nacional de fiscalização de greves disse na quinta-feira (2) que os sindicatos violaram as regras ao não avisar com antecedência suficiente sobre a greve, mas a CGIL e a USB prosseguiram mesmo assim, atraindo mais críticas do governo.

“Se hoje aqueles que fazem greve ilegalmente causam bilhões de euros em danos à economia italiana… então as sanções devem ser proporcionais aos danos causados”, disse o Ministro dos Transportes, Matteo Salvini.

Os protestos pró-palestinos deveriam continuar no sábado com uma grande manifestação em Roma, encerrando vários dias de manifestações que às vezes se tornaram violentas e provocaram confrontos com a polícia.

Na noite de quinta-feira (2), dezenas de milhares de pessoas marcharam pacificamente do Coliseu de Roma, enquanto em Turim um centro de conferências foi vandalizado e em Milão uma estátua do lado de fora da catedral Duomo foi pintada com tinta vermelha e pichações.

Fonte: CNN Brasil

Moraes dá 5 dias para PGR se posicionar sobre prisão de Eduardo Bolsonaro

Ministro do STF atendeu pedido de parlamentares que exigem prisão preventiva e análise imediata da cassação do deputado federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie no prazo de cinco dias sobre os pedidos de prisão preventiva apresentados contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo a CNN Brasil, o despacho de Moraes faz referência à solicitação dos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (Psol-RJ), que também pediram a suspensão do pagamento de salários e verbas indenizatórias ao parlamentar. Além disso, os congressistas solicitam que a Mesa Diretora e o Conselho de Ética da Câmara avaliem com urgência os pedidos de cassação do mandato.

Argumentos dos parlamentares

No documento entregue ao STF, Lindbergh e Talíria alegam que “a decretação da prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, nos termos do art. 312 do CPP, para garantia da ordem pública, da ordem econômica, da instrução criminal e da aplicação da lei penal, diante da permanência das manifestações golpistas e intensificação da atuação ilícita em território estrangeiro”.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano. Ele foi recentemente denunciado pela própria PGR pelo crime de coação no curso do processo, em razão de sua atuação fora do Brasil contra a decisão que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Notificação por edital

Na última terça-feira (30), o STF publicou um edital notificando Eduardo Bolsonaro a responder à denúncia no prazo de 15 dias. A medida foi adotada depois que oficiais de Justiça relataram não conseguir localizá-lo para entregar a intimação de forma presencial.

Na decisão que autorizou a notificação por edital, Moraes registrou que não havia dúvidas de que o deputado estaria “criando dificuldades” para evitar ser notificado. Com a publicação, o prazo para resposta já começou a contar.

Próximos desdobramentos

Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar se apoia ou não o pedido de prisão preventiva. Dependendo da manifestação, Alexandre de Moraes poderá decidir sobre a prisão de Eduardo Bolsonaro e sobre as demais medidas cautelares solicitadas. Enquanto isso, cresce a pressão sobre a Câmara dos Deputados, que pode ser chamada a se posicionar sobre os pedidos de cassação protocolados contra o parlamentar.

Fonte: Brasil 247

Bolsa Família: Velha discussão à luz de novos dados

Dados recentes desmontam a persistente tese da direita de que o programa estimula a indolência. 11,55% conseguiram emprego com carteira assinada em um ano e meio. E trazem dor de cabeça ao capital: já não se sujeitam a trabalhar por péssimos salários…

O Programa Bolsa Família é alvo de críticas desde sua criação. A mais comum pontua que o BF estimula a indolência, ou desestimula o trabalho. Os opositores argumentam com o efeito positivo sobre as crianças e adolescentes beneficiados, cuja escolarização e vacinação – requisitos do programa – as redimirão da trajetória de seus pais. Muita tinta, papel e saliva foram dispendidos nesse debate interminável. Entretanto, o correto é baseá-lo em dados e não em crenças ideológicas.

O Estúdio Folha publicou um levantamento interessante do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Folha de São Paulo, 11/set/25). É um bom caminho para avaliar o programa. Intitulado “Bolsa Família abre caminho para autonomia financeira” e uma chamada criativa – Do Bolsa Família ao crachá / Programa é garantia de renda para conquistar estudo e trabalho –, o estudo traz um resumo das principais informações, a seguir sintetizadas:

  • 1,3 milhão de famílias deixaram o Bolsa Família em 2024 após melhora na renda;
  • 1 milhão de famílias deixaram o Bolsa Família em julho de 2025;
  • 75,5% dos novos empregos criados em 2024 foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família;
  • 98,9% das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada foram preenchidas por cadastrados no CadÚnico;
  • R$ 671,54 é o valor médio do benefício;
  • 19,19 milhões de famílias são atendidas pelo Bolsa Família, com prioridade para crianças, gestantes e nutrizes.

Inúmeras considerações podem ser feitas a partir desses dados. Primeiramente, eles remetem à repetida discussão sobre a natureza efetiva do programa. Assistencial? Sim, sem dúvida. Mas limita-se a isso? Os dados mostram que se trata de um investimento em recursos humanos, capacitando-os a entrar (ou retornar) ao mercado de trabalho. Diversos fatores podem estar nessa tendência ao engajamento dos beneficiários na busca e assunção de empregos formais: a tranquilidade emocional trazida pela renda básica, que elimina a fome da família e o estresse decorrente; a autoestima fortalecida; a emulação das crianças escolarizadas sobre os adultos do grupo familiar.

Sejam quais forem os fatores motivacionais, os dados refutam frontalmente o argumento da indolência induzida e do desestímulo ao trabalho. Pode-se polemizar, argumentando com o baixo percentual de famílias efetivamente empregadas, que saíram do programa. Sem dúvida, essa proporção pode ser maior, mas já nos termos atuais é bastante relevante. Confrontados aos quase vinte milhões de famílias atendidas, a soma dos emancipados (utilizamos este termo para os que saíram do BF após encontrarem emprego com carteira assinada), apenas neste ano e meio, atinge 11,55% do total. Muito significativo!

Não é possível deixar de associar esse resultado positivo a outra notícia muito alvissareira para a sociedade brasileira. Depois de ter saído, finalmente, do Mapa da Fome da ONU em 2014, o Brasil voltou a esse indicador de perversidade social a partir do enorme retrocesso político dos oito anos seguintes. Em 2024, voltamos a sair do Mapa da Fome. Os dois fatores mais impactantes nessa conquista foram a reconstrução da rede de assistência social e combate à fome, desmanteladas naquele período de trevas, e a inclusão produtiva. O Programa Bolsa Família, pelo número de beneficiários, mas também pelo de emancipados, tem forte responsabilidade em ambos os processos, ao lado da forte recuperação do mercado de trabalho, que estimulou as saídas do programa.

Na verdade, há dados anteriores que raramente eram citados nos primeiros governos Lula. Um deles referia-se à época em que 13 milhões de famílias eram atendidas pelo BF e 1,2 milhões haviam saído voluntariamente após alcançarem alternativas melhores de trabalho e renda. Fica difícil entender por que essas informações nunca são incluídas no debate, nem pelos críticos, nem (mais estranho ainda) pelos defensores. Afinal, o bom debate deve se apoiar em dados. Naturalmente, estes devem ser qualificados, referenciados e contextualizados, mas, neste caso, falam por si.

Mesmo que se considere baixo o percentual de emancipação efetiva – e não é -, pode-se sugerir que um incentivo maior deva ser dado à escolarização e capacitação técnica dos adultos das famílias beneficiárias. Mas os dados apontam, sem dúvida, uma tendência positiva, que pode ser reforçada com ajustes adequados. Enfim, essa é uma discussão útil e relevante.

Pode-se também buscar exemplos retrospectivos e reaplicá-los à atualidade. Os primeiros economistas, na Inglaterra, combateram o sistema assistencial Speenhamland com argumentos semelhantes – estímulo à indolência e desestímulo ao trabalho. Após anos de ataques, aquele primeiro sistema assistencial, a cargo das paróquias inglesas, foi extinto. Aumentou, assim, a oferta de mão-de-obra para as indústrias nascentes. Hoje, são amplamente conhecidas as condições horrorosas de trabalho nas primeiras indústrias de Manchester e da Inglaterra. Caso, eventualmente, o sistema assistencial tivesse sido mantido ou reformado (porque, obviamente, tinha muitos defeitos), será que a necessidade de recrutar mão-de-obra não teria atenuado alguns dos aspectos mais perversos do ambiente fabril?

Aplicando esse argumento à atualidade, a existência de um colchão amortecedor da pobreza absoluta não implica em ter que oferecer melhores condições de trabalho para atrair novos empregados? Muitas críticas resvalam para o preconceito, quando apontam a dificuldade de contratar pessoas para tarefas humilhantes ou massacrantes e jornadas extensivas de trabalho, nas regiões de maior presença de beneficiários do BF. Não seria o caso de reconhecer que, liberadas da miséria absoluta por um programa que, reconhecidamente, paga valores muito baixos, que apenas fazem a diferença entre a miséria e a pobreza, as pessoas se tornam um pouco mais seletivas na escolha de empregos?

Considerando a ausência do efeito indicado por crença ideológica e refutado pelos dados concretos no que se refere a parcela considerável dos beneficiários – a indolência e a aversão ao trabalho -, podemos deduzir que as condições salariais e de trabalho devem ser minimamente decentes para atraí-los aos empregos ofertados.

O resultado dessa tendência não seria o aumento da renda média e, portanto, a ampliação do mercado consumidor, permitindo ganhos de escala sem pisotear a dignidade do trabalho? Ganhos de escala significam redução dos custos unitários, o que representa um círculo virtuoso: maior renda, maior consumo, mais empregos, menores custos de produção, preços estáveis ou mesmo com algum declínio, ampliando ainda mais o mercado sem prejudicar a lucratividade e a permanência das empresas.

O que faz falta é uma discussão apoiada em evidências fatuais. Em geral, crenças ideológicas apriorísticas – ou seja, cristalizadas antes e apesar das evidências – presidem o debate, de ambos os lados. Os detratores do programa partem do princípio hedonista de que os indivíduos buscam maximizar o prazer e minimizar a dor – enunciado por Jeremy Bentham em época próxima à obra de Adam Smith, que reivindicava o princípio de que o interesse próprio levava ao bem estar social. Mesmo esse princípio deve ser considerado com flexibilidade e sabedoria: qual o limite da dor (o trabalho) e do prazer (a indolência)? A dor da fome não levaria a apenas substituí-la por outra dor, igualmente desumana, a do trabalho sem o mínimo de dignidade?

Já os defensores, muitas vezes (para não generalizar), referem-se à parcela adulta dos beneficiários como perdida para a atividade produtiva, depositando o benefício social do programa na nova geração, protegida, pela vacinação e escolarização, de repetir a trajetória dos genitores.

O que os dados mostram é diverso de ambas as hipótese apriorísticas. Há uma parcela não desprezível de adultos no programa atraída pela possibilidade de encontrar alternativas mais remuneradoras e deixar o restrito benefício do BF para outros mais necessitados. À época da primeira notícia mencionada acima, entrevistas com ex-beneficiários explicitavam essa atitude.

Uma política pública mais direcionada à motivação dos adultos atendidos pelo BF, concomitante à construção da infraestrutura física e, principalmente, pedagógica (professores e material escolar) voltada a esse público específico, levando em conta suas particularidades vivenciais, culturais e comportamentais, poderia incidir fortemente naqueles dados, ampliando a parcela de emancipados. O impacto sobre a própria autoestima destes, a renda média, o consumo, a produção e o emprego – além da bem-vinda inovação para atender o mercado em expansão – seria altamente benéfico ao país. Todavia, essa iniciativa requer o abandono da tese da “geração perdida” pela prolongada vivência em condições miseráveis, reinterpretando-a como passível, em proporções significativas, de recuperação e emancipação.

Por Roberto Vital Anav

Israel bloqueia estrada principal para a cidade de Gaza e ameaça matar todo mundo

Tanques israelenses bloquearam a estrada principal para a Cidade de Gaza na quinta-feira, impedindo o retorno daqueles que deixaram a cidade sitiada, e o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que esta era a última chance para centenas de milhares de pessoas que ainda estavam lá dentro escaparem.Israel ordenou que toda a população de um milhão de pessoas da Cidade de Gaza se dirigisse para o sul, enquanto organiza uma das maiores ofensivas da guerra neste mês, prometendo erradicar os combatentes do Hamas no que diz serem seus últimos bastiões na maior área urbana de Gaza.

Moradores disseram à Reuters que tanques montaram barreiras de areia na estrada principal ao sul da Cidade de Gaza. As pessoas estavam sendo autorizadas a sair, mas aquelas que haviam saído em busca de comida ou abrigo temporário não estavam mais autorizadas a retornar.”Esta é a última oportunidade para os moradores de Gaza que desejam ir para o sul e deixar os agentes do Hamas isolados na própria Cidade de Gaza diante das contínuas operações em larga escala das FDI”, disse o Ministro da Defesa israelense, Katz, em um comunicado.Aqueles que saíssem seriam submetidos à verificação militar, disse Katz.Os militares informaram em um comunicado na quarta-feira que iniciaram uma operação para fortalecer e manter o “controle operacional do Corredor Netzarim”, área que controlam e que divide o norte e o sul de Gaza. A operação não respondeu a um pedido de comentários adicionais na quinta-feira.

‘NÃO VAMOS PARTIR’

As Nações Unidas estimam que 600.000 a 700.000 pessoas ainda estejam dentro da Cidade de Gaza, depois que até 400.000 fugiram nas últimas semanas, enquanto as forças israelenses avançavam, destruindo prédios em seu caminho.Alguns moradores contatados pela Reuters disseram que a medida para impedir que as pessoas retornassem à Cidade de Gaza aumentou sua determinação de ficar.”Não vamos embora. Ontem, um drone jogou granadas no telhado do nosso prédio, mas não vamos embora”, disse Hani, 24, que mora na Cidade de Gaza e pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome por questões de segurança.”Temos medo de que, se partirmos, nunca mais veremos nossa Cidade de Gaza.”Aviões e tanques israelenses continuaram a bombardear a Cidade de Gaza. O Ministério da Saúde de Gaza informou que os disparos israelenses mataram pelo menos 77 pessoas nas últimas 24 horas.Médicos disseram que um desses ataques matou nove pessoas na quinta-feira, incluindo cinco da mesma família, perto de uma cozinha comunitária em Al-Mawasi, uma área costeira do sul que Israel designou como “zona humanitária” para centenas de milhares de moradores forçados a fugir de outras partes de Gaza.

OFENSIVA TERRESTRE DANOS A INSTALAÇÕES DE SAÚDE

O Ministério da Saúde de Gaza disse que a intensificação dos ataques terrestres de Israel estava prejudicando a capacidade de tratar os doentes e feridos, depois que quatro instalações médicas foram forçadas a fechar.Médicos do principal hospital da Cidade de Gaza, o Al Shifa, disseram que foram forçados a reduzir os serviços devido aos constantes bombardeios israelenses ao redor da unidade, já que pacientes vulneráveis ​​temiam que o hospital tivesse que fechar em breve.”Se este departamento for fechado, isso significará a morte dos pacientes. Nossas vidas acabarão. Este departamento representa a vida para nós”, disse Medhat Elewah, um paciente renal, em um vídeo filmado dentro do hospital, obtido pela Reuters.Ele disse que costumava receber quatro horas de sessões de diálise três vezes por semana, mas que isso foi reduzido para duas horas.Israel iniciou sua ofensiva em Gaza após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 levadas como reféns de volta para Gaza, de acordo com contagens israelenses.

Fonte: Reuters

Debate na Uneal denuncia genocídio em Gaza

Uma roda de conversa, realizada ontem, 01/10, no campus de Arapiraca, da Universidade Estadual de Alagoas, denunciou o genocídio praticado pelo estado de Israel contra o povo palestino na faixa de Gaza.

O debate contou com a presença do professor Luiz Gomes, presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal, de Ig Juan, da coordenação estadual da Juventude Revolução e da acadêmica de História Amanda Costa.

Para Ig Juan, “Israel promove um genocídio, assassinando crianças e jovens com a cumplicidade dos EUA”. Já Amanda Costa, frisou que a luta do povo palestino é por liberdade e que Israel já assassinou mais de 65 mil pessoas em Gaza.

Já o professor Luiz Gomes, do curso de História, destacou que “Israel é um estado sionista, que pratica a segregação e colonialista, que ocupa ilegalmente terras palestinas, e que a pretexto de combater o Hamas, promove um genocídio.”

Também foi denunciado durante o evento, o sequestro promovido por Israel contra a Flotilha Samud, que levava ajuda humanitária para Gaza. A roda de conversa foi organizada pelo Comitê Alagoano em Defesa do Povo Palestino.

Justiça afasta Collor do comando da Gazeta

Decisão considera posição do Ministério Público de Alagoas, favorável ao afastamento também do diretor Luiz Amorim

O ex-presidente Fernando Collor de Mello terá que se afastar do comando da Gazeta. A decisão foi tomada ontem (1/10) pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, que concedeu liminar à Organização Arnon de Mello (OAM) e autorizou a retirada de Collor do comando da TV e da Rádio Gazeta. A notícia foi divulgada no final da tarde, pela grande mídia, mas ainda não tinha sido confirmada pela empresa, que continua calada.
No entanto, a decisão do juiz Erick Costa de Oliveira Filho já era esperada, até porque o Ministério Público de Alagoas já havia se manifestado, por meio de um parecer do promotor de Justiça Marcus Mousinho, favorável ao afastamento de Collor e do diretor Luiz Amorim. Na opinião de Mousinho, a medida é urgente não só para manutenção da empresa, mas também dos 400 postos de trabalho das empresas da OAM em Alagoas.
O afastamento de Collor e Amorim seria uma medida estratégia para evitar a cassação do registro do funcionamento da TV e da rádio, cujo processo foi aberto e tramita no Ministério das Comunicações. Em recuperação judicial, por conta dos problemas financeiros e políticos que enfrenta, a situação da Gazetas se agravou depois que a Rede Globo encerrou o contrato com a emissora alagoana.

Para evitar de perder a outorga do Ministério das Comunicações, a Gazeta estava para afastar o comando da empresa, mas a decisão do afastamento do ex-senador só poderia ser autorizada pela justiça. Segundo informações de dentro da OAM, o ex-presidente resistia à ideia de se afastar das empresas. Collor encontra-se preso e cumpre sentença em prisão domiciliar. Um dos crimes atribuídos a ele é lavagem de dinheiro.

Por isso o Ministério das Comunicações notificou a Gazeta: na condição atual, Collor tem de ser retirado da direção das empresas, sob pena de perda da concessão de radiodifusão. Quanto ao pagamento das dívidas trabalhistas, a retirada de Collor da direção não o isenta da responsabilidade. Era esse o receio dos credores, que o afastamento do ex-presidente deixasse a empresa sem ter como arcar com as indenizações e o passivo trabalhista.

POSIÇÃO DO MP/AL

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) se manifestou favorável à retirada dos sócios da TV Gazeta, em processo que tramita no Ministério das Comunicações, destacando que a preservação da empresa deve prevalecer sobre interesses individuais.

O parecer foi assinado em 28 de setembro, em Maceió, pelo promotor Marcus Aurélio Gomes Mousinho. Procurado pela reportagem da Tribuna Independente, o promotor explicou, por meio da assessoria de comunicação do MP/AL, que optou por garantir a funcionalidade da Gazeta, manifestando-se pela retirada do sócio e do administrador da emissora.

Ou seja, o promotor opinou pelo afastamento do ex-presidente Fernando Collor e do diretor Luiz Amorim, da emissora. Com isso, para Mousinho, essa decisão deverá facilitar a buscar por outra parceria, em substituição à Globo. A emissora carioca já se associou à TV Asa Branca, que começou ontem a exibir conteúdo próprio, dentro da sua grade de programação.

Processo da emissora tramita no Ministério das Comunicações

“O Ministério das Comunicações havia dado prazo de 90 dias para que se retirasse do quadro societário o Fernando Collor e o Luís Amorim, em razão de condenação de ambos, sob pena de retirar a outorga de retransmissão de rádio e TV da empresa. Como o contrato que a Gazeta tinha com a Globo exigia que para se modificar o quadro de sócios precisava da sua autorização sob pena de rompimento do contrato, e em razão do prazo exíguo, poderia ocorrer que a Globo não se manifestasse no prazo estipulado ou que ela negasse a retirada, resultando na perda da outorga. Essa perda seria a própria falência da Gazeta, o que inviabilizaria os pagamentos aos credores e a perda de empregos e a função social da empresa. Por isso, seguindo o princípio basilar das recuperações judiciais e a preservação da empresa, o promotor Marcus Mousinho optou por garantir sua funcionalidade, manifestando-se pela retirada do sócio e do administrador, o que iria possibilitar, caso a Gazeta perdesse o contrato com a Globo, de buscar outra parceria com outras emissoras”, afirmou por meio de nota a assessoria de comunicação do MP/AL.

Após condenação de Collor, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou, no último dia 12 de setembro, um ofício ao então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, informando que o governo federal teria interesse em participar da ação da Globo para romper contrato com a Gazeta, que se encontra em processo de recuperação judicial.

Segundo a AGU, tramita no Ministério das Comunicações um processo administrativo para avaliar a legalidade da manutenção da concessão da TV, uma vez que o dono da emissora, o ex-presidente Fernando Collor foi condenado pelo STF em maio de 2023 e cumpre pena de oito anos e dez meses por crimes de lavagem de dinheiro, recebimento de propina e corrupção.

“Há indícios claros de infração por parte da entidade afiliada [TV Gazeta], decorrentes da permanência, em sua estrutura societária e diretiva, de pessoas já condenadas judicialmente, razão pela qual instaurou processo de apuração de infração”, afirmou a manifestação. O documento ressalta que a situação pode resultar na cassação da outorga da emissora alagoana, conforme o Decreto nº 52.795/1963 e a Lei Complementar nº 64/1990.

Confira os requisitos necessários para renovar concessão de TV

Para renovar a concessão de uma emissora de rádio ou TV, o primeiro passo é encaminhar ao Ministério das Comunicações o requerimento solicitando a renovação de outorga. A documentação em comum, para todos os casos de renovação de outorga, é essa a seguir:

01) Ato de nomeação ou eleição de dirigentes, devidamente formalizado, ou registrado em Cartório, quando for o caso;

02) Prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ;

03) Prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS;

04) Prova de regularidade do recolhimento dos recursos do Fistel;

05) Certidão conjunta negativa de débitos relativa aos tributos federais, à dívida ativa da União, expedida pela Receita Federal;
06) Prova de regularidade para com a Fazenda Estadual/Distrital do local de sede;

07) Prova de regularidade para com a Fazenda Municipal do local de sede;

08) Prova da inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho, por meio da apresentação de certidão negativa, nos termos do disposto no Título VII-A do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho;

09) Certidão simplificada ou documento equivalente, emitida pelo órgão de registro competente em que estiverem arquivados os atos constitutivos da pessoa jurídica, se for o caso;

10) Cópia do certificado de licença para funcionamento da estação.

11) Prova da condição de brasileiro nato ou naturalizado há mais de dez anos por meio de um dos seguintes documentos: certidão de nascimento/casamento, certificado de reservista, cédula de identidade, certificado de naturalização expedido há mais de dez anos, carteira profissional, carteira de trabalho e previdência social ou passaporte.

Fonte: Tribuna Hoje

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