Mais de 3.200 candidatos concorrem a 127 vagas para docentes efetivos da Universidade Estadual de Alagoas. Neste domingo (21), os candidatos realizaram a prova escrita, primeira etapa do processo seletivo.
A aplicação da prova teve início às 14h e foi encerrada às 18h, nos prédios da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Escola Estadual Costa Rego, Escola Estadual Professor José Quintela Cavalcanti, Escola Estadual Professora Izaura Antônia de Lisboa (Epial), Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e da Escola Estadual Professor Pedro de França Reis.
“Este é o maior concurso público para docentes da Uneal. São 127 vagas para mais de 3.200 inscritos. ‘Estamos muito felizes com o início da realização do certame que conta com uma comissão organizadora extremamente comprometida com a seriedade do processo”, destaca o reitor Odilon Máximo de Morais.
Para o vice-reitor da Uneal, Anderson Barros, a realização do concurso público é um marco histórico para a Universidade e para a educação de Alagoas. “A Universidade Estadual de Alagoas gradua profissionais de diversas áreas que são essenciais para a sociedade alagoana. Com o concurso público para novos docentes, o ensino é fortalecido e, consequentemente, o nosso estado se desenvolve”, afirmou.
Já o presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal, professor Luiz Gomes, destacou “que a luta dos professores, técnicos e estudantes foi decisiva para que o governador Paulo Dantas autorizasse a realização do concurso público e que foi necessário paralisações e muitas manifestações em Maceió para essa conquista.”
O coordenador da comissão organizadora do concurso, José Carlos Pessôa de Melo, destacou a tranquilidade durante a aplicação da prova escrita. “Os trabalhos foram realizados sem intercorrências em todos os locais de prova. A partir de agora, iremos avançar para as próximas etapas do certame, conforme descreve o edital”, ressalta.
Sobre o concurso
São ofertadas 127 vagas para o cargo de Professor, da Carreira do Magistério Superior, nível Assistente – II, Classe A, das quais 118 vagas para 40 horas semanais e nove vagas para Dedicação Exclusiva, distribuídas entre os 36 cursos da instituição dos seis campi localizados nos municípios de Arapiraca, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos, União dos Palmares e Maceió.
O concurso terá três fases: na 1ª fase será a Prova Escrita de Conhecimentos Específicos; na 2ª fase, Prova de Desempenho Didático; e na 3ª fase, a Prova de Títulos.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) classificou a PEC como “murro na barriga e tapa na cara do eleitor”. Brasil saiu às ruas neste fim de semana em repúdio à PEC dos golpistas
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou neste domingo (21), em entrevista à Globo News TV, que pretende pautar na próxima reunião do colegiado – prevista para quarta-feira (24) – a chamada PEC da Blindagem, para, segundo ele, enterrar a sua tramitação.
“[Vou pautar] para sepultar de vez esse assunto no Senado”, afirmou o presidente da CCJ do Senado. Segundo o parlamentar, há uma articulação no Senado para rejeitar a proposta na comissão que preside e também no plenário principal da Casa. Alencar classificou a PEC como “murro na barriga e tapa na cara do eleitor”.
O presidente da CCJ afirmou que, se o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentar relatório sobre a PEC, o texto será o primeiro item da lista de votações da comissão. Vieira já informou que apresentará o relatório nos próximos dias e antecipou que o parecer será pela rejeição da PEC que busca proteger parlamentares contra a abertura de processos penais no Supremo Tribunal Federal (STF). O MDB, um dos maiores partidos do Senado, já se manifestou contra o texto.
Especialistas afirmam que na prática a proposta inviabilizará a abertura de ações penais contra deputados e senadores que cometam crimes. Isto já ocorre porque, quando regra semelhante vigorou no país, somente ocorreu a instauração de um processo. O Legislativo só autorizou um processo. Os deputados aprovaram a PEC na última quarta-feira (17) pela Câmara dos Deputados e seguiu para análise do Senado.
Neste fim de semana o país inteiro ocupou as ruas em protesto pela aprovação da emenda à Constituição que garante impunidade a qualquer crime cometido por um parlamentar. Os bolsonaristas, que se acumpliciaram com Donald Trump em seus ataques contra a economia do Brasil, foram os principais articuladores do projeto. Eles também trabalham para tentar livrar da cadeia os golpistas que pretendiam assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes.
Ataques israelenses mataram pelo menos 34 pessoas, incluindo crianças, na Cidade de Gaza durante a noite de sábado (20), disseram representantes do Hospital Al-Shifa, o maior da região, à agência Associated Press, neste domingo (21).
Israel prossegue com sua ofensiva na cidade, antes da reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde vários países se preparam para reconhecer um Estado palestino
Representantes do hospital, para onde a maioria dos corpos foi levada, disseram que entre os mortos estão 14 pessoas assassinadas em um ataque noturno no sábado, que atingiu um quarteirão residencial na zona sul da cidade.
Profissionais de saúde também disseram que um enfermeiro do hospital estava entre os mortos, juntamente com sua esposa e três filhos.
A mais recente operação israelense, que começou esta semana, agrava ainda mais o conflito que assola o Oriente Médio e torna um cessar-fogo ainda mais improvável
O exército israelense, que afirma querer “destruir a infraestrutura militar do Hamas” e pediu aos palestinos que saiam, não divulgou um cronograma para a ofensiva, mas há indícios de que pode levar meses.
Líderes mundiais se preparam para reconhecer o Estado Palestino
Os ataques de sábado à noite ocorrem enquanto alguns países ocidentais proeminentes se preparam para reconhecer o Estado Palestino na reunião de líderes mundiais na Assembleia Geral das Nações Unidas, na segunda-feira (22).
Entre eles, estão o Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Malta, Bélgica e Luxemburgo. O Ministério das Relações Exteriores de Portugal anunciou que reconhecerá um Estado Palestino no domingo.
Antes da assembleia da ONU, ativistas pela paz em Israel saudaram o reconhecimento planejado de um Estado Palestino.
No domingo, um grupo de mais de 60 organizações judaicas e árabes de paz e reconciliação, conhecido como Coalizão Está na Hora (It’s Time Coalition), pediu o fim da guerra, a libertação dos reféns e que a comunidade internacional reconheça um Estado Palestino.
“Nos recusamos a viver para sempre pela espada. A decisão da ONU oferece uma oportunidade histórica de passar de uma armadilha mortal para a vida, de uma guerra messiânica sem fim para um futuro de segurança e liberdade para ambos os povos”, afirmou a coalizão em um comunicado em vídeo.
No entanto, um cessar-fogo permanece incerto.
Os bombardeios israelenses nos últimos 23 meses mataram mais de 65.000pessoas em Gaza, destruíram vastas áreas da faixa, deslocaram cerca de 90% da população e causaram uma crise humanitária catastrófica, com especialistas afirmando que a Cidade de Gaza está passando por momentos de fome.
O texto da PEC da blindagem, aprovado na Câmara dos Deputados na última semana, busca proteger parlamentares contra a abertura de processos penais no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vários artistas se apresentaram como parte do ato. A cantora Maria Gadú foi a primeira a subir no palco e começou com a música “Como Nossos Pais”, de Elis Regina. Por volta das 17h, subiram ao palco Gil, Chico, e Djavan para cantarem com Caetano Veloso.
Também participaram do ato os deputados federais Chico Alencar (PSOL), Henrique Vieira (PSOL), Glauber Braga (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B).
Estão presentes no ato os atores Wagner Moura e Nanda Costa, a percussionista Lan Lanh e Daniela Mercury, ambas em cima de um trio elétrico.
“Estamos juntos lutando pela democracia brasileira, contra anistia, que já foi julgada pelo Supremo, de forma adequada, respeitando o Estado Democrático de Direito e todo o processo legal. A gente não aceita que ela seja ressuscitada a qualquer custo”, afirmou Daniela.
Por volta das 10h, o grupo saiu em caminhada das proximidades do viaduto de Ponta Negra no sentido à praia de Ponta Negra, com cartazes e discursos em um carro de som.
Durante o ato, foram exibidas bandeiras do Brasil e faixas com mensagens como “Sem anistia para golpistas e bandidos”, “Fascismo nunca mais” e “Não à PEC da Bandidagem”.
A manifestação seguiu até a Praça Multieventos, também na orla da Pajuçara, onde foi encerrada por volta das 12h.
Entre os participantes do ato, estava a cantora Simone, que realiza um show na capital alagoana ainda neste domingo. Ela foi recebida com a canção “Para não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, que também foi interpretada pela artista.
Os participantes do ato começaram a se reunir por volta das 15h30. Além de bandeiras do Brasil, eles também portavam cartazes contra as propostas votadas na Câmara, além de mensagens contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Recife
Manifestantes se reuniram na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Concentrados em frente ao colégio Ginásio Pernambucano, os manifestantes saíram em caminhada por volta das 15h40, passando pela Rua João Lira, Parque 13 de Maio e a Ponte Princesa Isabel.
Segundo os organizadores, o encerramento da manifestação é Marco Zero, no Bairro do Recife.
Teresina
Manifestantes realizam ato contra PEC da Blindagem e PL da Anistia em Teresina — Foto: Ravi Marques/TV Clube
O ato foi realizado na Orla da Atalaia, em Aracaju. A manifestação foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras frentes sindicais. Os participantes começaram a se reunir por volta das 16h, na Praia da Cinelândia, de onde partiu uma passeata.
Com gritos de “Sem Anistia”, manifestantes também levaram cartazes com frases como “Justiça Seja Feita” e “Não à PEC da Bandidagem”.
Durante a manifestação, houve apresentações artísticas, como o Samba do Arnesto, Nino Karvan, Lucas Campello, Descidão dos Quilombolas e Lampião da Rima.
O ato contou com a apresentação de artistas como Keila Gentil, Aíla, Raidol, Jeff Moraes, Antônio Oliveira, Joelma Kláudia, Carimbó Selvagem, além da participação do ator Marco Nanini, que está em temporada na capital paraense.
Manaus
Ato contra PEC da Blindagem e anistia reúne manifestantes em Manaus — Foto: Michel Castro/Rede Amazônica
Durante o percurso, exibiram cartazes com dizeres como “Não à PEC da bandidagem” e “Sem anistia para golpistas” e gritaram em coro: “Sem anistia e sem perdão”.
Macapá
Na capital do Amapá, o ato começou por volta das 16h, em frente ao Teatro das Bacabeiras, no Centro da capital. O protesto ocorreu de forma pacífica e contou com faixas, cartazes e palavras de ordem contra os projetos em discussão no Congresso Nacional.
Durante a manifestação, os participantes criticaram a tramitação da proposta que busca perdoar os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) esteve presente no evento e discursou para os manifestantes. Segundo ele, “não se pode blindar autoridades nem anistiar quem atentou contra a democracia”.
Com cartazes e faixas, o grupo percorreu as ruas da região distribuindo panfletos e gritando palavras de ordem. Alguns manifestantes carregam placas com as fotos dos 15 deputados federais maranhenses que votaram a favor do texto-base da chamada PEC da Blindagem.
Com cartazes e faixas, o grupo percorreu as ruas da região distribuindo panfletos e gritando palavras de ordem. Alguns manifestantes carregam placas com as fotos dos 15 deputados federais maranhenses que votaram a favor do texto-base da chamada PEC da Blindagem.
Por mais de uma hora, o grupo ocupou o canteiro central da Avenida Afonso Pena, principal via da cidade, exibindo cartazes e faixas em defesa da democracia e com críticas ao Congresso Nacional. Uma viatura da Polícia Militar acompanhou os manifestantes, que seguiram em caminhada pelas ruas centrais.
O movimento foi convocado através das redes sociais e começou às 18h. Grupo levava cartazes e bandeiras de movimentos sociais e do Brasil.
Vitória
Manifestantes fazem ato contra PEC da Blindagem e PL da Anistia em Vitória — Foto: Fernando Madeira/Rede Gazeta
O grupo se reuniu por volta das 15h em frente à sede da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, que fica na Enseada do Suá.
No local, foi possível observar participantes carregando cartazes com dizeres “Brasil contra a anistia”, “Congresso Inimigo do Povo”, “Brasil Soberano”, e “Diga não a PEC da bandidagem”. Além disso, os manifestantes também pediram “fim do genocídio em Gaza” e “Palestina Free”.
O protesto contou com a participação de lideranças políticas, sindicais e artistas capixabas como Silva e Regional da Nair, que confirmaram apresentações musicais.
Os manifestantes levam cartazes com os nomes dos políticos goianos que votaram a favor da medida. Eles devem fazer uma caminhada até a Praça Cívica.
Curitiba
Protesto no centro de Curitiba. — Foto: GloboNews/reprodução
Em Curitiba, a manifestação foi na Boca Maldita, tradicional ponto de protestos no centro da cidade. Mesmo de baixo de chuva, os manifestantes levavam faixas com as frases ‘sem anistia’ e ‘não iremos repetir o passado’.
Florianópolis
Em Florianópolis, também sob chuva, os manifestantes se reuniram em um dos acessos da ponte Hercílio Luz, cartão postal da cidade.
Manifestantes se reúnem no Lago do Amor para protestar contra PEC da Blindagem e PL da Anistia em Rio Branco — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica
Manifestantes se reuniram em frente ao Lago do Amor, em Rio Branco, no fim da tarde deste domingo (21), para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que tem sido amplamente criticada por dificultar a abertura de ações penais contra deputados e senadores.
O ato, convocado por partidos de esquerda e movimentos sindicais.
O ponto de encontro foi em frente ao Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no centro da cidade. A mobilização começou por volta das 16h30, com falas de representantes de movimentos sociais.
Boa Vista
Manifestação em Boa Vista, na Praça das Águas. — Foto: Yara Ramalho/g1
Manifestantes se reuniram na Praça das Águas, no Centro de Boa Vista, em protesto à PEC da Blindagem e à proposta de anistia aos condenados no 8 de janeiro.
Membros de movimentos de esquerda, de partidos políticos e movimentos estudantis criticaram os votos dos parlamentares do estado. Dos 8 deputados federais, 7 votaram a favor da PEC. Já sobre o projeto, seis votaram a favor da urgência, um foi contrário e um não compareceu à votação.
Juiz de Fora
Ato contra PEC da Blindagem foi realizado na Praça da Estação, em Juiz de Fora — Foto: Marcos Lacerda
Em Juiz de Fora, o ato teve concentração na Praça da Estação e depois subiu a Rua Halfeld, até as escadarias do Cine-Theatro Central.
Triângulo Mineiro
Ato contra PEC da Blindagem foi realizado em Uberlândia neste domingo — Foto: g1
Para as eleições em 2026 a Câmara dos Deputados abriu os olhos de muita gente “boa” do PCC, CV, ADA e demais facções. Sob o comando dos Deputados da AD, ADVEC, IURD e demais facções religiosas, digo, denominações religiosas, os Deputados Sostenes Cavalcante, Nikolas Ferreira e todos os 40 Deputados do Republicanos, partido ligado à Igreja Universal tiveram papel fundamental para a aprovação da PEC da Blindagem ou como ficou mais conhecida nas redes, a PEC da Bandidagem. Marcola e Fernandinho agradecem e com certeza ja trabalham na construção de comitês eleitorais em seus redutos. Os Deputados cristãos, patriotas e de familia estão abrindo portas, pois se essa PEC for aprovada no Senado, todos terão novos colegas ladrões, traficantes, assassinos, todos eleitos sob a batuta e proteção dos parças da “boca”, digo, do Congresso. Apesar que não mudaria muito o quadro atual que ja temos, talvez ficaria até melhor com um vapor na CCJ, um aviaozinho na CPI, um fogueteiro na secretaria e um gerente da casa do pó, digo, da Casa do Povo.
A PEC da Bandidagem expõe o Parlamento, fazendo- o voltar aos tempos em que um Deputado ou Senador so poderia ser investigado pelo STF com o aval da gangue, digo, da Casa. A história mostra que a brodeiragem não autorizou nenhuma investigação dentre quase 300 pedidos do Supremo entre 1988 e 2001. Nem mesmo o caso do Deputado Hildebrando Pascoal, o deputado da motoserra foi autorizado, preferiram cassa-lo para que o processo fosse enviado para 1° instância. Tem mais! O caso do Governador da Paraiba Ronaldo Cunha, que matou seu desafeto político Tarcísio Burity em 1993. Ronaldo foi preso, conseguiu um habeas-corpus e em 1995 foi eleito Senador e o processo foi suspenso. Sem autorização para prosseguir com o processo, o STF so começou a julga-lo em 2001 quando a Emenda à Constituição 35 acabou com a mamata, mas em 2007 o político que estava com o processo no forno renunciou ao mandato de Deputado Federal cinco dias antes do julgamento, levando seu processo à 1° instância. Ronaldo Cunha morreu em 2012 sem que tivesse sido julgado.
Na votação da PEC da Bandidagem, os Deputados não satisfeitos com a tragédia aprovada, tiveram a audácia de aprovar o voto secreto à Emenda. Como assim? Vou explicar: A mesma quadrilha, digo, bancada que defende o voto impresso e auditavel nas eleições são os mesmos que, agora, querem esconder seus rostos com uma balaclava e oculos escuros, assim como bandidos fazem. Pra quem não entendeu ainda, essa PEC seria mais ou menos assim no futebol( sempre usa o futebol. Putz!). O juiz do jogo apita uma falta pra cartão vermelho, mas antes de levantar o apetrecho, o juiz vai até o time do infrator pra saber se eles autorizam a punição, o técnico reúne os jogadores e decidem entrar com uma ação no Superior Tribunal Justiça Desportivo acusando o juiz, alegando perseguição esportiva. Entendeu a jogada? Gol de placa.
Pra finalizar; se essa PEC for aprovada o Brasil reinaugurará o maior resort da impunidade. “Ouremos”
Manifestantes com bandeiras, faixas e cartazes, ocuparam na manhã de hoje, 21/09, a orla de Maceió. A manifestação começou em frente a praça 7 Coqueiros, na Pajuçara e terminou com uma caminhada até o Espaço Multieventos, também na Pajuçara.
Representantes de movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda se revezeram nas intervenções num trio elétrico, discutindo sobre a situação política e agitando os participantes.
Para Luciano Santos, presidente da CUT Alagoas, e um dos organizadores do ato público, “o povo repudia essa PEC da Blindagem e é contra a anistia para os golpistas”.
Para o professor Luizinho, presidente do Sinduneal, “a família Bolsonaro age diretamente a serviço dos EUA e que golpistas não merecem anistia, e que esse congresso nacional é inimigo do povo.”
Para o deputado federal Paulão, “os bolsonaristas e a extrema direita atentam contra o Brasil e querem se proteger dos crimes que cometeram”.
As manifestações contra PEC da Blindagem ou da Bandidaem, como o povo chama e contra a anistia para golpistas estão ocorrendo em todo o Brasil.
O relator do PL da Anistia, Paulinho da Força, afirma ter ‘zero receio’ das sanções dos EUA após ameaças de Eduardo Bolsonaro sobre a redução de penas para golpistas.
“Um conselho de amigo, muito cuidado para você não acabar sendo visto como um colaborador do regime de exceção. Alguém que foi posto pelo Moraes para enterrar a anistia ampla, geral e irrestrita”, escreveu o filho ’03’, como o parlamentar é conhecido. E foi mais longe: “Assim como está expresso na lei, todo colaborador de um sancionado por violações de direitos humanos é passível das mesmas sanções”.
‘Zero receio’
Na manhã deste sábado, depois de ler o recado de ’03’, Paulinho da Força declarou ter “zero receio” de possíveis sanções dos Estados Unidos por causa de seu parecer. O deputado disse a jornalistas que não teme sofrer represálias semelhantes às impostas ao ministro do STF Alexandre de Moraes ao defender a dosimetria de penas como alternativa à anistia ampla para os condenados na trama golpista.
O projeto relatado por Paulinho da Força propõe a dosimetria de penas, ou seja, que cada investigado seja punido de acordo com a gravidade de sua conduta. A medida é vista por ele como alternativa mais proporcional e juridicamente sólida do que a anistia ampla, defendida pela base bolsonarista.
O enfrentamento entre Paulinho da Força e Eduardo Bolsonaro espelha a divisão que ocorre dentro da própria direita, no Parlamento, quanto ao destino dos envolvidos no golpe de Estado fracassado. Enquanto o relator busca apoio junto às forças políticas conservadoras tradicionais, os bolsonaristas usam as redes para inflamar o eleitorado radical e manter acesa a proposta da anistia para o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro.
O fascista Bezalel Smotrich, ministro das Finanças do criminoso governo Netanyahu declara que “Gaza trará bonança imobiliária”
Coube ao ministro das Finanças da ditadura de Israel, Bezalel Smotrich, escancarar o real objetivo da limpeza étnica através do assassinato em massa e expulsão de milhões com a qual as SS de Netanyahu transformam a Faixa de Gaza em terra arrasada: assaltar o território palestino.
O fascista Smotrich expôs cinicamente seu plano insano, nesta quarta-feira (17): de que, com o mais hediondo massacre após a Segunda Guerra, Gaza se tornará uma “bonança imobiliária”.
Além dele, o famigerado fanático, também ministro da ditadura israelense, Ben-Gvir, já se apressou em reclamar o quinhão para o seu ministério, parte do território assaltado, segundo ele, será ocupado com residências para oficiais da Polícia hoje ocupados em reprimir manifestações contra a guerra e pela volta dos reféns detidos em Gaza.
O frenesi de roubo de terras regado a sangue palestino foi precedido pela gananciosa pretensão de Trump de construir em Gaza uma Riviera sobre cadáveres, claro com os EUA ocupando sua parte na terra arrasada banhada pelo Mediterrâneo.
Tais estúpidas declarações desmascaram as mentiras usadas por Netanyahu para pretextar o massacre a bombas de tiros que já ceifou a vida de mais de 65.000 palestinos, a maioria mulheres e crianças, de que os ataques são para obter “vitória total” sobre o Hamas e trazer os reféns – que na verdade coloca em risco – sob as bombas que os caças do extermínio fazem explodir a cada minuto nas noites de Gaza.
Para dar ideia de seriedade ao estúpido plano, Bezalel o expôs em palestra concedida a uma organização voltada para construção imobiliária, Merkaz Hanadlan.
Netanyahu, como era de se esperar, não questionou a esganada pretensão de Smotrich, que só empurrará Israel a afundar mais ainda no atoleiro moral que infla o ultraje do mundo inteiro.
O fato deste plano ensandecido estar sendo discutido com o Estados Unidos e de um ministro do atual governo tê-lo exibido como um “plano de negócios”, além de desmascarar os pretextos para aumentar os bombardeios e lançar ordens de deslocamento aos palestinos da cidade de Gaza, alerta para o perigo que um sinistro fascismo, movido por ambições colonialistas, siga dominando um exército armado de arsenal nuclear.
A Faixa de Gaza é palestina. É a região onde residem mais de dois milhões de seres humanos que aí nasceram, grande parte descendentes dos refugiados expulsos de suas cidades e aldeias durante a criminosa limpeza étnica perpetrada para implantar um Estado de maioria judaica no Oriente Médio, em terras palestinas. Crime hediondo que os donos da terra denominaram de Nakba (Catástrofe), apenas superada pelo implacável genocídio atual, dessa vez filmado, fotografado e televisionado apesar da tentativa de nublar a dimensão do crime com o assassinado de 250 jornalistas que transmitiam ao mundo os horrores do terrorismo israelense.
Em recente editorial, o jornal israelense Haaretz enfatiza que “qualquer palavrório envolvendo a ocupação de uma tal, densamente populada e empobrecida faixa de terra, para isso tornada imprópria para a habitação humana, varrendo-a sistematicamente de seus residentes para que israelenses e Americanos lucrem, é conversa criminosa que não tem espaço em nenhum país do mundo” e só serve para “mostrar a profundeza do atoleiro moral, político e legal no qual mergulhou Israel este atual governo de pesadelo”.
Ao final o editorial conclama: “Tudo isso deixa ainda mais clara a necessidade de acabar com a agressão. Até pessoas que ainda estavam hesitantes ou acreditavam nas mentiras do governo, precisam se levantar em uníssono para deter esta atrocidade com seus próprios corpos. Nenhuma bonança pode advir deste massacre, só crimes hediondos e desastres”.
A cantora Simone confirmou em suas redes sociais que estará no ato contra a anistia e a PEC da Bandidagem em Maceió no próximo domingo dia 21/09. A cantora estará se apresentando a noite na cidade e durante manhã participa da manifestação que ocorre a partir das 9 horas na praia de 7 coqueiros, na Pajuçara.
Além de Simone que participará do ato em Maceió, diversos artistas tem confirmado participação nas manifestações do dia 21. No Rio de Janeiro, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, confirmaram presença.
Os atos contra a PEC da bandidagem e contra a anistia para os golpistas, estão sendo organizados pelos movimentos populares, paridos de esquerdas e centrais sindicais.
Para Guilherme Boulos, a votação do projeto de anistia é um “escândalo”: “O povo brasileiro já disse nas urnas: não aos golpistas! E repete hoje: PEC da Bandidagem NÃO! Sem anistia! Os golpistas vão perder no horizonte da história. Pra nós: coragem ao campo democrático!”