Bolsonaristas tentam barrar lei que protege as mulheres de violência em Campinas

Incormados com projeto que institui o Sistema Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio, bolsonaristas passaram a atacar a vereadora Guida Calixto (PT).

A vereadora Guida Calixto (PT) de Campinas sofreu uma série de ataques coordenados por um grupo bolsonarista ligado a vereadores da extrema-direita no Município. A perseguição começou quando ela apresentou o Projeto de Lei nº 70/2026, que institui o Sistema Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio, e se intensificou com invasão ao seu gabinete, ameaças às assessoras e constrangimento público.

Um boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Defesa da Mulher na noite de quarta-feira (18/3) detalha que a escalada da violência política começou na segunda (16/3), quando duas assessoras de Calixto distribuíam material sobre o combate ao feminicídio na Praça da Catedral, no Centro de Campinas. Três homens se aproximaram, começaram a gravar as mulheres contra sua vontade e as intimidaram com provocações políticas. Conforme relatado no boletim de ocorrência, os agressores esperavam que as assessoras reagissem às ofensas, criando um cenário de confronto, o que não aconteceu. A Polícia Militar foi acionada, interveio e solicitou que os homens se retirassem do local.

No dia seguinte, terça-feira (17/3), o mesmo grupo foi até uma escola onde estava instalado um outdoor da vereadora sobre a campanha contra o feminicídio. “Eles constrangeram o diretor da escola, exigindo a remoção do outdoor”, contou Guida. A pressão funcionou, o outdoor foi removido.

Naquele mesmo dia, os investigados invadiram o gabinete de Guida, gravaram vídeos intimidando uma de suas assessoras e fazendo ameaças. “Você é funcionária pública, amanhã vou postar seus vídeos nas redes sociais”, disse um dos autores.

Para conseguir entrar na Câmara Municipal, os agressores informaram que visitariam o gabinete de um vereador bolsonarista e receberam autorização para entrar. “Nós sabemos que esse grupo que tenta nos calar é incitado por vereadores que se opõem à nossa pauta de combate à violência contra a mulher”, comenta a parlamentar.

Na quarta-feira (18/3), quando Guida se reunia com representantes do Ministério das Mulheres em uma agenda do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, o grupo retornou à Câmara, desta vez acompanhado por outros militantes bolsonaristas conhecidos por provocar opositores políticos e publicar as cenas nas redes sociais. “Eles tentaram entrar no meu gabinete, mas eu não estava. Um dos meus assessores desconfiou e foi atender os homens na recepção da Câmara. Ele passou a ser hostilizado e gravado sob ameaça de exposição nas redes sociais”, contou Guida.

Durante a sessão, o grupo tentou acompanhar os trabalhos legislativos, mas foi temporariamente impedido pela segurança. Nesse dia, Guida utilizou seu tempo na tribuna para denunciar publicamente a perseguição. “Passei a ser ameaçada e perseguida por um grupo de homens bolsonaristas, machistas, misóginos, que odeiam as mulheres”, disse. Segundo Guida, o real motivo dos ataques é o projeto de lei que institui monitoramento eletrônico para agressores de mulheres. “O medo é que seja colocada tornozeleira eletrônica no agressor. Eles querem proteger esses homens feminicidas”, acusa.

Bolsonaristas perseguem e invadem gabinete de vereadora que combate feminicídio em Campinas
Bolsonaristas perseguem e invadem gabinete de vereadora que combate feminicídio em Campinas

Ação na Justiça

Além do registro do crime, a parlamentar vai solicitar à Justiça a concessão de uma medida cautelar impedindo o grupo de se aproximar dela. “Eu não tenho medo de canalha. Sou uma mulher negra, nascida na periferia, e sei muito bem os perigos que uma mulher sofre. Eu vou até as cabeças com quem está perseguindo o meu mandato”, disse Guida, em vídeo publicado nas redes sociais.

A Câmara Municipal de Campinas divulgou nota condenando “qualquer tipo de agressão, física e moral, principalmente contra as mulheres” e informou estar à disposição para ajudar na investigação. No entanto, a Casa disse que não pode proibir a entrada dos acusados no prédio sem uma determinação judicial.

Histórico de violência política de gênero

A violência política de gênero em Campinas fez outras vítimas na cidade. A vereadora Mariana Conti (PSOL) conta que sofreu ameaças de morte desde o início do seu mandato e reconheceu o padrão de violência política contra mulheres parlamentares. “A violência política de gênero é cotidiana na Câmara”, afirmou Mariana.

Recentemente, Mariana, que se licenciou do mandato para participar da Flotilha Global Sumud, sofreu pedido de cassação apresentado por vereadores bolsonaristas baseados em fake news, incluindo acusação falsa de tráfico de drogas publicada na rede social de um vereador bolsonarista. “Nós acionamos a Justiça e conseguimos uma liminar para que ele removesse o conteúdo. Estamos processando esse vereador civil e criminalmente”, reforça. O pedido de instalação de uma Comissão Processante contra Mariana foi rejeitado após votação.

Os casos de Guida Calixto e Mariana Conti exemplificam como grupos extremistas utilizam intimidação, gravação não consentida e ameaças de exposição pública como ferramentas de silenciamento contra mulheres que avançam agendas progressistas. A perseguição não é isolada, mas parte de uma estratégia coordenada para deslegitimar e afastar parlamentares que defendem políticas de proteção às mulheres ou outras pautas inclusivas.

Confira a nota da Câmara na íntegra

“A Câmara Municipal de Campinas condena qualquer tipo de agressão, física e moral, principalmente contra as mulheres. A denúncia é muito grave e a Câmara está à disposição para ajudar na investigação. Caso o Judiciário conceda a medida protetiva de urgência, os acusados serão impedidos de entrar no prédio do Legislativo. Para enfrentar a escalada de casos dessa natureza, a Câmara promoverá um seminário no dia 26 de março sobre direitos, garantias, prevenção e políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. O encontro terá a presença de representantes da Delegacia dos Diretos da Mulher, da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, da Ordem dos Advogados do Brasil e da sociedade civil”.

Fonte: ICL

Depois de arrasar Gaza, Israel fala em ‘dizimar’ o Irã e também mira Síria

Israel lançou nesta sexta-feira novos bombardeios contra o Irã e falou em “dizimar” o país. Em resposta, Teerã intensificou os ataques a Tel Aviv e aos países do Golfo Pérsico que são aliados aos Estados Unidos. Paralelamente, o exército israelense também fez ataques na Síria pela primeira vez desde a guerra deflagrada no Oriente Médio no mês passado.

Exército de Israel fez bombardeios em Teerã na madrugada de hoje. “Foram realizados ataques contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano no coração de Teerã”, declarou um porta-voz das Forças de Defesa de Israel, sem fornecer mais detalhes.

Bombardeios mataram o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Ali Mohammad Naini. A mídia estatal iraniana disse que Naini “foi martirizado” ao comunicar a morte dele.

Primeiro-ministro israelense afirmou que o Irã está prestes a ser “dizimado”. “Estamos vencendo a guerra e o Irã está sendo dizimado. Acredito que esta guerra terminará muito mais rápido do que as pessoas imaginam”, disse Benjamin Netanyahu em uma entrevista coletiva exibida na televisão.

Netanyahu destacou que o poderio bélico iraniano está enfraquecido. “O Irã não tem mais a capacidade de enriquecer urânio e não tem mais a capacidade de produzir mísseis balísticos”.

Estados Unidos e Israel atacaram 16 navios de carga iranianos em portos do Golfo hoje, informou a imprensa de Teerã. “Após o ataque aéreo americano-sionista, pelo menos 16 navios de carga ficaram completamente carbonizados no incêndio”, declarou um funcionário do governo da província de Hormozgan, citado pela agência de notícias Tasnim.

Irã contra-ataca
A República Islâmica reagiu aos bombardeios ao seu território com ataques a Tel Aviv. As Forças de Defesa de Israel disseram que interceptaram mísseis lançados hoje pelo Irã, enquanto sirenes de alerta soaram na região.

Irã também voltou a atacar países vizinhos no Golfo. Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos anunciaram ter sido alvo de ataques com mísseis nesta sexta-feira, dia que marca o fim do Ramadã.

Na linha de frente, Israel e EUA buscam derrotar o Irã e reconfigurar o mapa do Oriente Médio, mas tem encontrado forte resistência iraniana.

Fonte: Redação e Uol

Lula anuncia recompra de refinaria privatizada por Bolsonaro

Em momento em que o país lida com questões relacionadas ao aumento dos preços de combustíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta sexta-feira que a Petrobras poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia.

“Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

A refinaria foi vendida pela petroleira para a Acelen, do fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, durante o governo de Jair Bolsonaro.

A unidade chegou a ser objeto de interesse da Petrobras, para uma eventual recompra quando Lula voltou à Presidência, mas não houve mais notícias sobre o assunto.

A refinaria foi vendida pela petroleira para a Acelen, do fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, durante o governo de Jair Bolsonaro.

A unidade chegou a ser objeto de interesse da Petrobras, para uma eventual recompra quando Lula voltou à Presidência, mas não houve mais notícias sobre o assunto.

Lula afirmou ainda, no evento em Minas Gerais, que o governo e a Petrobras deveriam pensar em estoques de combustíveis, como forma de amortecer impactos de guerras e outras crises.

“Eu falei para a Magda — isso não é uma coisa rápida, isso é uma coisa que leva tempo –, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo têm que pensar. Nós precisamos ao longo do tempo construir um estoque regulador para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje”, disse o presidente.

“E se essa guerra durar 30 dias? E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do Estreito de Ormuz?”

Segundo ele, um país “soberano” tem que ter um estoque de produtos básicos, como arroz e feijão. “Até para que quando tiver especulação no mercado, a gente possa liberar do nosso estoque para baratear o preço.”

Lula afirmou ainda, no evento em Minas Gerais, que o governo e a Petrobras deveriam pensar em estoques de combustíveis, como forma de amortecer impactos de guerras e outras crises.

“Eu falei para a Magda — isso não é uma coisa rápida, isso é uma coisa que leva tempo –, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo têm que pensar. Nós precisamos ao longo do tempo construir um estoque regulador para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje”, disse o presidente.

“E se essa guerra durar 30 dias? E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do Estreito de Ormuz?”

Segundo ele, um país “soberano” tem que ter um estoque de produtos básicos, como arroz e feijão. “Até para que quando tiver especulação no mercado, a gente possa liberar do nosso estoque para baratear o preço.”

Fonte: Brasil 247

PF pediu prisão do chefe da Polícia de AL como líder de fraudes a concursos

Delegado-Geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier, foi citado pela PF como chefe de organização criminosa

A Polícia Federal pediu a prisão preventiva do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, no âmbito da segunda fase da Operação Concorrência Simulada, deflagrada nesta terça-feira (17). O comandante da polícia judiciária do governo de Paulo Dantas (MDB), não teve prisão decretada, mas foi alvo de quebra de sigilo telemático e de busca e apreensão em sua residência, com outros 12 investigados, após ser apontado pela PF como líder da organização criminosa que fraudou concursos públicos.

No pedido da PF, que teve o aval do Ministério Público Federal (MPF), Gustavo Xavier é apontado em delação premiada como chefe da organização criminosa que, entre outros beneficiados, conseguiu aprovar a própria esposa Aially Soares Tavares Pinto Xavier, para o cargo de auditora fiscal do Trabalho, no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024.

Além de sua mulher, o irmão do delegado, Mércio Xavier, também teria sido favorecido por fraude, em 2023, em concurso do Banco do Brasil. E a esposa dele, cunhada do delegado, Anacleide Pereira Feitosa, foi aprovada no concurso da Polícia Científica de Alagoas, também sob suspeita da PF.

Os presos na fase de ontem da operação foram Dárcio de Carvalho Lopes da Silva Souza, professor de português conhecido no Recife como “Dadá Meu Frango”, e Flavio Luciano Nascimento Borges, o “Panda”, com histórico de prisões e reincidência por fraudes a concursos públicos. Todos os investigados devem responder pelos crimes de fraude em certame de interesse público, participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público.

Coação delatada

Homem de confiança do governador Paulo Dantas, Gustavo Xavier também é acusado de ter ameaçado o delator identificado como Thyago Andrade, para que fraudasse concursos em benefício de seus aliados. E a PF apurou que o esquema fraudou acesso a cargos em tribunais, universidades, e polícias Federal, civis e militares. O que resultou em duas prisões, na fase de ontem da operação.

“[Gustavo Xavier] passou a ter poder de comando na ORCRIM quando, mediante ameaça, fez com que Thyago José cometesse fraude em benefícios de seus aliados”, diz um trecho da decisão que avaliou o pedido da PF pela prisão do delegado alagoano.

Na decisão do juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, o chefe da Polícia Civil de Alagoas também é citado pela PF como responsável por vazar uma operação em 02 de março do ano passado, mandando avisar a Thyago José sobre o cumprimento de mandados judiciais.

No pedido de prisão que tramitou na 16ª Vara Federal da Paraíba, a PF relata que o delegado Gustavo Xavier usava policial civil como intermediário para suas exigências.

E o MPF detalhou, ontem, que a operação de ontem decorre do aprofundamento das investigações sobre o material apreendido na Operação Última Fase, que revelou, em outubro do ano passado, a existência de novos integrantes da organização criminosa, além de possíveis beneficiários do esquema.

“As apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada na fraude de concursos de alta concorrência, com destaque para o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, no cargo de auditor fiscal do Trabalho. O esquema teria como base a obtenção antecipada de provas e o repasse de conteúdos a candidatos, entre outras práticas ilícitas.

O Diário do Poder solicitou à assessoria de imprensa da Polícia Civil de Alagoas um posicionamento do delegado Gustavo Xavier. E publicará eventuais esclarecimentos.

Fonte: Diário do Poder

OS MILICIANOS GLOBAIS

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

O mundo em que estamos vivendo tem passado por momentos extremamente difíceis no campo da política internacional. O cenário geopolítico está sofrendo profundas transformações com as ações cada vez mais bélicas e catastróficas das milícias globais, representadas pelos Estados Unidos e Israel, que estão transmutando cada vez mais as suas forças armadas em organizações paramilitares globais. Esta militarização preserva as formas precípuas de organização dos exércitos, mas as estratégias operacionais e logísticas adotadas até o presente momento, revelam uma perigosa escalada miliciana das forças armadas desses dois países para atingir objetivos que não parecem ser os de natureza geopolíticas.

É precisamente neste desvio de conduta e função por parte de poderosos onde mora o perigo iminente. Tanto o presidente norte-americano Donald Trump, quanto o primeiro-ministro sionista de Israel Benjamim Netanyahu, estão utilizando todo o seu poderio militar, sem uma única justificativa plausível, para os ataques israelenses à Gaza, na Palestina, e, mais recentemente, para os ataques e bombardeios americanos e, mais uma vez, do governo judeu, ao Irã, motivados por razões muito alheias as questões de segurança nacional. O fato é que ambos os chefes de Estado e de governo de seus respectivos países parecem querer transformar, literalmente, a guerra em uma cortina de fumaça, para desviar a atenção dos problemas de ordem pessoal que enfrentam internamente em seus países.

O Presidente Trump já responde e foi até condenado em dezenas de ações pela corte americana, pelos mais variados motivos: falsificação de registros comerciais, omissão de pagamento a ex-atriz pornô, retenção ilegal de documentos de segurança nacional, tentativa de reversão de resultados eleitorais (Invasão do capitólio), pressão por adulteração de votos na Geórgia, dentre outros e pelos quais já está condenado em 34 processos. O principal motivo dentre todos os que movem Trump em tentar desviar a atenção do mundo, fomentando essas guerras e invasões, no entanto, é, indiscutivelmente, o famigerado arquivo Epstein, no qual está envolvido muito além do pescoço…

Já o primeiro-ministro Netanyahu, responsável pelo massacre cometido pelo seu governo criminoso na faixa de Gaza, vem sendo acusado, com robustas provas, da prática de corrupção, suborno e fraude pela Suprema Corte de Israel. A possibilidade deste contumaz genocida sofrer um impeachment é algo muito concreto. Além disso, Netanyahu tem um mandado de prisão emitido pelo TPI – Tribunal Penal Internacional, por crimes de guerra contra a humanidade. Ele tem plena consciência de que quando deixar o governo, terá que enfrentar todas as consequências de suas intervenções criminosas e sanha assassina psicopata contra os palestinos.

Ao que parece, a maneira que ambos encontraram para prorrogar as suas sobrevivências políticas, foi promovendo grandes operações militares em causa própria, agindo como meros e reles milicianos globais e não como líderes de seus povos. Tanto um, quanto o outro, enfrentam altos índices de impopularidade e rejeição em seus países , segundo pesquisa recente de opinião pública. A tática não está dando lá grandes resultados para eles e o bombardeio americanos ao Irã foi condenado por 56% do povo estadunidense. O mesmo ocorre com o belicista Netanyahu em Israel. Ambos também terão sérios problemas após deixarem o poder.

O preço que a humanidade está pagando pela insanidade destas duas figuras carimbadas no cenário político internacional, está sendo extremamente elevado, tanto em perdas humanas, quanto na instabilidade econômica que essas atabalhoadas intervenções bélicas têm gerado. Estas recentes investidas intituladas “Operação Fúria Épica” (EUA) e “O Rugido do Leão” (Israel) no Irã, tem um grande potencial para provocar a desestabilização do equilíbrio de forças no concerto das nações.

A verdade é que estes dois párias mundiais não imaginavam o tamanho da capacidade de reação do governo iraniano às agressões por eles iniciadas, que levou a morte de lideranças do governo persa, com especial atenção para a autoridade máxima do país, o Aiatolá Ali Khamenei. E certamente virá chumbo grosso da nova e muito mais radical e fanática nova liderança dos clérigos da “Assembleia dos Peritos”, instância política com maior autoridade no país, que elegeu, precisamente, o filho do Aiatolá Kahmenei como seu sucessor.

Trump e Netanyahu estão criando uma nova diplomacia internacional, antes denominada pelos Estados Unidos de “Diplomacia do Porrete”, e que agora podemos chamar de “Diplomacia de Milícia”. Se a comunidade diplomática internacional se mantiver em silêncio durante desta escalada de violência destes dois países que se acham proprietários da ordem política mundial, estará se abrindo um perigosíssimo precedente de salvo conduto para impor ao mundo a sua visão unilateralista e imperialista universal. Trump, sobretudo, já está se achando o próprio dono do mundo, de uma nova ordem onde ele é o senhor absoluto do destino da humanidade.

Ao meu ver, os povos americano e israelense irão pagar um preço muito alto pela prepotência desses dois homens sem um mínimo de escrúpulos humanitários, princípios morais e responsabilidades governamentais. São figuras nocivas e perigosas, em relação às quais não existe a mínima possibilidade de um pequeno aceno de paz e preservação da ordem democrática mundial. Israel já começa a sentir o peso dos mísseis iranianos sob a cabeça do seu povo e os aliados dos americanos também, que terminaram entrando de gaiato no navio, ou melhor, no porta avião norte-americano, de um conflito que não lhes pertence.

Esta guerra está apenas nos seus primórdios e Trump já está planejando invadir a pequena Cuba, mandando todos os imigrantes cubanos em Miami de volta para a ilha Caribenha, e, não duvido, já pretendendo colocar seu Secretário de Estado Marco Rubio na presidência. Os Estados Unidos sempre precisaram disseminar guerras mundo afora, para justificar o vultoso orçamento destinado a indústria bélica americana, a maior do planeta em termos de faturamento. O governo brasileiro tem feito pequenos comunicados condenando estas invasões, mas o Presidente Lula tem que ser mais incisivo nos seus pronunciamentos, a exemplo da Presidenta do México Claudia Sheinbaum, que já conseguiu se impor ante a arrogância imperialista do seu vizinho de fronteira.

Deputado pede que Lula proíba entrada de militares israelenses no Brasil

Para Hilton Coelho, presença é “incompatível” com política brasileira

O deputado estadual Hilton Coelho (Psol) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), na quinta-feira, 18, uma indicação formal direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitando que o governo brasileiro adote medidas para impedir a entrada de militares israelenses no país.

O documento fundamenta o pedido na participação desses agentes em operações na Palestina, classificadas no texto como genocídio, e em episódios recentes de violência em cidades do litoral baiano.

Presença indesejável

De acordo com a justificativa do projeto, a Bahia se tornou um destino preferencial de férias para militares israelenses vindos de operações em Gaza e no Líbano.

Segundo Hilton Coelho, a presença desses grupos tem gerado tensão em localidades como Morro de São Paulo, Boipeba, Maraú, Itacaré, Serra Grande e Ilhéus.

Por que soldados de Israel transformaram a Bahia em destino pós-guerra?

A proposta cita relatos de agressões a ambulantes, turistas e moradores que se manifestam contra as ações militares de Israel.

Um dos casos mencionados ocorreu em 14 de março de 2026, em Itacaré, durante um ato pelo “turismo ético”.

De acordo com o texto, militares israelenses teriam tentado impedir a manifestação, o que resultou em intervenção da Polícia Militar.

Deputado Hilton Coelho é contra presença de militares israelenses no Brasil | Foto: Divulgação/Alba

Qual é a base legal do pedido?

Hilton Coelho argumenta que permitir o lazer de agentes envolvidos em massacres civis é “absolutamente incompatível” com os princípios da política externa brasileira.

A indicação se baseia em dois principais dispositivos:

  • Constituição Federal (art. 4º): prevê a defesa da paz, a prevalência dos direitos humanos e o repúdio ao terrorismo nas relações internacionais
  • Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017): permite barrar a entrada de estrangeiros envolvidos em crimes internacionais ou violações de direitos humanos

O texto também cita como precedente a proibição de entrada do norte-americano Darren Beattie.

Na prática, o que o deputado pede?

A proposta solicita que o governo federal, por meio dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, adote as seguintes medidas:

  • Monitoramento: atuação da Polícia Federal para identificar militares que tentem entrar no país após participação em operações militares
  • Impedimento: aplicação da Lei de Migração para barrar a entrada desses agentes
  • Cooperação internacional: criação de mecanismos para evitar que o Brasil seja usado como destino por pessoas envolvidas em crimes de guerra

A indicação ainda será analisada pela Mesa Diretora da Alba antes de ser encaminhada ao governo federal.

Fonte: A Tarde

Reajuste da BRK é suspenso pela Justiça e tarifa deve baixar em abril

A Justiça de Alagoas suspendeu o reajuste das tarifas de água e esgoto da concessionária BRK, em vigor desde 2025. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (16) pelo desembargador Klever Loureiro. Com isso, a conta de água dos consumidores dos 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió deverá ser reduzida a partir de abril.

A mudança ocorre após uma ação civil pública da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio do Núcleo de Proteção Coletiva, que determinou a suspensão da Resolução nº 230/2025 da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal).

A decisão determina o retorno das tarifas ao valor anterior, resultando na diminuição dos custos para os consumidores. A medida foi adotada após a Defensoria Pública recorrer da decisão de primeiro grau que havia negado o pedido liminar. O reajuste seguirá suspenso até o julgamento final da ação.

De acordo com o defensor público coordenador no Núcleo, Othoniel Pinheiro, o reajuste foi conduzido por atos de extrema gravidade.

“Primeiro, porque correu sob sigilo e, segundo, porque o público e os órgãos fiscalizadores não tiveram acesso ao que ocorreu dentro do processo administrativo. O Verificador Independente, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), reprovou por duas vezes o reajuste da BRK, mas, ainda assim, ele foi aprovado pela Arsal. Os pareceres contrários ocorreram antes e depois da publicação dos reajustes”, explica o defensor.

Fonte: TNH1

Israel e Irã atacam campos de gás, guerra escala e preço de energia explode

Israel bombardeou campo iraniano e, em resposta, Teerã atacou refinarias no Golfo. Irritado, Trump se distanciou da decisão de Israel e ameaçou “explodir tudo” no Irã.

Numa noite que marcou uma escalada inédita na guerra no Oriente Médio, Israel lançou ataques contra a maior reserva de gás natural do Irã. O gesto levou os militares de Teerã a retaliarem contra o principal depósito de energia do Catar e um dos maiores do mundo. A intensificação temida pela diplomacia internacional fez o preço do gás natural sofrer um aumento de 30% em apenas poucas horas na Europa.

Durante a madrugada, Israel atacou os campos de gás de Pars Sul, no Irã, e um dos maiores do mundo. Essa foi a primeira vez que, no conflito iniciado em 28 de fevereiro, a infraestrutura de energia do país persa foi alvo de uma ofensiva.

Todo o campo que está entre o Irã e o Catar contém cerca de 1.800 trilhão de pés cúbicos de gás utilizável – o suficiente para suprir as necessidades mundiais por 13 anos.

Como resposta, Teerã lançou um intenso ataque contra as instalações de energia de aliados dos EUA no Golfo. O principal deles foi Ras Laffan, uma área industrial no Catar que abriga o maior centro de processamento de gás natural do mundo. Trata-se de uma das maiores instalação de exportação de gás natural liquefeito, causando “danos extensos” e aumentando as preocupações com o fornecimento global de energia.

Mísseis e drones ainda foram lançados contra refinarias na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait.

Nesta quinta-feira, o Irã prometeu atacar a infraestrutura energética de seus aliados, os Estados Unidos e Israel, no Golfo Pérsico até sua “destruição completa”, caso suas próprias instalações energéticas sejam alvo de novos ataques.

“Advertimos o inimigo de que vocês cometeram um grande erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irã”, disse um porta-voz do comando central militar iraniano. “Se isso se repetir, os ataques subsequentes à sua infraestrutura energética e à de seus aliados não cessarão até sua destruição completa”, acrescentou, afirmando ainda que a resposta iraniana será “muito mais severa” do que os ataques realizados até o momento.

EUA podem mandar tropas e calcula gasto de US$ 200 bi

Donald Trump, em uma situação delicada internamente, reagiu de forma irritada diante da escalada da guerra. Numa postagem em suas redes sociais, ele afirmou que os “não sabiam de nada” sobre o ataque de Israel e ameaça uma escalada caso o Irã ataque o Catar novamente.

“Por raiva do que aconteceu no Oriente Médio”, Israel “expulsou violentamente”, escreve Trump.
“Os Estados Unidos não sabiam nada sobre esse ataque específico, e o Catar não estava de forma alguma envolvido com ele, nem tinha ideia de que isso iria acontecer”, disse.

Para Trump, o Irã não estava ciente dessa realidade e alertou que os ataques retaliatórios contra Ras Laffan, no Catar, foram feitos “injustificadamente e injustamente”.

Trump garantiu que Israel não atacará novamente o campo de gás de South Pars, no Irã, “a menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar” outra nação inocente, que neste caso foi o Catar.

Caso o Irã ataque o Catar novamente, Trump ameaça que os EUA “explodirão massivamente toda a extensão do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência nunca antes vistas ou testemunhadas pelo Irã”.

Ele acrescenta que não quer autorizar “esse nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo” para o Irã, “mas se o gás do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.

Fontes no governo americano indicaram à agência Reuters que a Casa Branca considera o envio de tropas para a região, enquanto a imprensa dos EUA revela que o Pentágono já estipula que terá de pedir um orçamento de US$ 200 bilhões para lidar com o atual conflito.

Num comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Catar condenou “nos termos mais fortes” os ataques iranianos a instalações de energia na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. Os ataques foram uma “violação flagrante dos princípios do direito internacional” e uma “séria ameaça” à segurança energética global, diz a declaração.

O ministério acrescenta que as “agressões brutais iranianas” contra os países vizinhos “ultrapassaram todas as linhas vermelhas”.

Impacto global

A escalada da guerra foi imediatamente sentida nos mercados. Na Europa, o preço do gás natural deu um salto de 30% em poucas horas. No acumulado desde o início do conflito, o valor já sofreu uma alta de 60%.

O preço do petróleo Brent subiu 4%, para US$ 112 por barril, no início do pregão na Ásia. O petróleo nos EUA também subiu 3%, para US$ 99,27.

As bolsas de valores asiáticas caíram no início do pregão de quinta-feira. O índice Kospi da Coreia do Sul caiu 3%, enquanto o índice Nikkei 225 do Japão caiu 2,8%.

Fonte: ICL

Filho de Nunes Marques recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS, diz Coaf

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o Banco Master e a JBS repassaram, juntos, R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que realizou pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As transações ocorreram entre agosto de 2024 e julho de 2025 e levantaram suspeitas por incompatibilidade com a capacidade financeira da empresa.

Segundo os documentos, obtidos pelo Estadão, o banco ligado a Daniel Vorcaro transferiu R$ 6,6 milhões à Consult Inteligência Tributária, enquanto a JBS enviou R$ 11,3 milhões.

O total corresponde a praticamente toda a movimentação registrada pela empresa no período, apesar de ela ter declarado faturamento de apenas R$ 25,5 mil. O Coaf classificou os valores como “incompatíveis com a capacidade financeira”, indicando que parte dos recursos pode ter origem não formal.

Entre os pagamentos realizados pela consultoria, foram identificadas 11 transferências que somam R$ 281.630 ao escritório de Kevin Marques. Os repasses ocorreram por meio da banca jurídica da qual ele é o único responsável, conforme registros da Ordem dos Advogados do Brasil.

O advogado afirmou que os valores são regulares e decorrentes de sua atuação profissional. “A atuação para a empresa mencionada foi voltada ao fisco administrativo”, declarou. Em nota, a defesa também ressaltou que ele “nunca defendeu nenhum caso” no Supremo e criticou “tentativas de criminalização da advocacia e de interferência no sigilo profissional”.

O ministro Nunes Marques, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não comentou o caso.

A Consult Inteligência Tributária foi criada em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, contador com atuação em Teresina. A empresa informou que presta serviços de auditoria, consultoria tributária e desenvolvimento de sistemas para grandes grupos empresariais. Sobre os pagamentos, afirmou que houve “prestação de serviços técnicos e de assessoria jurídica para a Consult, entre 2024 e 2025”.

Já a JBS declarou que contrata consultorias para lidar com a complexidade do sistema tributário brasileiro. O Banco Master não se manifestou. Em novembro de 2025, após os repasses, Craveiro deixou temporariamente a sociedade, negociando R$ 13 milhões em lucros, e retornou à empresa em março deste ano.

As investigações também identificaram contatos entre Vorcaro e o próprio Nunes Marques. No celular do empresário, apreendido pela Polícia Federal, constam registros de conversas consideradas “superficiais”. Ao Estadão, o ministro afirmou que “não possui relação de proximidade com o senhor Daniel Vorcaro e não se recorda de troca de mensagens”.

Fonte: DCM

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