Igreja da Lagoinha fecha unidade em BH após prisão de pastor envolvido em corrupção

Templo era liderado pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigados no suposto esquema de fraudes bilionárias

A unidade Belvedere da Igreja Batista da Lagoinha, localizada em uma área nobre de Belo Horizonte, encerrou suas atividades no último domingo (15). O templo era liderado pelo empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e seu fechamento ocorre em meio ao avanço de investigações sobre um suposto esquema de fraudes bilionárias no Banco Master. As informações foram confirmadas à reportagem da Folha de S.Paulo pela assessoria de comunicação da igreja.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

O encerramento das atividades acontece menos de duas semanas após Zettel voltar a ser preso em uma operação da Polícia Federal que apura a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”. Segundo os investigadores, ele atuaria como operador financeiro de Vorcaro e se tornou peça central nas apurações.

Fechamento sem explicação oficial

Apesar da repercussão, a Igreja Batista da Lagoinha não informou os motivos do fechamento da unidade, inaugurada com destaque meses antes da primeira prisão de Zettel, ainda em 2025. A pastora Natalia Vorcaro, esposa de Zettel e apontada como responsável atual pelo templo, não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem até a publicação deste texto.

Em posicionamento anterior, a instituição afirmou que o pastoreio de Zettel era voluntário e restrito à unidade do Belvedere. A igreja também destacou que a Lagoinha Global funciona como uma rede de igrejas locais com lideranças independentes, “responsável pelas decisões administrativas e jurídicas” de cada templo.

O CNPJ da unidade, aberto em setembro de 2024, permanece ativo, tendo Zettel como presidente da entidade jurídica. Ele já havia sido afastado do cargo em novembro, “assim que surgiram as primeiras informações públicas relacionadas ao caso investigado”.

Vídeo de líder religioso repercute

No mesmo fim de semana do fechamento, um vídeo do pastor Luciano Barreto, uma das lideranças da Lagoinha, circulou nas redes sociais. Na gravação, feita na unidade de Alphaville, em São Paulo, ele pede perdão aos fiéis e menciona falhas na administração financeira. “Nós queremos pedir perdão pelas vezes onde o dinheiro não foi administrado com sabedoria para investir no reino de Deus”, afirmou.

A relação entre Vorcaro e a família Valadão, que lidera a Lagoinha, também ganhou atenção. Os vínculos incluem eventos familiares e religiosos, como o casamento entre Zettel e Natalia Vorcaro, celebrado pelo pastor André Valadão.

CPI amplia investigações sobre o caso Master

Enquanto isso, no âmbito político, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou novos requerimentos para aprofundar as investigações sobre o caso Banco Master. Entre as medidas, está o pedido de identificação dos beneficiários finais de fundos de investimento ligados ao banco e à Reag Investimentos, considerados peças-chave para rastrear possíveis fluxos de lavagem de dinheiro.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou a complexidade da apuração. “Um desafio imenso nesse trabalho de identificação desse fluxo de lavagem de dinheiro é chegar ao beneficiário final. Hoje você usa várias camadas de fundos para ocultar o verdadeiro destino e o verdadeiro dono do dinheiro”, explicou.

A comissão também aprovou a convocação de nomes ligados ao caso, como a empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro, além de dirigentes da empresa Prime Aviation, apontada como parte da estrutura investigada. Por outro lado, foram rejeitados pedidos de quebra de sigilo do ex-ministro Paulo Guedes e de convocação do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

As investigações seguem em andamento e ampliam o cerco sobre o grupo ligado ao Banco Master, enquanto o fechamento da unidade da Lagoinha no Belvedere adiciona um novo capítulo às repercussões do caso no meio religioso e empresarial.

Fonte: Brasil 247

Professor Luizinho apresenta propostas de trabalho na eleição para reitor da Uneal

Com 22 anos de Uneal e muito serviço prestado, o professor Luizinho tem se destacado na campanha para reitor da instituição, por apresentar propostas claras de trabalho.

Entre as principais propostas, está a abertura imediata do Restaurante Universitário que está fechado há mais de 15 meses e com seus equipamentos se deteriorando em Arapiraca; a volta da bolsa qualifica para os técnicos e a Dedicação Exclusiva para todos os professores.

Segundo o professor Luizinho, “a reitoria reduziu a bolsa alimenta para os estudantes e ao mesmo tempo, mantém fechados os restaurantes de Arapiraca e Palmeira dos Índios, o que é gravíssimo.”

O professor também defende que a bolsa conexão dos alunos se transforme em bolsa permanência, para que os alunos bolsistas possam se dedicarem melhor a iniciação científica e ao estágio acadêmico.

A defesa da “volta da bolsa qualifica dos técnicos, que foi cortada pela atual gestão, é compromisso nosso”, destaca o professor Luizinho, que também defende a valorização dos servidores e professores da Uneal.

Para o segmento docente, tem destaque a proposta de Dedicação Exclusiva para todos e a criação de alojamento para os professores que residem em cidades distantes do local de trabalho, a exemplo do alojamento que já existe no campus de União dos Palmares.

Além de pautar propostas concretas que dialogam com os anseios da comunidade universitária, a chapa 2 Somos Uneal, encabeçada pelo professor Luizinho, também tem combatido o abandono dos campi, como o caso do campus de Santana do Ipanema, que não tem muro, proteção e iluminação adequada e o prédio do Campus de Maceió que está sucateado, entre outros. “A falta de frota própria e de recursos dificultam a atuação dos diretores na busca de soluções para os problemas nos campi”, afirma o professor.

Para o candidato, “reitor não é secretário de estado e sim líder de uma comunidade, que cobra a nomeação imediata dos professores aprovados no concurso de 2025, a realização de concurso para técnicos, inclusive do nível médio e criação do duodécimo da instituição, para garantir a autonomia financeira da Uneal.”

Por fim, a chapa 2, defende a realização de forma permanente, de mais editais para fomentar projetos de pesquisas e extensão, mais políticas de inclusão e diversidade, além da realização de um Fórum Universtário deliberativo.

A eleição para reitor da Universidade Estadual de Alagoas ocorre no dia 08 de abril e votam todos os professores, técnicos e alunos da instituição. E a chapa Somos Uneal é composta pelo professor Luizinho para reitor e a professora Adenize para vice. Para mais informações sobre a chapa: https://www.instagram.com/profluizinhouneal/

Conheça o um pouco mais sobre o Professor Luizinho

Começou a militância política no movimento estudantil secundarista. Filiado ao PT, participou da sua direção municipal e estadual e disputou diversas eleições, sendo que em 2022, obteve 2345 votos, ficando como suplente de deputado estadual.

No movimento estudantil, participou da fundação de grêmios livres e de congressos da UESA (União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas). Foi presidente do Grêmio Livre Estudantil do Colégio Benedito Morais (1986) e do Colégio Afrânio Lages (1988). Na Ufal, foi diretor do Centro Acadêmico de História (1991) e do Diretório Central dos Estudantes (1991), onde participou ativamente da campanha pelo Fora Collor.

Como professor, participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Privado de Maceió (Sintep) em 1997, presidindo a entidade de 1997 a 2004. Na Universidade Estadual de Alagoas, foi diretor e presidente do Sinduneal por várias gestões de 2005 a 2026. Na Central Única dos Trabalhadores de Alagoas, participou de diversas diretorias como membro da Executiva

Estadual da CUT (1996-2026) e de vários congressos estaduais e nacionais. No Movimento Unificado dos Servidores Públicos, participou das mobilizações dos servidores públicos e de todas as mesas de negociação salarial nos governo de Teotônio Vilela, Renan Filho e Paulo Dantas.

Na CUT, coordenou no período de 2010/2016, o reconhecido projeto de comunicação, que resultou na produção dos programas Eu Quero Ver, Fetag na TV e DOC CUT, exibidos pela TVCOM Maceió e nas redes sociais. Posteriormente foi eleito presidente da TVCOM Maceió (TV Comunitária, canal 12 NET/Claro), gestão 2014-2016, onde dirigiu o projeto de digitalização do canal.

Participou do movimento Fora Collor, que resultou no impeachment do então presidente Fernando Collor e do movimento popular que derrubou em 17 de julho de 1997, o governador Divaldo Suruagy, que desmantelava o estado de Alagoas.

Coordenadou em Alagoas a campanha contra a Alca (Área de Livre Comércio), o Plebiscito Popular pela Constituinte para fazer a reforma política em 2014 e o Comitê Estadual em defesa do Povo Palestino.

Como historiador e professor, foi diretor da Anpuh Alagoas (Associação Nacional dos Professores de História) e organizou o Seminário dos 20 Anos da Queda do Muro de Berlim, o Seminário dos 100 Anos da Revolução Russa, o Simpósio dos 200 Anos da Independência do Brasil, o Seminário dos 60 Anos do Golpe Militar e o Minicurso sobre o golpe de 2017 e a Defesa da Democracia.

Foi coordenador do curso de História do campus I da Uneal, também foi coordenador do Gemarx (Grupo de Estudos do Marxismo) e atualmente coordena o Gehmov (Grupo de Estudos História e Movimentos Sociais).

Tem mestrado pelo Prodic/Uneal e especializado em História de Alagoas pela Ufal, realizando pesquisa sobre o movimento sindical alagoano, com diversos artigos publicados. Editou em 2010 a revista do Campus I da Uneal, Sociedade Educação e Poder e em 2017 o livro O Levante de 1997: policiais civis e militares na derrubada do governador Suruagy, reeditado em 2023 pela Eduneal. É membro da Academia Anadiense de letras e Artes.

TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA

Após mais de 10 anos vivendo e produzindo alimentos nas áreas da antiga Usina Guaxuma, famílias Sem Terra voltam a enfrentar a ameaça de despejo. Diante da situação, o MST lançou uma campanha para mobilizar a sociedade em defesa do direito dessas famílias de permanecer na terra.

Nos acampamentos Eldorado do Carajás, Marciana Serafim, Papa Francisco, Santa Maria e Imburi, centenas de famílias transformaram áreas antes dominadas pela monocultura da cana-de-açúcar em territórios de produção diversificada de alimentos, garantindo trabalho, renda e comida saudável para a região.

Defender os acampamentos da Usina Guaxuma é defender a Reforma Agrária, a produção de alimentos e a função social da terra. As famílias seguem mobilizadas reafirmando que ocupar, resistir e produzir continuam sendo caminhos para garantir dignidade no campo.

Fonte: Assessoria do MST/AL

Dino endurece punição a magistrados e acaba com aposentadoria compulsória

Nesta segunda-feira (16), o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu mexer com uma das principais regras da magistratura brasileira. Ele determinou que a maior punição para magistrados é a perda do cargo.

Até agora, juízes que fossem culpados por crimes tinham a aposentadoria compulsória como punição máxima. Desta forma, eram afastados da magistratura, mas mantinham o salário proporcional ao tempo de serviço prestado.

Com a decisão, além de sair do grupo de juízes, o acusado também deixa de receber o salário e os benefícios oriundos do cargo. Isso vale para violações disciplinares feitas por juízes e ministros de todos os tribunais, exceto o STF.

“Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada ‘aposentadoria compulsória punitiva'”, escreveu Dino na decisão. No documento, ele referenciou a Emenda Constitucional 103 de 2019, que acabou com a aposentadoria compulsória.

Leia mais: Assessor do governo diz que RJ é ‘gabinete do crime organizado’

“Houve vontade legislativa, materializada na Emenda Constitucional n° 103/2019, para retirar do ordenamento jurídico o fundamento de validade da ‘aposentadoria compulsória’ ou da ‘aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço’ como sanção administrativa”, afirmou o magistrado.

A decisão de Dino é resultado de um processo aberto por um juiz afastado pelo Tribunal de Justiça do Rio, pelo cometimento de crimes como favorecimento de grupos políticos, direcionamento proposital de ações, além de irregularidades no julgamento de policiais militares com vistas ao favorecimento. A defesa do magistrado, que atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ), ajuizou um pedido no STF para reverter o julgamento anterior, que teria sido contaminado por falhas processuais.

No entendimento do ministro, a aposentadoria é um benefício previdenciário, e não disciplinar. Desta forma, afastá-lo do cargo já não encontra respaldo legal, tese que deve ter repercussão geral e, portanto, deve ser replicada em outros casos parecidos.

“Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial. Assim, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ, a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal, pelo órgão de representação judicial do CNJ, isto é, a Advocacia Geral da União”, continuou o ministro, que também já foi juiz federal.

Fonte: Investidor 10

ONU diz que agressões de Israel no Líbano podem ser crimes de guerra

Alto Comissariado de Direitos Humanos destacou que a legislação internacional exige distinção entre alvos militares e civis

Ataques realizados por Israel contra áreas residenciais e infraestrutura civil no Líbano podem configurar crimes de guerra, segundo o escritório de direitos humanos das Nações Unidas. A avaliação foi divulgada na terça-feira (17), em meio à intensificação das agressões militares no país. De acordo com a Al Jazeera, a ONU relatou a destruição de centenas de residências e edifícios, incluindo unidades de saúde, durante bombardeios que atingiram Beirute e outras regiões libanesas.

Em coletiva em Genebra, o porta-voz do Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmou que há indícios de violações ao direito internacional. “Atacar civis ou objetos civis é crime de guerra”, disse. Ele também destacou que a legislação internacional exige distinção entre alvos militares e civis, além da adoção de medidas para proteger a população. Segundo a ONU, civis deslocados que estavam abrigados em tendas à beira-mar em Beirute foram mortos em ataques recentes. Desde o início de março, ao menos 16 profissionais de saúde também morreram em decorrência das ofensivas.

Impacto humanitário

Dados do Ministério da Saúde do Líbano indicam que, desde 2 de março, pelo menos 912 pessoas morreram, incluindo 111 crianças, e 2.221 ficaram feridas. A escalada militar ocorre após o Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançar foguetes contra o norte de Israel, em resposta a ataques que resultaram no assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei, em ações conduzidas por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

Desde então, as forças israelenses intensificaram bombardeios e operações terrestres no território libanês, afirmando que a ofensiva tem como alvo o Hezbollah. O grupo, por sua vez, respondeu com novos disparos de foguetes e confrontos no sul do país. A crise também provocou deslocamento em massa. Autoridades libanesas estimam que mais de 1 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, após ordens de retirada emitidas por Israel para áreas ao sul do rio Litani e nos subúrbios ao sul de Beirute.

Organizações humanitárias e a própria ONU alertam para o agravamento das condições de vida da população deslocada, com falta de acesso a saúde, alimentos e água potável. “Não há recursos suficientes”, afirmou um representante de entidade humanitária que atua no país.

Fonte: Brasil 247

Polícia prende pastor que comandava tráfico na Brazlândia/DF

Um pastor de uma igreja na Vila São José, em Brazlândia (DF), foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta quarta-feira (11/3) suspeito de traficar drogas na região.

O homem vendia drogas na própria rua em que morava e também fornecia entorpecentes para pequenos traficantes de Brazlândia e da região da Praça do Bicalho, em Taguatinga, segundo investigações da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia).

No período noturno, o homem atuava como pastor em um templo religioso da região, o que chamou a atenção dos investigadores.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do investigado, na Quadra 57 da Vila São José. No local, os policiais localizaram diversas porções de maconha prontas para comercialização, além de dois revólveres sem registro.

Durante a ação, os policiais também apreenderam dois carros do suspeito, que, segundo as investigações, eram usados no tráfico: um Jeep Renegade e um Volkswagen Golf.

O suspeito já tinha antecedentes por tráfico de drogas, tendo sido preso em 2007, em Ceilândia, junto com o traficante Hélio Marques da Silva, líder da chamada “Quadrilha do Periquito”.

Fonte: Metrópoles

Fake news compartilhada por Michelle provoca ataques e ameaças de morte a jornalistas

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou em seu perfil no Instagram um vídeo de uma influenciadora bolsonarista que acusava jornalistas de “desejarem” a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A postagem foi feita enquanto os jornalistas acompanhavam do lado de fora do hospital DF Star as atualizações sobre o estado de saúde do ex-presidente. A gravação, tirada de contexto, foi compartilhada sem comentários, mas gerou uma série de ameaças contra os profissionais de imprensa.

O vídeo foi feito pela influenciadora no primeiro dia da internação de Bolsonaro e, sem provas, insinua que os jornalistas estavam comemorando os problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro. “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”, dizia o texto da gravação.

Michelle, que conta com mais de 8,1 milhões de seguidores, amplificou a mensagem ao compartilhar o conteúdo sem qualquer verificação prévia, gerando indignação entre os jornalistas. Após a divulgação do vídeo, ao menos dois jornalistas se tornaram alvo de ameaças de morte. Um deles registrou boletim de ocorrência devido aos ataques.

As ameaças começaram a surgir nas redes sociais e também em encontros presenciais. Em um dos casos, foi publicado um vídeo gerado por inteligência artificial simulando que uma jornalista seria esfaqueada. Outro jornalista recebeu ameaças direcionadas a seu filho e decidiu fechar suas redes sociais após o episódio.

Nas redes sociais, um dos ataques dizia: “Você é a vagabunda que ficou desejando a morte do Bolsonaro, né?”

Outro comentário agressivo dizia: “Agora somos nós que desejamos a sua morte!”, direcionado a uma repórter exposta no vídeo. A situação gerou uma onda de violência verbal contra jornalistas e seus familiares, levando à condenação imediata de parlamentares e ativistas pela liberdade de expressão.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) se manifestou publicamente contra os ataques, reforçando a importância da liberdade de imprensa. “Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa em pleno exercício da atividade jornalística”, disse a organização, que também pediu uma apuração rigorosa do caso e punição para os agressores.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também emitiu uma nota de repúdio, destacando o impacto negativo dessa campanha de desinformação contra os jornalistas.

“O vídeo, produzido por uma influenciadora bolsonarista, foi amplificado por parlamentares da extrema direita e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o compartilharam sem qualquer verificação, disseminando mentiras e expondo profissionais de imprensa que estavam simplesmente exercendo seu trabalho.”, afirmou a Abraji.

A Polícia Militar, por sua vez, procurou os jornalistas envolvidos e os orientou a buscar apoio da equipe de segurança que estava de guarda em frente ao hospital, caso novos episódios de violência ocorressem. Depois disso, não foram registrados novos ataques.

Fonte: DCM

Em ataque genocida, Israel assassina 12 médicos em hospital do Líbano

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou neste sábado (14) que a entidade confirmou a morte de 12 médicos, paramédicos e enfermeiros em um ataque ao centro de saúde primária de Bourj Qalaouiyeh, no Líbano, na noite de sexta-feira.

Tedros Adhanom Ghebreyesus acrescentou, em uma publicação no X, que dois paramédicos já haviam sido mortos em outro ataque a uma unidade de saúde em Al Sowana, no sul do Líbano.

“As mortes, nas últimas 24 horas, de 14 profissionais de saúde no sul do Líbano marcam um desenvolvimento trágico na escalada da crise no Oriente Médio”, afirmou o chefe da OMS.4

Israel lançou uma ampla campanha de bombardeios contra o Hezbollah no Líbano, que já matou mais de 770 pessoas e deslocou centenas de milhares. Em resposta, o grupo disparou centenas de foguetes através da fronteira.

Impactos do conflito

O Líbano anunciou na sexta-feira (13) que o número de mortos por conta dos ataques de Israel contra o Hezbollah durante a guerra no Oriente Médio chegou a 773. Dessas, mais de 100 seriam crianças. Ainda segundo o governo, 800 mil pessoas foram registradas como deslocadas.

Na quarta (11), a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, afirmou que o número de deslocados que registraram seus nomes em um site vinculado ao ministério chegou a aproximadamente 816 mil, incluindo cerca de 126 mil que estão alojados em abrigos coletivos.

Israel e Hezbollah trocam ataques desde os primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e o Irã. O grupo libanês é aliado do regime iraniano. Desde então, além das investidas terrestres, Israel realiza bombardeios diários contra Líbano, principalmente na capital Beirute.

O Exército israelense afirma já ter realizado mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês. A escalada das ameaças ocorre também em meio a um aumento dos bombardeios de ambos os lados.

Fonte: G1

71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, diz Datafolha

Pesquisa mostra avanço em relação a 2024 e indica que maioria vê melhora na qualidade de vida com redução da jornada

A maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1. Pesquisa do Datafolha aponta que 71% defendem a redução do número máximo de dias trabalhados por semana, enquanto 27% são contra e 3% não opinaram. As informações são da Folhapress.

O levantamento foi realizado entre 3 e 5 de março, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

O apoio à mudança cresceu em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado em dezembro de 2024, quando 64% dos entrevistados se declararam favoráveis e 33% contrários à proposta.

O tema está em debate no Congresso Nacional, onde tramitam propostas para alterar a jornada de trabalho no país. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem indicado que a prioridade é reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário.

Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a lei poderia estabelecer a redução da jornada, enquanto a definição da escala —com dois dias de descanso na semana— seria negociada entre empresas e trabalhadores. A posição é considerada mais flexível que a proposta apresentada pela deputada Erika Hilton, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais.

A pesquisa também analisou o perfil dos trabalhadores. Entre os brasileiros economicamente ativos, 53% afirmam trabalhar até cinco dias por semana, enquanto 47% dizem trabalhar seis ou sete dias. Mesmo entre aqueles que trabalham mais dias, o apoio ao fim da escala 6×1 permanece majoritário: 68% são favoráveis, contra 76% entre os que trabalham até cinco dias semanais.

Entre os entrevistados, 66% disseram trabalhar até oito horas por dia, 28% entre mais de oito e até 12 horas, e 5% mais de 12 horas diárias.

Quando questionados sobre os impactos da mudança, 76% afirmam que a redução da jornada seria ótima ou boa para a qualidade de vida dos trabalhadores. Sobre os efeitos para as empresas, as opiniões se dividem: 39% acreditam em impactos positivos e outros 39% em efeitos negativos.

Em relação à economia brasileira como um todo, 50% avaliam que o fim da escala 6×1 teria impacto positivo, enquanto 24% acreditam que os efeitos seriam negativos.

O levantamento também mostra diferenças de percepção entre grupos da população. Entre jovens de 16 a 24 anos, 83% apoiam a redução da jornada, enquanto o índice cai para 75% entre pessoas de 35 a 44 anos e chega a 55% entre entrevistados com 60 anos ou mais.

No recorte por gênero, as mulheres demonstram maior apoio à medida, com 77% favoráveis, enquanto entre os homens o percentual é de 64%.

Fonte: ICL

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