PÃO, CIRCO E SANGUE

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 02 de Novembro 2025

A foto da semana tinha tudo pra ser o aperto de mão entre Lula e Trump, o encontro na Malásia afundou a narrativa da Direitinha Golpista que tem como preposto o Deputado internacional Eduardo Bolsonaro. No encontro Lula pôde enfim expor quem é o miliciano do Vivendas da Barra, que atualmente cumpre pena no condomínio Solar de Brasilia. Trump no dia seguinte ao encontro felicitou o Nine pelos seus 80 anos, transformando a química entre os dois num coquetel altamente explosivo, capaz de implodir o bolsonarismo na terra do Tio Sam e explodir a candidatura de qualquer “patriota”, “cristão” e “cidadão de bem”. Lula conseguiu algo quase impossível, fez o Trump sorrir na foto.

…,mas a semana revelou outra foto e nessa não havia sorrisos e nem apertos de mão, na verdade houve muitos sorrisos pelos falsos moralistas. No Rio de Janeiro a foto de dezenas de corpos nas ruas da Praça São Lucas na favela da Penha ( São Lucas foi médico, mas ali não tinha mais o que fazer). Antes dos corpos chegarem na Praça, a policia do Governador Cláudio Castro cumpria um plano “planejado” há mais de um ano pelas autoridades locais e o resultado, lógico,foi desastroso, uma verdadeira operação tabajara que resultou na pena de morte de 117 pessoas e no assassinato de 4 policiais, algo nunca visto antes em terras tupiniquins, o estado cumpriu à risca a frase que bandido bom é bandido morto, na favela, porque lá primeiro mata, só depois pergutam.
A “operação”, segundo autoridades, foi pra combater o avanço do Comando Vermelho, mas o que ficou demonstrado foi o Governo do Rio, apoiado por outros da extrema direita, tentando combater o avanço da aprovação e da popularidade do Presidente do Lula.
Claudio Castro e seus parças querem um país caótico, tumultuado, violento e com isso canalizar os efeitos do desastre contra o Governo Federal. Castro sabe que a segurança pública do estado é competência dele, mas boa parte da população desconhece e o analfabetismo político é um trunfo para a extrema direita. Só com essa “operação” Cláudio Castro se cacifou a uma nova candidatura em 2026, pode ser para o Senado ou para o Planalto, isso vai depender da quantidade de sangue que vai continuar jorrando nas favelas.

Para alguns foi uma chacina, para outros uma faxina, a divisão foi destaque nas redes sociais,
ambos concordam que a policia, mesmo desorganizada, deve combater o crime organizado, mas polícia que entra numa favela chancelando todos como bandidos, tatuando a vida de vários moradores com pólvora, matando aos montes para só depois consultar o CPF, porem essa mesma polícia é aquela que entra no Méier na Zona Norte, bairro de classe média e apreende 117 fuzis sem sacar um estilingue; é a mesma policia que vai cumprir uma ordem de prisão nos condomínios de luxo e o preso vai no banco da frente da viatura com 4 advogados no banco de trás e o “puliça” vai no porta malas do camburão.
De bandido ninguém gosta, isso é um fato, mas de qual bandido a gente ta falando, do playboy da mansão com piscina ou do morador do barraco da chacina?

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 256

Nenhum dos mortos na chacina foi denunciado pelo MP em investigação que baseou operação

Nenhum dos identificados na lista de mortos foi denunciado pelo MP em investigação que baseou megaoperação

Nenhum dos nomes dos 99 mortos na megaoperação nos Complexos da Penha e Alemão divulgados hoje pela polícia consta em denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro obtida pelo UOL que faz parte do processo que baseou a operação. A ação deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais.

O que aconteceu
Na denúncia, constam os nomes de 69 réus e foram expedidos mandados de prisão preventiva para 48 pessoas. Nenhuma delas está entre os mortos da operação. A lista contendo os nomes dos 113 presos não foi divulgada.

Ao menos 39 mortos são de outros estados e a maioria deles veio do Pará (18). Sete corpos são de pessoas do Amazonas, seis da Bahia, quatro do Ceará, quatro de Goiás, três do Espírito Santo, um da Paraíba e um de Mato Grosso. Chefes do tráfico de Manaus (AM), Feira de Santana (BA) e do estado de Goiás foram mortos.

Entre os mortos, 42 contavam com mandado de prisão pendente de outros casos. Outros 30 não tinham passagem pela polícia.

Operação cumpriu 20 dos “mais de cem” mandados de prisão. Os outros 93 foram presos em flagrante. Os mandados partiram das Justiças do Rio de Janeiro (70) e do Pará (30).

Entre os 113 presos, 33 são de outros estados. Além disso, 10 adolescentes foram apreendidos. Os nomes dos detidos não foram divulgados.

Procurado, a Polícia Civil do Rio de Janeiro ainda não se manifestou.

Fonte: Uol

Justiça anula leilão do governo Paulo Dantas de prédio onde funciona o CAPS Jatiúca

Na decisão, o juiz considerou que a alegação de ociosidade do imóvel representou, na prática, reconhecimento do descumprimento da finalidade da doação

A decisão proferida pelo juiz José Cavalcanti Manso Neto, da 16ª Vara Cível de Maceió, assegurou ao município a posse do imóvel na Jatiúca onde funciona o Centro de Atenção Psicossocial Dr. Rostan Silvestre e outros serviços públicos. O magistrado anulou o Leilão Público SEPLAG nº 001/2025, que havia transferido o bem ao setor privado, e reafirmou que o Estado descumpriu a condição original da doação realizada pela Prefeitura em 1978, vinculada à implantação de Centros Sociais Urbanos.

Na decisão, o juiz considerou que a alegação de ociosidade do imóvel representou, na prática, reconhecimento do descumprimento da finalidade da doação. Com isso, suspendeu todos os efeitos da alienação, restabeleceu a posse municipal e determinou multa diária de R$ 10 mil ao Estado e à empresa arrematante em caso de descumprimento. O magistrado também destacou o impacto social da unidade e o risco de prejuízo à população assistida pelo CAPS, pela Delegacia do Turista e pela Patrulha Maria da Penha.

A disputa pelo imóvel, no entanto, é apenas mais uma página da relação nada amistosa entre prefeito de Maceió, JHC e o governador de Alagoas, Paulo Dantas. O confronto jurídico e político entre os dois vem se aprofundando desde o início da gestão do governador, em maio de 2022.

Não se trata apenas de discussão sobre patrimônio público. Houve judicializações mútuas em diferentes temas administrativos, orçamentários e de gestão territorial. Na frente imobiliária, a Prefeitura já havia obtido vitória relevante ao manter, por decisão judicial, a antiga rodoviária, hoje ocupada pelo Gigantinho, uma creche municipal.

O cenário atual mostra que o prefeito tem habilidade em sustentar suas posições na esfera judicial, com decisões seguidas que lhe são favoráveis em temas importantes para sua gestão. JHC se mostra competitivo juridicamente, o que dificulta ações adversárias nesse campo, mesmo que o enfrentamento político se mantenha intenso.

Estado e Município caminham para novas páginas de disputa que podem influenciar diretamente o ambiente eleitoral em 2026, e a depender do desdobramento da relação, a disputa pode avançar até 2028, com a possibilidade de Paulo Dantas buscar a Prefeitura de Maceió contra o candidato apoiado pelo atual prefeito. No próximo ano os dois estarão, certamente, em palanques opostos – quer JHC dispute ou não um mandato.

A preservação do imóvel na Jatiúca garante a continuidade de serviços públicos essenciais, mas também põe os holofotes sobre um conflito que já ultrapassou – e não é de agora – os limites técnicos e administrativos. O tabuleiro político segue montado, com movimentos calculados de ambos os lados e a Justiça desempenhando papel decisivo em um embate que promete se estender pelos próximos ciclos eleitorais.

Fonte: Jornal de Alagoas

Lula sanciona lei que cria o Sistema Nacional de Educação

Meta é universalizar o acesso à educação básica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (31), em Brasília, a lei que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE). O texto prevê a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios na formulação e implementação integrada das políticas educacionais.

Assim como o Sistema Único de Saúde (SUS) organiza esse setor, a ideia é que a educação básica do país seja organizada pelo SNE.

Em cerimônia reservada no Palácio do Planalto, Lula agradeceu o trabalho do Congresso Nacional na criação do sistema, que está previsto na Constituição, incluído por emenda constitucional em 2009, e destacou que será uma ferramenta de acompanhamento da creche até a universidade.

Além disso, segundo ele, a medida deixa claras as responsabilidades de cada ente federado, as individuais e as compartilhadas.

“A gente pode ter informações em tempo real e a gente pode fazer com que essa criança possa evoluir, que possa evoluir os educadores dentro da sala de aula, que possa melhorar a condição das escolas, ou seja, é uma cumplicidade positiva entre os entes federados para que a gente possa consagrar essa revolução na educação brasileira”, disse.

Padrão de qualidade

A meta do SNE é universalizar o acesso à educação básica e garantir seu padrão de qualidade e adequada infraestrutura física, tecnológica e de pessoal para todas as escolas públicas.

A matéria foi aprovada no Senado em março de 2022 e, em seguida, enviada à Câmara dos Deputados, onde foi debatida ao longo de três anos.

Aprovado com modificações por deputados em 3 de setembro deste ano, o texto passou novamente pela análise dos senadores e foi enviado à sanção no início deste mês.

Também estão entre os objetivos do SNE: erradicar o analfabetismo; garantir a equalização de oportunidades educacionais; articular os níveis, etapas e modalidades de ensino; cumprir os planos de educação em todos os níveis da federação e valorizar os profissionais da educação, entre outras ações. A nova lei ainda apresenta disposições voltadas para as condições específicas da educação indígena e quilombola.

Educação básica

Outro ponto do texto trata sobre o custo aluno qualidade (CAQ), que será utilizado como referência para o investimento por aluno na educação básica, considerados o orçamento de cada ente federado, as necessidades e especificidades locais, as complementações da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e outras complementações federais e estaduais que vierem a ser instituídas.

O secretário de Educação do Piauí, Washington Bandeira, representando o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), destacou que a sanção do SNE é um momento histórico para a educação pública do Brasil. Para ele, a partir desse sistema, as políticas educacionais deverão ser executadas com mais eficácia e eficiência.

“Eu quero parabenizá-los, presidente e ministro [da Educação] Camilo [Santana], pela gestão, por estarem realmente priorizando as principais pautas da educação brasileira para nós levarmos cada vez mais a esta referência internacional que tanto queremos, a essas melhorias para os alunos, crianças, jovens, adolescentes que estão nas escolas dos municípios e dos estados do nosso Brasil”, disse.

Alfabetização

Também nesta sexta-feira, em Brasília, o presidente sancionou lei que transforma o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em política de Estado permanente.

“Essa é uma coisa que não poderia deixar de acontecer, porque, se as crianças não forem alfabetizadas no tempo certo, essa criança perderá tempo na escola. Às vezes, as crianças terminam o fundamental sem saber as coisas básicas que elas precisariam ter aprendido”, disse.

Em 2024, o Brasil registrou 59,2% de crianças alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental na rede pública. O indicador ficou abaixo da meta estabelecida no compromisso nacional, que era chegar a pelo menos 60% dos estudantes alfabetizados nesta etapa de ensino. A meta de 2025 é chegar a 64%.

Educação

O presidente Lula ainda destacou a luta dos movimentos pela educação em demandas que já poderiam ter saído do papel. “Não tem muita coisa nova [nesses projetos], são coisas que os educadores brasileiros pensam há muito tempo. Nós temos centenas de educadores que dedicaram a vida inteira tentando melhorar o nível da educação e não conseguem. Não conseguem porque muitas vezes o estado, a União e o município não cumprem com a sua função e, agora, o que nós estamos fazendo é colocar todo mundo no mesmo tacho para ferver, esquentar o pé de todo mundo ao mesmo tempo”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

Oposição denuncia quase 700 mortos em protestos contra o governo na Tanzânia

Cerca de 700 pessoas morreram durante protestos contra o governo na Tanzânia, informou o principal partido de oposição do país nesta sexta-feira (31). A nação do leste da África está mergulhada em violentas manifestações desde as eleições gerais de quarta-feira. 

As eleições presidenciais e legislativas neste país de 68 milhões de habitantes ocorreram sem oposição, já que os dois principais adversários da chefe de Estado, Samia Suluhu Hassan, foram presos ou impedidos de concorrer.

Os resultados das eleições ainda não foram divulgados.

Um jornalista da AFP ouviu intensos disparos na quarta-feira em Dar es Salaam, a capital econômica do país, enquanto centenas de pessoas protestavam e incendiavam uma delegacia de polícia. As manifestações se espalharam por todo o país. 

“Neste momento, o número de mortos em Dar es Salaam é de cerca de 350 e há mais de 200 em Mwanza [no norte]. Se somarmos os números de outras partes do país, chegamos a um total de cerca de 700 mortos”, disse à AFP John Kitoka, porta-voz do partido Chadema.

“Não houve nenhum uso excessivo da força”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Tanzânia, Mahmud Thabit Kombo, à emissora Al Jazeera, ao se referir a “focos de violência” no país.

“Não vi esses 700 mortos”, acrescentou. “Ainda não temos números de vítimas no país”, declarou o chefe da diplomacia tanzaniana.

Fonte: Uol

Famílias relatam constrangimento no IML do Rio após chacina com 121 mortos

Familiares das vítimas da Operação Contenção, a mais letal da história do Brasil, denunciaram nesta quinta-feira (30) que policiais tentaram colher depoimentos enquanto eles reconheciam os corpos no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. A operação, deflagrada nas comunidades da Penha e do Alemão, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais.

De acordo com a Defensoria Pública do Estado, agentes de segurança abordavam parentes durante o processo de reconhecimento e faziam perguntas sobre supostas ligações das vítimas com o crime. Mães, pais e companheiras foram questionados sobre o trabalho, amizades e possíveis envolvimentos com facções. O defensor Pedro Carriello, que acompanhou a situação, classificou o episódio como “inadequado e desumano”.

“Ali não é a hora nem o local de tomar depoimentos”, afirmou Carriello. Segundo ele, mesmo que alguns familiares quisessem falar, o momento era de luto e não de investigação. A Defensoria orientou os presentes a não responder e interveio para que os agentes encerrassem a coleta de informações, o que acabou acontecendo após conversa entre as partes.

Policiais armados em comunidade durante megaoperação no Rio. Foto: Jose Lucena/Estadão Conteúdo

Além do constrangimento, a Defensoria apontou que o procedimento é ilegal. De acordo com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e de cortes internacionais, a própria polícia não pode conduzir investigações em casos de violência estatal, justamente por envolver a atuação de seus próprios integrantes. Nessas situações, cabe a órgãos independentes realizar a apuração.

O defensor explicou que, segundo a lei, a polícia só poderia solicitar informações básicas, como o grau de parentesco, endereço e documentos que comprovem a ligação familiar com o morto. Qualquer tentativa de vincular as vítimas ao crime, afirmou, extrapola as atribuições legais e viola direitos humanos fundamentais.

As denúncias reforçam o clima de tensão após a chacina, criticada por organizações de direitos humanos e investigada por órgãos estaduais e federais. A operação, liderada pelo governo Cláudio Castro (PL), é alvo de questionamentos sobre abuso de força e execução sumária. As famílias, além do trauma, agora enfrentam a desumanização no próprio processo de reconhecimento dos corpos.

Fonte: DCM

Luciano Hang é condenado e terá que indenizar Lula por declarações ofensivas

TJ-SC destacou que as manifestações do dono da Havan ultrapassaram os limites da liberdade de expressão

Os episódios ocorreram entre os anos de 2019 e 2020, quando Hang fez publicações e manifestações públicas com frases que, segundo o tribunal, macularam a imagem de Lula.Nesta quinta-feira (30), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu condenar o dono da rede de lojas departamento Havan, Luciano Hang, a pagar mais de R$ 33 mil ao presidente Lula por declarações consideradas ofensivas.

Os episódios ocorreram entre os anos de 2019 e 2020, quando Hang fez publicações e manifestações públicas com frases que, segundo o tribunal, macularam a imagem de Lula. Luciano Hang ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão do TJ-SC.


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A ação foi movida por advogados que argumentaram que as manifestações do empresário ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais ao presidente.

Apesar disso, em 2023, na primeira instância, a Justiça considerou improcedente o pedido de indenização por danos morais feito pela defesa do presidente, ao entender que, por se tratar de uma figura pública, Lula está sujeito a críticas.

“O convívio com denúncias, acusações e críticas ácidas é inerente à vida pública”, destacou o tribunal na época. Na nova decisão, o tribunal afirmou que “mesmo figuras públicas têm direito à proteção da honra e da imagem”. Luciano Hang ainda pode recorrer.

Fonte: Band

STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou o trânsito em julgado da condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) por ter perseguido de arma em punho um homem pelas ruas de São Paulo, em 2022. Isso significa que não há mais recursos possíveis e deve-se iniciar o cumprimento da pena

Esta é a segunda condenação da deputada a ser tornar definitiva no Supremo. A primeira, a 10 anos de prisão, esteve relacionada à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada, entretanto, fugiu para a Itália, em julho, pouco antes de sua prisão ser decretada. 

No momento, Zambelli se encontra presa no país europeu, no aguardo de uma decisão da Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. Na movimentação mais recente, o Ministério Público de Itália deu parecer favorável à extradição

Quando já estava presa na Itália por reflexo da primeira condenação, o Supremo proferiu, em agosto, por 9 votos a 2, a nova sentença de prisão contra a deputada. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. 

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Os crimes foram cometidos pouco antes do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo pela rua e dentro de uma lanchonete, onde ele tentou se proteger. 

A perseguição começou após Zambelli e Luan terem trocado provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Durante a tramitação do processo, a defesa sempre alegou que a deputada é inocente. “A deputada reafirma sua inocência e que é vítima de perseguição política”, disse o advogado Fábio Pagnozzi após a segunda condenação. 

O Supremo já determinou que a deputada perca o mandato, devido à incompatibilidade do regime inicial fechado de prisão com sua presença no Congresso. A efetivação da decisão, contudo, depende de ato da Mesa Diretora da Câmara

Fonte: Agência Brasil

Milhares de servidores públicos marcham contra a reforma Administrativa

Servidores das três esferas, de todo o país, ocuparam a Esplanada dos Ministérios para exigir a retirada da PEC 38 que ameaça o serviço público, corta direitos e entrega o Estado aos interesses privados

Milhares de servidores públicos municipais, estaduais e federais de todo o Brasil tomaram as ruas de Brasília, nesta quarta-feira (29), na Marcha Nacional contra a Reforma Administrativa, que tramita no Congresso sob o número PEC 38/2025. A mobilização, organizada pela CUT, outras centrais sindicais e diversas entidades que representam os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público das três esferas, denunciou o caráter destrutivo da proposta e cobrou dos parlamentares a retirada imediata do texto apresentado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).

Trabalhadores e sindicalistas de vários estados do Brasil como Goiás, Bahia, São Paulo, Espírito Santo, entre outros, fizeram da Esplanada dos Ministérios o palco de um grande ato político em defesa do Estado brasileiro e dos direitos da população. Os manifestantes caminharam até o Congresso Nacional, empunhando faixas e palavras de ordem como “Reforma Administrativa é o fim do serviço público” e “Nenhum direito a menos”.

Caravanas organizadas pela CUT, Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), além de entidades como Andes e dezenas de sindicatos estaduais e municipais estiveram em Brasília para reforçar o coro contra a PEC 38.

Durante o ato, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a unidade das centrais sindicais tem sido decisiva em todos os momentos de enfrentamento e que, desta vez, não será diferente.

“É muito importante porque toda vez que a gente esteve junto, unido — todas as centrais, todas as esferas — a gente venceu, e agora não vai ser diferente. O deputado Pedro Paulo quer enganar o povo dizendo que essa reforma é para melhorar a vida do servidor. Se fosse para melhorar, ele teria construído o projeto junto com os servidores, e não com os setores patronais, que querem de volta a famigerada PEC 32. Nós não podemos ter dúvida disso: o que eles estão discutindo é a PEC 32 com outro nome. E nós já derrotamos ela uma vez — e vamos derrotar de novo, com luta e mobilização.”

Sérgio Nobre acrescentou que as centrais assumiram, durante a marcha, um compromisso comum de manter a pressão política no Congresso.

“Os presidentes das centrais sindicais vão fazer um release dessa marcha maravilhosa, com o que ela reivindica, e vamos entregar ao deputado Hugo Motta [presidente da Câmara] pedindo para ele retirar esse projeto. O que a gente quer é o projeto que isenta do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil. Queremos o fim da famigerada escala 6×1 e a defesa dos direitos dos trabalhadores. Até a vitória.

Reforma é demolição do Estado

O secretário de Relações do Trabalho da CUT Nacional e coordenador das Três Esferas do Serviço Público na Central, Sérgio Antiqueira, classificou a proposta como uma tentativa de “demolição do Estado brasileiro”, alertando que o objetivo central é reduzir investimentos em saúde e educação para liberar mais recursos para emendas parlamentares e interesses privados.

“Essa reforma é um estrago para o país. Querem acabar com os serviços públicos, com os direitos, com a saúde e a educação. É uma reforma feita para a elite, não para o povo. O objetivo deles é o de reduzir o serviço público e aumentar o gasto privatizado, sem transparência e sem controle”, denunciou Antiqueira.

Ele ressaltou que a marcha é apenas o início de uma grande jornada de luta e parabenizou as servidoras e os servidores por se manterem mobilizados.

“Ontem comemoramos o Dia do Servidor, mas hoje é o dia real de celebração, nas ruas, lutando contra a PEC 38. Essa é a nossa forma de comemorar, lutando pelo povo brasileiro”, afirmou.

PEC 38 enfraquece o atendimento à população

Na avaliação do presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, a PEC 38 não é uma modernização, mas uma tentativa de enfraquecer o atendimento à população, precarizar vínculos de trabalho e abrir espaço para apadrinhamento político nos cargos públicos.

“Estamos aqui em Brasília com caravanas de todo o Brasil dizendo não à PEC 38. Essa proposta vai atacar frontalmente os servidores, mas principalmente o povo, ao fragilizar o serviço público. Nós vamos barrar essa reforma nas ruas, fortalecendo o servidor e o atendimento à população”, afirmou Rodrigues.

Reforma retoma velhas ameaças e amplia a precarização

A proposta apresentada por Pedro Paulo reedita os pilares da antiga PEC 32, proposta do governo de Jair Bolsonaro (PL), que não foi adiante. A atual PEC mantem ataques à estabilidade, aos concursos e às garantias de carreira. O texto prevê a redução de direitos, incentivo à terceirização, fim da progressão automática por tempo de serviço, teto para adicionais e auxílios, restrições ao teletrabalho e possibilidade de demissão por avaliação de desempenho.

A análise do escritório LBS Advogadas e Advogados alerta que a PEC “abre espaço para perseguição política, assédio moral e corrupção, ao permitir contratações temporárias e cargos comissionados em larga escala”. Além disso, institui bônus por produtividade que beneficia apenas o alto escalão e enfraquece a negociação coletiva.

Desmonte do Estado

Para os trabalhadores, a reforma não combate privilégios — retira direitos e entrega o Estado aos interesses privados. Caso aprovada, resultará em menos concursos, mais terceirizações, cortes salariais, restrição de licenças e férias, e privatização de serviços essenciais.

A mobilização desta quarta-feira mostrou, no entanto, que o movimento sindical segue organizado e combativo. A CUT e as demais centrais reafirmaram que não aceitarão retrocessos e que seguirão em campanha permanente contra a reforma administrativa, com atos, mobilizações nos estados e diálogo com a população.

Fonte: CUT Brasil

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