Professores da escola Antídio Vieira resistem à militarização

A Secretaria Municipal de Educação de Maceió (Semed) realizou a adesão ao Programa de Escolas Cívico-Militares do Governo Federal- PECIM em janeiro deste ano. A adesão prever a entrega de duas escolas municipais a esse programa de escolas militares.

Os especialistas em educação tem repudiado a adesão ao Programa Nacional que tem um modelo de gestão mais burocrático e menos pedagógico.

A decisão da Semed desagradou à comunidade da escola Antídio Vieira. Desde então, os professores tem se mobilizados para barrar a iniciativa. Em discussão realizada com a comunidade, o Conselho Escolar decidiu de posicionar contra e notificar a Semed, o Conselho Municipal de Educação e o Sinteal de sua posição.

Para o professor Kléber Bezerra, que leciona na escola e foi um dos idealizadores da gestão democrática em Maceió, “Tal projeto de perfil ultraconservador faz parte das estratégias negacionistas, obscurantistas e reacionárias, e que retira a autonomia dos professores que com muito protagonismo educam para a vida nossos alunos”.

Argentina isenta de IR quem ganha até R$ 9.200 por mês e beneficia quase 1,3 milhão

O Congresso da Argentina aprovou uma reforma tributária que eleva o teto a partir do qual se deve pagar o imposto de renda, deixando 1,3 milhão de contribuintes isentos – informou a senadora oficialista Anabel Fernández Sagasti.

“É um ato de profunda justiça. É um alívio para os que ganham menos de 150.000 pesos [US$ 1.500 mensais, ou R$ 9.195, na cotação do peso desta sexta-feira, 9], quase 1,3 milhão de trabalhadores”, disse a senadora, vice-presidente do bloco Frente de Todos, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9).

A modificação tributária ocorre no momento em que a inflação alcançou 7,8% somente nos dois primeiros meses do ano, apesar de o governo manter sua taxa anual em 50%, segundo dados do Banco Central. Em 2020, o índice de preços ao consumidor aumentou 36,1%.

A reforma foi votada pela Câmara Alta perto de meia-noite de quinta-feira, com o apoio de 66 senadores e uma abstenção. A oposição apoiou a iniciativa.

A medida tributária é adotada em um momento em que a economia começou a crescer todo o mês em relação ao mês anterior, mas continua em recessão interanual desde 2018.

Em 2020, a economia se contraiu 9,9%, com 42% de pobreza e 11% de desemprego, em meio à pandemia de coronavírus que deixa mais de 57.000 mortes e quase 2,5 milhões de casos no país desde março de 2020. “O objetivo é estimular o consumo”, explicou outro líder da bancada governista do Senado, Carlos Caserio.

Até agora 2,3 milhões de pessoas pagam imposto de renda, de um total de 8,5 milhões de trabalhadores registrados fiscalmente.

Em um país de 45,4 milhões de habitantes, o salário mínimo é de 21.600 pesos (214 dólares).

A reforma foi aprovada pela Câmara dos Deputados com 241 votos a favor, nenhuma rejeição e três abstenções.

“É uma medida de alívio fiscal focada na classe média. São 44,9 bilhões de pesos (450 milhões de dólares) que vão voltar para a economia. Tudo vai para o consumo, para o comércio”, estimou Sergio Massa, promotor da iniciativa e presidente da Câmara de Deputados.

Fonte: UOL

Prefeito JHC propõe garrote fiscal permanente

Dando continuidade a seu governo de viés neoliberal, o Prefeito JHC, criou através do Decreto 9.060, de 08 de abril, um grupo de trabalho para elaboração de Lei de Responsabilidade Fiscal para o município de Maceió, com prazo de 90 dias para apresentação do projeto de lei.

Cabe lembrar que o país já dispõe de uma lei de responsabilidade fiscal de âmbito nacional (LC 101/2000) aprovada durante o governo Fernando Henrique Cardoso por encomenda dos grandes bancos, que prioriza o pagamento de juros e principal da dívida pública, reforçando a transferência de renda da sociedade para o parasitário sistema financeiro e impondo limites de gastos com pessoal e serviços públicos, contrariando a função do estado que é garantir, dentre outros interesses sociais, o acesso à educação, saúde, moradia e cultura.

Cabe especular qual o teor da futura Lei de Responsabilidade Fiscal de Maceió e como ela não poderá contrariar a lei nacional, fica claro que a proposta será de um garrote fiscal mais severo, aos moldes da emenda constitucional 95, que criou o teto de gastos públicos na União, drenando o orçamento da educação, saúde e canalizando para pagamento da dívida.

Bolsonaro está matando o povo de fome: mais da metade não tem comida suficiente

No Rio de Janeiro, cidade conhecida desde há muitos anos pelo forte contraste entre ricos e pobres, a miséria é agora ainda mais evidente devido aos efeitos da crise ligada à pandemia de Covid-19. As filas acumulam-se à porta dos centros de distribuição de comida, como este. Isso é patente no Rio mas manifesta-se um pouco por todo o Brasil. Um estudo alarmante diz que mais de metade dos brasileiros não tem suficiente comida segura e nutritiva para o dia, o que acontece pela primeira vez em 17 anos.

Para a infecciologista Ana Maria Segall, da Fiocruz Brasília, a situação sanitária junta-se a uma série de decisões políticas causadoras de pobreza: É a pior das situações, porque a pandemia vem juntar-se à ausência do Estado”, diz.

As ONG como a Rio de Paz, que distribui comida aos mais necessitados nas zonas mais pobres do Rio de Janeiro, tentam compensar este aprofundar das desigualdades, mas a crise em que o país mergulhou está a fazer com que também os donativos diminuam. Ajudar quem precisa é cada vez mais difícil.

Fonte: Euronews

Governo Bolsonaro deixa mais de mil cidades com dificuldades no abastecimento de oxigênio

Ao menos 1.068 municípios do país estão preocupados com o estoque limitado de oxigênio e alertam para o risco de desabastecimento nos próximos dias. E o fechamento por Bolsonaro da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), só agravou a situação.

O balanço do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) alerta que o total de municípios com dificuldades pode ser ainda maior, pois não foram todas as cidades que responderam ao questionário.

O principal problema apontado pelos gestores é a dependência de cilindros de oxigênio, modelo visto como de maior dificuldade de fornecimento, e apontado por 87% dos municípios como principal estrutura de armazenamento.

Parte dos estados e o Ministério da Saúde adotaram medidas emergenciais e distribuíram cilindros extras, o que amenizou a situação. Porém, o secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira, alerta que o problema é nacional e a situação pode agravar. “Como o número de pacientes ainda cresce, há risco”, disse à Folha de São Paulo.

No Mato Grosso, o consumo de oxigênio aumentou em 300% e o Ministério da Saúde forneceu 340 novos cilindros. O presidente do Cosems-MT, Marco Antônio Felipe, diz que os municípios do estado não conseguem ter estoque e há cidades que ficam quase 800 quilômetros da distribuidora.

Os gestores afirmam que a maioria dos estados possui estoques, mas com a demanda em alta por conta do agravamento da pandemia, os fornecedores não conseguirão suprir a demanda. Segundo a Folha, eles alertam que “tem dias que não há cilindros suficientes para serem abastecidos, e tem dias que o fornecedor não tem estoque de entrega” ou que “há dificuldade de manter o estoque”.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsonaro promove o desmanche do Banco do Brasil em Alagoas

A política de desmanche de Bolsonaro e Paulo Guedes vai fechar onze agências do Banco do Brasil em Alagoas e outras 5 se tornam PAA

No geral, 361 unidades serão desativadas, sendo 112 agências bancárias, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento em todo o país. A medida adotada pelo governo Bolsonaro que desmantela o Banco do Brasil visa preparar as condições para sua futura privatização.

No início do ano, o BB anunciou a abertura de dois Programas de Demissão Voluntária (PDVs) com a previsão de adesão de cerca de 5 mil funcionários, desativando 361 unidades, sendo 112 agências bancárias, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento em todo o país.

De acordo com a lista divulgada pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), as cidades que terão agências com atividades encerradas são: Anadia, Barra de São Miguel, Coité do Noia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Maribondo, Pão de Açúcar, Passo de Camaragibe, Paulo Jacinto, Porto Calvo e Porto Real do Colégio. Já os municípios que serão transformados em PAA são: Batalha, Campo Alegre, Marechal Deodoro, Olivença e Pilar.

Em Maceió, a agência que deve fechar permanentemente é a que fica localizada na Avenida Gustavo Paiva, em Mangabeiras.

A AMA repudiou o fechamento das agências e mobilizou a bancada federal, na Câmara dos Deputados, e uma audiência com o novo presidente do Banco do Brasil será marcada para tentar reverter essa decisão, que afeta, principalmente, os municípios do interior de Alagoas.

Com o fechamento das agências a população será prejudicada, principalmente os moradores das cidades do interior, onde muitas vezes o Banco do Brasil é o único existente para fazer pagamentos de salários e aposentadorias.

Fonte: Redação com Gazeta de Alagoas

Sinteal é contra a implantação de escolas militares pela Semed

O Sinteal recebeu com preocupação a informação de que as escolas Padre Pinho e Antidio Vieira serão transformadas em escolas militares. A Secretaria Municipal de educação de Maceió (Semed) comunicou os profissionais dessas unidades escolares durante reunião realizada na última quinta-feira (26), segundo relatos de trabalhadores/as das referidas escolas.

Na mesma reunião, os profissionais que foram comunicados receberam duas opções: ou sairiam da escola ou permaneceriam trabalhando no formato da escola militar. Outra informação que foi repassada é de que, a partir do dia 8 de abril, o trabalho de formação dos profissionais, nos parâmetros do projeto em questão, será iniciado.

O Sinteal reafirma o seu posicionamento contra a militarização do ensino e seguirá na luta pela educação pública de qualidade. A presidenta Consuelo Correia questiona esta nova metodologia. “Se pegarmos os países que seguem essa ideologia de ensino, observamos os prejuízos que os nossos alunos podem obter. Eles deveriam estar numa escola democrática, que formem cidadãos sujeitos dos seus direitos, que possam colocar suas opiniões e seus argumentos, e não um ensino que tenta silenciar os alunos. Só que a linha da escola militar não permite isso, o que pode acabar incentivando inclusive uma evasão de alunos. Infelizmente, sabemos o caminho dos jovens que ficam fora da escola. Eles se perdem para o mundo da criminalidade, cujo fim é o presídio ou, até mesmo, a morte. É isso o que queremos para melhorar a educação do nosso país?”, indagou Consuelo.

O Sinteal já exigiu esclarecimentos para a Semed sobre quais os estudos e parâmetros utilizados para a decisão de implantação desse modelo escolar. Além disso, o sindicato solicitou uma cópia do planejamento de implantação das escolas civis-militares no município, bem como planilha detalhada dos custos para a sua implantação. Conversamos com o secretário de educação e estamos atentos para todos os encaminhamentos que serão dados para estas escolas, acompanhando muito de perto a situação.

Fonte: Sinteal

CIA financia grupos paramilitares colombianos para afetar Venezuela, denuncia deputado venezuelano

“Estes grupos atacam nossa força armada, são principalmente forças paramilitares financiadas pela CIA e o narcotráfico para gerar caos e medo entre a população venezuelana neste lado da fronteira, pretendendo se apoderar desse território”, disse o deputado Saúl Ortega

Os grupos irregulares armados colombianos são financiados pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) e pelo narcotráfico a fim de desestabilizar a Venezuela, ao pretender tomar uma parte de seu território fronteiriço, disse à Sputnik o deputado venezuelano Saúl Ortega.

“Estes grupos atacam nossa força armada, são principalmente forças paramilitares financiadas pela CIA e o narcotráfico para gerar caos e medo entre a população venezuelana neste lado da fronteira, pretendendo se apoderar desse território”, expressou Ortega em conversa com a Sputnik.

Desde 21 de março, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e grupos irregulares colombianos têm se enfrentado na localidade de La Victoria, no estado de Apure, sul de Venezuela.

O governo venezuelano disse que bloqueará as ações dos grupos irregulares e que não permitirá que violem a paz do país.

Ortega, membro do Comitê de Assuntos Internacionais da Assembleia Nacional da Venezuela, manifestou que esses grupos formam parte da decomposição social existente na Colômbia, utilizada pela oligarquia desse país para atacar a Venezuela.

“Podemos falar de grupos dissidentes da guerrilha, mas também dos paramilitares, toda essa força está sendo utilizada por uma maquinaria que é a oligarquia colombiana, as forças regulares do Exército colombiano e o narcotráfico, uma santa aliança, que veem na revolução bolivariana seu inimigo e utilizam o financiamento da droga para ativar todos os grupos que possam e converter o território venezuelano em uma espécie de Aleppo, como fizeram na Síria”, detalhou.

O parlamentar indicou que esses grupos não contam com o acionar da força armada de seu país para fazer respeitar a soberania venezuelana.

Mulheres choram após a morte de parentes em El Ripial, na Venezuela, durante conflitos entre militares venezuelanos e grupos armados vindos da Colômbia no estado de Apure

“O governo venezuelano agiu com responsabilidade em março no âmbito de Constituição, que autoriza o uso progressivo das armas para deter qualquer ameaça, agressão ou tentativa desestabilizadora da paz, da legalidade, acho que foi oportuna e necessária a resposta do governo e da Força Armada Nacional Bolivariana”, afirmou o deputado.

Protesto por vacinas e mais recursos para a saúde pública

Protesto por vacinas e mais recursos para a saúde pública marca o dia mundial da saúde em Alagoas

Movimentos sociais organizaram um protesto na manhã de hoje, dia 07, na passarela do Cepa (bairro do Farol) exigir vacinação para todos e pelo SUS, mais recursos para a saúde pública, auxílio emergencial de 600 reais e contra a política genocida de Bolsonaro.

O ato marcou em Alagoas, o Dia Mundial da Saúde e teve a presença de entidades sindicais e movimentos populares e foi organizado pelo Fórum Alagoano em Defesa do SUS.

A Polícia Militar chegou ao local, mas não provocou conflito com os manifestantes.

O ato também lembrou os milhares de profissionais da saúde que perderam a vida no combate a pandemia do Covid-19 no Brasil e no mundo.

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