Sindicato alerta a população dos riscos da privatização dos Correios

Sintect/AL alerta a população de Marechal dos riscos da privatização

Na manhã do dia 05, o Sintect/AL visitou a cidade de Marechal Deodoro e fez um ato em frente aos Correios para alertar a população sobre os riscos da privatização dos Correios.

A visita faz parte da luta contra a privatização, em que o Sindicato visitará o interior de Alagoas alertando a população sobre os problemas que todos terão, dentre eles o aumento de tarifas ou,pior, o fechamento de agências, causando um transtorno enorme para os moradores da localidade e região.

Dentre outras questões, o Sintect/AL alertou aos moradores da cidade, a importância dos Correios, já que são a única empresa que tem capacidade de realizar a captação, tratamento, distribuição e entrega de encomendas em mais de 5.500 municípios do Brasil.

Para os micro e pequenos empresários, que estão nas cidades, o Sintect/AL alertou que os Correios apoiam estes empreendedores, seja pela capilaridade no país, seja por tarifas que compensam o custo/benefício, por isso que mais de oito entre dez varejistas online de pequeno e médio porte escolhem os Correios como fonte principal dos fretes aos clientes.

Dessa forma, além da população ficar do lado dos trabalhadores, irá também cobrar dos seus representantes que não permitam a privatização da ECT, chamando a atenção de vereadores e prefeitos, e consequentemente dos deputados federais que têm ligação com os políticos da base da cidade.

A luta contra a privatização continua, mas é preciso que todos os trabalhadores apoiem e participem da luta quando necessário. Não vamos permitir a entrega da nossa empresa pelo governo bolsonaro!!! #NãoAVendaDosCorreios

Fonte: Sintect/AL

Lucro de bancos cresce enquanto resto da economia encolhe na pandemia

Redução de custos e ajuda estatal estão entre os principais fatores; mais de 1,3 mil agências foram fechadas em um ano

A crise econômica, agravada pela pandemia, fez com que a fome no Brasil retornasse a patamares anteriores à criação do Bolsa Família. O número de desocupados cresceu 19,7% em 2020. Em fevereiro e março deste ano, a produção industrial recuou duas vezes seguidas. Porém, nem todos os setores são atingidos igualmente. Prova disso são os balanços do 1º trimestre dos bancos Itaú, Santander e Bradesco, divulgados esta semana.

O Santander, com sede na Espanha, obteve lucro líquido de R$ 4,012 bilhões, uma alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,4% em relação ao 4º trimestre de 2020. Foi o maior lucro trimestral do banco desde 2010.

O Itaú Unibanco teve um salto ainda mais expressivo. O lucro líquido foi de R$ 6,398 bilhões, uma alta de 63,5% em relação ao mesmo período de 2020 e um crescimento de 18,7% no trimestre.

O Bradesco também teve aumento significativo no balanço divulgado esta semana. O lucro líquido saltou 4,2% no trimestre e chegou a R$ 6,5 bilhões, uma alta de 73,6% sobre o 1º trimestre de 2020.

Provisionamentos

Para interpretar esses dados, o Brasil de Fato entrevistou a economista Vivian Machado, mestre em Economia Política e técnica do Dieese, na subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF-CUT).

“No 1º trimestre do ano passado, houve queda nos balanços, mas não necessariamente por problemas na atividade financeira. O que houve é que, diante de um cenário imprevisível, com a pandemia decretada, os bancos subiram o provisionamento, temendo uma explosão da inadimplência (não pagamento de empréstimos e outros compromissos)”, explica.

O provisionamento a que ela se refere são reservas que os bancos criam para cobrir perdas futuras estimadas. Ocorre, entretanto, que o cenário para as instituições financeiras foi menos desastroso do que se imaginava, devido a planos emergenciais de crédito lançados pelo Banco Central.

“Esse é uma das razões do crescimento expressivo que se observa em relação ao 1º trimestre de 2020”, completa.

Em relação ao último trimestre do ano passado, o crescimento é mais tímido. Segundo a especialista, isso mostra que “os bancos viram ao longo do ano que a inadimplência não caiu, e todo o provisionamento excedente foi sendo revertido.”

Redução de despesas

Vivian Machado avalia que o impacto negativo da elevação do câmbio, ao longo de 2020, praticamente não foi sentido neste 1º trimestre.

Um dos fatores centrais para entender o crescimento da lucratividade é a redução das despesas, por meio do fechamento de agências e da demissão de trabalhadores.

“Os bancos firmaram um compromisso com os sindicatos de não demitir durante a pandemia, mas quebraram esse acordo a partir de junho”, lembra. Santander e Bradesco, por exemplo, fecharam 10.933 postos de trabalho entre março de 2020 e março de 2021. O Itaú foi o único que aumentou o número de funcionários, com 1,8 mil postos de trabalho a mais.

“A maior parte desse saldo do Itaú veio da incorporação de uma empresa de tecnologia, adquirida pelo banco no ano passado. Ou seja, não quer dizer que eles abriram todas essas vagas”, pondera a especialista.

Em plena migração para o formato digital, os bancos privados fecharam 1.343 agências durante a pandemia. O recordista absoluto nesse quesito foi o Bradesco, com 1.088 postos encerrados no período.

“Não é justo socialmente, enquanto concessões públicas, eles estarem cada vez mais demitindo, fechando postos de trabalho, especialmente em um momento delicado como esse. Os bancos alegam que estão digitalizando tudo porque é interesse do cliente, mas tem muita gente que precisa da agência. Se não tivesse essa procura, as lotéricas e a Caixa Econômica não estariam sempre cheias”, afirma Machado.

“Eles economizaram R$ 750 milhões em três ou quatro itens das despesas administrativas do ano passado só por conta do home office. Enquanto isso, os trabalhadores têm mais despesa com energia, com alimentação”, completa.

O primeiro a ser socorrido

Menos de uma semana após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia de covid-19, o governo brasileiro liberou R$ 3,2 trilhões para os bancos renegociarem prazos para os créditos já concedidos.

“Mesmo já sendo um setor solvente e muito capitalizado, e até por isso conseguiram passar pela crise de 2008, os bancos foram os primeiros a serem socorridos no início da pandemia”, aponta a economista.

“Embora os juros tenham caído, as receitas de operação de crédito cresceram. As taxas ainda são extremamente elevadas, e isso faz com que os bancos privados lucrem muito. Eles vêm tendo ganhos tributários significativos também. Estão pagando menos impostos e recebendo mais créditos tributários de volta”, acrescenta.

Por outro lado, mais de ano depois do início do surto, os bancos só usaram 23,7% do valor liberado para socorrer a economia brasileira. A missão de atender à população e às pequenas empresas durante a crise sanitária ficou praticamente restrita aos bancos públicos, segundo dados do Banco Central. “Os bancos privados focaram nas grandes empresas, que é onde eles estão seguros e sabiam que não iriam perder”, finalisa Machado.

Os balanços das instituições públicas, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, serão divulgados nas próximas horas desta quinta-feira (6).

Fonte: Brasil de Fato

Romênia: Greve no metrô de Bucareste

Trabalhadores romenos lutam em defesa do emprego e salário e realizaram greve em 26 de março

As portas foram trancadas na madrugada de sexta-feira e os passageiros não tiveram acesso ao metrô. Cerca de duzentos e cinquenta funcionários desceram aos trilhos na estação central de Piata Unirii, impedindo que os trens partissem no horário. Segundo relatos, novecentos funcionários participaram da ação.

Não foi o sindicato que deu início ao movimento, mas os próprios trabalhadores.

“Esta ação de protesto foi realizada na sequência do anúncio da Metrorex de sua intenção de reduzir os salários dos funcionários e fazer demissões”, disse o presidente do Unitatea-Sindicatul Liber din Metrou (USLM), Ion Radoi.

“Quando nos falam sobre demitir trabalhadores e cortar salários, não esperamos nada de bom. Quando nos deixam sem emprego, quando nos deixam sem salário, ou seja, com uma redução de 25%, não dá mesmo para aceitar”, disse Ion Radoi.

Os trabalhadores não querem dispensas na Metrorex, não querem cortes salariais e estão pedindo a criação de novas vagas para que a atividade da empresa seja exercida em condições normais.

Por sua vez, os sindicalistas acusam o primeiro-ministro de ter imposto em 2021 uma redução das despesas salariais para os níveis de 2019, visto que no ano passado entrou em serviço outra linha de metrô. “Como inaugurar em 2020, com grande alarde, a linha 5 do metrô, com a contratação de pessoal, para operação em condições de segurança ferroviária, e, em 2021, pedir a demissão desses empregados? Não haveria os mesmos padrões de qualidade? A segurança ferroviária não é necessária?” eles dizem.

Na verdade, as autoridades não querem conceder os reajustes salariais negociados no ano passado. Note-se que o sindicato do metrô é considerado o mais poderoso da Romênia; dos quatro mil funcionários, quase todos são sindicalizados.

Funcionários sofrem intimidação
A ministra dos transportes, Catalin Drula, apresentou queixa-crime na Direção Nacional Contra a Corrupção (DNA), contra os responsáveis ​​pelo bloqueio do metrô de Bucareste, por obstrução da luta contra a epidemia, abuso de poder, tráfico de influência, chantagem, crimes contra a segurança e “sequestro” do tráfego ferroviário e, no que diz respeito aos dirigentes sindicais, o uso de influência e autoridade para obter dinheiro, bens e benefícios indevidos.

Além disso, a polícia da capital anunciou que tinha sido informada pela direção da Metrorex da violação da prevenção e luta contra o terrorismo, e que a denúncia fora enviada, em caráter de urgência, ao Departamento de Investigações de Crime Organizado e Terrorismo.

Até o momento, a guarda da capital aplicou vinte e três multas, no valor de 125.000 leus (mais de 25.000 euros) por: descumprimento das disposições relativas à organização de reuniões públicas em espaços fechados, visando prevenir e combater os efeitos da pandemia Covid-19; protestar sem a autorização prevista na lei; não cumprimento das medidas sanitárias, conforme também previsto na lei relativa à pandemia Covid-19.

Sindicatos romenos, como a Federação de Engenheiros de Locomotivas, prestaram apoio aos grevistas. Também a nível internacional, sindicatos da Albânia, Azerbaijão, Bulgária, Moldávia e Turquia encontraram-se com trabalhadores e sindicatos romenos numa reunião organizada pelo Sindicato Europeu de Serviços Públicos (FSESP), em 25 de março, e dirigiu uma carta ao presidente Klaus Iohannis e ao primeiro ministro Florin Citu.

Após a intervenção do prefeito da capital, a administração da Metrorex concordou em negociar com os representantes sindicais. “A greve vai ser suspensa. Nós estabelecemos um calendário para as negociações na próxima semana, (os sindicalistas) apresentaram as reivindicações, vamos discuti-las. Durante as negociações, as medidas disciplinares contra os sindicalistas estão suspensas”, informou a direção da Metrorex. Com base nisso, por enquanto, o tráfego foi retomado.

Marian Tudor, de Bucareste

Fonte: O Trabalho

Lei que extingue a função de cobrador de ônibus é promulgada em Maceió

A Câmara Municipal de Maceió promulgou a Lei 7.480/2021 de autoria do vereador Galba Netto, que extingue a função de cobrador de ônibus. O Prefeito JHC chegou a vetar a citada lei, mas em jogada orquestrada com a Câmara, orientou a derrubada do seu próprio veto, evitando assim o desgaste de sancionar uma lei que vai causar a demissão de centenas de trabalhadores.

Desde a derrubada do veto, uma grande campanha de desinformação vem sendo empreendida, inclusive com o autor do projeto afirmando que a lei preserva os postos de trabalho dos cobradores.

Vejamos o que diz o diploma legal em apreço:

“Art. 1º – Os motoristas de ônibus que operam no sistema de transportes urbanos no Município de Maceió, em razão da sua atividade complementar, poderão, cumulativamente, exercer as atividades relacionadas a de cobradores”.

“§1° As empresas prestadoras do serviço de transporte municipal de ônibus disponibilizarão àqueles colaboradores que ocupam a função de cobrador, oportunidade gratuita de formação profissional pelo Serviço Social do Transporte – SEST e/ou Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, com a finalidade de realocá-los para novas atividades”.

O que de fato é assegurado é a disponibilidade de um curso de formação profissional pelo SEST/SENAT, cursos estes que em sua maioria são gratuitos e variam de 10 a 30 horas. Em momento algum a lei declara serem preservados os empregos dos trabalhadores, como, por exemplo, a presença de, no mínimo, um funcionário além do motorista nos ônibus do sistema de transporte coletivo da capital.

A realocação em outras atividades dos cobradores é uma liberalidade das empresas de ônibus, já que o município não tem ingerência sobre os atos próprios do empresário, ou seja, ela aproveita o funcionário em outra função se e quando quiser.

Um dos argumentos utilizados para justificar a aprovação da lei foi o combate a Covid-19, já que não haveria mais circulação de dinheiro nos ônibus, porém a lei aprovada não tem vigência adstrita a pandemia do corona vírus.

A entrada em vigor da lei aumentará os lucros dos empresários de ônibus, será o desemprego e o desespero dos pais de família que alimentará a ganância desenfreada dos empresários de ônibus e seus aliados em Maceió.

Teich diz que pediu demissão por pressão de Bolsonaro pela cloroquina

Ex-ministro percebeu que não teria autonomia no enfrentamento à pandemia, após ações do presidente pró-cloroquina para pacientes com covid-19

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse nesta quarta-feira (5), em depoimento à CPI da Covid, que o principal motivo que o levou a pedir demissão foi a pressão do presidente Jair Bolsonaro pela “ampliação do uso da cloroquina” no tratamento para pacientes com covid-19. Segundo Teich, de acordo com sua convicção pessoal e os estudos científicos disponíveis à época, “não existia evidência de eficácia para liberar” o uso do medicamento. Ao ser questionado pelos senadores Renan Calheiro (MDB-AL), relator da CPI, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, Teich afirmou que as declarações e atitudes de Bolsonaro para estender o uso da cloroquina revelavam que ele, como ministro, não teria “autonomia” para ditar os rumos das políticas necessárias para o enfrentamento da pandemia.

“O pedido específico de demissão foi pelo desejo de ampliação do uso de cloroquina. Esse era o problema pontual. Mas isso refletia uma falta de autonomia e uma falta de liderança”, disse o ex-ministro. “Essa falta de autonomia ficou mais evidente em relação às divergências com o governo quanto à eficácia e extensão do uso do medicamento cloroquina para o tratamento da Covid-19”, acrescentou.

Teich ficou 28 dias à frente do ministério, entre abril e maio do ano passado. Um dia antes de pedir demissão, Teich relatou que Bolsonaro, em reunião com empresários, prometeu estender o uso da cloroquina. À noite, durante uma transmissão ao vivo pela internet, o presidente afirmou que esperava para o dia seguinte os novos protocolos recomendando o uso do medicamento para o tratamento da covid-19. Foi, então, que Teich disse ter decidido pelo pedido de exoneração.

Pazuello

Teich também afirmou que foi de Bolsonaro a indicação do general Eduardo Pazuello para ocupar o cargo de secretário-executivo do ministério. “Ele foi indicado para mim pelo presidente (…) Embora ele não tivesse experiência em saúde, eu contava que sob a minha orientação ele executasse de forma adequada o que fosse definido na minha estratégia de planejamento”, disse o ex-ministro.

Contudo, Teich disse que conversou Pazuello antes de referendar a sua nomeação. Ele disse, ainda, que o militar “contribuiu” em operações para a aquisição e distribuição de respiradores e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Apesar dessa contribuição, Teich afirmou que Pazuello não era o nome mais adequado para substituí-lo, como ocorreu após a sua saída. “Na posição de ministro, seria mais adequado alguém com conhecimento maior sobre gestão em saúde”, declarou.

Versões

Por outro lado, ao contrário do seu antecessor, Teich disse desconhecer que houvesse um núcleo que prestasse “aconselhamento paralelo” ao presidente. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou nesta terça-feira (4) que os filhos de Bolsonaro e médicos “alheios ao ministério” faziam parte desse conselho informal. Além de opinar sobre medidas de isolamentos, teria partido desse grupo uma sugestão para alterar a bula da cloroquina, incluindo a recomendação para uso contra a covid-19.

No entanto, assim como Mandetta, Teich também afirmou à CPI da Covid que não partiu do ministério da Saúde qualquer ordem para que o laboratório do Exército produzisse cloroquina em larga escala. Nem para que o medicamento fosse distribuído a comunidades indígenas, como política de prevenção e combate à disseminação do novo coronavírus.

Economia e saúde

À CPI, Teich também fez questão de marcar posição em relação à postura adotada pelo governo em tentar separar a economia dos efeitos da pandemia. “Economia e saúde não são coisas distintas”, disse Teich. “A economia foi tratada como dinheiro e empresa, e a saúde como vidas, sofrimento e morte, mas na verdade, tudo é gente. Quando você fala de economia você não fala de empresas, você fala de gente”, ressaltou.

Se tivesse sua autonomia preservada, Teich disse que trabalharia para implementar políticas de isolamento social, apesar das atitudes adotadas por Bolsonaro no sentido oposto. “O presidente tinha as atitudes dele, mas a minha postura seria buscar tudo o que fosse importante para a sociedade. Quando falava em isolamento e distanciamento, a ideia era que a gente tivesse um programa nacional, para que houvesse uma conduta homogênea”.

Fonte: Rede Brasil Atual

A nova rota da seda

PAULO MEMÓRIA – jornalista e cineasta

No tabuleiro geopolítico que se prenuncia para este século XXI, temos três vertentes que pretendem estabelecer sua influência, se não hegemônica, ao menos predominante no jogo de poder no cenário internacional, que será fundamental para os destinos da humanidade em um futuro próximo. As três tendências que disputam este cetro da política internacional são: os Estados Unidos, com um capitalismo decadente, a União Europeia e sua social-democracia em crise e a China, que emerge com o seu moderno projeto do Socialismo de mercado. Durante o período da chamada “Guerra Fria”, predominou a geoestratégia da polarização ideológica entre os EUA e a União Soviética, de meados do século XX até o seu final. Estamos assistindo, atualmente, ao esgotamento dos modelos imperialistas de dominação que dividia o planeta entre os países do bloco capitalista do primeiro mundo, comunistas do segundo mundo e as nações subdesenvolvidas, enquadradas no superado conceito de Terceiro Mundo.

O cenário que está se constituindo mundialmente, é o da desconstrução de forças imperialistas, que impunham seu poderio militar para dominar a ordem política internacional e que ainda se fazem presentes no contexto internacional, e sua substituição pela ascensão do países emergentes e pela expansão da milenar China, que está se impondo naturalmente como a próxima superpotência mundial, não pelo seu potencial bélico-armamentista, mas pela consolidação de uma bem sucedida estratégia política econômica interna e pela expansão mundial do seu comércio. No século passado, a revolução chinesa, que teve na Grande Marcha, liderada por Mao Tsé-Tung, o início de uma nova era, consolidou o fim das velhas dinastias que dominaram o país por milhares de anos. O Último Imperador, obra cinematográfica de 1987, de Bernardo Bertolucci, um dos mais brilhantes cineastas da história, que ganhou nada menos do que nove estatuetas do Oscar de 1988, inclusive o de melhor filme e melhor diretor, reproduziu com magistral precisão, este período de transição histórica que iniciava um novo período para o conhecido “Império do meio”. A china caminha a passos largos para ultrapassar os Estados Unidos e a Europa como a grande liderança global, com uma economia sólida e um grande desenvolvimento, que começou a ser construído pelas reformas delineadas a partir da política de “um país, dois sistemas”, proposto pelo grande líder da China nos anos 80, Deng Xiauping, fundamental para unificação chinesa, promovendo a abertura da economia, com a criação das ZEEs – Zonas Econômicas Especiais de exportação, aproveitando-se do seu extraordinário mercado interno de 1.398 bilhão de pessoas (2019). A china anunciou, em 2013, seu grande projeto geopolítico para ampliar seus domínios, sem ter a conotação imperialista que outras superpotências tiveram em tempos outrora. O atual presidente Chinês Xi Jipjng está implantando o que denomina de “Nova Rota da Seda”, um investimento de US$ 5 trilhões em infraestrutura na Ásia, Europa, Oriente Médio e África, em países situados nestes continentes, que estabelecerem parcerias para abertura de mercado, no comércio internacional, via a OMC – Organização Mundial do Comércio, bem como para empresas chinesas que atuam nos mais diversos segmentos econômicos. A Rota da Seda original, só passou a assim ser denominada no século XIX, nome dado pelo arqueólogo alemão Ferdinand Von Richthofen, pois era por ela que a China escoava sua produção de seda em uma série de itinerários interconectados, tanto pelas caravanas terrestres, como pelas vias oceânicas, mas que na verdade, eram caminhos já conhecidos há mais de 10 mil anos. É a China antiga e moderna se encontrando rumo à novos tempos.

PM de MG terá que explicar prisão de morador de um prédio acusado de atirar ovos em bolsonaristas

Revoltados com aglomerações na manifestação realizada no sábado, moradores de um prédio jogaram ovos em bolsonaristas. A PM invadiu o prédio, algemou e levou pessoas a delegacia

Doze deputados estaduais do PT, Rede,  PSOL, PCdoB e PSB querem que a corregedoria da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) explique porque um mineiro de 31 anos, foi preso sob acusação de jogar ovos em manifestantes que se aglomeraram nas ruas de Belo Horizonte, no sábado (1º), para protestar contra o lockdown, pedir intervenção militar, o que é antidemocrático, e autorizar o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) a agir, não se sabe como.

O prédio de onde os ovos foram jogados, que fica na Avenida Afonso Pena, foi invadido pela Polícia Militar e por parlamentares alinhados a Bolsonaro. Eles bateram na porta do apartamento de Filipe da Fonseca Cezario, apontado como responsável pela ação e o levaram algemado para a delegacia, onde ficou detido por algumas horas e depois foi liberado. A prisão foi em flagrante, disse a PM, afirmando que tinha um vídeo do rapaz atirando os ovos, mas moradores dizem que ninguém viu esse vídeo.

O requerimento dos deputados solicitando explicações foi encaminhado à Comissão de Direitos Humanos e precisa de aprovação dos integrantes do grupo para ser remetido à PMMG, segundo o jornal Estado de Minas.

Os parlamentares também solicitaram que o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Apoio Comunitário do Ministério Público de Minas Gerais (CAO-DH) participe da apuração.

A suspeita de deputados é que o Filipe tenha sofrido violações de Direitos Humanos. Os policiais alegaram que a detenção ocorreu em flagrante, diz o jornal.

“É possível que tenha ocorrido arbitrariedade e que o rapaz tenha sido preso ilegalmente. Inclusive, que a polícia tenha entrado sem mandado judicial, condição para entrar na casa de uma pessoa”, diz Cristiano Silveira (PT), que já presidiu a Comissão de Direitos Humanos da ALMG e é um dos responsáveis pelo pedido de informações.

Filipe entrará com processo por danos morais, calúnia e difamação. “Eu temo pela minha vida, a ditadura bateu na minha porta. Foi uma ação política”, desabafou.

Tia, a ditadura já comecou e sou uma vítima

Nos grupos de WhatsApp circularam depoimentos de outras vítimas da ação truculenta e ilegal da PM mineira. Uma jovem que  mora na Avenida Afonso Pena, por onde a manietação circulou, contou a tia que as pessoas do prédio gritaram palavras como ‘genocida’ e, assim, atiraram ovos nos manifestantes. E, afirmou, na sequencia, PMs e aliados de Bolsonaro entraram no prédio e  bateram à porta de vários apartamentos.  Ela abriu a porta sem saber do que se tratava e foram todos que estavam no apartamento com ela foram levados algemados e levados para a delegacia da Floresta, ainda de pijama. Segundo o depoimento, ficaram na delegacia até o anoitecer, com frio e fome e bem tarde foram liberados.  A moça disse na mensagem: “Tia, a ditadura já começou e eu sou uma vítima!”

Fonte: CUT Brasil

Agência do Bradesco é fechada temporariamente após funcionários testarem positivo para Covid-19

Mais um estabelecimento precisou fechar as portas após funcionários testarem positivo para a Covid-19. Trata-se, desta vez, da agência bancária do Bradesco que fica localizada na praça Marques da Silva, no centro de Arapiraca.

Pelo menos dois funcionários testaram positivo pra Covid-1.

De acordo com as informações recebidas pelo Portal 7 Segundos, a agência foi fechada temporariamente por precaução, para evitar que outros funcionários sejam infectados pelo coronavírus.

Todos os funcionários passarão por testes antes de retomarem as atividades.

Os correntistas que precisarem de atendimento podem se dirigir até a agência do Bradesco localizada na Rua São Francisco, também no centro.Compartilhe

Fonte: 7 Segundos

Enquanto Bolsonaro dificulta a vacina ao povo, os ricos se vacinam nos EUA

O governo genocida de Bolsonaro tem dificultado o acesso da população à vacina, o que só faz aumentar o número de infectados e mortos de Covid-1 no Brasil.

Mas, os ricos tem conseguido driblar essa situação com o o turismo da vacina. Obviamente, tal oportunidade se concentra nas mãos de quem tem dinheiro para viajar e permissão de entrar no outro país – no caso dos latino-americanos ricos, o destino preferido são os Estados Unidos.

O país norte-americano já está com a vacinação em estágio avançado. Há duas semanas, o presidente Joe Biden anunciou que a vacina já estava liberada a qualquer adulto a partir de 16 anos. E toda essa velocidade também atrai os “forasteiros”, que em seus países ainda não têm a vacina disponível.

Muitos deles viajam em seus próprios jatos executivos ou fretam aeronaves, tomam a vacina e retornam aos seus países, com todo o distanciamento social proporcionado pelos voos privativos. Tudo isso ao custo de dezenas de milhares de dólares. No seleto rol, políticos, líderes evangélicos, personalidades da TV, executivos e jogadores de futebol.

Quem faz isso, sabe que há críticas de que estrangeiros estão se aproveitando dos contribuintes americanos ao serem vacinados nos Estados Unidos, já que o governo americano está pagando pelas vacinas e pelo custo de administrá-las a quem não tem seguro saúde. As restrições nos estados são poucas e uma pessoa consegue tomar sua dose mediante um breve cadastro, que pode usar até o endereço de um hotel para “provar residência” e apresentar um documento com foto.

É o turismo da vacina aumentando a desigualdade.

Fonte: Aero In

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