China pede aos EUA a libertação ‘imediata’ de Maduro

Pequim ainda solicitou que Trump “cesse seus esforços para subverter o regime venezuelano”

Num dos comunicados mais duros já emitidos desde o sequestro de Nicolas Maduro, o governo da China pediu aos EUA a libertação “imediata” do presidente venezuelano e de sua esposa. Ambos estão em Nova York e serão levados diante da Justiça.

“A China pede aos EUA que garantam a segurança pessoal do presidente Maduro e de sua esposa, que libertem imediatamente o presidente Maduro e sua esposa, que cessem seus esforços para subverter o regime venezuelano e que resolvam a questão por meio do diálogo e da negociação”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Pequim.

O governo chinês deve ainda apoiar as reivindicações da Venezuela, numa reunião de emergência que foi convocada pelo Conselho de Segurança da ONU e que ocorrerá nesta segunda-feira, em Nova York.

Pequim já havia declarado estar “profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano”.

A operação militar dos EUA ocorreu horas depois de um encontro do alto escalão chinês com o então presidente da Venezuela. No dia 2 de janeiro, Maduro recebeu o enviado chinês para a região, Qiu Xiaoqi. No encontro, Pequim insistiu que sua aliança com Caracas seria para “todo o tempo”. No encontro, o enviado chinês ainda criticou as sanções.

Redação com ICL

Atividade industrial inicia 2026 com retração

O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

A atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta sexta-feira.

O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Segundo os dados da pesquisa, todos os cinco subcomponentes tiveram influência negativa na última leitura.

— A indústria do Brasil foi severamente impactada pela retração da demanda… As novas encomendas não conseguiram se recuperar, mesmo com as empresas reduzindo seus preços de venda no ritmo mais forte em pouco menos de dois anos e meio. Os dados indicaram muito pouco que aponte para qualquer recuperação imediata no curto prazo — afirmou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

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Produção

A taxa de contração da entrada de novos negócios acelerou em dezembro, com os entrevistados identificando retração da demanda como o principal determinante das vendas menores. Isso desencadeou uma nova contração na produção industrial, a mais rápida desde setembro passado.

Quanto à demanda internacional por produtos brasileiros, embora ela tenha continuado a piorar, a taxa de redução das vendas externas moderou em relação a novembro.

A pesquisa mostrou ainda que os fabricantes no Brasil sinalizaram uma segunda queda mensal consecutiva nos custos de insumos no final de 2025, com a taxa de desconto marcando o ritmo mais rápido em 27 meses. As empresas relataram tarifas menores para energia, alimentos, frete, metais, plásticos e resina.

Emprego

A combinação de economia com os custos e esforços para estimular as vendas reduziu os preços cobrados pelos produtos, caindo pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais rápido desde julho de 2023.

Mas o aumento marginal no emprego registrado em novembro foi revertido em dezembro, com as empresas cortando o quadro de funcionários pela quarta vez em sete meses em meio a iniciativas de controle de custos e capacidade ociosa.

Apesar do cenário fraco, os produtores de bens preveem um aumento na produção durante 2026 em comparação aos níveis atuais. O otimismo foi atribuído à expectativa de melhores condições de demanda, redução da taxa de juros, investimentos em tecnologia e maior foco em aprimorar a produtividade.

Fonte: Correio do Brasil

QUAL SERÁ O PRÓXIMO?

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió,04 de Janeiro / 2026

Os EUA invadiram mais um pais do globo e em 2026 desembarcou seus soldados na Venezuela, estou falando do pais que faz fronteira com o Brasil, mais precisamente com os estados de Roraima e do Amazonas.
Antes de falar da Venezuela é preciso lembrar que os EUA ja invadiram muitos países e tem alguns muito fresquinhos em nossas mentes, sem que haja a necessidade de dar um google, Vietnã, Iraque, Afeganistão são alguns, mas desde a metade do século 19, a gringa ja aprontava.
A guerra produziu milhares, milhões de mortes, mas tambem milhões de dólares para os atores dos conflitos. Haja pólvora!

A narrativa dos EUA para a invasão do Vietnã se baseava em derrotar o Comunismo, que naquela época ja era visto como algo demoníaco, mas o Tio Sam não se saiu muito bem e o comunismo nesse episódio “venceu” a guerra.
O Comunismo segue vivo no Vietnã com boas pitadas do capitalismo em suas entranhas.
Em 2001 o Afeganistão sentiu a fúria dos EUA. Depois dos ataques do 11 de Setembro, o pais do saudita Bin Laden foi invadido, a guerra tinha como objetivo acabar com o regime Talibã, destruir a Al Qaeda e matar o Bin Laden, depois de 20 anos de ocupação mataram o Bin somente e abandonaram o pais sem dizer bye bye!
No Iraque em 2003 os EUA acusavam Saddan Hussein de fabricar armas de destruição em massa e de apoiar o terrorismo, desembarque certo no Oriente Médio com a corda no pescoço do Saddan literalmente. Nenhuma acusação foi provada que justificasse a invasão e a guerra durou longos quase 9 anos.

Agora chegou a vez da Venezuela e Nicolas Maduro que está sendo acusado de chefiar um cartel de drogas. Trump invadiu, prendeu o Maduro e sem cerimônia disse em outras palavras; o petróleo é nosso!
Podemos gostar ou não dos vietnamitas, podemos gostar ou não do Saddan, podemos gostar ou não do Bin Laden e tambem podemos ou não gostar do Maduro, mas precisamos gostar, digo lembrar, que os paises outrora invadidos ficavam a milhares de quilômetros da gente, ja a Venezuela fica a um passo de Pacaraima(RR) um pulinho de Uiramutã(AM) ou seja, no nosso quintal.
Os EUA mudam seus Presidentes mas agem da mesma forma, como donos do mundo, invadem, prendem, executam, roubam as riquezas locais e consolidam o imperialismo americano como a arma mais letal dos últimos séculos.

Pra finalizar; ja tem “patriota” se declarando para o Trump, comemorando a invasão na Venezuela e torcendo para acontecer o mesmo com o “Brazil”.
“Ouremos”

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 06 – Edição 265

EUA bombardeiam a Venezuala e sequestram Maduro para roubar o petróleo

Na madrugada deste sábado 3 de janeiro, o território da República Bolivariana da Venezuela foi bombardeado por aviões dos Estados Unidos, violando assim de forma unilateral a soberania do país vizinho, num verdadeiro ato de guerra ao arrepio de qualquer norma do direito internacional.

Desde setembro do ano passado iniciou-se uma escalada agressiva contra a Venezuela com a concentração inédita de forças navais militares dos EUA no Mar Caribe, que já havia provocado a destruição de mais de 30 embarcações em nome de um pretenso combate ao narcotráfico, com o saldo de mais de cem mortos. Em seguida houve os casos de pirataria praticados pelo governo Trump ao sequestrar navios com petróleo venezuelano.

Agora essa operação, que visa derrubar o governo Maduro para botar a mão nas riquezas do país, atinge diretamente o solo venezuelano, com ataques aéreos em Caracas e nos estados de Miranda, Arágua e La Guaira.

Trata-se de uma ação de guerra que afeta toda a América Latina e Caribe e que deve ser rechaçada por todos os governos que defendem a soberania nacional e a paz, não só em nossa região, mas em todo o mundo. O que pede uma ação comum de governos como os de Lula, Petro, Sheinbaum e outros em defesa da Venezuela agredida.

Durante pronunciamento, Trump disse que os Estados Unidos irão governar a Venezuela até que ocorra uma transição de poder considerada “segura, adequada e sensata”. Ele não estabeleceu um prazo para o fim dessa administração provisória nem detalhou como será estruturada a gestão do país nesse período.

O presidente também afirmou que grandes empresas norte-americanas do setor de energia devem atuar na recuperação da infraestrutura venezuelana, com foco na exploração e no escoamento do petróleo. Segundo ele, esse processo faria parte da reorganização econômica do país após a mudança de governo.

Trump declarou ainda que os Estados Unidos estão preparados para realizar novas ações militares, caso considerem necessário. Ele afirmou que a operação teve como objetivo impedir o envio de drogas ao território norte-americano e mencionou que embarcações interceptadas transportariam entorpecentes em grande escala.

Na Venezuela, o Ministério da Defesa informou que alvos militares foram atingidos em Caracas e em outros estados do país. O governo venezuelano declarou que áreas civis também foram afetadas, mas até o momento não divulgou números oficiais de mortos ou feridos.

Fonte: Petista com DCM

Tesla deixa de ser maior fabricante de veículos elétricos do mundo, e BYD passa a ser líder

Montadora de Elon Musk informou que entregou 1,64 milhão de veículos em 2025, uma queda de 9% em relação ao ano anterior. A chinesa BYD vendeu 2,26 milhões de veículos no ano passado.

Tesla perdeu na sexta-feira (2) o posto de maior fabricante de veículos elétricos do mundo, com a redução nas vendas pelo segundo ano consecutivo. A marca sofre com a reação negativa de consumidores e forte concorrência internacional.

A montadora do bilionário Elon Musk informou que entregou 1,64 milhão de veículos em 2025, uma queda de 9% em relação ao ano anterior. A chinesa BYD, que vendeu 2,26 milhões de veículos no ano passado, passou a liderar o ranking global de fabricantes de veículos elétricos.

No quarto trimestre, as vendas da Tesla somaram 418.227 unidades, abaixo das 440 mil projetadas por analistas ouvidos pela FactSet. O resultado foi prejudicado pelo fim do crédito tributário de US$ 7.500, encerrado pelo governo Trump no fim de setembro.

Ainda assim, as ações da Tesla operavam praticamente estáveis, a US$ 450,27, no início do pregão desta sexta-feira.

Os acionistas ainda apostam que Musk conseguirá avançar em seus planos de posicionar a companhia como líder em inteligência artificial e estimular a adoção de robôs humanoides para tarefas básicas em casas e escritórios.

Refletindo esse otimismo, a ação encerrou 2025 com alta de cerca de 11%.

O trimestre mais recente marcou o início das vendas das versões mais baratas do Model Y e do Model 3, apresentadas por Musk no começo de outubro como parte de um esforço para impulsionar a demanda.

O novo Model Y custa pouco menos de US$ 40 mil, enquanto o Model 3 mais acessível sai por menos de US$ 37 mil. Essas versões devem ajudar a Tesla a competir com modelos chineses na Europa e na Ásia.

Em grande parte, os investidores minimizaram os números mais fracos e passaram a focar a estratégia de Musk em outras áreas do negócio.

Musk tem afirmado que a queda nas vendas de veículos é menos relevante neste momento, já que o futuro da empresa estaria mais ligado ao serviço de robotáxis sem motorista, ao negócio de armazenamento de energia e ao desenvolvimento de robôs para uso doméstico e industrial.

Para os resultados do quarto trimestre, que serão divulgados no fim de janeiro, analistas esperam queda de 3% nas vendas e recuo de quase 40% no lucro por ação, segundo a FactSet. A expectativa é que a tendência negativa comece a se reverter ao longo de 2026.

Nesse contexto, os diretores da Tesla aprovaram para Musk um bônus potencialmente elevado na assembleia anual realizada em novembro.

Musk, já o homem mais rico do mundo, obteve outro ganho relevante há duas semanas, quando a Suprema Corte de Delaware reverteu uma decisão que o havia privado de um pacote de remuneração de US$ 55 bilhões concedido pela Tesla em 2018.

Fonte: G1

PF determina volta ao trabalho de Eduardo Bolsonaro após ter mandato cassado

A perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) produziu efeitos imediatos fora do Congresso e levou a Polícia Federal a determinar o retorno do deputado cassado às funções de escrivão da corporação. Em ato declaratório publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2), a PF ordena o “retorno imediato para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”, com a advertência de que a “ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.

Eduardo ingressou na PF em 2010 como escrivão e permaneceu afastado das atividades policiais enquanto exerceu seus mandatos na Câmara dos Deputados. Desde março do ano passado, ele está nos Estados Unidos, após licenciar-se do cargo parlamentar.

Em dezembro, a Mesa Diretora declarou a perda do mandato por excesso de faltas não justificadas. O ato da PF, assinado pelo diretor substituto de gestão de pessoas, Licinio Nunes de Moraes Netto, fixa a reapresentação do servidor à delegacia de Angra dos Reis (RJ), onde Eduardo está lotado.

A cassação ocorreu em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara também decretou a perda do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ). A Constituição prevê a perda do cargo quando o parlamentar falta a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Eduardo ultrapassou esse limite. Em setembro, Motta chegou a barrar uma manobra do PL que tentava driblar as ausências ao indicá-lo líder da minoria, posição cujos ocupantes não precisam justificar faltas; a designação não foi aceita.

No período em que permaneceu fora do país, Eduardo passou a atuar politicamente a partir do exterior. Dos Estados Unidos, articulou ações junto a autoridades do governo estadunidense e lideranças conservadoras para pressionar instituições brasileiras, além de defender sanções e medidas comerciais contra o Brasil. Ele afirma ter viajado por sofrer perseguição política, argumento que sustenta em declarações públicas e nas redes sociais.

A atuação internacional levou o deputado cassado a se tornar réu no Supremo Tribunal Federal, sob acusação de coação. Paralelamente, a estratégia de pressionar autoridades brasileiras perdeu força após o recuo do governo dos EUA em relação às sanções da Lei Magnitsky aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, episódio que enfraqueceu o capital político de Eduardo no exterior.

Apesar dos movimentos do filho, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista e cumpre pena na sede da PF em Brasília. O desfecho judicial agravou o isolamento do clã e acelerou os efeitos administrativos da cassação sobre Eduardo, agora obrigado a regularizar sua situação funcional.

Com o ato publicado, a Polícia Federal deixa claro que o retorno não é opcional. A reapresentação tem caráter formal, mas a advertência sobre faltas sinaliza que novas ausências podem resultar em sanções disciplinares.

Caso permaneça no exterior sem justificativa aceita, o ex-deputado poderá enfrentar processos administrativos na corporação, abrindo um novo capítulo de disputas, agora no âmbito funcional.

Fonte: DCM

Governo de Santa Catarina desvia mais de R$1 bi ao ensino superior privado

Dados do Portal da Transparência coletados no dia 31 de dezembro indicam que o estado de Santa Catarina gastou, em 2025, mais de um R$ 1,1 bilhão de reais com o programa Universidade Gratuita, que banca instituições de ensino superior da rede particular, entre privadas e comunitárias. O valor é cerca de R$ 340 milhões a mais do que o investido em 2024, ano em que foram constatados indícios de fraudes a partir de uma análise do Tribunal de Contas do Estado, como o pagamento de bolsas de estudos a alunos milionários.

A universidade que mais recebeu recursos foi a Univali, com R$ 156 milhões, R$ 40 milhões a mais do que em 2024. Recentemente, a instituição foi alvo de polêmica por ser sede de um evento com o deputado federal Nikolas Ferreira, aliado do governador, o que gerou protesto.

Quando lançou o projeto que bancava cursos em universidades particulares, Jorginho Mello já prometia um aumento gradativo no valor dos repasses, que foram maiores do que os da Universidade do Estado de Santa Catarina, entidade pública que contou com R$ 744 milhões do orçamento em 2025.

As universidades comunitárias receberam, juntas, cerca de R$ 884 milhões. Outros R$ 229 milhões foram direcionados a instituições do setor privado. Somado, o investimento representa a metade do que o governo estadual gasta com educação básica e um quarto do que representa a folha de pagamento de professores e servidores da educação.

Fraudes sem respostas

Em junho de 2025, o programa Universidade Gratuita, bandeira de marketing na educação do governo Jorginho Mello, passou por um período de crise breve após o escrutínio do TCE-SC. Uma análise detalhada das contas de 2024 apresentou indícios de fraudes, dentre as quais o pagamento de bolsas a estudantes de famílias milionárias, em especial nos cursos de Medicina.

A análise pautou discussões na Assembleia Legislativa e levou o programa a ser revisto em um momento no qual a presidente da associação que reúne a maior parte das instituições beneficiadas foi alçada ao posto de secretária de Educação. Luciane Ceretta é também reitora licenciada da Unesc, universidade que recebeu R$128 milhões do Universidade Gratuita em 2025.

Mesmo com a divulgação de que mais de R$ 320 milhões dos cofres públicos podem ter sido investidos para pagar bolsas com suspeitas de fraude entre 2023 e 2024, o governo não propôs nenhuma medida de ressarcimento do investimento. No entanto, anunciou a alteração de algumas regras, como a do limite de renda per capita para bolsistas de Medicina: antes, era de oito salários mínimos por pessoa da família, agora é de quatro

A ocultação de um relatório interno da Controladoria Geral do Estado com dados que confirmavam a apuração do TCE e que teve circulação interna meses antes da análise do Tribunal ser divulgada também mostrou que parentes dos membros da comissão que selecionava bolsistas estavam sendo beneficiados. O estado modificou a regra.

O mesmo relatório revelou que o governo já conhecia as fragilidades e inconsistências do programa, mas não promoveu modificações antes de os indícios de fraudes ganharem repercussão nacional. O levantamento mostrou que beneficiados tinham famílias com barcos, jet ski, carros de luxo e empresas com capital social milionário.

O ano de 2025 também encerrou sem desdobramentos das investigações do Ministério Público de Santa Catarina e da Polícia Civil. O órgão de segurança chegou a se envolver no assunto tão logo as suspeitas de fraudes se tornaram públicas, mas teve mandados de busca e apreensão rejeitados pela Justiça e acabou se ocupando apenas de bolsistas que fraudaram a regra de moradia no estado há pelo menos cinco anos.

Ações afirmativas sob ataque

Apesar de tentar copiar o modelo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do governo federal, o Universidade Gratuita é diferente pois foi desenhado mais como uma forma de aumentar repasses às instituições do que como política pública.

As regras preveem cortes de renda de até quatro salários mínimos per capita no grupo familiar do aluno beneficiado. No Prouni, o teto é de 1,5 salários mínimos. Isso significa que o estudante de uma família de quatro pessoas com renda total de cerca de R$26 mil mensais pode ser contemplado pelo governo catarinense.

Outra diferença é que o Universidade Gratuita é voltado exclusivamente para quem mora em Santa Catarina há pelo menos cinco anos. Diferentemente do Prouni, o programa do governador bolsonarista também ignora as ações afirmativas e o Enem como modalidade de ingresso. Em 2025, Santa Catarina foi o estado com o menor número de inscritos no exame na rede pública.

Em dezembro, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou uma lei que extingue o repasse de verbas públicas para universidades com políticas de ações afirmativas. Se sancionado, o projeto impediria que houvesse reserva de vagas no Universidade Gratuita, assunto que chegou a entrar em discussão, mas que também foi rejeitado pelos deputados.

Em outubro, pouco antes de aprovar o PL anti-cotas, os deputados votaram contra uma proposição da deputada Luciane Carminatti (PT) para instituir cotas para pessoas pretas, pardas e indígenas no programa do governo estadual. Nesta mesma votação, os deputados instituíram o limite patrimonial para os bolsistas beneficiados e garantiram o acesso ao benefício a estudantes com patrimônio familiar de até R$1,5 milhão.

Fonte: ICL

ONU em alerta após Israel bloquear ações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia

Tel Aviv revogou licenças de 37 organizações, incluindo Médicos Sem Fronteiras; ONU rejeita ‘a mais recente proibição de um ciclo de restrições ilegais’ no enclave

Israel mais uma vez mostrou mais uma vez seu pior lado após a entrada em vigor da proibição de dezenas de organizações humanitárias de ajuda nos territórios palestinos ocupados.

A medida, que revogou as licenças de operação de 37 grupos, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Conselho Norueguês de Refugiados, foi denunciada como um ataque direto à assistência vital que sustenta centenas de milhares de palestinos em meio à devastação, apartheid e genocídio sionista.

Na quinta-feira (01/01), um grupo de 19 organizações de direitos humanos sediadas em Israel emitiu uma declaração chamando a decisão de flagrante violação dos princípios humanitários.

“Isso mina ações humanitárias fundamentadas, coloca em risco funcionários e comunidades, e compromete a entrega eficaz da ajuda”, afirmaram.

Os grupos lembraram que, como potência ocupante, Israel tem a obrigação de garantir suprimentos adequados à população civil palestina, mas não apenas não cumpre essa responsabilidade, como também impede que outros atores internacionais preencham essa lacuna.

As novas regulamentações exigem que ONGs internacionais que atuam em Gaza e na Cisjordânia forneçam informações detalhadas sobre sua equipe, financiamento e operações.

Israel justifica a medida alegando supostos vínculos dessas organizações com o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina, embora sem apresentar provas.

As ONGs reagiram alegando que Israel tem apenas uma campanha sistemática para dificultar o trabalho daqueles que auxiliam os palestinos.

“O novo arcabouço de registro viola os princípios humanitários fundamentais de independência e neutralidade”, denunciaram organizações como a B’Tselem. Eles também alertaram que condicionar a ajuda ao alinhamento político e exigir a divulgação de dados pessoais sensíveis expõe trabalhadores humanitários e suas famílias a riscos de vigilância e danos.

Médicos Sem Fronteiras, uma das organizações afetadas, disse que ainda está aguardando a renovação do registro para operar em Gaza e na Cisjordânia sob as novas regras. “O sistema de saúde palestino está dizimado, infraestrutura essencial está destruída e as pessoas lutam para suprir necessidades básicas. As pessoas precisam de mais serviços, não menos”, disse a organização nas redes sociais. Se o acesso for perdido, centenas de milhares de palestinos ficarão sem cuidados médicos essenciais.

A proibição ocorre em meio ao genocídio contínuo de Israel contra os habitantes de Gaza, onde as restrições à entrada de alimentos, remédios e outros suprimentos essenciais agravaram uma crise humanitária sem precedentes.

Na Cisjordânia, a violência também se intensificou, o exército israelense expulsou dezenas de milhares de palestinos de suas casas, cometendo crimes de guerra e crimes contra a humanidade em flagrante delito.

ONU também está em alerta

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que a proibição de ONGs constitui “a mais recente de um ciclo de restrições ilegais ao acesso humanitário” nos territórios ocupados.

Martin Griffiths, ex-chefe humanitário da ONU e membro do Conselho Norueguês de Refugiados, expressou pessimismo quanto ao futuro imediato.

“A realidade é que essas agências são essenciais para a entrega da ajuda. Eles são a última milha que realmente prestam assistência às pessoas envolvidas”, disse o funcionário à Al Jazeera.

Essa medida chega aos palestinos em um momento em que vivem em um cenário onde a infraestrutura é destruída, o sistema de saúde colapsa e a população fica presa entre violência e bloqueio, a exclusão de ONGs internacionais ameaça aprofundar ainda mais o sofrimento de milhões de civis.

Para os defensores dos direitos humanos, impedir ações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia não é apenas uma violação do direito internacional, mas também perpetua a impunidade por crimes cometidos pelo Estado de Israel diariamente.

Fonte: Ópera Mundi

Isenção de IR do governo Lula beneficiou 60% dos professores de Alagoas

Sancionada em novembro, a reforma do Imposto de Renda (IR) entrou em vigor nesta quinta-feira (1º). O novo modelo, que aumenta a faixa de isenção para cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês, traz mudanças relevantes tanto para os trabalhadores quanto para investidores e contribuintes de alta renda.

Alagoas passou a figurar entre os estados com maior impacto positivo da nova isenção do Imposto de Renda (IR), ao mais que dobrar o número de professores da educação básica que deixarão de pagar o tributo a partir de 2026. O estado torna-se destaque nacional na valorização dos profissionais da educação após a aprovação da medida histórica pelo Congresso Nacional e sua sanção pelo Executivo federal.

A medida beneficia diretamente milhares de docentes alagoanos e faz com que o percentual de professores isentos no estado salte de 26,2% para 59,6%, índice acima da média nacional histórica e com impacto direto no orçamento das famílias.

Em números absolutos, o avanço é ainda mais expressivo. Dos cerca de 38,3 mil docentes da educação básica em Alagoas, aproximadamente 10 mil professores estavam enquadrados na faixa de isenção prevista na legislação anterior.

Com a nova lei, promessa de campanha do presidente Lula, esse contingente sobe para cerca de 22,8 mil educadores, o equivalente a quase 60% da categoria, evidenciando uma mudança concreta na renda, na estabilidade financeira e na valorização dos profissionais que atuam diariamente nas salas de aula do estado. Os dados são do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Redação com Alagoas 24 horas

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