Protestos de camponeses na Bolívia ampliam pressão por renúncia de Rodrigo Paz

Agricultores aimarás de províncias de La Paz decidiram manter os protestos contra o governo da Bolívia e reforçaram a exigência de renúncia do presidente Rodrigo Paz Pereira. As mobilizações incluem bloqueios de estradas, adesão de sindicatos do transporte urbano à greve por tempo indeterminado e atos convocados por organizações sociais, as informações são da teleSUR.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Segundo a Telesur, a decisão foi reafirmada nesta terça-feira (19), durante uma assembleia realizada em El Alto, cidade vizinha à capital La Paz. Os manifestantes defenderam a consolidação dos bloqueios que, há cerca de duas semanas, afetam rotas para o interior do país e também a estrada que liga a região ao Peru.Play Video

O correspondente da teleSUR na Bolívia, Freddy Morales, informou que sindicatos de transporte urbano de El Alto anunciaram nas últimas horas sua adesão à greve por tempo indeterminado e aos bloqueios na cidade. A medida foi tomada em resposta ao que os setores mobilizados apontam como descumprimento de acordos anteriores pelo governo.

As reivindicações também acompanham a pauta da Central Operária Boliviana (COB) e de conselhos de bairro, que aderiram de forma ampla às mobilizações registradas na segunda-feira (18). Apesar da tensão política, o centro de La Paz manteve parte de suas atividades, ainda que com circulação reduzida de veículos em razão da escassez de combustível.

A crise ganhou força depois que uma marcha chegou a La Paz na segunda-feira, somando-se a atos convocados pela COB, por camponeses aimarás e por organizações sociais de El Alto. Os grupos tinham como principal palavra de ordem a saída de Rodrigo Paz da Presidência.

Durante os protestos na capital boliviana, forças de segurança prenderam 124 pessoas. Os manifestantes tentaram avançar em direção à Praça Murillo, área central do poder político boliviano, mas foram contidos com gás lacrimogêneo. O Ministério Público informou posteriormente que 95 dos detidos foram libertados.

Em meio à escalada das manifestações, o ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, afirmou que adotará uma “linha dura” contra bloqueios e contra qualquer ação que, segundo ele, busque desestabilizar a democracia ou o governo. A declaração ocorreu no contexto da política de endurecimento da resposta estatal aos protestos.

A Procuradoria-Geral da Bolívia também emitiu um mandado de prisão contra Mario Argollo, secretário-executivo da COB. Ele é acusado de supostos crimes como incitação à violência pública e terrorismo, entre outros. De acordo com as informações divulgadas, o dirigente sindical está foragido para evitar a captura.

As mobilizações são lideradas pela Central Operária Boliviana, pela Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros da Bolívia (FSTMB), por organizações camponesas e por setores ligados ao ex-presidente Evo Morales. A articulação desses grupos transformou La Paz e El Alto nos principais focos da pressão social contra o governo.

Nos últimos dias, os bloqueios e protestos provocaram impactos no abastecimento de alimentos, medicamentos e combustível, afetando diretamente milhares de pessoas. A situação expôs o agravamento das tensões políticas e sociais no país, em meio a disputas dentro do movimento popular, críticas à condução econômica e cobranças relacionadas ao custo de vida.

A continuidade das manifestações indica que a crise boliviana segue sem solução imediata. Com a adesão do transporte urbano, a manutenção dos bloqueios e o avanço de medidas judiciais contra lideranças sindicais, o conflito entre o governo de Rodrigo Paz e os setores mobilizados tende a permanecer no centro da vida política do país.

Fonte: Brasil 247

Lula dispara e abre distância de 9 pontos para Flávio Bolsonaro no 2° turno, diz pesquisa Vox Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Vox Brasil divulgada nesta quarta-feira (20). O petista tem 46,8% das intenções de voto, contra 38,1% do senador, uma vantagem de 8,7 pontos percentuais.

O levantamento é a segunda pesquisa nacional realizada após a divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A conversa veio a público em 13 de maio, em reportagem do Intercept Brasil, e passou a ocupar o centro da pré-campanha presidencial do PL.

PUBLICIDADE

No diálogo, datado do início de 2025, Flávio negociava com Vorcaro o pagamento de US$ 24 milhões. O valor, segundo a versão apresentada pelo senador, seria destinado ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa da Vox Brasil confirma o movimento de desgaste do senador já apontado pela AtlasIntel/Bloomberg na terça-feira (19). No levantamento anterior da Vox, Flávio aparecia numericamente à frente, com 43,8%, enquanto Lula tinha 40,2%. Agora, o senador perdeu 5,7 pontos, e o presidente subiu 6,6 pontos no mesmo intervalo.

A AtlasIntel também mostrou impacto negativo do caso entre os eleitores. Segundo a pesquisa, a candidatura de Flávio foi considerada “muito enfraquecida” por 45,1% dos entrevistados e “um pouco enfraquecida” por 19%. Outros 15% disseram que o episódio não afetou a pré-candidatura.

Ainda na AtlasIntel, 51,7% dos participantes avaliaram que a conversa entre Flávio e Vorcaro representa evidência de envolvimento direto do senador no caso. Após a divulgação do levantamento, o PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral para contestar a pesquisa, sob o argumento de que o questionário teria induzido respostas negativas sobre Flávio.

A Vox Brasil também testou cenários de segundo turno com Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), mas o principal dado político do levantamento é a inversão no confronto direto entre Lula e Flávio após a repercussão do caso Vorcaro. O resultado amplia a pressão sobre o senador em um momento de cobranças internas no PL.

Créditos na imagem

A pesquisa ouviu 2.100 pessoas em todo o país entre os dias 17 e 19 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02416/2026. O estudo custou R$ 50 mil e foi pago com recursos próprios.

Fonte: DCM

Lula cria programa de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativos

Presidente Lula assinou nesta terça (19/5) Medida Provisória que prevê crédito a juros baixos para aquisição de veículos novos e sustentáveis com preço de até R$ 150 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (19), em São Paulo, a medida provisória que cria o Move Aplicativos, iniciativa que faz parte do programa Move Brasil, que vai oferecer linhas especiais de financiamento para compra de carros novos a juros mais baixos para motoristas de aplicativos e taxistas. 

“Um carro que custa R$ 143 mil, financiado em 72 meses, vai permitir que vocês paguem R$ 3 mil de financiamento”, explicou Lula. 

“Muitas vezes um companheiro que trabalha de Uber prefere alugar o carro porque a manutenção é muito cara. Mas com o carro novo, a manutenção vai ser mais rara. E o que vai acontecer é que você estará pagando metade do que você pagava e com um patrimônio que será seu. Esse dinheiro vai sobrar para o seu filho, para a sua mulher e para a sua filha. Ele será extraordinariamente vantajoso para vocês”, acrescentou.

O presidente Lula também assinou a medida provisória que reduz as exigências e os requisitos necessários para o trabalho de mototaxistas e motoboys. 

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, no lançamento do Move Aplicativos – Foto: Ricardo Stuckert/PR

“A medida provisória vai acabar com a obrigatoriedade do curso do motofrete, com a obrigatoriedade da placa vermelha e com a obrigatoriedade do mínimo de 20 anos para trabalhar como motofrete”, explicou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

O Move Aplicativos será voltado para taxistas registrados, ativos e com regularidade fiscal, e para motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos um ano e com, no mínimo, 100 corridas pelo mesmo período, na mesma plataforma.

A nova linha de crédito vai oferecer até R$ 30 bilhões para os motoristas, com condições especiais para financiamento de veículos novos e sustentáveis. 

Os recursos, segundo o governo federal, vão ser repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai operacionalizar o programa.

“Nossa estimativa é que em torno de 1,4 milhão de trabalhadores vão poder acessar o programa. As empresas de aplicativos vão nos passar o cadastro e demonstrar que esse motorista trabalhou pelo menos um ano e que ele fez pelo menos 100 corridas. E daí esse motorista poderá então participar desse empréstimo. Os táxis serão a mesma coisa”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Os carros novos poderão custar até R$ 150 mil e precisa ser de montadora habilitada no programa e enquadrado como sustentável, podendo ser flex, elétrico ou híbrido a etanol. 

Os valores das taxas de juros e prazos ainda vão ser definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda esta semana.

Segundo Mercadante, as montadoras que vão participar do programa também precisarão atender a algumas exigências, como o preço do veículo, que terá que ser abaixo da tabela. 

Confira mais informações sobre o Mova Brasil no Repórter Brasil, da TV Brasil

A expectativa do governo é que sejam comercializados, no mínimo, 200 mil carros, disse Mercadante.

“A taxa de juros [para o financiamento] vai ser de 12,6% ao ano para homens. Para mulheres, será de 11,5%, e elas também vão poder financiar equipamentos de segurança”, anunciou Mercadante.

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o programa “é um pacote de pai para filho” e vai oferecer também seis meses de carência para os motoristas. 

“Você pega um carro agora e só vai pagar a primeira parcela daqui a seis meses. E terá 72 meses para pagar [o financiamento]”, explicou.

Essa nova linha de financiamento, de acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Elias Rosa, estará disponível a partir do dia 19 de junho.

“Quem, eventualmente, financiar R$ 100 mil para comprar um carro, pagaria hoje em torno de R$ 4,2 mil de locação. Mas financiando o seu carro próprio em 72 meses, a parcela paga ficará em torno de R$ 2,5 mil. Se ele comprar um carro financiado de R$ 149 mil, com esse financiamento de 72 meses e carência de seis meses, ele vai pagar em torno de R$ 3.850 mil de prestação, enquanto a locação desse carro seria em torno de R$ 6 mil. Ou seja, ele vai pagar de prestação ao longo de 72 meses a metade do que pagaria de locação hoje”, disse o ministro.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher um cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, será informado se poderá participar do programa. 

A partir do dia 18 de junho, quem recebeu a confirmação de participação no programa poderá procurar as concessionárias e instituições financeiras para análise de crédito.

Outras medidas

Segundo Boulos, o governo federal também planeja criar outras medidas para beneficiar motoristas de aplicativos, especialmente os mototaxistas e motoboys. 

Entre as medidas está a criação de 100 pontos de apoio para motoristas de aplicativos, equipados com banheiros, áreas de descanso e pontos de carregamento de celulares. 

Outra medida que o governo pretende adotar, segundo Boulos, é incorporar como acidente de trabalho os acidentes ocorridos com motoristas de aplicativos.

“Infelizmente é muito frequente o acidente com moto nas grandes cidades e hoje isso é tratado como acidente comum. A partir dessa nova definição, que foi tomada e assinada pelo SUS, todas as UPAs e prontos socorros do país vão estar orientados a colocar o prontuário desse acidente como acidente de trabalho, para que você possa buscar o seu direito pela justiça”, explicou Boulos.

Em discurso durante o lançamento do programa, o presidente Lula anunciou que o governo federal está planejando criar também um programa de financiamento para os mototaxistas e motoboys. 

“Conversamos com várias empresas aqui, mas ainda não foi possível a gente acertar o ponto. As motos aqui no Brasil são mais caras. Mas eu ainda sonho em poder dar aos motoqueiros deste país o direito de comprar uma moto boa, de qualidade, e com preço mais acessível financiado pelo governo”, afirmou.

O evento, na Casa de Portugal, reuniu ministros, sindicalistas, presidentes de bancos e de entidades patronais como Febraban e Anfavea, além de ex-ministros e pré-candidatos às eleições. 

Também esteve presente ao evento o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a primeira-dama, Janja da Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi bastante aplaudido pelo público presente.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa de professor da UNEAL revela como o crédito aprofunda desigualdades no cotidiano das cidades brasileiras

Tese defendida na USP analisou formas bancárias, não bancárias e informais de crédito, com destaque para a agiotagem em suas múltiplas expressões

O crédito costuma ser apresentado como solução para o consumo, o empreendedorismo e a inclusão financeira. Mas, em muitos contextos, ele também pode funcionar como mecanismo de dependência, endividamento e drenagem da renda das populações mais pobres. Essa é uma das questões centrais analisadas pelo professor Dhiego Antonio de Medeiros, da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL/Campus III, em tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo – USP.

A pesquisa, intitulada “Mercados de crédito e circuitos da economia urbana no território brasileiro: desigualdades e financeirização na era da globalização”, foi defendida no dia 8 de maio de 2026, no Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP.

Na tese, o professor analisou os mercados de crédito como fenômenos urbanos e territoriais, articulados à financeirização da economia, às desigualdades socioespaciais e aos diferentes circuitos da economia urbana no Brasil. O estudo parte da compreensão de que o crédito não pode ser visto apenas como instrumento financeiro, mas como uma mediação concreta da vida cotidiana.

“O crédito não é apenas um instrumento financeiro. Ele é uma mediação concreta da vida cotidiana que atravessa o consumo, o trabalho, a moradia, a circulação e as formas de permanência das pessoas nos lugares”, afirma o professor Dhiego Antonio de Medeiros.

Ao longo da pesquisa, o professor investigou como o crédito, ao incorporar o preço do dinheiro por meio dos juros, participa da drenagem das rendas das economias urbanas pobres. A tese mostra que a expansão do crédito no território brasileiro não eliminou as desigualdades de acesso ao dinheiro. Ao contrário, revelou mercados de crédito interdependentes, hierarquizados e marcados por forte seletividade territorial.

O trabalho propõe uma leitura plural dos mercados de crédito, considerando não apenas bancos e instituições financeiras tradicionais, mas também financeiras, correspondentes bancários, fintechs, Empresas Simples de Crédito e práticas populares, não bancárias e informais. Entre elas, aparecem o fiado, as rifas, a conversão de limites de cartão em dinheiro, a agiotagem em suas múltiplas expressões e modalidades como o chamado “gota a gota”, prática de empréstimo informal difundida em diferentes países sul-americanos.

A investigação evidencia ainda que essas formas de crédito não se restringem às relações econômicas imediatas. Em determinados contextos, elas se articulam a estruturas de poder local, oligarquias, relações de dependência pessoal e dinâmicas político-eleitorais, incluindo a problemática do “preço do voto”. Nesse sentido, a tese contribui para compreender como juros, endividamento e acesso desigual ao dinheiro podem reforçar formas de subordinação social e territorial.

O trabalho foi orientado pelo professor Dr. Fabio Betioli Contel, da FFLCH/USP. A banca examinadora foi composta pelo professor Dr. Ricardo Méndez Gutiérrez del Valle, da Universidad Complutense de Madrid; pela professora Dra. Marina Regitz Montenegro, da FFLCH/USP; e pela professora Dra. María Laura Silveira, da Universidad de Buenos Aires/CONICET.

Durante a defesa, a banca destacou o caráter original e inédito da tese, ressaltando sua contribuição para os debates sobre crédito, financeirização, desigualdades territoriais e circuitos da economia urbana. Os examinadores também recomendaram a publicação do trabalho em forma de livro.

A pesquisa contou com apoio da CAPES/PROEX e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. O percurso incluiu bolsa regular de doutorado e estágio de pesquisa no exterior, por meio da modalidade BEPE/FAPESP, realizado na Universidad Complutense de Madrid, na Espanha, sob a supervisão do professor Dr. Simón Guillermo Sánchez Moral. O professor também atuou como pesquisador visitante na Universidad del Valle, em Cali, na Colômbia, ampliando a interlocução internacional da pesquisa.

A conclusão do doutorado reforça a inserção acadêmica da UNEAL em redes nacionais e internacionais de pesquisa e amplia as contribuições do Curso de Licenciatura em Geografia do Campus III para o debate sobre território, economia urbana, financeirização e desigualdades no Brasil. Também fortalece as atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas no âmbito do Laboratório de Geografia Econômica e Planejamento Territorial – LAGEP.

Atlas: Lula tem 47% das intenções de voto no 1º turno; Flávio, 34,3%

Senador recuou 5,4 pontos percentuais desde o último levantamento; pesquisa foi feita após a divulgação do áudio entre pré-candidato do PL e ex-banqueiro Daniel Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera cenários de primeiro turno testados pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).

O levantamento mostra o petista à frente dos principais nomes da direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD); e o líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão).

A pesquisa também testou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no lugar de Flávio em um dos cenários.

Na primeira simulação, Lula tem 47% das intenções de voto contra 34,3% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece com 6,9%, empatado tecnicamente com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem 5,2%; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) surge com 2,7%. O escritor Augusto Cury (Avante) soma 0,4% das intenções de voto, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 0,2%. Brancos e nulos são 1,4%, e 1,9% não soube responder.

Na série histórica, Lula oscilou 0,4 ponto percentual para cima, enquanto Flávio recuou 5,4 pontos percentuais após a divulgação do áudio em que pede recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Com isso, a distância entre Lula e Flávio quase dobrou numericamente: passou de 6,9 pontos percentuais em abril para 12,7 pontos em maio.

Outro destaque do levantamento é o crescimento de Renan Santos. O pré-candidato tinha 2,9% em abril e agora aparece com 6,9%, assumindo a terceira colocação.

No segundo cenário, Lula marca 46,7% das intenções de voto. Zema aparece com 17%; Caiado, com 13,8%; e Renan Santos, com 8%.  Aldo Rebelo registra 1,8%, e Augusto Cury, 1,2%. Brancos e nulos somam 6,8%, enquanto 4,6% não souberam responder.

Já no terceiro cenário, com Michelle Bolsonaro na disputa, Lula mantém 47%. Michelle aparece com 23,4%; Zema, com 10%; Renan Santos, com 7,8%; e Caiado, com 6%.

Aldo Rebelo soma 0,7%, e Augusto Cury, 0,5%. Brancos e nulos totalizam 2,3%, mesmo percentual dos indecisos.

Metodologia

Foram ouvidas 5.032 pessoas, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06939/2026.

Fonte: CNN Brasil

Contra o fim da escala 6×1, Tarcísio diz que é preciso “cuidar dos patrões”

Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu que a proposta sobre o fim da escala 6×1 mantenha a jornada semanal de 44 horas para evitar impacto sobre empresas. A fala ocorreu nesta segunda-feira (18), durante a abertura da APAS Show, feira do setor de supermercados, diante de uma plateia de empresários.

A proposta em discussão no Congresso prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com duas folgas remuneradas. O governador de São Paulo, porém, afirmou que “trabalhador e empreendedor funcionam juntos” e que “não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador”.

A declaração desloca o centro de uma pauta trabalhista para a preocupação empresarial. A escala 6×1 virou símbolo de desgaste entre trabalhadores justamente por impor seis dias de atividade para apenas um de descanso, modelo que reduz tempo de convivência familiar, lazer e recuperação física.

Tarcísio também defendeu a desoneração de encargos trabalhistas como forma de “cuidar do empregador”. Segundo ele, há empresários que gostariam de pagar mais, mas não conseguem porque parte do dinheiro é consumida por encargos considerados pesados.

O governador afirmou ainda que a redução da jornada poderia levar trabalhadores a perderem o tempo livre fazendo “bico” para complementar renda. O argumento, porém, reforça a crítica de que o debate não pode ser tratado apenas como custo para empresas, já que a renda baixa e a sobrecarga de trabalho são justamente parte do problema que impulsionou a proposta.

Geraldo Alckmin (PSB) e Ricardo Nunes (MDB) também participaram do evento. O vice-presidente disse que o governo buscará entendimento entre trabalhadores e setor produtivo, enquanto o prefeito de São Paulo afirmou ter ouvido preocupação de lideranças empresariais e defendeu amadurecimento da proposta.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que caberá ao Legislativo definir se haverá período de transição ou aplicação imediata da mudança. Na Câmara, a expectativa é que a PEC da escala 6×1 seja votada na comissão especial em 26 de maio e levada ao plenário no dia seguinte.

Fonte: DCM

Delegado Fabio Costa é contra o fim da escala 6×1 e defende jornada de 52 horas semanais

O deputado federal Delegado Fabio Costa (PP-AL) assinou a emenda protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS)

Seguindo orientação dos bolsonaristas, que são contra o fim da escala 6×1, parlamentar alagoano assinou emenda que visa derrotar a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais com dois dias de folga na semana.

A emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das mudanças por dez anos.

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para apresentação formal da emenda.

Entre os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Na prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada, flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.

A primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.

Além disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.

Na prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.

O trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais, a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.

O mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.

O texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.

Contra o fim da escala 6×1, bolsonaristas querem ampliar jornada para 52 horas semanais

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e tem o apoio de Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Uma emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das mudanças por dez anos.

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para apresentação formal da emenda.

Entre os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Na prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada, flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.

A primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.

Além disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.

Na prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.

O trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais, a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.

O mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.

O texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.

Principais pontos da proposta

  • Cria brecha para jornadas de até 52 horas semanais
  • Adia implementação do fim da escala 6×1 por dez anos
  • Troca meta original de 36 horas por 40 horas semanais
  • Amplia poder de acordos individuais sobre direitos trabalhistas
  • Permite flexibilizações sem necessidade de compensações ao trabalhador
  • Mantém jornadas maiores para setores considerados essenciais
  • Reduz encargos trabalhistas e cria benefícios fiscais para empresas
  • Condiciona toda mudança futura à aprovação de lei complementar

Na prática, a emenda amplia o poder de negociação das empresas em um país marcado por desemprego elevado, informalidade e fragilidade sindical. Especialistas ouvidos reservadamente pela reportagem avaliam que isso tende a aumentar a pressão sobre trabalhadores para aceitarem condições mais flexíveis de jornada.

Outro ponto que chamou atenção é que a proposta permite essas flexibilizações independentemente da estipulação de vantagens compensatórias. Em outras palavras, a empresa poderá negociar mudanças sensíveis sem necessariamente oferecer contrapartidas adicionais ao trabalhador.

A proposta também altera a forma de contagem da jornada. O texto determina que pausas, intervalos e períodos previstos em normas regulamentadoras não serão computados como jornada efetiva de trabalho.

Na prática, isso significa que trabalhadores poderão permanecer mais tempo dentro do ambiente profissional sem que esse período seja contabilizado integralmente na jornada semanal.

Além da flexibilização das regras trabalhistas, a emenda cria uma série de compensações fiscais para empregadores que aderirem ao novo regime. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária de contribuições previdenciárias sobre novos vínculos empregatícios, redução de encargos ligados a riscos ambientais do trabalho e deduções tributárias sobre despesas com novos postos de trabalho.

A proposta transfere parte relevante do custo da transição para os cofres públicos. Enquanto trabalhadores terão flexibilização de direitos, empresas receberão benefícios tributários e redução de encargos.

O texto também estabelece que a emenda constitucional só entrará em vigor dez anos após sua publicação. Mesmo após esse prazo, a redução da jornada ainda dependerá da aprovação de uma lei complementar para regulamentação das regras de transição, metas de produtividade, fiscalização e impactos econômicos.

Na prática, o fim da escala 6×1 fica condicionado a duas etapas futuras: esperar dez anos e depois aprovar nova legislação complementar no Congresso. Parlamentares ligados à proposta argumentam que isso evitaria impactos econômicos e daria segurança jurídica às empresas.

Na justificativa da proposta, os deputados afirmam que a redução da jornada poderia gerar impacto inflacionário, aumento de custos e insegurança jurídica. O texto também defende a necessidade de preservar a livre iniciativa e criar mecanismos para adaptação das empresas.

Confira os parlamentares que assinaram a proposta:

  • Sérgio Turra (PP-RS)
  • Joaquim Passarinho (PL-PA)
  • Alceu Moreira (MDB-RS)
  • Afonso Hamm (PP-RS)
  • Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
  • Alberto Fraga (PL-DF)
  • Pedro Lupion (Republicanos-PR)
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
  • Any Ortiz (PP-RS)
  • Ana Paula Leão (PP-MG)
  • Cobalchini (MDB-SC)
  • Pedro Westphalen (PP-RS)
  • Capitão Alden (PL-BA)
  • Juarez Costa (Republicanos-MT)
  • Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
  • Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Alexandre Guimarães (MDB-TO)
  • Fernanda Pessoa (PSD-CE)
  • Rafael Simões (União Brasil-MG)
  • General Girão (PL-RN)
  • Coronel Ulysses (União Brasil-AC)
  • Mauricio do Vôlei (PL-MG)
  • Henderson Pinto (União Brasil-PA)
  • Sergio Souza (MDB-PR)
  • Lucio Mosquini (PL-RO)
  • Tião Medeiros (PP-PR)
  • José Rocha (União Brasil-BA)
  • Jorge Goetten (Republicanos-SC)
  • Vitor Lippi (PSD-SP)
  • Pastor Eurico (PSDB-PE)
  • Daniela Reinehr (PL-SC)
  • Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Daniel Freitas (PL-SC)
  • Rodrigo Valadares (PL-SE)
  • Pezenti (MDB-SC)
  • Dr. Flávio (PL-RJ)
  • Messias Donato (União Brasil-ES)
  • Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  • Adilson Barroso (PL-SP)
  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
  • Luisa Canziani (União Brasil-PR)
  • Sanderson (PL-RS)
  • Célio Silveira (MDB-GO)
  • Toninho Wandscheer (PP-PR)
  • Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)
  • Pastor Diniz (União Brasil-RR)
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Nicoletti (PL-RR)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Chris Tonietto (PL-RJ)
  • Roberta Roma (PL-BA)
  • Da Vitoria (PP-ES)
  • Felipe Francischini (Podemos-PR)
  • Beto Pereira (Republicanos-MS)
  • Zé Vitor (PL-MG)
  • Greyce Elias (PL-MG)
  • Lafayette de Andrada (PL-MG)
  • Padovani (PP-PR)
  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • Josivaldo JP (União Brasil-MA)
  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • Rodolfo Nogueira (PL-MS)
  • Dilceu Sperafico (PP-PR)
  • Luiz Nishimori (PSD-PR)
  • Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)
  • Giovani Cherini (PL-RS)
  • Nelson Barbudo (Podemos-MT)
  • Zezinho Barbary (PP-AC)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
  • Fausto Jr. (União Brasil-AM)
  • Julio Lopes (PP-RJ)
  • José Nelto (União Brasil-GO)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Marangoni (Podemos-SP)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Marussa Boldrin (Republicanos-GO)
  • Luiz Lima (Novo-RJ)
  • Clarissa Tércio (PP-PE)
  • Zé Trovão (PL-SC)
  • Geovania de Sá (Republicanos-SC)
  • Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
  • Coronel Meira (PL-PE)
  • João Carlos Bacelar (PL-BA)
  • Zé Adriano (PP-AC)
  • Simone Marquetto (PP-SP)
  • Celso Russomanno (Republicanos-SP)
  • Eli Borges (Republicanos-TO)
  • Rosângela Reis (PL-MG)
  • Marcelo Moraes (PL-RS)
  • Ismael (PL-SC)
  • Daniel Agrobom (PSD-GO)
  • Gustavo Gayer (PL-GO)
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  • Mário Heringer (PDT-MG)
  • Geraldo Mendes (União Brasil-PR)
  • Paulo Litro (União Brasil-PR)
  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Antonio Andrade (PSDB-TO)
  • Beto Richa (PSDB-PR)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • AJ Albuquerque (PP-CE)
  • Danilo Forte (PP-CE)
  • Vermelho (PL-PR)
  • Paulo Azi (União Brasil-BA)
  • Diego Coronel (Republicanos-BA)
  • José Medeiros (PL-MT)
  • Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
  • Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
  • Hugo Leal (PSD-RJ)
  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Magda Mofatto (PL-GO)
  • Sargento Gonçalves (PL-RN)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Filipe Martins (PL-TO)
  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Laura Carneiro (PSD-RJ)
  • Ricardo Salles (Novo-SP)
  • Roberto Duarte (Republicanos-AC)
  • Max Lemos (PDT-RJ)
  • Hildo Rocha (MDB-MA)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Pinheirinho (PP-MG)
  • Murillo Gouvea (PSDB-RJ)
  • Meire Serafim (União Brasil-AC)
  • Luciano Vieira (PSDB-RJ)
  • Marco Feliciano (PL-SP)
  • Lucas Redecker (PSD-RS)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Gilberto Abramo (Republicanos-MG)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Bebeto (PP-RJ)
  • Osmar Terra (PL-RS)
  • Amaro Neto (PP-ES)
  • Adriano do Baldy (PP-GO)
  • Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  • Missionário José Olimpio (PL-SP)
  • Jorge Braz (Republicanos-RJ)
  • Julio Arcoverde (PP-PI)
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  • Mauricio Neves (PP-SP)
  • Delegado Fabio Costa (PP-AL)
  • João Maia (PP-RN)
  • Vinicius Carvalho (PL-SP)
  • Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)
  • Mario Frias (PL-SP)
  • Thiago Flores (União Brasil-RO)
  • Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)
  • Zé Silva (União Brasil-MG)
  • Dr. Jaziel (PL-CE)
  • Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
  • Doutor Luizinho (PP-RJ)
  • Aline Gurgel (União Brasil-AP)
  • Claudio Cajado (PP-BA)
  • Rosangela Moro (PL-SP)
  • Rafael Fera (Podemos-RO)
  • Eunício Oliveira (MDB-CE)
  • Sargento Fahur (PL-PR)
  • Diego Andrade (PSD-MG)
  • Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)
  • Ricardo Guidi (PL-SC)
  • Luiz Gastão (PSD-CE)
  • Fabio Garcia (União Brasil-MT)
  • Jefferson Campos (PL-SP)
  • Gustinho Ribeiro (PP-SE)
  • Nikolas Ferr

Fonte: ICL

Banco de Edir Macedo é investigado por operação que teria ocultado rombo milionário

Digimais usou fundos de investimento para retirar carteiras inadimplentes do balanço e melhorar artificialmente seus resultados

O Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, enfrenta uma crise financeira agravada por suspeitas de manobras contábeis para esconder perdas milionárias. Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, documentos, auditorias e contratos indicam que a instituição utilizou fundos de investimento para retirar de seu balanço carteiras de crédito com alta inadimplência, em uma operação que teria melhorado artificialmente seus resultados.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

De acordo com o jornal, o Digimais deixou de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos que deveriam reduzir o lucro informado pela instituição. Com a operação, o banco declarou lucro de R$ 31 milhões ao fim de 2025. A Polícia Federal investiga o caso por suspeitas de fraudes.

A prática descrita por especialistas como operação “Zé com Zé” ocorre quando o banco aparece dos dois lados do negócio: vende carteiras problemáticas a fundos de investimento dos quais ele próprio é cotista. Assim, os créditos inadimplentes deixam de aparecer diretamente nas demonstrações financeiras da instituição, embora o risco econômico permaneça vinculado ao próprio banco.

O caso acendeu alerta entre auditores e agentes do mercado. Segundo o Estadão, peritos classificaram parte das operações como de “alto risco regulatório” e “sinal vermelho forte”. Procurado pela reportagem, o Digimais não quis se manifestar. A Igreja Universal também não comentou.

Fundos com alta inadimplência

Um dos fundos citados é o Tabor, que comprou carteiras de financiamento de veículos do Digimais. Em abril de 2026, o fundo tinha R$ 960 milhões em créditos, dos quais R$ 575 milhões estavam inadimplentes. Mais de R$ 200 milhões se referiam a parcelas atrasadas por até 720 dias.

O especialista em perícia contábil Alexandre Ripamonti afirmou ao Estadão: “Quando um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) fica desse jeito (com 60% de inadimplência), o caminho natural é encerrar o fundo. Dificilmente esse dinheiro será recuperado”.

Gabriel Uarian, analista de investimentos, também apontou anormalidade na estrutura. “(O banco) suspendeu originações novas e passou a fazer cessões de direitos creditórios agressivas para fundos e outras estruturas. Isso não é normal em bancos bem geridos. Os FIDCs, em geral, devem servir como uma ferramenta de gestão de capital e de diversificação de captação, com uma transparência mais verdadeira do risco”, afirmou.

Carteira de veículos concentra riscos

O Digimais tem no financiamento de veículos sua principal linha de negócios. Segundo a reportagem, vendedores credenciados relataram que o banco aceita financiar carros antigos e baratos para clientes endividados, cobrando juros elevados.

Em dezembro de 2025, o Digimais chegou a aparecer com uma das taxas mais altas do mercado para financiamento de veículos: 2,97% ao mês e 41,07% ao ano, conforme dados do Banco Central citados pelo Estadão.

Auditoria apontou ressalvas bilionárias

A situação pode ser ainda mais grave. Auditorias mencionadas na reportagem indicam que há R$ 3 bilhões em investimentos em fundos que não puderam ser plenamente verificados por falta de acesso a documentos. Esse valor equivale a cerca de 75% do total investido pelo banco em fundos.

Outro ponto sensível envolve a holding de Edir Macedo, que comprou R$ 741 milhões em cotas que o Digimais detinha em um fundo chamado Hermon. A auditoria independente registrou ressalvas sobre a operação, afirmando que ela poderia não refletir condições usuais de mercado.

BTG negocia compra do Digimais

Em meio à crise, o Digimais está à venda há mais de um ano. O BTG Pactual negocia a compra da instituição e afirmou ao Estadão que tem interesse na “carteira de clientes” do banco.

“O BTG Pactual informa que assinou documentos vinculantes para uma potencial aquisição do Banco Digimais, ainda sujeita ao cumprimento de condições precedentes e à realização de um processo competitivo”, disse o banco.

A eventual operação, porém, ainda depende de um leilão e de mecanismos de suporte financeiro, incluindo participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS