Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz na América do Sul, diz embaixador

Colômbia e Cuba repudiam sequestro de Maduro; Argentina defende EUA

O governo brasileiro voltou a condenar a ação armada dos Estados Unidos na Venezuela, assim como o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cilia Flores, no último sábado (3).

Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5), o embaixador Sérgio França Danese disse que a paz na América do Sul está em risco.

Segundo o diplomata, intervenções armadas anteriores no continente resultaram em regimes autoritários, violações de direitos humanos, mortes, prisões políticas, tortura e desaparecimentos forçados.

“O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás e coloca em risco o esforço coletivo de preservar a região como uma zona de paz”, declarou Danese.

“Reafirmamos com plena determinação o compromisso com a paz e a não intervenção em nossa região”.

Linha inaceitável

Para o Brasil, os Estados Unidos cruzaram uma “linha inaceitável” do ponto de vista do direito internacional. Danese afirmou que a ação norte-americana viola frontalmente normas das Nações Unidas.

“A Carta da ONU estabelece como pilar da ordem internacional a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas. Essas normas não admitem que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifique o uso da força ou a mudança ilegal de um governo”, disse Danese.

O representante brasileiro afirmou que o futuro da Venezuela deve ser decidido exclusivamente pelo seu povo, por meio do diálogo e sem interferência externa, dentro do marco do direito internacional.

“O mundo multipolar do século XXI, que promove a paz e a prosperidade, não deve ser confundido com esferas de influência. Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, disse Danese.

Colômbia e Cuba

Outros países sul-americanos adotaram argumentos semelhantes ao do Brasil, ao condenar as ações dos Estados Unidos na Venezuela no último final de semana. Entre eles Colômbia e Cuba, ameaçados recentemente pelo presidente Donald Trump como possíveis novos alvos de Washington.

A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres disse que os EUA violam o direito internacional e a soberania venezuelana.

“Não existe justificativa alguma, em nenhuma circunstância, para o uso unilateral da força nem para cometer um ato de agressão”, disse Torres.

A embaixadora alertou para os impactos humanitários e regionais da crise.

“Ações unilaterais contrárias ao direito internacional colocam em risco a estabilidade regional e agravam as já complexas condições da população civil, com efeitos devastadores que transcenderão as fronteiras soberanas da Venezuela”, disse Torres.

“A Colômbia tem sido e continuará sendo um receptor solidário da população venezuelana, mas um fluxo migratório massivo exigiria um esforço significativo de recursos e capacidades”, complementou.

O embaixador cubano Ernesto Soberón Guzmán acusou os Estados Unidos de terem como objetivo principal o controle da produção de petróleo venezuelano.

“O objetivo final dessa agressão não é a falsa narrativa de combate ao narcotráfico, mas o controle das terras e dos recursos naturais da Venezuela, como foi declarado aberta e descaradamente pelo presidente Trump e por seu secretário de Estado”, disse Guzmán.

“Falar em uma transição ‘segura e prudente’ significa, na visão dos Estados Unidos, impor um governo fantoche funcional a seus objetivos predatórios, particularmente o acesso irrestrito e a pilhagem dos recursos naturais que pertencem ao povo venezuelano”, complementou.

O diplomata também negou que o país atue de forma secreta no território venezuelano, como dito pelo governo estadunidense.

“Rejeitamos categoricamente as acusações de que Cuba mantém ativos de inteligência na Venezuela. Essas declarações não têm base factual e buscam desviar a atenção dos atos criminosos cometidos pelos Estados Unidos na região”, disse Guzmán.

Argentina

Um dos poucos países a se manifestar em defesa da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela foi a Argentina. O embaixador na ONU Francisco Fabián Tropepi classificou o sequestro de Nicolás Maduro como um passo decisivo no combate ao narcoterrorismo e uma oportunidade para a restauração da democracia no país.

“A República Argentina confia que esses fatos representem um passo decisivo contra o narcoterrorismo que afeta a região e, ao mesmo tempo, abram uma etapa que permitirá ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos”, declarou o diplomata argentino.

Tropepi relembrou a concessão de asilo diplomático a seis líderes da oposição venezuelana em março de 2024 e a expulsão de diplomatas argentinos da Venezuela, depois que o governo de Buenos Aires reconheceu Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela.

“Apesar das pressões, a República Argentina manteve sua convicção inabalável de continuar denunciando a situação na Venezuela e de atuar em todos os fóruns internacionais disponíveis”, disse Tropepi.

Fonte: Agência Brasil

Após Venezuela, Trump ameaça tomar Groenlândia e atacar Colômbia

Após sequestrar Maduro, EUA ameaçam tomar território da Dinamarca

Um dia após bombardear a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca, e sugeriu uma ação militar contra o governo da Colômbia, de Gustavo Petro.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, emitiu nota afirmando que os EUA não têm qualquer direito de anexar nenhum dos países do Reino da Dinamarca.

“Tenho que dizer isso muito diretamente aos Estados Unidos: não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem posse da Groenlândia”, disse Frederiksen

A chefe do Estado europeu lembrou que a Dinamarca faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e está coberta pela garantia de segurança da aliança militar, que é encabeçada pelos próprios EUA.

“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos, que concede aos EUA amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico”, completou.

A primeira-ministra da Dinamarca ainda apelou para o fim das ameaças.

“Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram bem claro que não estão à venda”, finalizou.

Em uma rede social, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, disse que a ameaça é inaceitável.

“Quando o presidente dos Estados Unidos fala “precisamos da Groenlândia” e nos liga com a Venezuela e intervenção militar, não é só errado. Isto é tão desrespeitoso. Nosso país não é objeto de retórica de superpotência”, comentou.

Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou, nesse domingo (4), que Washington “precisa” da Groenlândia para a segurança nacional.

“[Precisamos da Groenlândia] não por causa dos minerais, temos vários lugares para minerais e petróleo, mais que qualquer país do mundo. Precisamos da Groenlândia para nossa segurança nacional. Se você olhar para Groenlândia, olhar para cima e para baixo da costa, tem navios russos e chineses por todas as partes”, afirmou o chefe da Casa Branca.

As ameaças para anexar o território no extremo-norte do continente americano vêm desde que Trump assumiu o governo, em janeiro de 2025.

A nova ameaça desse domingo foi rejeitada por outros chefes de Estado europeus, como dos vizinhos Finlândia, Noruega e Suécia. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que somente a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir o futuro do território.

“E a Dinamarca é uma aliada próxima na Europa, é uma aliada da Otan e é muito importante que o futuro da Groenlândia seja para o Reino da Dinamarca e para a própria Groenlândia, e somente para a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”, disse Starmer à emissora pública inglesa BBC.

O cientista político Ali Ramos, autor de estudos sobre a Ásia, informou à Agência Brasil que o derretimento das calotas polares na Rota do Norte, que liga a Ásia à Europa, passando pela Groenlândia, vai baratear o frete marítimo entre os continentes em mais de um terço. 

“Rússia tem mais que o dobro de bases da Otan no Ártico e a China recentemente emitiu um documento se considerando um país do entorno do Ártico, provavelmente em colaboração com os russos. O Trump precisa do Canadá e da Groenlândia para dissuasão, bases, mísseis e etc”, comentou.

Colômbia

Além da Groenlândia, Trump ameaçou também de uma ação militar na Colômbia, do presidente esquerdista Gustavo Petro, crítico das políticas da Casa Branca para a América Latina. O presidente dos EUA disse que uma ação militar contra o governo Petro “parece bom”.

“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA”, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump a jornalistas.

O presidente da Colômbia rejeitou as acusações do presidente estadunidense.  

“Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas; meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram tornados públicos”, lembrou.

“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, completou.

Fonte: Agência Brasil

Nikolas é denunciado à PGR após criar vídeo falso com Lula sendo sequestrado por Trump

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi denunciado à Procuradoria-Geral da República (PGR) após publicar em suas redes sociais uma montagem que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo sequestrado por agentes estadunidenses. A imagem faz referência direta à prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro, detido após uma operação conduzida pelos Estados Unidos, e foi interpretada por adversários políticos como uma incitação à violência institucional e à intervenção estrangeira no Brasil.

A postagem provocou reação imediata de parlamentares e dirigentes da esquerda, que classificaram o conteúdo como atentatório à ordem democrática.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e o professor Juliano Medeiros anunciaram que irão acionar a Procuradoria-Geral da República contra Nikolas Ferreira. Segundo Medeiros, a imunidade parlamentar não se aplica a situações que envolvam ameaças à soberania nacional.

“Ninguém está acima da lei. Por isso Ivan Valente e eu estamos apresentando uma representação na PGR contra Nikolas Ferreira. Nenhum parlamentar está protegido pela imunidade do cargo quando se trata se sugerir o sequestro do presidente do Brasil e uma invasão estrangeira”, escreveu.

Para os autores da representação, a publicação extrapola o debate político e flerta com crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Além da iniciativa na esfera federal, o vereador Leonel Camasão, de Florianópolis (SC), informou que também pretende protocolar representação no Ministério Público Federal. De acordo com ele, ao compartilhar uma imagem adulterada de Lula algemado por agentes estadunidenses, o deputado “atenta contra a Lei n° 14.197/2021 (crimes contra o Estado Democrático de Direito)”.

A norma, aprovada após os ataques às instituições em 2023, tipifica condutas que buscam abolir o Estado de Direito ou comprometer a soberania nacional por meios ilícitos.

Fonte: DCM

MEC não anuncia aumento em piso dos professores e gera impasse para 2026

A indefinição sobre o reajuste do piso salarial nacional dos professores para 2026 ocorre em todo o Brasil e se concentra no Ministério da Educação (MEC), neste início de janeiro. A ausência do anúncio oficial, que tradicionalmente acontece no fim de dezembro, tem mobilizado docentes, sindicatos e gestores públicos.

O tema envolve diretamente o MEC, professores da educação básica e governos estaduais e municipais. O que está em discussão é o percentual de reajuste do piso do magistério para 2026 que ainda não foi divulgado, e gera incerteza sobre salários e planejamento orçamentário.

Segundo o Ministério da Educação, a definição foi adiada para janeiro como parte de um processo de cautela técnica. A pasta aguarda dados consolidados da economia para estabelecer o índice final, em um contexto de inflação ainda relevante e crescimento econômico moderado.

Atualmente, o reajuste do piso ocorre sempre em janeiro e é calculado com base no valor anual mínimo por aluno dos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Esse indicador está ligado ao Fundeb, principal instrumento de financiamento da educação básica no país, e faz com que os percentuais variem significativamente a cada ano.

Criada em 2008, essa metodologia passou a ser questionada após a reformulação do Fundeb, em 2021. Estados e municípios alegam dificuldades para absorver reajustes elevados em determinados períodos, apontando impactos diretos nos orçamentos locais e na gestão administrativa.

Diante desse cenário, o MEC conduz negociações com representantes dos professores, além de gestores estaduais e municipais, para discutir uma possível atualização da legislação. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que a intenção é garantir previsibilidade orçamentária e segurança jurídica, sem retirar direitos já assegurados à categoria.

As projeções iniciais indicam um reajuste em torno de 2,9% para 2026, percentual abaixo da inflação estimada, próxima de 3,5%. Essa diferença levanta preocupação entre os docentes por indicar possível perda do poder de compra, embora o governo tenha sinalizado a busca pela reposição inflacionária mínima.

Em 2025, o piso do magistério foi reajustado em 6,27% e chegou a R$ 4.867,77, índice superior à inflação do período. Apesar disso, dados do Inep mostram que professores da rede pública recebem, em média, 86% do salário de outros profissionais com nível superior, o que mantém o debate sobre valorização salarial enquanto estados e municípios aguardam a decisão final do MEC.

Fonte: DCM

UNE e movimentos sociais convocam protestos contra agressão dos EUA à Venezuela

Entidades estudantis, partidos políticos, movimentos sociais e organizações sindicais estão convocando manifestações neste dia 5 em diversas cidades, em repúdio ao ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e em defesa da soberania do país sul-americano.

Na capital paulista, organizações políticas, coletivos de solidariedade internacional, juventudes estudantis e sindicais convocam um ato às 16h em frente ao Consulado dos Estados Unidos.

“Os estudantes brasileiros não compactuam com a tirania norte americana de impor sua política autoritária e militar nos países da América Latina!”, afirma a União Nacional dos Estudantes (UNE).

“Bombardeios, intervenções e guerras seguem sendo vendidos como “missões humanitárias”, mas quase nunca têm a humanidade como prioridade. Por trás do discurso moral, o que se repete é a lógica do interesse: controle de territórios, acesso a recursos, rotas estratégicas, poder econômico e geopolítico. Não aceitaremos que essa lógica avance sobre a América Latina. Somos povos soberanos. Nossa terra, nossos recursos e nosso futuro não estão à venda! Segunda-feira, dia 5, nossa resposta será nas ruas”, convoca a entidade.

No Rio de Janeiro, o ato será na Cinelândia, também às 16 horas. No Distrito Federal, Belo Horizonte e Porto Alegre, entidades convocam a concentração em frente à Embaixada e Consulado dos Estados Unidos.

As manifestações se somam aos atos de solidariedade que vêm crescendo em outros países, com protestos também em frente a consulados e embaixadas dos Estados Unidos. Neste domingo (4), os governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram nota conjunta, condenando o ato brutal do governo dos Estados Unidos na Venezuela.

“Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”, expressa na nota.

Fonte: Hora do Povo

México: Senado deixa em suspensão autorização de exercícios navais com os EUA

O Senado da República suspendeu a reunião extraordinária das Comissões agendada para a próxima segunda-feira, dia 5, na qual estava previsto autorizar a entrada em território nacional de forças especiais da Marinha dos Estados Unidos para participar de exercícios navais e o envio de elementos da Marinha Mexicana para o Campo Shelby, no Mississippi, para exercício similar.

A Comissão da Marinha, presidida pelo senador Carlos Lomelí Bolaños, do Morena, havia agendado essa reunião desde a última semana de dezembro, pois a intenção era receber os dois pedidos de entrada e saída de tropas, apresentados pela presidente Claudia Sheinbaum, para que, uma vez aprovados, pudessem ser votados em sessão extraordinária no dia 13 deste mês, mas tudo foi cancelado.

O senador Manuel Huerta Ladrón de Guevara, membro da Comissão da Marinha pelo partido Morena, informou que foram notificados esta tarde do adiamento da reunião e que “este é um fato importante a ser observado”, visto que as novas circunstâncias decorrentes da intervenção militar dos EUA na Venezuela e as ameaças existentes exigem “um prazo razoável para tratar desta e de outras questões”.

A reunião agendada para segunda-feira, dia 25, ainda consta na edição de hoje do Diário Oficial do Parlamento?

Nós, membros da Comissão da Marinha, já fomos informados da suspensão da reunião, e acredito que esta seja a medida mais adequada, considerando o atual cenário geopolítico. Analisaremos a questão mais a fundo para obter mais informações que nos auxiliarão na tomada de decisão. Precisamos acompanhar o desenvolvimento da situação; é sempre importante agir com cautela e sem precipitação.

Ele não quis especificar se a aprovação das duas licenças está sendo completamente cancelada, mas, na verdade, a tendência é que isso aconteça.

Os pedidos presidenciais chegaram ao Senado depois que os trabalhos da sessão ordinária anterior já haviam sido concluídos em 13 de dezembro, e, considerando que o treinamento e a instrução naval começam em 18 de janeiro, é necessário convocar essa sessão extraordinária antes dessa data.

Portanto, o presidente da Comissão da Marinha, Carlos Lomelí Bolaños, convocou a reunião extraordinária para o dia 5 de janeiro, que seria semipresencial e na qual as duas opiniões seriam aprovadas, com vistas à convocação do período extraordinário na sessão da Comissão Permanente, no dia 7 do mesmo mês, somente no Senado, já que é de competência exclusiva deste aprovar a saída de tropas do país, bem como a entrada de elementos do Exército e da Marinha de outras nações.

O executivo federal solicitou autorização para permitir a saída de tropas da Marinha mexicana, a fim de participar do evento denominado “Aumento da capacidade da Unidade de Operações Especiais”, que ocorrerá de 18 de janeiro a 13 de março do próximo ano em Camp Shelby, Mississippi, Estados Unidos.

Da mesma forma, o Presidente Sheinbaum solicita a aprovação do Senado para permitir a entrada em território nacional de pessoal dos SEALs da Marinha e do Sétimo Grupo de Forças Especiais da Marinha dos Estados Unidos, para participar do exercício naval denominado “Aprimorando a Capacidade das Forças de Operações Especiais”, que será realizado em três locais.

No Quartel-General da Unidade de Operações Especiais em Donato Guerra, Estado do México, no Centro de Treinamento Especializado de Infantaria de Fuzileiros Navais (CENCAEIM), em Champotón e no Comando Naval de Ciudad del Carmen, ambos em Campeche.

Fonte: La Jornada

Ataques terroristas dos EUA à Venezuela deixaram 80 mortos

Entre as vítimas estão civis e integrantes das forças de segurança do país

O número de mortos nos ataques dos Estados Unidos à Venezuela subiu para 80, informou neste domingo (4) o New York Times, citando um alto funcionário venezuelano.

Entre as vítimas estão civis e integrantes das forças de segurança do país, segundo a reportagem. O jornal acrescentou que esse número ainda pode aumentar.

No sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA realizaram um grande ataque contra a Venezuela, capturando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, e retirando-os do país. Veículos de comunicação relataram explosões em Caracas, atribuindo a operação a unidades da Força Delta dos EUA. 

Autoridades venezuelanas disseram não ter informações sobre o paradeiro de Maduro e exigiram provas de que ele estivesse vivo. Posteriormente, Trump compartilhou uma foto que, segundo ele, mostraria Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima. A mídia norte-americana exibiu imagens de um avião pousando no estado de Nova York, do qual Maduro e sua esposa teriam sido escoltados por dezenas de agentes de segurança.

Vários congressistas dos Estados Unidos classificaram a operação como ilegal, enquanto o governo afirmou que Maduro enfrentará julgamento. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela anunciou a intenção de recorrer a organismos internacionais em relação às ações de Washington e solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, posteriormente marcada para 5 de janeiro. (Com informações da Sputnik). 

Fonte: Brasil 247

Brasil reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela

Governo brasileiro reforça direito internacional e soberania da Venezuela após ataques dos EUA contra o país sul-americano

O governo brasileiro reconheceu neste sábado (3) a legitimidade de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, diante da ausência do presidente Nicolás Maduro. A posição foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura Rocha, ao comentar os desdobramentos do ataque em larga escala realizado pelos Estados Unidos contra o país sul-americano, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. 

Questionada por jornalistas, Maria Laura Rocha afirmou que o reconhecimento segue a ordem institucional venezuelana. “Se na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente. Ela está como presidente interina”, declarou Maria Laura, de acordo com a RT. Play Video

Reconhecimento brasileiro e posição oficial do Itamaraty

A ministra explicou que o posicionamento do Brasil sobre os acontecimentos foi expresso publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em manifestação anterior, Lula classificou os ataques como “inaceitáveis” e uma “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela, reafirmando a tradição diplomática brasileira de respeito à autodeterminação dos povos.

Maria Laura Rocha ressaltou que essa orientação seguirá sendo a base da atuação do Brasil nos fóruns internacionais. “O Brasil continua sendo a favor do direito internacional, que é a posição tradicional brasileira contra qualquer tipo de invasão territorial, pela soberania dos países. Então, o que está na declaração do presidente nesta manhã será a posição do Brasil, que também será representada na reunião do Conselho de Segurança [da ONU] na segunda-feira”, afirmou.

Defesa do direito internacional e atuação na ONU

Segundo a chancelaria brasileira, a defesa da soberania venezuelana e a rejeição ao uso da força permanecem como princípios centrais da política externa do país. O tema deverá ser levado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde o Brasil pretende sustentar sua posição contrária a ações militares unilaterais.

Reação da Venezuela à agressão militar

O governo venezuelano classificou a ação dos Estados Unidos como uma “gravíssima agressão militar”. Em comunicado oficial, Caracas afirmou que o ataque representa uma violação direta da Carta das Nações Unidas. “Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, diz o texto.

O comunicado também apontou interesses estratégicos por trás da ofensiva. Segundo o governo venezuelano, o objetivo dos ataques seria se apropriar de recursos naturais do país, especialmente petróleo e minerais, comprometendo sua independência política.

Apesar das pressões, Caracas reafirmou sua posição de resistência. “Não o conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir seu destino”, declarou.

Apoio internacional e apelo pelo diálogo

A ofensiva gerou reações de diversos países. A Rússia pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa e defendeu uma solução diplomática para a crise. A chancelaria russa destacou a necessidade de “criar as condições para resolver qualquer conflito existente entre Estados Unidos e Venezuela por meio do diálogo”, reforçando o apelo por uma saída pacífica e negociada.

Fonte: Brasil 247

Deputados condenam ataque criminoso de Trump contra o povo venezuelano

Em suas redes sociais, deputados federais condenaram o ataque criminoso dos Estados Unidos contra o povo da Venezuela.

Na madrugada de sábado (3), os EUA lançaram ataques na capital venezuelana, Caracas, e sequestraram o presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores.

O deputado do PCdoB, Orlando Silva, classificou como “absurda e ilegal” a invasão do território e o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo EUA.  “Trump rasga o direito internacional para roubar petróleo e impor regimes na América Latina. Repúdio à invasão! Tire as patas da Venezuela!”. 

“Os Estados Unidos não são o dono do mundo”, afirma a deputada pelo PCdoB, Jandira Feghali.

“Esse ataque à Venezuela é um ataque ao nosso continente, um continente que quer paz”.  “É um absurdo o sequestro de um presidente da República e isso é um ataque à soberania, à violação do direito internacional e nós não podemos aceitar”. “Eles têm a ganância, só querem o lucro, querem a ocupação da riqueza natural, do petróleo”, denuncia a deputada.

Já o deputado federal e líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, disse que “a bancada do PT na Câmara dos Deputados repudia com veemência os ataques dos Estados Unidos à Venezuela sob ordens de Donald Trump”, escreveu o parlamentar, ao destacar também que “o respeito à independência, à autodeterminação dos povos e à não-intervenção são preceitos básicos de soberania de todas as nações”.

Na mesma linha, o deputado Rogério Correia (PT), afirmou que “ação imperialista pode levar a conflitos generalizados pelo mundo”. “É mais um capítulo da política imperialista que exporta guerra e violência. A América do Sul não pode se calar diante dessa violação do direito internacional”.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL) disse que “os Estados Unidos estão promovendo uma agressão militar sem precedentes contra a Venezuela”. “Trata-se de uma violação aberta de todos os tratados internacionais, um ataque imperialista à América Latina cujo objetivo é se apropriar do petróleo venezuelano, colocando em risco a vida da população civil e a soberania de um país inteiro”, condenou. 

Erika Hilton, do PSOL, também prestou solidariedade ao povo venezuelano afirmando que “em nome do lucro do setor petrolífero dos EUA, Trump decidiu invadir, atacar e desestabilizar outro país”. “Nenhum problema estrutural que aflige o povo venezuelano será resolvido assim”.

A deputada Duda Salabert (PDT), escreve que “Trump [presidente dos EUA] anuncia ataque militar à Venezuela e diz que Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país junto com sua esposa”.

Fonte: Hora do Povo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS