Israel está bloqueando seringas necessárias para vacinar crianças em Gaza

UNICEF afirma que Israel está bloqueando um milhão de seringas necessárias para vacinar crianças em Gaza

O UNICEF afirmou na terça-feira que itens essenciais, incluindo seringas para vacinar crianças e mamadeiras, estão sendo impedidos de entrar em Gaza por Israel, dificultando o acesso de agências humanitárias às pessoas necessitadas no território devastado pela guerra, informou a Reuters.

Enquanto a UNICEF realiza uma campanha de vacinação infantil em massa com um cessar-fogo frágil em vigor, a organização afirma enfrentar sérios desafios para levar 1,6 milhão de seringas e refrigeradores movidos a energia solar para armazenar os frascos de vacina para Gaza. As seringas aguardam liberação alfandegária desde agosto, segundo a UNICEF.

“Tanto as seringas quanto os refrigeradores são considerados de dupla utilização por Israel, e estamos encontrando muita dificuldade para liberar e inspecionar esses itens, embora sejam urgentes”, disse o porta-voz da UNICEF, Ricardo Pires.

“Dupla utilização” refere-se a itens que Israel considera terem possíveis aplicações militares, bem como civis.

O COGAT, braço das forças armadas israelenses que supervisiona o fluxo de ajuda para Gaza, afirmou que Israel não impede a entrada de seringas ou equipamentos de refrigeração. Em relação aos itens de dupla utilização, o COGAT disse que toma precauções especiais para garantir que o Hamas não “explore cinicamente a ajuda para seu próprio fortalecimento militar”. O COGAT afirmou oferecer às organizações internacionais “soluções alternativas” para a entrada da ajuda necessária, mas não forneceu mais detalhes.

Centenas de caminhões carregados com alimentos, água, combustível, gás, medicamentos, equipamentos médicos, barracas e suprimentos para abrigos entram na Faixa de Gaza diariamente, informou o COGAT, em estreita coordenação com a ONU.

O UNICEF lançou no domingo a primeira de três rodadas de vacinação de reforço para alcançar mais de 40.000 crianças menores de três anos que não receberam as vacinas de rotina contra poliomielite, sarampo e pneumonia, após dois anos de guerra em Gaza.

No primeiro dia da campanha, mais de 2.400 crianças receberam múltiplas vacinas.

“A campanha de vacinação começou, mas ainda temos duas rodadas pela frente, e para isso precisamos de mais suprimentos”, disse Pires.

O UNICEF afirmou que mais ajuda humanitária está chegando a Gaza, mas alguns itens essenciais continuam sendo barrados pelas autoridades israelenses, incluindo 938.000 mamadeiras de fórmula infantil pronta para uso e peças de reposição para caminhões-pipa. “São quase um milhão de garrafas que poderiam chegar a crianças que sofrem de diferentes níveis de desnutrição”, disse Pires em uma coletiva de imprensa em Genebra.

A trégua de 10 de outubro tinha como objetivo liberar um grande volume de ajuda humanitária no enclave, mas as agências de ajuda têm afirmado repetidamente que a quantidade recebida não é suficiente para atender às necessidades de uma população de 2 milhões de pessoas, em grande parte deslocadas e desnutridas.

Fonte: Monitor do Oriente

Quadrilha tomou de assalto o INSS durante o governo Bolsonaro, diz Pimenta

Deputado diz que operação da PF e CGU mostra independência e promete punição a todos os envolvidos nas fraudes previdenciárias

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou nesta quinta-feira (13) que a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), expõe a “independência das instituições” e desarticula uma “quadrilha que tomou de assalto o INSS” durante o governo de Jair Bolsonaro.

“Em primeiro lugar, demonstra a independência da PF e da CGU. Durante todo o período do governo Bolsonaro não teve nenhuma operação, e a partir do momento que tomamos conhecimento desta situação, um conjunto de decisões foram tomadas para desbaratar essa quadrilha que tomou de assalto o INSS”, declarou o deputado em entrevista a jornalistas.

Segundo Pimenta, as investigações atingem “entidades fantasmas” que se beneficiaram de mudanças estruturais feitas no INSS durante o governo Bolsonaro, as quais teriam permitido o desvio sistemático de recursos de aposentados e pensionistas.

“Hoje foram duas entidades o foco principal: a Conafer e a CBPA. Assim como poucos dias atrás, foram aquele conjunto de entidades que classificamos como ‘Golden Boys’. O que eles têm em comum? Todas essas entidades só conseguiram os ACTs — boa parte delas, entidades fantasmas — por conta de mudanças que foram feitas dentro do INSS durante o governo Bolsonaro”, disse.

O parlamentar citou nomes de ex-dirigentes do órgão que, segundo ele, “tinham posições-chave dentro do governo Bolsonaro”. “Infelizmente, esses servidores tomaram de assalto o INSS e a previdência, e conseguiram estabelecer o conjunto de relações políticas que permitiram que esse roubo tomasse a dimensão que tomou”, afirmou.

Pimenta também mencionou José Carlos Oliveira (ex-ministro e ex-presidente do INSS, atualmente investigado), André Fidelis, Virgílio e Alessandro Stefanutto, preso nesta quinta-feira, como integrantes do grupo que teria permitido o funcionamento da fraude.

“Tudo isso que estamos assistindo hoje é uma ação determinada do governo federal de desbaratar completamente toda essa quadrilha, de garantir que o dinheiro roubado seja devolvido aos aposentados e pensionistas, e a nossa determinação de levar às últimas consequências, responsabilizando e botando na cadeia todos os envolvidos nessa fraude”, afirmou o deputado.

Operação Sem Desconto

A nova fase da operação foi deflagrada nesta manhã em 15 estados e no Distrito Federal, com 63 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva. Entre os alvos estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso em Santa Catarina, e o ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, além de dois parlamentares: o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA).

A PF e a CGU investigam um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias e pensões, por meio de associações fictícias que obtinham autorizações para cobrança direta nos benefícios. As fraudes envolvem indícios de corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a operação atingiu “o núcleo principal da quadrilha que desviou recursos das aposentadorias brasileiras”.

Fonte: Brasil 247

COP30: países amazônicos anunciam monitoramento conjunto da floresta

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) vai receber R$ 55 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Amazônia, para aprimorar os sistemas nacionais de monitoramento da floresta tropical e fortalecer capacidades técnicas para a prevenção e o controle do desmatamento e da degradação florestal. 

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13), durante uma atividade na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém. Os membros da OTCA são Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.  

“A Amazônia é um vasto sistema, um bioma e, como qualquer quebra-cabeça, danificar uma peça danifica outra. Tudo é importante, cada árvore é importante. Precisamos de monitoramento para podermos agir de forma preventiva ou curativa, dependendo de sua situação”, apontou o etnólogo colombiano Martin von Hildebrand, secretário-geral da entidade.

O projeto contará com parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que atuará na transferência de tecnologia para demais países membros.

“Uma questão importante que já vinha sendo encaminhada é o painel técnico-científico, voltado ao monitoramento da Amazônia, para servir de base na formulação de políticas públicas, tanto em relação à mudança do clima, quanto relação à biodiversidade, recursos hídricos, recursos pesqueiros”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Segundo Marina, os países amazônicos vão montar uma comissão de ministros de meio ambiente para alinhar estratégias comuns de proteção da floresta e combate ao crime organizado transfronteiriço.

“Nós queremos sobretudo apostar também numa agenda de desenvolvimento sustentável, na parte de infraestrutura verde e resiliente, na parte de combate à criminalidade e de proteção da biodiversidade, principalmente de ter mecanismos de acesso a recurso genético que não leve à biopirataria e que promova a justa partilha de benefícios”.

Ao todo, a Amazônia tem extensão territorial de 6,7 milhões de quilômetros quadrados (km²), com mais de um milhão de km² de ecossistemas ribeirinhos e uma população de quase 50 milhões de habitantes. Para cuidar desse bioma fundamental para a regulação do clima global, incluindo preservar as correntes de umidade que transportam chuvas para outras partes da América do Sul, a OTCA funciona como organismo intergovernamental de promoção do desenvolvimento sustentável da região.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Cada país tem metodologias e instrumentos próprios de controle e monitoramento do território, mas a ideia da OTCA é uniformizar e padronizar esses procedimentos.

“Se não colocamos a informação de toda a região, de nada nos serve tratar de consertar de um lado e destruir outro”, observou o secretário-geral da entidade, Hildebrand. Um dos instrumentos que podem ser fortalecidos com esta iniciativa é justamente o Observatório Regional da Amazônia (ORA), que já integra diversas bases de informações e disponibiliza dados sobre o bioma em temas como biodiversidade, recursos hídricos, florestas, incêndios, povos indígenas e áreas protegidas, entre outros.

“O projeto vai desenvolver a interoperabilidade. Esse é um processo de construção coletiva. O Brasil não vai impor nada aos países e os países não vão impor nada ao Brasil. Agora, se a gente não unificar a metodologia, o crime organizado sai vencendo”, alertou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ao explicar os objetivos do projeto que será financiado pelo banco de desenvolvimento.

Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores do Hospital Veredas protestam contra atraso nos salários

O atraso no pagamento dos salários já chega a 5 meses

Ocorreu hoje de manhã (13/11), um protesto dos trabalhadores do Hospital Veredas, que ocuparam a avenida Fernandes Lima gerando um grande engarrafamento.

Os trabalahdores reivindicam o pagamento imediato dos 5 meses de salários atrasados e do 13º salário. Eles também cobram do governos estadual e da prefeitura de Maceió os repasses ao hospital dos serviços prestados ao SUS.
Segundo Vicente Oliveria, diretor da CUT Alagoas, a luta da categoria é por dignidade e respeito, “pois ninguém merece ficar tanto meses sem receber salários e eles tem o total apoio da CUT.”

Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

Hamas diz que apenas 40% de ajuda humanitária acordada entrou em Gaza

O acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza completou um mês nesta segunda-feira (10) com 271 palestinos assassinados no período, informou o Hamas. Outras 622 pessoas ficaram feridas devido aos bombardeios e disparos, incluindo 221 crianças.

“Entre os mártires, estavam 107 crianças, 39 mulheres e 9 idosos — o que significa que 58% eram crianças, mulheres e idosos — refletindo a política contínua da ocupação de assassinato sistemático contra civis desarmados”, disse o grupo por meio de nota publicada hoje.

O grupo islâmico anunciou que apenas 40% da ajuda humanitária prevista no acordo entrou em Gaza no período. O documento previa a entrada de 600 caminhões por dia, sendo 50 caminhões-tanque de combustíveis.

“As entregas de ajuda efetivas não ultrapassaram 40% da quantidade acordada — menos de 200 caminhões por dia no primeiro mês —, enquanto as remessas comerciais constituíram 60%, parte das quais foi registrada falsamente como ajuda humanitária”, informou o grupo político-militar que atua em Gaza.

O Hamas acusa ainda Israel de ter detido 35 moradores de Gaza no período, incluindo pescadores no mar, além de demolir casas dentro da linha amarela. “Essas demolições persistiram por um mês inteiro sem interrupção, causando destruição generalizada de propriedades civis”, completou a nota..

Ao mesmo tempo, Israel vem acusando o Hamas de violação do cessar-fogo. A Força de Defesa de Israel (FDI) tem alegado que supostos terroristas vêm cruzando a linha amarela, ou mesmo realizando ataques, colocando em risco soltados do exército de Israel.

“Dois terroristas foram identificados cruzando a Linha Amarela e se aproximando das tropas das Forças de Defesa de Israel (IDF) no sul da Faixa de Gaza, representando uma ameaça imediata”, informou a FDI na manhã desta segunda-feira.

O Hamas nega qualquer violação do acordo.

Ajuda humanitária

O ajuda humanitária fornecida pela Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) continuaria a enfrentar bloqueios por Israel. Isso apesar do parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ) afirmando que Israel tem a obrigação de permitir que os suprimentos fornecidos pela UNRWA entre em Gaza.

“Em violação direta do acordo, o regime de ocupação continua impedindo a entrada da assistência humanitária fornecida pela UNRWA, resultando no acúmulo de mais de 6.000 remessas de suprimentos essenciais”, informou o Hamas.

Israel alega que a Agência da ONU fornece apoio ao Hamas, mas a CIJ avaliou que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não comprovou a acusação contra a entidade das Nações Unidas que foi proibida de operar em Israel.

Segundo dados da ONU, foram entregues 3,2 mil caminhões com ajuda humanitária nesse um mês do acordo de cessar fogo, nenhum veículo era da UNRWA. 

Apesar das restrições ainda impostas, a distribuição de refeições quentes, pão e cestas básicas tem aumentado gradualmente desde o início do cessar-fogo, informou o Escritório da ONU para Ajuda Humanitária (Ocha). 

A entidade, por outro lado, reclama da falta de acesso seguro ao mar pelos pescadores, que continuam sem autorização para pesca. Além disso, a entrada de insumos agrícolas continua enfrentando restrições.

“Desde o início do cessar-fogo, 23 pedidos de nove agências de ajuda humanitária para levar quase 4.000 paletes de suprimentos de abrigo urgentemente necessários para Gaza foram rejeitados pelas autoridades israelenses. Há 57 dias, nenhuma ajuda entrou diretamente no norte de Gaza por qualquer passagem norte”, informou a Ocha.

Fonte: Agência Brasil

Colômbia suspende cooperação de inteligência com os EUA após ataques no Caribe

Decisão de Gustavo Petro responde a operações militares norte-americanas que deixaram 75 mortos e violações de soberania denunciadas pela ONU

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou nesta terça-feira (11) a suspensão imediata da cooperação de inteligência com as agências de segurança dos Estados Unidos, em resposta aos recentes ataques norte-americanos contra embarcações no mar do Caribe e no Pacífico Oriental. A informação foi divulgada pela emissora teleSUR.

Em sua conta oficial na plataforma X, Petro determinou que “se dá ordem a todos os níveis da inteligência da força pública suspender envio de comunicações e outros tratos com agências de segurança dos Estados Unidos”, medida que permanecerá em vigor enquanto persistirem os bombardeios ordenados pela administração do presidente Donald Trump.

“A luta contra as drogas deve respeitar os direitos humanos”

Ao justificar a decisão, Petro afirmou que “a luta contra as drogas deve subordinar-se aos direitos humanos do povo caribenho”. O presidente colombiano denunciou que as ações militares norte-americanas representam “violações à soberania e ao direito internacional”, reiterando a defesa da autonomia regional e do respeito à vida.

Segundo dados oficiais, pelo menos 75 pessoas foram mortas e 20 embarcações destruídas em decorrência das operações dos EUA nas águas caribenhas e pacíficas próximas à Venezuela. Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) classificaram os ataques, realizados com mísseis contra pequenas embarcações, como “execuções sumárias” e violações do direito humanitário internacional. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou publicamente as ações.

Londres também rompe colaboração

A decisão de Bogotá ocorre após o Reino Unido igualmente suspender o intercâmbio de informações de inteligência com Washington sobre as operações no Caribe. Segundo a CNN, autoridades britânicas deixaram de compartilhar dados para evitar envolvimento em ações consideradas ilegais, encerrando anos de cooperação com a Guarda Costeira dos EUA no rastreamento de embarcações suspeitas de tráfico de drogas.

O governo colombiano vem criticando de forma consistente a estratégia antidrogas norte-americana, que Petro considera ineficaz e violadora da soberania dos países latino-americanos. Em diversas ocasiões, o mandatário reafirmou que sua prioridade é o respeito aos direitos humanos e às normas internacionais, acima da cooperação militar em contextos que considera ilegítimos.

“América Latina e Caribe como Zona de Paz”

Desde agosto, os Estados Unidos mantêm no Caribe oito navios de guerra — incluindo seis destróieres, três embarcações anfíbias e um submarino —, em um dos maiores deslocamentos navais desde a Guerra do Golfo (1990-1991). Em 24 de outubro, o porta-aviões Gerald Ford e seu grupo de ataque foram enviados pelo Pentágono para reforçar a presença militar na área sob comando do Comando Sul.

Os governos de Venezuela, Colômbia e Cuba rejeitaram o aumento da presença militar norte-americana, denunciando que as operações sob pretexto de combate ao narcotráfico são, na verdade, ações de intimidação e pressão política contra países que mantêm posições soberanas ou divergentes dos interesses de Washington.

Esses governos reiteraram a necessidade de preservar a América Latina e o Caribe como “Zona de Paz”, princípio proclamado na II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada em Havana em 2014.

Fonte: Brasil 247

Lula assina medida que altera regras para vales-alimentação e refeição

Mais de 22 milhões de pessoas serão beneficiadas com limites em taxas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (11) o decreto que moderniza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A medida atualiza regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição, com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor.

As mudanças beneficiam mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão maior liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões. O decreto também traz equilíbrio para empresas e estabelecimentos, garantindo que os recursos sejam usados exclusivamente para alimentação.

Criado em 1976, o PAT é a política pública mais antiga do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e deve completar 50 anos em 2026. O programa conta com 327 mil empresas cadastradas e alcança 22,1 milhões de trabalhadores em todo o país.

Entre as novidades, o decreto estabelece limites para taxas cobradas pelas operadoras: a taxa máxima dos estabelecimentos (MDR) será de 3,6%, e a tarifa de intercâmbio terá teto de 2%. Também reduz o prazo de repasse dos valores aos estabelecimentos para até 15 dias corridos, e determina que, em até 360 dias, qualquer cartão do programa funcione em qualquer maquininha de pagamento — medida que garante interoperabilidade entre bandeiras.

Em um vídeo postado nas redes sociais, o presidente Lula disse que as novas regras serão vantajosas para supermercados, padarias e demais estabelecimentos que usam o sistema. 

“É bom para os restaurantes grandes, pequenos e médios. É bom para as padarias grandes, pequenas e médias. É bom para quem vende hortifruti, ou seja, para quem vende fruta nesse Brasil inteiro. É no Brasil inteiro que estamos falando. Se é bom para todo mundo, é bom para o trabalhador também. E se é bom para o trabalhador, é bom para o Brasil, é bom para todos nós”, afirmou.

>> Perguntas e respostas sobre novas regras

Os sistemas de pagamento com mais de 500 mil trabalhadores deverão ser abertos em até 180 dias, o que amplia a concorrência e reduz a concentração de mercado. O decreto também proíbe práticas abusivas, como descontos, benefícios indiretos e vantagens financeiras que não estejam relacionadas à alimentação.

De acordo com o MTE, as mudanças fortalecem a fiscalização e evitam distorções contratuais, promovendo um ambiente mais justo e previsível. O Comitê Gestor Interministerial do PAT será responsável por definir parâmetros técnicos e disciplinar as regras do sistema.

Para os trabalhadores, o novo decreto garante manutenção integral do benefício e uso exclusivo para alimentação. Para os estabelecimentos, amplia a rede de aceitação e melhora o fluxo de recebimentos. Já as empresas beneficiárias terão mais segurança jurídica e previsibilidade de custos.

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Principais mudanças

 Limites máximos para as taxas cobradas pelas operadoras:

A taxa cobrada dos estabelecimentos (MDR) não poderá ultrapassar 3,6%. A tarifa de intercâmbio terá teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional. As empresas terão 90 dias para se adequar a essas regras.

– Interoperabilidade plena entre bandeiras:

Em até 360 dias, qualquer cartão do programa deverá funcionar em qualquer maquininha de pagamento, com a implantação da interoperabilidade plena entre bandeiras. Essa medida amplia a liberdade de escolha de empresas, trabalhadores e estabelecimentos.

Redução do prazo de repasse financeiro:

O repasse aos estabelecimentos deverá ocorrer em até 15 dias corridos após a transação — norma que entra em vigor em até 90 dias.  Atualmente, restaurantes e similares recebem os valores 30 dias após as transações.

Abertura dos arranjos de pagamento:

Sistemas com mais de 500 mil trabalhadores deverão ser abertos em até 180 dias, de maneira que quaisquer facilitadoras que observarem as regras da bandeira poderão participar do arranjo. Isso amplia a concorrência e reduz a concentração de mercado, uma vez que, no arranjo fechado, as funções de instituidor, emissor e credenciador podem ser exercidas pela mesma empresa.

Regras de proteção:

Proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação. Essas regras têm vigência imediata, assim como a obrigação das empresas beneficiárias de orientar os trabalhadores e cumprir todas as normas do programa.

Fonte: Agência Brasil

Para prejudicar os alunos, Tarcísio quer dividir escolas de SP com mais de mil estudantes

A tática é bagunçar ao máximo para desacreditar o sistema público de ensino e facilitar a evasão escolar

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) prepara uma reorganização das escolas estaduais de São Paulo, dividindo unidades com mais de 1.200 alunos matriculados. A previsão é que a divisão aconteça antes do início do ano letivo de 2026.

A ideia é que cada uma delas ofereça uma única etapa de ensino e tenha sua própria equipe de gestão.

Com isso, duas escolas poderão funcionar no mesmo prédio.

Secretaria Estadual de Educação, comandada por Renato Feder, defende que diminuir o porte das escolas vai facilitar a gestão pedagógica, já que cada unidade passará a ser responsável exclusivamente por uma única etapa de ensino.

Em vez de uma única equipe de gestão ser responsável por uma escola, por exemplo, com 1.800 matriculados em três etapas de ensino (anos iniciais, anos finais do ensino fundamental e ensino médio) e em até três turnos de aula, elas vão cuidar de apenas um ciclo.

A lista das escolas não foi divulgada.

A reorganização deve afetar cerca de cem escolas do estado -a maioria delas fica em grandes cidades, como a capital paulista, Guarulhos e Campinas, e são mais antigas. Segundo a secretaria, das 3.000 escolas estaduais, cerca de 300 têm mais de 1.200 alunos.

Diretores de escola disseram à Folha que foram avisados do projeto na semana passada e informados de que devem formalizar a adesão até quarta-feira (12). Reclamam do pouco tempo dado para analisarem a proposta e consultar professores, alunos e famílias.

O governo confirmou que a comunicação às escolas só foi feita na semana passada, mas disse que conversas sobre o tema já tinham sido iniciadas nas UREs (Unidades Regionais de Ensino, que são responsáveis por um grupo de escolas em cada região) há mais tempo.

Michel Minerbo, subsecretário pedagógico da Seduc, diz que a média de alunos da rede estadual é de 600 alunos por escola. Por isso, consideraram como unidade de grande porte aquelas com o dobro da média, ou seja, mais de 1.200 matrículas.

“Identificamos 330 escolas de grande porte e propusemos a desagregação. São escolas com uma comunidade escolar muito grande o que dificulta a gestão, o diretor tem que lidar com uma equipe de professores muito grande, o que prejudica a melhoria de resultados educacionais”, diz.

Ele garante que nenhuma etapa de ensino será fechada nessas escolas. Diz que haverá apenas um reorganização da forma como são ofertados.

“As escolas, em geral, vão ser reagrupadas em turnos. Então, vamos ter uma escola funcionando com uma etapa pela manhã e outra funcionando com outra etapa no período da tarde. Nenhum aluno ou professor será realocado para outro prédio escolar.”

Organização das escolas

A ideia de reorganizar a rede estadual paulista, a maior do país com mais de 3 milhões de alunos, não é nova. Há dez anos, o então governador Geraldo Alckmin, propôs agrupar escolas para que atendessem apenas uma etapa de ensino.

O plano de 2015 previa o fechamento de mais de 90 escolas e a transformação de outras 754 para que atendessem apenas uma etapa, afetando mais de 300 mil alunos.

Sem ter sido discutido ou consultado com as comunidades escolares, o projeto enfrentou forte reação dos estudantes que ocuparam dezenas de unidades em protesto contra o fechamento.

A Secretaria da Educação diz que a “desagregação” e a consequente redução do porte das escolas estão de acordo com o que aponta a literatura acadêmica. Escolas com maior número de alunos, número de turnos e etapas de ensino são consideradas de maior complexidade de gestão pedagógica.

“A desgregação têm como objetivo principal ampliar a proximidade e a comunicação da equipe gestora e dos coordenadores pedagógicos com o grupo de professores”, diz um documento apresentado aos diretores de escola.

O documento também defende que, ao reduzir o tamanho das escolas, será possível que as equipes gestoras possam “aprimorar a condição de identificar defasagens de aprendizado e criar estratégias de recomposição.”

Fonte: ICL

Ataque de Israel mata três e deixa milhares de palestinos desaparecidos em Gaza

  • O Ministério da Saúde de Gaza diz que pelo menos três pessoas foram mortas pelas forças israelenses nas últimas 24 horas, enquanto os ataques israelenses continuam apesar do cessar-fogo.
  • O Parlamento de Israel avançou na primeira leitura de uma lei que aplica a pena de morte para casos de “terrorismo”, que os críticos temem que se aplique na prática apenas aos palestinos.
  • A Defesa Civil de Gaza disse que recuperou 35 corpos não identificáveis de uma clínica médica na Cidade de Gaza, enquanto as famílias dos palestinos desaparecidos continuam esperando pela confirmação da morte de seus entes queridos.
  • A guerra de Israel em Gaza matou pelo menos 69.182 palestinos e feriu 170.694 desde outubro de 2023. Um total de 1.139 pessoas foram mortas em Israel durante os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, e cerca de 200 foram capturadas.

Fonte: Al Jazeera

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