Repórter que denunciou clube de tiro foi esfaqueado

Hipótese é apenas uma das linhas investigadas pela polícia. Vizinhos do estande mostraram à equipe da emissora que balas acertavam lotes rurais e residenciais da região, e exigiam suspensão do estabelecimento

O repórter Gabriel Luiz, editor do DFTV da TV Globo de Brasília, que foi esfaqueado por dois homens no fim da noite de quinta-feira (14) na porta do prédio onde mora, na capital federal, fez uma matéria na última segunda-feira (11) denunciando o funcionamento perigoso de um clube de tiro em Brazlândia, uma região administrativa do Distrito Federal. A Polícia Civil do DF investiga várias linhas como motivação para o crime e, conforme apurado pela reportagem da Fórum, essa é uma delas.

Inaugurado recentemente, o estande de tiro fica às margens da BR-251 e tem deixado moradores da vizinhança desesperados, já que as balas saem do que deveria ser um perímetro de segurança, atingindo lotes residenciais e rurais nos arredores. A população local mostrou dezenas de projéteis de revólveres, pistolas e fuzis, assim como os furos em paredes e árvores dos imóveis.

Um homem que vive num lote vizinho diz na reportagem dirigida por Gabriel que “não vai perder sua vida porque esse pessoal fica aí”, enquanto outro contou a estratégia que usa quando os projéteis cruzam as cabeças de trabalhadores de uma roça instalada atrás do clube. “A gente vê as balas zuando aí e aí só abaixa”, disse o agricultor na matéria.

Gabriel mostra ainda que o fundo do lugar onde ficam colocados os alvos é protegido apenas por um barranco baixo e uma camada de pneus na parte superior, o que não é o suficiente para evitar que as balas atinjam os vizinhos.

Num determinado trecho da reportagem, funcionários do clube de tiro aparecem para discutir com os moradores que davam depoimento à equipa da TV Globo, e Gabriel está presente. Um dos habitantes dos sítios vizinhos chega a perguntar para um dos atiradores “se ele está o ameaçando”.

Fonte: Revista Fórum

Governador em exercício quer transferir prédio da educação para o poder Judiciário

Manobra do governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas foi publicada no blog do Kleverson Levy:

Está publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) e que também está no exercício do cargo de governador do Estado, Kléver Rêgo Loureiro, o pedido de doação do prédio da antiga Secretaria de Estado de Educação (Seduc), no centro de Maceió.

A Mensagem de Nº 41, de 11 de Abril de 2022, enviada à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), foi publicada no DOE na última terça-feira, 12 Abril.

No texto, o governador em exercício solicita à Casa de Tavares Bastos que seja autorizado a doação do imóvel localizado à Rua Barão de Alagoas, nº 141, Centro, Maceió/AL, ao Poder Judiciário do Estado de Alagoas.

De acordo com a mensagem governamental, a justificativa para doação do antigo terreno – que já foi palco de lutas e conquistas na Educação de Alagoas – estar no parágrafo único do art. 8º da Constituição Estadual, onde ‘os bens integrantes do patrimônio imobiliário do Estado não poderão ser objeto de alienação ou aforamento senão em virtude de lei’.

Mensagem de Nº 41, de 11 de Abril de 2022

“Assim, esta proposição tem como objetivo doar imóvel pertencente ao patrimônio imobiliário do Estado de Alagoas para atender às necessidades administrativas do Tribunal de Justiça de Alagoas – TJ/AL, que teve sua estrutura ampliada em razão da ampliação do número de desembargadores do Tribunal. Além do mais, tendo em vista que o imóvel objeto da doação se encontra desocupado e há existência de necessidade de um bem com tais características por parte do TJ/AL, a via adequada é a transferência pela doação”, conclui o pedido de Kléver Loureiro.

Por outro lado, a Mensagem de Nº 41, de 11 de Abril de 2022, enviada à ALE pelo Poder Executivo, se tranformou em Projeto de Lei Ordinária Nº 896 de 2022.

O PL tramita, desde a última quarta-feira (13), na 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). O Projeto de Lei está em análise e aguarda emissão do parecer da Comissão.

A CCJR na Assembleia Legislativa de Alagoas é formada por sete deputados estaduais.

Em 2016…

A antiga sede da Seduc foi desocupada em 2012, após apresentar inúmeros problemas estruturais, principalmente, de infiltração. À época, os servidores da administração da Seduc foram transferidos para o Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa) e permanecem até os dias de hoje.

Fotos: Agência alagoas/Arquivo

No segundo ano de mandato do ex-governador Renan Filho (MDB), lá em 2016, a ideia era que o prédio da Seduc fosse transformado no Centro de Formação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ligado à Educação Profissional Tecnológica.

Até hoje, nada!

Ou seja: seis anos se passaram da promessa de “fazer algo”, o prédio continua abandonado e foi desocupado desde 2012.

Porém, o interessante é que o antigo imóvel da Seduc, na Rua Barão de Alagoas, no centro de Maceió, está desativado há anos e a ex-gestão do ex-governador Renan Filho nunca que conseguiu fazer nada naquele espaço tão amplo, central e bem localizado na capital alagoana.

Por fim, em 2022 eleitoral, foi preciso o presidente do TJ-AL e governador em exercício, Kléver Rêgo Loureiro, assumir o comando do Estado – em menos de 30 dias – e pedir autorização ao parlamento alagoano para fazer doação do terreno ao Poder Judiciário de Alagoas.

Como assim?

E viva a política em Alagoas!

#VidaQueSegue

Garimpeiros armados invadem aldeia dos indígenas Xipaya no Pará

A cacica Juma Xipaya denunciou na noite desta quinta-feira (14), em vídeo publicado em uma rede social, que a aldeia Karimaa, na Terra Indígena Xipaya, foi invadida por garimpeiros armados. Segundo a liderança, uma balsa de grande porte, com maquinários para a extração de ouro, desceu o Rio Iriri em direção ao território. Seu pai, Francisco Kuruaya, foi agredido com socos e empurrões. O território Xipaya, onde vivem cerca de 200 pessoas, fica distante a 400 quilômetros de Altamira, no sudeste do estado do Pará. 

“A gente nunca tinha visto um maquinário desses por aqui’, declarou Juma, contando temer a destruição ambiental do território Xipaya com o possível incremento da atividade ilegal de garimpo.

De acordo com declarações de Juma, seu pai tentou dialogar com os garimpeiros ilegais, pedindo para que se retirassem da área, por se tratar de uma Terra Indígena. “Meu pai tentou filmar a ação dos garimpeiros, que já chegaram lá operando as dragas, mas foi agredido por oito homens armados que tentaram tomar o celular dele. A sorte foi que ele conseguiu sair e voltar para avisar as outras aldeias”, declarou a líder.

Juma disse que o pai conseguiu retornar para sua aldeia e, utilizando a rede social Whatsapp, convocou outras lideranças para irem atrás dos garimpeiros e impedir a invasão. “Quando chegaram, os garimpeiros, a balsa de três andares, as voadeiras e jet skis – que também faziam parte dos equipamentos dos invasores – já não estavam mais”, contou ela. 

A reportagem apurou que outras lideranças indígenas da região viram a balsa dos garimpeiros navegando no Rio Iriri em direção à Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, divisa com a Terra Indígena Xipaya e a Terra Indígena Cachoeira Seca, do povo Arara. 

Juma afirmou ter denunciado a invasão dos garimpeiros ilegais aos órgão federais, inclusive à Polícia Federal. “Estamos no meio de um feriado, eu já fiz contato com a Funai local, com o Ministério Público […] estamos com muito medo. Pedimos ajuda para que as Forças Armadas [e] a Polícia Federal cheguem no território, que possam nos ajudar, porque é agora, não é amanhã e nem depois. Estão destruindo o nosso território, estão com máquinas pesadas e nós não sabemos os tipos de armas que eles tem”.

“A gente tem medo que eles tenham se escondido nas ilhas próximas ao território e que possam atacar as aldeias durante a noite”, disse Juma em entrevista exclusiva à Amazônia Real, na madrugada desta sexta-feira (15).

A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas na Câmara dos Deputados, encabeçada pela deputada indígena Joênia Wapichana (REDE/RR), acionou o Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, alertando para para a iminência de um conflito na região e ameaças de morte do líder FranciscoKuruaya.

Mapa: Instituto Socioambiental

O ofício  encaminhado pela deputada, também foi endereçado  ao diretor da Polícia Federal, Márcio Nunes de Oliveira, e ao superintendente da Polícia Federal no Pará, Carlos André da Conceição Costa, pedindo que investigassem o caso e garantissem a proteção das cinco aldeias Xipaya que estão sob ameaça.

À deputada Federal Vivi Reis (PSOL/PA), o superintendente da PF no Pará informou que está acionando a operação Guardiões do Bioma, composta por agentes federais, membros do Ministério da Justiça, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Força Nacional, que devem chegar ao local em breve para combater a invasão e proteger a integridade física dos indígenas do território Xipaya.

Com 179 mil hectares, a Terra Indígena Xipaya foi homologada em 2012. Juma Xipaya luta há uma década pelos direitos dos indígenas impactados pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Em 2021, ela participou da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), em Glasgow, na Escócia.

Fonte: Amazônia Real

Israel invade mesquita e deixa mais de 150 palestinos feridos

As forças israelenses invadiram o complexo da Mesquita de al-Aqsa na Cidade Velha ocupada de al-Quds, ferindo mais de 150 fiéis em violência intensificada no mês sagrado do Ramadã.

A agência de notícias palestina Ma’an disse que a violência eclodiu na madrugada de sexta-feira, quando as forças de ocupação invadiram a mesquita de al-Aqsa através do Portão Marroquino, também conhecido como Portão Mughrabi, disparando bombas sonoras e balas de borracha contra os fiéis aleatoriamente.

“Confrontos violentos eclodiram entre as forças de ocupação e centenas de jovens que foram mobilizados nos pátios de al-Aqsa”, disse a agência, acrescentando que as forças israelenses estavam obstruindo o trabalho das ambulâncias que chegam aos portões de entrada da mesquita.

Relatos da mídia disseram que as forças de ocupação também atacaram paramédicos e equipes de imprensa, perseguiram-nos nos pátios da mesquita de al-Aqsa e espancaram vários deles.

A Sociedade Palestina do Crescente Vermelho (PRSC) informou que 152 palestinos em jejum foram transferidos para hospitais em al-Quds ocupados por ferimentos como resultado do ataque.

O regime intensificou seus atos mortais de agressão nos territórios palestinos desde o início do Ramadã, como resultado do qual os palestinos resistiram mais forte para combater a agressão.

Cerca de duas dúzias de palestinos foram mortos pelo fogo israelense desde 22 de março, enquanto o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, já deu às forças israelenses carta branca para “derrotar” o que chamou de “terror” na Cisjordânia.

O movimento de resistência islâmica Hamas condenou fortemente os recentes assassinatos em toda a Cisjordânia ocupada, afirmando que eles expuseram a natureza terrível do regime de Tel Aviv.

Adolescente palestino sucumbe aos ferimentos em Jenin

Os confrontos na sexta-feira ocorreram poucas horas depois que outro palestino foi morto pelas forças do regime na cidade ocupada de Jenin, na Cisjordânia.

A agência de notícias oficial da Palestina, Wafa, disse que o palestino de 17 anos Shawkat Kamal Abed sucumbiu aos ferimentos um dia depois de ser baleado durante um ataque conduzido por forças israelenses na vila de Kafr Dan, a noroeste de Jenin.

O adolescente palestino foi transferido para o Hospital Ibn Sina em Jenin para tratamento antes de sucumbir aos ferimentos.

Ao anunciar a morte de Kamal Abed, o Ministério da Saúde palestino disse que a última fatalidade elevou para sete o número de palestinos mortos em todo o território ocupado em menos de 48 horas.

Fawaz Hamayel, da cidade de Beita, no sul de Nablus, sucumbiu a tiros das forças de ocupação israelenses na quarta-feira. Shas Kammaji, irmão do prisioneiro palestino Ayham Kammaji, foi morto em confrontos na cidade de Kafr Dan, a oeste de Jenin, e Mustafa Faisal Abu al-Rub foi morto a tiros por soldados israelenses na entrada oeste de Jenin.

As tensões aumentaram na terra ocupada desde a última quinta-feira, quando os palestinos lançaram um ataque de retaliação no coração de Israel, Tel Aviv, como parte de sua resistência à intensificação da repressão israelense. Desde então, as forças israelenses realizam ataques em diferentes cidades, especialmente em Jenin.

O ataque foi realizado quando um jovem palestino, identificado como Raad Fathi Hazem, entrou em um pub em uma movimentada rua principal de Tel Aviv e começou a disparar sua arma.

O jovem de 28 anos, morador do campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia, foi morto por forças israelenses em um tiroteio antes do amanhecer perto de uma mesquita na primeira sexta-feira do Ramadã.

Grupos de resistência palestinos e o movimento de resistência libanesa do Hezbollah saudaram a ação de Hazem como uma “operação heroica”.

Hamas elogia defesa palestina da mesquita de al-Aqsa

Fawzi Barhoum, porta-voz do movimento de resistência palestino Hamas, saudou o povo palestino por sua defesa da sagrada mesquita al-Aqsa em meio à escalada da agressão israelense no Ramadã.

“Saudamos nosso povo na cidade ocupada de al-Quds e os palestinos na mesquita de al-Aqsa por defender este local sagrado e por seu confronto heroico com as forças de ocupação sionistas”, disse Barhoum.

O porta-voz do Hamas disse que “as imagens heroicas dos fiéis e jovens ao enfrentar os soldados da ocupação lembram as imagens heroicas da resistência e do fracasso do projeto dos portões eletrônicos que nossa nação enfrentou nos territórios ocupados de al-Quds e de 1948”.

“Nossa nação se levantará para ajudar a mesquita de al-Aqsa e seus fiéis, e assim como eles venceram todas as suas lutas contra este regime, eles também derrotarão os ocupantes nesta batalha”, enfatizou Barhoum. “E [nossa nação] tem poder suficiente para cumprir sua vontade e impedir a implementação das equações impostas pelo regime sionista ocupante ao povo palestino em al-Quds e na mesquita de al-Aqsa”.

O funcionário do Hamas também disse: “Nosso povo em al-Quds não está sozinho em sua batalha na mesquita de al-Aqsa, mas toda a nação palestina e os heroicos grupos de resistência, bem como suas forças vigilantes e filhos da busca pela liberdade. nação, estão ao seu lado”.

Fonte: Brasil 247

Forças armadas compram viagra, próteses penianas, botox e remédio para calvície

Após sucessivos escândalos de compras de alimentos de luxo e bebidas, início desta semana, foi revelado que as Forças Armadas, que reúne no Exército, Marinha e Aeronáutica 360.000 soldados ativos, compraram, com dinheiro público Viagra, próteses penianas de até 25 centímetros e remédio para calvície. A denúncia foi feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO).

Mais licitação do Ministério da Defesa levanta questionamentos: foram aprovados aquisição de mais de 35 mil comprimidos de Viagra, medicamento usado para tratar disfunção erétil, 60 próteses penianas infláveis para unidades ligadas ao Exército e Minoxidil e a Finasterida, dois principais medicamentos usados para combater a calvície masculina.

Os dados das compras são do portal da Transparência e do painel de preços do governo e foram compilados e denunciados pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO).

Sobre a compra do Viagra, o deputado pediu explicações ao Ministério da Defesa, chefiado pelo general do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que substituiu o também general Walter Braga Netto, que deve ser o candidato a vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

De acordo com o deputado, 8 processos de compra de Viagra foram aprovados desde 2020, e ainda estão em vigor neste ano. Nos processos, o medicamento aparece com o nome genérico Sildenafila, nas dosagens de 25 mg e 50 mg. A maior parte dos medicamentos é destinado à Marinha, com 28.320 comprimidos. Outros 5 mil comprimidos são para o Exército e 2 mil para a Aeronáutica.

Por meio de nota, a Marinha disse que o Viagra seria usado para o tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar, “doença grave e progressiva que pode levar à morte“. O Exército também apresentou a mesma justificativa, dizendo que os hospitais da corporação, que atendem os militares e seus dependentes, devem ter o medicamento para tratar a condição.

A alegação foi desmentida por especialistas. A pneumologista que coordena a Comissão de Circulação Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Verônica Amado, disse ao Uol que a dosagem de 25 mg como a do Viagra, não é a prevista na literatura médica para tratar hipertensão arterial pulmonar.

No caso da compra das próteses penianas, o deputado Elias Vaz, e o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) vão pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF) para investigar e determinar o por quê da compra.

O Portal da Transparência e o Painel de Preços do governo federal apontam que foram feitos três pregões eletrônicos no ano passado para comprar os produtos, cujo comprimento varia entre 10 e 25 centímetros.

O primeiro pregão teve a compra de dez próteses, autorizada no dia 2 de março de 2021, no valor de R$ 50.149.72 cada, para o Hospital Militar de Área de São Paulo. O fornecedor foi a empresa Boston Scientific do Brasil LTDA.

Um segundo certame estabeleceu, no dia 21 de maio de 2021, a aquisição de 20 próteses, ao custo de R$ 57.647,65 cada, para o Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS). A empresa fornecedora foi a Quality Comercial de Produtos Médicos Hospitalares LTDA.

O terceiro pregão determinou, no dia 8 de outubro de 2021, a compra de 30 próteses, cada uma orçada em R$ 60.716,57, para o Hospital Militar de Área de São Paulo. A empresa Lotus Medical Distribuidora e Comércio de Produtos Médicos Eireli foi encarregada de fornecer as unidades.

O Centro de Comunicação Social do Exército emitiu uma nota sobre o caso afirmando que que apenas três próteses penianas foram compradas pelo Exército, no ano de 2021, para cirurgias de usuários do Fundo de Saúde do Exército (FUSEx). “Cabe destacar que os processos de licitação atenderam a todas as exigências legais vigentes, bem como às recomendações médicas“, diz a nota.

“Informamos que o Sistema de Saúde do Exército, que atende cerca de 700 mil pessoas, tem como receita recursos do Fundo de Saúde do Exército, composto por contribuição mensal de todos os beneficiários do Sistema e da coparticipação para o pagamento dos procedimentos realizados. Por fim, é atribuição do Sistema de Saúde do Exército atender a pacientes do sexo masculino vítimas de diversos tipos de enfermidades que possam requerer a cirurgia para implantação da prótese citada“, disse.

Fonte: Pragmatismo Político

Guerra na Ucrânia eleva a pobreza e a fome

Em pouco mais de um mês, a guerra na Ucrânia já causou mortes e destruição de infraestruturas em níveis gigantescos. Além do horror atual, os reflexos da ofensiva russa sobre a vida das populações poderão se estender por muitos anos.

De acordo com estimativas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), 90% dos ucranianos poderão ir para baixo da linha da pobreza se o conflito se mantiver. O país sofreria um atraso de décadas, “deixando profundas cicatrizes sociais e econômicas para as gerações futuras”, segundo o organismo (UOL, 16/3).

No pior cenário projetado pelo PNUD, a queda do produto interno bruto (PIB) ucraniano em decorrência da guerra pode ser comparada à registrada na Líbia, onde a intervenção imperialista (disfarçada de combate de “rebeldes” contra o regime de Kadafi) levou ao virtual esfacelamento do país.

A guerra já causou o fechamento de pelo menos metade das empresas ucranianas, com a outra metade tendo de trabalhar bem abaixo de sua capacidade. O fim dos combates é uma necessidade para a própria sobrevivência, em condições dignas, da população.

Deslocamentos forçados
Um efeito bem visível do conflito é a fuga de pessoas para outros pontos da Ucrânia ou para países vizinhos. Em um mês, 3,7 milhões de ucranianos foram para outras nações, naquela que é considerada a maior onda de migração na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Os deslocados internos são mais de 6 milhões.

Se os deslocamentos forçados já trazem em si vários riscos, a situação afeta particularmente as crianças. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que 4,3 milhões de crianças, mais da metade da população infantil de 7,5 milhões na Ucrânia, teve de se deslocar (Estadão, 27/3). Os que saíram de seus locais de moradia se dividiram entre outros pontos do país (2,5 milhões) e países vizinhos (1,8 milhão). Para muitas dessas crianças, os traumas são de difícil recuperação.
A essas consequências sociais graves soma-se o custo econômico para a recuperação da situação, que será gigantesco.

Efeitos das sanções
Na Rússia, as sanções decididas pelas potências ocidentais levaram à queda da cotação da moeda (rublo) e à alta das taxas de juros. Os produtos provenientes do exterior que ainda estão disponíveis são vendidos até 40% mais caros. É o caso do material médico, por exemplo. Além disso, grandes empresas estrangeiras fecharam as portas no país, o que causou dezenas de milhares de demissões e o agravamento de problemas sociais.

As sanções poderão causar também, em médio prazo, uma crise global, com o aumento da fome, em razão do abalo nas vendas de grãos. Rússia e Ucrânia responderam, nos últimos cinco anos, por 30% das exportações mundiais de trigo e 75% das exportações de óleo de girassol, para ficar em dois exemplos. Com a guerra, essas vendas estão comprometidas, o que provoca escassez dos alimentos e alta de preços.

Cláudio Soares

Fonte: O Trabalho

Paralisação dos servidores é marcada por protesto e bloqueio de rua em Maceió

A sede da Secretaria Municipal de Gestão de Maceió ficou lotada de servidores na manhã desta quarta-feira (13). Em dia de paralisação geral, o Movimento Unificado organizou protesto para cobrar propostas de valorização para todas as categorias. Com presença massiva da educação, o Sinteal reforçou com cartazes faixas e bandeiras o apelo ao prefeito JHC.

Inicialmente dentro do estacionamento da Semge, a mobilização lotou o espaço com trabalhadoras/es de todos os setores de serviços públicos municipais. Educação, saúde, segurança e setor administrativo se reuniram em uma só voz cobrando respeito.

Consuelo Correia, presidenta do Sinteal, relembra a pauta do movimento. “A proposta de não dar reajuste salarial fez com que o sentimento de indignação tomasse conta de todos. Mas não é só disso que reclamamos, a pauta da valorização inclui condições dignas de trabalho, estrutura física e tantas outras questões que estamos dialogando. A gestão fala sorrindo, diz que quer o melhor, mas na prática as ações são de destruição do serviço público”.

Na educação, a estrutura das escolas pede socorro. Foram flagradas escolas sem ventilação, banheiros. Pias e fornecimento de água. Faltam auxiliares de sala e os estagiários que estão cuidando das crianças estão com bolsas (irrisórias de R$ 572 para 30h semanais) atrasadas. Algumas unidades estão até sem prédio (a exemplo das unidades atingidas pelas escavações da Braskem). Na saúde, a precarização e o plano de privatização desmontam o SUS e penalizam as condições de trabalho e o usuário.

Na carreira dos servidores, progressões atrasadas e acúmulo de perdas com a inflação que a prefeitura se nega a repor. “Cadê o JHC que prometeu valorizar o servidor, porque não vem aqui conversar com a gente?”, disse uma das falas.

Uma servidora da educação, que também é mãe de aluno, relatou o sentimento da população. “Não são só os servidores que estão insatisfeitos, a comunidade está sendo afetada”.

Após algumas horas sem reações da gestão, o protesto foi levado à rua e fechou vias locais. O movimento ficou ainda mais forte e com isso a gestão decidiu receber uma comissão. “Inicialmente disseram que só iam receber uma pessoa, mas pressionamos e só aceitamos sentar com todas as categorias representadas, porque o movimento é unificado”, relatou Consuelo.

Já no início da tarde, a reunião da comissão com a gestão foi tomada por justificativas. O Secretário Municipal de Economia, João Felipe Borges e a Secretária Municipal de Gestão, Rayane Tenório pediram compreensão das lideranças. Mas assumiram a legitimidade da reivindicação.

“Reajuste é inflação, inflação come o salário do servidor, isso é obvio. Não era nem pra gente estar discutindo isso aqui”, disse João Felipe. Por outro lado, ele apresentou a mesma linha da gestão anterior que tanto foi criticada por JHC, pedindo prazo de anos para organizar as finanças, sugerindo que poderia faltar recurso para a folha no futuro.

As lideranças presentes refutaram a possibilidade de esperar anos, explicou que a categoria não aguenta mais perder poder de compra, e que não aceitará proposta que considere os biênios já conquistados.

“Se é pra transformar biênio em reajuste, não temos acordo. Esse percentual é pífio diante da inflação que hoje já está em 12%. Não dá pra aceitar agora um recuo desse, depois de tanta promessa nas eleições”, disse Consuelo.

Os gestores se comprometeram a se reunir na próxima segunda-feira (18) para discutir uma nova proposta e apresentar aos servidores até o final do dia. O movimento marcou nova assembleia unificada de luta para o dia 19 de abril, às 9h, na sede do Sinteal.

Fonte: Sinteal

Agroecologia e Saberes é tema de programa audiovisual

“Ecologia sem luta de classes é jardinagem”

Chico Mendes

Um grupo de educandos em estágio extrapolaram as barreiras do universo da Agroecologia e trouxeram para um programa audiovisual os saberes e os costumes em torno de uma vida em equilíbrio entre ser humano e natureza.

O Programa Agroecologia e Saberes é uma alternativa, segundo Da Silva, diretor do programa, de sair da sala de aula e entrar no universo da comunicação. “A sacada é trazer a agroecologia para a comunicação. E não é qualquer comunicação, é a que contempla as novas e as tradicionais mídias”, enfatizou.

Isso, ainda segundo o diretor, o programa será exibido na TVCOM MACEIÓ, canal 12 da NET TV/CLARO, pelas ondas das rádios Conexão Catimbau e A voz do campo, e, bem como nos canais de streaming e redes sociais do @agroecologiaesaberes.

“Mas, não podemos nos esquecer que somos um grupo de educandos da Universidade Popular Serta e estamos em uma formação técnica no curso de Agroecologia”, destacou Eva Moraes, gerente de produção do programa.

Segundo Moraes, a produção executiva é assinada pela produtora de comunicação alternativa “Mais 1 Da Silva” e é oferecido pelo Instituto Vale do Sol.

A direção e o roteiro é feita por Da Silva, a apresentação, direção de fotografia e edição audiovisual por Ambrosina DaGuerre, a direção artística e musical, além da miragem de som por Cacau ArcoVerde e a produção é feita por Eva Moraes e Jefferson Henrique.

A primeira edição

A primeira edição do Programa Agroecologia e Saberes teve como tema a educação e o viver agroecológico na caatinga. Para isso, a conversa foi permeada com o educador e missionário do semiárido Sebastião Alves, de Ibimirin em Pernambuco.

Ainda teve a participação do seu Florisval, de Craíbas, em Alagoas, como um picadinho de palma e um passo a passo para confecção de sabão agroecológico.

O Programa irá ao ar na TVCOM MACEIÓ, às 14h20 da terça-feira com reprise aos sábados, às 7h.

Lula pode vencer eleição no 1º turno com 50,8% dos votos válidos

Pesquisa Sensus divulgada hoje pela revista IstoÉ aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem chances de vencer a eleição para a Presidência da República em primeiro turno. O petista aparece com 50,8% dos votos válidos, ou seja, quando são desconsiderados os brancos/nulos, e aqueles que não sabem ou não responderam em quem votariam.

Não é possível cravar a vitória de Lula, porém, por conta da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula tem 43,3% dos votos totais. Para vencer em primeiro turno, o candidato tem que ter mais que a soma percentual dos demais candidatos. Excluindo-se brancos, nulos, não sabem e não respondem, os demais candidatos somam 42%.

Depois do petista, aparece o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 28,8%.

Os dois são seguidos por Ciro Gomes (PDT), com 6,3%. João Doria (PSDB) tem 2,6% e André Janones (Avante), 2%; Os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Vera Lucia (PSTU) tem 1,1%; Simone Tebet (MDB), 0,8%; Felipe D’Ávila (Novo), Eymael (DC), Leonardo Péricles (UP) e Sofia Manzano (PCB), têm todos 0,1%.Eles estão tecnicamente empatados com Doria e Janones, mas não alcançam Ciro.

Essa é a primeira pesquisa do instituto neste ano para a eleição presidencial de 2022. O levantamento foi feito já sem o nome do ex-ministro Sergio Moro (União Brasil), e antes do nome de Luciano Bivar ser apresentado como possível pré-candidato do partido.

A pesquisa está registrada sob o número BR-01631/2022 e foi realizada entre os dias 8 e 11 de abril, quando foram feitas 2 mil entrevistas domiciliares com pessoas a partir de 16 anos. O levantamento foi feito em 108 municípios de 24 unidades da federação, nas cinco regiões do país. Não foram ouvidos eleitores do Acre, Amapá e Roraima, estados menos populosos do Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.

Veja o cenários considerado pela pesquisa:

Cenário 1º turno – Estimulada: Lula (PT) – 43,3% Bolsonaro (PL) – 28,8% Ciro Gomes (PDT) – 6,3% João Doria (PSDB) – 2,6% André Janones (Avante) – 2% Vera Lúcia (PSTU) – 1,1% Simone Tebet (MDB) – 0,8% Felipe D’Ávila (Novo) – 0,1% Eymael (DC) – 0,1% Leonardo Péricles (UP) – 0,1% Sofia Manzano (PCB) – 0,1% Brancos e nulos – 7,8% Não sabem ou não responderam – 7,1%

Fonte: Uol

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