Lula lidera e pode vencer já no primeiro turno, diz pesquisa Quaest

Lula tem 30% das intenções de voto

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (1), apontou o ex-presidente Lula com 47% dos votos e Jair Bolsonaro, em segundo lugar, com 26%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) soma 9%, seguido pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 6%. Em outros quatro cenários, a menor porcentagem do petista é de 44%. Tendência é de vitória no primeiro turno

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (1), apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança isolada, com 47% dos votos, contra 26% de Jair Bolsonaro, 9% do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e 6% do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Ao todo, 8% disseram que não votariam em candidato algum e 5% afirmaram estar indecisos.

Em outro cenário, o petista alcança 46% dos votos e Bolsonaro, 26%. Ciro atinge 8%, Doria, 6%, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), 1%. De acordo com os dados, 7% disseram que não votariam em postulante algum e 5% relataram indecisão.

Em um terceiro cenário, Lula, Bolsonaro e Ciro conseguem os mesmos percentuais – 46%, 26% e 8%, respectivamente. Doria alcança 5% e a senadora
Simone Tebet (MDB-MS), 2%. Segundo as estatísticas, 8% não optaram por candidatura alguma e 5% disseram estar indecisos.

Em um quarto cenário, o ex-presidente Lula atinge 44% do eleitorado e Bolsonaro, 25%, seguido pelo apresentador José Luiz Datena (PSL), com 7%. Ciro aparece com 6% e Doria com 3%, seguido pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 2%, e por Simone Tebet, com 1%. Ao todo, 6% afirmaram que não votariam em postulante algum e 5% ficaram entre os indecisos. 

No quinto cenário, Lula consegue 44% dos votos e Bolsonaro 24%, seguido por Ciro e por Datena, os dois com 7%. Depois viriam Mandetta e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ambos com 2%, e Simone Tebet, com 1%. Os números mostraram que 7% não apontaram preferência alguma e 5% relataram indecisão.

Foram entrevistadas 2 mil pessoas por meio de questionário presencial entre os dias 26 e 29 de agosto nos 27 estados brasileiros. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Segundo turno

Em um eventual segundo turno, Lula ganha de Bolsonaro por 55% a 30%. Em agosto, o petista tinha 54% contra 33% do seu adversário.

Bolsonaro só venceria em um eventual segundo turno contra Rodrigo Pacheco (36% a 33%). 

Em segundo turno entre Ciro e Bolsonaro, o pedetista tem 45% dos votos e o seu oponente, 33%.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro vai aumentar a conta de luz de novo, taxa extra vai subir 50%

O presidente Jair Bolsonaro durante solenidade de Ação de Graças, no Palácio do Planalto.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou hoje a criação de uma nova bandeira para a conta de luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A taxa tem o valor de R$ 14,20 por 100 kWh, e será aplicada à conta de luz a partir desta quarta-feira (1º). A bandeira ficará em vigor até 30 de abril de 2022.

O novo valor representa um aumento de 49,6% (ou R$ 4,71) em relação à atual bandeira vermelha patamar 2 (de R$ 9,49 por 100 kWh), que estava sendo aplicada à conta de luz. No final de junho, o valor da bandeira vermelha patamar 2 já havia subido 52%.

As bandeiras tarifárias são independentes da tarifa de energia, e acrescentadas ao valor da conta dependendo das condições de geração de energia no setor elétrico. Quando o cenário é favorável, não há acréscimo (bandeira verde). A bandeira amarela indica cenário menos favorável, enquanto as vermelhas (patamar 1 e 2) apontam para condições custosas de geração de energia.

A bandeira de emergência hídrica não existia. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a nova taxa provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados, como os residenciais. Veja o exemplo dado pela pasta:

  • – Conta de luz em agosto para 100 kWh consumidos: R$ 60 (tarifa média de energia) + R$ 9,49 (bandeira vermelha patamar 2) = R$ 69,49.
  • – Conta de luz a partir de 1º de setembro para 100 kWh consumidos: R$ 60 (tarifa média de energia) + R$ 14,20 (bandeira de escassez hídrica) = R$ 74,20.
  • – Diferença no total da conta entre agosto e setembro = R$ 4,71, ou 6,78%.

Fonte: Uol

Depois de privatizar a água, Renan Filho aumenta a tarifa em 8,08%

Depois da polêmica da privatização da Casal, empresa responsável pelo fornecimento de água e saneamento, agora começa o tão esperado tarifaço, a conta de água da Região Metropolitana de Maceió ficará 8,08% mais cara a partir de outubro.

É isso mesmo. Enquanto metade da população de Alagoas vive em situação de pobreza e o desemprego atinge 246 mil pessoas, o governo Renan Filho para agradar a BRK Ambiental, que se apropriou da nossa água, sanciona o reajuste que foi aprovado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), órgão do próprio governo.

Alagoas registra a quarta maior taxa de desempregados do país

Em números absolutos, o desemprego atingia 246 mil pessoas em Alagoas no segundo trimestre de 2021, diz levantamento do IBGE

Alagoas apresentou a quarta maior taxa de desocupação do país no trimestre referente aos meses de abril, maio e junho, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta terça-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa média de desocupação no estado foi estimada em 18.8% no segundo trimestre de 2021, isto é, quase um a cada cinco alagoanos com idade para trabalhar (14 anos ou mais) estava sem emprego no período. Na comparação com as demais unidades da federação, Alagoas ficou atrás apenas de Pernambuco (21,6%), Bahia (19,7%) e Sergipe (19,1%).

Em números absolutos, o desemprego atingia 246 mil pessoas em Alagoas no 2º trimestre de 2021. O resultado não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre imediatamente anterior de 2021 (janeiro, fevereiro e março), quando a desocupação atingia 254 mil pessoas. Já na comparação com o segundo trimestre de 2020, houve um aumento no desemprego de aproximadamente 25%. Já o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 1.652 no segundo trimestre, não mostrando variação significativa em relação ao segundo trimestre de 2020 ou primeiro trimestre de 2021.

Estimada em 1,060 milhão de pessoas no segundo trimestre de 2021, a população ocupada teve aumento de 155 mil (17,2%) em relação ao mesmo período do ano anterior. Com relação ao primeiro trimestre deste ano, houve crescimento de 42 mil pessoas, ou seja, variação de 4,1%.

SEM CARTEIRA ASSINADA

Na análise da ocupação do setor privado, a Pnad estimou que o número de trabalhadores com carteira assinada no período de abril a junho de 2021 aumentou em 30 mil pessoas (12,6%) em relação ao mesmo intervalo de tempo do ano anterior. Entretanto, em relação aos três primeiros meses deste ano, a variação foi de -1,4%, configurando estabilidade.

O movimento de crescimento também foi observado entre os empregados sem carteira de trabalho assinada. Estimado em 154 mil pessoas, esse grupo aumentou em 27 mil pessoas (21,8%) em relação ao mesmo período do ano anterior, sem apresentar, contudo, variação estatisticamente significativa na comparação ao primeiro trimestre de 2021. No Brasil, a taxa de desocupação recuou para 14,1% no segundo trimestre deste ano, uma redução de 0,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre. Apesar da diminuição na taxa, o país ainda soma 14,4 milhões de pessoas na fila em busca de um trabalho. Esse recuo na taxa foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas (87,8 milhões), que avançou 2,5%, com mais 2,1 milhões no período. Com isso, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual para 49,6%, o que indica, contudo, que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. O número de empregados com carteira assinada no setor privado avançou 2,1%, totalizando 30,2 milhões no segundo trimestre do ano, frente ao anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o contingente ficou estável, mas interrompeu quatro trimestres sucessivos de quedas. A ocupação também avançou no segundo trimestre com o aumento de 3,4% no número empregados no setor privado sem carteira (10,0 milhões) na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, esse contingente subiu 16,0% ou 1,4 milhão de pessoas.

Fonte: Gazeta Web

Estiagem leva 38 cidades de Alagoas à situação de emergência

O Ministério do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação de emergência por causa da estiagem em 38 municípios de Alagoas. A portaria assinada pelo secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, foi publicada nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União.

A decisão levou em conta o decreto de 21 de julho do governo alagoano, que apontou redução das chuvas no semiárido de Alagoas a níveis inferiores ao normal.

O impacto nos reservatórios de água tem dificultado o abastecimento para consumo de pessoas e animais.

O documento também lembra que a região já tem posição socioeconômica desfavorável e a falta de chuvas agrava a situação.

A medida permite a adoção de ações urgentes para atender a população e combater os efeitos da estiagem na região.

Arapiraca, Delmiro Gouveia, Igaci, Major Isidoro, Olivença e Piranhas são alguns dos municípios que tiveram situação de emergência reconhecida.

Fonte: Agência Brasil

A Bolsa ou a vida – um filme manifesto de Sílvio Tendler

Presença de Silvio Tendler para o debate.

“A Bolsa ou a Vida” é um filme-manifesto que incorpora diferentes olhares em um quebra-cabeças sobre o Estado, a financeirização, a desigualdade, a vida nas cidades, nas florestas e no campo e as portas de saída para o pandemônio em que vivemos.

No dia 31 de agosto, às 19 horas, acontecerá o lançamento do projeto de extensão Cineclube Câmera Invertida (Campus Muriaé) e também a comemoração dos cinco anos do Cineclube Silvio Tendler (Campus Avançado Cataguases). E nessa sessão especial teremos a exibição do filme A bolsa ou a vida de Silvio Tendler que estará conosco no debate, o que nos deixa muito felizes e amplia nossa vontade de contar com vocês nesse importante momento.

Como participar

Como, já dito, será uma sessão especial que se iniciará com a exibição do filme e, na sequência, acontecerá o debate. Para participar, vocês devem acessar o link abaixo e cadastrarem-se no Discord (que é bastante simples, mas caso tenham alguma dificuldade, basta entrar em contato que a gente pode ajudar). O importante é que vocês participem com a gente e ajudem-nos a divulgar nossos Cineclubes, que têm o objetivo de contribuir para o debate crítico das questões sociais contemporâneas.

31/08 às 19:00

Link: https://discord.gg/WArNyrhn

Política econômica de Bolsonaro faz a alegria dos banqueiros e a desgraça do povo

Os grandes bancos privados brasileiros tiveram uma alta de 60% no lucro médio obtido neste 2º trimestre em relação ao ano passado. Apenas no trimestre, Bradesco, Itaú e Santander lucraram juntos R$ 21,5 bilhões. Isso apesar da economia ainda estar patinando, com centenas de milhares de pequenas e médias empresas falidas com a crise e a pandemia. Apesar do desemprego se manter em nível recorde, com mais de 15 milhões de desocupados e outros quase 20 milhões com algum trabalho de período reduzido, mas insuficiente. Apesar da renda dos trabalhadores derreterem diante de uma inflação impiedosa.

O endividamento das empresas atingiu alta histórica (61% do PIB) e 70% das famílias brasileiras estão afundadas em dívidas. O recente lucro dos bancos tem vindo inclusive daí: empréstimos feitos durante a pandemia que tiveram garantias dadas, como parte do pacote emergencial, pelo Banco Central. E agora, que este retoma a elevação na taxa Selic, os bancos manterão seus elevados lucros, ganhando juros da dívida pública.

Na mesma toada, o governo fez aprovar na Câmara nesta semana uma nova reforma trabalhista que, entre outros ataques a direitos, cria uma modalidade de trabalho sem férias, 13º ou FGTS e cria outra modalidade sem carteira assinada, direitos trabalhistas ou previdenciários – além de dificultar a fiscalização trabalhista, inclusive perante trabalho escravo.

É por tudo isso que Bolsonaro não será tão facilmente abandonado pelo grande capital, pela mídia que este financia ou pelas instituições podres, como o Congresso, o Judiciário e as Forças Armadas – a despeito do incômodo diuturno por eles sentido com lambança que o presidente faz questão de escancarar. Não por acaso, na Câmara, em que o impeachment se mantém trancado e engavetado, 228 deputados (incluindo boa parte da bancada do Centrão, do PSDB, Novo etc.) votaram na proposta golpista e estapafúrdia de Bolsonaro de voto impresso – muito acima do esperado, ainda que insuficiente para aprova-la.

Enquanto isso, o governo tenta recuperar sua popularidade a 2022. Ele espera a manutenção da retomada do mercado internacional de produtos exportados pelo Brasil (commodities agrícolas e minerais). Algo de impacto duvidoso, já o setor primário-exportador emprega pouco, tendo efeito limitado sobre a economia brasileira como um todo. Ademais, boa parte da alta de tais produtos já ocorreu neste ano.

Mas para tentar turbinar a popularidade de seu chefe, Guedes procura expedientes para elevar gastos (incluindo algum aumento no Bolsa Família), driblando o Teto de Gastos do qual se finge guardião. Um deles será o calote do pagamento dos precatórios (dívidas do estado a famílias e empresas cujo pagamento já foi determinado judicialmente) – usando-os como moeda (desvalorizada) nos processos de privatização.

Nada disso será suficiente para reduzir a insatisfação popular. Em todo o caso, só a luta do povo – nas ruas e com uma retomada das mobilizações sindicais e grevistas, além dos movimentos sociais – que poderá impedir o golpe e derrotar definitivamente Bolsonaro e os defensores de suas políticas.

Alberto Handfas

Fonte: O Trabalho

Unicef revela que Israel viola os direitos das crianças palestinas

 Apesar de ter recebido recursos de agências e governos, o Fundo tem um déficit para ajudar as crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou neste sábado, 28 de agosto, um relatório sobre a situação das crianças palestinas, especialmente em Gaza, onde o bombardeio de escolas, hospitais e instalações de serviço afetou o desenvolvimento da vida de menores.

A agência registrou que ataques realizados por forças israelenses mataram nove crianças palestinas entre 7 de maio e 31 de julho de 2021 e feriram 556 crianças, usando munição real e balas de borracha.

Outras 170 crianças palestinas foram presas neste período na cidade ocupada de Jerusalém. Além disso, na recente escalada em Gaza, Israel danificou 116 jardins de infância particulares, 140 escolas públicas e 41 escolas administradas pela Agência das Nações Unidas para a População de Refugiados da Palestina (UNRWA).

O relatório advertia que a agência não poderia reiniciar suas operações de apoio às crianças palestinas devido à escassez de seu orçamento. Este é o segundo relatório do Fundo sobre a situação humanitária na Palestina para o período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2021.

O documento apontou que a escalada militar israelense aumentou a necessidade de prestar assistência humanitária para atender às necessidades das crianças, de modo que o custo chega a 47 milhões de dólares com um déficit de 33 milhões de dólares, portanto o déficit é de 68%.

A organização recebeu financiamento dos governos do Japão, Noruega, Islândia, Irlanda, Canadá, Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Comitê Francês da Unicef, Comitê Alemão da Unicef ​​e Fundo Humanitário Mundial da entidade . No entanto, eles alertaram que não é suficiente.

Também enfatizou que a UNRWA e suas entidades associadas conseguiram restaurar os serviços de água, saneamento e higiene para 415.000 pessoas afetadas, fornecendo combustível para geradores, produtos químicos e peças sobressalentes para a produção e tratamento de água. Os bombardeios israelenses danificaram gravemente a infraestrutura de água e saneamento.

O Unicef ​​anunciou que já iniciou a reabilitação de 20 escolas danificadas em Gaza, o que corresponde a um primeiro momento das 46 escolas comprometidas pela organização e destacou que, quando a reabilitação for concluída, cerca de 50.000 menores, cerca de 54 por cento dos eles, meninas, eles vão voltar para as salas de aula.

Por sua vez, a diretora executiva do Fundo, Henrietta H. Fore, pediu o fim imediato dos ataques contra as crianças e pediu que seus direitos sejam protegidos.

Fonte: Revista Pátria Grande

CUT reforça convocação de atos em defesa da democracia no dia 7 de setembro

Central participará dos atos #ForaBolsonaro levando às ruas a pauta dos trabalhadores como a defesa do emprego e renda, auxílio emergencial, vacina já e reforçará a luta contra a ofensiva fascista de Bolsonaro

No dia 7 de setembro, data em que há muitos anos é realizado o Grito dos Excluídos, a CUT, demais centrais sindicais e entidades que integram a Campanha Fora Bolsonaro se somarão aos atos que ocuparão as ruas de várias cidades do país e que terão como palavra de ordem o ‘Fora, Bolsonaro’.

Como disse o presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, “se a gente não quer mais viver esta tragédia que o Brasil e os brasileiros e brasileiras estão vivendo, este governo tem que acabar!”.

Como sempre diz o dirigente, milhões de trabalhadores e trabalhadoras têm a consciência de que para o país retomar o caminho do desenvolvimento, da geração de emprego e renda, do combate à fome e de melhores condições de vida, é necessário o fim do governo genocida de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

Por isso, a CUT reforça a convocação para os atos do dia 7 de setembro em todo o Brasil, ressaltando também  as bandeiras prioritárias de luta que serão levadas às ruas neste dia, como salário digno, emprego e trabalho decente; combate à carestia, ao aumento da inflação e à fome; e contra a reforma Trabalhista de Bolsonaro (MP 1045) que destruirá ainda mais os direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo de anos de luta.

As pautas ainda englobam a luta contra as privatizações que trazem prejuízos nos serviços prestados à população nos mais diversos setores – luta que se soma à urgência em derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, que destruirá os serviços públicos; por uma reforma Tributária justa, solidária e sustentável, além de medidas para o enfrentamento à pandemia como o auxílio emergencial de R$ 600, e vacina já para todas as pessoas.

Mobilização antifascista

Para a CUT, a ofensiva autoritária do bolsonarismo, que traz em se discurso a ostentação da força militar como forma de se impor e se perpetuar no governo, além de outras pautas como o voto impresso e o ataque às instituições democráticas, como o Supremo Tribunal Federal (STF), são temas que não interessam ao país.

As prioridades do governo deveriam ser justamente a defesa democracia e a preservação dos direitos dos trabalhadores, o serviço público, estritamente necessário à população e a soberania nacional. Mas o objetivo de Bolsonaro é destruir tudo isso.

Esse discurso bem como qualquer ofensiva autoritária de Bolsonaro e seus apoiadores, para a CUT, centrais e movimentos sociais, deve ser repudiado nas ruas no dia 7 de setembro.

A mobilização

A orientação da CUT aos trabalhadores e à militância para o dia 7 é de realizar atos no maior número possível de cidades, de maneira pacífica, alegre, organizada e respeitando ao máximo os protocolos de segurança para evitar a disseminação do novo coronavírus.

“Lutamos com indignação e irreverência. Nos organizamos coletivamente para acolher a militância e garantir a segurança de todos que desejam se manifestar contra esse governo genocida e corrupto”, dizem os diretores da CUT sobre o espírito da luta a ser levada às ruas no dia 7 de setembro.

Para as manifestações estão sendo confeccionadas faixas e cartazes com as pautas para que a mobilização ganhe mais visibilidade.

Para as redes sociais também estão sendo produzidos cards, vídeos e ações que complementarão as manifestações de rua e mostrarão ao Brasil e ao mundo a força da classe trabalhadora.

São Paulo

Com duras críticas ao governador João Doria (PSDB), que quer impedir o ato da esquerda na capital, a Campanha Fora Bolsonaro, articulação que reúne mais de 80 entidades e movimentos sociais e sindicais, e o Grito dos Excluídos confirmaram o Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, como palco da tradicional manifestação organizada, sempre em 7 de setembro. O ato conjunto está previsto para ocorrer às 14 horas.

“Esperamos que a Justiça não ouse impedir o nosso direito constitucional de realizar o ato no dia 7 de setembro, que é histórico e acontece há 26 anos em defesa da vida, da paz, da soberania e agora também pela saída do Bolsonaro”, explicou o coordenador nacional da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim, que é um dos idealizadores da mobilização.

Mutirão Fora Bolsonaro

Como preparação para o 7 de setembro, a CUT e entidades realizam neste sábado atos em vários locais do país, para a dialógo com a população sobre a urgência e a necessidade do Fora Bolsonaro. Um panfleto, com linguagem popular e objetiva será distribuído à população.

Fonte: CUT Brasil

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