Atos da terceira via é um fiasco

Puxados pelo MBL e apoiado pela Globo e Folha de São Paulo, os ato de terceira via foi um fracasso de público

Ocorreu hoje, em algumas capitais, os atos organizado pelo movimento golpista MBL com o apoio dos meios de comunicação que apoiaram o golpe e partidos como o PSDB, que operaram diretamente o golpe contra a presidenta Dilma em 2016, abrindo caminho para a vitória de Bolsonaro.

Agora, pedindo o impeachment de Bolsonaro e ao mesmo tempo atacando o ex-presidente Lula, o MBL e seus patrocinadores tentaram ensaiar um movimento de rua para alavancar uma terceira via. Mas, num clima de profunda polarização, a pretensão esbarrou na falta de pública.

Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, foram um total fiasco. Já em São Paulo, onde o ato teve a presença do governador João Dória e do presidenciável Ciro Gomes, o ato não empolgou nem os organizadores.

Alunos de escola militar são submetidos a tortura e passam mal

Alunos de Colégio Militar passam mal após ficarem horas sob sol para visita de ministro da Defesa

Em Colégio Militar de Belo Horizonte (MG), cerca de 20 alunos passaram mal após ficarem horas esperando o ministro da Defesa. Enquanto aguardavam, eles faziam treinamento. O clima de sol forte e baixa umidade fizeram os jovens não resistirem. Eles ficaram de pé das 7h às 12h e alguns chegaram a desmaiar.

Uma aluna, em condição de anonimato, afirmou ao G1 que “estava muito seco e o sol estava cada vez mais quente”. “Muitos alunos acabaram passando mal porque a gente fica o tempo todo em pé fazendo sentido, escutando as orientações”, relata. Para alguns alunos, o sofrimento físico a que foram submetidos foi uma verdadeira tortura.

O treinamento é para uma solenidade dos 66 anos da instituição. Os jovens aguardavam por Walter Braga Netto, ministro da Defesa e ex-aluno do colégio.

Segundo os pais dos alunos, o responsável por manter o treinamento excessivo é o diretor da unidade, o coronel Régis Rodrigues Nunes. Professores civis e militares dizem que ele foi autoritário com crianças.

Após os jovens passarem mal, ele reclamou:

“Qual o motivo pelo qual eles saíram de forma? Depois me passa, o que que tá acontecendo? É falta de café, o que que é?”

Colégio Militar também descumpriu outros protocolos

Os alunos do Colégio Militar tiveram de tomar água do bebedouro. Há proibição da prática por conta da pandemia.

Eles também portavam armas, que também é proibido. Lei do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) diz que não se pode “vender fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente arma, munição ou explosivo”.

Veja fotos:

Fonte: DCM

Policial socou aluno e ameaçou matá-lo em escola militar do Paraná

O diretor da escola, também militar, tentou impedir a denúncia do caso e também foi denunciado pelo MP

O Ministério Público do Paraná denunciou dois policiais militares aposentados pelos crimes de ameaça, vias de fato, violência arbitrária, submissão de adolescente a constrangimento, corrupção passiva e prevaricação. Eles foram denunciados por atos cometidos em um Colégio Cívico-Militar de Imbituva, na região Centro-Sul do estado, onde os denunciados atuavam como monitor e diretor militar. Este é o segundo caso recente envolvendo violência de militares contra os alunos. Em agosto, outro policial foi preso por assediar alunas de uma escola de Francisco Beltrão.

Segundo o MP, no dia 6 de agosto, o agente militar que atuava como monitor na instituição de ensino interrompeu uma aula que estava sendo ministrada e retirou um adolescente de sala. A razão seria repreender o aluno por ter desenhado uma folha de maconha e escrito a frase “vida loca” em sua carteira escolar. O monitor então ameaçou o estudante, afirmando “que já tinha matado vários e que ele não iria fazer diferença”. Depois disso, segundo a denúncia, o policial deu um soco na nuca do estudante.

Diretor de escola cívico-militar tentou evitar denúncia

Após os fatos, tanto o monitor como o diretor militar do colégio, também policial, teriam procurado a equipe de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais que atuam no município solicitando que o ocorrido não fosse levado ao conhecimento do Ministério Público. Os agentes policiais também teriam pedido à secretária de Assistência Social para que “amenizasse” o relato sobre os crimes à Promotoria de Justiça. 

Além de não ter adotado as medidas necessárias quando tomou conhecimento acerca da conduta do monitor, o diretor do Colégio Militar ainda teria atuado para evitar a punição de seu subordinado. Assim, somado aos crimes de corrupção passiva e prevaricação, o diretor também teria incorrido no crime de ameaça, uma vez que, em conversa com a secretária da Assistência Social de Imbituva, teria afirmado que “ficou sabendo que já teve um caso de uma criança da Casa Lar tacar fogo no carro do conselho, que Deus o livre se fizer isso com meu carro, ainda bem que não tenho porte de arma”, insinuando que o adolescente poderia morrer, com um tiro, caso ele tivesse uma arma.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o monitor foi afastado logo após o acontecimento do fato e o caso foi encaminhado para a SESP tomar as providências necessárias. O diretor também se encontra afastado e o colégio está sem militares no momento.

Bolsonaro fracassou em tentativa de golpe e não pode mais ficar na Presidência

Áudio em que ordena fim do locaute nas estradas é a prova de que Bolsonaro não age como presidente, mas como articulador de um golpe. Só o impeachment salva o Brasil do pior

Nas últimas horas, Jair Bolsonaro provou ser a maior ameaça ao Brasil. Ou o país se livra dele logo ou terá um caminho de reconstrução muito mais difícil e sofrido do que o que hoje já se apresenta. Ninguém mais pode ter dúvidas de que o ex-capitão não age como um presidente, mas como um agitador que atua em causa própria e que, se não for impedido, levará o país às ruínas.

Após incitar sua horda a ir às ruas no 7 de Setembro, num ato golpista que pregava o fim da democracia, Bolsonaro acabou por provocar uma paralisação das estradas, jogando o país ainda mais no caos social e econômico. Horas depois do início do locaute, bancado principalmente por parte do empresariado e do agronegócio que financiou os atos de terça-feira, o ocupante do Planalto gravou um áudio que acabou por se revelar a confissão de que é ele o líder de um motim contra a democracia, ou, falando mais claramente, de um golpe.

Na gravação, Bolsonaro não fala como presidente, mas como o chefe que passa orientações ao seu bando. “Dá um toque nos caras aí, se for possível, liberar, tá ok?, pra gente seguir a normalidade. Deixa com a gente em Brasília aqui agora”, disse, antes de, num cinismo que sempre foi sua marca, fingir preocupação com o povo. “Fala para os caminhoneiros aí, que são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia, provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo aí, em especial os mais pobres”.

Talvez, Bolsonaro esteja mesmo preocupado com os efeitos da paralisação. Mas só se for porque ela, ao afetar a economia, pode prejudicar sua já decadente popularidade. Com os pobres, ele nunca se preocupou. Ou ele lutou para trazer vacinas rapidamente para o país, dar um auxílio emergencial digno, ou valorizar o salário mínimo? Ou não foi ele quem disse amém à política de Paulo Guedes e permitiu a volta da fome, o endividamento das famílias e a inflação galopante que recai ainda mais sobre o custo dos alimentos?

O mais grotesco é que a horda de fanáticos não acreditou no áudio de Bolsonaro. Precisou um de seus ministros, Tarcísio Freitas (Infraestrutura), gravar um vídeo confirmando que a mensagem era mesmo de Bolsonaro. Eis o grau de egoísmo de Bolsonaro: incita os seus a irem às ruas contra o Supremo Tribunal Federal para demonstrar uma força que já não tem e gera uma situação que pode facilmente fugir de controle, ameaçando todo o país.

Como explicou a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR): “Bolsonaro criou os corvos e agora ele e o Brasil são vítimas desse absurdo que é o locaute de caminhões de bolsonaristas. Irresponsável, está cometendo abuso de autoridade com toda essa guerra de ódio e fake news por poder”.

O mundo real

O grosso dos caminhoneiros não caiu no engodo de Bolsonaro. Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, afirma que o locaute não representa a categoria. “Não estamos participando. (…) Está muito claro que esse movimento de hoje tem o pessoal do agronegócio bem forte junto. Em Brasília, 90% dos caminhões eram de empresas ou de pessoas que trabalham para o agro”, disse.

Não poderia ser diferente. Se fossem protestar com base na realidade, os caminhoneiros voltariam seu descontentamento para Bolsonaro, que deixa, de propósito, o preço dos combustíveis nas alturas. “STF não impede Bolsonaro de baixar preço da comida, do gás, da gasolina, do diesel, da conta de luz. Nem o impede de gerar emprego. STF atua se houver propina na vacina ou se um mentiroso quiser espalhar fake news. Esse é o pavor de Bolsonaro. Sem roubo e mentira, ele não existe”, ressaltou o líder do PT na Câmara, Bohn Gass (RS).

Faz tempo que Bolsonaro passou dos limites do aceitável. Agora, tenta mover o Brasil direto para o abismo. Aqueles que não agirem agora para interromper Bolsonaro serão lembrados como os que se omitiram quando o Brasil era atacado por um fascista que ocupava a cadeira de presidente. Há mais de 120 pedidos de impeachment entregues na Câmara, há crimes de responsabilidade de sobra, a população tem ido às ruas pelo fim deste governo. Os que protegem Bolsonaro continuarão seus cúmplices mesmo após o 7 de Setembro e seus desdobramentos?

Da Redação

Inflação explode no Brasil e em 16 capitais chega a dois dígitos

Curitiba é a campeã de preços altos, especialmente os da gasolina, energia elétrica e carnes. A capital paranaense registrou 12,08% de inflação no acumulado de 12 meses até agosto

A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), explode no Brasil, puxada pelas altas nos preços da gasolina, contas de luz e carnes, e alcança 9,68% no acumulado de 12 meses até agosto. O índice  se aproxima dos dois dígitos, que só havia sido registrado em 2002 (12,53%) e 2015 (10,4%), desde que o país adotou o regime de metas de inflação, em 1999.

Em 16 capitais, onde os preços da gasolina, energia elétrica e carnes ficaram ainda mais altos, o índice já chegou aos dois dígitos no acumulado de 12 meses até agosto deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (9). Curitiba é a campeã de preços altos, com 12,08%. Confira abaixo todas as capitais com índices de dois dígitos.

A última vez que isso aconteceu foi em agosto de 2003, quando a inflação nas capitais chegou a 15,07% em 12 meses, ou seja, de agosto de 2002 a agosto de 2003. 

Por que os índices explodiram em 2003 e este ano?

De acordo com a subseção do Dieese da CUT nacional, em 2003, o item preponderande, mas não o único, que contribuiu para a disparada da inflação foi a taxa de câmbio, que estourou em 2002 e teve repasse nos preços em 2002 (IPCA de 12,53%) e 2003 (9,3%).

No final de 2002, a taxa de câmbio estourou por causa das turbulências do mercado internacional – havia possibilidade de uma guerra entre os EUA e o Iraque – e também por causa do processo eleitoral brasileiro que havia elegido Lula, o primeiro presidente operário, ligado a causas de interesse da classe trabalhadora.

Atualmente, a inflação está sendo novamente influenciada pelo câmbio, repasse de custos internacionais e porque os insumos estão aumentando de preços.

Também pesam na carestia da era Bolosonaro os seguintes itens:

1 – a política internacional de preços da Petrobras, baseada na variação cambial, adotada pelo ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e mantida por Jair Bolsonaro (ex-PSL), que está puxando para cima os preços dos combustíveis, privilegiando distribuição de lucro aos acionistas em detrimento dos preços internos. Lembrando que essa política começou com a investida da Operação Lava Jato nos CPNJs enquanto os CPFs faziam delações premiadas e se livravam da cadeia.

2 – o desmonte das políticas da agricultura familiar desde o golpe de 2016, também contribui para a alta nos preços dos alimentos.

3 – Desde 2016, também, os presidentes não cuidaram dos estoques reguladores, desmontando uma política que pode controlar os preços quando necessário.

. Os estoques reguladores são grandes quantidades mantidas pelo governo como uma forma de atuação no mercado de alimentos e podem ser acionados quando ocorre uma alta muito grande nos preços praticados pelo mercado, evitando que eles aumentem demais.

4 – Preços as commodities estão aumentando muito de preço e, por isso, os produtores brasileiros preferem exportar, diminuindo a oferta interna, o que também contribui para o aumento dos preços.

5 – A questão climática, que reduziu a produtividade agrícola por causa da seca.

Campeãs de preços altos

Curitiba lidera o ranking das capitais com preços mais altos, com 12,08% de inflação no acumulado de 12 meses até agosto. O índice na capital paranaense foi puxado, especialmente, pelas altas nos preços da gasolina (42,39%) energia elétrica (25,65%) e carnes (32,12%).

Rio Branco, capital do Acre, vem em segundo lugar com alta de 11,97%, puxada pelos altos preços das carnes (45,20%) em primeiro lugar, seguida dos preços da gasolina (29,46%) e da energia elétrica (18,77%).

Campo Grande, capital do Mato grosso do Sul, é a terceira colocada, Registrou 11,26% de inflação em agosto. O índice foi puxado pelas altas da gasolina (37,58%), carnes (26,88%) e energia elétrica (20,42%);

São Luís, capital do Maranhão, vem em quatro lugar, com 11,25% de inflação no acumulado de 12 meses até agosto. Lá os vilões também foram a  gasolina (43,01%) e as carnes (37,14%), mas os preços dos botijões de gás também pesaram, com alta de 33,87%;

Fortaleza, capital do Ceará, é a 5ª mais cara, com IPCA de 11,20%, especialmente por causa das altas da gasolina (34,79%), energia elétrica (24,63%) e carnes (26,56%).

Veja outras capitais onde os preços explodiram e passaram de dois dígitos e saiba também quem foram os vilões da inflação nesses locais:

. Na Grande Vitória, no Espírito Santo, o índice foi de 11,07%, também por causa das alta da gasolina (44,94%) e energia elétrica (27,40%) e até da compra do novo carro  (14,66%);

Goiânia, capital de Goiás, registrou aumento de 10,54%, puxado pela gasolina (42,62%), carnes (30,27%) e etanol (64,76%);

Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, registrou variação de 10,42%, e também puxada pelas altas da gasolina (43,47%), energia elétrica (24,84%) e carnes (34,85%).

Em outras capitais, os índices se aproximam dos dois dígitos, confira:

. Belém (PA)      – 9,76%

. Belo Horizonte (MG) – 9,67%

. Recife (PE)      – 9,65%

. São Paulo (SP)      – 9,12%

. Aracaju (SE) – 8,79%

. Brasília (DF) – 8,61%

. Salvador (BA) – 8,59%

. Rio de Janeiro (RJ)      – 8,09%

O que é taxa de câmbio?

A taxa de câmbio reflete o custo de uma moeda em relação à outra: dólar, euro, libra etc.

Um exemplo: ao comprar dólar para viajar, a cotação encontrada nesta sexta-feira (10) é de R$ 5,48. Essa é a taxa de câmbio da moeda naquele momento.

Qual a diferença entre o IPCA e o INPC

O IPCA pesquisa uma parcela maior da população, apontando a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos. Esses grupos são mais sensíveis às variações de preços, pois tendem a gastar todo o seu rendimento em itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte etc.

Fonte: CUT Brasil

Suprema Corte descriminaliza o aborto no México

A Suprema Corte do México descriminalizou o aborto após uma decisão histórica aprovada por unanimidade pelos ministros reunidos em sessão plenária. “A partir de agora não será possível processar nenhuma mulher que faça aborto nos casos considerados por este tribunal”, disse o presidente do tribunal, Arturo Zaldívar. Trata-se de uma “nova via de liberdade, clareza, dignidade e respeito, e um grande passo em frente na sua luta histórica pela igualdade e pelo exercício dos seus direitos”, acrescentou. A justiça mexicana abre assim um caminho ágil para a interrupção voluntária da gravidez, prática muito desigual em todo o país, onde apenas quatro dos 32 Estados regulamentaram o aborto, fixando prazos. Nos demais a questão é tratada com normas restritivas que somente contemplam os riscos para a mãe, as malformações do feto e os casos de estupro como causas de aborto não puníveis. E nem sempre são cumpridas.

Os ministros do tribunal debateram durante dois dias uma ação de inconstitucionalidade procedente dos Estados de Coahuila e Sinaloa, muito restritivos com a interrupção da gravidez, já que em um deles era punida com prisão de um a três anos e no outro estava proibida com base em uma norma que considerava a existência de vida desde o momento da concepção. A decisão do tribunal se baseou na autonomia da mulher para decidir sobre a maternidade, além de outros conceitos sobre a vida pré-natal. “Falar de uma ideia de vida vai além do direito e um tribunal constitucional não pode embasar suas decisões em opiniões particulares e subjetivas, mas sim universais”, disse a ministra Margarita Ríos Farjat. E acrescentou: “O embasamento do direito penal para punir não é prerrogativa do legislador, mas dos Direitos Humanos, o resto são sofismas que obscurecem o problema das mulheres”. Cabe aos Estados “garantir a saúde e a segurança pública”, acrescentou. “Bane-se a ameaça de prisão das mulheres e o estigma”, disse depois o ministro relator, Luis María Aguilar Morales.

Fonte: El País

Inflação dispara em agosto

IPCA de agosto superou todas as estimativas e bateu em 0,87% em agosto e 9,78% em 12 meses.

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro distrai a atenção do país com mentiras e ameaças de golpe, como em 7 de setembro e, junto com o agronegócio manipulam os caminhoneiros, os índices econômicos como os da inflação e desemprego disparam sem que o governo tome qualquer providência.  

A alta acumulada de 9,78% em 12 meses está corroendo o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras, em especial dos mais pobres que sentem mais a alta dos preços em itens essenciais para a sobrevivência, como luz, gás e alimentação. 

No governo Bolsonaro, tudo está mais caro e a população mais pobre é a mais prejudicada. A alta dos preços de energia elétrica, dos botijões de gás e dos alimentos, tem feito o povo sentir o impacto e isso explica a parte da queda de popularidade de Bolsonaro.

Bolsonaro e agronegócio fazem caminhoneiros de fantoche

Supporters of Brazil's President Jair Bolsonaro take part in protest in front of the barrier set up by military police after threatening the demonstrators to invade the Supreme Court headquarters, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Sept. 8, 2021. (AP Photo/Eraldo Peres)

“Manifestação não é dos caminhoneiros, é do agro”, diz Sinditac/GO. Segundo presidente da entidade, participantes de ato são vinculados a grandes empresas. “Nossas pautas são outras”, atesta ele.

De acordo com o presidente do Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás (Sinditac), Vantuir Rodrigues, o movimento de bloqueios em rodovias que cortam o estado não é encabeçado pela categoria. “Essa manifestação não é dos caminhoneiros, essa manifestação é do agronegócio que está usando o nome dos caminhoneiros”, atestou ele.

Segundo o presidente do Sinditac, as pautas da categoria são diferentes das defendidas pelas manifestações com tom antidemocrático. “A gente não quer participar de manifestação para destituir ministro do STF. Nossa pauta é outra totalmente diferente da do agronegócio, queremos é o piso mínimo de frete. Nós ganhamos a lei, eles [representantes do agro] entraram na Justiça contra e o STF ainda não julgou e, nem por isso, estamos contra os ministros. Nós queremos continuar trabalhando e que julguem a lei. Agora, para pedir intervenção nos órgãos do país: jamais”, declarou.

Em tom crítico, Vantuir falou ainda sobre o preço dos combustíveis. “Essa manifestação é muito controversa. O preço do combustível não está ruim só para o caminhoneiro, está ruim para toda a população. O agronegócio quer usar o caminhoneiro, falar que representa todo mundo, mas isso não procede. Nós queremos trabalhar, não é ficar preso em bloqueio”, completou.

A aliança entre agronegócio e Bolsonaro está por trás da paralisação dos caminhoneiros. Mas, o tiro saiu pela culatra mais uma vez. E Bolsonaro teve que recuar de seus planos golpistas de novo. Desmoralizado em função da pressão de vários setores econômicos, gravou um vídeo pedindo para que sua tropa de choque libere as estradas.

Redação com Metrópoles

Arapiraca realiza ato pelo fora Bolsonaro

Centenas de pessoas participaram ontem, 07, de uma manifestação contra o governo Bolsonaro. O Ato começou na porta da Igreja Católica do bairro Primavera e depois os manifestantes se dirigiram ao Bosque das Arapiraca, onde ocorreu uma atividade cultural.

Durante a manifestante, faixas e cartazes denunciavam a carestia, o desemprego e o descaso de Bolsonaro com a vida das pessoas durante a pandemia. Durante as intervenções políticas dos representantes dos movimentos sociais, se exigiu o fim do governo Bolsonaro.

Segundo os organizadores, Arapiraca não poderia ficar de fora desse movimento nacional pelo fora Bolsonaro, “já que nada ele tem feito a favor do povo”.

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