Datafolha: Para 69% dos brasileiros, situação econômica do país piorou

Maioria da população (69%) sente na carne os efeitos da crise econômica, que continuará piorando

Para 69% dos brasileiros, a situação econômica do país piorou nos últimos meses, segundo pesquisa Datafolha realizada de 13 a 15 de setembro.

O número está próximo dos maiores patamares já registrados nos levantamentos em que esse questionamento foi feito. E representa o dobro da  pesquisa anterior. Em 2019, 35% da população considerava que a situação econômica tinha piorado. 

A pesquisa foi feita presencialmente, com 3.667 brasileiros em 190 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima, informa a Folha de S.Paulo.

Mesmo entre apoiadores do governo, prevalece a opinião negativa. Para 31%, a economia melhorou, para 36%, piorou. Para 32%, ficou como estava.

O Brasil está vivendo um conjunto de crises combinadas, com crise hídrica, desemprego elevado, estagnação, inflação, carestia dos preços dos alimentos, juros e aluguéis altos. 

Além dos problemas econômicos propriamente ditos, as ameaças golpistas de Bolsonaro contra a democracia também contribuem para derrubar a Bolsa e para a alta do dólar.

Fonte: Brasil 247

Cem anos de Paulo Freire tem filmes, exposições, debates, shows e homenagens

Filmes inéditos sobre o educador, um deles na TVT, e série de eventos de profissionais na educação marcam celebrações. Alceu Valença faz show comemorativo neste domingo, às 18h

educador e filósofo Paulo Freire, que completaria 100 anos neste 19 de setembro, será lembrado em diversos eventos por todo o país. A programação celebra o legado de um dos pensadores mais importantes da história da pedagogia brasileira e mundial.

Já no começo semana, o nome de Paulo Freire foi destaque em premiações ao lado do também centenário dom Paulo Evaristo Arns. O cardeal e o educador estão no documentário “Dois Paulos na Pauliceia”. O filme, com lançamento neste sábado (18), trata do encontro desses dois grandes mestres na cidade de São Paulo. Dirigido por Carlos Pronzato e produzida por Paulo Pedrini, o documentário estará disponível a partir das 19h, no canal do Youtubedo diretor.

Também neste sábado, às 19h, a TVT (canal 44.1 na Grande São Paulo e emissoras educativas parceiras pelo Brasil) exibe o documentário inédito Encontrando Paulo Freire. O longa produzido pela TV PUC-SP foi iniciado com o próprio Freire, em 1995, e terá uma edição de 30 minutos apresentada por dois de seus realizadores, Dave Olive e Julio Wainer. Ainda hoje, Paulo Freire será homenageado pela 53ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural, que ocorre no prédio da instituição, localizado na Avenida Paulista. Na exposição, que será gratuita e aberta para visitação, serão apresentadas mais de 140 peças do acervo pessoal do patrono da educação brasileira. A mostra ficará em cartaz até 5 de outubro. 

A emissora exibe ainda no domingo, no Cinema Especial das 22h, o documentário Paulo Freire Contemporâneo, dirigido por Toni Venturi.

Trabalhadores da educação

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE-CUT) e uma dezena de entidades do movimento educacional brasileiro têm farta programação dedicada aos 100 anos de Paulo Freire. Os eventos, todos virtuais, prometem diversão e cultura popular, além de atos políticos, a partir das 9h do domingo até a tarde da segunda-feira (20). As transmissões serão geradas em Recife, a partir da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), “sede” de uma Plenária Mundial Popular de Educação.

O presidente da CNTE-CUT, Heleno Araújo, abre umas das lives, às 14h. O ato político, pedagógico e cultural terá falas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da viúva de Freire, a educadora Nita Freire. Em outro bloco, serão exibidas breves mensagens sobre os 100 anos de Paulo Freire dos escritores Leonardo Boff e Mário Sérgio Cortella e da ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina (Psol). Em comum, todos conviveram e tiveram suas obras influenciadas por Paulo Freire – que foi secretário de Educação na gestão de Erundina.

Um dos pontos altos da programação será a apresentação de Alceu Valença especialmente para homenagear o papel da educação na vida das pessoas, junto com a comemoração dos 100 anos de Paulo Freire.

No domingo, o Senado também prestará homenagem ao centenário de Paulo Freire em sessão especial prevista para às 16h. As condecorações seguem pela terça (21) até o dia 30, com debates promovidos pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em face da 11ª edição do Interculturalidades que terá como tema “Primaverar, viver Freire”

Os assuntos relacionados ao centenário poderão ser localizados também nas redes sociais pela hashtag #PauloFreire100

Fonte: Rede Brasil Atual

Salário de professor de escola pública do Brasil é o pior do mundo, diz OCDE

Relatório divulgado pela instituição também aponta para alta defasagem de leitura no público jovem brasileiro quando comparado com outras nações

De acordo com relatório da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quinta-feira (16), o piso salarial dos professores do ensino fundamental no Brasil é o mais baixo entre os 40 países presentes no estudo.

Além disso, os rendimentos dos docentes brasileiros no início da carreira são menores de que os professores em países como México, Colômbia e Chile.

Segundo o relatório Education at a Glance 2021, os professores brasileiros têm salário inicial de 13,9 mil dólares por ano. Na Alemanha, um professor de mesmo nível recebe 70 mil dólares. Em países como Grécia, Colômbia e Chile o valor do salário é 20 mil.

O estudo da OCDE é baseado em conversão para comparação dos salários usando a escala de paridade do poder de compra, que incide no custo de vida dos países.

Quando o estudo leva em conta o salário real, que inclui os pagamentos adicionais, os professores brasileiros também recebem abaixo da maioria dos países que compõem o estudo, ultrapassando apenas a Hungria e a Eslováquia.

De acordo com a OCDE, os salários reais médios dos professores são de US$ 25.030 dólares anuais no nível pré-primário e US$ 25.366 dólares nos anos iniciais do ensino fundamental. Na média, os países analisados pelo estudo da OCDE, os salários, na mesma etapa, são de US$ 40.707 e US$ 45.687, respectivamente.

Os jovens, o nível de leitura e a classe social

Além de ter o pior salário pago aos professores, o estudo da OCDE também revela que o Brasil sofre com uma preocupante defasagem de leitura entre os jovens.

Em uma escala de 1 a 6, o nível de leitura considerado básico é o 2, momento em que os estudantes “começam a demonstrar competências que vão lhes permitir participar de modo efetivo e produtivo na vida como estudantes, trabalhadores e cidadãos”.

De acordo com a OCDE, a camada mais pobre dos estudantes que conseguiu atingir o nível 2 em leitura no Pisa foi 55% menor que a dos jovens oriundos das classes mais ricas.

Essa distância entre os estudantes pobres e ricos é 26 pontos percentuais superior à média dos países da OCDE.

O relatório afirma que no Brasil foi identificado “uma das maiores disparidades de performance entre os países” estudados.

A OCDE já havia chamado a atenção para este problema em maio deste ano, quando divulgou que no Brasil apenas 33% dos estudantes havia sido capaz de distinguir o fato de uma opinião.

Além disso, entre 2000 e 2018 o número de livros na casa dos estudantes mais ricos se manteve estável, porém, caiu “consideravelmente” entre os mais pobres.

O baixo nível de leitura entre os estudantes mais pobres traz outro dado preocupante, que é o investimento público por aluno na rede pública: o Brasil investe US$ 3.748 por estudante na Educação Básica, a média dos outros países da OCDE é de US$ 6.353.

Paradoxalmente, o investimento no Ensino Superior no Brasil é acima da média da OCDE: o país investe US$ 14.427 no estudante universitário, e a média dos países são de US$ 13.855.

Na contramão do mundo

Ainda de acordo com relatório, o Brasil é um dos poucos países do mundo que não aumentaram recursos para a Educação durante a pandemia do coronavírus, com o objetivo de reduzir prejuízos com aprendizagem e enfrentar os desafios do período. O ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT-SP) comentou: “Erro que vai nos custar caro!”

Entre 65% e 78% das nações do planeta elevaram o orçamento para ao menos alguma das etapas da educação básica. O Brasil não destinou, no período, nem um centavo a mais de recursos para nenhum segmento do ensino.

Fonte: Revista Forum

Fernando Morais publica a biografia de Lula

Fernando Morais conta o legado do ex-presidente em defesa da democracia, os anos no governo e a perseguição política da qual Lula foi vítima. Em pré-venda, primeiro volume será lançado em novembro

Os bastidores da maior perseguição política ao ex-presidente Lula, vítima de lawfare, os momentos históricos da sua vida e o legado em defesa da democracia serão contados na primeira biografia sobre um dos maiores líderes políticos internacionais.

O livro, que conta a trajetória pessoal e política de Lula e será dividido em dois volumes, começou a ser escrito em 2001 pelo jornalista Fernando Morais. Na primeira parte, que tem 416 páginas, o autor fala sobre a infância do ex-presidente, as greves do ABC Paulista quando ele foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT),  a primeira campanha eleitoral, o balanço dos seus governos como presidente da República, a prisão em 2019 e as anulações das condenações judiciais.

O jornalista acompanhou Lula por uma década para escrever a sua biografia.

“Grudei nele a partir de 2011, logo que ele deixou a Presidência, antes de ele ser diagnosticado com câncer, para poder recuperar determinadas passagens, [saber dos] bastidores de governo. Era uma oportunidade de ouvi-lo dentro de um avião, por exemplo, longe de telefone, secretária, de audiência, isso e aquilo”, conta Fernando Morais.

A obra está em pré-venda e será lançada oficialmente no dia 16 de novembro, em parceria com as editoras Companhia das Letras e Penguin.

O escritor é amigo pessoal de Lula e virou um dos ícones da esquerda após a publicação de “A Ilha”, livro-reportagem sobre Cuba, lançado em 1976. Morais também é autor das biografias “Olga”, de Olga Benário, “Chatô – O Rei do Brasil”, de Assis Chateaubriand, e “O Mago”, de Paulo Coelho.

Bolsonaro corta verba para produção de remédios para câncer e prejudica 2 milhões de pessoas

Entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas serão prejudicadas com a falta de distribuição dos radiofármacos do Ipen

O Instituto de Pesquisa Energética e Nucleares (Ipen), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, informou esta semana aos serviços de medicina nuclear que, a partir do próximo dia 20, vai suspender temporariamente sua produção, devido à impossibilidade orçamentária para aquisições e contratações. 

O órgão importa radioisótopos de produtores na África do Sul, Holanda e Rússia, além de adquirir insumos nacionais para produção de radioisótopos e radiofármacos utilizados no tratamento do câncer. O material é usado na radioterapia e exames de diagnóstico por imagem, entre outros, informa O Estado de S.Paulo.

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), George Coura Filho, avalia que entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas serão prejudicadas com a falta de distribuição dos radiofármacos do Ipen. 

Fonte: Brasil 247

PIB em queda livre

“Pibinho” de Bolsonaro e Guedes será outro desastre em 2022, prevê mercado. Acabou o otimismo com a vacinação e uma eventual retomada. Para os analistas, a economia brasileira vai crescer menos neste ano e no próximo.

Enquanto crescem nos açougues as filas do osso, que será depois cozido na lenha, e milhões de desalentados desistem de procurar emprego, os sábios do mercado começam a “precificar” o desastre da política econômica do desgoverno Bolsonaro. Nesta semana, todas as projeções apontam que a economia brasileira vai crescer menos – tanto em 2021 quanto em 2022.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) revisou para baixo a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) pela quinta semana seguida. Para 2021, a expectativa dos analistas ouvidos pelo Banco Central (BC) passou para alta de 5,04%, ante previsão de 5,15% na semana passada. A estimativa para 2022 foi rebaixada para 1,72%, contra expectativa de 1,93% na semana passada.

Os motivos para a reversão são muitos. Começam pelo medíocre resultado do PIB no segundo trimestre (-0,1% em relação ao primeiro trimestre), passam pelos preços estratosféricos da energia elétrica e de combustíveis, se agravam com o descontrole inflacionário disseminado em todos os setores e a consequente alta dos juros e são coroados pela instabilidade política inerente ao bolsonarismo e pelas falas descoladas da realidade do ministro-banqueiro Paulo Guedes.

O Itaú Unibanco, por exemplo, reduziu nesta terça-feira (14) sua expectativa de crescimento da atividade em 2021 de 5,7% para 5,3%, e a de 2022 passou de 1,5% para 0,5%. O maior banco privado do país também passou a prever aumento do desemprego no próximo ano, subindo de 12,1% ao fim de 2021 para 12,5% em dezembro de 2022.

O banco elevou ainda a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, de 7,70% para 8,40%, e do próximo, de 3,90% para 4,20%. O indicador mede a inflação oficial do país. O banco espera três aumentos de 1 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, de setembro a dezembro, e alta de 0,75 ponto em 2022.

“A situação hídrica gera pressão adicional sobre a inflação corrente, via aumento das contas de luz, e também sobre a dinâmica de preços do ano que vem, através da inércia resultante de um IPCA mais elevado e do risco de novas medidas que visem à redução do consumo de eletricidade”, escreveu em seu relatório o economista-chefe do Itaú, Mário Mesquita.

“A atividade econômica não se beneficiará mais do impulso advindo da reabertura do setor de serviços, algo que, na nossa visão, ficará restrito ao segundo semestre deste ano”, prosseguiu o Itaú. O pessimismo é compartilhado por outros analistas.

“Esperamos que alguns dos segmentos de serviços ainda impactados pela covid (em particular serviços prestados às famílias) se recuperem nos próximos meses, em conjunto com o progresso no programa de vacinação, reabertura da economia e estímulo fiscal renovado”, diz o relatório de Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs.

“No entanto, a aceleração da inflação, o aumento das taxas de juros, o aumento do ruído e da incerteza política, e a interrupção da tendência de alta na confiança do consumidor e dos empresários, podem limitar esse desempenho positivo”, ressalvou Ramos.

Inflação eleva juros, que derrubam investimentos e travam retomada

O banco BV (ex-Banco Votorantim) mudou a previsão de crescimento para o ano que vem de 1,8% para 1,5%. “Tínhamos a visão de que o dólar e as matérias-primas geravam choques temporários, mas mudamos a leitura a partir dos dados recentes de inflação”, explicou o economista-chefe do BV, Roberto Padovani.

Segundo ele, a inflação no patamar atual reforça os reajustes de contratos e gera uma inércia que contamina as expectativas para 2022 e 2023. “A inflação de serviços acelerou pela reabertura, mas a de bens industriais continuou pressionada. Esse acúmulo de choques jogou o IPCA em um patamar próximo de 10%, e o nível importa”, explicou.

“O BC vai ter que subir os juros até 9,0%. O ritmo ele escolhe. Esse aperto monetário vai ser reforçado por uma piora nas condições financeiras, que nos fez mudar o cenário de crescimento em 2022”, finalizou o economista.

No início do mês, o Banco Fator já tinha estimado avanço de 0,5% para o ano que vem, enquanto a estimativa para 2022 do JP Morgan passou de 1,5% para 0,9%. Também a XP reduziu a projeção de crescimento do PIB de 2022, de 1,7% para 1,3%.

Na apresentação do relatório mensal, o economista-chefe da XP, Caio Megale, afirmou que o risco fiscal e a inflação mais disseminada foram os principais vetores de revisão do cenário. Ele também citou o desemprego elevado e o baixo crescimento da massa real de renda como responsáveis por limitar a demanda por serviços no ano que vem.

“A taxa média de desemprego voltará ao nível pré-pandemia somente em 2023, e o nível de equilíbrio (pouco superior à 10%) deve ser atingido somente em 2025”, faz coro a MCM Consultores. A trajetória de aumento do desemprego leva sempre à queda dos rendimentos e da massa de renda.

Para 2022, avaliam os analistas da XP, o principal risco é a crise energética, já que o seu cenário-base não considera a ocorrência de racionamento. Os cálculos da corretora sinalizam que cada 10% de redução forçada no consumo de energia ao longo de um ano teriam potencial de retirar até 1,2 ponto porcentual do PIB.

“A crise energética pode piorar o cenário ainda esse ano, e aí, é imprevisível. Sabe-se lá o que vai acontecer, porque pega de tudo quanto é lado — pega a indústria, pega transporte, para não falar da restrição à agricultura”, acrescenta José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. “No agro, houve quebra de safra, e não há razão para imaginar que no ano que vem dá tempo de recuperar, e isso é menos PIB.”

“Podemos ter problemas ainda esse ano, mas vai afetar o ano que vem se a gente não tiver um período úmido razoável até fevereiro e março. Aí aumenta a chance de racionamento de energia, com consequências sérias para a atividade”, observa Flavio Serrano, economista-chefe da gestora de recursos Greenbay Investimentos. “Daí já seria um cenário de PIB zero ou negativo, e não de crescimento de 1% ou 1,5%.”

“Para o próximo ano, tem uma elevação das incertezas sobre o desempenho da atividade econômica. Não dá para descartar uma recessão técnica (dois trimestres seguidos de queda do PIB)”, concorda o economista da XP Rodolfo Margato.

Desaquecimento da economia global afetará o Brasil com mais força

A expectativa de perda de ímpeto da economia global, que impacta a demanda e o preço das commodities exportadas pelo Brasil, também está no radar dos analistas. O crescimento orquestrado das economias este ano foi impulsionado pela reabertura das cidades, avanço da vacinação e manutenção de estímulos pelas principais economias globais. Em 2021, esses fatores se dissipam.

“Os preços das commodities devem se acomodar, em especial das commodities metálicas, uma vez que o crescimento da atividade econômica mundial desacelere”, diz a MCM Consultores, que prevê a desaceleração do superávit da balança brasileira de pagamentos em 2022.

Essa também é a visão do Itaú: “Vemos desaceleração do setor industrial global e queda de preços de commodities ano que vem”. E da XP: “Para frente, vemos as economias brasileira e mundial desacelerando, a taxa de câmbio e os preços das commodities mais estáveis, a taxa de desemprego ainda elevada”.

Os dados da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), em seu informe anual lançado nesta quarta, também projetam sérias dificuldades para a economia brasileira. Em 2021, o país terá expansão abaixo da média mundial: de 4,9%, contra 5,3%. O desempenho também ficará abaixo da média das Américas (5,6%), da América Latina (5,5%), dos emergentes (4,7%) e dos países ricos (2,9%).

Em 2022, a taxa brasileira será a menor entre as grandes economias do mundo, apontam as projeções das Nações Unidas. A economia nacional deve crescer a uma taxa de 1,8% no próximo ano, a metade da expansão esperada para a economia mundial (3,6%). Entre 2020 e 2022, as perdas no Brasil chegarão a US$ 146 bilhões, o equivalente a 8% do PIB. Entre 2020 e 2025, o impacto será de US$ 240 bilhões para a economia nacional.

“O mais relevante indicador do momento, o do crescimento da economia em 2022, de acordo com a média das previsões, entrou numa zona de alta turbulência, em que a possibilidade, não de expansão muita fraca, mas de uma recessão, ainda que temporária, vai ganhando consenso”, comentou José Paulo Kupfer em sua coluna no UOL. Consenso, diz ele, que leva a “adiar a ampliação dos negócios ou a modernização dos que já estão em operação”. E sem investimento não há crescimento.

Nesse cenário de “tempestade perfeita”, os raios e trovoadas são o ambiente de recorrente tensão institucional e política mantida por Jair Bolsonaro e seus aliados. “Se a crise político-institucional continuar a escalar, a recuperação econômica perderá fôlego” observam os economistas da MCM Consultores. “O ambiente agitado também atrapalha as costuras para a solução de problemas político fiscais, como o pagamento dos precatórios”, finalizam.

Da Redação

Haddad lidera a corrida para o governo de SP

Haddad lidera a corrida para o governo de SP e Alckmin aparece em quarto lugar, mostra pesquisa

O ex-ministro da Educação de Lula e Dilma aparece com 20,7%, segundo levantamento do Instituto Badra. É seguido por Márcio França, do PSB, com 17,6%, e Guilherme Boulos, com 10%.

Geraldo caiu para a casa de um dígito, com 9,8%, seguido do atual vice-governador, com apenas 1,3%.

O instituto é dirigido por Maurício Juvenal, ex-assessor de França.

O empresário se defende, alegando que o levantamento é sério, segundo a Folha.

“A Badra mantém boas relações com boa parte da classe política brasileira e trabalha com absoluta seriedade. Recebeu aliás, do Instituto Pindograma, que avaliou o nível de acerto de centenas de institutos de pesquisa na última eleição, a mesma nota B+ que o Datafolha”, diz Juvenal.

Fragilidade de Geraldo abre espaço para o campo progressista

Se não pode vencê-los, junte-se a eles.

Geraldo Alckmin está usando a velha lógica para tentar governar São Paulo pela quinta vez.

Sem espaço no PSDB – Doria já assumiu compromisso com o vice, Rodrigo Garcia -, o ex-governador negocia com Gilberto Kassab para viabilizar sua candidatura pelo PSD.

Kassab é um antigo desafeto de Geraldo. Disputaram a prefeitura de São Paulo em 2008 e o tucano foi surrado pelo então prefeito que tentava a reeleição.

Amargou um humilhante terceiro lugar – Kassab venceria Marta no 2o turno – numa eleição marcada por desavenças e traições.

Na época, José Serra era o governador do Estado. Fez parte do PSDB apoiar a reeleição de Kassab, enquanto um grupo menor acabou ficando ao lado de Geraldo.

Foi o primeiro passo para o fim do PSDB. Um partido que se dividiu e virou espaço de negociatas visando interesses particulares.

Geraldo deu o troco em Serra em 2016, quando lançou Doria contra Andrea Matarazzo. E agora segue para os braços de Kassab porque foi traído pelo gestor.

A ideia de Alckmin é ter Márcio França, do PSB, como seu vice. Seu problema é como se organizar para a disputa sem a estrutura do PSDB e o apoio do governo do Estado.

Andando sozinho nos bairros, visitando padaria e salão de cabeleireiro, sem estrutura, a coisa não funcionou em 2008.

Pelo andar da carruagem, a sensação que Geraldo transmite é de que o tempo passou para ele. Chegou a conversar até com o PSL, dá para acreditar?

Com tanta fragilidade no campo conservador, a esquerda finalmente tem a chance de chegar ao Palácio dos Bandeirantes e administrar São Paulo pela primeira vez em 2022.

Fonte: DCM

Greve geral no Uruguai por empregos, aumento de salários, saúde e moradia

O Uruguai registra nesta quarta-feira (14) a terceira greve geral do governo de Luis Lacalle Pou, convocada pelo Plenário Intersindical de Trabalhadores (PIT-CNT), com o lema “Que os mais infelizes sejam os mais privilegiados”. Caravanas saíram de distintos pontos do país em direção a Montevidéu, para uma concentração no Palácio Legislativo, sede do Parlamento uruguaio.

Com a queda do poder aquisitivo, a central de trabalhadores reivindica ajustes nos salários, mais empregos e políticas para combater a fome. Ao mesmo tempo, defendem as empresas públicas e a educação, dois pontos-chave que foram debilitados durante o governo do direitista Luis Lacalle Pou com medidas decretadas através da chamada Lei de Urgente Consideração (LUC).

“Acreditamos que, ao contrário do que está acontecendo, o sentido ético e político das políticas públicas deveria ser estender a mão aos setores mais vulnerabilizados da sociedade”, afirmou o secretário-geral da PIT-CNT, Marcelo Abdala. “Será uma das manifestações mais importantes dos últimos 10 anos”, previu, em um coletiva de imprensa.

Em junho deste ano, o desemprego no Uruguai alcançou a marca de 9,4%, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) do país, enquanto o Índice Médio de Salários aumentou 5,83% em julho, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A central de trabalhadores também reivindica a revogação de 135 dos 467 artigos da LUC.

Diversos sindicatos acompanham a convocatória da PIT-CNT e interrompem suas atividades nesta quarta-feira, entre eles o Sindicato Médico do Uruguai, a Federação Uruguaia da Saúde, a União Nacional de Obreiros e Trabalhadores do Transporte (Unott), a Federação Uruguaia do Magistério, a Associação de Docentes da Universidade da República, o Conselho Central da Associação de Bancários do Uruguai, a União de Classificadores de Resíduos Urbanos Sólidos (Ucrus) e a União Nacional de Assalariados, Trabalhadores Rurais e Afins, entre outras entidades.

Fonte: Brasil de Fato

Servidores denunciam que o governo Bolsonaro quer destruir os serviços públicos

Foi realizada na tarde de hoje, 15/09, uma panfletagem no Calçadão do Comércio, em Maceió, para denunciar que o governo Bolsonaro quer destruir os serviços públicos. A atividade foi organizada pela CUT Alagoas e sindicatos de servidores públicos.

Os servidores denunciaram que a PEC 32, visa acabar com a estabilidade no emprego dos servidores e destruir os serviços públicos, como saúde e educação. Os servidores também denunciaram que o presidente da Câmara Arthur Lira, não tem compromisso com os direitos da população, em particular os mais pobres e que tanto necessitam de políticas publicas.

Foto: CUT Alagoas

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