Nova pesquisa aponta Lula com 42%, Bolsonaro com 19% e Moro com apenas 5%

Ex-presidente vence em primeiro turno, segundo levantamento divulgado pela revista Veja

“O ex-presidente Lula continua dando um baile nos outros postulantes à presidência da República para as eleições de 2022. Uma nova pesquisa mostra que não é só de goleada que vive o ex-presidente petista contra seus adversários, como bem resumiu a coluna. Os novos números deixam claro, na verdade, que, caso as eleições de 2022 fossem hoje, Lula venceria no primeiro turno, o que ele mesmo não conseguiu – nem em 2002, nem em 2006”, escreve o jornalista Matheus Leitão, na revista Veja.

“Pela pesquisa, Lula tem 42% das intenções de voto, contra 19% de Jair Bolsonaro. Sergio Moro e Ciro Gomes, principais nomes da terceira via hoje, aparecem na terceira posição (risos) com 5% das intenções de voto. Dois detalhes importantes da pesquisa são a consolidação de Lula acima dos 40% e a consolidação do presidente Jair Bolsonaro abaixo dos 20%”, aponta ainda o jornalista.

Confrontos entre civis por causa da extração de lítio na Sérvia

Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado em diversas cidades da Sérvia contra um projeto de extração de lítio que dizem ser apoiado pelo governo inclusive para a expropriação de terras a favor da empresa promotora, a Rio Tinto.

Os protestos duraram cerca de duas horas e manifestaram-se sobretudo em bloqueios de estradas e autoestradas, provocando engarrafamentos e levando à ocorrência de confrontos entre ativistas e pessoas afetadas pelos bloqueios.

A imprensa local fala em pelo menos um ferido após confrontos que envolveram arremesso de pedras em Novi Sad, cidade localizada cerca de 110 quilómetros a noroeste de Belgrado.

Os manifestantes acusam o presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, e o atual governo de terem alterado recentemente duas leis para alegadamente beneficiar a Rio Tinto.

A empresa tem em mãos praticamente desde 2006 um projeto para a extração de lítio que poderá implicar um investimento de 2,1 mil milhões de euros na Sérvia.

Este foi o segundo protesto a nível nacional organizado por grupos ecologistas com o apoio de diversos partidos da oposição.

Os manifestantes exigem a retirada das novas leis, sobretudo aquela que dizem facilitar as expropriações de terras a favor da Rio Tinto.

Há uma semana, os manifestantes entraram em confronto com a policia e numa das cidades foram mesmo atacados por homens mascarados e armados com bastões e martelos.

Desta vez, houve menos incidentes, mas ainda assim os já referidos confrontos entre manifestantes e pessoas por causa dos bloqueios de estradas, que as autoridades dizem ter sido ilegais.

Um dos organizadores do protesto, Aleksandar Jovanović, diz que “tudo o que aconteceu é contra a lei, sobretudo o que as autoridades estão a fazer”, sublinha.

“O bloqueio das autoestradas é tão ilegal quanto a lei da expropriações ou a da apreensão de propriedades privadas. Ninguém seria maluco o suficiente para bloquear autoestradas se houvesse uma lei. Tudo isto foi causado por uma absoluta ilegalidade cometida pelo governo”, defende o ativista.

Dobrica Veselinović marcou presença no protesto em representação da oposição política e explicou que “era importante estar junto dos cidadãos neste momento de afirmação contra tudo o que está a acontecer na Sérvia”.

“Os motivos deste protesto são a insatisfação pela forma como a Sérvia se está a desenvolver e como o Partido Progressista Sérvio se está a comportar e a governar”, referiu Veselinović.

O correspondente da Euronews em Belgado, Stefan Goranović, esteve num dos mais importantes acessos rodoviários do país e conta-nos que “os manifestantes ameaçam voltar todos os fins de semana até que as respetivas exigências sejam atendidas”.

Fonte: Euronews

Bolsonaro corta 98% do orçamento do programa Casa Verde e Amarela

Em um ano, presidente encolheu o orçamento do programa habitacional de R$ 1,5 bilhão em agosto de 2020, quando foi criado, para R$ 27 milhões em 2021

O governo encolheu o orçamento do programa habitacional Casa Verde e Amarela de R$ 1,5 bilhão em agosto de 2020, quando foi criado, para R$ 27 milhões em 2021. A média de investimentos com programas habitacionais, especialmente o Minha Casa Minha Vida (MCMV), de 2009 a 2018, foi de R$ 11,3 bilhões ao ano. Para critérios de comparação, em 2021, o gasto do Casa Verde e Amarela não atingiu 10% destes valores até outubro.

Os dados são do o estudo Impactos Econômicos do corte do programa Casa Verde Amarela em 2021, realizado pelo Dieese em parceria com a Fundação Friedrich Ebert Stiftung Brasil, o sindicato global ICM – Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira, além da Fetraconspar (trabalhadores na construção e mobiliário do Paraná) e da Contricom (confederação nacional do setor). Clique aqui para acessar a íntegra do relatório.

Utilizando matrizes insumo-produto, atualizadas para o ano de 2018 (último disponível), os pesquisadores constataram que o país, ao deixar de investir no segmento da construção R$ 11,3 bilhões, deixou também de criar 365.040 ocupações e de arrecadar R$ 2,8 bilhões em impostos, e impediu o crescimento do valor adicionado da economia brasileira em R$ 16,2 bilhões. Como se fosse pouco, ainda impediu o crescimento da massa salarial em R$ 5,7 bilhões de salários e R$ 1,2 bilhão de arrecadação da Previdência Social e do FGTS.

Haveria também a dinamização de outros setores, como fornecedores, comércio, serviços financeiros, de consultoria, entre outros. Efeitos não desprezíveis para uma economia em evidente deterioração, desde antes da pandemia e por ela exacerbada.

Redução déficit habitacional

O estudo mostra também que, além da queda dos investimentos públicos em infraestrutura, desde 2020 há redução drástica nos recursos para programas habitacionais com foco na redução do déficit habitacional brasileiro, que era de 5,9 milhões de domicílios em 2019. Ou seja, 8% do total. O cenário de crise econômica não permite visualizar uma redução deste quadro sem programas públicos direcionados.

Segundo o estudo, o impacto deste corte de 98% repercute negativamente na criação de emprego direto e indireto, na geração de renda, na arrecadação fiscal, no efeito multiplicador em outros setores, e claro, no combate ao déficit habitacional que já ultrapassa os 5,9 milhões de imóveis nopaís.

Em números gerais, a diminuição do investimento no setor da construção deixou deabrir 365.040 postos de trabalho, de arrecadar R$2,8 bilhões e de injetar R$ 16,2 bilhões na economia brasileira. Além de impedir o crescimento da massa salarial em R$ 5,7 bilhões.

O programa Casa Verde Amarela, lançado em 2020, encerrou completamente os subsídios para a Faixa 1, o que atingiu a população de menor renda familiar e a mais representativa dentro do déficit habitacional. Além disso, frente à média histórica de recursos destinada ao programa, o gasto de apenas R$ 1 bilhão, sendo apenas R$ 27 milhões para a antiga ‹Faixa 1› do MCMV, praticamente encerra o esforço de reduzir o déficit habitacional da população mais pobre.

Conjuntura econômica

Conforme os pesquisadores, a conjuntura econômica extremamente difícil do Brasil, na qual não existe qualquer estratégia de desenvolvimento para o pós-pandemia, dois problemas se colocam para o tema: a perda de oportunidade de execução de políticas anticíclicas por parte do governo no setor da construção, que geraria postos de trabalho de forma rápida, com importantes encadeamentos setoriais e que atuaria sobre questões estratégicas para o país (infraestrutura e habitação).

E o crescente empobrecimento da população brasileira, que certamente impactará negativamente nos indicadores de déficit habitacional e na ausência de adequabilidade de moradias, o que por sua vez exigirá investimentos posteriores ainda maiores para a resolução do problema.

Empobrecimento

Dados sobre o déficit habitacional apontam que, em 2019 (último ano disponível até a publicação deste estudo), ele era de 5,877 milhões, 8% do total dos domicílios permanentes no Brasil. Mesmo com políticas como o Minha Casa Minha Vida, que tinham como prioridade a diminuição deste déficit, sua redução de 2016 a 2019 foi de certa forma discreta, o que mostra o desafio de atuar sobre uma questão com este relevo frente a um cenário de empobrecimento da população e de cortes fiscais.

E se for considerada a inadequação de aspectos externos à moradia, como infraestrutura urbana, entre outros, o problema seria muito maior e atingiria quase 25 milhões. A demanda para o setor é muito grande, e os recursos são cada vez mais escassos.

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsonaro e Arthur Lira querem legalizar aumento nos planos de saúde de idosos

Deputados querem mudar a Constituição para legalizar aumento nos planos de saúde de idosos

O governo Bolsonaro e o presidente da Câmara Arthur Lira, vem atuando há meses para favorecer os planos de saúde e prejudicar os idosos.

Para isso, foi criada uma comissão especial na Câmara dos Deputados para estudar mudanças na atual Lei dos Planos de Saúde, conforme os interesses dos empresários do setor, não descarta mexer no Estatuto do Idoso. O objetivo é excluir pontos da lei que protegem os mais velhos contra aumentos abusivos nos planos privados.

Uma minuta sobre a mudança que circula na comissão mostra os efeitos de uma vírgula após a sentença: “sendo permitida a aplicação parcelada do reajuste da última faixa etária após os sessenta anos”.

“Sob a aparência de um parcelamento, estará sendo permitido, na prática, o aumento periódico dos preços dos planos para os mais velhos, o que hoje não é admitido”, disse o professor Mário Scheffer, do departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP) ao jornal Folha de S.Paulo.“Estão vendendo um peixe podre muito bem embrulhado”, emendou a professora Ligia Bahia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Audiência pública para debater o tema

Integrante da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) apresentou requerimento para a realização de audiência pública conjunta para debater a importância da vedação de cobrança de valores diferenciados aos idosos pelos planos de saúde.

E pediu ainda a presença de representante de entidades de defesa dos direitos dos Idosos, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e dos professores de Medicina Mário Scheffer, da USP, e Lígia Bahia, da UFRJ, ambos especialistas no tema.

“Assim, se confirmada, a alteração proposta é uma afronta à Constituição Federal, que prevê em seu artigo 3º, inciso IV, que é objetivo fundamental da República promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, justifica o parlamentar em seu requerimento.

Segundo Padilha, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 2003) estabelece que nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei, sendo dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso.

Fonte: Rede Brasil Atual

Petroleiros protestam contra desmonte da Petrobras e venda de refinarias

FUP organizou atos em frente às refinarias, em protesto pelo desmonte e venda. Venda da Rlam (BA) a grupo árabe põe em risco 2 mil empregos. Ex-presidente da Petrobras, alerta para apagão de combustíveis

Milhares de petroleiros e petroleiras participaram, na manhã desta sexta-feira (3), de atos em frentes às refinarias da Petrobras em diversos estados do país. O protesto nacional foi contra a venda de unidades da estatal, que estão sendo repassadas pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), especialmente para o capital internacional, pela metade do preço.

Este é o caso da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. Avaliada entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, a Rlam foi vendida pela atual gestão da Petrobras, indicada por Bolsonaro, por US$ 1,8 bilhão para o fundo de investimentos dos Emirados Árabes, Mubadala. A conclusão da venda foi anunciada pela direção da estatal na noite de terça-feira (30/11). O fundo árabe criou a empresa Acelen, que ficará responsável pela administração da refinaria baiana, que deixa um passivo ambiental não quantificado.

Política da Petrobras pode provocar apagão de combustíveis

Um dos críticos à venda das refinarias, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, atual pesquisador do Instituto de Estudo Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), faz um alerta sobre a possibilidade de faltar combustiveis no país. Em entrevista ao PortalCUT, Gabrielli disse que, se a política de desmonte e falta de investimentos da estatal continuarem neste ritmo, pode haver um apagão de combustíveis daqui a seis/sete anos. Confira no final a entrevista de Gabrielli e entenda por que.

Como foi o ato na Bahia

Inconformados, cerca de 1500 dos 2000 mil trabalhadores, inclusive  do  Sindicato dos Trabalhadores na Industria da Construção Civil, Montagem e Manutenção (SITICCAN ), que representa os terceirizados, protestaram em frente à refinaria baiana. Organizado pelo Sindipetro-BA, SITICCAN e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o ato teve também a participação do  coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar, que discursou para a categoria ressaltando a presença de companheiros de outros estados.

“Os sindicatos dos petroleiros do Amazonas e Paraná e o SITICCAN também vieram protestar aqui na Bahia porque a Rlam já foi vendida aos árabes, e nós queremos sinalizar que nós, brasileiros, continuaremos a luta contra a entrega do patrimônio nacional; que aqui tem sindicatos fortes, organizados e os que os trabalhadores não vão se submeter à redução de postos de postos de trabalhos e direitos trabalhistas”, resumiu Bacelar.

O coordenador-geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, acredita que o recado foi dado, inclusive para a Acelen. Além disso, ressaltou o dirigente, os petroleiros conseguiram mostrar unidade e também que a luta contra a entrega do patrimônio ao capital internacional continua. Para Jairo, a venda da RLAM representa uma perda de soberania.

“Além dos custos, cada vez mais elevados, dos derivados de petróleo, pode haver risco de desabastecimento, quando a Mubadala entender que é melhor exportar o petróleo para onde gere mais lucro e atenda aos interesses do país do fundo árabe”, disse o dirigente.

O ato marcou também uma posição política de protesto contra a entrega da refinaria de terminal marítimo, Madre de Deus, uma das maiores do país, e da entrega de três refinarias terrestres, também na Bahia: Candeia, Jequié e Itabuna. Veja abaixo os atos nos demais estados.

Confira entrevista que o PortalCUT fez com Gabrielli

De acordo com Sérgio Gabrielli, a venda das refinarias tem efeitos a curto prazo, como a diminuição da capacidade de planejamento como um todo. No caso da Rlam, que é a segunda maior do país, sendo gerida por uma empresa isolada, sem se integrar às demais refinarias do sistema Petrobras, a preocupação aumenta.  

“Hoje temos 14 refinarias no sistema sendo programadas para produzir diversos derivados de petróleo. Mas, não é a mesma que produz diesel, gás de cozinha e gasolina. Elas são otimizadas para que no conjunto possam fornecer os produtos consumidos aqui  no Brasil”, explica Gabrielli.

“Se você vende uma, como no caso da Rlam, aquela unidade vai ser otimizada para um mercado específico e não no conjunto, consequentemente ou faltará produtos ou haverá excesso de outros”, complementa.

O ex-presidente da Petrobras ressalta que desde 2016, no governo de Michel Temer (MDB-SP), início do desmonte da Petrobras com a finalidade de privatizá-la, o governo passou a diminuir a capacidade de realização as refinarias, que hoje atuam com 77% da capacidade, sendo que o ideal é a capacidade plena, entre 93% a 94%. 

 “Desta forma você diminui a capacidade de atender, e aumenta a importação de derivados de petróleo. Hoje importamos gasolina, diesel, gás e querosene de avião, e os planos do governo para os próximos três anos é substituir o gás de cozinha (GLP) pelo GNP (encanado), que tem transporte diferente, manuseio e formas diferentes de utilização”, conta Gabrielli.

A preocupação do ex-presidente da Petrobras é com o possível crescimento econômico do país, pós pandemia, que impactará no aumento de importação do diesel e da querosene.

“Para a gasolina não se prevê grande aumento da demanda, mas o diesel e o querosene terão aumentos expressivos de importação, crescendo a pressão para os próximos seis anos, e provocando apagão de combustíveis”, diz .

Segundo Gabrielli, mesmo com o governo anunciando um aumento de produção na refinaria de Pernambuco,  é necessário , no mínimo, a produção de  200 mil barris dias, daqui a seis anos. Ou seja, 10% a mais do que produz o país atualmente, em torno de 2,3 milhões.

“Teremos uma relativa folga sem crise de abastecimento nos próximos quatro anos, mas o crescimento da demanda vai provocar a falta de produtos. Se o país não quiser passar por isso, é preciso construir mais refinarias e não se constrói da noite pro dia, são necessários pelo menos sete anos . Se quisermos impedir esta crise e aumentar a capacidade de refino até 2027, é preciso começar a construir no ano que vem ou no máximo em 2023”, alerta.

A RLAM, de acordo com os pesquisadores, é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, o que pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que deixará o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada.

Quanto mais você depende de importação, menos autonomia tem para impor seus preços internos e, do jeito que as coisas vão, teremos mais aumentos- Sérgio Gabrielli

Política da Petrobras

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar espera que a atual política de preços da Petrobras e de desmonte da estatal seja extinta num possível governo Lula, que mesmo não oficializando sua candidatura, está à frente em todas as pesquisas eleitorais.

“Esperamos que num governo Lula possamos reverter este processo de desmonte da Petrobras. Enquanto isso, nós precisamos que o STF julgue o mérito da ação que obriga a privatização passar por aprovação do Congresso Nacional . Para isso, estamos mantendo interlocução em Brasília junto aos ministros do Supremo”, finaliza Bacelar.

Já o ex-presidente da Petrobras, diz que qualquer que seja o governo que vier nas próximas eleições presidenciais terá de decidir, se vai depender de importações ou vai produzir aqui.

“É uma opção política que o próximo governo vai ter de enfrentar”, conclui Sérgio Gabrielli.

Além da Rlam, outras duas refinarias da Petrobras também estão em processo final de privatização: a Refinaria Isaac Sabbá, em Manaus (Reman), e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

O governo Bolsonaro pretende entregar ainda a Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor), no Ceará; a Refinaria  Clara Camarão (RPCC/RN), no Rio Grande do Norte; a Refinaria Grabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.

Confira os atos dos petroleiros nos demais estados

Além da mobilização nacional que parou a Rlam na manhã desta sexta, houve atos também nos terminais de Madre de Deus (Bahia) e de Suape (Pernambuco) e nas refinarias do Ceará (Lubnor), de Minas Gerais (Regap), de Duque de Caxias/RJ (Reduc), de Paulínia/SP (Replan), do Rio Grande do Sul (Refap) e na SIX (Paraná). Os sindicatos realizaram protestos, com atrasos na entrada do expediente. 

Fonte: CUT Brasil

Sem Alckmin, Haddad dispara na corrida para o governo de São Paulo

Ex-prefeito marca 27% das intenções de voto, contra 13% de Tarcísio Freitas, 13% de Guilherme Boulos e 6% de Rodrigo Garcia

Caso se concretize uma frente ampla entre PT e PSB na disputa presidencial e o ex-governador Geraldo Alckmin desista de disputar o governo de São Paulo, o ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, irá liderar a corrida para o Palácio dos Bandeirantes, segundo aponta pesquisa Ipespe, divulgada nesta sexta-feira pelo Valor Econômico. Neste cenário, Haddad tem 27%, contra 13% de Tarcísio Freitas, ministro de Jair Bolsonaro, 13% de Guilherme Boulos, do Psol, e 6% de Rodrigo Garcia, do PSDB.

O Ipespe também traçou outros cenários. Com Alckmin na disputa, o ex-governador marca 23%, contra 19% de Haddad, 11% de Boulos, 8% de Tarcísio e 3% de Garcia.

Fonte: Brasil 247

Moradores de bairros atingidos protestam contra a Braskem

Moradores dos bairros atingidos pela Braskem, realizaram hoje, 03/12, no bairro do Trapiche uma caminhada em direção a sede da empresa, no Pontal da Barra e em seguida interditaram a avenida Assis Chateubriand, em frente à Braskem, no sentido Maceió/Marechal Deodoro.

A Braskem é responsável pelo maior crime ambiental em área urbana do mundo, afetando milhares de famílias pela mineração na capital alagoana.

O ato de protesto que convocado por lideranças religiosas, foi engrossado pela participação de famílias atingidas e movimentos populares do campo e da cidade.

Os trabalhadores perdem Izac Jacson, uma referência na defesa dos direitos sociais

Faleceu nesta quinta-feira, 02/12, ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores de Alagoas, Izac Jackson, vítima de uma doença rara. Sua família comunicou nas redes sociais.

Izac Jackson, foi presidente da CUT Alagoas por três mandatos e desde 2003, tornou-se uma referência na luta em defesa dlos direitos e conquistas da classe trabalhadora. Izac, também foi um grande mediador e negociador. Atou em conflitos como o que ocorreu entre os servidores públicos e o governador Teotônio Vilela, em conflitos agrários e negociou acordos salariais que garantiram conquistas importantes como o Plano de Cargos e Carreiras dos policias civis e servidores municipais de Maceió.

Izac foi militante e presidente do PT de Maceió e candidato a deputado e vereador, sempre com expressiva votação. Atualmente militava no Psol.

Izac também foi uma referência para toda uma geração de sindicalistas e militantes sociais de Alagoas.

Policial que arrastou homem em moto pode responder por tortura e racismo

PM de SP que puxou homem negro ‘como escravo’ é afastado e pode responder por tortura, racismo e abuso. Imagens provocaram indignação nas redes

Circulou pelas redes sociais um vídeo que mostra um homem algemado a uma motocicleta da Polícia Militar de São Paulo. O homem precisa correr para acompanhar a moto em movimento.

PMSP disse que abriu um inquérito para apurar o caso e que “repudia tal ato”.

O momento foi gravado nesta terça-feira (30) na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na região da Vila Prudente, Zona Leste de São Paulo. O policial pilota a moto na faixa de ciclistas da avenida.

A vítima é um homem negro, que veste calça preta e uma camiseta de manga longa. Ele foi algemado e as algemas estão presas ao baú da moto. O homem corre para conseguir acompanhar a moto do PM.

Em certo ponto do vídeo, é possível ouvir um homem falar: “Olha aí, ele algemou e está andando igual um escravo“.

O ouvidor das Polícias do estado, Elizeu Soares Lopes, disse que irá pedir para a PM apurar a conduta do policial. “Isso é uma atrocidade. Vamos tomar as devidas providências. Amanhã, abriremos um procedimento”, afirmou ao portal G1.

As imagens são estarrecedoras, um completo desapreço a dignidade humana, nenhum ser um humano em pleno século XXI, pode ser ultrajado dessa forma. A conduta do agente policial não coaduna com os protocolos da PM, que deve repelir tal atitude“, afirmou Elizeu.

Até o momento a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não havia informado a identidade do policial militar e do homem algemado puxado por ele na moto. Segundo policiais ouvidos pelo g1, o homem teria sido detido por suspeita de algum crime, sendo levado depois a uma delegacia, onde teria sido liberado.

Fonte: Pragmatismo Político

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