Ato nacional contra a PEC 32 é realizado na porta de Arthur Lira, em Maceió

Servidores públicos protestaram em frente ao prédio do deputado Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados

Foi realizado neste sábado, 11/12, em Maceió, um Ato Nacional contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, que arrasa com os serviços públicos e acaba com a estabilidade dos servidores.

O principal objetivo da manifestação foi de demonstrar repúdio às ações do presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que busca aprovar a reforma administrativa de qualquer forma, mesmo que isso custe a destruição dos serviços públicos brasileiros.

Participaram do Ato, centrais sindicais, movimentos sociais e delegações de servidores públicos de diversos estados vizinhos de Alagoas. O ato iniciou na Praça Multieventos, no bairro da Pajuçara, e seguiu até o prédio, onde mora o deputado Arthur Lira, no bairro da Ponta Verde.

Ao chegar em frente ao prédio em que mora Arthur Lira, foi feita a leitura de uma carta, assinada por diversas entidades sindicais, que reforça o quão prejudicial a PEC 32 é para a população brasileira, em especial para os mais pobres que dependem diretamente dos serviços públicos. Mas, ninguém da portaria atendeu aos sindicalistas para receber a carta, demonstrando a recusa do parlamentar em dialogar com os servidores.

Para a presidenta da CUT Alagoas, Rilda Alves, a “manifestação foi uma demonstração de força e união dos servidores das três esferas em defesa dos serviços públicos”. Para o professor Luizinho, vice-presidente do Sinduneal, “Bolsonaro destrói empregos, destrói as estatais como a Petrobras, e agora com a PEC 32 quer destruir os serviços públicos, mas, a resistência dos servidores e do povo vai impedir mais esse crime contra a nação brasileira”.

Redação com Adufal

Para 70% dos brasileiros, economia está ruim ou péssima

Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que para 54% a inflação deve aumentar, e 74% dizem que tiveram de reduzir gastos

Sete em cada dez brasileiros estão pessimistas quanto à situação econômica do Brasil e avaliam que a economia está ruim ou péssima, segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) feita pelo Instituto FSB. A situação econômica do país é considerada péssima por 47% dos entrevistados, 23% acham que está ruim, 21% consideram regular, 7% dizem estar boa e apenas 1% vê como ótima.

O cenário atual, marcado pela inflação e desemprego elevados, volta da fome, baixo crescimento previsto para o ano que vem, aperto nos juros e perda de fôlego na recuperação após os piores momentos da pandemia, causa desânimo na população, assinala reportagem da Folha de S.Paulo.

A maioria esmagadora (75%) dos brasileiros se dizem afetados ou muito afetados pelo aumento de preços e 10% avaliam que foram pouco ou nada prejudicados pela inflação.

Além disso, para 54% a inflação ainda deve aumentar, e 74% dizem que tiveram de reduzir gastos para atravessar a situação de aperto na economia.

Fonte: Brasil 247

Assembleia geral da ONU reconhece legitimidade do governo de Nicolás Maduro

Após dois anos da autoproclamação de Juan Guaidó, Nações Unidas voltam atrás e reconhecem governo venezuelano

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta segunda-feira (06/12) as credenciais dos diplomatas nomeados pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como representantes legítimos do país.

Para o embaixador venezuelano nas Nações Unidas, Samuel Moncada, a decisão ratifica o reconhecimento internacional do governo Maduro e ataca as pretensões do ex-deputado Juan Guaidó de se autonomear “presidente encarregado” da Venezuela.

“É uma vitória do povo soberano contra as agressões coloniais dos EUA. Uma vitória do direito internacional e da autodeterminação dos povos”, afirmou Moncada.

Em 2019, quando Guaidó se autoproclamou “presidente” da Venezuela, cerca de 60 países, encorajados pelos Estados Unidos, decidiram reconhecer o então deputado como governante do Estado venezuelano. 

O embaixador do país na ONU lembrou o ocorrido, afirmando que, “em 2019, o escravo colonial criado pelos EUA para roubar a Venezuela teve apoio de 60 países”. “Hoje, apenas 16 dos 193 países se negaram a reconhecer o presidente Maduro”, disse. Os países que votaram contra o reconhecimento aos diplomatas venezuelanos foram EUA, Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, El Salvador, Geórgia, Guatemala, Honduras, Israel, Paraguai, Reino Unido, Coreia do Sul e Ilhas Marshall.

Apesar da votação desta segunda-feira na ONU ser protocolar, a postura chama a atenção já que, em 2018, quando Maduro foi reeleito presidente, alguns governos decidiram não reconhecê-lo com a justificativa de que o pleito do país não teria tido “legitimidade e transparência”.

A decisão desta segunda também foi celebrada pelo chanceler da Venezuela, Feliz Plascencia, que classificou o reconhecimento como “um golpe contra a ingerência e a agressão imperialista”.

“É um banho de realidade a quem persiste em alimentar uma fantasia política moribunda com a intenção de seguir lucrando com os ativos roubados do país”, disse o ministro em referência a empresas estatais venezuelanas no exterior, como a Citgo e a Monomeros, que passaram a ser controladas por Guaidó e seu grupo.

Bolsonaro quer tirar mais direitos com nova reforma Trabalhista

Governo quer fazer nova reforma trabalhista que favorece apenas os empresários, libera o trabalho aos domingos e jornada sem limites em teletrabalho, e ainda impede Justiça de negociar, entre outras maldades

Os trabalhadores e trabalhadoras do país correm o risco perder ainda mais direitos com a possibilidade do governo de Jair Bolsonaro (PL) fazer uma nova reforma Trabalhista, se já não bastasse a de 2017 que retirou mais de 100 direitos contidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), promovida por Michel Temer (MDB-SP), com a promessa de criar 6 milhões de empregos.

Quatro anos depois da reforma de Temer, o resultado é mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, 73,2 milhões de trabalhadores sem direitos: 37 milhões são informais, 25,4 milhões trabalham por conta própria e  10,8 milhões trabalhando sem carteira assinada.

Como neste governo tudo pode piorar, um grupo criado por Bolsonaro elaborou um “relatório” em que propõe uma série de mudanças para subsidiar uma nova proposta de reforma trabalhista, que só prejudicam os trabalhadores em favor dos patrões. É o Grupo de Altos Estudos do Trabalho (GAET), composto por ministros, desembargadores e juízes da justiça do trabalho, procuradores, economistas, pesquisadores, além de advogados especialistas em relações do trabalho.

As 262 páginas do documento entregue ao Conselho Nacional do Trabalho, no final de novembro,  trazem pelo menos 330 alterações em dispositivos legais, a inclusão de 110 regras, alteração de 180 e revogação 40, mas não há uma única linha, artigo ou sequer uma vírgula que proteja o trabalhador. Ao contrário, como não teve a participação de sindicatos e representantes dos trabalhadores em sua elaboração, as normas impedem a atuação sindical, a Justiça Trabalhista e converte o trabalhador praticamente num escravo.

Bolsonaro assumiu que é antitrabalhador ao afirmar num evento, na terça-feira (7),  da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o governo federal é “devedor de favores” aos empresários brasileiros. Segundo ele, “é duro ser patrão no Brasil” e que o seu governo procurou desde o seu início facilitar a vida dos empresários.  “Vocês não devem nenhum favor a nós. Nós é que somos devedores de favores a vocês”, declarou.

Para o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, as mudanças propostas são mais uma tentativa de Bolsonaro em impor os temas contidos em Medidas Provisórias (MPs), que o Congresso Nacional rejeitou, em função de uma infinidade de jabutis incluídos nos textos. Há conteúdos da Carteira Verde e Amarela e do emprego legal que foram resgatados de forma ampla. Jabutis são emendas de parlamentares que nada têm a ver com o teor original da proposta.

“É um programa que visa explorar o trabalhador e destruir os postos de trabalho de qualidade. Querem aprovar isso sem passar pelo debate com a sociedade, com os sindicatos e os trabalhadores. A CUT e as centrais sindicais não concordam em nada com essa proposta patronal”, diz o dirigente.  

É a versão dos empresários e do governo, querendo enriquecer mais ao custo de suor e lágrimas dos trabalhadores- Valeir Ertle

As maldades contidas na proposta do GAET

José Eymard Loguércio , do escritório LBS Advogados que atende a CUT Nacional , analisou algumas das mudanças propostas. Como são dezenas de retiradas de direitos, listamos sete principais pontos que atingem diretamente os direitos dos trabalhadores.

Confira:                                                                                                                                            

1 – Libera o trabalho aos domingos

Como é hoje: A Constituição diz que o descanso semanal é preferencialmente aos domingos, o que sempre a legislação brasileira levou em consideração. Há setores como comércio, saúde e transporte e atividades consideradas essenciais, entre outros, que já tem regulamentado o trabalho aos domingos, mas o trabalhador tem direito ao descanso neste dia a cada três semanas (uma vez por mês, ao menos) e para as mulheres a cada duas na semana, como no caso do comércio ou dependendo da atividade. É uma escala para que seja respeitado o direito do trabalhador a passar um domingo em família.

Como ficaria:  A proposta do GAET libera o trabalho aos domingos para todas as atividades, sem necessidade de autorização ou de negociação coletiva, com escalas muito mais flexíveis sem garantia de que ao menos uma vez ao mês haveria coincidência de descanso aos domingos.

“A nova regra inverteria o conceito de que o trabalho aos domingos é excepcional para é sempre possível”, diz Eymard.

2- Proíbe trabalhador de aplicativo de ser CLT

Uma das maldades contidas na proposta é que literalmente proíbe motoristas, entregadores e outros profissionais que trabalham por aplicativo de ter os mesmos direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com isso, o trabalhador ficaria sem direito ao 13º, férias, descanso remunerado, FGTS e outros benefícios.

Como é hoje: Atualmente a Justiça do Trabalho tem dado ganho de causa em muitas ações de motoristas e entregadores que pedem vínculo empregatício com empresas de plataformas digitais como Uber, Ifood, etc.

Como ficaria: A proibição do trabalhador  de ter direitos garantidos pela CLT pode ser estendida para além de motoristas e entregadores a qualquer profissional que atue em empresa de plataforma.

“ Hoje existem também aplicativos para jornalistas, arquitetos, advogados e outras profissões. Qualquer um pode se encaixar nesse critério. Aqui é o inverso do que outros países como Espanha e Inglaterra, que têm reconhecido esse trabalhador como assalariado”, ressalta o advogado.

Segundo ele, numa canetada o governo pode colocar todo mundo fora das garantias que também impactam não apenas o trabalhador, mas todo o sistema da Previdência e o FGTS usado para investir em moradia e saneamento básico.

“Quanto mais você  joga pessoas para fora da relação de emprego, menos você tem contribuição das empresas para esses fundos sociais. Essa regra pega quem é assalariado e quem já não tem direitos”, diz Eymard.

3- Dívidas trabalhistas

Como é hoje: Sócios de empresas que não pagam direitos trabalhistas e perdem ações na Justiça podem ter seus bens bloqueados até a quitação da dívida. A Constituição reconhece  que o crédito do empregado é de natureza salarial.

Como ficaria: A proposta de reforma isenta ou dificulta a responsabilidade do sócio, cabendo ao trabalhador demonstrar que houve fraude, o que é difícil comprovar. Neste caso, a proposta dificulta o acesso aos bens de qualquer sócio da empresa, inclusive o majoritário;

“O que vai acontecer ao longo do tempo é o aumento de calotes de crédito trabalhista. Determinadas faixas de empresas, sobretudo nas terceirizadas, que quando terminam seus contratos simplesmente não pagam suas dívidas junto ao trabalhador”, explica Eymard.

4- Covid-19 deixa de ser doença do trabalho

Como é hoje: O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a proposta do governo de não considerar a covid-19 como doença do trabalho.

Como ficaria: A proposta volta à tona com a desculpa de que muita empresa está sendo demandada na justiça, com criação de passível trabalhista.

“ Isto significa mais dificuldade do trabalhador receber seus benefícios , principalmente os que tiveram sequelas mais longas ao contrair a doença”, diz Eymard.

5 – Legaliza o locaute

Locaute é a possibilidade de uma empresa parar sua atividade para conseguir atingir suas reivindicações. Um exemplo foi a “greve dos caminhoneiros” , em maio de 2018, o que  para muitos foi locaute – paralisação dos donos de transportadoras .

O locaute permite que uma empresa feche até mesmo para pressionar os seus trabalhadores a aceitar alguma condição de trabalho,  e ainda pressionar o governo a atender as reivindicações dos empresários.

Como é hoje: Totalmente proibido

Segundo o advogado da CUT Nacional, o absurdo da proposta é equiparar a greve ao locaute. A greve é um direito fundamental assegurado  na Constituição, exatamente pela diferença de poder entre trabalhadores e  empresários.

“ A greve é um instrumento para que os trabalhadores possam ter melhores condições de negociar seus direitos. O locaute não é direito, é uma medida de coação, de instrumentos das empresas”, diz Eymard.

O advogado ressalta ainda que muitas empresas transacionais são mais poderosas que muitos países, como o Facebook, por exemplo.

“Não tem paralelo em nenhum lugar do mundo o locaute ser reconhecido como direito equiparado à greve”, afirma Eymard.

6- Fiscalização trabalhista

Mais uma vez o governo de Jair Bolsonaro (PL) tenta impedir a fiscalização do trabalho. Nessa semana, durante evento, o presidente da República chegou a criticar as  ações de fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT), ao chamar de exagero as condições em que o órgão considera trabalho escravo.

Como é hoje: A Justiça do Trabalho pode  além de decidir se a greve é legal ou não, mediar negociações entre patrões e e empregados durante uma greve e ainda decidir percentuais de reajuste e benefícios a serem concedidos

Para agradar o empresariado, a proposta do GAET é de que a Justiça do Trabalho apenas tenha poder para considerar uma greve legal, ou ilegal, mas a proíbe de conceder qualquer benefício ou reajuste ao trabalhador.

7- Teletrabalho por demanda   

O teletrabalho tem limite de jornada, de acordo com a Constituição. A proposta desvincula o conceito de jornada, e inclui o trabalho por demanda. Ou seja, o trabalhador terá de cumprir as tarefas designadas por sua chefia, independentemente de ultrapassar as oito horas diárias e não terá direito a hora extra.

É a legalização a escravidão digital. Não tem nada de bom neste pacote. São 300 itens de maldades. Só dá segurança às empresas operarem, sem nenhuma segurança jurídica ao trabalhador- José Eymard Loguércio

O advogado alerta ainda a maneira como essas propostas são apresentadas pela equipe do GAET como se fossem a salvação para todos os empresários, inclusive os pequenos, e gerasse empregos.

“ O que se percebe também na proposta é a linguagem utilizada para que o micro e pequeno empreendedor e comerciante acreditem que essas medidas vão beneficiá-los de alguma forma, como se fosse resolver um problema com a empregada doméstica. A verdade é que são mudanças na legislação para  favorecer apenas o grande empresário”, critica Eymard.

Fonte: CUT Brasil

Banco Central eleva juros no maior ciclo de altas desde 2002, medida vai afetar o consumo

Governo Bolsonaro já aumentou a taxa Selic em quase 50%, o que fez aumentar o lucro dos bancos e especuladores e despencar a indústria e o consumo

Nesta quarta-feira, 08/12, o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 7,75% para 9,25%. Com isso, o atual ciclo de alta se torna o maior desde 2002.

Foi o sétimo movimento consecutivo dos juros, após o BC cortar a taxa básica à mínima histórica (2%) em meio à pandemia de covid-19. Nas seis reuniões anteriores, o BC havia subido a taxa em 0,75 ponto percentual em três ocasiões, em 1 ponto nos encontros de agosto e setembro e em 1,5 ponto. em outubro.

A taxa está, portanto, no maior nível do governo Bolsonaro. Quando o presidente chegou ao poder, a taxa Selic estava em 6,50%. De olho na inflação de 2022, que já ameaça fugir da meta, o Banco Central tem sido mais duro na alta dos juros.

Fonte: DCM

Judiciário protege a Braskem, denunciam vítimas do desastre ambiental

Organizadores do ato contra a Braskem, realizado na última sexta-feira (3), divulgaram nota onde questionam a parcialidade do Judiciário que, pouco depois do protesto, concedeu liminar em favor da empresa e iniciou uma perseguição contra as lideranças.

Enquanto a empresa autoriza o pagamento de R$ 6 bilhões em dividendos para seus acionistas, moradores e comerciantes atingidos pelo afundamento do solo em cinco bairros de Maceió lutam por uma indenização justa.

Até hoje, eles não têm uma resposta do mesmo Judiciário que concedeu uma liminar à Braskem proibindo a mobilização popular, multava em R$ 10 mil cada um dos organizadores do ato e ainda os responsabilizava criminalmente pela manifestação. “Em função do atraso, a decisão se tornou inválida, mas o processo que a Braskem abriu, injustamente, contra suas vítimas segue tramitando na Justiça”, diz o texto.

Apesar disso, os atos não devem parar. “A conivência tem sido a conduta dos poderes públicos diante do caso desde março de 2018, quando foi consumada a catástrofe, o que apenas evidencia que os governos municipal, estadual e federal, bem como defensorias e ministérios públicos, não deixam alternativa para a solução dessa tragédia senão a mobilização popular”, alertam as entidades.

Leia a nota na íntegra:

Nesta sexta-feira (3), o ‘Ato de Luto e Luta’ realizado em frente às portas da Braskem, no Pontal da Barra, reuniu diversas lideranças religiosas, organizações populares e movimentos de moradores e empreendedores atingidos pela mineração para reivindicar um processo indenizatório justo para as vítimas e denunciar as inúmeras tragédias humanas ocorridas na capital em função do maior crime socioambiental em curso no planeta.

Pouco depois do fim do protesto, que durou cerca de 12 horas de maneira totalmente pacífica, o Poder Judiciário de Alagoas concedeu uma liminar à Braskem que proibia a mobilização popular, multava em R$ 10 mil cada um dos organizadores do ato e ainda os responsabilizava criminalmente pela manifestação. Em função do atraso, a decisão se tornou inválida, mas o processo que a Braskem abriu, injustamente, contra suas vítimas segue tramitando na Justiça.

Com isso, a opção do Poder Judiciário de Alagoas demonstrou parcialidade e certo grau de conivência com o crime da mineradora, ao ignorar o tratamento desumano dado por ela às 70 mil vítimas. Ao longo de três anos, a Braskem, autora de um atentado violento e ilegal contra a humanidade e o meio ambiente, não teve seu ato criminalizado pelas instituições nem chegou a ser forçada judicialmente a reparar de forma integral os danos da tragédia.

No entanto, não foi preciso mais do que algumas horas para que uma punição severa caísse sobre os ombros dos organizadores de um ato pacífico que lutava contra a injustiça de uma multinacional criminosa, responsável por destruir 7% da capital alagoana. Nesse processo, as vítimas são facilmente transformadas em rés, mas jamais a autora do crime.

A conivência tem sido a conduta dos poderes públicos diante do caso desde março de 2018, quando foi consumada a catástrofe, o que apenas evidencia que os governos municipal, estadual e federal, bem como defensorias e ministérios públicos, não deixam alternativa para a solução dessa tragédia senão a mobilização popular.

Nesse sentido, o ato do dia 3 de dezembro, com a participação das organizações populares mais importantes do estado, bem como o apoio do deputado federal Paulão, dos deputados estaduais Jó Pereira e Ronaldo Medeiros e da vereadora Teca Nelma, mostra-se como uma mobilização pelo fato político mais relevante de Alagoas na atualidade: o crime socioambiental da Braskem.

Por isso, o movimento por justiça certamente não cessará nem se curvará diante de decisões parciais. Apesar do esforço da Braskem para intimidar, cooptar e calar as vítimas e as lideranças populares, o ato demonstrou que a sociedade está cada vez mais organizada e busca um enfrentamento à altura do maior crime socioambiental em curso no planeta.

Fonte: 082 Notícias

Riqueza de bilionários aumentou durante a pandemia, diz relatório

Alguns desses “super-ricos” também lucraram com a mudança para o ambiente digital durante a quarentena

 fatia que bilionários detêm da riqueza global aumentou durante a pandemia do coronavírus, de acordo com o Relatório da Desigualdade Mundial. O documento, divulgado nessa terça-feira (7/12), aponta que os bilionários possuem, coletivamente, 3,5% da riqueza global das famílias, número bem maior que os 2% registrados no inicio de 2020.

O documento, produzido por uma rede de cientistas sociais com base em pesquisas e dados de domínio público, mostra ainda que os milionários também lucraram durante a crise de saúde. As conclusões corroboram as de outros estudos recentes que mostram o aumento da desigualdade nas áreas sociais, da saúde, de gênero e raciais durante a pandemia.

Fonte: Metrópolis

Servidores pressionam em Brasília contra a PEC 32

Ocorreu ontem, 08/12, mais uma mobilização de servidores públicos das esferas federal, estadual e municipal contra a aprovação da PEC 32, em Brasília.

As atividades começaram logo cedo, com concentração no Espaço do Servidor (Esplanada dos Ministérios) e depois o foi realizado um protesto em frente à casa do Presidente da Câmara dos Deputados, ARTHUR LIRA. À tarde, os servidores fecharam o dia com o costumeiro Ato/Vigília em frente ao Anexo ll da Câmara.

O Presidente Arthur Lira, aliado do governo Bolsonaro, segue sem conseguir os 308 votos necessários para aprovar o projeto que visa destruir os serviços públicos, graças à ação unitária e organizada do conjunto dos servidores de todo o país. Para o movimento: “NÃO tem emenda! NÃO tem arrego! Se votar a PEC nós tiramos seu sossego”!!

PT fecha com Haddad em SP e frustra planos de Márcio França

PT disse ao PSB que não vai abrir mão da candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo em 2022, diz Malu Gaspar no jornal O Globo.

Tirar Haddad em favor de Márcio França é uma condição que o PSB colocou para aceitar em seus quadros o ex-governador Geraldo Alckmin, sondado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser vice em sua chapa para a presidência da República.

Petistas já vinham recusando essa hipótese, mas França ainda acreditava na possibilidade de um acordo.

Agora ele foi comunicado em uma reunião fechada com aliados de Lula de que não adianta insistir.

Aliados do ex-presidente dizem que a aliança não depende da saída do ex-prefeito da corrida eleitoral e apostam que o PSB vai acabar desistindo da exigência.

França chegou a dizer que poderia se lançar para o Senado, mas nos últimos dias voltou a falar em tentar o governo do estado, o que levou os aliados de Lula a deixarem claro que o partido não abrirá mão da candidatura de seu ex-prefeito

O governo do estado não é sua prioridade. O ex-prefeito sempre disse aos mais próximos no PT que preferia ser ministro em um eventual governo Lula. Mas nos últimos dias seus interlocutores afirmam que ele fará o que for melhor para o partido.

Fonte: DCM

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