Após PF descobrir rombo de R$ 120 milhões na Sesau, SINDPREV flagra caos no HGE

A situação da Ala Vermelha (Trauma) do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, representa hoje o retrato mais cruel do colapso da saúde pública no governo Paulo Dantas. O setor da Vermelha (Trauma) deve funcionar com 10 leitos, com equipe de quatro Técnicos de Enfermagem e dois Enfermeiros, no entanto, segundo informações constatadas, o setor está trabalhando acima do limite permitido, com 20 à 30 pacientes a mais no local, uma superlotação de mais de 150% da capacidade.

Durante visita ao HGE, realizada pelo SINDPREV/AL, nesta quarta-feira (07/01), foi constatado a superlotação extrema do setor, marcada pela alta demanda de pacientes em estado grave, misturados com pacientes da ortopedia de procedimentos eletivos, aguardando atendimento por horas, aguardando dias para serem encaminhados, além de profissionais exaustos trabalhando no limite, o que evidencia um sistema que opera em permanente estado de caos.

A superlotação da Ala Vermelha do HGE não é um fato isolado e se estende por todos os hospitais do Estado, incluindo a situação gritante no hospital Geral de Arapiraca (antiga UE) que encontra-se semelhante a um campo de guerra com pacientes de ortopedia por todos os corredores do hospital sem nenhuma perspectiva de tratamento, aguardando dia após dia para serem regulados. Pacientes são submetidos a condições indignas, sem privacidade, conforto ou segurança mínima.

Sofrimento permanente

A falta de leitos, equipamentos e estrutura inadequada compromete diretamente a assistência, aumenta o risco de agravamento clínico e transforma o que deveria ser um ambiente de cuidado em um cenário de sofrimento humano. Familiares convivem com a angústia da espera, a desinformação e o medo constante de perder seus entes queridos por falhas estruturais que poderiam ser evitadas.  Mais um problema recorrente que evidencia a necessidade de investimentos urgentes, ampliação de leitos, melhoria na gestão hospitalar e fortalecimento da rede de urgência e emergência em todo o estado.

Infelizmente, esse colapso na Saúde Estadual não ocorre por acaso. Ele é consequência direta de anos de falta de investimento adequado, má gestão dos recursos públicos e negligência com a saúde da população alagoana, situação essa denunciada há anos pelo SINDPREV-AL aos órgãos competentes.

Rombo milionário

A crise atual se agrava ainda mais diante das recentes denúncias envolvendo o ex-secretário de Saúde do Estado, que foi denunciado pela Polícia Federal na participação em um suposto desvio de aproximadamente R$ 120 milhões dos cofres da saúde de Alagoas, recursos que deveriam ter sido destinados à ampliação de leitos, compra de equipamentos, contratação de profissionais e fortalecimento da rede de urgência e emergência.

Embora as denúncias ainda estejam sendo apuradas pelos órgãos competentes, é impossível ignorar o impacto devastador que a má gestão e a suspeita de corrupção causam em um sistema já fragilizado. Cada real que deixa de ser aplicado corretamente na saúde pública se transforma em filas, superlotação, mortes evitáveis e sofrimento para quem depende exclusivamente do SUS.

Resistência heróica

Os profissionais de saúde do Estado, em especial do HGE seguem resistindo de forma heróica, mesmo diante da sobrecarga extrema, do adoecimento físico e emocional, da escassez crônica de recursos e da pressão diária para salvar vidas em condições totalmente adversas. Estes servidores/as trabalham exaustos, adoecidos e muitas vezes sem o suporte mínimo necessário, sustentando um sistema que opera em colapso. No entanto, é inaceitável que a sobrevivência da saúde pública dependa do sacrifício contínuo desses/as trabalhadores/as, que pagam com sua própria saúde o preço da negligência, da má gestão e da falta de investimentos adequados.

Diante desse cenário, é urgente que haja um intervenção mais enérgica do Ministério Público e demais órgãos fiscalizadores que atuem de forma imediata e transparente, garantindo a correta aplicação dos recursos públicos, a responsabilização dos envolvidos em irregularidades e a adoção de medidas concretas para desafogar o HGE e outros hospitais, e reestruturar a saúde pública em Alagoas.

É inaceitável que a população continue pagando, com sofrimento e vidas, pelo descaso, pela negligência e pela má gestão da saúde pública. O direito à saúde, garantido pela Constituição, é diariamente violado no HGE, em um ataque direto à dignidade humana que não pode, sob nenhuma hipótese, ser tolerado. Essa realidade exige ação imediata, responsabilização dos gestores e o fim imediato dessa omissão que mata.

Fonte: Sindprev/AL

Brasil bate recorde histórico de denúncias de trabalho escravo em 2025

Dados do Ministério dos Direitos Humanos expõe alta de 14% em relação a 2024

O Brasil registrou, em 2025, o maior número de denúncias de trabalho escravo ou em condições análogas à escravidão desde o início da série histórica. Ao todo, foram contabilizadas 4.515 denúncias ao longo do ano, de acordo com levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O volume representa um aumento de 14% em relação a 2024, quando o país já havia alcançado um recorde, com 3.959 registros.

O crescimento consolida uma tendência de alta contínua observada nos últimos anos e evidencia a permanência do trabalho escravo contemporâneo como um problema estrutural no país. Entre as denúncias registradas em 2025, estão casos envolvendo trabalho escravo infantil e situações em que adultos foram submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e restrição de liberdade — elementos que caracterizam o crime segundo a legislação brasileira.

Janeiro de 2025 foi o mês com o maior número de denúncias já registrado desde a criação do Disque 100, em 2011, com 477 ocorrências. Desde que o canal passou a receber notificações sobre trabalho escravo, mais de 26 mil denúncias relacionadas ao tema foram feitas em todo o território nacional.

A escalada dos registros fica evidente na comparação histórica:

  • Em 2021, foram contabilizadas 1.918 denúncias;
  • Em 2022, 2.084;
  • Em 2023, 3.430; e,
  • Em 2024, 3.959.

Antes dessa sequência, o maior número anual havia sido registrado em 2013, com 1.743 denúncias — o que significa que, em pouco mais de uma década, o volume anual mais que dobrou.

2.186 pessoas foram resgatadas

Os dados de denúncias acompanham o patamar elevado de resgates realizados pelo poder público. Em 2024, 2.186 pessoas foram retiradas de situações de trabalho análogo à escravidão no Brasil, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Desde 1995, quando o Estado brasileiro reconheceu oficialmente a existência de formas contemporâneas de escravidão, cerca de 65,6 mil pessoas já foram resgatadas no país, em mais de 8,4 mil ações fiscais.

As operações são conduzidas principalmente pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, coordenado pelo Ministério do Trabalho, com apoio das unidades regionais nos estados. Em 2024, os setores com maior número de trabalhadores resgatados foram a construção de edifícios, o cultivo de café e cebola, serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita, além da horticultura.

Os números também apontam uma mudança no perfil do problema. Cerca de 30% dos trabalhadores resgatados em 2024 estavam em áreas urbanas, indicando a expansão do trabalho escravo para além do meio rural, historicamente associado a grandes propriedades agrícolas.

Para especialistas e autoridades, o aumento das denúncias não reflete apenas o possível avanço do crime, mas também maior conscientização da população, ampliação dos canais de denúncia e fortalecimento dos mecanismos de proteção. Ainda assim, os dados reforçam que o combate ao trabalho escravo permanece como um desafio central para o país.

Termos técnicos

De acordo com o artigo 149 do Código Penal Brasileiro, o trabalho análogo à escravidão é caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto.

Diferentemente dele, a escravidão não é tipificada no Código Penal por ter sido abolida pela Constituição Federal de 1988 e, para garantir isso, a Carta Magna assegura, com base nos artigos 5 e 7, várias liberdades individuais e sociais, como:

  • Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
  • Direito ao salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família;
  • Direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e 44 semanais.

Ao Jornal da USP, Maria Hemília Fonseca, professora da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da Universidade de São Paulo, explicou a diferença entre os significados de “trabalho escravo” e “trabalho análogo à escravidão”.

“O trabalho escravo é quando a pessoa é submetida a um regime de trabalho em que ela é privada de todo e qualquer direito, seja civil, social ou trabalhista. Já o trabalho análogo à escravidão amplia essas definições, como trabalho forçado por dívida, jornadas exaustivas de trabalho, com ou sem a restrição de locomoção do trabalhador”, disse.

Se você souber de alguém que esteja sendo vítima desse crime, ligue no Disque 100.

Fonte: ICL

Irã acusa ingerência EUA e Israel em escalada de protestos no país

Autoridades iranianas denunciam ‘mãos ocultas’ em campanha externa de desestabilização durante manifestações que já duram duas semanas

Autoridades iranianas apontaram a existência de uma campanha de desestabilização do Irã, conduzida por potências estrangeiras, mencionando os Estados Unidos e Israel, na escalada dos protestos que acontecem há duas semanas, em várias cidades do país.

Os protestos contra o custo de vida elevado e a desvalorização da moeda local, problema decorrente das sanções impostas pelo Ocidente, tornaram-se violentos ao longo das últimas semanas; levando à morte de pelo menos 65 pessoas, segundo o grupo iraniano de direitos humanos, HRANA: 50 entre os manifestantes e 15 entre os integrantes das forças de segurança do país.

Na noite desta sexta-feira (09/01), um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã; os manifestantes já atearam fogo em dez edifícios governamentais. Funerais de membros das forças de segurança foram televisionados neste sábado (10/01) em cidades como Shiraz, Qom e Hamedan.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC), Ali Larijani, relatou que as forças de segurança e o Judiciário estão preparados para agir “com a maior firmeza” contra indivíduos armados e grupos organizados com vínculos externos. Ele destacou que alguns manifestantes tentaram invadir centros militares e policiais para promover uma guerra civil no país.

O porta-voz do Conselho Constitucional, Hadi Tahan Nazif, salientou a existência de “mãos ocultas” nos distúrbios. “A interferência estrangeira transformou protestos pacíficos da população, direcionados a reivindicações de meios de subsistência, em tumultos e distúrbios”, afirmou. Ele também mencionou a morte de mais de 1.000 iranianos durante a Guerra de 12 dias imposta pelos Estados Unidos e Israel ao país, em junho de 2025.

Na última quinta-feira (08/01), o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou o Irã, ao comentar sobre as manifestações em curso. “É melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar”, afirmou.

Chancelaria iraniana

Em Beirute, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, concedeu uma entrevista ao canal libanês Al-Manar. Ao falar sobre os protestos, ele disse que o governo iraniano busca administrar a situação, apontando que manifestações pacíficas são normais “em qualquer governo baseado na soberania popular e na democracia, onde as pessoas podem expressar seus protestos e queixas, e isso está acontecendo”.

No entanto, “juntamente com as pessoas comuns, existem alguns elementos que se envolvem em tumultos e atacam locais públicos, ateando fogo, e isto é algo que precisa ser cuidadosamente considerado”.

Araghchi atribuiu influência de Washington e Tel Aviv na escalada da violência, alegando que “os próprios funcionários do regime sionista afirmam em tweets e entrevistas que agentes do Mossad estão presentes em Teerã e no Irã e desempenham um papel nessas manifestações”.

Sobre a resposta do governo iraniano, ele afirmou que “Pezeshkian está tentando lidar com sabedoria com a questão das manifestações e tumultos, ouvir os protestos e queixas legítimas da população e encontrar soluções”.

A diplomacia iraniana já levou o tema ao Conselho de Segurança da ONU. Em carta ao órgão, o embaixador do Irã nas Nações Unidas, Saeed Iravani, acusou Washington e Israel de coordenarem uma campanha de interferência, ameaças e incitação à violência, em violação à Carta das Nações Unidas.

O comunicado afirma que Israel vem empregando “táticas híbridas” desde a guerra de junho e que os protestos econômicos foram transformados em “insegurança orquestrada”.

Washington

Dos Estados Unidos, Reza Pahlavi, filho do último Xá do Irã, Maomé Reza Pahlavi, divulgou uma mensagem nas redes sociais incitando os manifestantes a ocuparem os centros urbanos e a convocarem uma greve geral em setores estratégicos como transporte, petróleo, gás e energia.

“Nosso objetivo não é mais simplesmente ir às ruas; o objetivo é nos prepararmos para tomar o centro das cidades e mantê-lo sob nosso controle”, afirmou. Ele disse que se prepara para retornar ao país quando “nossa revolução nacional triunfar”.

Fonte: Ópera Mundi

Rui Falcão abre processo contra filho de Bolsonaro por mentir em público

Rui Falcão protocolou pedido na PNDD contra Eduardo Bolsonaro e Paulo Bilynskyj, acusando-os de disseminar desinformação e ataques à democracia.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) protocolou um Pedido de Providências na Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU), solicitando a abertura de investigação administrativa e a adoção de medidas judiciais contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). A iniciativa tem como base, em tese, a Lei que trata dos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Segundo o documento encaminhado à PNDD, as declarações públicas feitas pelos dois parlamentares, de forma sequencial e complementar, configurariam uma narrativa falsa e articulada. As falas imputam, sem apresentação de provas, acusações de narcoterrorismo, fraude eleitoral e associação com organizações criminosas ao presidente da República e ao PT.

A representação sustenta que esse tipo de conteúdo ultrapassa o campo da crítica política e passa a atuar como instrumento de ataque institucional.

Acusações

Na fundamentação do pedido, Rui Falcão argumenta que as manifestações públicas se enquadram, em tese, nos tipos penais previstos na nova legislação, especialmente no que diz respeito à tentativa de atentar contra o exercício constitucional de um Poder da República. Para o parlamentar, ao disseminar acusações graves e infundadas, os envolvidos buscariam deslegitimar o Poder Executivo e comprometer a eficácia social do processo eleitoral.

O deputado classifica o caso como exemplar do uso sistemático da desinformação como forma de agressão à democracia. De acordo com o texto, haveria um modus operandi organizado.

Fonte: Correio do Brasil

30 anos depois, ex-militar afirma que mentiu sobre o ET de Varginha em troca de R$ 5 mil

Trinta anos após o episódio que ficou conhecido mundialmente como o Caso ET de Varginha, novas revelações colocam em xeque parte dos depoimentos que ajudaram a sustentar a narrativa sobre a suposta presença de uma criatura extraterrestre no Sul de Minas Gerais, em janeiro de 1996. Um ex-militar do Exército afirmou, em entrevista inédita, que inventou seu relato sobre a atuação das Forças Armadas após receber a promessa de R$ 5 mil de um ufólogo, e que a história jamais aconteceu.

O ex-soldado desmentiu seu próprio depoimento sobre o transporte de um suposto extraterrestre em Varginha (MG). Em documentário exibido pela TV Globo, ele revelou que o relato foi uma farsa ensaiada pelo ufólogo Vitório Pacaccini. “Tudo isso foi criação e invenção da cabeça do Vitório. Ele me contou essa história e perguntou se eu poderia gravá-la”, disse o militar.

O ex-soldado afirmou que a gravação foi condicionada a uma promessa de pagamento de R$ 5 mil, valor que nunca recebeu. “Ele prometeu muita coisa. Para alguns, honrou a palavra; para outros, não”. Atualmente, dois dos três militares que deram depoimentos nos anos 90 retrataram suas versões.

“Naquele dia, a gente vendeu a alma para o diabo”, declarou o ex-militar, expressando arrependimento. Enquanto isso, testemunhas civis, como as três mulheres que avistaram a criatura, mantêm seus relatos originais até hoje.

A série “O Mistério de Varginha”, exibida nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, revisita o caso reunindo documentos inéditos, áudios, arquivos históricos e depoimentos atuais de personagens centrais da história. A produção também acompanha a vida atual de Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do ET”, e expõe como o episódio impactou a cidade mineira, que se tornou referência mundial na ufologia.

Três décadas depois, o caso segue dividido entre crença e ceticismo. As novas revelações reacendem o debate sobre até que ponto interesses pessoais, dinheiro e pressão externa podem ter influenciado depoimentos que ajudaram a transformar Varginha em um dos maiores símbolos do imaginário extraterrestre no Brasil.

Fontes: Brasil 247 e DCM

Agentes de Trump executam uma mulher em Minneapolis e deixam dois feridos em Portland

Agentes federais de imigração dos Estados Unidos atiraram contra duas pessoas na cidade de Portland, no estado do Oregon, na tarde desta quinta-feira (8). Segundo informações divulgadas pela polícia local e por uma afiliada da rede ABC News, um homem e uma mulher foram socorridos e encaminhados a hospitais da região, com estado de saúde ainda não divulgado.

De acordo com as autoridades, os agentes envolvidos pertencem à Customs and Border Protection (CBP), e não ao Immigration and Customs Enforcement (ICE). Testemunhas relataram que o FBI foi acionado para acompanhar a ocorrência. A Polícia de Portland informou que não participou da ação.

O chamado de emergência foi registrado pouco antes das 14h30, no horário local. Ao chegarem ao local, policiais encontraram as duas vítimas com “aparentes ferimentos de bala”. Em nota, a corporação afirmou que “agentes federais estiveram envolvidos em um tiroteio”, sem detalhar as circunstâncias que levaram aos disparos.

O prefeito de Portland, Keith Wilson, classificou o episódio como “profundamente perturbador” e pediu calma à população. Ele solicitou formalmente ao governo de Donald Trump a suspensão das operações federais de imigração na cidade, afirmando que Portland “não responderá violência com violência”.

O caso ocorreu um dia após um agente do ICE matar a tiros uma mulher de 37 anos em Minneapolis, episódio que provocou protestos em várias cidades do país. A vítima foi identificada como Renee Nicole Good, mãe de três filhos e poeta premiada, segundo relatos de familiares à imprensa norte-americana.

As duas ocorrências intensificaram críticas às operações de imigração conduzidas pelo governo Trump e devem impulsionar novos protestos contra a atuação de agentes federais. Autoridades locais e organizações civis cobram esclarecimentos sobre os procedimentos adotados e o uso de força letal em áreas urbanas fora das regiões de fronteira.

Fonte: DCM

PT realiza ato em defesa da democracia e da soberania nacional em Maceió

O Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu em Maceió, no dia 08/10, um ato político em defesa da democracia e da soberania nacional, que reuniu centenas de militantes de diversos movimentos sociais.

O evento fez parte das manifestações que ocorreram no Brasil inteiro, lembrando a tentativa de golpe promovida por Bolsonaro e seus seguidores no dia 8 de janeiro de 2023, quando os golpistas invadiram as sedes dos Poderes da República, em Brasília, depredando tudo.

Durante o ato político usaram da palavra, o presidente do PT de Alagoas, deputado Ronaldo Medeiros, o vice-presidente do PT, Joaquim Soriano, e a dirigente nacional, Camila Moreno. Mas, coube ao ex-dirigente histórico do PT, Zé Dirceu fazer a fala principal. Dirceu apresentou uma síntese da história do Brasil e das suas lutas sociais e concluiu com a necessidade defeder a democria e eleger Lula presidente em 2026.

Apesar do grande número de pessoas presentes no evento, e das faixas e cartazes, alguns militantes reclamaram da falta de debate sobre temas como a farra das emendas parlamentares, o PL da Dosimetria, o tarifaço de Trump contra o Brasil e a invasão dos EUA na Venezuela e o sequestro do presidente Maduro.

Lula veta integralmente PL que reduz penas de Bolsonaro e condenados por atos golpistas

O presidente Lula vetou nesta quinta (8) o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O texto foi aprovado em dezembro e o anúncio do petista foi feito durante evento no Palácio do Planalto em memória da data e em defesa da democracia.

Segundo o Blog do Valdo Cruz, no g1, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informaram previamente ao governo que não compareceriam ao evento para deixar Lula à vontade para formalizar o veto.

De acordo com integrantes do governo, o veto já era esperado, pois Lula havia sinalizado desde a tramitação da proposta que não sancionaria um texto que aliviasse punições ligadas à tentativa de golpe.

O projeto aprovado no Congresso altera critérios de dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos ataques, o que reduz o tempo de prisão de condenados. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar e planejar a tentativa de impedir a posse de Lula.

O objetivo do veto é mandar uma mensagem de que o Estado brasileiro não deve flexibilizar punições para quem atentou contra a ordem democrática e as instituições da República.

Durante discurso no evento, o presidente afirmou que “talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF”. Ele afirmou que o ato realizado nesta quinta “é uma exaltação a este momento que estamos vivendo, de manutenção do Estado Democrático de Direito de estado democrático, e ao comportamento da Suprema Corte”.

“Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram. As tentativas do golpe de estado de 2023 veio nos lembrar que a democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio a novos candidatos a ditadores. Por isso, a democracia precisa ser velada com carinho e defendida com unhas e dentes dia após dia”, disse o petista.

Com a formalização do veto, o texto retornará ao Congresso, onde deputados e senadores vão analisar a decisão, podendo mantê-la ou derrubá-la. Para que a decisão do presidente seja revertida, são necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

Fonte: DCM

ONU acusa Israel de cometer ‘apartheid’ na Cisjordânia para manter ‘opressão e dominação’

A ONU acusou Israel, nesta quarta-feira (7), de intensificar a discriminação e a segregação contra os palestinos na Cisjordânia e pediu ao país que acabe com seu “sistema de apartheid”. 

Em um novo relatório, o escritório de direitos humanos da ONU estimou que a “discriminação sistemática” contra os palestinos nos territórios palestinos ocupados “deteriorou-se drasticamente” nos últimos anos. 

“Há uma asfixia sistemática dos direitos dos palestinos na Cisjordânia”, disse o chefe do escritório, Volker Türk, em um comunicado. 

“Seja para ter acesso à água, à escola, ao hospital, para visitar familiares ou amigos, ou para colher azeitonas, todos os aspectos da vida palestina na Cisjordânia são controlados e restringidos pelas leis, políticas e práticas discriminatórias de Israel”, acrescentou. 

“Esta é uma forma particularmente grave de discriminação e segregação racial, semelhante ao tipo de sistema de apartheid que já vimos antes”, insistiu. 

Esta é a primeira vez que um chefe de direitos humanos da ONU usa o termo “apartheid” neste contexto. 

Segundo o comunicado, as autoridades israelenses “tratam os colonos israelenses e os palestinos residentes na Cisjordânia sob dois sistemas jurídicos e políticos distintos, resultando em tratamento desigual”. 

“Os palestinos continuam sendo submetidos a confiscos em massa de terras e à privação do acesso a recursos”, assim como a julgamentos criminais em tribunais militares “que violam sistematicamente seus direitos ao devido processo legal”, acrescenta o texto.

Türk exige que Israel “revogue todas as leis, políticas e práticas que perpetuam a discriminação sistêmica contra os palestinos com base em raça, religião ou origem étnica”. 

A discriminação foi exacerbada, segundo a ONU, pela violência dos colonos, em muitos casos “com a aquiescência, o apoio e a participação das forças de segurança de Israel”. 

Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, território ocupado desde 1967. A violência se intensificou desde o ataque do movimento islamista palestino Hamas em solo israelense, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. 

Desde o início da guerra, mais de mil palestinos morreram por tropas e colonos israelenses na Cisjordânia, segundo uma contagem da AFP baseada em dados do Ministério da Saúde palestino. 

Segundo dados oficiais israelenses, pelo menos 44 israelenses morreram em ataques palestinos ou operações militares israelenses durante o mesmo período.

Desde o início da guerra em Gaza, as autoridades israelenses “expandiram ainda mais o uso da força ilegal, detenções arbitrárias e tortura”, afirma a declaração. 

O texto também alega que os assentamentos aumentaram e que palestinos estão sendo mortos “com quase total impunidade”. 

Afirma ainda ter encontrado “motivos razoáveis” para acreditar que essa “segregação e subordinação têm a intenção de ser permanente”.

Fonte: Swissinfo

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