Governo Caiado pagou R$ 209 milhões a grupo ligado ao PCC

Governo de Goiás pagou R$ 209 milhões a empresas ligadas a investigado por suspeita de atuação com o PCC

O governo de Goiás pagou R$ 209 milhões a empresas ligadas a Thiago Telles Batista de Souza, empresário investigado por suspeita de atuação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em contratos relacionados à área da saúde durante a gestão de Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, relata Andreza Matais, do Metrópoles.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Os repasses ocorreram entre 2020 e 2025 por meio do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), organização social contratada pelo governo goiano para administrar unidades de saúde. O instituto tinha como fornecedoras empresas vinculadas a Telles, apontado pela Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) como “beneficiário final” de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

De acordo com a investigação, o esquema seria abastecido por recursos provenientes do tráfico de drogas, de jogos ilegais e de golpes contra consumidores. Telles foi alvo de busca e apreensão em dezembro passado, no âmbito da Operação Falso Mercúrio. A apuração teve novos desdobramentos na quinta-feira (28), com a Operação Falsa Las Vegas.

Apelidado de “Tom Cruise”, em referência ao ator do filme “Top Gun”, Thiago Telles teria comprado grandes volumes de dinheiro em espécie de intermediários da facção criminosa em período coincidente com seus contratos públicos, conforme o inquérito e documentos citados pela reportagem. A suspeita é que a prática permitisse a circulação de valores fora do alcance do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Em Goiás, os recursos públicos chegavam às empresas ligadas a Telles por meio da intermediação do Imed. O governo estadual contratava a organização social, que, por sua vez, terceirizava a gestão de hospitais e unidades de saúde para outras empresas. Entre 2019 e 2025, o Imed recebeu R$ 1,4 bilhão do estado de Goiás, de acordo com registros do Portal da Transparência citados pela reportagem.

Caiado culpa falta de alerta do governo federal

Em nota, Ronaldo Caiado afirmou que autoridades federais de controle deveriam ter informado o governo de Goiás sobre eventuais vínculos de fornecedores de organizações sociais contratadas pelo estado com o narcotráfico. O pré-candidato defendeu que o alerta poderia ter sido feito pelo Coaf aos órgãos estaduais de controle.

“Se essas pessoas têm vínculo com o narcotráfico, isso deveria ter sido preventivamente informado ao governo do Estado, já que apenas o Coaf do governo federal tem acesso a dados do sistema financeiro que permitiriam a identificação e a ação preventiva”, afirmou Caiado.

O posicionamento foi dado após a reportagem apontar que Caiado esteve em evento com empresário fornecedor de seu governo com vínculos investigados com o PCC. O pré-candidato disse que caberia ao governo federal prestar informações “para apontar quem tem problema ou não”.

Secretaria de Saúde diz que fornecedores são responsabilidade das OSs

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) afirmou que os contratos firmados pela organização social se referem exclusivamente a serviços de apoio operacional e administrativo necessários ao funcionamento das unidades, como tecnologia da informação, fornecimento de insumos, suporte técnico e capacitação profissional.

“A contratação de fornecedores pelas Organizações Sociais é de responsabilidade exclusiva da entidade gestora, não dependendo de autorização prévia da Secretaria de Estado da Saúde. À SES-GO cabe fiscalizar rigorosamente a execução do contrato de gestão, o cumprimento de metas, indicadores de desempenho, qualidade da assistência prestada e a correta aplicação dos recursos públicos — atribuições exercidas permanentemente e com absoluto rigor técnico”, declarou a pasta.

A secretaria também afirmou que já encaminhou denúncias e informações a órgãos de controle e investigação em situações anteriores, contribuindo para a deflagração de operações policiais. Segundo a SES-GO, isso demonstraria “o compromisso da atual gestão com a transparência, o fortalecimento dos mecanismos de controle e a política de tolerância zero contra qualquer indício de irregularidade ou mau uso do dinheiro público”.

A pasta acrescentou que a SES-GO e a Controladoria-Geral do Estado mantêm monitoramento contínuo sobre os contratos de gestão em vigor. Desde 2023, segundo a secretaria, o governo ampliou a estrutura de fiscalização com a criação da Subsecretaria de Controle Interno e Compliance e com a atuação direta de um delegado da Polícia Civil no âmbito da pasta para apuração de suspeitas envolvendo recursos públicos.

Imed nega conhecimento de ilícitos

O Imed informou que os contratos de gestão hospitalar firmados com o estado foram precedidos de chamamento público e pautados por metas, indicadores e regras públicas verificáveis. A organização social também afirmou que suas contratações seguem processo de seleção pública previsto em regulamento aprovado pelos órgãos de controle.

“Toda contratação com terceiros obedece a processo de seleção pública, previsto em regulamento de compras aprovado pelos órgãos de controle – e se encontram disponibilizados nos portais oficiais de transparência”, declarou o instituto.

O Imed afirmou ainda não ter conhecimento de atos ilícitos eventualmente atribuídos a terceiros.

“O Imed não tem conhecimento de quaisquer atos ilícitos eventualmente atribuídos a terceiros. A relação do Imed com empresas fornecedoras de serviços médico-hospitalares,bem como com as pessoas mencionadas, sempre ocorreu estritamente no âmbito profissional”, disse a organização social.

O instituto também prestou esclarecimentos sobre a advogada Maria Caroline Lazarini Dias, citada pela reportagem. Segundo a nota, ela não seria dirigente de organização social.

“Por fim, esclarece-se que a advogada citada não é dirigente de qualquer organização social. A Caroline Dias é sócia do escritório de advocacia que atende juridicamente o Imed e, por consequência, atua nas várias unidades que o Imed administra. Em alguns casos ela aparece como Diretora Jurídica”, afirmou o Imed.

Empresas ligadas a Telles receberam mais de 10% dos repasses ao Imed

Com os recursos recebidos do governo de Goiás, o Imed contratou empresas para administrar oito hospitais e unidades de saúde no estado. Entre essas contratadas, firmas vinculadas a Thiago Telles receberam R$ 209 milhões, valor superior a 10% do total pago pelo governo goiano ao instituto.

Os dados públicos citados pela reportagem indicam que o dinheiro abasteceu empresas do investigado por suspeita de vínculo com o PCC e também uma firma em nome de Maria Caroline Lazarini, apontada pelo Imed como sócia do escritório de advocacia que atende juridicamente a organização.

Caiado fez elogios públicos ao Imed em diferentes ocasiões. Em maio de 2021, durante visita ao Hospital de Formosa (GO), a cerca de 80 quilômetros de Brasília (DF), administrado pela entidade, o então governador agradeceu à organização social pela atuação na unidade.

“Agradeço a toda a minha equipe e, principalmente, à administração do Imed, que, como organização social, veio com o objetivo de mostrar que podíamos fazer bem e atender à população”, afirmou Caiado na ocasião. No mesmo evento, Maria Caroline Lazarini disse que o governador tinha “visão de futuro”.

Thiago Telles e TL2 Soluções não prestaram esclarecimentos

O empresário Thiago Telles e a empresa TL2 Soluções não prestaram esclarecimentos. As demais empresas citadas apresentaram respostas negando irregularidades ou afirmando que atuam conforme normas legais e regulatórias.

L2D Telemedicina afirma cumprir critérios técnicos e legais

A L2D Telemedicina afirmou atuar há mais de dez anos no mercado de saúde, com soluções em telemedicina, telediagnóstico e suporte remoto para hospitais e unidades públicas e privadas no Brasil e no exterior. A empresa declarou que todos os seus contratos seguem critérios técnicos e legais.

“A empresa esclarece que todos os seus contratos seguem critérios técnicos e legais de acordo com as normas pertinentes”, afirmou a L2D.

A companhia disse que os procedimentos mencionados pela reportagem tramitam sob segredo de Justiça e que a defesa ainda não teve acesso à íntegra dos autos.

“Sem conhecer o teor integral das apurações e os documentos que as embasam, não é possível, neste momento, prestar esclarecimentos sobre fatos, datas e valores específicos”, declarou.

A L2D também negou ter praticado atos que comprometam sua atuação institucional ou sua reputação profissional.

“A L2D reforça, ainda, que não praticou atos que comprometam sua atuação institucional ou sua reputação profissional e que, portanto, nada tem a esclarecer sobre o exposto em suas perguntas. A companhia segue prestando serviços na área da saúde com foco na qualidade assistencial, inovação tecnológica e segurança no atendimento aos pacientes. Tão logo assegurado o acesso ao conteúdo dos procedimentos, a defesa se manifestará pelos meios adequados”, afirmou.

Medplus nega ato ilícito e relação com Caiado

A Medplus Serviços Médicos afirmou atuar na prestação de serviços médicos para unidades de saúde em diversas regiões do país, incluindo Goiás, e disse manter suas atividades em conformidade com as normas legais e regulatórias do setor.

A empresa declarou que seus contratos com o poder público seguem processos formais de contratação, com critérios técnicos definidos, e estão disponíveis nos portais oficiais de transparência.

“É importante salientar que a empresa não praticou nenhum ato ilícito e pauta sua atuação seguindo rigorosamente os princípios legais vigentes”, afirmou a Medplus.

A empresa também disse que sua relação com a advogada mencionada é profissional e negou qualquer relação com Caiado.

“Destacamos que a relação com a advogada mencionada é de natureza estritamente profissional. Já com o governador Ronaldo Caiado esclarecemos que não existe nenhuma relação, nem pessoal e nem comercial”, declarou.

Medic360 diz não integrar investigação

A Medic360 Serviços Médicos afirmou que não integra investigação, não é alvo de apuração por órgãos de controle e não tem conhecimento de eventual envolvimento ilícito de empresas ou pessoas citadas nos questionamentos encaminhados pela reportagem.

“A Medic360 esclarece que não integra qualquer investigação, não é alvo de apuração por órgãos de controle e não possui conhecimento sobre eventual envolvimento ilícito de empresas ou pessoas citadas no e-mail encaminhado à companhia”, disse a empresa.

A companhia também afirmou que sua atuação é pautada pela legalidade e que os contratos firmados seguem processos formais por meio de termos de referência e critérios técnicos.

“A Medic360 atua regularmente no segmento de serviços médicos e mantém suas operações alinhadas às normas legais, regulatórias e administrativas do setor, sem qualquer relação com os fatos mencionados nos questionamentos encaminhados pela reportagem”, declarou.

Polícia aponta risco institucional em contratos públicos

As investigações da Polícia Civil de São Paulo apontam que empresas ligadas a Thiago Telles, além de serem suspeitas de atuação em lavagem de dinheiro do crime organizado, mantinham contratos com órgãos públicos paulistas, incluindo prefeituras.

Em relatório citado pela reportagem, a polícia afirmou que a presença de empresas sob suspeita entre contratadas do poder público representa risco institucional.

“A presença de empresas sob forte suspeita de crimes e movimentações atípicas no rol de contratadas pelo poder público representa grave risco institucional, pois abre possibilidade concreta de que recursos estatais sejam desviados e utilizados como mecanismo de integração de capitais ilícitos”, diz o relatório.

O documento também aponta possíveis efeitos sobre a lisura dos processos licitatórios e a transparência da administração pública.

“A participação dessas empresas em processos licitatórios compromete a lisura dos certames, fragiliza a transparência da gestão pública e expõe a administração a riscos de inexecução contratual e danos ao erário”, afirma o relatório.

O caso envolve repasses públicos na área da saúde em Goiás, contratos de organizações sociais, empresas fornecedoras citadas em investigação policial e posicionamentos de autoridades, entidades e companhias que negam irregularidades ou afirmam não ter conhecimento dos fatos investigados.

Fonte: Brasil 247

Tela Brasil: MinC lança plataforma pública de streaming criada pela Ufal

O audiovisual brasileiro ganha, a partir deste sábado (30), uma nova vitrine pública de alcance nacional. Gratuita para todos os brasileiros, sem anúncios e dedicada exclusivamente às produções audiovisuais brasileiras, a Plataforma Tela Brasil será lançada pelo Governo Federal como o serviço público federal de streaming audiovisual.

A plataforma, coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC), através da Secretaria do Audiovisual (SAv), foi desenvolvida pela Universidade Federal de Alagoas Ufal), por meio do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (Nees), consolidando a atuação da universidade pública na criação de soluções tecnológicas voltadas à democratização do acesso à cultura.

O lançamento será no Rio de Janeiro, durante o Rio2C (Rio Creative Conference), o maior encontro de criatividade e inovação da América Latina, que reúne profissionais, empresas e criadores dos setores audiovisual, música, games, publicidade e tecnologia. A cerimônia contará com a presença do presidente Lula. O desenvolvimento da plataforma foi realizado integralmente pelo Nees/Ufal, sem participação de empresas privadas.

O projeto mobilizou cerca de 80 integrantes do núcleo, entre pesquisadores, desenvolvedores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação, além de bolsistas vinculados a instituições públicas de ensino superior de diferentes regiões do País, incluindo Alagoas, Rio Grande do Norte, São Paulo, Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Formação de público

A diretora de Preservação e Difusão Audiovisual do MinC e coordenadora da plataforma Tela Brasil, Daniela Fernandes, destaca que a plataforma nasce com prioridade absoluta para o conteúdo brasileiro e para a formação de público, funcionando como instrumento complementar às salas comerciais e aos streamings privados e não como concorrente.

“A Tela Brasil foi pensada prioritariamente como uma política de formação de público para o cinema brasileiro. A gente escolhe aquilo que conhece, então disponibilizar filmes brasileiros nas diferentes janelas também fortalece o mercado”, afirma Daniela. “A plataforma será importante para a difusão gratuita do audiovisual brasileiro, reunindo produções nacionais financiadas com recursos públicos e acervos de instituições culturais federais”, destaca o coordenador do projeto no Nees e professor da Ufal, Thiago Cordeiro. “A iniciativa reforça o papel das universidades públicas na criação de soluções tecnológicas estratégicas para o fortalecimento das políticas públicas”, complementa a vice-coordenadora e professora da Ufal, Luciana Santa Rita.

Gratuidade

O acesso para a Tela Brasil será realizado por meio da conta Gov.br, identidade digital oficial do Governo Federal, com acesso livre a qualquer cidadão brasileiro. Neste primeiro momento, estará disponível apenas a versão web. Em breve, a plataforma também será acessada por meio da versão mobile.

Além do Perfil Cidadão, haverá, futuramente, o Perfil Direcionado, voltado para escolas e pontos de difusão, destinado a cineclubes e espaços de exibição não comerciais, como centros culturais, unidades socioeducativas, unidades prisionais e Pontos de Cultura. Esses espaços terão acesso a funcionalidades específicas, como curadoria pedagógica, criação de playlists e agendamento de sessões coletivas.

Catálogo 

O catálogo da Tela Brasil reunirá mais de 500 obras audiovisuais brasileiras, entre longas-metragens, curtas, médias e telefilmes, incluindo 19 produções indicadas pelo Brasil ao Oscar. O acervo é composto por obras financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e por conteúdos provenientes de instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Palmares.

Diferentemente das plataformas comerciais, o serviço não possui publicidade, cobrança de assinatura nem rastreamento comportamental de dados para fins mercadológicos. O tratamento de dados segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), utilizando apenas as informações necessárias à operação do serviço público.

Após o lançamento, o planejamento prevê a expansão contínua do catálogo, novas parcerias institucionais e o desenvolvimento de funcionalidades adicionais, incluindo ferramentas para a Rede Exibidora, um aplicativo móvel, Smart TV e recursos para uso em contextos de baixa conectividade.

Acessibilidade

A Tela Brasil será lançada com um dos maiores conjuntos de recursos de acessibilidade audiovisual entre as plataformas públicas do país. Das mais de 500 obras disponíveis no catálogo inicial, mais de 300 já contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), atendendo às exigências previstas no edital público. Além disso, toda a interface da plataforma foi desenvolvida seguindo as diretrizes internacionais WCAG 2.2 AA, consideradas referência em acessibilidade digital.

“A plataforma é totalmente acessível e a gente trabalha para que todo o conteúdo disponível esteja acessível até o final do ano”, explica Daniela. Outro diferencial destacado pela diretora foi a opção do Ministério por um modelo de licenciamento de conteúdo, em vez da incorporação automática de obras financiadas com recursos públicos: “A Tela Brasil vem como qualificadora de mercado, fortalecendo a circulação do audiovisual brasileiro e ajudando na formação de público”.

Fonte: Ufal

Ataques do estado genocida de Israel no Líbano gera temor de devastação como a de Gaza

Depois de devastar Gaza, estado genocida de Israel ameaça trucidar o povo libanês. Israel já assassinou 600 pessoas desde ces­sar-fogo, segundo Bei­rute; coti­di­ano na capi­tal é defi­nido por estado de alerta cons­tante sob a ame­aça de ata­ques, afirma mora­dora

Israel e Líbano estão sob ces­sar-fogo, em teo­ria, há mais de 40 dias. Desde o pri­meiro deles, no entanto, as for­ças isra­e­len­ses emi­tem ordens de reti­rada de mora­do­res e ata­cam comu­ni­da­des no sul do ter­ri­tó­rio liba­nês. Na quinta (28), vol­ta­ram a atin­gir Bei­rute.

O governo de Bin­ya­min Netan­yahu diz visar alvos liga­dos ao grupo extre­mista Hez­bol­lah. Che­gou a esta­be­le­cer, inclu­sive, uma “linha ama­rela” que deli­mi­ta­ria a área em que suas for­ças atu­a­riam.

Após cerca de cinco sema­nas com cons­tan­tes ata­ques, porém, o Exér­cito de Israel expan­diu sua atu­a­ção para além da marca, argu­men­tando que é pre­ciso remo­ver ame­a­ças a cida­dãos e sol­da­dos. O pre­miê anun­ciou nesta sexta (29) que suas for­ças ultra­pas­sa­ram o rio Litani, que até então tinha sido o limite.

Desde o iní­cio da tré­gua, em 17 de abril, as for­ças isra­e­len­ses mata­ram pelo menos 600 pes­soas —uma média supe­rior a 14 por dia—, ele­vando a mais de 3.200 o número de mor­tos e a 9.700 o de feri­dos a par­tir do começo do con­flito, em 1º de março, segundo o Minis­té­rio da Saúde liba­nês. Tel Aviv afir­mou que 10 de seus sol­da­dos foram mor­tos desde o iní­cio da tré­gua.

“O coti­di­ano não é mais defi­nido por uma rotina, mas por um estado de alerta cons­tante sob a ame­aça de ata­ques repen­ti­nos”, relata Mariam Shehab, mora­dora de Bei­rute. Em entre­vista à Folha, a jor­na­lista liba­nesa diz que sua rea­li­dade foi brus­ca­mente alte­rada já há três anos, com o iní­cio da guerra na Faixa de Gaza. Reforça, porém, que os últi­mos meses, com o con­flito no Irã, dete­ri­o­ra­ram a situ­a­ção.

Com pelo menos 1,2 milhão de pes­soas des­lo­ca­das —mais de 20% da popu­la­ção—, o Líbano enfrenta uma crise huma­ni­tá­ria. “Não se trata ape­nas do aumento dos pre­ços”, diz Shehab ao se refe­rir à difi­cul­dade gene­ra­li­zada no abas­te­ci­mento. “Trata-se de pes­soas que já haviam per­dido a esta­bi­li­dade e agora estão per­dendo o que res­tava dela.”

O Exér­cito de Israel afir­mou à repor­ta­gem, por meio de um porta-voz, que as for­ças não têm “a inten­ção de cau­sar dano” aos liba­ne­ses. Segundo a cor­po­ra­ção, as tro­pas emi­tem aler­tas de reti­rada exa­ta­mente por enten­de­rem que é neces­sá­rio ata­car a infra­es­tru­tura do Hez­bol­lah, não os civis.

“Não existe outro Exér­cito no mundo que aban­done com­ple­ta­mente o ele­mento sur­presa e diga ao adver­sá­rio quando, por que e quem ata­cará”, afirma.

Antes da tré­gua, o inte­lec­tual pales­tino Yezid Sayigh, radi­cado em Bei­rute, disse em entre­vista à Folha que a estra­té­gia isra­e­lense de ope­ra­ção no Líbano pare­cia con­di­zente com o pre­nún­cio de uma guerra civil.

Com a manu­ten­ção de ata­ques após o acordo, Sayigh atu­a­liza sua aná­lise e afirma que a “des­trui­ção sis­te­má­tica e metó­dica de vilas e cida­des intei­ras” na região sul liba­nesa não tem mais “qual­quer obje­tivo mili­tar”.

A ope­ra­ção, diz ele, “serve à estra­té­gia mais ampla de des­trui­ção mas­siva, que não é ape­nas física”, remove “a pos­si­bi­li­dade de vida nes­sas áreas e inti­mida as popu­la­ções de paí­ses vizi­nhos”.

“Mais do que inti­midá-las, eli­mina ou des­trói sua capa­ci­dade de pro­du­zir, recons­truir, repa­rar e de res­tau­rar suas vidas”, acres­centa. “Isso é o que vimos em Gaza, e isso é o que esta­mos vendo no sul do Líbano.”

O pes­qui­sa­dor, que é mem­bro do Cen­tro Car­ne­gie para o Ori­ente Médio, com sede em Bei­rute, aponta para­le­los entre as incur­sões. Res­salta, porém, que, no caso de Gaza e da Cis­jor­dâ­nia, “há uma ala isra­e­lense ultra­na­ci­o­na­lista e ultrar­re­li­gi­osa pode­rosa no governo que busca a expul­são com­pleta de todos os pales­ti­nos e a rei­vin­di­ca­ção da terra para assen­ta­mento judaico”.

O Exér­cito isra­e­lense, por sua vez, rechaça a ideia de que haja des­trui­ção sis­te­má­tica no Líbano. “Em vez de des­truir uma aldeia com um esqua­drão da Força Aérea —como pode­rí­a­mos ter feito—, colo­ca­mos sol­da­dos den­tro da aldeia para mano­brar e arris­car suas vidas, ape­nas para garan­tir que este­ja­mos com­ba­tendo dire­ta­mente essas ame­a­ças, não ape­nas bom­bar­de­ando tudo e var­rendo a área.”

Segundo as For­ças Arma­das, o Hez­bol­lah mili­ta­ri­zou as aldeias do sul do Líbano e, por isso, Israel des­trói suas ins­ta­la­ções. “Cada casa tinha algum tipo de liga­ção com o Hez­bol­lah. Pode­ria ser uma arma, a entrada de um túnel, ban­dei­ras, ofi­ci­nas de fabri­ca­ção para arte­fa­tos explo­si­vos impro­vi­sa­dos”, diz. A cor­po­ra­ção afirma basear a acu­sa­ção em infor­ma­ções dos seto­res de inte­li­gên­cia obti­das com mora­do­res locais.

O Exér­cito afir­mou à repor­ta­gem que não pode deta­lhar estra­té­gias sobre Gaza e que não é pos­sí­vel com­pa­rar as ope­ra­ções. De todo modo, afirma haver para­le­los. “Há uma orga­ni­za­ção ter­ro­rista em cada lado, orga­ni­za­ções que ini­ci­a­ram guerra con­tra Israel. E nosso tra­ba­lho é garan­tir que elas não façam isso nova­mente.”

Fonte: Folha de São Paulo

MP notifica CBF em caso polêmico envolvendo presidente da Federação Alagoana de Futebol

Família poderosa na CBF movimenta milhões em emendas através do futebol

O Ministério Público do Estado cobra da CBF explicações após reportagem de Lúcio de Castro publicada no Lance! no dia 29 de abril. Entre os questionamentos, o órgão quer saber se a CBF tem conhecimento da utilização de recursos privados em atividades relacionadas à Federação Alagoana de Futebol (FAF). O MP-AL ainda indaga se a CBF exerce algum tipo de fiscalização ou acompanhamento financeiro das federações filiadas.

O suposto esquema de corrupção envolve a movientação de R$ 6 milhões em emendas parlamentares , desviados para institutos privados controlados pelo presidente da Federação Alagoana de Futebol – filho do atual diretor de futebol masculino da CBF.

No centro das investigações está Felipe de Omena Feijó, presidente da FAF desde 2015 e filho de Gustavo Feijó, atual diretor de futebol masculino da CBF e ex-presidente da federação alagoana. Segundo a reportagem, Felipe criou, em 2017, o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP), entidade privada vinculada à FAF e destinada, conforme o estatuto, a “gerenciar e receber recursos em nome da sócia instituidora”. Em 2022, também foi criado o Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa (IFAGP), posteriormente desvinculado da federação.

Em matéria exclusiva para o Lance!, o jornalista Lúcio de Castro revela como um sobrenome poderoso do futebol brasileiro opera uma verdadeira máquina de captação de recursos. Por trás de uma estrutura que movimentou mais de R$ 6 milhões em verbas públicas no último ano, surge um sistema de institutos privados que, segundo especialistas, funciona como um drible na transparência e um escudo contra dívidas fiscais milionárias. No centro dessa engrenagem está a herança política e esportiva da família Feijó, que mantém o controle da Federação Alagoana enquanto ocupa cargos estratégicos na cúpula da CBF. Entre emendas parlamentares e empréstimos pessoais do próprio presidente para a entidade, Lúcio de Castro expõe os bastidores de um modelo de gestão que desafia os mecanismos de controle e sobrevive em meio a um prontuário robusto de escândalos.

Fonte: Lance! e o jornal Extra

Contratação de terceirizados no lugar de concursados configura preterição arbitrária

A contratação precária de trabalhadores terceirizados para as mesmas atividades previstas em edital de concurso público, durante a validade do certame, configura preterição arbitrária. Como consequência do ato, a expectativa dos aprovados em cadastro de reserva transforma-se em direito à nomeação.

Esse foi o entendimento da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho para manter uma decisão que determinou a contratação de uma candidata aprovada em cadastro de reserva em um concurso da Petrobras.

O litígio começou após a trabalhadora ser aprovada na 29ª posição no certame promovido pela estatal em 2012 para o cargo de analista de sistemas júnior.

O edital previa apenas seis vagas imediatas e a empresa convocou os classificados até a 14ª colocação. No entanto, ainda durante o prazo de validade do concurso, a companhia contratou profissionais fornecidos por prestadoras de serviço terceirizadas para desempenhar funções idênticas às do cargo disputado.

A  candidata, então, ajuizou reclamação pedindo a admissão imediata. Ela argumentou que a contratação de terceirizados em número suficiente para alcançar a sua posição representou desrespeito ao concurso e preterição do seu direito.

A Petrobras, por sua vez, argumentou que a aprovação em cadastro de reserva gera apenas expectativa e que a terceirização é lícita, não havendo obrigação de convocar os classificados.

Em primeira instância, o juízo da 20ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro atendeu ao pedido da autora da ação. Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) reformou a sentença e julgou o pedido improcedente, afirmando que cabe ao empregador julgar a conveniência da admissão e que a terceirização é permitida pelo Supremo Tribunal Federal. O caso, então, chegou à 5ª Turma do TST.

Baliza do Supremo

O relator do recurso de revista, ministro Douglas Alencar Rodrigues, confirmou a derrota da empresa. O magistrado destacou que a jurisprudência se orienta pelo Tema 784 de repercussão geral do STF, que estabelece que o direito surge quando ocorre preterição imotivada por parte da administração.

“Quando há, todavia, na vigência do concurso público, a terceirização dos serviços para o desempenho das mesmas atividades previstas em edital, resta configurada a preterição dos candidatos aprovados, ainda que para preenchimento de cadastro de reserva”, apontou o ministro.

O relator explicou que as evidências atestaram a contratação pela Petrobras para as mesmas atribuições e em quantidade superior à classificação da candidata.

“Verifica-se, pois, que a decisão agravada encontra-se em conformidade com a tese jurídica fixada pelo STF no Tema 784, item III, não havendo como divisar ofensa aos artigos de Lei e da Constituição indicados.”

O voto do relator foi acompanhado pela ministra Morgana de Almeida Richa, ficando vencido o ministro Breno Medeiros.

RR 0010662-57.2013.5.01.0020

Fonte: Conjur

Aliança de FLavio Bolsonaro e Trump ameaça o Pix, que pode sofrer sanções dos EUA

Ministro da Fazenda afirma que receio existe por causa de questionamentos do governo Trump à ferramenta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (29) que o governo brasileiro tem um temor de que o Pix seja vinculado às facções criminosas, que os EUA agora classificaram como terroristas, e que o instrumento sofra sanções do governo americano.

Em entrevista à Globonews, ele explicou que o temor do Pix surgiu porque o instrumento já tem sido questionado nos Estados Unidos por diversas frentes desde o início da gestão do republicano Donald Trump. O sistema já é alvo da principal investigação comercial aberta contra o Brasil, iniciada no ano passado.

“Pode se considerar, a partir de alguma informação que chegue aos Estados Unidos, que as facções criminosas estão usando o Pix. Assim, que haja um ataque ao Pix, uma suspensão, e que empresas que usem o Pix sofram punições”, explicou o ministro. “Faremos todo o esforço e não haverá prejuízo ao uso do Pix pela população brasileira”, complementou.

Técnicos do governo ouvidos pela Folha afirmam que um efeito sobre o Pix só ocorreria em um caso extremo, caso o governo americano entenda que a ferramenta de transação instantânea facilita a movimentação financeira das facções criminosa.

Ontem, os Estados Unidos decidiram classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, em medida que passa a valer em 5 de junho.

A medida tomada pelos Estados Unidos, disse o ministro, pode comprometer a economia brasileira e causar uma queda no investimento estrangeiro direto, que “pode ficar comprometido”. Além disso, falou que há um receio de que se impute ao Brasil, de forma artificial, de que há um risco “diferente do que existia antes”.

O ministro da Fazenda também defendeu uma maior cooperação entre as autoridades brasileiras e as americanas no combate ao crime organizado. Segundo ele, a operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e no sistema financeiro, é um exemplo de que as forças policiais brasileiras já estão combatendo as facções criminosas.

Tanto a Fazenda quanto o Banco Central, ele informou, tem conversado desde esta quinta com o sistema financeiro para que não haja diminuição de nota pelas agências de classificações de risco, bem como impacto aos bancos e fintechs.

Fonte: ICL

OSAMAS À CANARINHO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 31 de Maio/ 2026

O mês de Maio, conhecido como o mês do trabalhador, acabou, mas antes do seu término a Câmara dos Deputados votou o Fim da Escala 6×1 e o resultado foi um chocolate de 472 a favor e 22 contra a PEC. Os tempos são outros e a Direitinha Golpista tenta convencer a população que trabalhar mais é sinônimo de mais produtividade e prosperiade. Seria o mesmo que convencer o Neymar que vai para Copa do Mundo a jogar todos os jogos sem descanso, correndo os 90 minutos por todo campo ininterruptamente na velocidade 5 do Mc Creu. Com esse esforço seu time seria campeão e ele o artilheiro do evento.Será?
O povo não é bobo, pelo menos uma parte não é, pois não dão ouvidos aos espertalhões que labutam na escala 3×4 e suas únicas metas é tentar fazer o povo de otário, servindo em suas redes sociais um banquete regado com muito capim gourmet e vários drinques de detergente das melhores safras “ypesianas” como bebida requintada!

Por falar em espertalhões, os três patetas da Extrema Direita atacaram novamente. Depois de convencerem Donald Trump a impor um Tarifaço ao Brasil, Eduardo e Flavio Bolsonaro na companhia de Paulo Figueiredo estiveram na Casa Branca para que Trump classificasse o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas e assim foi feito. Agora CV e PCC se tornaram a Al Qaeda e o Estado Islâmico das terras tupiniquins, Fernandinho Beira Mar atende pelo nome de Abu Bakr al-Baghdadi e Marcola agora é Osama Bin Laden, isso na cabeça dos bolsonaristas; e é esse é o que os EUA sempre quiseram, apoio de parte da população, pois agora usarão dessa nova classificação para fazer com o Brasil o mesmo que fizeram no Iraque, Afeganistão, Palestina, Venezuela e no Irã com objetivos muito claros, livrar o povo do seu petróleo, afastar a nação das suas riquezas naturais, reorganizar suas crenças, aniquilar sua cultura e costumes, implantar o capitalismo do “sonho americano” e assassinar com bombas e mísseis milhares de civis, mulheres, idosos e crianças em escolas, hospitais e igrejas alegando que são todos terroristas.
Filme repetido, mas que agora bate em nossa porta, mas ainda bem que não temos petróleo, nem riquezas naturais, somos fiéis às nossas crenças, cultura e costumes e Trump sabe que somos capitalistas ou será que o Flavio Bolsonaro disse ao Larajão que no Brasil só tem comunistas? Agora fiquei pensativo!

Pra finalizar; Lula mais uma vez terá que desfazer as ações criminosas e inconsequentes da familia bolsonaro e a defesa da soberania não é apenas sair às ruas vestido de verde e amarelo enrolado na bandeira nacional, mas convencer a nação mais poderosa do mundo que os únicos terroristas brasileiros estão na Papuda, outros estão numa ala do Congresso e os demais em mansões compradas com dinheiro de banqueiro preso ou estão rodando os portões da Casa Branca garimpando uma oportunidade pra lamber as botas do Trump. Disse botas, mas na verdade eu queria dizer bo…!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 286

O FIM DA AVENTURA BOLSONARISTA NO PODER

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Surpresa zero em relação ao áudio do Senador Flávio Bolsonaro pedindo a “bagatela” de R$ 134 milhões ao maior estelionatário da história brasileira, o “banqueiro” e CEO do Banco Master Daniel Vorcari, preso por inúmeros crimes que causaram um imenso prejuízo a economia popular brasileira. Estamos falando de, no mínimo, R$ 12 bilhões saqueados de pequenos investidores e poupadores, sem esquecermos dos contribuintes do INSS. A publicação do vídeo no qual o Flavinho do Master pede com imensa facilidade e sem desfaçatez milhões de reais é de irrefutável contestação e revela, de forma inequívoca e irreversível, as relações promíscuas entre a família Bolsonaro e o que existe de mais podre no mundo da criminalidade no Brasil.

A celebre frase de Willian Shakespeare no primeiro ato da sua famosa peça Hamlet, na qual afirma que ” há algo de podre no reino a Dinamarca”, expressa resumidamente o contexto da existência de um Estado corrupto, com forte desvio de conduta moral e dominado pelo tráfico de influência. A frase transformou-se, ao longo do tempo, em um provérbio que traduz um sentimento de desconfiança em relação a idoneidade, a ética e a seriedade do poder de Estado, sobretudo referente à corrupção institucional e a crise moral dos governantes. Quando se fala do poder do Estado, estamos nos referindo a todos os poderes constituídos da república: executivo, legislativo e judiciário.

Este episódio envolvendo o filho escolhido por Jair Bolsonaro para representar a família nesta eleição, Flávio Bolsonaro, que está no epicentro de um dos maiores escândalos políticos da história brasileira, não representa nenhuma surpresa para mim. Como militei e fiz política por muitos anos no Rio de Janeiro e fui até candidato a prefeitura na capital do estado, não poderia, em hipótese alguma, desconhecer a natureza e vocação criminosa dos membros desta família.

O envolvimento de Flávio Bolsonaro com o maior estelionatário da república em todos os tempos, o criminoso Daniel Vorcaro, aquele que se dizia banqueiro, sempre foi algo esperado e eu diria que até um desfecho óbvio. As desculpas esfarrapadas de Flávio Bolsonaro, na tentativa de desmentir e se desvincular do bandido do Banco Master, serviram muito mais para complicar e confirmar cada vez mais a vida do candidato a presidente do PL, revelando suas depravadas e despudoradas relações, que ultrapassaram até mesmo suas confirmadíssimas ligações com as milícias cariocas, particularmente com o “Escritório do Crime “, integrada por milicianos de Rio das Pedras e que atua majoritariamente na maior comunidade da cidade do Rio de Janeiro.

Este escândalo de proporção mundial, muito provavelmente inicia a derrocada definitiva do bolsonarismo da centralidade da política nacional, cujo maior legado para a extrema direita, será o de ter dado voz aos neofascistas tupiniquins, até então execrados pela sociedade brasileira. Um legado de deservico ao país, marcado por uma síntese de ineficiência de gestão institucional, total falta de qualificação administrativa e distorção de valores humanísticos universais, tudo isso associado a um permanente ataque e desrespeito aos princípios do chamado Estado Democrático de Direito. O Brasil levará ao menos uma geração para se recuperar deste acidente histórico, fruto da nazificação de setores do judiciário, do empresariado, da política e da mídia nacional.

Acho muito pouco provável, com a enorme profusão de provas que colocam Flávio Bolsonaro praticamente no colo de Vorcaro, que a sua candidatura ao Palácio do Planalto seja mantida. Perdeu completamente a funcionalidade ante o pragmatismo do “centrão”, que avalisava esta empreitada, mesmo com um candidato tão inexpressivo e despreparado, envolvido em dezenas de falcatruas, a exemplo das Rachadinhas, lavagem de dinheiro em loja de chocolate ou compra de 51 imóveis de luxo em dinheiro vivo.

A única única “serventia” de Flávio era a de trazer o sobrenome Bolsonaro para o enfrentamento contra a candidatura à reeleição de Lula, um dos líderes mais respeitados mundialmente na atualidade. Com os últimos acontecimentos revelados pelo The Intercept, atrelar o nome a Flávio Bolsonaro, a esta altura do campeonato eleitoral, é praticamente um suicídio político para as candidaturas aos governos estaduais, senado, Câmara dos deputados e assembleias legislativas, dos candidatos do radicalismo direitista e do poderoso centrão.

O vácuo do Master também levará de arrastão muitos nomes atrelados ao bolsonarismo, a exemplo dos ex-governadores Ibaneis Rocha, de Brasília e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e muitos prefeitos e ex-prefeitos, como o senhor João Henrique Caldas, de Maceió, que se esconde atrás do Biombo JHC, que correm sérios riscos de encerrarem suas carreiras políticas em presídios, fazendo companhia ao presidiário Jair Bolsonaro. O mais encalacrado com o maior caso de corrupção financeira da história do Brasil, quiçá do mundo, que com certeza já atingiu a marca dos R$ 12 Bilhões, mas que poderá ultrapassar o assombroso montante de mais de R$ 50 Bilhões, é, sem dúvida, o liliputiano ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

Dentre os prefeitos e ex-prefeitos de capitais, um se destaca em particular: o ex-prefeito de Maceió, que atende pela alcunha de JHC. Este homúnculo público, que chegou até a chefia de uma pequena prefeitura de capital por ser integrante de um clã político altamente questionável moralmente, mas alicerçado no poder político oligárquico e financeiro, deverá responder por várias acusações de malversação e apropriação indébita (artigo 168 do Código Penal), que caracterizam claramente a situação de indevido desvio do dinheiro público. As ações do ex-prefeito devem ser investigadas com rigor, inclusive em relação aos estratoféricos shows multimionarios de cantores sertanejos, pagos sem licitação e aprovação legislativa. Uma verdadeira farra com o dinheiro do povo.

Dificilmente este cidadão sairá ileso das gravíssimas denúncias de falcatruas em parceria com o mafioso Daniel Vorcaro, que desviaram aproximadamente R$ 117 milhões do IPREV – Instituto de Previdência dos Servidores Público de Maceió, cujos investimentos no Banco Master foram realizadas de forma fraudulenta e ao arrepio da legislação, sem a devida aprovação legal do conselho do referido instituto, e pior, realizado mediante falsificações de assinaturas autorizativas para que está aplicação fosse concretizada, causando um milionário prejuízo aos munícipes pagadores de impostos maceioenses.

Que a Polícia Federal continue fazendo do seu serviço, investigando e colocando na cadeia toda esta plêiade de aventureiros e carreiristas que surgiram na vida pública brasileira, sobretudo na sequência da ascensão do bolsonarismo em todo o Brasil. Precisamos limpar os poderes executivos e legislativos desses predadores dos recurso públicos, que devem ser destinados a melhorar a qualidade de vida da população, sobretudo dos mais pobres, com investimentos em educação, saúde, segurança pública e alimentar, cultura e moradia, dentre outros. O fim da aventura bolsonarista nos poderes constituídos é apenas um primeiro passo neste processo de resignificação e limpeza da atividade política em nosso país.

Patrões e bolsonaristas armam contraofensiva para manter escala 6×1 no Senado

Na noite de quarta-feira (27/5), Câmara dos Deputados aprovou por 469 x 19 votos projeto de emenda constitucional que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho para 40h semanais. A vitória foi comemorada pelo país e é resultado da pressão popular, do engajamento do governo Lula (PT), das mobilizações de rua, dos debates realizados em associações, Câmaras de Vereadores, das ações realizadas na base das categorias pelos sindicatos e do medo da maioria reacionária do Congresso de ser punida nas eleições de outubro. Mas nada está resolvido, o projeto precisa ser aprovado no Senado e já conta com a reação dos empresários e da oposição. Vale lembrar que por ser emenda constitucional Lula não pode vetar o resultado final.

O texto prevê a extinção imediata da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e estabelece um período de 14 meses para a redução da jornada para 40h, com redução de duas horas também de forma imediata. O projeto garante dois dias de descanso, um dos quais preferencialmente aos domingos. Se aprovada, esta medida beneficiará mais de 30 milhões de trabalhadores.

O debate sobre o fim da 6×1 está presente na mesa das famílias, nos locais de trabalho e escolas. Nas panfletagens, o apoio de mais de 70% do povo ao fim da 6×1 e à redução da jornada se confirma, pessoas voltam para pegar panfletos e estudantes pegam e avisam que vão levar para casa. O medo do Congresso inimigo do povo não é de graça.

Há problemas no projeto. Apesar dele não especificar nenhuma compensação aos patrões, ele prevê uma lei ordinária que poderia enviar dinheiro público ou estabelecer novas isenções ficais. Além disso, o fim do controle de jornada para quem ganha mais de R$ 21 mil e tem nível superior também preocupa.

36 senadores preparam um golpe e empresários querem jogar para depois das eleições; pressão deve aumentar!

Deputados da oposição já anunciaram o compromisso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), de dar tramitação a uma PEC que esvaziaria o fim da escala 6×1 e a redução da jornada.

A PEC 12/2026, assinada por 36 senadores da oposição, entre eles Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e seu coordenador de campanha Rogério Marinho (PL/RN), permite contratação por hora, “negociada” diretamente entre patrão em empregado, acarretando salários abaixo do mínimo nacional e constitucionalizando o negociado sobre o legislado aprovado na reforma trabalhista de 2017 esvaziando o projeto aprovado na Câmara.

Já Paulo Skaf, presidente da Fiesp, junto com outros empresários cinicamente criticou o “açodamento” na discussão do projeto do fim da 6×1. Ocorre que faz 37 anos que na Constituinte de 1987-1988 se discutia a redução da jornada de 48h semanais para 40h, acabaram ficando as atuais 44h. O que os empresários querem é jogar a votação do Senado para depois de outubro, quando reduzir a pressão eleitoral e tentar enterrar a mudança.

Seguir nas ruas para acabar com a 6×1 e reduzir a jornada

A pressão sobre o Senado deve prosseguir, seja para garantir o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, seja para impedir o andamento do PL 12/2026. Os senadores devem ser pressionados, é hora de novos atos de rua, panfletagens nas categorias, paralisações em entradas de turno organizasdas pelos sindicatos e debates com o povo para enterrar de vez a 6×1 e conquistar mais tempo de descanso.

Marcelo Carlini, Direção Estadual do PT/RS

Fonte: Petista.org.br

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