PF prende bolsonarista que ameaçou Lula e ministros do STF em BH

Prisão ocorreu após decisão de Moraes. “Nós vamos pendurar vocês de cabeça para baixo”, dizia o homem em vídeo compartilhado nas redes

A polícia prendeu, nesta sexta-feira (22/7), em Belo Horizonte, Ivan Rejane Fonte Boa Pinto por ameaças ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outros políticos de esquerda. O homem tentou resistir à prisão, mas acabou sendo levado pelos agentes.

A prisão foi decretada na quarta-feira (20/7), pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido da Polícia Federal. O ministro também expediu um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito e determinou o envio de ofício para o Twitter, YouTube e Facebook e uma intimição ao Telegram, solicitando o bloqueio das redes sociais de Ivan.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o homem faz ameaças a Lula, Gleisi Hoffmann (PT) e Marcelo Freixo (PSB). “Anda de segurança armada na rua que nós, da direita, vamos começar a caçar você [Lula]. Caçar você, caçar Gleisi Hoffmann, esse Freixo, frouxo do caralho. Todos eles que te cercam, vagabundo”.

Na gravação, que coloca em destaque a data de 7 de setembro de 2022, ele cita nominalmente os ministros do STF e faz mais ameaças: “Sumam do Brasil. Nós vamos pendurar vocês de cabeça para baixo”, diz o homem.

Ele também convoca outras pessoas de direita a se juntarem para “expulsar do Brasil esses juízes corruptos e essa esquerda nefasta”.

“Esses elementos demonstram uma possível organização criminosa que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas, principalmente aquelas que possam contrapor-se de forma constitucionalmente prevista a atos ilegais ou inconstitucionais, como o Supremo Tribunal Federal, utilizando-se de uma rede virtual de apoiadores que atuam, de forma sistemática, para criar ou compartilharmensagens que tenham por mote final a derrubada da estrutura democrática e o Estado de Direito no Brasil”, destacou Moraes na decisão.

“Como se vê, as manifestações, discursos de ódio e incitação à violência não se dirigiram somente a diversos Ministros da Corte, chamados pelos mais absurdos nomes, ofendidos pelas mais abjetas declarações, mas também se destinaram a corroer as estruturas do regime democrático e a estrutura do Estado de Direito, contendo, inclusive, ameaças a pessoas politicamente expostas em razão de seu posicionamento político contrário no espectro ideológico.”

Fonte: Metrópoles

Bolsonarista Regina Duarte terá que devolver R$ 319 mil da Lei Rouanet

(Brasília - DF, 22/01/2020) Encontro com Regina Duarte Foto: Carolina Antunes/PR/

A empresa da atriz, A Vida É Sonho Produções Artísticas, estava devendo esse valor à secretaria por ter as contas reprovadas por irregularidades no uso da Lei Rouanet

O governo federal reprovou a prestação de contas de um projeto cultural da atriz Regina Duarte que era financiado pela Lei Rouanet. Com a decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) da quinta-feira, 21, a empresa da ex-secretária especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro terá que devolver R$ 319,6 mil ao governo federal.

A empresa da atriz, A Vida É Sonho Produções Artísticas, estava devendo esse valor à secretaria por ter as contas reprovadas por irregularidades no uso da Lei Rouanet durante captação para a peça Coração Bazar, em 2018. 

A empresa entrou com recurso, que foi negado pelo secretário especial da Cultura, Hélio Ferraz, nesta segunda-feira, 18.

Fonte: Brasil 247

Presidente do Conselho de Medicina do RJ é afastado por assédio sexual

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Clóvis Bersot Munhoz, foi afastado do cargo após denúncia de assédio sexual. Cirurgião, ele tem 72 anos e é investigado pela Polícia Civil.

A instituição anunciou seu afastamento na noite desta quinta (21), alegando que a decisão partiu do próprio cirurgião. “Será aberta uma sindicância em seu nome para apurar a denúncia sobre assédio sexual veiculada na imprensa”, diz comunicado do conselho.

O procedimento será enviado ao Conselho Federal de Medicina (CFM), que vai designar o caso a um dos conselhos regionais para que a apuração ocorra com isenção e imparcialidade, segundo o Cremerj.

“O conselho reafirma seu repúdio por qualquer tipo de assédio e trabalha junto das autoridades para coibir essa prática antiética e criminosa”, completa o comunicado divulgado.

Clóvis foi indiciado pelo crime e o inquérito foi encaminhado para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que pediu mais diligências. A investigação tramita em sigilo.

Segundo a denúncia, o assédio ocorreu em uma sala de cirurgia de hospital privado no Rio de Janeiro. A vítima relata que o presidente do conselho disse que ela seria “muito quente” e que teria que se relacionar sexualmente com ela por ter casado muito jovem.

Ele ainda teria dito que ela poderia ligar para ele caso quisesse “trair seu marido”. Uma testemunha confirmou a versão à polícia.

A denúncia foi registrada em julho do ano passado. A técnica de enfermagem afirma que ele fazia perguntas indelicadas a ponto dela pedir para não participar de qualquer cirurgia em que Clóvis estivesse presente.

Fonte: DCM

Exército autorizou integrante do PCC a comprar fuzil

Sem controle do Exército, crime organizado está se armando mais ainda no governo Bolsonaro

Mesmo tendo em seu nome 16 processos criminais, incluindo cinco indiciamentos por crimes como homicídio qualificado e tráfico de drogas, um integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) conseguiu adquirir o certificado de CAC (caçador, atirador e colecionador) no Exército Brasileiro.

Durante a investigação, foi descoberto que o membro sequer apresentou sua certidão de Justiça – que apontaria seus antecedentes criminais – para conseguir o registro. Depois que o obteve, o atirador comprou duas carabinas, um fuzil, duas pistolas, uma espingarda e um revólver. O valor das compras supera R$ 60 mil.

Esse registro foi concedido já na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), em junho de 2021. O acesso a armas e munições no Brasil tem sido flexibilizado pelo governo federal e por meios de novas portarias e decretos, que em suma são destinados a beneficiar principalmente a categoria dos CACs.

Durante a gestão de Bolsonaro, quase um clube de tiro foi aberto por dia no país. Ainda no primeiro ano do atual governo, o Brasil bateu um recorde de inaugurações de clubes de tiro, com a abertura de 232 entidades. A marca, porém, já foi superada duas vezes, com 291 clubes fundados em 2020 e mais 348 no ano passado.

Fonte: DCM

Rede elétrica da Equatorial provoca acidentes em rodovia

Enquanto aumenta os acidentes na rodovia, a Equatorial, empresa privada que comprou a Eletrobras Alagoas por apenas 50 mil reais, se nega a retirar imediatamente os postes da rede elétrica.

A situação criminosa ocorre entre as cidades de Belém e Taquarana. Segundo relato de moradores, já ocorreram muitos acidentes na rodovia.

Os motoristas dizem que é perigoso trafegar durante o dia e que a noite a situação torna-se muito mais grave, com riscos de acidentes fatais acontecerem.

Enquanto os acidentes vão se avolumando a Equatorial ignora os riscos e “promete” resolver em até dois meses.

Esse é mais um retrato macabro das privatizações.

Redação com ALTV

Prefeito JHC ataca a greve da educação em Maceió

Em ato público ocorrido hoje de manhã, 20/07, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal) denunciou os ataques que a categoria vem sofrendo por parte da gestão do prefeito JHC (PSB). Segundo o Sinteal, além da intransigência em não querer negociar com a categoria a reposição salarial, o prefeito pediu a ilegalidade da greve e ainda ataca a diretoria da entidade através de fake news.

A atitude do prefeito JHC foi duramente criticada pela vereadora Teca Nelma, o pré-candidato a governador Cícero Albuquerque e o pré-candidato a deputado estadual professor Luizinho. Lideranças do Sindprev e do Sindicato das Assistentes Sociais também endossaram as denúncias e expressaram solidariedade a diretoria do Sinteal e a categoria em luta.

Segundo a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia “o prefeito JHC não revolve os problemas de estrutura nas escolas e de salário da categoria e fica atacando nosso movimento. É lamentável essa postura.” A mobilização da categoria continua com novas manifestações.

Paraguai pede reparação por Guerra da Tríplice Aliança

O Paraguai abriu uma comissão no Parlasul (Parlamento do Mercosul) para analisar “eventuais crimes contra a humanidade e genocídio” durante a Guerra do Paraguai, conhecida no país como Guerra da Tríplice Aliança. Como reparação econômica aos danos causados pelo conflito militar de 1864 a 1870, os paraguaios calcularam até US$ 150 bilhões.

A proposta para instaurar a Subcomissão de Verdade e Justiça foi encaminhada em 30 de novembro de 2020 pelo parlamentar paraguaio Ricardo Canese. Em 4 de abril de 2022, o pedido foi aceito. Eis a íntegra da proposta (43 KB).

Canese também é presidente da subcomissão. Em seu discurso de abertura, em 3 de junho, disse que a “guerra da Tríplice Aliança foi o conflito mais importante e sangrento registrado até hoje na América Latina”. Disse também que vários historiadores e pesquisadores “expressam claramente que graves crimes de guerra foram cometidos” e que até então não foram analisados por nenhuma comissão parlamentar.

“Pela 1ª vez em mais de 150 anos, uma Comissão Parlamentar de alto nível composta pelos países que participaram da Guerra da Tríplice Aliança examinará a verdade sobre o que aconteceu naquela guerra, o fará após 30 anos de constituição do Mercosul e após 15 anos de funcionamento do Parlasul”, afirmou.

Durante a 5ª audiência pública, realizada em 8 de julho deste ano, o investigador paraguaio, Domingo Laíno, disse que a subcomissão “busca reparar o Paraguai” e fazer “alterações em algo que está quebrado”.

No encontro de 6ª feira (15.jul), o investigador Alberto Alderete falou que um documento oficial do governo paraguaio “comprova o genocídio contra o exército e o povo” do Paraguai. Segundo ele, trata-se de um censo realizado em 1842 e entre 1870 e 1871 que indica que houve o “extermínio” de 60% a 70% da população paraguaia durante o período do conflito.

As audiências até então foram realizadas no Senado do Paraguai, no entanto, haverá outras em outros países. Em 16 e 17 de agosto novos encontros estão previstos para acontecer na Argentina. Já no Brasil, será em Foz do Iguaçu (PR) em 15 e 16 de setembro.

GUERRA DO PARAGUAI

O maior conflito armado da América do Sul envolveu o Paraguai e a Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina). Durou quase 6 anos. O motivo era principalmente a disputa dos países por influência na região do rio da Prata.

A Tríplice Aliança saiu vitoriosa e o país vizinho, devastado. Estima-se que 70% da população masculina paraguaia foi morta durante o conflito.

Fonte: MSN

Pastor pede carro emprestado a fiéis e rouba veículo

Em Goiânia (GO), um pastor evangélico é investigado por fugir com carro que pediu emprestado a fiéis. Segundo a família que perdeu o veículo, eles ficaram surpresos pelo fato do religioso usar da boa fé das pessoas para conquistar confiança e cometer o crime.

Identificado como Murilo Alves Martins, o pastor conheceu a família há cerca de um mês e começou a visitar sua casa em momentos de oração. Na última quinta (14), ele foi à residência e pediu o veículo emprestado, alegando precisar levar sua mulher ao hospital. Prometeu que devolveria durante a tarde, mas, quase uma semana depois, ele ainda não apareceu.

O carro pertence a Jheyfferson da Silva, eletricista predial, que utilizava o veículo como instrumetno de trabalho. Ele calcula que levou um prejuízo de R$ 30 mil com o roubo. A irmã dele, Steffany Lorrane, disse que a família não suspeitou do pedido uma vez que ele partiu de um pastor.

O caso é tratado pela polícia como apropriação indébita e o religioso está sendo procurado.

Fonte: DCM

Embaixadores dizem que reunião com Bolsonaro foi ‘campanha eleitoral’

A ofensiva do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema de votação eletrônica foi vista por embaixadores estrangeiros de países democráticos, convidados ao encontro nesta segunda-feira, dia 18, como um ato de campanha eleitoral e não mudou a impressão geral de confiança na segurança das eleições brasileiras. Após a reunião no Palácio da Alvorada, o Estadão ouviu representantes de sete embaixadas de países na Ásia, na Europa e na América Latina. Eles falaram sob a condição de ter suas identidades preservadas.

O representante de um país nórdico afirmou que as falas de Bolsonaro não mudaram “nada no nosso modo de ver as coisas”. Ele disse que não tem por que questionar um sistema “que funcionou bem nos últimos 25 anos”. Segundo, ele o encontro deve ser visto como parte de uma “campanha eleitoral”.

Esse mesmo embaixador disse que havia no salão do Alvorada diplomatas mais simpáticos ao presidente e outros menos, mas que no geral a impressão foi a mesma, sobretudo nas democracias europeias.

Virou comentário entre embaixadores erros de tradução nos slides apresentados por Bolsonaro, que tinha perguntas em português e em inglês aos diplomatas, no fim. “Por que seus países não usam nosso sistema seguro e eletrônico?”, era uma delas.

Um dos poucos a se manifestar publicamente sobre o encontro, o embaixador da Suíça usou a rede social para mandar seu recado: “Desejamos ao povo brasileiro que as próximas eleições sejam mais uma celebração da democracia e das instituições”, escreveu o embaixador Pietro Lazzeri.

Outro embaixador classificou o PowerPoint como “amador” e afirmou que os diplomatas já estavam devidamente informados sobre o inquérito da Polícia Federal relacionado a um ataque hacker nas eleições de 2018, usado como base para a argumentação do presidente.

Como mostrou o Projeto Comprova, a invasão foi ao sistema interno do TSE não teve qualquer implicação na segurança das urnas eletrônicas. A Polícia Federal não encontrou registros de investigações sobre fraudes envolvendo a urna eletrônica desde que o método de votação foi adotado, em 1996.

Um diplomata europeu afirmou que viu “nada de novo” nas declarações do presidente Bolsonaro. Segundo ele, na parte final da exposição era uma sucessão de “ataques aos ministros do TSE”.

Para um terceiro embaixador, ao centrar fogo nos ministros Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, e tentar associá-los ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), rival na disputa deste ano, o presidente evidenciou o tom eleitoreiro.

Já um outro diplomota europeu reiterou que o resultado deve ser aceito e que não saiu preocupado com golpe pós-eleições. Segundo ele, “ninguém se convenceu de que houve fraude”, mas, na sua visão, o sistema poderia ser mais “auditável.” De acordo com ele, o “TSE precisa aceitar alguma crítica”, ponderou o embaixador, para quem Bolsonaro fez um contraponto à reunião promovida pela Justiça Eleitoral em maio com diplomatas.

Havia mais gente no Alvorada. A Presidência da República não divulgou uma listagem oficial de quantos embaixadores compareceram. A reportagem contou 70 carros de missões diplomáticas com os convidados no Alvorada. Alguns diplomatas falaram em cerca de 80 nomes. No TSE, foram 68 em maio.

O representante de um país árabe disse que o tom de Bolsonaro foi calibrado e que foi a primeira vez que ele se encontrou com uma quantidade grande de diplomatas sem que houvesse um corte ideológico claro. Alguns pediram para tirar fotos com o presidente ao fim da apresentação. Diplomatas alegaram que o governo brasileiro só convidou representantes de países com embaixador acreditado no País, à exceção dos Estados Unidos cuja representação diplomática é atualmente chefiada por um encarregado de negócios. Não foram convidados representantes de Chile, China, Argentina e Reino Unido.

A Presidência seguiu a ordem de precedência, com destaque para o núncio apostólico, representante do Vaticano, e destaque aos embaixadores de Palestina e Cameroon, os mais longevos em Brasília.

Um embaixador latino-americano, cujo governo é simpático a Bolsonaro, afirmou que as preocupações expostas pelo presidente são “legítimas” e destacou o tom cordial. A postura do presidente, menos beligerante do que de costume, foi notada por todos os diplomatas com os quais a reportagem conversou.

O chefe de uma missão diplomática da Europa notou que Bolsonaro tentou dar um verniz colaborativo à apresentação, afirmando que o Poder Executivo estava à disposição para ampliar investimentos de dinheiro nas eleições que pudessem dar mais segurança. “Foi algo politicamente correto, vindo de uma pessoa que é conhecida por agressividade”, afirmou.

Presentes ao Alvorada, os ministros da Defesa, da Casa Civil, das Relações Exteriores, do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria Geral da Presidência da República não se manifestaram.

Fonte: Uol

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