Bolsonaro quer tirar mais direitos com nova reforma Trabalhista

Governo quer fazer nova reforma trabalhista que favorece apenas os empresários, libera o trabalho aos domingos e jornada sem limites em teletrabalho, e ainda impede Justiça de negociar, entre outras maldades

Os trabalhadores e trabalhadoras do país correm o risco perder ainda mais direitos com a possibilidade do governo de Jair Bolsonaro (PL) fazer uma nova reforma Trabalhista, se já não bastasse a de 2017 que retirou mais de 100 direitos contidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), promovida por Michel Temer (MDB-SP), com a promessa de criar 6 milhões de empregos.

Quatro anos depois da reforma de Temer, o resultado é mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, 73,2 milhões de trabalhadores sem direitos: 37 milhões são informais, 25,4 milhões trabalham por conta própria e  10,8 milhões trabalhando sem carteira assinada.

Como neste governo tudo pode piorar, um grupo criado por Bolsonaro elaborou um “relatório” em que propõe uma série de mudanças para subsidiar uma nova proposta de reforma trabalhista, que só prejudicam os trabalhadores em favor dos patrões. É o Grupo de Altos Estudos do Trabalho (GAET), composto por ministros, desembargadores e juízes da justiça do trabalho, procuradores, economistas, pesquisadores, além de advogados especialistas em relações do trabalho.

As 262 páginas do documento entregue ao Conselho Nacional do Trabalho, no final de novembro,  trazem pelo menos 330 alterações em dispositivos legais, a inclusão de 110 regras, alteração de 180 e revogação 40, mas não há uma única linha, artigo ou sequer uma vírgula que proteja o trabalhador. Ao contrário, como não teve a participação de sindicatos e representantes dos trabalhadores em sua elaboração, as normas impedem a atuação sindical, a Justiça Trabalhista e converte o trabalhador praticamente num escravo.

Bolsonaro assumiu que é antitrabalhador ao afirmar num evento, na terça-feira (7),  da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o governo federal é “devedor de favores” aos empresários brasileiros. Segundo ele, “é duro ser patrão no Brasil” e que o seu governo procurou desde o seu início facilitar a vida dos empresários.  “Vocês não devem nenhum favor a nós. Nós é que somos devedores de favores a vocês”, declarou.

Para o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, as mudanças propostas são mais uma tentativa de Bolsonaro em impor os temas contidos em Medidas Provisórias (MPs), que o Congresso Nacional rejeitou, em função de uma infinidade de jabutis incluídos nos textos. Há conteúdos da Carteira Verde e Amarela e do emprego legal que foram resgatados de forma ampla. Jabutis são emendas de parlamentares que nada têm a ver com o teor original da proposta.

“É um programa que visa explorar o trabalhador e destruir os postos de trabalho de qualidade. Querem aprovar isso sem passar pelo debate com a sociedade, com os sindicatos e os trabalhadores. A CUT e as centrais sindicais não concordam em nada com essa proposta patronal”, diz o dirigente.  

É a versão dos empresários e do governo, querendo enriquecer mais ao custo de suor e lágrimas dos trabalhadores- Valeir Ertle

As maldades contidas na proposta do GAET

José Eymard Loguércio , do escritório LBS Advogados que atende a CUT Nacional , analisou algumas das mudanças propostas. Como são dezenas de retiradas de direitos, listamos sete principais pontos que atingem diretamente os direitos dos trabalhadores.

Confira:                                                                                                                                            

1 – Libera o trabalho aos domingos

Como é hoje: A Constituição diz que o descanso semanal é preferencialmente aos domingos, o que sempre a legislação brasileira levou em consideração. Há setores como comércio, saúde e transporte e atividades consideradas essenciais, entre outros, que já tem regulamentado o trabalho aos domingos, mas o trabalhador tem direito ao descanso neste dia a cada três semanas (uma vez por mês, ao menos) e para as mulheres a cada duas na semana, como no caso do comércio ou dependendo da atividade. É uma escala para que seja respeitado o direito do trabalhador a passar um domingo em família.

Como ficaria:  A proposta do GAET libera o trabalho aos domingos para todas as atividades, sem necessidade de autorização ou de negociação coletiva, com escalas muito mais flexíveis sem garantia de que ao menos uma vez ao mês haveria coincidência de descanso aos domingos.

“A nova regra inverteria o conceito de que o trabalho aos domingos é excepcional para é sempre possível”, diz Eymard.

2- Proíbe trabalhador de aplicativo de ser CLT

Uma das maldades contidas na proposta é que literalmente proíbe motoristas, entregadores e outros profissionais que trabalham por aplicativo de ter os mesmos direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com isso, o trabalhador ficaria sem direito ao 13º, férias, descanso remunerado, FGTS e outros benefícios.

Como é hoje: Atualmente a Justiça do Trabalho tem dado ganho de causa em muitas ações de motoristas e entregadores que pedem vínculo empregatício com empresas de plataformas digitais como Uber, Ifood, etc.

Como ficaria: A proibição do trabalhador  de ter direitos garantidos pela CLT pode ser estendida para além de motoristas e entregadores a qualquer profissional que atue em empresa de plataforma.

“ Hoje existem também aplicativos para jornalistas, arquitetos, advogados e outras profissões. Qualquer um pode se encaixar nesse critério. Aqui é o inverso do que outros países como Espanha e Inglaterra, que têm reconhecido esse trabalhador como assalariado”, ressalta o advogado.

Segundo ele, numa canetada o governo pode colocar todo mundo fora das garantias que também impactam não apenas o trabalhador, mas todo o sistema da Previdência e o FGTS usado para investir em moradia e saneamento básico.

“Quanto mais você  joga pessoas para fora da relação de emprego, menos você tem contribuição das empresas para esses fundos sociais. Essa regra pega quem é assalariado e quem já não tem direitos”, diz Eymard.

3- Dívidas trabalhistas

Como é hoje: Sócios de empresas que não pagam direitos trabalhistas e perdem ações na Justiça podem ter seus bens bloqueados até a quitação da dívida. A Constituição reconhece  que o crédito do empregado é de natureza salarial.

Como ficaria: A proposta de reforma isenta ou dificulta a responsabilidade do sócio, cabendo ao trabalhador demonstrar que houve fraude, o que é difícil comprovar. Neste caso, a proposta dificulta o acesso aos bens de qualquer sócio da empresa, inclusive o majoritário;

“O que vai acontecer ao longo do tempo é o aumento de calotes de crédito trabalhista. Determinadas faixas de empresas, sobretudo nas terceirizadas, que quando terminam seus contratos simplesmente não pagam suas dívidas junto ao trabalhador”, explica Eymard.

4- Covid-19 deixa de ser doença do trabalho

Como é hoje: O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a proposta do governo de não considerar a covid-19 como doença do trabalho.

Como ficaria: A proposta volta à tona com a desculpa de que muita empresa está sendo demandada na justiça, com criação de passível trabalhista.

“ Isto significa mais dificuldade do trabalhador receber seus benefícios , principalmente os que tiveram sequelas mais longas ao contrair a doença”, diz Eymard.

5 – Legaliza o locaute

Locaute é a possibilidade de uma empresa parar sua atividade para conseguir atingir suas reivindicações. Um exemplo foi a “greve dos caminhoneiros” , em maio de 2018, o que  para muitos foi locaute – paralisação dos donos de transportadoras .

O locaute permite que uma empresa feche até mesmo para pressionar os seus trabalhadores a aceitar alguma condição de trabalho,  e ainda pressionar o governo a atender as reivindicações dos empresários.

Como é hoje: Totalmente proibido

Segundo o advogado da CUT Nacional, o absurdo da proposta é equiparar a greve ao locaute. A greve é um direito fundamental assegurado  na Constituição, exatamente pela diferença de poder entre trabalhadores e  empresários.

“ A greve é um instrumento para que os trabalhadores possam ter melhores condições de negociar seus direitos. O locaute não é direito, é uma medida de coação, de instrumentos das empresas”, diz Eymard.

O advogado ressalta ainda que muitas empresas transacionais são mais poderosas que muitos países, como o Facebook, por exemplo.

“Não tem paralelo em nenhum lugar do mundo o locaute ser reconhecido como direito equiparado à greve”, afirma Eymard.

6- Fiscalização trabalhista

Mais uma vez o governo de Jair Bolsonaro (PL) tenta impedir a fiscalização do trabalho. Nessa semana, durante evento, o presidente da República chegou a criticar as  ações de fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT), ao chamar de exagero as condições em que o órgão considera trabalho escravo.

Como é hoje: A Justiça do Trabalho pode  além de decidir se a greve é legal ou não, mediar negociações entre patrões e e empregados durante uma greve e ainda decidir percentuais de reajuste e benefícios a serem concedidos

Para agradar o empresariado, a proposta do GAET é de que a Justiça do Trabalho apenas tenha poder para considerar uma greve legal, ou ilegal, mas a proíbe de conceder qualquer benefício ou reajuste ao trabalhador.

7- Teletrabalho por demanda   

O teletrabalho tem limite de jornada, de acordo com a Constituição. A proposta desvincula o conceito de jornada, e inclui o trabalho por demanda. Ou seja, o trabalhador terá de cumprir as tarefas designadas por sua chefia, independentemente de ultrapassar as oito horas diárias e não terá direito a hora extra.

É a legalização a escravidão digital. Não tem nada de bom neste pacote. São 300 itens de maldades. Só dá segurança às empresas operarem, sem nenhuma segurança jurídica ao trabalhador- José Eymard Loguércio

O advogado alerta ainda a maneira como essas propostas são apresentadas pela equipe do GAET como se fossem a salvação para todos os empresários, inclusive os pequenos, e gerasse empregos.

“ O que se percebe também na proposta é a linguagem utilizada para que o micro e pequeno empreendedor e comerciante acreditem que essas medidas vão beneficiá-los de alguma forma, como se fosse resolver um problema com a empregada doméstica. A verdade é que são mudanças na legislação para  favorecer apenas o grande empresário”, critica Eymard.

Fonte: CUT Brasil

Banco Central eleva juros no maior ciclo de altas desde 2002, medida vai afetar o consumo

Governo Bolsonaro já aumentou a taxa Selic em quase 50%, o que fez aumentar o lucro dos bancos e especuladores e despencar a indústria e o consumo

Nesta quarta-feira, 08/12, o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, de 7,75% para 9,25%. Com isso, o atual ciclo de alta se torna o maior desde 2002.

Foi o sétimo movimento consecutivo dos juros, após o BC cortar a taxa básica à mínima histórica (2%) em meio à pandemia de covid-19. Nas seis reuniões anteriores, o BC havia subido a taxa em 0,75 ponto percentual em três ocasiões, em 1 ponto nos encontros de agosto e setembro e em 1,5 ponto. em outubro.

A taxa está, portanto, no maior nível do governo Bolsonaro. Quando o presidente chegou ao poder, a taxa Selic estava em 6,50%. De olho na inflação de 2022, que já ameaça fugir da meta, o Banco Central tem sido mais duro na alta dos juros.

Fonte: DCM

Judiciário protege a Braskem, denunciam vítimas do desastre ambiental

Organizadores do ato contra a Braskem, realizado na última sexta-feira (3), divulgaram nota onde questionam a parcialidade do Judiciário que, pouco depois do protesto, concedeu liminar em favor da empresa e iniciou uma perseguição contra as lideranças.

Enquanto a empresa autoriza o pagamento de R$ 6 bilhões em dividendos para seus acionistas, moradores e comerciantes atingidos pelo afundamento do solo em cinco bairros de Maceió lutam por uma indenização justa.

Até hoje, eles não têm uma resposta do mesmo Judiciário que concedeu uma liminar à Braskem proibindo a mobilização popular, multava em R$ 10 mil cada um dos organizadores do ato e ainda os responsabilizava criminalmente pela manifestação. “Em função do atraso, a decisão se tornou inválida, mas o processo que a Braskem abriu, injustamente, contra suas vítimas segue tramitando na Justiça”, diz o texto.

Apesar disso, os atos não devem parar. “A conivência tem sido a conduta dos poderes públicos diante do caso desde março de 2018, quando foi consumada a catástrofe, o que apenas evidencia que os governos municipal, estadual e federal, bem como defensorias e ministérios públicos, não deixam alternativa para a solução dessa tragédia senão a mobilização popular”, alertam as entidades.

Leia a nota na íntegra:

Nesta sexta-feira (3), o ‘Ato de Luto e Luta’ realizado em frente às portas da Braskem, no Pontal da Barra, reuniu diversas lideranças religiosas, organizações populares e movimentos de moradores e empreendedores atingidos pela mineração para reivindicar um processo indenizatório justo para as vítimas e denunciar as inúmeras tragédias humanas ocorridas na capital em função do maior crime socioambiental em curso no planeta.

Pouco depois do fim do protesto, que durou cerca de 12 horas de maneira totalmente pacífica, o Poder Judiciário de Alagoas concedeu uma liminar à Braskem que proibia a mobilização popular, multava em R$ 10 mil cada um dos organizadores do ato e ainda os responsabilizava criminalmente pela manifestação. Em função do atraso, a decisão se tornou inválida, mas o processo que a Braskem abriu, injustamente, contra suas vítimas segue tramitando na Justiça.

Com isso, a opção do Poder Judiciário de Alagoas demonstrou parcialidade e certo grau de conivência com o crime da mineradora, ao ignorar o tratamento desumano dado por ela às 70 mil vítimas. Ao longo de três anos, a Braskem, autora de um atentado violento e ilegal contra a humanidade e o meio ambiente, não teve seu ato criminalizado pelas instituições nem chegou a ser forçada judicialmente a reparar de forma integral os danos da tragédia.

No entanto, não foi preciso mais do que algumas horas para que uma punição severa caísse sobre os ombros dos organizadores de um ato pacífico que lutava contra a injustiça de uma multinacional criminosa, responsável por destruir 7% da capital alagoana. Nesse processo, as vítimas são facilmente transformadas em rés, mas jamais a autora do crime.

A conivência tem sido a conduta dos poderes públicos diante do caso desde março de 2018, quando foi consumada a catástrofe, o que apenas evidencia que os governos municipal, estadual e federal, bem como defensorias e ministérios públicos, não deixam alternativa para a solução dessa tragédia senão a mobilização popular.

Nesse sentido, o ato do dia 3 de dezembro, com a participação das organizações populares mais importantes do estado, bem como o apoio do deputado federal Paulão, dos deputados estaduais Jó Pereira e Ronaldo Medeiros e da vereadora Teca Nelma, mostra-se como uma mobilização pelo fato político mais relevante de Alagoas na atualidade: o crime socioambiental da Braskem.

Por isso, o movimento por justiça certamente não cessará nem se curvará diante de decisões parciais. Apesar do esforço da Braskem para intimidar, cooptar e calar as vítimas e as lideranças populares, o ato demonstrou que a sociedade está cada vez mais organizada e busca um enfrentamento à altura do maior crime socioambiental em curso no planeta.

Fonte: 082 Notícias

Riqueza de bilionários aumentou durante a pandemia, diz relatório

Alguns desses “super-ricos” também lucraram com a mudança para o ambiente digital durante a quarentena

 fatia que bilionários detêm da riqueza global aumentou durante a pandemia do coronavírus, de acordo com o Relatório da Desigualdade Mundial. O documento, divulgado nessa terça-feira (7/12), aponta que os bilionários possuem, coletivamente, 3,5% da riqueza global das famílias, número bem maior que os 2% registrados no inicio de 2020.

O documento, produzido por uma rede de cientistas sociais com base em pesquisas e dados de domínio público, mostra ainda que os milionários também lucraram durante a crise de saúde. As conclusões corroboram as de outros estudos recentes que mostram o aumento da desigualdade nas áreas sociais, da saúde, de gênero e raciais durante a pandemia.

Fonte: Metrópolis

Servidores pressionam em Brasília contra a PEC 32

Ocorreu ontem, 08/12, mais uma mobilização de servidores públicos das esferas federal, estadual e municipal contra a aprovação da PEC 32, em Brasília.

As atividades começaram logo cedo, com concentração no Espaço do Servidor (Esplanada dos Ministérios) e depois o foi realizado um protesto em frente à casa do Presidente da Câmara dos Deputados, ARTHUR LIRA. À tarde, os servidores fecharam o dia com o costumeiro Ato/Vigília em frente ao Anexo ll da Câmara.

O Presidente Arthur Lira, aliado do governo Bolsonaro, segue sem conseguir os 308 votos necessários para aprovar o projeto que visa destruir os serviços públicos, graças à ação unitária e organizada do conjunto dos servidores de todo o país. Para o movimento: “NÃO tem emenda! NÃO tem arrego! Se votar a PEC nós tiramos seu sossego”!!

PT fecha com Haddad em SP e frustra planos de Márcio França

PT disse ao PSB que não vai abrir mão da candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo em 2022, diz Malu Gaspar no jornal O Globo.

Tirar Haddad em favor de Márcio França é uma condição que o PSB colocou para aceitar em seus quadros o ex-governador Geraldo Alckmin, sondado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser vice em sua chapa para a presidência da República.

Petistas já vinham recusando essa hipótese, mas França ainda acreditava na possibilidade de um acordo.

Agora ele foi comunicado em uma reunião fechada com aliados de Lula de que não adianta insistir.

Aliados do ex-presidente dizem que a aliança não depende da saída do ex-prefeito da corrida eleitoral e apostam que o PSB vai acabar desistindo da exigência.

França chegou a dizer que poderia se lançar para o Senado, mas nos últimos dias voltou a falar em tentar o governo do estado, o que levou os aliados de Lula a deixarem claro que o partido não abrirá mão da candidatura de seu ex-prefeito

O governo do estado não é sua prioridade. O ex-prefeito sempre disse aos mais próximos no PT que preferia ser ministro em um eventual governo Lula. Mas nos últimos dias seus interlocutores afirmam que ele fará o que for melhor para o partido.

Fonte: DCM

Preço da cesta básica sobe e custa quase 60% de um salário mínimo

Piso nacional necessário seria 5,42 vezes maior que o oficial, calcula o Dieese. Em novembro, maiores altas foram no Norte e no Nordeste

Em alta constante, o custo médio da cesta básica, em novembro, aumentou em nove de 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. No ano, o aumento foi generalizado, chegando a até 18%, bem acima da inflação oficial, na casa dos 10%. De acordo com o instituto, o trabalhador que ganha salário mínimo compromete quase 60% de sua renda líquida para comprar uma cesta.

As maiores altas no mês passado foram apuradas em capitais do Norte-Nordeste, com destaque para Recife (8,13%), Salvador (3,76%) e João Pessoa (3,62%), além de Natal, Fortaleza, Belém e Aracaju. Também houve aumento em Florianópolis e Goiânia. Entre as quedas, as principais ocorreram em Brasília (-1,88%), Campo Grande (-1,26%) e Rio de Janeiro (-1,22%).

Mínimo x cesta

De janeiro a novembro, todas as capitais pesquisadas têm alta, variando de 4,44% (Aracaju) a 18,25% (Curitiba). Em São Paulo, o aumento foi de 9,63%. Já no acumulado em 12 meses os preços também têm elevação em todas as cidades: de 3,65% (Salvador) a 16,75% (novamente Curitiba).

A cesta de menor valor foi a de Aracaju (R$ 473,26). E a mais cara, a de Florianópolis (R$ 710,53). Com base nessa, o Dieese estimou em R$ 5.969,17 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família em novembro. Esse valor corresponde a 5,42 vezes o piso nacional (R$ 1.100). A proporção era de 5,35 no mês anterior.

Renda mais curta

Segundo o Dieese, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica subiu mais de uma hora em relação ao mês anterior, para 119 horas e 58 minutos. E o trabalhador que ganha mínimo comprometeu 58,95% da renda líquida (descontada a Previdência) com os itens básicos. Mais uma vez, houve aumento em comparação com outubro (58,35%).

O preço do quilo do café em pó subiu em todas as capitais, chegando a 23,63% em Recife, a 11,94% em Florianópolis e a 11,39% no Rio. O preço do açúcar aumentou em 16 cidades, com estabilidade em Belo Horizonte. Já os preços do feijão e do arroz agulhinha diminuíram em novembro.

Fonte: Rede Brasil Atual

Greve dos eletricitários de Minas Gerais entra no 9° dia

Representantes dos trabalhadores cobram da direção da Cemig a reabertura das negociações. Categoria luta para manter direitos e contra a privatização da estatal

A greve dos trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) entrou em seu nono dia nesta terça-feira (7). A categoria parou atividades no dia 29 de novembro em protesto contra a privatização da estatal e reivindicando direitos trabalhistas.

Com o tema “Cemig: Esse ‘Trem’ é Nosso”, eletricitárias e eletricitários lutam por um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) digno e denunciam a tentativa da diretoria da empresa de retirar direitos da categoria.

Enquanto realizam atividades nas portarias da Cemig ,em Belo Horizonte e no interior do estado, dirigentes do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG) cobram a reabertura de negociação com a empresa.

O departamento jurídico da entidade chegou a protocolar, na sexta-feira (3), o dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para garantir os direitos do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no âmbito da Justiça. 

Mobilização nas regionais

Na Grande BH, a Regional Metropolitana do Sindieletro vem realizando reuniões setoriais e mobilizações no Anel Rodoviário, no Quarteirão 14, na Cidade Industrial, em Betim, e em Sete Lagoas, entre outros locais.

Já a Regional Triângulo permanece mobilizada no CRIU de Uberlândia e no CRIUB (Uberaba) além de Paracatu, Unaí, João Pinheiro, Patos de Minas, entre outras cidades.

Nesta quarta-feira (8), será realizada uma panfletagem na agência de atendimento João Pinheiro. De acordo com o sindicato, o objetivo é esclarecer a sociedade sobre os motivos da greve e denunciar as mentiras da gestão da Cemig e do governador Romeu Zema, que têm usado os grandes meios de comunicação para confundir a opinião pública.

A Regional Vale do Aço permanece nas portarias e vem realizando atos nos locais de trabalho com o movimento social e com políticos parceiros. Em Ipatinga, os trabalhadores até instalaram tendas na portaria da Cemig, no Centro, para se proteger da chuva e garantir a luta. 

Também na região já aconteceram concentrações com a presença de lideranças políticas e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). A vereadora Cida Lima (PT), de Ipatinga, é uma das lideranças que apoiam a greve e vem participando das atividades. 

Nas demais Regionais do Sindieletro também ocorrem concentrações e debates nas portarias, com a participação dos movimentos sociais.

Pauta

A pauta de reivindicações dos trabalhadores tem 34 itens, entre eles, reajuste salarial de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o período de 1º de novembro de 2020 a 31 de outubro de 2021 e manutenção das conquistas anteriores.

A resposta da direção da empresa, indicada pelo governador, além de um sonoro não para todos os itens, foi enviar à direção do Sindieletro-MG uma contraproposta retirando uma série de direitos e conquistas construídas ao longo dos quase 70 anos de existência da estatal e da categoria eletricitária.

Assegurados pelo artigo 9º da Constituição Federal, que consagra o direito de greve, como direito de natureza coletiva, reconhecido aos trabalhadores, quando uma negociação é frustrada, os sindicalistas do setor, mestres na arte de negociar bons acordos para os trabalhadores não tiveram alternativa a não ser indicar paralisação, aprovada em assembleia pelos servidores.

Saiba o que é Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)

O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é feito a partir de uma negociação entre o sindicato que representa a categoria, os próprios trabalhadores e uma empresa. O ACT estipula condições de trabalho e benefícios, reajustes salariais etc.

Diferentemente da Convenção Coletiva de Trabalho, que vale para toda a categoria representada, os efeitos de um Acordo Coletivo de Trabalho se limitam apenas às empresas acordantes e seus respectivos empregados.

O Acordo Coletivo de Trabalho está disposto no § 1º do artigo 611 da Consolidação das Leis do Trabalho e é instrumento jurídico que, para ter validade após a negociação, precisa ser aprovado em assembleia da categoria.

Quando o acordo coletivo não é firmado entre as partes nas mesas de negociação, a empresa ou o sindicato recorrem a Justiça do Trabalho que estabelece o dissídio coletivo

Fonte: CUT Brasil

MP suspeita que general Heleno prepara terreno para mineração em terra indígena

O general Heleno já autorizou 81 projetos de garimpo desde o início do governo Bolsonaro

Integrantes do MPF (Ministério Público Federal) suspeitam que as autorizações do ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, para pesquisa de ouro em uma das áreas mais preservadas da Amazônia buscam preparar terreno para a mineração em terras indígenas, proposta defendida por Jair Bolsonaro. 

A suspeita de procuradores da República que atuam na região amazônica, é reforçada pelo fato de Heleno ter permitido o avanço do garimpo num lugar onde há predominantemente terras indígenas e também pela característica dos empreendimentos, que envolvem pesquisa, prevista no projeto de lei enviado por Bolsonaro ao Congresso em 2020, informa aFolha de S.Paulo.

O general Heleno já autorizou 81 projetos de garimpo desde o início do governo Bolsonaro.O ministro do GSI é secretário-executivo do Conselho de Defesa Nacional, um colegiado que orienta o presidente da República sobre assuntos de defesa e soberania. É o secretário que concede os chamados assentimentos prévios, com aval a projetos na faixa de fronteira, numa largura de até 150 quilômetros.

Representantes dos indígenas na região, além de organizações ambientais e de parlamentares no Congresso, ingressaram com representações na PGR (Procuradoria-Geral da República), no MPF, na Justiça, no STF (Supremo Tribunal Federal) e no próprio Congresso para tentar barrar os atos do general Heleno.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS